segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nasa lança frango de borracha à estratosfera para estudar radiação

A Nasa lançou um frango de borracha à estratosfera para estudar os efeitos da radiação solar a 40 quilômetros de altitude. O brinquedo tem nome, Camilla, e é a mascote do Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), projeto da agência espacial norte-americana.

A escolha inusitada se explica por que o lançamento foi feito com um grupo de alunos de uma escola da cidade de Bishop, no estado da Califórnia, e a brincadeira serve para atrair a atenção das crianças.
O frango foi lançado com um balão de hélio. Junto a ele, viajaram sensores de radiação, câmeras, aparelhos de GPS, um termômetro, insetos e sementes de girassol. Embora divulgado somente agora, o projeto foi feito em março, quando uma tempestade solar trouxe alto nível de radiação até a Terra.
O balão de gás subiu durante duas horas e meia e estourou a uma altitude de aproximadamente 40 quilômetros. Camilla estava equipada com um paraquedas e pousou de volta suavemente, trazendo o material de volta para análise.
Frango de borracha foi lançado para a estratosfera; ao fundo, é possível ver o litoral da Califórnia (Foto: REUTERS/NASA/Earth to Sky/Bishop Union High School/Divulgação)
Frango de borracha foi lançado para a estratosfera; ao fundo, é possível ver o litoral da Califórnia 

domingo, 22 de abril de 2012

Dar a volta ao mundo em apenas 6 horas é a promessa de um novo transporte público a vácuo


Imagine o sair do metrô de Londres estar no seu escritório em Nova York poucos minutos depois?
  Os designers de uma ideia revolucionária estão apresentando um transporte público do futuro. Chamado de Transporte de Tubo de Vácuo, é uma forma de transportar sem nenhum tipo de atrito, dizem seus criadores, sendo cotado para ser mais seguro, mais barato e mais silencioso do que os trens e aviões.
 
Usando tubos de vácuo sem o menor resquício de ar, será possível acomodar até 6 passageiros, atingindo velocidades incríveis de 6.500 quilômetros por hora, usando menos energia do que os métodos convencionais atuais.
  A nova tecnologia permitiria que uma pessoa em Nova York pudesse viajar para a China em apenas 2 horas ou dar uma volta completa no planeta em apenas 6 horas.
 
Os designers por trás do projeto acreditam que este sistema conseguirá transportar 50 vezes mais pessoas por kWh que os carros elétricos ou trens. Eles preveem que o sistema funcionaria como uma forma de trânsito rápido de pessoa, formado por rede autoconectadas, como ocorrem com as rodovias, funcionando com cápsulas como se fossem carros, roteadas e guiadas por tráfego de internet.
Os pesquisadores afirmam que seria mais barato para construir, aproximadamente ¼ do que custaria para fazer asfalto, novas estradas e ferrovias.
Surpreendentemente, eles também dizem que, apesar das velocidades incríveis que poderiam afetar negativamente os passageiros, os projetistas afirmam que eles só seriam sujeitos a forças mínimas, embora a física por trás dessa afirmação não tenha sido esclarecida para proteger a ideia.
  O nome comercial do transporte de tubo por vácuo foi inventado pelo engenheiro mecânico Daryl Oster no início dos anos noventa e, em 1997, recebeu uma patente pela tecnologia.
Desde então, ele conseguiu construir um consórcio de licenciados para ajudá-lo a desenvolver o sistema. No entanto, apesar da licitação de vários projetos de infraestrutura pública, o projeto parece não ter decolado, mesmo com o massivo interesse da Coréia do Sul.

Brasileiro ajuda a montar seis tipos de DNA artificial


Faz bilhões de anos que a vida usa as "letras" químicas do DNA como seu alfabeto. Cansados dessa mesmice, um pesquisador brasileiro e seus colegas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram nada menos que seis tipos de "XNA" (formas sintéticas de DNA), cuja composição química não existe em nenhum ser vivo.
A pesquisa, cujo primeiro autor é o bioquímico paulistano Vitor Pinheiro, 34, não se limitou a construir a estrutura química dos XNAs.
A equipe também achou maneiras de fazer as moléculas se replicarem (grosso modo, "reproduzindo-se") e transferirem informação para o DNA tradicional.
Não se trata de mera curiosidade. "Até agora, parecia que apenas DNA e RNA podiam guardar informação genética. Se a gente mostra que outro tipo de polímero [molécula orgânica de cadeia longa] é capaz de fazer isso, o DNA e o RNA deixam de ser especiais", explica ele.
Isso teria até implicações para possíveis seres vivos ETs: eles não precisariam ser um simples repeteco da bioquímica que predomina na Terra para funcionarem.
Toda cadeia de DNA é composta por três componentes principais. A equipe internacional mexeu no componente do meio, as moléculas de açúcar que, na substância natural, possuem cinco átomos de carbono em sua estrutura.
Como quem brinca de Lego, os cientistas substituíram esse açúcar por outros tipos de molécula com quatro, cinco e até seis carbonos.
O próximo passo foi identificar polimerases (as substâncias que montam a cadeia de DNA) capazes de "conversar" com as moléculas sintéticas. Em alguns casos, a equipe achou polimerases capazes de realizar o truque, embora a eficiência do processo ainda deixe a desejar.
Pinheiro e companhia também conseguiram usar as várias formas de XNA para criar os chamados aptâmeros, pequenas moléculas capazes de se ligar de forma específica a outras moléculas e bloquear a ação delas, por exemplo.
"Elas podem ser comparadas a anticorpos", explica Pinheiro. Os aptâmeros são promissores como medicamentos, mas fazê-los com DNA natural tem um inconveniente: o organismo destrói a molécula com facilidade.
Já os XNAs, por não serem alvos naturais do organismo, poderiam durar mais e ter ação mais potente contra doenças. O estudo está na revista especializada "Science".

Nasa convoca astrônomos amadores para caçar asteroides

A Nasa está pedindo ajuda a astrônomos em um projeto que busca asteroides que passam perto da Terra. A campanha “Target Asteroids!” (“Mire em Asteroides”, em inglês) foi lançada neste mês e deve durar até o fim da década.
Ilustração de como será a Osiris-Rex (Foto: NASA/Goddard/University of Arizona)

Ilustração de como será a Osiris-Rex
Em 2016, a agência pretende lançar a missão Osiris-Rex. No ano de 2019, a sonda deve visitar o asteroide 1999 RQ36 e mapear suas propriedades. Quando voltar, em 2023, a pequena nave não-tripulada deve trazer na bagagem pelo menos 60 gramas de material da superfície do asteroide.
“Por mais de 10 anos, amadores têm sido contribuidores importantes para refinar a órbita de NEO’s recém-descobertos”, afirmou Edward Beshore, pesquisador da missão Osiris-Rex, em material divulgado pela Nasa.
A Nasa exige dos participantes requisitos técnicos mínimos em relação à capacidade dos telescópios e outros aparelhos. Para saber mais sobre o projeto e se inscrever, acesse o site oficial http://osiris-rex.lpl.arizona.edu/targetasteroids.html.

Rússia lança nave Progress à Estação Espacial Internacional

Nave russa decola com cargueiro (Foto: AFP)
Nave Progress decola a partir da bae de Baiknour,
no Cazaquistão

A Rússia lançou nesta sexta-feira (20) a nave automática Progress, com mais de 2,5 toneladas de carga, para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), onde será acoplada neste domingo

O lançamento do cargueiro, o Progress M-15M, ocorreu às 9h50 (de Brasília) a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão, informou a agência espacial russa, Roscomos.
A nave leva água, alimentos e componentes de combustível utilizados para manter a altitude da órbita da plataforma. Além de peças de reposição e várias equipamentos científicos, declarou um porta-voz da Roscosmos citado pela agência 'Interfax'.
Após dois dias de voo, a Progress M-15M será acoplado à ISS no domingo, com manobra prevista para as 11h40 (de Brasília).
A ISS atualmente abriga a expedição número 30 e integram os americanos Daniel Burbank e Donald Pettit, o holandês Andre Kuipers e os russos Oleg Kononenko, Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin.
Além do lançamento desta sexta, o segundo da Progress neste ano, a Roscosmos planeja enviar outros três cargueiros até o fim de 2012

Tsunami salvou cidade grega de invasão na antiguidade, diz estudo

Um tsunami salvou a aldeia grega de Potideia dos invasores persas no inverno do ano 479 a.C., diz um estudo. As evidências geológicas sugerem ainda que a região ainda poderia enfrentar terremotos e tsunamis como o que matou centenas de soldados, informou Klaus Reicherter da Universidade de Aachen, da Alemanha, principal autor do estudo.

Os sedimentos estudados na península grega do norte, onde fica Potideia, e a cidade moderna de Nea Potidea, revelaram sinais de eventos marinhos maciços, como ondas de grande tamanho.
Já as escavações realizadas nos subúrbios da cidade antiga de Mende, no sul da França, também revelaram a ocorrência de um fenômeno natural de grande potência no século 5 a.C..
As camadas sedimentares de Mende contêm depósitos antigos que provêm provavelmente do fundo marinho e foram arrastados pelo tsunami, segundo os cientistas.
O evento foi descrito previamente pelo historiador grego Heródoto, testemunha da catástrofe.
Segundo Reicherter, o estudo sugere que o Golfo de Salônica, onde fica a península grega -- uma área densamente povoada que também é destino turístico --, deve ser incluído entre as regiões da Grécia propensas aos tsunamis.
A pesquisa foi apresentada na quinta-feira (19), durante a Reunião Anual da Sociedade Sismológica dos Estados Unidos (SSA, na sigla em inglês), em San Diego, Califórnia.

Ursos polares surgiram há 600 mil anos, afirma estudo


Um estudo publicado nesta quinta-feira (19) mostrou que os ursos polares existem há cerca de 600 mil anos, pelo menos quatro vezes mais do que os estudos anteriores estimavam. O resultado publicado pela revista “Science” não é apenas uma mera curiosidade, e pode ter implicações sobre o futuro da espécie.
Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)
Urso polar no norte do Canadá 
A descoberta de que o urso polar é mais antigo do que se imaginava significa também que sua evolução foi mais lenta. Coincidência ou não, há 600 mil anos a Terra registrou temperaturas extraordinariamente baixas.

A equipe liderada por Frank Hailer, do Instituto Senckenberg de Pesquisas Naturais, em Frankfurt, na Alemanha, aponta uma possível relação entre a queda de temperatura e a evolução dos ancestrais dos ursos, que levou ao surgimento dos ursos polares.
Os autores acreditam que o processo de adaptação ao frio tenha sido lento, e temem pelo futuro dos animais. Os ursos polares já sobreviveram a outros aquecimentos globais, mas não tão rápidos quanto o atual – que é acelerado pela ação do homem. A falta de tempo de adaptação às mudanças climáticas pode significar uma séria ameaça à espécie, no raciocínio dos autores.
O atual estudo chegou a dados mais precisos porque usou uma metodologia diferente. A pesquisa que estimou a idade dos ursos em cerca de 150 mil anos analisou o DNA mitocondrial, que traça apenas a origem materna dos animais. Agora, o cálculo foi refeito com informações do DNA do núcleo da célula, mais detalhadas, e o novo resultado foi obtido.

Discovery é recebido com pompa em museu dos EUA


O ônibus espacial Discovery se tornou, nesta quinta-feira (19), o primeiro ônibus espacial da antiga frota da Nasa (agência espacial americana) a entrar em um museu. Uma festa com honras militares marcou o fim de um programa de três décadas de voos espaciais tripulados.
"O programa do ônibus espacial rendeu a este país muitas inovações e muitos momentos de orgulho", disse o chefe da Nasa, Charles Bolden, em uma cerimônia para comemorar a chegada do Discovery em um anexo do Museu Nacional Aeroespacial do Instituto Smithsonian, nos arredores de Washington DC.
Guarda nacional participa da cerimônia (Foto: Saul Loeb / AFP)Honras militares fizeram parte da cerimônia de chegada da nave Discovery ao Museu Nacional Aeroespacial do Instituto Smithsonian 
"Agora estamos felizes por compartilhar este legado com milhões de visitantes", acrescentou.
Milhares de turistas ansiosos para ver a famosa nave de perto chegaram ao Centro Steven F. Udvar-Hazy em Chantilly, na Virgínia, onde voluntários distribuíam bandeiras americanas em miniatura, enquanto se ouviam os acordes de uma banda de Infantaria da Marinha.
"Eu me sinto como uma criança hoje", disse o engenheiro aeroespacial Kelly Scroggs, de 24 anos, ao passar perto de crianças vestidas de astronautas.
Mais tarde, 15 dos 31 comandantes do Discovery e outros astronautas que viajaram ao espaço na nave, escoltaram o célebre ônibus espacial enquanto era rebocado para a pista externa para descansar frente a frente com o protótipo Enterprise, que está no museu há anos.
Entre os astronautas veteranos presentes estavam Eileen Collins, que se tornou a primeira piloto e primeira comandante de uma nave espacial a bordo do Discovery, e Steve Lindsey, que comandou o último voo espacial desta nave, em março de 2011.
O ex-senador e astronauta John Gleen e os astronautas cantam o hino nacional americano durante a cerimônia (Foto: Saul Loeb / AFP)O senador e astronauta aposentado John Glenn e os astronautas cantam o hino nacional americano durante a cerimônia 
"É um dia feliz, mas também muito triste", disse Fred Gregory, comandante do Discovery em 1989.
"O Discovery representa mais ou menos uma frota da que todos fizemos parte por muito tempo", disse Gregory à AFP.
"E visto que não há nada no horizonte imediato, é triste porque talvez seja um legado que terminou. A liderança que os Estados Unidos tiveram no passado pode não ser tão forte agora", acrescentou.
Com o encerramento do programa do ônibus espacial, em julho de 2011, a Rússia ficou como único país capaz de enviar astronautas ao espaço.
O senador e astronauta aposentado John Glenn, o primeiro americano a voar na órbita da Terra em 1962 e que retornou ao espaço em 1998 a bordo do Discovery, lamentou a "infeliz decisão" de por fim ao programa dos ônibus espaciais, tomada há mais de oito anos, mas disse confiar em que o Discovery inspire as futuras gerações.
Várias empresas particulares dos Estados Unidos competem agora para preencher o vácuo deixado pelos ônibus espaciais aposentados. A SpaceX será a primeira empresa a efetuar o primeiro voo privado de teste de uma cápsula de carga para a ISS, previsto a princípio para 30 de abril, e espera em seguida transportar astronautas.
O Discovery, que realizou uma espetacular despedida na terça-feira, durante sobrevoo da capital americana carregado por um Boeing 747, procedente da Flórida, é o primeiro dos três ônibus espaciais que voavam ao espaço a virar peça de museu. Nos próximos meses será a vez do Endeavour e do Atlantis.
No fim deste ano, o Endeavour será levado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para o Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles. O Atlantis, que também está na Flórida, será levado ao Complexo para Visitantes do Centro Kennedy.
O Entreprise, um protótipo do ônibus espacial que nunca foi ao espaço, será levado em 23 de abril a Nova York, onde ficará em exposição no Intrepid Sea, Air and Space Museum.
Os outros dois ônibus espaciais da frota, o Challenger e o Columbia, foram destruídos em acidentes. O Challenger explodiu pouco depois do lançamento, em 1986, e o Columbia se desintegrou durante a reentrada na atmosfera, em 2003. Os dois desastres mataram todos os tripulantes a bordo.

África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem cientistas


Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.
No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.
África tem grandes reservas subterrâneas de água que não chegam à população (Foto: BBC)África tem grandes reservas subterrâneas de água que não chegam à população 
O trabalho, publicado na revista científica "Environmental Research Letters", diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.
Escassez
Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.


Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.
Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.
"As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade", diz Helen Bonsor, da BGS.
"A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme".
Estratégia
Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.

Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.
Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.
No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.
"Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos", disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.
Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.
"Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que, com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária", diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.
"Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos", afirma Bonsor.
"Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nova espécie de lagartixa é descoberta em Papua-Nova Guiné


Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') (Foto: Reuters/Robert Fisher/U.S. Geological Survey/Divulgação)Lagartixa-mamangaba ('Nactus kunan') 
Cientistas americanos divulgaram nesta quinta-feira (19) a descoberta de uma nova espécie de lagartixa. O animal foi batizado como “lagartixa-mamangaba”, por ter as mesmas cores do inseto. Seu nome científico é Nactus kunan.

A lagartixa foi descoberta em março de 2010 em uma expedição na Ilha Manus, na Papua-Nova Guiné, mas só foi descrita agora, em um artigo publicado na edição de abril da revista científica “Zootaxa”.
O réptil tem 13 centímetros da cabeça até a cauda. Sua pele listrada em preto e dourado facilita a camuflagem no solo da floresta. Outra característica marcante da espécie são os dedos bastante finos.
“A espécie foi uma surpresa admirável, já que venho trabalhando com o gênero desde a década de 1970 e não poderia prever a descoberta”, afirmou George Zug, do Instituto Smithsoniano, um dos autores do estudo.

Ônibus espacial é retirado de avião após transporte entre cidades


Discovery é suspenso por guindaste e retirado do avião Boeing 747 (Foto: Reuters/Bill Ingalls/Nasa/Divulgação)
O ônibus espacial Discovery foi retirado nas primeiras horas desta quinta-feira (19) do avião Boeing 747 ao qual ele estava acoplado. A nave espacial aposentada desde março de 2011 foi transportada do Centro Espacial Kennedy, no estado norte-americano da Flórida, para a capital Washington, onde ficará exposto em um museu 
Discovery é suspenso por guindaste e retirado do avião Boeing 747 (Foto: Reuters/Bill Ingalls/Nasa/Divulgação)
Para ser retirado do avião, o Discovery foi suspenso por um guindaste, enquanto o Boeing manobrava e taxiava na pista. Apesar de já ter viajado mais de 238 milhões de quilômetros, a nave não tem motores capazes de fazê-la voar sozinha entre as cidades americanas. Ela ia ao espaço impusionada por um foguete e retornava para a aterrissagem como um planador

Lacuna geológica explica explosão evolutiva há 600 milhões de anos


Trilobita do período cambriano, com a casca feita de carbonato de cálcio (Foto: Shanan Peters/Divulgação)
Trilobita do período cambriano, com a casca feita
de carbonato de cálcio
      Há muito tempo, os biólogos sabem que, há cerca de 530 milhões de anos, o mundo passou por um período conhecido como “explosão cambriana”, quando organismos mais simples evoluíram para uma forma mais parecida com a que temos hoje, com o surgimento dos vertebrados.
Há muito tempo, os geólogos conhecem um fenômeno chamado “grande discordância”. Em alguns locais, como no Grand Canyon, nos Estados Unidos, pedras arenosas com 525 milhões de idade ficam lado a lado com rochas bem mais antigas, de até 1,74 bilhão de anos.
Um estudo publicado nesta quarta-feira (18) pela revista “Nature” buscou uma interseção entre as duas áreas de conhecimento e mostrou que os dois fenômenos podem ter a mesma causa.

      Durante a explosão cambriana, formaram-se três minerais que hoje são importantíssimos para a vida como a conhecemos: o fosfato de cálcio, presente em ossos e dentes, o carbonato de cálcio, que aparece na casca dos invertebrados, e o dióxido de silício, presente no plâncton, a base da cadeia alimentar marinha.
“É provável que a biomineralização não tenha evoluído para alguma coisa, mas sim em resposta a alguma coisa”, afirmou o autor Shanan Peters, professor de geociências e autor do artigo, em material divulgado pela Universidade de Wisconsin, em Madison, nos EUA, onde ele trabalha.
Essa “alguma coisa” que motivou a evolução da vida foi, de acordo com a teoria dele, a mesma que provoca a lacuna percebida pelos geólogos: o movimento dos mares.
Há cerca de 650 milhões de anos, o nível do mar variava muito, pelo menos na América do Norte, onde o estudo foi feito. Era como se sucessivos tsunamis atingissem a região repetidamente. A rocha molhada reagia com o ar e liberava íons de elementos como cálcio, ferro e potássio. Em seguida, quando a maré subia, levava estes íons de volta para o mar.
Assim, a mudança na química da água teria sido um estímulo para a evolução dos seres vivos. Paralelamente, as rochas desgastadas vieram a ser cobertas por rochas mais novas, o que explica a lacuna na idade das rochas.

Cientistas encontram gravura de peixe voador com mais de 300 anos

Uma imagem divulgada nesta quarta-feira (18) mostra uma gravura do século 17 de um peixe voador de John Ray e Francis Willughbys encontrada no livro “História dos Peixes”, datado de 1686. A gravura de 300 anos será apresentada na biblioteca da Royal Society, a academia britânica de ciências, nesta quinta-feira (19).  (Foto: Richard Valencia / Royal Society / AFP)
Uma imagem divulgada nesta quarta-feira (18) mostra uma gravura do século 17 de um peixe voador, encontrada no livro "História dos Peixes" de John Ray e Francis Willughbys, datado de 1686. A gravura de 300 anos será apresentada na biblioteca da Royal Society, a academia britânica de ciências, nesta quinta-feira (19). 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Telescópio detecta ausência de matéria escura na vizinhança do Sol

Um novo estudo de uma equipe de astrônomos no Chile detectou a falta de matéria escura na vizinhança do Sol. A ideia vai contra estudos recentes que apontaram evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura nesses arredores. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (18) no site do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

A matéria escura é uma susbtância que não pode ser vista, mas é detectada pelo efeito da gravidade que exerce na matéria a sua volta.
Utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório de La Silla juntamente com outros telescópios, os astrônomos mapearam os movimentos de mais de 400 estrelas até uma distância de 13 mil anos-luz do Sol. A partir destes novos dados, a equipe calculou a massa da matéria na vizinhança do Sol, contida num volume quatro vezes maior do que considerado nos levantamentos anteriores.
Impressão artística da distribuição esperada de matéria escura em torno da Via Láctea (Foto: ESO/L. Calçada)Impressão artística da distribuição esperada de matéria escura em torno da Via Láctea
"A quantidade de massa que calculamos coincide muito bem com o que vemos - estrelas, poeira e gás - na região em torno do Sol", diz o líder da equipe Christian Moni Bidin, do Departamento de Astronomia, Universidade de Concepción, no Chile.
"Mas isso não deixa lugar para matéria adicional - a matéria escura - que esperávamos encontrar. Os nossos cálculos mostram que a matéria escura deveria ter aparecido muito claramente nas medições. Mas não está lá!", reitera Bidin.
A matéria escura foi originalmente sugerida para explicar por que é que as zonas periféricas das galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, giram tão rapidamente. A matéria escura é agora uma parte integrante das teorias que explicam como é que as galáxias se formam e evoluem.
Atualmente é aceito que a componente escura constitui cerca de 80% da massa do Universo. No entanto, todas as tentativas de detecção de matéria escura em laboratórios na Terra falharam até agora.
Ao medir cuidadosamente os movimentos de muitas estrelas, particularmente daquelas fora do plano da Via Láctea, a equipe pôde calcular a quantidade de matéria presente responsável por esses movimentos. Estes movimentos são o resultado da atração gravitacional mútua de toda a matéria, seja ela normal, como por exemplo estrelas, seja ela matéria escura.
Os novos resultados também significam que tentativas de detectar matéria escura na Terra por meio das raras interações entre as partículas de matéria escura e as partículas de matéria "normal" terão poucas probabilidades de sucesso.
"Apesar dos novos resultados, a Via Láctea gira muito mais rapidamente do que pode ser justificado pela matéria visível. Por isso, se a matéria escura não está onde se esperava, temos que procurar uma nova solução para o problema da massa faltante. Os nossos resultados contradizem os modelos atualmente aceitos. O enigma da matéria escura tornou-se agora ainda mais misterioso. Rastreios futuros, como os da missão Gaia da ESA, serão cruciais para avançarmos a partir deste momento", conclui Bidin.

Descoberta põe em xeque 'raios de maior energia no Universo'


Detector de neutrinos IceCube (Foto: NSF/M. McMahon)
Detector de neutrinos IceCube
As erupções de raios gama são explosões que acontecem em galáxias distantes e liberam enormes quantidades de energia. Até esta quarta-feira (18), eram vistas como o evento de maior energia em todo o Universo, mas um estudo publicado pela revista científica “Nature” pode mudar esta concepção.
A colaboração científica IceCube descobriu que o fluxo de partículas – neutrinos – associadas ao surgimento das erupções de raios gama é, pelo menos, 3,7 vezes menor do que se previa

A descoberta por ter dois significados. Ou estas erupções não são responsáveis pelos raios cósmicos de maior energia no Universo, ou elas produzem muito menos neutrinos do que a teoria previa.
O IceCube, instrumento utilizado na pesquisa, é um “telescópio de neutrinos” localizado na Antártica. Ele possui mais de 5 mil sensores óticos dentro de uma região de um quilômetro cúbico para medir a direção e a energia de partículas chamadas múons, que se colidem com o gelo. A partir destas medições, os cientistas fazem descobertas sobre a física de partículas.
Ilustração de uma erupção de raios gama (Foto: NASA/D.Berry)Ilustração de uma erupção de raios gama

Explosões solares são capturadas por câmeras da Nasa


A agência espacial americana, a Nasa, divulgou imagens de uma poderosa explosão solar que liberou plasma super aquecido da superfície do sol no espaço.
A explosão foi registrada pela espaçonave do Observatório de Dinâmica Solar, parte de uma missão de cinco anos focada no sol.
Embora a tempestade não tenha sido a mais forte do ano, fotos e vídeo da erupção solar chamam a atenção pela propagação de plasma no espaço.
Erupções extremamente fortes podem colocar em risco astronautas e satélites no espaço, assim como redes de energia, navegação e sistemas de comunicação na Terra.
Explosão solar registrada pela Nasa (Foto: Nasa/via BBC)Explosão solar registrada pela Nasa

terça-feira, 17 de abril de 2012

Astronauta passa 10 dias embaixo d'água em treinamento


O astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Timothy Peake vai embarcar em uma missão de mergulho no oceano para aprender mais sobre exploração espacial. Uma base aquática permanente de quase 20 m de profundidade abaixo das ondas da costa da Flórida, nos Estados Unidos, será o lar de Tim por mais de uma semana a partir de junho.
Segundo o site oficial da ESA, a Missão de Operações em Meio Ambiente Extremo da Nasa (NEEMO, na sigla em inglês) permite que agências espaciais testem tecnologias e pesquisem sobre o comportamento de equipes internacionais para missões de longa duração. Os astronautas podem ter uma ideia de como é trabalhar e viver no espaço, aprendendo a lidar como indivíduos e como um time em situações estressantes.
Durante a estadia de dez dias na base aquática, os "aquanautas" serão conduzidos a caminhadas embaixo d'água para simular expedições espaciais. Eles terão de solucionar problemas por conta própria e se ajustar à forma de trabalhar isoladamente em equipe, sem ajuda de fora, e de ter capacidades de resgate limitadas. Mesmo em uma emergência, eles não poderão vir até a superfície imediatamente.
O processo de passar horas embaixo d'água exige rituais de segurança como paradas e descompressão antes de chegar à superfície. Ou seja, não existe saída de emergência da base NEEMO.
"A NEEMO é a melhor exploração espacial analógica usada oficialmente para treinamentos de astronautas, seguida rigorosamente pelo programa de treinamento da ESA", afirmou o treinador Loredana Bessone, do Centro Europeu de Astronautas. "Quando eu mergulhei até o habitat subaquático, aquilo era exatamente como eu imaginava que seria uma base lunar. Os 'aquanautas' estavam 'flutuando' em câmera lenta, montando e consertando equipamentos. Eu não conseguia tirar os olhos da cena", conta
O treinamento de Peake começa no dia 11 de junho e será focado em exploração de asteroides. Esta é a primeira vez que um astronauta da ESA participa de uma missão da NEEMO . Em troca, a Nasa irá mandar astronautas para participar de treinamentos da ESA ainda este ano.

Computador quântico pode ser construído dentro de um diamante


Um grupo de cientistas, com especialistas da Universidade da Califórnia à frente, deu o primeiro passo para construir um computador quântico dentro de um diamante. E ainda que a ciência quântica seja experimental e possa parecer um tanto abstrata, essa experiência é um grande avanço no que, segundo muitos, é um tema crucial para o futuro da ciência, diz reportagem da BBC.
Como parte de um trabalho para reduzir a interferência que o ambiente provoca nas funções dos computadores quânticos, os cientistas armaram uma espécie de 'couraça' para o artefato colocando-o dentro de um dos materiais mais resistentes da natureza: um diamante. E dentro dele, o computador armazena dois qubits. Um qubit é o equivalente de um bit na computação quântica. Mas diferentemente da unidade de computação clássica, o qybit pode estar ligado e desligado simultaneamente, ou em um lugar e outro ao mesmo tempo. Isto gera, na computação quântica, uma capacidade para realizar cálculos a velocidades extraordinárias, diz a reportagem.
Os especialistas dizem, entretanto, que ainda que os experimentos de computação quântica sejam interessantes, seu alcance ainda é muito limitado. A colocação dentro de um diamente, por exemplo, é ainda apenas uma prova de um novo conceito a ser desenvolvido, pois permitiria que uma grande quantidade de qubits trabalhasse junta, sem serem afetados pelo calor ou outros fatores.

Crateras de asteroides podem esconder vida em Marte, indica pesquisa


Crateras formadas pela queda de asteroides podem ser os locais mais propícios para se encontrar vida em planetas como Marte, de acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Edimburgo.
Os cientistas acreditam que tais locais podem abrigar micróbios, sugerindo que crateras em outros planetas também podem "esconder vida".
Eles afirmam que foram descobertos organismos vivos sob o local onde um asteroide caiu na Terra há cerca de 35 milhões de anos.
Os pesquisadores escavaram por quase 2 km de profundidade sob a cratera de um grande asteroide que caiu em Chesapeake, Califórnia, EUA.
Amostras subterrâneas mostram que os micróbios estavam espalhados, de forma desigual, sob a pedra, sugerindo que o meio-ambiente estaria ainda se adaptando ao evento, mesmo 35 milhões de anos após o impacto.
Os pesquisadores dizem que o calor do impacto de uma colisão de asteroide mataria qualquer vida na superfície, mas falhas em rochas subterrâneas permitiriam que água e nutrientes chegassem até as profundezas, possibilitando a vida.
Segundo a tese dos cientistas, as crateras proporcionariam um refúgio aos micróbios, protegendo-os dos efeitos de mudanças climáticas, como aquecimentos globais e eras glaciais.
"As áreas profundamente fraturadas ao redor do local onde ocorreram os impactos poderiam proporcionar um refúgio seguro no qual os micróbios prosperariam por longos períodos de tempo" disse Charles Cockell, da equipe de pesquisadores.
"Nossas descobertas sugerem que a o subterrâneo das crateras de Marte podem ser um local promissor para se procurar por evidência de vida", completa.

Astrônomo 'caçador' de planetas agora vai procurar ETs


Cansado de apenas descobrir planetas, o astrônomo americano Geoffrey Marcy decidiu ir atrás dos ETs.
Depois de descobrir centenas de planetas fora do Sistema Solar -incluindo o primeiro sistema multiplanetário-, o pesquisador aparentemente ficou entediado.
"Estou nessa feliz posição em que minha carreira foi mais bem-sucedida do que eu jamais poderia ter imaginado", disse Marcy em entrevista à revista "New Scientist".
"É hora de jogar os dados, tentar algo bem improvável. Cientistas mais jovens não podem colocar seus ovos nessa cesta, porque as chances de sucesso são baixas. Mas eu posso me dar ao luxo."
Sem dúvida é um reforço de peso para as pesquisas conhecidas pela sigla Seti (busca por inteligência extraterrestre, em inglês).
No fim do ano passado, Marcy foi escolhido para a cátedra Alberts, na Universidade da Califórnia em Berkeley -a primeira do tipo destinada especificamente a fomentar pesquisas de busca por civilizações alienígenas.
Em sua nova função, o astrônomo americano está desenvolvendo duas grandes linhas de pesquisa -ambas fugindo ao lugar-comum do que se convencionou ver em pesquisas de Seti.
Desde 1960, quando o americano Frank Drake apontou o primeiro radiotelescópio para o céu em busca de transmissões alienígenas, a imensa maioria dos esforços tem sido buscar sinais de rádio.
Marcy, contudo, acha que os ETs provavelmente usariam lasers para se comunicar. E é isso que ele pretende buscar, junto com Andrew Howard, de Berkeley.
"Se Gene Roddenberry [criador da série "Jornada nas Estrelas"] está certo e os klingons e romulanos estão mesmo lá fora, eles precisam se comunicar uns com os outros. E eles não vão fazer isso esticando cabos de fibra óptica entre as estrelas. Vão fazer isso por laser."
Uma das vantagens do laser, em vez do rádio, é que é mais econômico, do ponto de vista energético, além de mais "privativo". Um sinal de rádio vaza muito mais fácil do que um laser, apontado apenas sobre um alvo pequeno, como um planeta a cinco anos-luz de distância.
Entretanto, muitos astrônomos são céticos a essa abordagem. Justamente por ser mais privativo, é um sinal bem mais difícil de achar.


SUPERCIVILIZAÇÕES
Outra linha de pesquisa a que Marcy pretende se dedicar é a busca de sinais de supercivilizações, na forma das chamadas esferas Dyson.
Concebidas pelo famoso físico Freeman Dyson, elas seriam estruturas construídas ao redor de estrelas para absorver o máximo de energia.
Presume-se que só civilizações muito mais sofisticadas que a nossa possam construí-las, mas, segundo Marcy, talvez seja possível notar variações no brilho das estrelas que denotem sua existência.