quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Telescópio faz imagem mais precisa de galáxia a 60 milhões de anos-luz


Galáxia espiral NGC 1187 (Foto: ESO)Galáxia espiral NGC 1187 

Astrônomos divulgaram nesta quarta-feira (1º) a imagem mais detalhada da galáxia espiral NGC 1187. Esse conjunto de astros fica a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano.

A imagem foi feita com aparelhos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que tem a participação do Brasil. O telescópio que registrou a galáxia é conhecido como Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) e fica no deserto do Chile.
A nova imagem dá uma boa perspectiva da estrutura espiral da galáxia. É possível observar os braços, que contêm grandes quantidades de gás e poeira. As regiões azuladas indicam a presença de estrelas jovens, nascidas dessas nuvens de gás. A parte amarelada do centro é composta por estrelas mais velhas, e também por gás e poeira.
Apesar da aparência tranquila, a região propicia a formação de estrelas, que é um processo violento. Desde 1982, os astrônomos já registraram nessa galáxia duas supernovas – explosões estelares muito violentas, que resultam da morte de uma estrela.
Além de NGC 1187, a imagem mostra também outras galáxias mais distantes, que podem ser vistas através dela ou no entorno.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Telescópio da Nasa capta 'destroços' deixados por explosão de supernova

O telescópio Chandra, da agência espacial americana (Nasa), fez a primeira observação por raio-X dos destroços deixados pela explosão de uma supernova ocorrida em 1957. Os resultados serão publicados por pesquisadores americanos e australianos na próxima edição da revista "Astrophysical Journal".
A supernova SN 1957D entrou em colapso na galáxia espiral M83, a 15 milhões de anos-luz da Terra. A região é uma das únicas detectáveis fora da Via Láctea, tanto em ondas ópticas como de rádio, mesmo décadas após o incidente.
A SN 1957D fica perto de um aglomerado de estrelas com quase 10 milhões de anos. Muitas delas têm massa até 17 vezes maior que a do Sol.


Supernova telescópio Chandra (Foto: Nasa/CXC/STScI/K.Long et al./STScI )
No detalhe, supernova é vista por sistema óptico do telescópio 

Entre 2000 e 2001, o Chandra já havia observado essa supernova durante 14 horas, mas não detectou nada remanescente. No entanto, uma nova exposição feita entre 2010 e 2011, por oito dias e meio, revelou a presença de raios-X.
A imagem acima, em que a SN 1957D aparece no detalhe, pode trazer novos dados sobre a explosão, que teria ocorrido após a estrela ficar "sem combustível". A distribuição dos raios-X com energia sugere que a supernova contém uma estrela de nêutrons (pulsar) que gira rapidamente e se formou quando o núcleo da supernova entrou em colapso.
Esse pulsar pode estar produzindo um "casulo" de partículas carregadas que se movimentam quase à velocidade da luz e são conhecidas como uma "nebulosa de vento de pulsar". Se essa interpretação for confirmada, o pulsar teria uma idade de 55 anos, um dos mais novos já observados no Universo.
O que restou de outra nebulosa chamada SN 1979C, situada na galáxia M100, contém um concorrente a mais novo pulsar, mas os astrônomos ainda não têm certeza se há um buraco negro ou um pulsar no centro dela.

Dinossauros foram extintos de uma só vez, aponta estudo espanhol


Restos de uma espécie de dinossauro encontrados nas montanhas dos Pirineus, uma cordilheira localizada na fronteira entre Espanha e França, reforça a hipótese de que a extinção destes animais foi repentina, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra.
Um estudo publicado na revista científica "Paleo 3" mostra uma análise indicando que os saurópodes, dinossauros herbívoros de pesçoco e cauda longos e andar quadrúpede,- mantiveram sua diversidade até a extinção, ocorrida há 65 milhões de anos.
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Luas de Saturno aparecem 'juntas' em imagem obtida por sonda da Nasa


A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), obteve uma imagem impressionante de duas luas de Saturno "sobrepostas". O satélite Mimas aparece à espreita de Dione, que está em primeiro plano. Os anéis do planeta podem ser vistos no canto superior direito.


Saturno Mimas e Dione (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
Luas Dione e Mimas (menor) são vistas por sonda da Nasa 

Mimas tem 396 quilômetros de diâmetro e Dione, 1.123. Na foto, a parte visível da lua maior está do lado oposto de Saturno.
A imagem foi obtida em luz visível no dia 12 de dezembro de 2011. Na época, a Cassini se encontrava a 606 mil quilômetros de distância de Mimas e a 91 mil quilômetros de Dione.
Em julho, a Nasa divulgou a imagem de outra lua de Saturno, Encélado, após fazer uma análise detalhada de Titã, o maior satélite do planeta – que tem pelo menos 60 já conhecidos e nomeados orbitando ao redor de si.

Cinco bandeiras dos EUA continuam inteiras na Lua após 40 anos


Cinco das seis bandeiras americanas fincadas na superfície lunar pelas missões tripuladas Apollo há quatro décadas continuam de pé, segundo as últimas fotos feitas por uma sonda da Nasa, a Agência Espacial dos Estados Unidos.
A partir das imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) pode-se afirmar que "é certo que as bandeiras dos Estados Unidos ainda continuam de pé e projetam sombras", escreveu o pesquisador da Nasa Mark Robinson em seu blog, segundo publicou nesta segunda-feira (30) a publicação especializada Space.com.


Imagem de arquivo da Nasa, feita em 1972, mostra o astronauta John W. Young, comandante da missão 16, na superfície lunar, saudando a bandeira dos EUA. (Foto: Nasa / Charles M. Duke Jr / AFP Photo)Imagem de arquivo da Nasa, feita em 1972, mostra o astronauta John W. Young, comandante da missão 16, na superfície lunar, saudando a bandeira dos EUA. 
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Cultura humana de caça e coleta começou há 44 mil anos, diz estudo

O hábito humano de caçar e coletar alimentos começou há aproximadamente 44 mil anos, segundo um novo estudo feito na África do Sul e publicado nesta segunda-feira (30) na revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Os novos achados revelam que o uso de pigmentos, gravuras e ferramentas sofisticadas de pedra e ossos já estavam presentes na região há 75 mil anos, mas muitos desses artefatos acabaram sumindo há 60 mil anos e só foram reaparecer e se consolidar por volta de 44 mil anos atrás.
O arqueólogo Francesco d'Errico, da Universidade de Bordeaux, na França, e colegas analisaram uma linhagem de objetos atribuídos aos povos primitivos San, também conhecidos como "Bushmen". Essa civilização, como acreditam os autores, pode ter sido a responsável por desenvolver e difundir a cultura moderna.


Cultura moderna artefatos (Foto: Francesco d’Errico and Lucinda Backwell/Universidade de Bordeaux)Artefatos foram encontrados em sítio arqueológico e revelam que a cultura moderna da caça e coleta começou antes do que se pensava
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Tumba de possível príncipe maia é encontrada no México por alemães


O túmulo de um aparente príncipe maia foi descoberto no México por arqueólogos alemães, após quatro anos de escavações.
O achado ocorreu na cidade de Uxul, perto da fronteira com a Guatemala, onde trabalham cientistas da Universidade de Bonn em parceria com o Instituto Nacional de Antropologia e História mexicano.
No interior da câmara funerária, que tem cerca de 1.300 anos, estavam os restos de um jovem enterrado de costas e com os braços cruzados. Em volta dele, havia quatro placas e cinco vasos de cerâmica decorados com pinturas ou molduras, todos bastante preservados.


Maia (Foto: Universidade de Bonn/Divulgação)Vaso de cerâmica encontrado serviria como caneca para tomar cacau, bebida da aristocracia da sociedade maia; homem retratado nela seria jovem ou príncipe 
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Encontrado sistema solar na estrela Kepler-30 com as mesmas características que o nosso



Um sistema solar organizado como o nosso foi descoberto mil anos-luz da Terra.
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Soluço cósmico? Pulsar muda ritmo de seu farol e deixa astrônomos intrigados



Pulsares são verdadeiros "faróis" do espaço - estrelas minúsculas, ‘queimadas’, que emitem pulsos regulares de raios gama - que os cientistas chamam genericamente de soluços.
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China quer pousar sonda na Lua em 2013, diz agência do governo


A China pretende realizar em 2013 o pouso da sua primeira sonda na Lua, disse a imprensa estatal nesta segunda-feira (30), em mais um passo de um ambicioso programa espacial que inclui também a construção de uma estação orbital.
Em 2007, a China lançou sua primeira sonda lunar orbital, a Chang'e 1, cujo nome alude a uma deusa da Lua. Esse equipamento recolheu imagens da superfície e analisou a distribuição de elementos.
Esse lançamento marcou o primeiro de três passos no programa lunar chinês. Em seguida virão uma missão não-tripulada ao satélite, e em seguida a coleta de amostras do solo e das pedras lunares, por volta de 2017.
A agência estatal "China News Service" disse, sem entrar em detalhes, que a sonda Chang'e 3 irá realizar pesquisas sobre a superfície lunar no ano que vem. Cientistas chineses também cogitam a hipótese de levar uma tripulação à Lua após 2020.
O programa espacial da China ainda está muito atrás dos EUA e da Rússia, mas no mês passado o país encerrou um voo tripulado, da nave Shenzhou 9, que levou a primeira mulher chinesa ao espaço, além de testar métodos de atracação que serão importantes na futura estação espacial.


Imagem mostra momento exato do lançamento de nave espacial chinesa Shenzhou 9 neste sábado (16) (Foto: AP/China Central Television)Imagem mostra momento exato do lançamento de nave espacial chinesa Shenzhou 9 em junho. 

Nasa mostra como sonda vai pousar em Marte


O chefe da missão da Nasa que vai enviar a sonda Mars Curiosity para Marte revelou a estratégia ousada para o pouso no planeta. Adam Steltzner e a equipe da agência espacial americana criaram um plano para que o veículo que exploração pouse em segurança. O veículo vai recolher dados geológicos de Marte 
(veja o vídeo).


Curiosity (Foto: Reprodução/BBC)Sonda Mars Curiosity vai recolher dados geológicos de Marte. 

Ao entrar na atmosfera, a sonda estará em uma velocidade muita alta. Um paraquedas vai se abrir e diminuir esta velocidade, mas ainda não será o bastante para que o veículo chegue à superfície em segurança. Um radar analisa o local do pouso e o veículo vai se desprender dos paraquedas, ligar os foguetes e começar o pouso propriamente dito.
A apenas 20 metros de altura, o veículo se soltará parcialmente da parte onde ficam os foguetes e ficará pendurado por um guindaste e, desta forma, pendurado, o veículo de exploração tocará a superfície de Marte. A operação deve ocorrer em agosto

Cientistas descobrem 'cupins-bomba camicases' na Guiana Francesa


Especialistas belgas encontraram uma nova espécie de cupim na Guiana Francesa com uma característica curiosa e que, até hoje, nunca havia sido documentada.
À medida que envelhecem e se tornam menos capazes de cumprir as tarefas do dia a dia, os insetos desse grupo começam a armazenar cristais sólidos que produzem uma reação química quando misturados com outras secreções do animal.
Como resultado, seu poder defensivo aumenta, o que lhes confere grande utilidade para a colônia.

Cargueiro russo consegue se acoplar à Estação Espacial Internacional


O cargueiro russo Progress M-15M conseguiu se acoplar neste domingo (30) à Estação Espacial Internacional (ISS) após uma falha no novo sistema de aproximação que não realizou a junção com plataforma na terça-feira passada (24).
O engate aconteceu em modo automático após um voo autônomo no transcurso do qual o sistema de aproximação e acoplamento automático Kursk-NA foi submetido a testes, informam as agências russas.

O cargueiro devia ter se reenganchado à plataforma orbital no dia 24 de julho, da qual tinha se desacoplado um dia antes para os testes do Kursk, mas então não pôde realizar a manobra.
A nave permanecerá na ISS até a segunda-feira (31) e posteriormente se dirigirá a outro voo autônomo de três semanas para uma série de experimentos científicos.
A Progress M-15M se aproxima do cargueiro (Foto: Reprodução)A Progress M-15M se aproxima do cargueiro 

Olá caros leitores! Gostaríamos de nos desculpar por não ter postado notícias regularmente. Nessa última semana a conexão esteve com problemas, assim impedindo que postássemos notícias. Mas agora está tudo normal e voltaremos a postá-las normalmente.
Obrigado pela compreensão!!!
 
Karen Maia

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ingleses encontram fóssil de ostra que pode abrigar pérola gigante


fóssil da Ostra (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Fóssil da ostra encontrado por pescadores

Pescadores do Reino Unido encontraram o fóssil de uma ostra que pode ter cerca de 150 milhões de anos, é dez vezes maior que uma ostra normal e ainda pode abrigar a maior pérola do mundo, afirma o jornal britânico “Daily Mail”. Entretanto, ninguém tem coragem de abri-la para saber.
Achado na região de Solent, um estreito que separa a Ilha de Wight da Grã-Bretanha, a ostra pré-histórica foi doada a um aquário de Portsmouth.
Exames de ressonância magnética apontaram fortes evidências da presença de uma pérola de tamanho raro que pode estar abrigada na ostra petrificada.
A análise constatou a presença de um objeto redondo no interior da ostra.


Idade ainda não revelada
Peritos ainda não conseguiram determinar a idade exata do fóssil. Eles analisam os anéis de crescimento encontrados na ostra – mesmo tipo de análise feita em árvores para determinar sua época.

De acordo com um porta-voz do Blue Reef Aquarium, para onde a ostra foi levada, o material foi capturado por redes de pesca e estava todo encoberto por lama. “Parecia uma pedra”, disse uma fonte ao “Daily Mail”.

Na Itália, arqueólogos desenterram ossada que pode ser da 'Mona Lisa'


Uma equipe de arqueólogos italianos desenterrou nesta terça-feira (24) em um convento abandonado de Florença, na Itália, um esqueleto muito bem conservado que pode ser de La Gioconda, a mulher do sorriso misterioso que Leonardo Da Vinci imortalizou no célebre quadro da "Mona Lisa".
Até agora foram descobertos vários corpos na busca pelos restos mortais de Lisa Gherardini, a nobre florentina que pode ter sido o modelo do retrato que Da Vinci pintou entre 1503 e 1506. Segundo Silvano Vinceti, diretor da equipe de arqueólogos, este esqueleto em particular é muito promissor, mas ainda será preciso fazer testes pra comprovar sua identidade.
"Creio que chegamos à parte realmente emocionante para os investigadores, a conclusão de nosso trabalho no qual nos aproximamos da pergunta-chave: encontraremos ou não os restos de Lisa Gherardini?", afirmou Vinceti, especialista na solução de mistérios da História da Arte.


Esqueleto encontrado no último dia 17 de julho em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. (Foto: Andreas Solaro/AFP)Esqueleto encontrado no último dia 17 de julho em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. 

Os arqueólogos começaram a cavar no ano passado, quando novos documentos confirmaram que Gherardini, a esposa de um rico negociante de seda florentino chamado Francesco del Giocondo, viveu no convento depois da morte de seu marido, onde suas duas filhas freiras cuidaram dele e onde, em seguida, ela foi enterrada.
Acredita-se que Del Giocondo encomendou o retrato a Da Vinci e, apesar de não existirem provas tangíveis, a maioria dos historiadores está de acordo que Lisa Gherardini serviu de modelo para o retrato que hoje pode ser admirado no Louvre de Paris.

'Monalisa', um dos quadros mais famosos de Leonardo da Vinci (Foto: Reprodução/Wikicommons)
'Monalisa', um dos quadros mais famosos de
Leonardo da Vinci 

Reconstituição do rosto Os pesquisadores submeterão agora os restos do esqueleto conservado a uma série de testes para confirmar se pertencem a Gherardini, na esperança de reconstruir seu rosto e compará-lo com os traços faciais da pintura de Da Vinci.
"Os testes com carbono-14 nos permitem datar o período para saber se os restos são de meados do século XVI. Depois faremos testes para conhecer a idade da pessoa quando morreu. Sabemos que Gherardini tinha 62 ou 63 anos quando morreu", afirmou Vinceti.
"Depois vem o teste mais importante, o do DNA, porque temos os restos mortais de suas filhas. Se corresponderem, saberemos que são os restos da modelo que inspirou a Mona Lisa", acrescentou o arqueólogo, que também preside o Comitê Nacional Italiano para o Legado Cultural.
Se for confirmada a identidade do esqueleto, os investigadores iniciarão um processo de dois meses para reconstruir o rosto.
"Os traços fundamentais serão claramente visíveis. Já tentamos com Dante Alighieri, quando reconstruímos seu rosto. Seremos capazes de deixar para trás as hipóteses e comparar realmente o rosto reconstituído da musa que inspirou o artista", explica o especialista.
A identidade da Mona Lisa e de seu enigmático sorriso são um dos grandes mistérios da História da Arte e os arqueólogos da equipe italiana asseguram que é emocionante estar tão perto de desvendá-lo.

Migração do 'homo sapiens' causou extinção dos neandertais, diz estudo


O humano moderno (Homo sapiens) contribuiu mais para o desaparecimento de seus primos, os neandertais, do que os desastres naturais na Europa, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista da Academia de Ciências Americana, a "PNAS".
De acordo com os cientistas, a saída dos humanos modernos da África para a Europa foi uma ameaça maior para as populações nativas de neandertais do que a maior erupção vulcânica de todo o continente europeu ocorrida há 40.000 anos.
O geógrafo John Lowe, da Universidade Royal Holloway de Londres, analisou os depósitos de cinzas vulcânicas invisíveis a olho nu coletados no Mar Egeu, na Líbia e em quatro cavernas da Europa.
Estas cinzas provinham de uma enorme erupção vulcânica maciça conhecida como Campanian Ignimbrite, cujos restos cobriram uma área de 30.000 km² no Mediterrâneo. Os cientistas usaram estas cinzas para sincronizar os eventos arqueológicos e os dados pré-históricos do clima.
Os restos de neandertais e outras amostras de sua existência começaram a declinar muito antes da erupção e os períodos de mudanças climáticas extremas, concluíram os cientistas.


Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)
Estátua mostra como seria exemplar de
neandertal, em museu na Croácia
Os índices nestas partículas de cinzas sugerem que os humanos modernos já tinham se estabelecido em uma zona ampla e diversa do leste europeu e do norte da África quando ocorreu a erupção.
Apesar de que pequenos grupos de neandertais, muito nômades, pudessem ter sobrevivido inicialmente, os humanos modernos contribuíram com a extinção.
Estas cinzas vulcânicas mostram que a Europa sofreu uma mudança climática abrupta entre 30.000 e 40.000 anos atrás, quando os neandertais tinham desaparecido em grande parte.
Esta pesquisa questiona as teorias existentes até agora de que as mudanças climáticas provocadas por erupções vulcânicas maciças na Europa teriam causado a extinção dos neandertais, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos humanos modernos na Europa e na Ásia.

Primeira mulher norte-americana a viajar ao espaço morre aos 61 anos


Sally Ride a bordo da Challenger. (Foto: Nasa/Divulgação) 
Sally Ride a bordo da Challenger.
A Nasa anunciou nesta segunda-feira (23) a morte de Sally Ride, primeira mulher norte-americana a viajar para o espaço, 29 anos atrás.
Ela morreu aos 61 anos, de câncer no pâncreas, segundo informações do diário "USA Today".
“Sally quebrou barreiras com graça e profissionalismo – e literalmente mudou a cara do programa espacial americano”, disse em comunicado o chefe da agência especial americana, Charles Bolden.
Sally conquistou seu lugar na história da exploração espacial em 18 de junho de 1983, quando foi ao espaço na missão STS-7 do ônibus espacial Challenger, com quatro companheiros homens.

Antes dela, somente as soviéticas Valentina Tereshkova e Svetlana Savitskaya haviam tido essa oportunidade.
Nascida em 1951 em Encino, Califórnia, a ex-astronauta era física por formação e chegou à Nasa por meio de um anúncio da agência procurando por novos colaboradores.

Oceano mais quente fez surgir bactéria na Europa, afirma estudo


A mudança climática provocada pelo homem está por trás do surgimento inesperado de um grupo de bactérias no norte da Europa que pode provocar gastroenterite, mostra um novo estudo feito por um grupo de especialistas.
O estudo, publicado neste domingo (22) na revista "Nature Climate Change", forneceu algumas das primeiras fortes evidências de que os padrões de aquecimento do Mar Báltico coincidiram com o surgimento das infecções pela bactéria Vibrio no norte da Europa.
O Vibrio é um grupo de bactérias que costuma crescer em ambientes marinhos tropicais e quentes. A bactéria pode provocar várias infecções em seres humanos, com sintomas parecidos ao cólera e a gastroenterite de comer frutos do mar crus ou mal cozidos ou da exposição à água do mar.
Um grupo de cientistas de instituições na Grã-Bretanha, Finlândia, Espanha e Estados Unidos examinaram registros nas temperaturas da superfície do mar e dados de satélite, além de estatísticas em casos de vibrião no Báltico.
Eles descobriram que o número e a distribuição dos casos na região do Mar Báltico estavam fortemente relacionados aos picos nas temperaturas da superfície oceânica. A cada ano que a temperatura subiu um grau, o número de casos de Vibrio subiu quase 200%.
"Os maiores aumentos aparentes que vimos em casos durante anos de onda de calor (...) tendem a indicar que a mudança climática está de fato provocando infecções", disse à Reuters um dos autores do estudo, Craig Baker-Austin, do Centro para o Meio Ambiente, Pescaria e Ciência de Aquicultura, com sede na Grã-Bretanha.

Aquecimento dos oceanos

Estudos climáticos mostram que as crescentes emissões de gases que provocam o efeito estufa fizeram as médias globais das temperaturas de superfície aumentar em 0,17 ºC em uma década, de 1980 até 2010.

O estudo do Vibrio concentrou-se no Mar Báltico porque ele se aqueceu a uma velocidade inédita de 0,063ºC para 0,078ºC por ano de 1982 até 2010, ou 6,3ºC para 7,8ºC por século. "Representa o ecossistema marinho examinado que mais rapidamente se aqueceu até agora em qualquer lugar da Terra", dizia a revista.
Muitas bactérias se desenvolvem bem em água do mar quente e de baixa salinidade. Além do aquecimento, a mudança climática provocou chuvas mais frequentes e mais fortes, que reduziram o conteúdo de sal dos estuários e das zonas úmidas costeiras.
Os cientistas disseram que se as temperaturas oceânicas continuarem subindo e as regiões costeiras no norte se tornarem menos salinas, a bactéria Vibrio vai aparecer em novas áreas.

Brasil aguarda aval da Casa Civil para ingresso no Cern, afirma ministro


O Ministério da Ciência aguarda o aval da Casa Civil para que o Brasil se torne associado do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), responsável pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês).
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pelo ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp, durante entrevista coletiva realizada em São Luis (MA), que sedia até sexta-feira (27) a 64ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC.
“Tudo está caminhando positivamente, porém é necessário que a Casa Civil dê o aval para que possamos nos associar ao Cern. Não tem porque não fazermos isso. É importante para o Brasil, para a ciência e para os pesquisadores", declarou.
Em fevereiro, em entrevista ao G1, Raupp havia informado que o governo trabalhava em uma forma de “engenharia financeira” para conseguir a aprovação do investimento necessário para a entrada no Cern.
Se aprovado, o país teria que pagar uma cota anual para ser considerado membro do projeto -- esse valor ainda precisa ser definido pelo Cern, mas há dois anos era de aproximadamente US$ 15 milhões ao ano.
O LHC ganhou destaque no início de julho após cientistas anunciarem a descoberta de uma partícula subatômica inédita. Há fortes indícios de que se trate do "bóson de Higgs", a "partícula de Deus", única partícula prevista pela teoria vigente da física que ainda não tinha sido detectada em laboratórios, e que vinha sendo perseguida ao longo das últimas décadas.

Pela teoria, o bóson de Higgs teria dado origem à massa de todas as outras partículas. Se sua existência for confirmada, portanto, é um passo importante da ciência na compreensão da origem do Universo. Se ele não existisse, a teoria vigente deixaria de fazer sentido, e seria preciso elaborar novos modelos para substituí-la.


O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em entrevista coletiva realizada na SBPC. (Foto: Igor Almeida/G1)
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em entrevista coletiva realizada na SBPC. 

Parceria binacional em Alcântara
Raupp comentou ainda a questão da consolidação da base de Alcântara, no Maranhão, como polo comercial de lançamentos espaciais operado entre o Brasil e a Ucrânia.

A empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), prevê a comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o lançador Cyclone-4. Decreto presidencial publicado no "Diário Oficial da União" no início de julho autorizou a transferência de R$ 135 milhões do governo federal para aumentar o capital da empresa. Entretanto, segundo Raupp, ainda são necessários R$ 200 milhões em investimentos.
"Há um outro lado do projeto, o da estrutura. Só nele, estão previstos R$ 200 milhões. Contudo, não temos esse orçamento. Precisamos buscar junto ao governo uma forma de cumprir com nossas metas", afirmou o ministro, sem precisar qual tipo de estrutura o projeto necessita.