sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Criaturas bizarras das profundezas oceânicas nos dão uma noção de possíveis seres de outros planetas


Eles se parecem com monstros de outros planetas. Mas, longe de habitar um mundo alienígena anos-luz da Terra, essas criaturas assustadoras existem nas profundezas dos oceanos.
Novas fotos de poliquetas mostram como elas evoluíram para sobreviver às intensas pressões a 1.000 metros abaixo da superfície da água, onde nem mesmo um único raio de Sol consegue penetrar. As descobertas de regiões tão inóspitas lançam luz sobre a possibilidade de existência de vida em outros planetas.
As fotos possuem detalhes assustadores, incluindo suas bocas terríveis que parecem sair de dentro para fora, tornando mais fácil capturar presas. Minúsculos detalhes são revelados graças às imagens de cientistas que pesquisam as regiões abissais.
As criaturas, que medem pouco mais de três centímetros de comprimento, fazem parte de um ecossistema que era completamente desconhecido há 40 anos. Mas desde a época de 1970, a evolução tecnológica permitiu a exploração cada vez mais profunda de nosso ambiente marinho, permitindo aos cientistas mudarem a visão que tinham sobre a vida de regiões profundas.
Em vez de uma terra árida, descobriram comunidades de criaturas bizarras que vivem em fontes hidrotermais, também chamadas de chaminés ou fumantes. Essas rachaduras no fundo dos oceanos liberam gases em altas temperaturas, resultado de movimento tectônico.
As águas superaquecidas liberadas pelas fontes estão carregadas de coquetéis de substâncias que ajudam a manter um vasto ecossistema ao seu redor. É cogitada a existência de fontes como essa em Europa, uma das luas de Júpiter. Os cientistas também acreditam que elas existiram algum dia em Marte.
Estes vermes rastejam no fundo do mar próximo de respiradouros, usando suas bocas para mastigarem organismos simples na sopa química. Esses animais conseguem energia através de reações químicas, já que nenhum animal em grandes profundidades possa fazer fotossíntese devido a completa falta de luz solar. A capacidade destes seres em sobreviver em locais tão inóspitos, em condições tão adversas ao homem, faz com que esses vermes deslumbrem o pesquisador Daniel Desbruyeres, cientista sênior do Instituto Francês de investigação para Exploração do Mar.
As recentes descobertas de fontes hidrotermais mudaram nossa visão do reino marinho. Este é um dos habitats mais diversificados do planeta, mas nossa percepção sobre sua verdadeira existência ainda está em estágios infantis”, comentou o pesquisador.

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