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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Rio+20 chega ao fim com resultado tímido e promessas adiadas
No último dia da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os governos que eliminem a fome do mundo. Ele disse que, em um mundo populoso, ninguém deveria passar fome.
A fase final da conferência também registrou promessas de diferentes países e empresas em temas como energias limpas.
Mesmo assim, um grupo de políticos veteranos se juntaram a organizações ambientalistas em sua avaliação de que a declaração final do encontro foi o resultado de um 'fracasso de liderança'.
Na visão do vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, o resultado das discussões pode ser classificado como 'insípido'.
O encontro, que marcou os 20 anos após a emblemática Cúpula da Terra também realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e 40 anos depois da primeira reunião mundial sobre o tema, em Estocolmo, tinha como objetivo estimular novas medidas rumo a uma 'economia verde'.
Mas a declaração que foi concluída por negociadores de diferentes governos na terça-feira, e que ministros e chefes de Estado e governo não quiseram rediscutir, coloca a economia verde apenas como um de muitos caminhos rumo a um desenvolvimento sustentável.
Mary Robinson, ex-presidente irlandesa que também já ocupou o posto de Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse que os termos do documento não são suficientes.
'Este é um daqueles momentos únicos em uma geração, quando o mundo precisa de visão, compromisso e, acima de tudo, liderança', disse. 'Tristemente, o documento atual é um fracasso de liderança', afirmou, ecoando as declarações do vice-premiê britânico.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a declaração não produz benefícios para a proteção ambiental nem para o desenvolvimento humano.
'Esta divisão antiga entre o meio ambiente e o desenvolvimento não é o caminho para resolver os problemas que estamos criando para nossos netos e bisnetos', disse. 'Temos que aceitar que as soluções para a pobreza e a desigualdade se encontram no desenvolvimento sustentável, e não no crescimento a qualquer custo.'
O secretário-geral da ONU esperava que o encontro adotasse medidas mais firmes para garantir que os mais pobres tivessem acesso a água, energia e alimentos. No entanto, sua emblemática iniciativa Energia Sustentável para Todos foi apenas citada no texto, ao invés de receber apoio enfático dos líderes.
Esperança
Na fase final do encontro, Ban Ki-moon desafiou os governos mundiais a fazerem mais.
'Em um mundo de muitos, ninguém, nem mesmo uma única pessoa, deveria passar fome', disse. 'Convido todos vocês a se juntarem a mim para trabalhar em um futuro sem fome', acrecentou a uma plateia estimada em 130 chefes de Estado e governo.
Atualmente acredita-se que quase 1 bilhão de pessoas - um sétimo da população mundial - vivem em fome crônica, enquanto outro bilhão não recebe nutrição adequada.
As medidas que poderiam ajudar a eliminar essa situação incluem a redução do desperdício de alimentos - quase um terço de todos os alimentos produzidos são jogados no lixo nos países ricos, e uma proporção ainda maior nos países mais pobres, por razões diferentes - além de dobrar a produtividade de pequenas propriedades.
O desafio é parcialmente baseado no programa Fome Zero, criado no Brasil pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
'O anúncio de Ban Ki-moon é um raio de esperança bem-vindo em uma conferência que foi vergonhosamente marcada pela ausência de progresso', disse Barbara Stockling, chefe da ONG internacional Oxfam.
'Apesar do fato de que o mundo produz alimentos suficientes para todos, há mais pessoas com fome hoje do que em 1992, quando o mundo se reuniu pela última vez no Rio', acrecentou.
No entanto, até o momento, tudo o que há de concreto é um desafio. Não há dinheiro nem mudanças na maneira como a própria ONU se posiciona sobre o assunto da fome.
Em paralelo às principais negociações no Rio, empresas e governos firmaram mais de 200 compromissos de ações voluntárias em diferentes áreas.
Energia, água e alimentos estão neste pacote, embora a maioria das promessas sejam de inclusão do tema desenvolvimento sustentável em programas educacionais.
Nasa cria site e aplicativo móvel para usuários acompanharem ISS ao vivo
Internet e aplicativo móvel permite saber tudo o que
se passa dentro da estação espacial
se passa dentro da estação espacial
As pessoas podem, ainda, saber o que se passa no Centro de Controle de Missões do Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, Texas.
Por meio da ferramenta Space Station Live! (Estação Espacial ao vivo), os usuários podem acompanhar os seis astronautas (três russos, dois americanos e um holandês) da expedição minuto a minuto e ver quais são as pesquisas e tecnologias desenvolvidas diariamente nesse ambiente de microgravidade.
É possível percorrer a ISS por meio de modelos virtuais de exibição 3D, que também informam a posição correta do Sol, da Terra, da Lua e dos painéis solares da ISS.
Além disso, o serviço indica como andam a temperatura, a geração de energia e a comunicação dentro da ISS. Estudantes e professores podem usar esses dados para resolver problemas em aulas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Planetas vizinhos têm a órbita mais próxima já identificada no Universo
Astrônomos americanos encontraram dois planetas vizinhos com a órbita mais próxima já identificada no Universo, com quase 2 milhões de quilômetros na menor distância.
Essa é apenas cinco vezes a extensão entre a Terra e a Lua, o que deixa os "novos" planetas 20 vezes mais perto um do outro que todos os do nosso Sistema Solar. A descoberta foi publicada na revista “Science” desta semana.
O Kepler-36b é um planeta rochoso, com 1,5 vez o raio e 4,5 vezes a massa da Terra. Já o outro (que aparece por inteiro na foto acima) é um gigante gasoso, com 3,7 vezes o raio e 8 vezes a massa terrestre.
O “casal” de planetas orbita uma estrela ligeiramente mais quente e cerca de 2 bilhões de anos mais velha que o Sol, situada a 1.200 anos-luz da Terra.
Os corpos têm densidades diferentes e estão perto demais de sua estrela, motivo pelo qual ficam fora da chamada "zona habitável", região de um sistema onde a água líquida pode existir na superfície.
Foram usadas informações do telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), que mede o brilho de mais de 150 mil estrelas para procurar planetas em trânsito.
A equipe responsável pelo trabalho foi liderada pelo pesquisador Josh Carter, do Centro de Astrofísica Harvard- Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, e pelo professor de astronomia Eric Agol, da Universidade de Washington, em Seattle.
Cientistas acham vestígios de água em meteoritos que vieram de Marte
A Terra pode deixar de ser o único planeta conhecido por concentrar grandes reservatórios de água em seu interior. Segundo um novo estudo americano feito com dois meteoritos vindos de Marte, a quantidade de água no manto do planeta vermelho pode ser maior do que estimativas anteriores e até se comparar à da Terra.
A pesquisa foi feita pelo Instituto Carnegie para a Ciência, e os resultados aparecem na atual edição da revista “Geology”.
Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.
Os cientistas analisaram os chamados meteoritos shergottite, bastante jovens e originados por um derretimento parcial do manto marciano, camada abaixo da crosta, que se cristalizou na superfície e abaixo dela. Esses fragmentos de rocha vieram para a Terra há aproximadamente 2,5 milhões de anos e dizem muito sobre os processos geológicos enfrentados pelo planeta vermelho.
Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não. Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.
Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.
Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.
A pesquisa foi feita pelo Instituto Carnegie para a Ciência, e os resultados aparecem na atual edição da revista “Geology”.
Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.
Ao analisar dois meteoritos vindos de Marte, cientistas encontraram indícios de água no planeta
Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não. Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.
Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.
Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
NASA lança telescópio para observar buracos negros
Depois de 20 anos e US$ 165 milhões investidos, o NuSTAR foi lançado ao espaço, e logo começará o primeiro monitoramento sistemático dos buracos negros, além de estudar explosões de supernovas e aglomerados de galáxias. A expectativa é que a missão espacial envolvendo o NuSTAR comece na metade do mês de julho.
NASA divulga demonstração do poder da magnetosfera da Terra
Quando o poderoso Sol libera suas partículas energéticas em direção a Terra, podemos observar as belas auroras.
Lindas. Elas nos dão um relato completo de como a magnetosfera do nosso
planeta está trabalhando para nos proteger da “ira” do Sol. Este novo
vídeo produzido pela equipe de animação do Goddard Space Flight Center da NASA mostra este efeito.
Uma ejeção de massa coronal maciça cambaleia em direção ao nosso
planeta, sendo desviada pelo poderoso campo magnético da Terra, porém,
Vênus não tem tanta sorte.
Parte da energia que consegue atravessar essa barreira acaba afetando as correntes oceânicas.
A animação conecta diversos modelos de computador, mostrando o campo
magnético incorporado com dados obtidos em um verdadeiro surto solar
ocorrido em dezembro de 2006.
Os dados usados no modelo foram captados por telescópios da NASA.
Apesar de se tratar de uma animação, o que você vê é absolutamente real
e rigorosamente idêntico ao fenômeno que ocorre naturalmente. Confira
vídeo abaixo:
CERN pede paciência sobre as especulações de que estão próximos da “Partícula de Deus”
Estaríamos próximos de um anúncio que poderia mudar o nosso conhecimento sobre o Universo?
Para as notícias especulativas de que o LHC já teria encontrado a
famosa partícula Bóson de Higgs, também chamada de Partícula de Deus, a
notícia veio como um banho de água fria.
Os rumores de que nas próximas semanas ou meses seria anunciado
finalmente a descoberta causou grande alarde na comunidade científica,
especialmente na Europa, tornando a hashtag #HiggsRumour um dos
assuntos mais comentados no mundo, nesta última quarta-feira, no
microblog Twitter.
As especulações começaram após Peter Woit, um dos físicos do CERN, ter
divulgado em seu blog que um estudo replicado parecia ter detectado a
famosa partícula.
Aparentemente, o LHC detectou a Partícula de Deus em 2011 e está
tentando confirmar a descoberta em 2012, através de uma extensa e
minuciosa análise.
Embora exista muito falatório, a maioria dos analistas afirma que ainda
não podem fazer anúncios da descoberta do Bóson de Higgs.
Quando o The New York Times
questionou sobre os rumores das informações divulgadas pelo fisco do
projeto em seu blog, a porta-voz do CERN, Fabíola Gianotti respondeu: “Por favor, não acreditem em blogs”.
Outro pesquisador, Michael Schmitt, declarou em seu blog: “Sabemos
o que temos. Mas minha lealdade permanece com a minha colaboração,
especialmente quando se trata das pessoas que estão trabalhando na
realização de análises, verificando resultados. Um respingo de uma
opinião em um blog não vale o incômodo de tantas pessoas”.
Encontrada gigantesca “floresta” de fitoplâncton sob o gelo do Oceano Ártico
Segundo comunicado oficial, isso equivaleria a encontrar uma floresta no meio de um deserto.
A NASA descobriu uma “floresta” no Oceano Ártico, com uma extensão total de quase 100 quilômetros.
Os cientistas sempre imaginaram que o local possuía camadas de gelo
muito espessas para abrigar algas ou permitir que elas crescessem, mas
no local concentra-se quatro vezes mais fitoplânctons do que em
qualquer outra área das proximidades.
Essas algas microscópicas são responsáveis por boa parte do oxigênio
liberado em nosso planeta, mas só foram descobertas e estudadas com a
devida importância apenas a partir de 1970.
O Icescape – uma espécie de associação responsável por análise e
controle do ecossistema e meio ambiente do Ártico – promoveu a missão
patrocinada pela NASA, divulgando suas descobertas em seguida, após uma
vasta análise.
“A
descoberta revela uma nova consequência do clima do Ártico, dando
pistas importantes para entendermos os impactos das mudanças climáticas
e do meio ambiente no Oceano Ártico e em sua ecologia”, afirmou a NASA em comunicado divulgado.
NASA afirma: “99% de chances de vida em Marte”, de acordo com amostras de 1976
Novas análises de amostras de solo marciano colhidas em uma missão de
1976 apontam grandes evidências de vida, afirma novo relatório.
As amostras coletadas pela Viking da Nasa Mars Landers, foram inicialmente usadas para mostrar a atividade geológica do planeta, mas não havia evidenciado vida.
Mas uma nova análise da Universidade de Siena e do Instituto Califórnia
Keck acredita que os experimentos originais podem ter sido falhos, não
conseguindo provar existência de vida microbiana.
“Com base no que temos feito até agora, eu diria que podemos afirmar que existem 99% de certeza de que há vida lá”, comentou Joseph D. Miller, professor associado de célula e neurobiologia da Universidade do Sul da Califórnia.
Ele acrescentou: “Parafraseando um velho ditado: se parecer com um micróbio e se comportar como um micróbio, então provavelmente é um micróbio”.
Os produtos químicos orgânicos identificados nas amostras de solo da
sonda Viking foram clorometano e diclorometano. Acredita-se que essas
substâncias estavam presentes nas amostras por contaminação de fluidos
de limpeza usados nas proximidades do laboratório.
O assunto foi levantado após os cientistas perceberem que uma amostra
de Marte colhida em 2008 trazida pela Phoenix Mars Laders da NASA,
continha perclorato.
Quando o perclorato foi adicionado ao solo do deserto a partir de
compostos orgânicos que existiam no Chile e analisados com os mesmos
testes realizados nas amostras da missão Viking, os mesmos compostos
foram encontrados no teste realizado.
A pesquisa foi publicada no International Journal of Aeronautical and Space Sciences.
Telescópio Hubble divulga imagem de galáxia anã
A galáxia anã UGC 5497 vista pelo Telescópio Hubble
O telescópio espacial Hubble, projeto da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), capturou uma imagem da galáxia anã UCG 5497, que está localizada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância da constelação Ursa Maior.A imagem, que se assemelha a um punhado de sal sobre um fundo negro, foi divulgada pela NASA na quarta-feira (20). Ela mostra a galáxia anã compacta azul repleta de grupos de estrelas. As brilhantes estrelas azuis que surgem nestes aglomerados ajudam a dar à galáxia o tom azulado, que tem uma duração de vários milhões de anos até que os astros de rápida combustão explodem como supernovas.
A UGC 5497 é considerada parte do grupo de galáxias 81 M, que se tornou uma área de pesquisa do telescópio em 2008, à procura de novas candidatas a galáxias anãs.
Pesquisa da Nasa indica presença de gelo em cratera no polo sul da Lua
A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (20) que dados do Orbitador de Reconhecimento Lunar indicam que gelo pode representar até 22% da superfície de uma cratera localizada no polo sul do satélite natural da Terra. Os resultados estão publicados na edição desta semana da revista "Nature".
A equipe, formada por funcionários da Nasa e cientistas de universidades como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), usou uma luz a laser para examinar o solo da cratera Shackleton, que tem 2 km de profundidade, 12 km de largura, é escura e extremamente fria.
Cratera no polo sul da Lua pode conter gelo, conclui pesquisa
Descobriu-se que chão dela é mais brilhante que o de crateras próximas, o que pode ser um indicativo consistente da presença de pequenas quantidades de gelo. As paredes da Shackleton são ainda mais brilhates que o fundo. Como recebem iluminação de vez em quando, poderiam evaporar o gelo que se acumula.
A informação vai ajudar os pesquisadores a compreenderem melhor a formação dessa cratera e estudar outras áreas desconhecidas da Lua. Segundo Gregory Neumann, funcionário da Nasa e coautor do estudo, essas medidas de brilho já intrigam os cientistas há dois anos.
Os estudiosos também usaram o instrumento a laser para mapear o relevo do terreno da cratera com base no tempo que a luz levou para voltar da superfície. Quanto mais tempo, menor a elevação do lugar.
Além da possível evidência de gelo, o trabalho revela que a Shackleton está incrivelmente preservada desde a sua formação, há mais de 3 bilhões de anos. O piso dela é formado por várias outras pequenas crateras, que podem ter surgido como parte da colisão que a criou.
A equipe, formada por funcionários da Nasa e cientistas de universidades como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), usou uma luz a laser para examinar o solo da cratera Shackleton, que tem 2 km de profundidade, 12 km de largura, é escura e extremamente fria.
Luz artificial simboliza diferentes alturas da cratera,
sendo a azul a mais profunda e a vermelha a mais rasa
sendo a azul a mais profunda e a vermelha a mais rasa
Os estudiosos também usaram o instrumento a laser para mapear o relevo do terreno da cratera com base no tempo que a luz levou para voltar da superfície. Quanto mais tempo, menor a elevação do lugar.
Além da possível evidência de gelo, o trabalho revela que a Shackleton está incrivelmente preservada desde a sua formação, há mais de 3 bilhões de anos. O piso dela é formado por várias outras pequenas crateras, que podem ter surgido como parte da colisão que a criou.
Estudo com material mais forte que o aço pode impulsionar área da óptica
Luz sobre 'folha' de átomos de carbono pode ajudar
estudo óptico
estudo óptico
Os resultados aparecem na revista “Nature” desta semana, ao lado de uma pesquisa semelhante feita na Califórnia, EUA.
Segundo os pesquisadores das universidades de Madri, Barcelona e San Sebastián, a incidência da luz sobre o grafeno tornou uma "folha" de átomos de carbono o candidato mais promissor para a detecção e o processamento de informações ópticas em escala nanométrica (molecular), usando a luz em vez da eletricidade.
A capacidade de prender a luz em volumes muito pequenos pode dar origem a uma nova geração de nanossensores, com aplicações em áreas tão diversas quanto nanoeletrônica, nano-óptica, medicina, biodetecção e mecânica quântica.
O pesquisador Javier García de Abajo diz que o grafeno é uma excelente opção para resolver um problema tecnológico de longa data que é modular a luz na velocidade dos atuais microchips.
Essa observação prova o que físicos teóricos previram há muito tempo: que é possível interceptar e manipular a luz de maneira altamente eficiente, usando o grafeno como uma plataforma para sentir e processar dados ópticos.
O grafeno é um material que, entre muitas outras funções fascinantes, tem um comportamento óptico extraordinário. Propriedades interessantes têm sido previstas para o caso em que a luz se une aos chamados “plásmons” do grafeno, que são como excitações de ondas nos elétrons de condução do material.
Apesar disso, ainda não há nenhuma evidência experimental direta dessa hipótese. Isso porque o comprimento de onda dos plásmons é de 10 a 100 vezes menor que aquele capaz de ser visto com microscópios convencionais.
Os pesquisadores mostraram as primeiras imagens experimentais de plásmons de grafeno. Eles usaram um microscópio de campo próximo que emprega uma ponta afiada para converter a luz de iluminação em um ponto de luz em escala nanométrica, que fornece um impulso extra necessário para os plásmons serem criados. Isso poderá permitir uma medição de seu comprimento de onda, segundo um dos principais autores, Rainer Hillenbrand.
Como demonstrado pelos cientistas, os plásmons de grafeno podem ser usados para controlar eletricamente a luz, de maneira semelhante como é feito com elétrons em um transistor.
Esse resultado, ressaltam os estudiosos, abre um novo campo de pesquisa e fornece um caminho viável para a afinação da luz ultrarrápida, que até então era impossível.
Furacão tropical Chris é flagrado em imagem de satélite sobre o Atlântico
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Arqueólogos descobrem restos de mamutes e túmulo romano na Sérvia
Arqueólogos encontraram um campo raro de fósseis de mamutes na Sérvia. Estima-se que no local haja restos de pelo menos cinco desses animais gigantes que viveram ali há milhares de anos.
O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.
Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.
Presa de mamute é retirada da terra em mina de carvão a céu aberto na Sérvia
No lugar, os arqueólogos também identificaram um túmulo da época romana. Os esqueletos estão bastante preservados.
Túmulo da época romana é encontrado por arqueólogos próximo a Belgrado
Estudantes de arqueologia já estudam os restos de um mamute achado na mina de carvão em Kostolac. Os jovens tiram fotos e analisam o fóssil do animal pré-histórico.
Estudantes de arqueologia fotografam fóssil de mamute achado na Sérvia
O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.
Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.
Telescópio europeu flagra berçário de estrelas na 'Nebulosa Guerra e Paz'
O Telescópio Extremamente Grande do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (20) a imagem mais detalhada obtida até hoje do berçário estelar NGC 6357, conhecido como Nebulosa Guerra e Paz, que fica na constelação de Escorpião, nas profundezas da Via Láctea. A foto mostra inúmeras estrelas quentes e jovens (com "apenas" milhões de anos), nuvens brilhantes de gás e formações de poeira circulando em meio a ventos estelares e radiação ultravioleta.
Os traços escuros que recobrem esta imagem e a de cima são poeira cósmica, formada por pequeníssimas partículas de silicatos, grafite e gelo, produzidas e expelidas para o espaço por gerações anteriores de estrelas. Essa poeira é muito mais fina que a doméstica e se parece com fumaça. O nome da nebulosa, Guerra e Paz, foi dado pelos astrônomos porque esta foto pareceria uma pomba e a de cima, uma caveira. As duas compõem uma imagem única, sendo esta a da esquerda e a de cima, da direita.
A região mais central e brilhante da nebulosa NGC 6357 contém um aglomerado de estrelas de grande massa, que estão entre os astros mais brilhantes da Via Láctea. O interior dele, que não pode ser visto na imagem, já foi intensamente estudado pelo Telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa). Esta foto foi produzida pelo programa Joias Cósmicas, do ESO, que é financiado por 15 países europeus, além do Brasil. A NGC 6357 foi vista pela primeira vez em 1837, a partir da África do Sul
Tiranossauro de 70 milhões de anos é roubado da Ásia e leiloado nos EUA
A justiça nova-iorquina iniciou um procedimento para devolver à Mongólia um esqueleto de tiranossauro roubado no deserto de Gobi, no sul do país asiático, e leiloado em Nova York no mês passado, informou a promotoria de Manhattan.
O esqueleto reconstituído e quase completo deste Tarbossaurus bataar, primo mais novo do Tiranossaurus Rex que viveu no período Cretáceo há cerca de 70 milhões de anos, foi exportado ilegalmente para a Flórida (sudeste dos Estados Unidos) a partir da Grã-Bretanha em março de 2010.
O esqueleto foi leiloado no dia 20 de maio em Nova York por US$ 1,05 milhão pela casa Heritage Auctions, com sede em Texas, segundo o promotor de Manhattan, Preet Bharara.
Antes da venda, o governo da Mongólia obteve de um tribunal do Texas a proibição da venda e traslado do esqueleto.
Apesar disso, a venda foi realizada, mas o leiloeiro concordou em congelar a transação até que o caso seja decidido pela justiça.
O esqueleto, que segundo as autoridades da Mongólia foi descoberto entre 1995 e 2005 a oeste do deserto de Gobi, espera agora uma decisão sobre seu destino, o que poderá levar anos.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Físicos propõem existência de Universo paralelo
O desaparecimento repentino de nêutrons, que não pode ser explicado pela
física atual, pode ser o sinal da existência de um universo-espelho.
Partículas-espelho
Uma anomalia no comportamento de partículas subatômicas comuns pode ser o sinal da existência de partículas-espelho, que transitam entre o nosso Universo e um universo paralelo.
O fenômeno também poderia oferecer uma explicação para a matéria escura, como hoje os cientistas chamam um ponto de interrogação que representa a massa que parece estar faltando no Universo.
Dois cientistas italianos usaram a hipótese da existência das partículas-espelho para explicar uma anomalia nos experimentos, onde os nêutrons parecem desaparecer.
A existência dessa matéria-espelho tem sido sugerida em vários contextos científicos nos últimos tempos, incluindo a procura de candidatos adequados para explicar a matéria escura.
Os físicos Zurab Berezhiani e Fabrizio Nesti, da Universidade de L'Aquila, reanalisaram os dados experimentais obtidos pelo grupo de pesquisa de Anatoly Serebrov, no Instituto Laue-Langevin, França.
Mistério dos nêutrons que desaparecem
Eles mostraram que a taxa de perda de nêutrons livres muito lentos parece depender da direção e da intensidade do campo magnético aplicado.
Essa anomalia não pode ser explicada pela física conhecida.
Os cientistas acreditam que a perda de nêutrons pode ser interpretada à luz de um mundo paralelo hipotético formado por partículas-espelho.
Os
nêutrons parecem estar oscilando na fronteira entre dois universos
paralelos, indo e voltando de um para o outro.
A probabilidade dessa transição foi calculada como sendo dependente da presença de campos magnéticos.
Assim, o mundo invisível das partículas-espelho poderia ser detectado experimentalmente.
Essa oscilação nêutron-espelho-nêutron pode ocorrer em uma escala temporal de poucos segundos, segundo os pesquisadores.
Matéria escura
A possibilidade desse desaparecimento rápido de nêutrons - muito mais rápido do que o decaimento de nêutrons, com seus 10 minutos de duração - embora surpreendente, não pode ser excluído pelos atuais limites experimentais e astrofísicos.
Esta interpretação é sujeita à condição de que a Terra possui um campo magnético espelho da ordem de 0,1 Gauss.
Tal campo pode ser induzido por partículas-espelho flutuando na galáxia - algo como a matéria escura.
Hipoteticamente, a Terra poderia capturar a matéria-espelho por meio de interações fracas entre as partículas comuns e as partículas desses mundos paralelos.
Célula a combustível gera eletricidade com energia do cérebro
Células a combustível a glicose de várias dimensões, estampadas sobre uma pastilha de silício de 15 centímetros de diâmetro.
Implantes cerebrais
Talvez não seja preciso apelar para a eletricidade sem fios para alimentar marca-passos e outros implantes médicos.
Engenheiros do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveram uma célula a combustível que gera eletricidade a partir do mesmo açúcar que abastece as células humanas, a glicose.
A principal característica do dispositivo, contudo, é que ele já nasceu visando a aplicação que se tem em mente: ele foi projetado para ser implantado no cérebro humano.
Segundo os pesquisadores, quando totalmente desenvolvida, a célula a combustível alimentada por glicose poderá ser usada para abastecer sobretudo os delicados implantes cerebrais, que ajudarão pacientes com paralisia a reconquistar seus movimentos.
Energia do açúcar
Rahul Sarpeshkar e seus colegas construíram a célula a combustível sobre um chip de silício, o que permite que ela seja integrada com outros circuitos eletrônicos miniaturizados, como é típico dos implantes médicos, sobretudo aqueles voltados para inserção no cérebro.
A ideia não é exatamente nova: uma célula a combustível alimentada a glicose foi usada para alimentar um marca-passos nos anos 1970. Mas a ideia foi abandonada com o surgimento das baterias de lítio, capazes de fornecer uma potência maior.
Aqueles protótipos também usavam enzimas que se degradavam rapidamente, inviabilizando o uso das células a glicose por longos períodos.
Mas a nova célula a combustível construída em um chip de silício não tem componentes biológicos: ela usa um catalisador de platina para capturar elétrons da glicose, imitando a atividade das enzimas celulares que quebram a glicose para gerar ATP.
O "gerador cerebral" poderá gerar eletricidade apenas entrando em contato com o fluido cerebroespinhal, que fica entre o cérebro e o crânio.
O protótipo de célula a combustível a glicose gera algumas centenas de microwatts (1-100 µW cm2), o suficiente para alimentar um implante neural.
Benjamin Rapoport, que construiu a célula, afirma que o equipamento poderia tirar todo o seu combustível do fluido cerebroespinhal, que separa o cérebro do crânio.
A equipe do Dr. Sarpeshkar é pioneira em um campo que tenta interligar a biologia com a eletrônica - não a eletrônica digital, mas a eletrônica analógica:
Asteroide pode atingir a Terra em 2040
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não
através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de
fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.
2011 AG5
Em uma nota confusa divulgada nesta sexta-feira, mostrando um claro conflito entre o desejo de não causar alarme e a necessidade de ater-se com fidelidade às informações disponíveis, a NASA anunciou os resultados das observações do asteroide 2011 AG5.
As observações feitas até o momento indicam que há uma pequena chance de que o asteroide 2011 AG5, descoberto em janeiro de 2011, atinja a Terra em 2040, diz a nota, embora a manchete no site da NASA diga o contrário.
Mas a pequena chance de impacto foi consensual entre os participantes de um encontro internacional promovido pela NASA para discutir as observações do asteroide feitas por astrônomos de todo o mundo, usando telescópios terrestres e espaciais.
O 2011 AG5 mede 140 metros de diâmetro.
Segundo a agência espacial, é provável que as observações ao longo dos próximos 4 anos reduzam a probabilidade do impacto para menos de 1%.
Buraco de fechadura
O nível de risco vai ganhar ainda mais clareza em 2023, quando o asteroide chegará a aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros da Terra.
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.
Se ele passar por essa região, a atração gravitacional da Terra poderá influenciar a órbita do asteroide o suficiente para trazê-lo de volta para uma rota de colisão, que ocorreria em 05 de fevereiro de 2040.
Se o asteroide não passar pelo buraco da fechadura, um impacto em 2040 será descartado.
"Dado o nosso entendimento atual da órbita deste asteroide, há apenas uma chance muito remota de que esta passagem pelo buraco de fechadura ocorra," disse Lindley Johnson, do programa NEO, da NASA (Near-Earth Object Observation, observação de objetos próximos à Terra).
Estado de atenção
"Embora haja um consenso geral de que há apenas uma chance muito pequena de que poderíamos estar lidando com um cenário de impacto real para este objeto, continuaremos atentos e prontos para tomar medidas se as observações adicionais indicarem que ele está garantido," disse Johnson.
Vários anos atrás, um outro asteroide, chamado Apophis, foi considerado uma ameaça, com uma possibilidade de impacto semelhante prevista para 2036.
Observações adicionais, feitas entre 2005 e 2008, cientistas da NASA refinaram seus cálculos da trajetória do asteroide, mostrando uma probabilidade significativamente reduzida de um impacto com a Terra.
Embora os cientistas esperem que o mesmo ocorra com o 2011 AG5, eles reconhecem a pequena chance de que as probabilidades calculadas aumentem com os resultados das observações a serem feitas entre 2013 e 2016.
De acordo com os especialistas que participaram do evento, mesmo se essas chances aumentarem, haverá tempo suficiente para planejar missões para mudar o curso do asteroide.
Em uma nota confusa divulgada nesta sexta-feira, mostrando um claro conflito entre o desejo de não causar alarme e a necessidade de ater-se com fidelidade às informações disponíveis, a NASA anunciou os resultados das observações do asteroide 2011 AG5.
As observações feitas até o momento indicam que há uma pequena chance de que o asteroide 2011 AG5, descoberto em janeiro de 2011, atinja a Terra em 2040, diz a nota, embora a manchete no site da NASA diga o contrário.
Mas a pequena chance de impacto foi consensual entre os participantes de um encontro internacional promovido pela NASA para discutir as observações do asteroide feitas por astrônomos de todo o mundo, usando telescópios terrestres e espaciais.
O 2011 AG5 mede 140 metros de diâmetro.
Segundo a agência espacial, é provável que as observações ao longo dos próximos 4 anos reduzam a probabilidade do impacto para menos de 1%.
Buraco de fechadura
O nível de risco vai ganhar ainda mais clareza em 2023, quando o asteroide chegará a aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros da Terra.
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.
Se ele passar por essa região, a atração gravitacional da Terra poderá influenciar a órbita do asteroide o suficiente para trazê-lo de volta para uma rota de colisão, que ocorreria em 05 de fevereiro de 2040.
Se o asteroide não passar pelo buraco da fechadura, um impacto em 2040 será descartado.
"Dado o nosso entendimento atual da órbita deste asteroide, há apenas uma chance muito remota de que esta passagem pelo buraco de fechadura ocorra," disse Lindley Johnson, do programa NEO, da NASA (Near-Earth Object Observation, observação de objetos próximos à Terra).
Estado de atenção
"Embora haja um consenso geral de que há apenas uma chance muito pequena de que poderíamos estar lidando com um cenário de impacto real para este objeto, continuaremos atentos e prontos para tomar medidas se as observações adicionais indicarem que ele está garantido," disse Johnson.
Vários anos atrás, um outro asteroide, chamado Apophis, foi considerado uma ameaça, com uma possibilidade de impacto semelhante prevista para 2036.
Observações adicionais, feitas entre 2005 e 2008, cientistas da NASA refinaram seus cálculos da trajetória do asteroide, mostrando uma probabilidade significativamente reduzida de um impacto com a Terra.
Embora os cientistas esperem que o mesmo ocorra com o 2011 AG5, eles reconhecem a pequena chance de que as probabilidades calculadas aumentem com os resultados das observações a serem feitas entre 2013 e 2016.
De acordo com os especialistas que participaram do evento, mesmo se essas chances aumentarem, haverá tempo suficiente para planejar missões para mudar o curso do asteroide.
Morre prêmio Nobel que contribuiu no tratamento do Parkinson
O americano William Knowles, que em 2001 dividiu o Prêmio Nobel de Química com seu compatriota Karl Barry Sharpless e o japonês Ryoji Noyori por pesquisas que ajudaram no tratamento do Parkinson, morreu aos 95 anos, informa nesta segunda-feira a imprensa americana.
Lesley McIntire, filha do químico americano, confirmou que seu pai faleceu na quarta-feira passada por complicações de esclerose lateral amiotrófica (ELA, a mesma doença que atinge o físico britânico Stephen Hawking), segundo o jornal The Washington Post.
Knowles trabalhou durante 44 anos na companhia Monsanto, uma empresa provedora de produtos químicos com sede na cidade de Saint Louis até sua aposentadoria, em 1986. No entanto, 15 anos depois, aos 84 anos de idade, foi agraciado com o prêmio Nobel de Química.
Os descobrimentos que realizou enquanto trabalhava para esta companhia facilitaram a fabricação industrial do remédio que posteriormente foi utilizado para tratar o mal de Parkinson. As pesquisas dos três cientistas se baseiam nas propriedades das moléculas que se apresentam em duas formas, como imagens que se refletem e que são conhecidas como moléculas quirais.
Knowles, professor emérito da Universidade de Missouri, descobriu que é possível utilizar metais de transição para fabricar quirais catalisadores por meio da hidrogenação e obter como produto final a forma molecular procurada. Sua pesquisa abriu passagem imediatamente ao processo industrial para a produção do fármaco L-dopa, que é utilizado atualmente no tratamento do Parkinson.
Lesley McIntire, filha do químico americano, confirmou que seu pai faleceu na quarta-feira passada por complicações de esclerose lateral amiotrófica (ELA, a mesma doença que atinge o físico britânico Stephen Hawking), segundo o jornal The Washington Post.
Knowles trabalhou durante 44 anos na companhia Monsanto, uma empresa provedora de produtos químicos com sede na cidade de Saint Louis até sua aposentadoria, em 1986. No entanto, 15 anos depois, aos 84 anos de idade, foi agraciado com o prêmio Nobel de Química.
Os descobrimentos que realizou enquanto trabalhava para esta companhia facilitaram a fabricação industrial do remédio que posteriormente foi utilizado para tratar o mal de Parkinson. As pesquisas dos três cientistas se baseiam nas propriedades das moléculas que se apresentam em duas formas, como imagens que se refletem e que são conhecidas como moléculas quirais.
Knowles, professor emérito da Universidade de Missouri, descobriu que é possível utilizar metais de transição para fabricar quirais catalisadores por meio da hidrogenação e obter como produto final a forma molecular procurada. Sua pesquisa abriu passagem imediatamente ao processo industrial para a produção do fármaco L-dopa, que é utilizado atualmente no tratamento do Parkinson.
Nasa divulga foto do Oceano Ártico
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Galáxias com formato espiral ajudam astrônomos a entenderem a matéria escura
Um estudo realizado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências
Atmosféricas (IAG) da USP analisou a luz emitida por galáxias espirais.
As observações são do Gassendi H Alpha survey of Spirals (GHASP), um
programa francês de observação sistemática de galáxias espirais. “O
meu trabalho foi apenas uma parte do projeto maior envolvendo
pesquisadores brasileiros e franceses. A partir dos dados obtidos pelas
observações do GHASP, que são feitas na França, fiz a análise
fotométrica para entender as diferentes componentes das galáxias
espirais e quanto cada uma delas emite de luz”, conta o astrônomo
Carlos Eduardo Barbosa, autor da dissertação de mestrado defendida no
IAG em outubro, sob orientação da professora Cláudia Lucia Mendes de
Oliveira.
A pesquisa analisou a emissão de fótons na banda R, correspondente à
região vermelha da luz visível, que é emitida principalmente pelas
estrelas de baixa massa. Para se ter ideia do que é uma estrela
considerada de baixa massa, o sol é um exemplo. “O número de
estrelas de baixa massa que emitem luz vermelha é muito maior que o de
estrelas de alta massa, que emitem luz azul. Portanto, identificando
apenas a emissão de luz vermelha, consigo obter informações sobre a
como a maior parte da massa está distribuída na galáxia”, conta o
astrônomo. O GHASP observou com grande detalhe as propriedades dinâmicas
e cinemáticas de 203 galáxias espirais relativamente próximas. O
trabalho de Barbosa mostra o estudo fotométrico de 173 destas galáxias.
Após as observações das imagens enviadas pelo observatório de
Haute-Province, na França, Barbosa constatou que a maior parte da massa
e da emissão de luz da galáxia está no disco. “Quando vemos uma
galáxia espiral, temos a impressão de que os braços espirais concentram
a maior parte das estrelas. Na verdade, estes braços são ondas
mergulhadas em uma estrutura muito maior, o disco, que vai além da
ponta dos braços. O que enxergamos é apenas onde as estrelas estão mais
concentradas”, explica.
A análise das imagens obtidas pelo telescópio de 1,2 metros do
Observatório de Haute-Provence levou dois anos para ser concluída. As
imagens precisavam ser calibradas e combinadas para que se excluíssem
ruídos causados por corpos celestes que estejam entre a Terra e a
galáxia observada ou pela própria atmosfera terrestre. Também foi feita
uma decomposição da luz, para identificar o que era emitido pelo bojo e
pelo disco separadamente.
Matéria escura
Segundo Barbosa, o objetivo maior do projeto GHASP é uma melhor compreensão da matéria escura. “Tudo
o que tem massa influencia o movimento dos corpos celestes. Com os
dados obtidos pelo GHASP, é possível mapear as velocidades do gás
contido nessas galáxias. Com isto, nota-se que deve haver muito mais
massa nas galáxias do que a luz das estrelas e o gás podem explicar. A
hipótese mais aceita na comunidade científica é que essa massa seja a
matéria escura”, conta. “Analisar a luz emitida pelas galáxias
permite analisar a dinâmica da massa visível. E entendendo a dinâmica
da massa visível, é possível compreender a dinâmica da matéria escura,
ou seja, descobrir onde ela está localizada e como ela influencia a
galáxia”.
Tipos de galáxias
Existem dois tipos de galáxias. As espirais, como as estudadas no
trabalho de Barbosa, por exemplo, e as galáxias elípticas, que não
possuem gás e, consequentemente, não formam mais estrelas. O estudo das
galáxias espirais, portanto, pode ajudar a entender melhor o
funcionamento da própria Via Láctea, que é uma galáxia espiral.
Uma galáxia é formada a partir da compressão de uma esfera de gás. As galáxias espirais, ou galáxias
disco, são formadas por duas partes principais. O bojo, ao centro, de
forma arredondada, composto por estrelas formadas quando do colapso da
esfera de gás, e o disco, composto por estrelas formadas após a
compressão dos gases que formaram a galáxia. “As estrelas tendem a
manter características de movimento, como velocidade e direção,
semelhantes às encontradas quando foram formadas. Por isso, o bojo
mantém uma forma arredondada, semelhante à forma da galáxia quando
começou a se formar, e o disco é achatado, pois as estrelas nasceram
quando o gás já estava achatado em forma de disco”, explica Barbosa.
O astrônomo ainda explica que mesmo as galáxias consideradas próximas,
como as estudadas pelo projeto GHASP, estão tão distantes do planeta
Terra que é impossível observar suas estrelas individualmente. “A
luz de uma galáxia próxima típica da amostra estudada demora cerca de
50 milhões de anos para chegar aqui. Na astronomia as distâncias e
dimensões são em escalas que não conseguimos imaginar na nossa vida
prática”, conta.
O tempo pode parar, congelando o Universo como em uma foto, diz nova teoria científica
As pessoas costumam dizer que o tempo acelera à medida que envelhecemos, mas isso pode não ser verdade.
De acordo com uma nova teoria científica radical, proposta por
acadêmicos, o próprio tempo pode estar diminuindo – e pode,
eventualmente, paralisar completamente.
As últimas descobertas são consideradas como “alucinantes” por muitos
pesquisadores. Uma apresentação em duas universidades espanholas propõe
que todos nós fomos acondicionados a pensar que o Universo está se
expandindo.
Na verdade, dizem os pesquisadores, o próprio tempo está ficando mais
brando até que finalmente em bilhões de anos, deixará completamente de
existir.
Embora os resultados possam parecer preocupantes, não é necessário
perdermos o sono por causa disso ou mesmo passar o tempo pensando
insistentemente sobre isso.
De acordo com os cientistas, a perda gradual de tempo não é
perceptível. E de qualquer forma, todos nós vamos estar muito longe do
tempo onde realmente o “fim” ocorrerá.
O professor Senovilla, em declaração à New Scientist, disse: “Tudo será congelado como uma fotografia, para todo o sempre”.
Os pesquisadores já mediram a luz das estrelas distantes que
explodiram, mostrado que o Universo está se expandindo a uma taxa muito
rápida. A teoria mais aceita é baseada na ideia de que uma espécie de
antiforça gravitacional, conhecida como energia escura, deve estar
provocando o distanciamento das galáxia.
No entanto, os astrônomos que trabalham com a mais recente teoria, diz que nós estamos olhando para coisas passadas. O professor Senovilla propõe que a hipótese atual está completamente errada: “Com a aceleração, o tempo vai diminuindo gradualmente”.
No entanto, os astrônomos que trabalham com a mais recente teoria, diz que nós estamos olhando para coisas passadas. O professor Senovilla propõe que a hipótese atual está completamente errada: “Com a aceleração, o tempo vai diminuindo gradualmente”.
Pode parecer difícil para um cosmólogo tradicionalista aceitar ou
acreditar. A Universidade de Cambridge, disse em declaração que a ideia
do cientista não é tão absurda assim: “Acreditamos
que o tempo surgiu durante o Big Bang, e se o tempo pode surgir,
também pode desaparecer – isso é apenas o efeito inverso”.
China divulga foto de missão espacial com sua primeira astronauta mulher
Três astronautas chineses acoplaram nesta segunda-feira (18), com sucesso, a nave Shenzhou 9 a módulo Tiangong 1, na primeira missão de acoplagem tripulada e primeira viagem com uma astronauta chinesa mulher, Liu Yang.
O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.
Os astronautas chineses Liu Wang, Liu Yang e
Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta
segunda-feira (18)
Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta
segunda-feira (18)
A viagem é um passo importante para a construção de uma estação espacial chinesa, prevista para 2020.
Liu Yang
A designação de Liu foi anunciada semana passada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.
Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.
Os astronautas chineses Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang aparecem no telão gigante do centro espacial Jiuquan. Navegando a Shenzhou-9, eles se acoplaram ao módulo Tiangong 1
O módulo Tiangong-1 é visto da Shenzhou-9 durante a acoplagem. É a primeira viagem espacial da China feita para realizar o processo, um passo importante para a construção de uma estação espacial, prevista para 2020
Liu Yang, que faz parte da missão, é a primeira astronauta chinesa. Ela foi escolhida sob critérios rigorosos, precisando ter dentes perfeitos, pele sem calos, bom hálito e odor corporal agradável Ela posa para fotos nesta sexta-feira (15)
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