quinta-feira, 28 de junho de 2012

Animal mais antigo viveu 30 milhões de anos antes do previsto, diz estudo


Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram no Uruguai uma prova física de que animais existiram há 585 milhões de anos, 30 milhões de anos antes que as evidências científicas mostravam até agora. Os resultados do estudo estão publicados na edição da revista “Science” desta quinta-feira (28).
Até então, o fóssil mais antigo do mundo tinha 555 milhões de anos e havia sido localizado na Rússia.
O achado foi por geólogos da equipe de Ernesto Pecoits e Natalie Aubet, que encontraram trilhas fossilizadas de um animal semelhante a uma lesma, com cerca de 1 centímetro de comprimento. O rastro foi deixado em um terreno sedimentar com lodo.
A equipe chegou à conclusão de que as trilhas foram feitas por um bicho primitivo bilateral, que se diferencia de outras formas de vida simples por ter uma simetria superior diferente da parte inferior, além de um conjunto único de “pegadas”.


Rastro lesma science (Foto: Richard Siemens/Universidade de Alberta)Rastros de animal são comparados ao tamanho de uma moeda canadense, para dar a dimensão do tamanho das 'pegadas' deixadas por 'lesma' primitiva

Os pesquisadores dizem que as faixas fossilizadas indicam que a musculatura desse animal mole lhe permitia mover-se pelo solo raso do oceano. O padrão de movimento da “lesma” indica uma adaptação evolutiva para buscar comida – o material orgânico do sedimento.
A idade precisa dos rastros foi calculada pela datação de uma rocha vulcânica que se “intrometeu” na rocha sedimentar onde os caminhos foram achados. O processo incluiu um retorno ao Uruguai para coletar mais amostras da rocha fossilizada e várias sessões de análise por um método chamado espectrometria de massa, que identifica diferentes átomos presentes em uma mesma substância.
Ao todo, os autores do estudo levaram mais de dois anos para ficarem satisfeitos com a precisão da idade de 585 milhões de anos.
Segundo o paleontógo Murray Gingras, da mesma equipe, é comum que animais de corpo mole desapareçam, mas suas trilhas virem fósseis. O geomicrobiólogo Kurt Konhauser diz que a descoberta abre novas questões sobre a evolução desses animais – como foram capazes de se mover e procurar alimento – e as condições ambientais envolvidas. Além desses pesquisadores, o trabalho contou com a participação de Larry Heaman e Richard Stern.

Novos dados da 'partícula de Deus' serão divulgados na próxima semana


Os cientistas envolvidos na caçada à misteriosa partícula subatômica chamada "bóson de Higgs" -- apelidada de "partícula de Deus" devem anunciar na próxima semana resultados que podem confirmar, confundir ou complicar a compreensão sobre a natureza fundamental do universo.
Nunca algo tão pequeno e efêmero atraiu tanto interesse. A partícula, descrita apenas teoricamente, explicaria como as estrelas e planetas se formaram depois do Big Bang, a explosão primordial que criou o universo. Sua existência, porém, nunca foi comprovada.
Especialistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), localizado nos arredores de Genebra, na Suíça, vão apresentar na próxima quarta-feira (4) suas novas descobertas, após relatar "tentadores vislumbres" em dezembro.
Blogueiros científicos e até alguns entre os milhares de físicos envolvidos no projeto especulam que o Cern irá finalmente anunciar a prova definitivamente do bóson de Higgs. "Ainda é prematuro dizer algo tão definitivo", disse James Gillies, porta-voz da instituição, acrescentando que as duas equipes envolvidas ainda estão analisando os dados e que qualquer conclusão só será possível após confrontar os dois relatórios.


Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça  (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)]
 Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas
Nucleares), em Genebra, na Suíça

Colisão de melancias
A experiência acontece no Grande Colisor de Hádrons, maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo -- um tubo circular de 27 km de perímetro, enterrado cem metros abaixo do solo, sob a fronteira entre a França e a Suíça.

Dois feixes de energia são disparados em direções opostas, e seu encontro gera milhões de colisões de partículas por segundo, recriando efemeramente as condições ocorridas uma fração de segundo depois do Big Bang.
A enorme quantidade de dados resultante é examinada por um exército de computadores. Mas é um processo complicado. Entre bilhões de colisões, pouquíssimas são adequadas para revelar o bóson de Higgs. "É como atirar melancias umas contra as outras, tentando obter a colisão perfeita para duas das sementes no interior", diz Jordan Nash, membro de uma das equipes envolvidas no trabalho.
Num mundo em crise financeira, muitos questionam a utilidade de uma experiência como essa, num equipamento que custou cerca de 3 bilhões de euros. Nash disse que a pesquisa é muito vanguardista e incipiente para resultar em descobertas práticas, e que no atual estágio o que lhe move é a sede de conhecimento -- algo que o cientista acha que o público é capaz de compreender. "Quando converso com taxistas ou mestres de obras, eles nunca me perguntam isso."

Astronauta aproveita ausência de gravidade e faz autorretrato divertido


O astronauta americano André Kuipers, em autorretrato que se aproveitou da ausência de gravidade (Foto: AP/André Kuipers/Nasa)
 O astronauta americano André Kuipers, em autorretrato que se aproveitou da ausência de gravidade 

Um astronauta americano que participam de uma missão espacial da Nasa aproveitou a ausência de gravidade para usar bolhas d'água flutuando e fazer um autorretrato divertido. André Kuipers aparece "repetido" duas vezes nas bolhas d'água, uma delas de cabeça para baixo.

A fotografia foi tirada no domingo (24) e divulgada nesta quinta-feira (28). O efeito ocorre por conta da refração sofrida pela luz ao atravessar cada uma das bolhas. A bolha da frente "corrige" a refração causada pela bolha maior.
Além de Kuipers, os astronautas Oleg Kononenko (Rússia) e Don Pettit (Holanda) têm o retorno à Terra a bordo da Soyuz TMA-03M planejado para 1º de julho.

Satélite da Nasa capta fenômeno atmosférico que lembra arco-íris


Uma camada de nuvens stratocumulus sobre o Oceano Pacífico, observada pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa) captou um fenômeno atmosférico conhecido como Glória. A imagem foi feita na região da Ilha de Guadalupe, na costa Oeste do México.
O nome Glória refere-se à formação de anéis coloridos que lembram um arco-íris. Eles aparecem quando o sol brilha sobre uma cobertura de nuvens ou névoa e se formam quando gotículas de água dentro dessas nuvens dispersam a luz de volta para a fonte de iluminação, neste caso o Sol.
Outra característica notável nesta imagem são os vórtices turbulentos von Karman visíveis à direita da glória. A primeira vista, os vórtices lembram muito tornados.



Imagem captada pela Nasa mostra fenômeno atmosférico chamado Glória, que é a formação de anéis coloridos sobre uma camada de nuvens. (Foto: Divulgação/Nasa) Imagem captada pela Nasa mostra fenômeno atmosférico chamado Glória, que é a formação de anéis coloridos sobre uma camada de nuvens.

Tornados magnéticos emitidos pelo Sol 'esquentam' atmosfera, diz estudo

Pesquisadores da Suécia descreveram nesta semana na revista “Science” o funcionamento dos tornados magnéticos que saem do Sol. Segundo as observações científicas, os tornados emitidos pelo Sol aquecem as camadas exteriores da atmosfera solar, mas para isso, a liberação desses turbilhões requer uma grande quantidade de energia. De acordo com os autores do estudo, o processo é, provavelmente, capaz de transferir energia necessária do interior da estrela para aquecer sua atmosfera superior. (Foto: Wedemeyer-Böhm et al. (2012)/Vapor/Universidade de Oslo) Pesquisadores da Noruega descreveram nesta semana na revista “Science” o funcionamento dos tornados magnéticos que saem do Sol. Segundo as observações científicas, esses turbilhões emitidos pelo Sol aquecem as camadas exteriores da atmosfera solar, mas para isso, a liberação dos tornados requer uma grande quantidade de energia. De acordo com os autores do estudo, o processo é, provavelmente, capaz de transferir energia necessária do interior da estrela para aquecer sua atmosfera superior. (Foto: Wedemeyer-Böhm et al

Ancestral humano comia folhas de árvores, indica pesquisa


Crânio de um jovem 'Australopithecus sediba' (Foto: Lee Berger/Divulgação)
Crânio de um jovem 'Australopithecus sediba'
Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (27) revelou que um dos antepassados do ser humano se alimentava de galhos de árvores e pequenos arbustos. A dieta não parece estranha só para os humanos modernos, mas também para outros hominídeos, segundo os autores do estudo.
A descoberta foi feita pela análise do carbono nos dentes desses antepassados. O Australopithecus sediba, que viveu no sul da África há cerca de 2 milhões de anos, tinha evidências de um grupo alimentício chamado pelos cientistas de C3, que envolve árvores e galhos.
A dieta é bem diferente da registrada entre outros hominídeos antigos, que se alimentavam de folhas e gramíneas. Os alimentos mais duros consumidos pelo A. sediba, ricos em proteínas e açúcares solúveis, estão mais próximos do que os chimpanzés consomem nas savanas africanas.

“É uma descoberta importante porque a dieta é um dos aspectos fundamentais de um animal, um dos que determinam seu comportamento e seu nicho ecológico. Como os ambientes mudam com o tempo, devido à mudança climática, os animais geralmente são forçados a se mudar ou a se adaptar às novas redondezas”, afirmou Paul Sandberg, um dos autores do estudo publicado pela revista “Nature”, em material divulgado pela Universidade do Colorado, em Boulder, nos Estados Unidos.
Ainda não há um consenso entre os especialistas sobre a posição do A. sediba na árvore genealógica dos hominídeos – acredita-se que ele seja um descendente do Australopithecus africanus. A descoberta da espécie foi anunciada em 2010, por isso estudos como o atual podem ajudar a caracterizar o hominídeo.


Dentes do 'Australopithecus sediba' analisados no estudo (Foto: Amanda Henry/divulgação)Dentes do 'Australopithecus sediba' analisados no estudo 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Balão panorâmico levará turistas à fronteira do espaço

Balão espacial promete turismo na fronteira do espaço

Você não sentirá a ausência de gravidade, mas a paisagem não ficará nada a dever à que se tem do espaço. 

Balão espacial
Esqueça os foguetes, com seu barulho, fumaça e uma aceleração que os torna proibitivos para muitos candidatos a turista espacial.
Você logo poderá ir às bordas do espaço suavemente, sem o mínimo tranco ou solavanco, a bordo de um balão espacial.
Balões são usados há décadas para pesquisas nas camadas mais altas da atmosfera terrestre.
Mais recentemente, eles se tornaram uma alternativa para aficionados e estudantes fazerem suas próprias imagens do espaço.
O espanhol José Mariano López-Urdiales, contudo, acredita que dá para mandar para o espaço bem mais do que galinhas de plástico.
Ele fundou uma empresa, a Zero2Infinity, para encontrar investidores e levantar fundos para colocar sua ideia em prática.
Balão espacial promete turismo na fronteira do espaço
O mirante espacial subirá içado por um balão, e descerá de paraquedas. 

Subir e descer
Os testes já começaram no final de Maio, quando foi lançado um protótipo em escala reduzida do balão espacial - ainda não tripulado.
Enquanto os balões meteorológicos sobem facilmente, eles explodem quando superam a altitude onde a pressão interna do seu gás supera muito a pressão externa da atmosfera rarefeita, fazendo seu tecido rasgar-se.
Mas, para que a ideia de López-Urdiales decole de vez, ele precisa controlar a altitude e trazer seus turistas espaciais com segurança de volta ao solo.
Eles retornarão, mas a cápsula soltará o balão e descerá de para-quedas.
Uma ideia que, a rigor, não é nova, já que vários balonistas já se aventuraram até a fronteira do espaço exterior.
A diferença é que López-Urdiales quer fazer isto de forma sistemática, levando pessoas em um verdadeiro mirante voador como se faz com os passeios de balão nos fins de semana.
Balão espacial promete turismo na fronteira do espaço
A primeira cápsula será capaz de levar dois pilotos e dois passageiros a uma altitude de 34 km. 
Vista espacial
Deve valer a pena.
É famosa a história do piloto norte-americano Joe Kittinger, que alcançou 29 km de altitude em uma cápsula içada por um balão, em 1957.
Quando seu comandante ordenou que ele controlasse o balão para iniciar a descida, ele respondeu: "Venham me buscar."
O projeto inicial da Zero2Infinity é construir uma cápsula capaz de levar dois pilotos e dois passageiros a uma altitude de 34 km.
Isso é baixo demais para experimentar a microgravidade - considera-se que o "espaço" comece aos 100 km de altitude - mas alto o suficiente para ter uma "vista quase espacial" da Terra.
A rigor, os passageiros experimentarão um gostinho de "ausência de gravidade" quando o balão se soltar e começar a cair, e um tranco quando o paraquedas se abrir.

Cientistas criaram conexão Wi-Fi capaz de enviar 66 DVDs por segundo



Você gostaria de ter uma conexão de internet sem fio incrivelmente rápida, enviando 66 DVDs de dados por segundo?
Exatamente o que você faria com tal velocidade será algo para se pensar no futuro, mas os investigadores demonstraram uma nova técnica que torna esse ‘sonho’ uma realidade.
Cientistas do Instituto Sueco de Física Espacial estão com uma ideia incrível. A nova tecnologia só é possível através de uma situação especial que “torce” as ondas de rádio, como se fossem um macarrão parafuso.
As ondas de rádio torcidas permitem que múltiplos sinas sejam enviados na mesma frequência dando um “número infinito de canais em determinadas larguras de banda fixa”, afirma Fabrizio Tamburini, um dos responsáveis pelo estudo.
A antena que transmite os dados é em formato de saca-rolhas, enviando ondas de rádio em forma de vórtices, com diferentes graus de spin, permitindo desempenhar sinais independentes.
Os cientistas testaram o sistema em Veneza, Itália, enviando sinais para diferentes receptores. Todos os sinais foram enviados através da banda de 2.4 GHz – a mesma usada pelos mais modernos roteadores Wi-Fi encontrados pelo mundo, a uma distância de 442 metros.
A equipe, que relatou a descoberta no New Joural of Physics, disse que o sinal foi um pouco mais fraco do que era esperado, mas essa ‘falha’ não ocorreu por muito tempo.
A pesquisa abre caminho para comunicações de extrema velocidade, usadas em computadores, celulares, transmissores, satélites e equipamentos que necessitem de transmissões de dados sem fio em um futuro próximo.

Amigos encontraram moedas da Idade do Ferro avaliadas em R$ 32 milhões após procurarem por 30 anos



Dois entusiastas descobriram um grande tesouro europeu da Idade do Ferro, avaliado em mais de 32 milhões de reais após longa procura que durou 30 anos.
Determinados, Reg Mead e Richard Miles passaram décadas pesquisando um campo em Jersey, uma ilha da coroa britânica, depois de ouvirem rumores de que um agricultor havia descoberto moedas de prata enquanto trabalhava em sua terra.
Eles finalmente encontraram: aproximadamente 50 mil moedas, que datam do primeiro século depois de Cristo, ficando enterradas por mais de 2.000 anos.

 

Foram encontradas moedas de prata romanas e celtas, bem como algumas de ouro que foram sepultadas em um bloco de argila, pesando mais de ¾ de tonelada. Especialistas preveem que as moedas são de uma tribo chamada Coriosolitae, baseado na área moderna onde foram encontradas.
Eles já haviam encontrado moedas de 50 anos a.C, da Idade do Ferro Tardia e acreditam que elas foram enterradas para serem mantidas a salvo dos guardas de Júlio César.
Isso ocorreu na época em que os exércitos de César estavam avançando para o oeste e norte da França, dirigindo-se para comunidades tribais em direção às costas.

 

Alguns teriam fugido para a ilha de Jersey pelo mar, encontrando refúgio longe das tropas. A única maneira de armazenar suas riquezas era enterrá-las em um lugar secreto.
Dr. Philip, especialista em moedas célticas na Universidade de Oxford, disse que cada moeda, individualmente, está avaliada entre R$ 323,00 a R$ 646,00.
Ele comentou ao DailyMail: “É extremamente emocionante e muito significativo. Elas vão adicionar uma quantidade enorme de novas informações, não apenas sobre as moedas em si, mas as pessoas que as usavam. A maioria dos arqueólogos com interesse em moedas passam a vida toda em bibliotecas olhando fotos e lendo sobre elas”.
Ele continua: “Para mim, como arqueólogo, interessado em moedas, é muito difícil sair e escavar um campo buscando moedas. É uma oportunidade única”.

Descoberta na Argentina nova espécie de dinossauro carnívoro


Espécie foi chamada de bicentenário argentino. Foto: EFEEspécie foi chamada de "bicentenário argentino"

Pesquisadores argentinos anunciaram nesta terça-feira a descoberta de uma nova espécie de dinossauro carnívoro, que pode contribuir para novos estudos sobre a evolução dos grandes répteis. A nova espécie, apresentada nesta terça-feira por pesquisadores do Museu Argentino de Ciências Naturais (MACN) de Buenos Aires, foi batizada de "bicentenário argentino" e seus restos foram achados na província de Rio Negro.
"É muito provável que seja o primeiro representante encontrado de uma nova linhagem dentro da família dos celurossauros, dinossauros que eventualmente deram origem às aves", disse em comunicado o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet) da Argentina, do qual faz parte o MACN.
O chefe do museu e pesquisador independente do Conicet, Fernando Novas, afirmou que, apesar de a espécie dos celurossauros incluir membros como o tiranossauro rex e o velociraptor, "não se sabe muito sobre as formas primitivas, os primeiros celurossauros".
Os dinossauros adultos do "bicentenário" teriam entre 2,5 e 3 m de comprimento, eram ágeis e magros e, pela forma de seus dentes e a presença das garras, teriam sido caçadores. "Podemos suspeitar que se alimentavam de pequenos dinossauros, herbívoros e filhotes de dinossauros", afirmou Novas.
Os pesquisadores acreditam que o dinossauro teria o corpo coberto por penas. As rochas que continham os ossos do "bicentenário" tem cerca de 90 milhões de anos e correspondem ao período Cretáceo Superior, de um período de 65 milhões há 98 milhões de anos atrás.
"Os fósseis de celurossauros primitivos são raros, e portanto esta nova espécie é muito importante", disse Steve Brusatte, da divisão de Paleontologia do Museu Americano de História Natural, dos Estados Unidos.
Para Brusatte, o achado do "bicentenário" não só ajuda a compreender melhor as origens das aves e seus parentes mais próximos, mas também "indica que os continentes da América do Sul, África, e também na Austrália, tiveram uma diversidade de pequenos dinossauros acima do normal".

'Podemos encontrar planeta como a Terra até 2022', dizem astrofísicos


Segundo o especialista, apesar de saberem onde esse planeta se encontra, a atual tecnologia ainda não é eficaz para este tipo de experiência. No entanto, se este planeta fosse habitado por seres inteligentes, Ribas destacou que seria possível conversar com eles através de sinais de rádio, embora essa troca de mensagens poderia demorar mais de 100 anos.
Ribas destacou que os planetas se concentram ao redor das estrelas frias, que representam 80% das que se veem e há no universo, entre elas o Sol. Esses astros são chamados de "frios" porque sua temperatura está abaixo dos 6 mil graus. Em nossa galáxia há cerca de 200 mil estrelas frias, e as estrelas quentes, que representam 20%, possuem uma temperatura que oscila entre 20 mil e 50 mil graus.
Durante o encontro realizado em Barcelona, os especialistas constataram que as estrelas frias podem ser 10% maior do que se pensava, um dado que possui muita importância na hora de buscar modelos de estudo.
Os especialistas envolvidos no "Cool Stars 17" também destacaram a chamada "música das estrelas", ou seja, as vibrações que esses corpos celestes possuem e que, de acordo com os astrofísicos, aparecem como uma série de frequências, algo similar as notas musicais.
Segundo Ribas, que é astrofísico do Instituto de Ciências do Espaço do CSIC-IEEC, o tom emitido pelas estrelas frias permite a identificação de seu tamanho, sua composição e até sua evolução.
Neste encontro em Barcelona também foram apresentados alguns resultados da missão Kepler (da Nasa), que possui o objetivo de detectar planetas extra-solares através destas frequências com uma técnica similar à sismografia, mas adaptada ao espaço. 

Nasa conclui solda da cápsula tripulada Orion para voo em 2014

A agência espacial americana (Nasa) concluiu a solda da cápsula tripulada Orion, que vai substituir os antigos ônibus espaciais e deve percorrer longas distâncias.

Da mesma forma que as naves lunares, a Orion vai pousar na água quando voltar das missões.
A solda foi feita em Nova Orleans e, de lá, a cápsula seguirá para o Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, para montagem e operações finais.


Orion (Foto: Nasa/Eric Bordelon)Cápsula tripulada Orion passará por operações finais para voo inaugural em 2014 

O primeiro voo teste de exploração, previsto para 2014, levará a Orion a uma altitude de mais de 5.700 quilômetros, distância superior a 15 vezes a extensão entre a Terra e a Estação Espacial Internacional.
A cápsula tripulada deverá voltar para casa a uma velocidade de 40 mil quilômetros, cerca de 8 mil quilômetros por hora mais rápido que qualquer nave espacial já desenvolvida.
A Orion vai imitar as condições de retorno que os astronautas enfrentam quando chegam de viagens em órbita baixa. Ao reentrar na atmosfera, a cápsula deve suportar temperaturas de mais de 2.200º C, as maiores que qualquer nave aguentou desde que o homem voltou da Lua.

Telescópio Hubble da Nasa observa aglomerado de estrelas antigas


O Telescópio Hubble da agência espacial americana (Nasa) registrou imagens do aglomerado de estrelas Messier 10, identificado pela primeira vez em 1774, pelo astrônomo francês Charles Messier.
A "bola" de estrelas antigas está localizada na constelação de Ophiuchus ou Serpentário, no Hemisfério Sul, a 15 mil anos-luz de distância da Terra.


Estrelas Hubble (Foto: ESA/Hubble & NASA )Aglomerado Messier 10 foi descoberto no século 18, mas pouco estudado até agora 

Em aproximadamente 80 anos-luz, esse objeto poderia aparecer no céu da Terra à noite com cerca de dois terços do tamanho da Lua. No entanto, suas regiões externas são extremamente difusas, e até mesmo o núcleo relativamente brilhante é muito fraco para ser visto a olho nu.
O Hubble, no entanto, não tem problemas de viasualizar corpos celestes mais fracos. Com sistema infravermelho, o telescópio detectou que a parte mais brilhante do aglomerado, no centro, tem cerca de 13 anos-luz de uma ponta à outra.

domingo, 24 de junho de 2012

Dia Mundial dos Discos Voadores: relembre os casos mais famosos


Dia Mundial dos Discos Voadores é celebrado em 24 de junho. Foto: Getty ImagesDia Mundial dos Discos Voadores é celebrado em 24 de junho
Não se espante se você encontrar alguém mais interessado em olhar para o céu do que em pular a fogueira neste domingo. Além do Dia de São João, 24 de junho é o Dia Mundial dos Discos Voadores. Nessa data, no ano de 1947, o piloto norte-americano Keneth Arnold avistou nove objetos rápidos e brilhantes enquanto sobrevoava o Monte Rainier, em Washington. O evento ganhou as manchetes dos jornais e deu origem à ufologia, que estuda casos como esse.
"O fato marca o momento em que o mundo despertou para essa realidade que se manifesta há milênios", afirma o jornalista e editor da Revista UFO, Ademar Gevaerd. Desde então, milhares de relatos em todo o mundo sugeriram visitas extraterrestres à Terra: avistamentos de naves, aparições estranhas em radares e até abduções. Apesar das evidências de óvnis, não há prova de que eles tenham se originado de outros planetas.
Muitas vezes, fatores terrestres explicam manifestações aparentemente de outro mundo. Fenômenos meteorológicos e astronômicos, satélites e reentrada de lixo espacial são alguns dos fatores que costumam provocar confusão. "Óvni não é igual a disco voador: dizer que qualquer fenômeno registrado no céu que ainda não foi analisado e identificado é uma nave alienígena e que tem seres lá dentro é uma aberração científica", explica o professor e historiador Hernán Mosttajo, diretor do Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência "Victor Mostajo".
O museu, localizado em Itaara, no Rio Grande do Sul, reúne histórias e casos da ufologia. "É uma cápsula do tempo que está preservando o que um dia poderá ser comprovado pela ciência", argumenta. Faz parte do acervo material sobre o Caso Roswell, o Caso do ET de Varginha, além de duas supostas abduções envolvendo gaúchos.
A seguir, relembre 10 casos de supostas visitas extraterrestres à Terra:


Caso Roswell (EUA, 1947)
Apenas alguns dias após a visão do piloto Arnold, uma suposta nave espacial teria caído na cidade de Roswell, Novo México. Embora o governo americano negue e busque justificar o ocorrido, os relatos sugerem que a nave e os corpos dos tripulantes teriam sido resgatados pela Força Aérea Americana e levados para uma base secreta. O caso gerou alvoroço na época, além de muitas teorias da conspiração sobre o envolvimento do governo dos EUA para encobrir as provas da existência de extraterrestres.



Óvnis sobre a Casa Branca (EUA, 1952)
O caso, conhecido como "Washington UFO Incident", relata a aparição de diversos objetos voadores sobrevoando importantes edifícios da capital americana, inclusive a residência do presidente. Os óvnis foram vistos e fotografados por milhares de pessoas e o caso virou notícia nos principais jornais do país. Caças foram enviados numa tentativa frustrada de interceptá-los. Para explicar o incidente, a Casa Branca organizou a maior coletiva de imprensa desde a Segunda Guerra Mundial. Diversas explicações foram dadas, como a de que meteoros e satélites poderiam ter sido confundidos com naves espaciais.



Caso Villas Boas (Brasil, 1957)
Quando se fala de discos voadores e ETs, relatos de abduções são comuns. E o caso de um brasileiro é dos mais emblemáticos, para não dizer incomum, no que se refere ao assunto. Antônio Villas Boas, um agricultor do interior de Minas Gerais, disse ter sido abduzido por um óvni. Durante sua permanência na nave extraterrestre, Villas Boas relata ter feito parte de experimentos, que incluíam manter relações sexuais com uma ET de aparência semelhante à humana. Ele acredita ter sido usado como reprodutor, pois o ser teria apontado para ele, para a própria barriga e depois para cima. Após quatro horas de abdução, o agricultor teria retornado para a fazenda. Muitos anos depois, machas negras, explicadas pelos médicos como resultado de uma intoxicação radioativa, surgiram em seu corpo. Embora o caso tenha ocorrido em 1957, o relato só foi publicado em 1965, no periódico estadunidense Flying Saucer Review.



Caso Betty e Barney Hill (EUA, 1961)
É conhecido, embora erroneamente, como o primeiro caso de contato entre humanos e os tripulantes de um misterioso óvni. Betty e Barney Hill relataram que voltavam de viagem em New Hampshire, em 19 de setembro de 1961, quando passaram a ser perseguidos por um UFO (sigla em inglês para objeto voador não identificado) em forma de disco. Depois, em sessões de hipnose, os Hill relataram que foram abduzidos e que, dentro da nave espacial, conversaram com os tripulantes e foram submetidos a exames clínicos pelos extraterrestres. Fraude ou não, o caso é um dos mais famosos e causou furor na época.



Caso Travis Walton (EUA, 1975)
Este é um dos casos mais conhecidos de suposta abdução alienígena no mundo. O madeireiro Travis Walton teria sido abduzido por um óvni na Floresta Nacional Apache-Sitgreaves, no Arizona, na frente de cinco amigos. Após o desaparecimento de Walton, os demais relataram o caso à polícia e acabaram suspeitos de assassinato. Porém, depois de cinco dias de buscas, Travis reapareceu, a 80 km de distância, com sinais de esgotamento e desidratação e completamente desorientado. Ele acreditava ter sumido apenas por algumas horas. O Caso Walton é um dos mais curiosos, porque foi um dos poucos episódios de abdução com testemunhas oculares e cujo protagonista desapareceu por dias a fio. Além disso, tanto Walton quanto os amigos passaram por detectores de mentira, que nada apontaram. Este caso deu origem ao filme Fire in the Sky (Fogo no Céu).



Operação Prato (Brasil, 1977)
Estranhos relatos da população de Colares, no Pará, levaram a Força Aérea Brasileira a deslocar mais de 20 militares para uma operação especial: registrar e verificar ocorrências de luzes hostis e manifestações misteriosas. Munidos de câmeras fotográficas e filmadoras, os agentes não viram nada fora do comum nos dois primeiros meses. Depois, no entanto, tudo mudou: objetos luminosos se movimentando erraticamente, naves maiores do que prédios de 30 andares e depoimentos chocantes da população ribeirinha. A operação resultou em 2 mil páginas de documentos, 500 fotos e 16 horas de filme. De acordo com o jornalista Ademar Gevaerd, apenas 300 desses documentos foram divulgados pelo governo.



Suffolk (Reino Unido, 1980)
É o caso mais importante de aparição de óvni no Reino Unido, apelidado por alguns de "Roswell britânico". Em dezembro de 1980, um objeto de forma cônica foi visto pousando na floresta de Rendlesham, em Suffolk. Diversas patrulhas se deslocaram até a região e, segundo registro por rádio, o objeto voador teria levantado voo com a aproximação dos carros.



Caso Trans-en-Provence (França, 1981)
Em 8 de janeiro de 1981, um agricultor trabalhava em sua propriedade rural em Trans-em-Provence, França, quando ouviu um forte barulho e avistou um objeto voador cair perto dali. O agricultor alega ter visto o objeto levantar voo novamente, mas marcas foram deixadas no solo. A polícia ouviu o relato do homem, fez fotos e recolheu amostras. A GEIPAN (sigla em francês para Grupo de Estudo e de Informação sobre Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados) também realizou rigorosa investigação, que acabou inconclusiva.



A Noite Oficial dos UFOs (Brasil, 1986)
Um dos casos mais interessantes do Brasil, a noite oficial dos UFOs ocorreu em maio de 1986, quando cerca de 20 objetos voadores não identificados invadiram o espaço aéreo nacional. Os óvnis foram detectados e registrados em mais de 50 radares, o que impossibilitava a justificativa de falha mecânica. A Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a tentar perseguir e interceptar os óvnis. Na época, o então ministro da Aeronáutica, Octávio Moreira Lima, confirmou os acontecimentos em uma entrevista coletiva à imprensa.



Caso ET de Varginha (Brasil, 1996)
O caso do ET de Varginha ocorreu no interior de Minas Gerais, no ano de 1996. Duas irmãs e uma amiga garantem ter visto uma criatura marrom, com grandes olhos vermelhos e três protuberâncias na cabeça, na cidade de Varginha. Além da criatura, algumas pessoas alegaram ter visto objetos voadores não identificados na região. Assim, o Corpo de Bombeiros foi acionado e organizou um grupo de busca para o que eles julgaram ser um animal selvagem, capturado com sucesso. Segundo testemunhos, as criaturas capturadas foram levadas pelos militares brasileiros, através de um complexo sistema de transporte, para os EUA. As autoridades negam o episódio. "Na minha opinião, é o caso mais importante, porque envolve a captura de dois extraterrestres pelo exército brasileiro", aponta Gevaerd.

Missão que leva primeira chinesa ao espaço termina acoplamento manual


Os três astronautas que viajam na nave 'Shenzhou IX', lançada ao espaço no último dia 16, completaram neste domingo (24) com sucesso o acoplamento manual entre seu veículo e o modulo espacial 'Tiangong I', o primeiro que a China consegue realizar.
A manobra foi completada pouco antes de 12h50 (horário local, 1h50 de Brasília), informou a agência oficial 'Xinhua', segundo a qual a China 'já domina as tecnologias de acoplamento e tem as habilidades básicas para construir uma estação espacial'.


Austronautas chineses - Shenzhou IX (Foto: Jiuquan Space Centre/AFP Photo)Austronautas chineses completaram acoplamento espacial manual 

No último dia 18, os três astronautas, entre os quais está a primeira mulher chinesa a viajar ao cosmos, Liu Yang, realizaram um acoplamento com o 'Tiangong I', embora naquela ocasião tenha sido usado o procedimento automático.
O 'Tiangong I', germe da futura base espacial permanente da China, já tinha sido acoplado no ano passado duas vezes mediante o modo automático com o 'Shenzhou VIII', embora naquela ocasião a nave do país asiático não fosse tripulada.
Após o acoplamento deste domingo, os três cosmonautas permanecerão no módulo durante algumas horas para realizar alguns experimentos antes de retornar à 'Shenzhou IX'.
Os 'taikonautas', nome com o qual os astronautas chineses foram apelidados ('taikong' significa 'espaço' em mandarim) desde que começaram a explorar o espaço em 2003, devem retornar à Terra na próxima terça-feira (26). É a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.
Com este programa, a China, o terceiro país a levar um astronauta ao espaço, quer demonstrar que está equipada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no cosmos, frente às reservas de países como os EUA de que Pequim participe da Estação Espacial Internacional (ISS).
A China planeja instalar seu primeiro laboratório no espaço por volta de 2016 e dispor de uma base espacial permanente no final desta década.


Liu Yang
A designação de Liu foi anunciada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.
Liu Yang, a primeira astronauta chinesa, posa para fotos nesta sexta-feira (15) (Foto: AP)
Liu Yang, que faz parte da missão, é a primeira astronauta chinesa 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rio+20 chega ao fim com resultado tímido e promessas adiadas


No último dia da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os governos que eliminem a fome do mundo. Ele disse que, em um mundo populoso, ninguém deveria passar fome.
A fase final da conferência também registrou promessas de diferentes países e empresas em temas como energias limpas.
Mesmo assim, um grupo de políticos veteranos se juntaram a organizações ambientalistas em sua avaliação de que a declaração final do encontro foi o resultado de um 'fracasso de liderança'.
Na visão do vice-primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Nick Clegg, o resultado das discussões pode ser classificado como 'insípido'.
O encontro, que marcou os 20 anos após a emblemática Cúpula da Terra também realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e 40 anos depois da primeira reunião mundial sobre o tema, em Estocolmo, tinha como objetivo estimular novas medidas rumo a uma 'economia verde'.
Mas a declaração que foi concluída por negociadores de diferentes governos na terça-feira, e que ministros e chefes de Estado e governo não quiseram rediscutir, coloca a economia verde apenas como um de muitos caminhos rumo a um desenvolvimento sustentável.
Mary Robinson, ex-presidente irlandesa que também já ocupou o posto de Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, disse que os termos do documento não são suficientes.
'Este é um daqueles momentos únicos em uma geração, quando o mundo precisa de visão, compromisso e, acima de tudo, liderança', disse. 'Tristemente, o documento atual é um fracasso de liderança', afirmou, ecoando as declarações do vice-premiê britânico.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a declaração não produz benefícios para a proteção ambiental nem para o desenvolvimento humano.
'Esta divisão antiga entre o meio ambiente e o desenvolvimento não é o caminho para resolver os problemas que estamos criando para nossos netos e bisnetos', disse. 'Temos que aceitar que as soluções para a pobreza e a desigualdade se encontram no desenvolvimento sustentável, e não no crescimento a qualquer custo.'
O secretário-geral da ONU esperava que o encontro adotasse medidas mais firmes para garantir que os mais pobres tivessem acesso a água, energia e alimentos. No entanto, sua emblemática iniciativa Energia Sustentável para Todos foi apenas citada no texto, ao invés de receber apoio enfático dos líderes.
Esperança
Na fase final do encontro, Ban Ki-moon desafiou os governos mundiais a fazerem mais.
'Em um mundo de muitos, ninguém, nem mesmo uma única pessoa, deveria passar fome', disse. 'Convido todos vocês a se juntarem a mim para trabalhar em um futuro sem fome', acrecentou a uma plateia estimada em 130 chefes de Estado e governo.
Atualmente acredita-se que quase 1 bilhão de pessoas - um sétimo da população mundial - vivem em fome crônica, enquanto outro bilhão não recebe nutrição adequada.
As medidas que poderiam ajudar a eliminar essa situação incluem a redução do desperdício de alimentos - quase um terço de todos os alimentos produzidos são jogados no lixo nos países ricos, e uma proporção ainda maior nos países mais pobres, por razões diferentes - além de dobrar a produtividade de pequenas propriedades.
O desafio é parcialmente baseado no programa Fome Zero, criado no Brasil pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
'O anúncio de Ban Ki-moon é um raio de esperança bem-vindo em uma conferência que foi vergonhosamente marcada pela ausência de progresso', disse Barbara Stockling, chefe da ONG internacional Oxfam.
'Apesar do fato de que o mundo produz alimentos suficientes para todos, há mais pessoas com fome hoje do que em 1992, quando o mundo se reuniu pela última vez no Rio', acrecentou.
No entanto, até o momento, tudo o que há de concreto é um desafio. Não há dinheiro nem mudanças na maneira como a própria ONU se posiciona sobre o assunto da fome.
Em paralelo às principais negociações no Rio, empresas e governos firmaram mais de 200 compromissos de ações voluntárias em diferentes áreas.
Energia, água e alimentos estão neste pacote, embora a maioria das promessas sejam de inclusão do tema desenvolvimento sustentável em programas educacionais.

Nasa cria site e aplicativo móvel para usuários acompanharem ISS ao vivo


A Estação Espacial Interncional (ISS) em foto de maio de 2011 (Foto: Nasa)
Internet e aplicativo móvel permite saber tudo o que
se passa dentro da estação espacial 

A agência espacial americana (Nasa) está usando a internet e um aplicativo móvel para proporcionar ao público um novo olhar sobre o que acontece a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em órbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.
As pessoas podem, ainda, saber o que se passa no Centro de Controle de Missões do Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, Texas.
Por meio da ferramenta Space Station Live! (Estação Espacial ao vivo), os usuários podem acompanhar os seis astronautas (três russos, dois americanos e um holandês) da expedição minuto a minuto e ver quais são as pesquisas e tecnologias desenvolvidas diariamente nesse ambiente de microgravidade.

É possível percorrer a ISS por meio de modelos virtuais de exibição 3D, que também informam a posição correta do Sol, da Terra, da Lua e dos painéis solares da ISS.
Além disso, o serviço indica como andam a temperatura, a geração de energia e a comunicação dentro da ISS. Estudantes e professores podem usar esses dados para resolver problemas em aulas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.


Planetas vizinhos têm a órbita mais próxima já identificada no Universo


Astrônomos americanos encontraram dois planetas vizinhos com a órbita mais próxima já identificada no Universo, com quase 2 milhões de quilômetros na menor distância.
Essa é apenas cinco vezes a extensão entre a Terra e a Lua, o que deixa os "novos" planetas 20 vezes mais perto um do outro que todos os do nosso Sistema Solar. A descoberta foi publicada na revista “Science” desta semana.


Planetas kepler (Foto: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics/David Aguilar)Imagem artística mostra o planeta Kepler-36c por inteiro, no centro, enquanto o 'observador' está na superfície de seu vizinho, o Kepler-36b

O planeta mais interno, batizado de Kepler-36b, orbita a principal estrela de seu sistema a cada 13,8 dias, enquanto o outro, Kepler-36c, completa uma volta a cada 16,2 dias. Como comparação, Mercúrio leva 88 dias para fazer o movimento de translação em torno do Sol.
O Kepler-36b é um planeta rochoso, com 1,5 vez o raio e 4,5 vezes a massa da Terra. Já o outro (que aparece por inteiro na foto acima) é um gigante gasoso, com 3,7 vezes o raio e 8 vezes a massa terrestre.


O “casal” de planetas orbita uma estrela ligeiramente mais quente e cerca de 2 bilhões de anos mais velha que o Sol, situada a 1.200 anos-luz da Terra.
Os corpos têm densidades diferentes e estão perto demais de sua estrela, motivo pelo qual ficam fora da chamada "zona habitável", região de um sistema onde a água líquida pode existir na superfície.
Foram usadas informações do telescópio Kepler, da agência espacial americana (Nasa), que mede o brilho de mais de 150 mil estrelas para procurar planetas em trânsito.
A equipe responsável pelo trabalho foi liderada pelo pesquisador Josh Carter, do Centro de Astrofísica Harvard- Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, e pelo professor de astronomia Eric Agol, da Universidade de Washington, em Seattle.

Cientistas acham vestígios de água em meteoritos que vieram de Marte

A Terra pode deixar de ser o único planeta conhecido por concentrar grandes reservatórios de água em seu interior. Segundo um novo estudo americano feito com dois meteoritos vindos de Marte, a quantidade de água no manto do planeta vermelho pode ser maior do que estimativas anteriores e até se comparar à da Terra.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Carnegie para a Ciência, e os resultados aparecem na atual edição da revista “Geology”.
Segundo o autor Francis McCubbin, atualmente na Universidade do Novo México, as evidências não impactam apenas o que se sabe sobre a história geológica de Marte, mas também têm implicações na forma como a água chegou à superfície do planeta. Os dados levantam, ainda, a hipótese de que Marte poderia abrigar vida sustentável.


Crateras em região vulcânica de Marte podem ajudar na busca por vida extraterrena (Foto: ESA)
Ao analisar dois meteoritos vindos de Marte, cientistas encontraram indícios de água no planeta 

Os cientistas analisaram os chamados meteoritos shergottite, bastante jovens e originados por um derretimento parcial do manto marciano, camada abaixo da crosta, que se cristalizou na superfície e abaixo dela. Esses fragmentos de rocha vieram para a Terra há aproximadamente 2,5 milhões de anos e dizem muito sobre os processos geológicos enfrentados pelo planeta vermelho.
Segundo o pesquisador Erik Hauri, os dois meteoritos têm histórias muito diferentes, pois um deles foi submetido a uma considerável mistura de elementos em sua formação, enquanto o outro não. Foram medidas as quantidades de água no mineral apatita e se achou pouca diferença entre as rochas, apesar dos elementos distintos.
Estima-se que a fonte do manto marciano de onde as rochas partiram continha entre 70 e 300 partes por milhão de água. A título de comparação, o manto superior na Terra contém de 50 a 300 partes por milhão de água.
Hauri diz que os vulcões podem ter sido o principal veículo para obtenção de água na superfície de Marte. McCubbin conclui: "Essa pesquisa não só explica como o planeta adquiriu água, mas também observa como age o mecanismo de armazenamento de hidrogênio que ocorre em todos os planetas terrestres no momento de sua formação”.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

NASA lança telescópio para observar buracos negros

Nasa lança telescópio para observar buracos negros











A agência espacial dos Estados Unidos lançou seu novo telescópio, o NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array), um dispositivo inovador que, por meio de raios-X de alta potência, poderá observar e estudar os buracos negros escondidos na Via Láctea e em outras galáxias.
Depois de 20 anos e US$ 165 milhões investidos, o NuSTAR foi lançado ao espaço, e logo começará o primeiro monitoramento sistemático dos buracos negros, além de estudar explosões de supernovas e aglomerados de galáxias. A expectativa é que a missão espacial envolvendo o  NuSTAR comece na metade do mês de julho.

NASA divulga demonstração do poder da magnetosfera da Terra


Quando o poderoso Sol libera suas partículas energéticas em direção a Terra, podemos observar as belas auroras.
Lindas. Elas nos dão um relato completo de como a magnetosfera do nosso planeta está trabalhando para nos proteger da “ira” do Sol. Este novo vídeo produzido pela equipe de animação do Goddard Space Flight Center da NASA mostra este efeito.
Uma ejeção de massa coronal maciça cambaleia em direção ao nosso planeta, sendo desviada pelo poderoso campo magnético da Terra, porém, Vênus não tem tanta sorte.
Parte da energia que consegue atravessar essa barreira acaba afetando as correntes oceânicas.
A animação conecta diversos modelos de computador, mostrando o campo magnético incorporado com dados obtidos em um verdadeiro surto solar ocorrido em dezembro de 2006.
Os dados usados no modelo foram captados por telescópios da NASA. Apesar de se tratar de uma animação, o que você vê é absolutamente real e rigorosamente idêntico ao fenômeno que ocorre naturalmente. Confira vídeo abaixo:

CERN pede paciência sobre as especulações de que estão próximos da “Partícula de Deus”


Estaríamos próximos de um anúncio que poderia mudar o nosso conhecimento sobre o Universo?
Para as notícias especulativas de que o LHC já teria encontrado a famosa partícula Bóson de Higgs, também chamada de Partícula de Deus, a notícia veio como um banho de água fria.
Os rumores de que nas próximas semanas ou meses seria anunciado finalmente a descoberta causou grande alarde na comunidade científica, especialmente na Europa, tornando a hashtag #HiggsRumour um dos assuntos mais comentados no mundo, nesta última quarta-feira, no microblog Twitter.
As especulações começaram após Peter Woit, um dos físicos do CERN, ter divulgado em seu blog que um estudo replicado parecia ter detectado a famosa partícula.
Aparentemente, o LHC detectou a Partícula de Deus em 2011 e está tentando confirmar a descoberta em 2012, através de uma extensa e minuciosa análise.
Embora exista muito falatório, a maioria dos analistas afirma que ainda não podem fazer anúncios da descoberta do Bóson de Higgs. 
Quando o The New York Times questionou sobre os rumores das informações divulgadas pelo fisco do projeto em seu blog, a porta-voz do CERN, Fabíola Gianotti respondeu: “Por favor, não acreditem em blogs”.
Outro pesquisador, Michael Schmitt, declarou em seu blog: “Sabemos o que temos. Mas minha lealdade permanece com a minha colaboração, especialmente quando se trata das pessoas que estão trabalhando na realização de análises, verificando resultados. Um respingo de uma opinião em um blog não vale o incômodo de tantas pessoas”.

Encontrada gigantesca “floresta” de fitoplâncton sob o gelo do Oceano Ártico


Segundo comunicado oficial, isso equivaleria a encontrar uma floresta no meio de um deserto.
A NASA descobriu uma “floresta” no Oceano Ártico, com uma extensão total de quase 100 quilômetros.
Os cientistas sempre imaginaram que o local possuía camadas de gelo muito espessas para abrigar algas ou permitir que elas crescessem, mas no local concentra-se quatro vezes mais fitoplânctons do que em qualquer outra área das proximidades.
Essas algas microscópicas são responsáveis por boa parte do oxigênio liberado em nosso planeta, mas só foram descobertas e estudadas com a devida importância apenas a partir de 1970.
 O Icescape – uma espécie de associação responsável por análise e controle do ecossistema e meio ambiente do Ártico – promoveu a missão patrocinada pela NASA, divulgando suas descobertas em seguida, após uma vasta análise.
A descoberta revela uma nova consequência do clima do Ártico, dando pistas importantes para entendermos os impactos das mudanças climáticas e do meio ambiente no Oceano Ártico e em sua ecologia”, afirmou a NASA em comunicado divulgado.

NASA afirma: “99% de chances de vida em Marte”, de acordo com amostras de 1976


Novas análises de amostras de solo marciano colhidas em uma missão de 1976 apontam grandes evidências de vida, afirma novo relatório.
As amostras coletadas pela Viking da Nasa Mars Landers, foram inicialmente usadas para mostrar a atividade geológica do planeta, mas não havia evidenciado vida.
Mas uma nova análise da Universidade de Siena e do Instituto Califórnia Keck acredita que os experimentos originais podem ter sido falhos, não conseguindo provar existência de vida microbiana.
Com base no que temos feito até agora, eu diria que podemos afirmar que existem 99% de certeza de que há vida lá”, comentou Joseph D. Miller, professor associado de célula e neurobiologia da Universidade do Sul da Califórnia.
Ele acrescentou: “Parafraseando um velho ditado: se parecer com um micróbio e se comportar como um micróbio, então provavelmente é um micróbio”.
Os produtos químicos orgânicos identificados nas amostras de solo da sonda Viking foram clorometano e diclorometano. Acredita-se que essas substâncias estavam presentes nas amostras por contaminação de fluidos de limpeza usados nas proximidades do laboratório.
  O assunto foi levantado após os cientistas perceberem que uma amostra de Marte colhida em 2008 trazida pela Phoenix Mars Laders da NASA, continha perclorato.
Quando o perclorato foi adicionado ao solo do deserto a partir de compostos orgânicos que existiam no Chile e analisados com os mesmos testes realizados nas amostras da missão Viking, os mesmos compostos foram encontrados no teste realizado.
A pesquisa foi publicada no International Journal of Aeronautical and Space Sciences.

Telescópio Hubble divulga imagem de galáxia anã


A galáxia anã UGC 5497 vista pelo Telescópio Hubble (Foto: NASA / ESA / AFP)
A galáxia anã UGC 5497 vista pelo Telescópio Hubble 
O telescópio espacial Hubble, projeto da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), capturou uma imagem da galáxia anã UCG 5497, que está localizada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância da constelação Ursa Maior.

A imagem, que se assemelha a um punhado de sal sobre um fundo negro, foi divulgada pela NASA na quarta-feira (20). Ela mostra a galáxia anã compacta azul repleta de grupos de estrelas. As brilhantes estrelas azuis que surgem nestes aglomerados ajudam a dar à galáxia o tom azulado, que tem uma duração de vários milhões de anos até que os astros de rápida combustão explodem como supernovas.
A UGC 5497 é considerada parte do grupo de galáxias 81 M, que se tornou uma área de pesquisa do telescópio em 2008, à procura de novas candidatas a galáxias anãs.

Pesquisa da Nasa indica presença de gelo em cratera no polo sul da Lua

A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (20) que dados do Orbitador de Reconhecimento Lunar indicam que gelo pode representar até 22% da superfície de uma cratera localizada no polo sul do satélite natural da Terra. Os resultados estão publicados na edição desta semana da revista "Nature".

A equipe, formada por funcionários da Nasa e cientistas de universidades como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), usou uma luz a laser para examinar o solo da cratera Shackleton, que tem 2 km de profundidade, 12 km de largura, é escura e extremamente fria.


Cratera Lua (Foto: NASA/Zuber, M.T. et al., Nature, 2012)Cratera no polo sul da Lua pode conter gelo, conclui pesquisa 

Descobriu-se que chão dela é mais brilhante que o de crateras próximas, o que pode ser um indicativo consistente da presença de pequenas quantidades de gelo. As paredes da Shackleton são ainda mais brilhates que o fundo. Como recebem iluminação de vez em quando, poderiam evaporar o gelo que se acumula.


Cratera 2 (Foto: Nasa/Zuber, M.T. et al., Nature, 2012 )
Luz artificial simboliza diferentes alturas da cratera,
sendo a azul a mais profunda e a vermelha a mais rasa 
 
A informação vai ajudar os pesquisadores a compreenderem melhor a formação dessa cratera e estudar outras áreas desconhecidas da Lua. Segundo Gregory Neumann, funcionário da Nasa e coautor do estudo, essas medidas de brilho já intrigam os cientistas há dois anos.
Os estudiosos também usaram o instrumento a laser para mapear o relevo do terreno da cratera com base no tempo que a luz levou para voltar da superfície. Quanto mais tempo, menor a elevação do lugar.
Além da possível evidência de gelo, o trabalho revela que a Shackleton está incrivelmente preservada desde a sua formação, há mais de 3 bilhões de anos. O piso dela é formado por várias outras pequenas crateras, que podem ter surgido como parte da colisão que a criou.

Estudo com material mais forte que o aço pode impulsionar área da óptica


Grafeno (Foto: nanoGUNE, IQFR-CSIC, ICFO)
Luz sobre 'folha' de átomos de carbono pode ajudar
estudo óptico 

Cientistas espanhóis conseguiram pela primeira vez visualizar a captura e o confinamento da luz sobre o grafeno, material cem vezes mais forte que o aço, cujo estudo rendeu o Nobel de Física a um holandês em 2010.
Os resultados aparecem na revista “Nature” desta semana, ao lado de uma pesquisa semelhante feita na Califórnia, EUA.
Segundo os pesquisadores das universidades de Madri, Barcelona e San Sebastián, a incidência da luz sobre o grafeno tornou uma "folha" de átomos de carbono o candidato mais promissor para a detecção e o processamento de informações ópticas em escala nanométrica (molecular), usando a luz em vez da eletricidade.
A capacidade de prender a luz em volumes muito pequenos pode dar origem a uma nova geração de nanossensores, com aplicações em áreas tão diversas quanto nanoeletrônica, nano-óptica, medicina, biodetecção e mecânica quântica.

O pesquisador Javier García de Abajo diz que o grafeno é uma excelente opção para resolver um problema tecnológico de longa data que é modular a luz na velocidade dos atuais microchips.
Essa observação prova o que físicos teóricos previram há muito tempo: que é possível interceptar e manipular a luz de maneira altamente eficiente, usando o grafeno como uma plataforma para sentir e processar dados ópticos.
O grafeno é um material que, entre muitas outras funções fascinantes, tem um comportamento óptico extraordinário. Propriedades interessantes têm sido previstas para o caso em que a luz se une aos chamados “plásmons” do grafeno, que são como excitações de ondas nos elétrons de condução do material.
Apesar disso, ainda não há nenhuma evidência experimental direta dessa hipótese. Isso porque o comprimento de onda dos plásmons é de 10 a 100 vezes menor que aquele capaz de ser visto com microscópios convencionais.
Os pesquisadores mostraram as primeiras imagens experimentais de plásmons de grafeno. Eles usaram um microscópio de campo próximo que emprega uma ponta afiada para converter a luz de iluminação em um ponto de luz em escala nanométrica, que fornece um impulso extra necessário para os plásmons serem criados. Isso poderá permitir uma medição de seu comprimento de onda, segundo um dos principais autores, Rainer Hillenbrand.
Como demonstrado pelos cientistas, os plásmons de grafeno podem ser usados para controlar eletricamente a luz, de maneira semelhante como é feito com elétrons em um transistor.
Esse resultado, ressaltam os estudiosos, abre um novo campo de pesquisa e fornece um caminho viável para a afinação da luz ultrarrápida, que até então era impossível.


Furacão tropical Chris é flagrado em imagem de satélite sobre o Atlântico

Furacão Chris (Foto: Nasa Goddard Modis Rapid Response Team )Furacão tropical Chris é visto nesta quarta-feira (20) em imagem de satélite da Nasa sobre o Oceano Atlântico, a quase mil quilômetros da província de Newfoundland, na costa leste do Canadá. Essa é a terceira tempestade tropical da temporada e começou na terça-feira (19). Na imagem, Chris parece ter uma 'cauda' que forma uma espécie de vírgula. Os ventos na região chegam a 75 km/h e vão em direção ao leste. O Centro Nacional de Furacões do país espera que Chris se mantenha no mar, com a mesma força nas próximas 48 horas, e não chegue a representar ameaça

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Arqueólogos descobrem restos de mamutes e túmulo romano na Sérvia

Arqueólogos encontraram um campo raro de fósseis de mamutes na Sérvia. Estima-se que no local haja restos de pelo menos cinco desses animais gigantes que viveram ali há milhares de anos.

O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.
Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.

mamute 1 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Presa de mamute é retirada da terra em mina de carvão a céu aberto na Sérvia 

No lugar, os arqueólogos também identificaram um túmulo da época romana. Os esqueletos estão bastante preservados.


Túmulo romano (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Túmulo da época romana é encontrado por arqueólogos próximo a Belgrado 

Estudantes de arqueologia já estudam os restos de um mamute achado na mina de carvão em Kostolac. Os jovens tiram fotos e analisam o fóssil do animal pré-histórico.


Mamute 2 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Estudantes de arqueologia fotografam fóssil de mamute achado na Sérvia