quarta-feira, 21 de março de 2012

Como a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea e o Universo irão acabar?


O nosso Universo é um local cercado de maravilhas com extrema beleza, mas nada dura para sempre, ou será que dura?
Muitas teorias são propostas. O Jornal Ciência relata abaixo como chegará ao fim a Terra, o Sistema Solar, a Via Láctea e o Universo, baseado em modelos teóricos e estudos acumulados na astronomia.

Como será o fim da Terra?
Tecnicamente, a vida na Terra poderia já ter acabado ou nem existido se não fosse sua atmosfera que nos protege e nos recobre. Muitas teorias são discutidas e existem várias possibilidades.
Cada vez que o Sol emite luz, um pouco de sua massa é perdida – uma vez que a luz é gerada pela fusão nuclear, na qual átomos se fundem, perdendo um pouco de sua massa na forma de energia. Alguns astrônomos defendem que o Sol, ao longo de bilhões de anos, dissiparia sua massa em uma escala que não poderia mais exercer atração sobre a Terra, e nosso planeta vagaria sem rumo pelo espaço.
Outras teorias sugerem que, em no máximo 5 bilhões de anos, a Terra será engolida pelo Sol. Exatamente como isso ocorrerá ainda é uma questão de debate entre os teóricos. Astrônomos dizem que o Sol irá se expandir enormemente em sua fase de gigante vermelha, evento que ocorre quando a fusão nuclear interna “sopra” suas camadas exteriores cada vez mais longe, podendo atingir a órbita da Terra.
Alternadamente, as camadas externas do Sol poderiam ser puxadas pela Terra, exatamente como ocorre com as marés, onde a Lua exerce sua atração. Essa atração mútua puxaria a Terra para trás, diminuindo sua órbita até ser engolida por nossa estrela.
Alguns cientistas pensam que, se a vida inteligente sobreviver muito tempo, as civilizações podem ser capazes de mover a Terra, deslizando-a para fora do alcance do Sol. Mesmo se isso ocorrer, o Sol entrará em colapso em algum momento e começará a esfriar lentamente. Se os seres humanos conseguirem “empurrar” a Terra fora do alcance de nossa estrela, buscando evitar a morte, certamente irão morrer por falta de energia do Sol e poderão congelar, levando ao fim da raça humana.

Como o Sistema Solar irá acabar?
Nem todas as partes do Sistema Solar irão acabar da mesma maneira. Como mencionado anteriormente, o Sol irá expandir em uma gigante vermelha. A Terra poderá escapar se a civilização desenvolver tecnologia inacreditavelmente avançada para tal feito. Mercúrio e Vênus, no entanto, não conseguiriam fugir e seriam engolidos pelo Sol, tornando-se vapor, ao menos é o que afirmam as teorias.
Outra teoria afirma que, à medida que o Sol se expandir, a órbita de Mercúrio irá ficar irregular, podendo ocorrer colisão com Vênus ou com nosso planeta. A nova órbita de Mercúrio iria exercer forças gravitacionais que, por sua vez, iriam puxar e modificar a órbita da Terra.
Os planetas se puxariam o tempo todo, criando excentricidades nas órbitas planetárias. Alguns planetas poderiam “cambalear” pelo Sistema Solar e outros poderiam sair vagando pelo espaço.
Em algumas simulações realizadas por computador, vários resultados são possíveis: Mercúrio pode ser engolido pelo Sol, bem como chocar-se com Vênus. Seja qual for o resultado, isso irá afetar todo o Sistema Solar, em uma espécie de efeito dominó.
E o que acontecerá com os outros planetas? O Sol irá terminar seus dias como uma anã branca. Recentemente os astrônomos capturaram imagens de um asteróide sendo sugado por uma anã branca, indicando que existe a possibilidade de planetas orbitarem este tipo de estrela que estão em estágio de resfriamento. Geralmente os planetas mais próximos são engolidos ou evaporados, já os exteriores permanecem orbitando a estrela por tempo indeterminado.

Como a Via Láctea irá terminar?
O nosso mundinho formado pela Terra, planetas vizinhos e o Sol é algo patético comparado com a imensidão de nossa galáxia. A Via Láctea nem sentiria se nós desaparecêssemos. Não é apenas a Terra que possui um futuro nefasto, com previsões de virar churrasquinho. A Via Láctea é cotada para chocar-se com outra galáxia, Andrômeda, daqui a bilhões de anos.
Este evento não é tão violento, apesar de soar como algo assustador. As estrelas que formam as galáxias estão tão distantes que é possível um pedaço de uma galáxia passar dentro de outra sem que exista nenhuma colisão.
A Via Láctea irá se mover lentamente, passando por dentro de Andrômeda. Nossa galáxia, possivelmente, perderá sua forma característica de espiral, por influência gravitacional de Andrômeda. Esta por sua, também sofrerá modificações, que poderão influenciar em sua forma. O resultado? Uma grande galáxia única, bem maior e mais difusa que as duas que a formaram, como uma espécie de grande aglomerado amorfo de estrelas.
Existe um fio de esperança para nossa galáxia. Ela não será destruída completamente, apenas irá mudar de posição, formato e quantidade de objetos cósmicos. Bem, pelo menos por um tempo.

Como o Universo chegará ao fim?
Quando falamos em “fim” as coisas tornam-se relativas. A resposta para essa pergunta pode estar na energia escura. Nós não sabemos o que de fato é a energia escura, mas sabemos que é uma força estranha e repulsiva que faz com que o Universo afaste-se cada vez mais.
Existiam muitas teorias relacionadas com a proximidade de tudo o que existe no Universo, formando um novo Big Bang para dar origem a tudo o que conhecemos novamente.
O Universo como conhecemos está ficando cada vez maior, em uma escala problemática. Existem correntes dentro da Astronomia que dizem que as estrelas, ao menos boa parte delas, serão sugadas pelos buracos negros provenientes de suas próprias galáxias. Os buracos negros irão evaporar, emitindo energia, cada vez mais rápido, à medida que encolhe. Eventualmente, o Universo se dissolverá, como um lenço de papel molhado, ao longo de centenas de bilhões de anos.
  Existem outras teorias, como as que afirmam que a energia escura ficará cada vez mais “forte”, rasgando o Universo em peças longas, o que ocorreria em 20 bilhões de anos a partir de agora.
Torna-se complicado entender e teorizar como tudo irá chegará ao fim, só nos resta tentar viver o máximo de tempo para testemunhar a imensa beleza de vários eventos cósmicos que estão por vir.

Telescópio faz visão infravermelha mais 'profunda' do Universo


O Observatório Europeu do Sul (ESO), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (21) a imagem mais “profunda” já obtida do céu. O telescópio Vista, que observa o céu no infravermelho, foi apontado várias vezes para a mesma região, acumulando a radiação emitida pelas galáxias mais distantes, que chega fraca até a Terra.
A imagem que vemos é a combinação de mais de seis mil exposições do telescópio, que captou a luz por um total de 55 horas. Essas exposições foram feitas com cinco filtros de cores diferentes.
O resultado é uma imagem que inclui mais de 200 mil galáxias. Os pontos brilhantes não são estrelas, como o que vemos no céu, mas sim galáxias inteiras, com bilhões de estrelas cada. Daqui a alguns anos, o ESO espera obter imagens bem mais profundas que esta, pois novas observações estão sendo feitas.
Imagem obtida pelo ESO é a mais 'profunda' já feita do céu (Foto: ESO/UltraVISTA team)Imagem obtida pelo ESO é a mais 'profunda' já feita do céu 

terça-feira, 20 de março de 2012

Cientistas manipulam a luz de forma inédita

Manipulação da luz
 
 Nanoescadas em caracol, construídas por origami de DNA, e orientadas para a direita e para a esquerda, foram diluídas separadamente para demonstrar as possibilidades de manipulação da luz que a técnica oferece.

Cientistas alemães construíram nanoestruturas em formato de escada caracol que conseguem manipular a luz de formas muito específicas.
A aplicação mais imediata da técnica é na construção de sensores extremamente precisos, sensíveis até a moléculas individuais, além de novos tipos de detectores para uso médico e ambiental.
Contudo, o maior benefício deverá ser um novo impulso ao já promissor campo dos metamateriais - com a nova técnica, passa a ser possível criar metamateriais opticamente ativos.
Normalmente as ondas de luz são grandes demais para interagir com nanoestruturas - enquanto seus comprimentos de onda variam entre 400 e 800 nanômetros, as nanopartículas podem ter menos de 10 nanômetros.
Contudo, acoplando diversas nanopartículas, é possível domar essas ondas "gigantescas", modulando-as e, em princípio, fazendo delas o que bem quiser.
O grande problema é construir essas nanopartículas com a precisão necessária e montá-las para que elas façam a interação desejada com a luz.

Origami de DNA com nanopartículas
A saída encontrada por Tim Liedl (Universidade Ludwig-Maximillians) e Friedrich Simmel (Universidade Técnica de Munique) foi usar o origami de DNA.
Essa técnica já foi usada para construir nanorrobôs de DNA, nanotrens de DNA e uma série de nanoestruturas tridimensionais.
Os pesquisadores alemães construíram escadas em caracol que permitem variar com precisão o espaçamento, o tamanho e a composição das nanopartículas, ajustando-as para que elas interajam com a luz de formas muito peculiares.
Cientistas manipulam a luz de forma inéditaA nanoescada caracol carrega nove nanopartículas de ouro, e basta variar seu sentido de ascensão para que ela mude completamente sua capacidade de manipulação da luz.
Por exemplo, apenas a variação do sentido da escada - se ela é enrolada para a esquerda ou para a direita - faz com que a estrutura composta por escada e nanopartículas interaja de forma muito diferente com a luz.
Quanto maiores são as nanopartículas usadas, maior é o efeito.
A composição química das partículas também altera o resultado: quando elas são recobertas com prata, a ressonância óptica muda do vermelho para o azul.

Das superlentes à lente perfeita
"Nós vamos agora investigar se podemos usar este método para influenciar o índice de refração dos materiais que construímos. Materiais com um índice de refração negativo podem ser usados para construir novos sistemas de lentes ópticas, as chamadas superlentes," disse o professor Liedel.
Na verdade eles podem, e estão sendo usados, para bem mais do que isso.
Materiais artificiais que interagem com a luz de formas determinadas são mais conhecidos como metamateriais, e estão na base de uma verdadeira revolução de "escudos" para as mais diversas aplicações, de escudos de invisibilidade até escudos contra terremotos e contra tsunamis.
Mais do que isso, já se demonstrou que esses materiais podem ser úteis também para manipular ondas sonoras, calor e até o magnetismo.
Mas, até agora, ninguém havia desenvolvido uma técnica para construir metamateriais com tal precisão, na faixa dos nanômetros, o que poderá otimizar muito esse campo emergente de pesquisas.
Até, quem sabe, passar pelas superlentes e chegar à lente perfeita de Maxwell.

Neutrinos podem transmitir mensagens através da Terra


Portadora de neutrinos

Os neutrinos talvez não sejam mais rápidos do que a luz, mas podem se tornar as estrelas de uma nova forma de comunicação.
Já imaginou querer enviar uma mensagem para a Austrália ou para o Japão, e simplesmente virar sua antena para o chão?
Cientistas do Projeto Minerva demonstraram na prática que isto é possível: eles fizeram a A mensagem foi codificada de forma binária, onde transmitir neutrinos significava 1, e não transmitir neutrinos significava 0. Esta é uma das saídas do feixe NUMI, que funcionou como antena de transmissão.primeira transmissão de uma mensagem usando neutrinos.
E como neutrinos são capazes de atravessar virtualmente qualquer coisa, isto significa que as mensagens podem ser enviadas diretamente através da Terra.
Neste experimento pioneiro, a palavra "neutrino" foi transmitida a uma distância de 1 km, incluindo 210 metros de rocha sólida.

 A mensagem foi codificada de forma binária, onde transmitir neutrinos significava 1, e não transmitir neutrinos significava 0. Esta é uma das saídas do feixe NUMI, que funcionou como antena de transmissão. 


Comunicação direta
A esfericidade da Terra exige múltiplas torres de repetição para a transmissão de dados por ondas eletromagnéticas.
Se remetente e destinatário estiverem longe o suficiente, a solução mais viável é transmitir a mensagem para um satélite artificial, que está alto o suficiente para "ver" os dois e servir de ponte para a comunicação.
Uma alternativa é ligar todos os pontos por redes de fibras ópticas.
Mas uma mensagem de neutrinos pode ser enviada diretamente, simplesmente mirando na posição do destinatário e disparando o feixe, não importando se há montanhas, oceanos, ou mesmo se o destinatário está do outro lado da Terra.
Neutrinos podem transmitir mensagens através da Terra
O gigantesco detector Minerva serviu como antena para a transmissão binária de neutrinos. 
Antena de neutrinos
Neutrinos são partículas eletricamente neutras e quase sem massa - sua massa é tão desprezível que um neutrino é capaz de atravessar um cubo de chumbo sólido, com 1 ano-luz de aresta, sem se chocar com um só átomo.
Isso, obviamente, impõe um desafio para uma futura comunicação por neutrinos: construir uma antena capaz de detectá-los.
Felizmente os físicos vêm fazendo isso há anos, para criar os observatórios que permitam estudá-los.
Ainda são detectores muito sensíveis, que precisam ser instalados em compartimentos subterrâneos, capazes de isolá-los de outros tipos de radiação.
Neste experimento, os cientistas usaram como antena de recepção o detector Minerva, que pesa nada menos do que 170 toneladas. O transmissor foi o feixe de neutrinos NUMI (Neutrinos Main Injector).
Ambos são parte do acelerador de partículas Fermilab, nos Estados Unidos.


Comunicação por neutrinos
Embora pareça interessante, dificilmente as mensagens por neutrinos terão uso prático: a velocidade atingida na transmissão foi de 0,1 bit por segundo.
Ou seja, levou mais de duas horas para que a palavra "neutrino" fosse transmitida.
A mensagem foi codificada de forma binária, onde transmitir neutrinos significava 1, e não transmitir neutrinos significava 0.
Embora o feixe de transmissão dispare trilhões de neutrinos de cada vez, o detector só raramente consegue detectá-los.
A palavra neutrino consistia de 25 pulsos, separados entre eles por um período sem transmissão de 2 segundos. Isso foi repetido 3.500 vezes ao longo de 142 minutos.
Em média, a "antena" detectou 0,81 neutrino a cada pulso, com uma taxa de erro de 1% - apenas 1 em cada 10 bilhões de neutrinos foi detectado.

Arqueólogos localizam cerca de 3 mil estátuas raras de Buda

Arqueólogos da China anunciaram nesta terça-feira a localização de cerca de 3 mil estátuas de Buda. As imagens estavam enterradas na província de Hebei, no Norte do país. Para especialistas, essa é a maior descoberta arqueológica registada na região nas últimas décadas.
O chefe da equipe de arqueólogos da Fundação Popular da China, He Liqun, disse que as 2.895 estátuas e fragmentos foram localizados em janeiro deste ano. O material arqueológico estava em Yecheng, uma antiga localidade com 2,5 mil anos de história.
As autoridades da China informaram também que foram localizados materiais de artilharia, utilizados por tropas japonesas na 2ª Guerra Mundial, na região de Heilongjiang, no Nordeste do país.
Em 18 de setembro de 1931, as forças japonesas atacaram o quartel das tropas chinesas em Shenyang, no Nordeste da China. A ocupação japonesa na região durou quatro anos. Com a derrota do Japão em 1945, segundo especialistas chineses, grande quantidade de produtos químicos, armas e bombas foi enterrada.

Explosão solar de média intensidade é fotografada

O SDO (sigla em inglês de Observatório de Dinâmica Solar, um telescópio espacial) fotografou o momento em que eclode uma explosão solar considerada de média intensidade, ou o mesmo que da classe M7.9.
Divulgada nesta terça-feira pela Nasa (agência espacial americana) em seu site, o registro foi feito uma semana antes na região de nº 1429. É aqui que os cientistas registraram intensa atividade solar na última semana.
As explosões solares, que podem variar de minutos ou se prolongar por horas, ocorrem com a liberação de uma intensa radiação.
Elas são divididas em três categorias: classe X (grande intensidade), M (média), que pode interferir nas transmissões de rádio, e C (pequena), com poucas consequências na Terra.


Foto de uma explosão solar de média intensidade, que pode afetar ou não as transmissões de rádio
Foto de uma explosão solar de média intensidade, que pode afetar ou não as transmissões de rádio

Anão de jardim viaja pelo mundo mostrando diferenças de gravidade

Do Peru a Mumbai e do México a Sydney, um anão de jardim chamado Kern viaja pelo mundo inteiro, subindo na balança por onde quer que vá, uma experiência que demonstra que a gravidade terrestre não é exercida em todos os lugares com a mesma intensidade.
O anão com seu chapéu azul pontiagudo pesou em Mumbai, Índia, 307,56 gramas enquanto seu peso na Antártica foi de 309,82 gramas.
Site Gnome Experiment mostra itinerário do anão de jardim Kern (Foto: Reprodução) 
Site Gnome Experiment mostra itinerário do anão de jardim Kern
O projeto é financiado por um fabricante alemão de pesos de precisão, que queria fazer publicidade de seus produtos com a viagem do anão. Mas o périplo permite medir as variações da gravidade terrestre que afetam a massa de Kern.
"A maioria das pessoas não tem consciência de que a gravidade terrestre varia levemente segundo o local onde se está. A principal razão é a forma do nosso planeta", explicou em comunicado de imprensa o coordenador da experiência, Tommy Fimpel.
A forma elíptica da Terra, parecida a um esfera achatada nos polos, faz com que os corpos pesem até 0,5% a mais ou a menos em função do local da superfície terrestre onde se está, explicou.
A viagem de Kern, que por onde quer que vá é fotografado, o levará em breve a Snolab, centro canadense consagrado ao estudo de partículas elementais, situado dois quilômetros abaixo da superfície da Terra, o que faz dele o laboratório mais profundo do mundo.
Depois Kern visitará o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo, no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), em Genebra, Suíça.
A viagem ao redor do mundo de Kern, seu peso e seu álbum de fotografias podem ser consultados no site http://www.gnomeexperiment.com/.

Nasa divulga imagens de aurora boreal no Hemisfério Norte

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou imagens, que registram o fenômeno da aurora boreal no Hemisfério Norte.
As imagens foram captadas pela equipe da Estação Espacial Internacional e foram registradas entre janeiro e fevereiro desse ano.
As cenas foram registradas principalmente no norte dos Estados Unidos e no Canadá.
Nasa registrou aurora boreal na América do Norte (Foto: BBC)Nasa registrou aurora boreal na América do Norte
O fenômeno da aurora boreal é um fenômeno ótico que ocorre em decorrência do impacto de partículas de partículas provenientes do sol - o chamado vento solar - e a poeira espacial da Via Láctea em contato com a alta atmosfera terrestre.
Astronautas estavam a bordo da ISS (Foto: BBC)Astronautas estavam a bordo da ISS

Cientistas criam novo relógio mais preciso do mundo

Câmera a vácuo onde funciona a aparelhagem do relógio atômico (Foto: Alexander Radnaev/Georgia Tech/Divulgação) 
Câmera a vácuo onde funciona a aparelhagem do
relógio atômico 
 
Uma equipe internacional de cientistas trabalha na construção de um relógio com margem de imprecisão de um décimo de segundo em 14 bilhões de anos, informou nesta segunda-feira (19) o Instituto Tecnológico da Geórgia (EUA).
A precisão extrema deste relógio, 100 vezes superior à dos atuais relógios atômicos, provém do núcleo de um só íon de tório, acrescenta um artigo da revista "Physical Review Letters".
O relógio atômico poderia ser útil para algumas comunicações confidenciais e para o estudo de teorias fundamentais da física. Além disso, poderia aumentar a precisão do sistema GPS.
Os relógios mecânicos usam um pêndulo, cujas oscilações medem o tempo. Já nos relógios modernos, são cristais de quartzo que fornecem as oscilações de alta frequência.
 A precisão dos relógios atômicos provém das oscilações dos elétrons nos átomos induzidas por raio laser. Entretanto, estes elétrons podem afetar os campos magnéticos e elétricos e, por isso, estes relógios às vezes sofrem um desvio de aproximadamente quatro segundos ao longo da existência do Universo -- quase 14 bilhões de anos, segundo a teoria do Big Bang.
Os nêutrons são muito mais pesados que os elétrons e estão agrupados com mais densidade no núcleo atômico, de modo que são menos suscetíveis a tais transtornos.
Segundo o artigo do Instituto Tecnológico da Geórgia, para criar as oscilações, os pesquisadores planejam o uso de um laser que opera em uma frequência de 1 quatrilhão de oscilações por segundo para fazer com que o núcleo de um íon de tório passe a um estado de energia mais elevado.
Laser interage com os átomos de tório (Foto: Corey Campbell/Georgia Tech/Divulgação)Laser interage com os átomos de tório 
 
A "sintonização" de um laser que crie esses estados de energia mais altos permitiria que os cientistas fixassem sua frequência com muita precisão, e essa frequência seria usada para marcar o tempo, ao invés do tique-taque de um relógio ou do balanço de um pêndulo.
Os projetistas encaram outro problema: para que o relógio atômico seja estável, é preciso mantê-lo a temperaturas muito baixas, próximas ao zero absoluto (-273°C).
Para produzir e manter tais temperaturas, habitualmente os físicos usam um arrefecimento a laser. Contudo, neste sistema, isso é um problema, porque a luz do laser também é usada para criar as oscilações que marcam a passagem do tempo.
Segundo o artigo, os pesquisadores incluem um único íon de tório 232 com o íon de tório 229, que serão usados na marcação do tempo. Cada um destes íons recebe uma frequência de onda diferente.
Os cientistas esfriaram o íon mais pesado, e isso reduziu a temperatura do "íon relógio" sem afetar suas oscilações.
Além dos cientistas da Geórgia, participam do projeto físicos da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália) e do Departamento de Física da Universidade de Nevada (EUA), em um trabalho parcialmente financiado pelo Escritório Naval de Pesquisas e pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA.

Fotos de satélite ajudam a encontrar sítios arqueológicos

Cientistas desenvolveram um novo método para descobrir vestígios de civilizações antigas usando fotos de satélites. A técnica foi descrita em um artigo publicado nesta segunda-feira (19) pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências.
O sistema se baseia na busca de pequenas pistas, como descolorações do solo e aterros que são característicos de locais em que houve, um dia, estruturas construídas à base de barro.
Com a novidade, os pesquisadores localizaram mais de 9 mil novos sítios arqueológicos do norte da Mesopotâmia – onde hoje fica a Síria.
Foto de satélite, em cor falsa, no software que ajudou a localizar o sítio de Hamoukar (Foto: Bjoern Menze & Jason Ur)Foto de satélite, em cor falsa, no software que ajudou a localizar o sítio de Hamoukar
“Eu poderia fazer isso no chão, mas provavelmente levaria o resto da vida para mapear uma área deste tamanho”, afirmou Jason Ur, um dos autores, em material divulgado pela Universidade Harvard, nos EUA, onde ele trabalha.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia queima etapas do processo. Quando os arqueólogos vão a campo, já sabem exatamente onde devem escavar, não precisam mais fazer o reconhecimento do terreno, e o trabalho fica mais rápido.
Sob esta paisagem há três aterros, que a tecnologia ajudou a encontrar (Foto: Jason Ur) 
Sob esta paisagem há três aterros, que a tecnologia ajudou a encontrar

Universidade disponibiliza on-line 80 mil documentos de Albert Einstein

Numa velocidade que ele mal poderia imaginar, documentos privados e pensamentos íntimos de Albert Einstein em breve estarão chegando à internet – o que inclui devaneios políticos, cartas secretas a sua amante e um rabisco da fórmula "E=mc2".
Passados 57 anos da morte do físico ganhador do Nobel, uma universidade israelense que o teve como cofundador disponibiliza a partir de segunda-feira pela internet cerca de 80 mil documentos que Einstein legou à instituição em testamento.
Uma estátua de Albert Einstein é vista na biblioteca privada da Universidade Hebraica de Jerusalém, que lançou o projeto com os arquivos digitais do cientista (Foto: Menahem Kahana/AFP)Uma estátua de Albert Einstein é vista na biblioteca privada da Universidade Hebraica de Jerusalém, que lançou o projeto com os arquivos digitais do cientista
A Universidade Hebraica de Jerusalém diz que ainda irá ampliar o site http://alberteinstein.info, com o objetivo de, no futuro, digitalizar todo o arquivo do cientista. Um dos itens de maior destaque é o raríssimo manuscrito da equação proposta por Einstein na sua Teoria da Relatividade Especial (1905), "E=mc2" (ou seja, a energia é igual à massa vezes a velocidade da luz ao quadrado).
Mas igualmente curioso é o lote com duas dúzias de cartas, previamente publicadas, que Einstein escreveu para aquela que seria a sua segunda mulher – numa época, porém, em que ele ainda estava casado em primeiras núpcias. Outro documento curioso é a idealista proposta de 1930 para a criação de um "conselho secreto" entre judeus e árabes para levar a paz ao Oriente Médio.
No momento, estão disponíveis apenas alguns documentos anteriores a 1923, quando Einstein tinha 44 anos. O site contém a digitalização dos textos originais, escritos em alemão, com notas e traduções em inglês.
Hanoch Gutfreund, chefe da comissão que supervisiona o arquivo, disse que o site "vai ser não só algo para satisfazer a curiosidade dos curiosos, mas será também uma grande ferramenta de educação e pesquisa para acadêmicos".
Um dos únicos três manuscritos que contêm a fórmula de Albert Einstein, “E=MC2”, a Teoria Geral da Relatividade, é exibido com outros documentos na universidade (Foto: Menahem Kahana/AFP) 
Um dos únicos três manuscritos que contêm a fórmula de Albert Einstein, 'E=mc2', a Teoria da Relatividade, é exibido com outros documentos na universidade

Vida pessoal
Ele admitiu que, no caso de alguns itens muito pessoais, os arquivistas debateram a conveniência de divulgá-los. Isso inclui as 24 cartas de amor que o cientista escreveu à sua prima Elsa, com quem ele teve um romance de vários anos até finalmente se divorciar da primeira esposa, Mileva Maric. Albert e Elsa Einstein se casariam em 1919. "Se você deixa um tempo suficiente transcorrer, então é 'kosher'", disse Gutfreund, usando um termo religioso judaico para indicar que algo é adequado ao consumo. 
O site ainda não inclui – mas está exposta na universidade – a carta em alemão que Einstein remeteu ao jornal árabe "Falastin", propondo a criação de um "conselho secreto" para contribuir com o fim do conflito entre árabes e judeus na Palestina, então um protetorado britânico. 
Einstein propunha um comitê com oito judeus e árabes – um médico, um jurista, um sindicalista e um clérigo de cada lado –, que fariam reuniões semanais. "Embora esse 'Conselho Secreto' não tenha autoridade fixada, ele irá afinal levar a um Estado em que as diferenças serão gradualmente eliminadas", escreveu Einstein. "Essa representação irá se erguer por sobre a política da época". 
O cientista, que trocou a Alemanha nazista pelos EUA, foi um tradicional apoiador da comunidade judaica na Palestina. Mas ele às vezes demonstrava certa ambiguidade com relação ao Estado de Israel, instituído durante a guerra de 1948. Em 1952, ele rejeitou uma oferta para se tornar presidente do país, um cargo protocolar.

Espermatozoides realizam cálculos complexos, diz estudo

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, liderada pelo espanhol Luis Álvarez, descobriu que os espermatozoides são capazes de realizar cálculos complexos.
Quando o óvulo libera emissores químicos que modificam a concentração de íons de cálcio no interior dos espermatozoides, o que ativa sua movimentação, eles não reagem ao aumento dos níveis dessa substância, mas às suas variações.
"O que eles medem são as taxas de mudança ao longo do tempo, a rapidez ou a lentidão da alteração da concentração de cálcio que entra nos espermatozoides de seu exterior", disse à Agência Efe o cientista espanhol.
Assim, "em função do valor da taxa de mudança, alteram a forma como movimentam a cauda e mudam de direção. Em outras palavras, a direção dos espermatozoides é regulada pela velocidade da mudança de cálcio", explicou.
"É bem estranho pensar que o cálculo diferencial [ramo importante da matemática que se dedica ao estudo de taxas de variação de grandezas e a acumulação de quantidades] não era realizado até o século 18, mas os espermatozoides já faziam isso há mais de 400 milhões de anos', ressaltou.
Álvarez explicou que "os espermatozoides, como muitas outras células, fazem dezenas de cálculos". O fenômeno descoberto pela equipe foi observado por enquanto unicamente nos espermatozoides de várias espécies marítimas.
"É por isso que ainda estamos realizando esforços para conhecer quais espécies se comportam deste modo" e se este fenômeno também ocorre nos seres humanos, explicou o cientista.
Álvarez destacou que "o mecanismo que movimenta a cauda do espermatozoide foi conservado ao longo da evolução e se encontra em diferentes tipos de células do corpo humano".
"Estas células possuem extensões similares à parte final dos espermatozoides chamada cílios móveis, e desenvolvem diferentes funções", acrescentou.
Neste sentido, "é provável que estes cílios possuam estratégias parecidas a do espermatozoide para ajustar seu movimento como resposta a sinais", explicou.
Entre outras funções, eles "limpam nossas vias respiratórias empurrando a sujeira para o exterior, determinam que nosso coração fique do lado esquerdo e não do direito durante o desenvolvimento do embrião e empurram o óvulo das trompas até o útero".
Segundo Álvarez, a pesquisa é um passo importante no "entendimento de como as células processam os sinais que recebem".
Assim, "o cálculo da taxa de mudança é importante porque permite às células identificar e responder unicamente aos sinais que têm uma taxa de mudança adequada. Em termos técnicos, permite filtrar estímulos por freqüências", afirmou.
"As repercussões globais deste descobrimento... o tempo dirá", concluiu o pesquisador

segunda-feira, 19 de março de 2012

Rússia afunda satélite Express no Pacífico após fracasso de sua missão


A Rússia afundará no oceano Pacífico o satélite de comunicações Express-AM4, que foi lançado há sete meses e cuja missão, que consistia, entre outras coisas, em garantir a comunicação governamental e presidencial, fracassou.
Segundo informou nesta segunda-feira uma fonte da indústria aeroespacial russa à agência "Interfax", uma região do Pacífico Norte será fechada ao tráfego aéreo e marítimo durante um prazo de duas horas no dia 25 e em 26 de março por motivos de segurança.
O Express-AM4 foi lançado em 18 de agosto de 2011 a partir da base de Baikonur, mas o centro de controle perdeu a conexão com o aparelho, que foi localizado horas depois em uma órbita imprevista.
O aparelho permaneceu fora da órbita prevista durante todo este tempo, o que impediu que cumprisse sua missão e reduziu sua autonomia de voo, reconheceu Denís Pivniuk, diretor financeiro da companhia "Comunicação Espacial" (Kosmicheskaya Sviaz).
O satélite, fruto da colaboração entre a companhia europeia Astrium e o centro de design russo Jrúnichev, foi construído com a mesma aparência da plataforma Eurostar E3000.
O objetivo da missão era garantir a cobertura por satélite do território russo e da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes, além das comunicações do Kremlin e do Governo russo.
A parte russa encarregou um aparelho similar a Austrium, o Express-AM4R, que será colocado em órbita na primeira metade de 2014.
A Rússia sofreu em 2011 e 2010 com vários fracassos em seu programa de lançamentos, como o primeiro acidente em mais de 30 anos de um de seus cargueiros Progress, em agosto, na Sibéria.
Além disso, um satélite militar geodésico foi perdido depois que o aparelho entrou em órbita elíptica e não circular, como estava previsto, além de outros três que foram lançados para completar seu sistema de posicionamento

Tempestade solar entra na lista de ameaça à segurança no Reino Unido


No Reino Unido, as tempestades solares se juntaram ao terrorismo, à gripe e às enchentes na lista do que é considerado ameaça à segurança nacional.
De acordo com a lista das ameaças para 2012, divulgada agora, "o clima espacial conturbado" oferece uma ameaça aos sistemas de comunicação, circuitos eletrônicos e sistemas de distribuição de energia elétrica.
As tempestades solares --erupção de energia magnética e partículas carregadas-- são normais. Sua frequência varia durante o ciclo de mais ou menos 11 anos de atividade solar.
O astro vêm "despertando" de um período de baixa atividade e entrando em um período em que as erupções acontecem com maior frequência. O pico dessa atividade acontece no ano que vem.
As tempestades solares não são motivo de alerta por conta do risco de machucar alguém. As vítimas da fúria solar são os equipamentos eletrônicos.
Elas conseguem provocar danos na rede elétrica, além de sistemas de GPS e de satélites.
Em 1989, uma forte erupção solar derrubou o sistema de transmissão de energia elétrica no Québec, no Canadá, deixando 6 milhões de pessoas sem luz.
Na semana passada, houve fortes tempestades solares, mas elas não provocaram nenhum dano grave.

Poeira estelar forma 'teia de aranha' em galáxia; veja imagem


A uma distância de cerca de 10 milhões de anos-luz, a IC 342 é difícil de ser observada na luz visível (captada pelo olho humano). A infravermelha, porém, consegue penetrar no emaranhado de poeira e gas e fotografar a galáxia.
A foto foi feita pelo telescópio espacial Spitzer, divulgada pela Nasa (agência espacial americana) em seu site nesta segunda-feira.
A IC 342 emite pouco brilho se comparada a outras galáxias espirais. A parte em vermelho equivale à poeira estelar e a azul representa as estrelas.
Outras estrelas estão sendo formadas em seu núcleo, a parte mais iluminada da imagem.

A galáxia IC 342 emite pouco brilho; a parte vermelha é a poeira estelar e a azul representa estrelas
A galáxia IC 342 emite pouco brilho; a parte vermelha é a poeira estelar e a azul representa estrelas

domingo, 18 de março de 2012

Telescópio encontra estrela cuja superfície é mais fria que o sangue humano



Os telescópios da NASA conseguiram encontraram uma estrela com apenas 25 graus Celsius.
A temperatura é menor que a encontrada no sangue humano. Os astrônomos afirmam que esta é a anã marrom mais fria já encontrada na Via Láctea. Os cientistas comentam que sua vida começou como uma estrela comum, até entrar em colapso sob seu próprio peso em uma bola densa de gás. Mas ao contrário de uma estrela, ela não “ascendeu”.
Diferentemente das estrelas comuns, ela não tem massa suficiente para fundir os átomos em seu núcleo. Em vez disso, a anã marrom continuou arrefecendo e desaparecendo, desde seu nascimento, e agora emite apenas uma quantidade débil de luz infravermelha.Desde que as primeiras anãs marrons foram descobertas em 1995, os astrônomos tentam encontrar novos recordes dentro das anãs marrons mais frias – as estrelas encontradas são tidas como muito importantes para compreender a atmosfera de planetas extra-solares que possuam temperaturas semelhantes a da Terra.
Os detectores altamente sensíveis de infravermelho do ISE foram capazes de capturar o brilho de um objeto durante o seu trabalho de varredura dos céus. O “atlas” é composto por 2,7 milhões de fotos capturadas pelo telescópio WISE e é usado para detectar estrelas frias, galáxias empoeiradas e diversos corpos celestes. A figura gigante abriga 500.000.000 de estrelas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Instituto aponta erro em estudo que achou partícula mais rápida que luz

Os neutrinos medidos pelo experimento Ópera, que sacudiu o mundo científico em setembro de 2011, não são mais rápidos que a luz, segundo os cálculos realizados por uma equipe independente.O anúncio foi feito nesta sexta (16) pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), instituto onde são feitos os experimentos dessa área. "Começamos a presumir que os resultados do Ópera se deveram a um erro de medida", afirma o comunicado.
No final de setembro, os especialistas da equipe Ópera anunciaram que neutrinos percorreram os 730 km entre o Cern, em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, em velocidade superior à da luz.
Segundo a teoria de Einstein, na qual os cientistas hoje se baseiam, nada que tenha massa pode ser mais veloz que a luz. Se estivesse correta, portanto, a pesquisa mudaria os parâmetros da física. Até por isso, os resultados foram recebidos com ceticismo na comunidade científica.
A pesquisa publicada nesta sexta não é a primeira a questionar os resultados obtidos em setembro. Em 22 de fevereiro, o site da revista "Science" já havia afirmado que os resultados da experiência Ópera foram provocados por uma má conexão.
"Uma má conexão entre um GPS e um computador é, sem dúvida, a origem do erro", garantiu a revista americana, que citava "fontes ligadas à experiência".
Segundo a "Science", os 60 nanosegundos de vantagem registrados pelos neutrinos sobre a velocidade da luz foram resultado de uma má conexão entre o GPS utilizado para corrigir o momento da chegada e um computador.
Novos estudos serão necessários para confirmar a origem do erro, destacou então a revista.

Nasa mostra 4,5 bi de anos de história da Lua em três minutos

Vídeo disponibilizado pela Nasa mostra como o astro se tornou o satélite que conhecemos hoje. Neste material é possível ver que cada marca na superfície da Lua foi esculpida por impactos de asteroides e outras forças destrutivas. Vídeo com áudio original.


Hubble faz imagem de estrelas mais antigas da galáxia

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra o aglomerado estelar Messier 9, que fica perto do centro da nossa galáxia. Os cientistas acreditam que as estrelas ali estão entre as mais antigas da Via Láctea, cerca de duas vezes mais velhas que nosso Sol. (Foto: NASA/ESA)Imagem do telescópio espacial Hubble mostra o aglomerado estelar Messier 9, que fica perto do centro da nossa galáxia. Os cientistas acreditam que as estrelas ali estão entre as mais antigas da Via Láctea, cerca de duas vezes mais velhas que nosso Sol.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Supercomputador da USP faz 20 trilhões de cálculos por segundo


A USP (Universidade de São Paulo) adquiriu e começa a colocar em funcionamento neste mês um supercomputador considerado um dos cinco mais rápidos do país.
O equipamento foi comprado com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e tem 2.304 processadores.
A máquina, cerca de cem vezes mais rápida que o computador mais potente da universidade, consegue fazer 20 trilhões de cálculos por segundo e será usada pelos pesquisadores do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica da Universidade Cruzeiro do Sul, entidade parceira do projeto.
"Esse computador nos coloca entre os institutos líderes do mundo para fazer computação de alta performance", destaca a professora de Astronomia da USP Elisabete dal Pino.
O primeiro teste de cálculo feito com o equipamento já demonstrou o potencial da nova máquina.
Com o computador antigo, o procedimento levava uma hora e meia. Usando apenas metade da capacidade do novo superprocessador, o teste levou um minuto e 57 segundos.
"[Com o computador] Você pode modelar [criar virtualmente um modelo baseado em teoria] uma galáxia, colisões entre galáxias, colisões entre estrelas. Pode modelar a morte ou nascimento de uma estrela. E pode comparar esses modelos com o que você consegue obter a partir de observações a partir de telescópios", ressalta Elisabete.
O supercomputador, que custou mais de R$ 1 milhão, terá 10% do tempo de seu funcionamento destinado à comunidade astrofísica do país.

Telescópio da Nasa mostra expansão de nuvem de poeira estelar

Nuvem de poeira estelar vista pelo telescópio espacial Wise, da Nasa (Foto: Reuters/Nasa/JPL-Caltech/UCLA/Handout)
A imagem feita pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, em infravermelho, mostra uma nuvem de poeira estelar em expansão após a explosão de uma supernova. A nuvem viaja a uma velocidade de 18 mil quilômetros por segundo. Quando a imagem foi registrada, a nuvem já estava a 21 anos-luz do ponto onde ela se originou, e a luz da explosão já tinha percorrido mais de 300 anos-luz. O laranja representa poeira que foi aquecida pela luz, longe da nuvem principal, em verde. Os pontos em azul são estrelas.

Cientistas desenham objeto minúsculo capaz de desviar a luz

Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (14) pela revista científica “Nature” apresenta um objeto minúsculo capaz de modificar a luz que incide sobre ele. Desenhado em três dimensões, o objeto tem menos de um milionésimo de metro, tanto na largura quanto no diâmetro.A tecnologia pode ser usada no desenvolvimento de lentes especiais, as chamadas “superlentes”. Outra aplicação potencial são sensores óticos menores, que podem ser aproveitados na medicina e em ambientes.
Tão importante quanto a potencial aplicação desse objeto é a forma como ele foi produzido. Os pesquisadores utilizaram uma técnica recém-descoberta chamada de “origami de DNA”, que usa moléculas artificiais baseadas no material que contém nossos genes.
Programados usando a sequência da estrutura básica do DNA, esses elementos adquirem a forma desejada pelos cientistas. O objeto descrito na pesquisa é uma espiral com 57 nanômetros (bilionésimos de metro) de comprimento e 34 de diâmetro, e partículas de ouro de 10 nanômetros cada, colocadas em alguns intervalos.
Fluido com as moléculas obtidas pelo 'origami de DNA' (Foto: Kuzyk, Schreiber, Hohmann)Fluido com as moléculas obtidas pelo 'origami de DNA' 

Roedores mamíferos podem ter convivido com dinossauros


Multituberculado teria vivido durante período Mesozoico e convivido com dinossauros. (Foto: Divulgação / Jude Swales)
Multituberculado teria vivido convivido com
dinossauros

Os cientistas acreditavam que, durante a era Mesozoica, os mamíferos eram criaturas pequenas que viviam à sombra de outras. No entanto, agora, eles dizem que pelo menos um grupo de mamíferos conseguiu prosperar.
Criaturas semelhantes a roedores, chamados multituberculados, apareceram nos últimos 20 milhões de anos de reinado dos dinossauros e sobreviveram após a extinção destes, há 66 milhões de anos.
O novo estudo de um paleontólogo da Universidade de Washington indica que os chamados multituberculados conseguiram sobreviver tão bem porque desenvolveram diversos tubérculos (protuberâncias ou cúspides) nos dentes posteriores, o que permitiu que se alimentassem de angiospermas, plantas com flores que estavam se tornando um elemento comum na paisagem.
"Esses mamíferos eram capazes de proliferar em termos de número de espécies, tamanho do corpo e formato de seus dentes, características que influenciaram o que comiam", disse Gregory P. Wilson, professor assistente de biologia da Universidade de Washington.
Ele é o principal autor da pesquisa, publicada nesta quarta-feira (14), em uma edição on-line da revista científica "Nature".


Características
Cerca de 170 milhões de anos atrás, os multituberculados tinham o tamanho aproximado de um rato. As angiospermas começaram a aparecer há aproximadamente 140 milhões e, depois disso, o tamanho dos pequenos mamíferos aumentou, chegando ao de um castor.
Após a extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram a se destacar até que os outros mamíferos - em grande parte primatas, ungulados e roedores - ganharam uma vantagem competitiva. Isso acabou levando, enfim, ao desaparecimento dos multitubeculados, cerca de 34 milhões de anos atrás.
Os cientistas examinaram os dentes de 41 espécies de multituberculados preservados em fósseis coletados ao redor do mundo a fim de determinar para que direção as manchas presentes nas superfícies dentárias apontavam.
Carnívoros têm dentes relativamente simples, com talvez 110 manchas por arcada, pois seu alimento se despedaça facilmente, explicou Wilson. Mas animais que dependem mais de vegetais para a sobrevivência têm uma dentição um pouco mais afetada porque sua comida é dilacerada com os dentes.
Em alguns multituberculados, dentes em formato de lâmina situados na parte da frente da boca se tornaram menos proeminentes com o tempo e os dentes de trás se tornaram mais complexos, com 348 manchas por arcada, um indício de mastigação de alimento vegetal.

Dias após ser descoberto, cometa deve colidir com Sol


Menos de duas semanas depois de ser descoberto, o cometa Swan deve chegar ao seu fim, em uma grande explosão após colidir com nosso Sol, informa o site especializado “Space.com”. O astro foi descoberto na última quinta-feira (8) e não deve sobreviver além da próxima quarta (21).
A rota do Swan é parecida com a do Lovejoy, que passou pela Terra em 21 de dezembro. Mas quando o Lovejoy passou perto do Sol, em 16 de dezembro, ele não colidiu – como os astrônomos esperavam. O Swan pode ter a mesma sorte, mas os cientistas acreditam que é improvável.
Imagem do cometa Swan feita pela Nasa e divulgada pelo Space.com (Foto: Reprodução)Imagem do cometa Swan feita pela Nasa e divulgada pelo Space.com 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Rússia propõe ampliar estadia na ISS de 6 para 9 meses


A Roscomos (agência espacial russa) propôs nesta terça-feira que a estadia dos astronautas na ISS (Estação Espacial Internacional ) seja ampliada de seis para nove meses com o objetivo de aumentar sua contribuição ao desenvolvimento da ciência.
"Devemos garantir que na ISS seja praticada não só a ciência básica, mas também a aplicada. Para que em 2020 possamos dizer: sim, podemos voar mais e mais longe", afirmou o chefe do programa de voos tripulados da Roscosmos, Alexei Krasnov, citado pelas agências russas.
Krasnov está discutindo a ampliação das missões, mas a longo prazo quer sugerir um período ainda maior de um ano.
O chefe russo reconheceu, entretanto, que as missões ampliadas não ocorreriam antes de 2014 e 2015. Ele afirmou que a proposta já foi feita à Nasa (agência espacial americana) em uma recente reunião realizada no Canadá.


VIDA ÚTIL
A Rússia é a favor do prorrogação da vida útil da ISS até 2028. Uma conferência com chefes das agências espaciais em 2010 estabeleceram a data em 2020.
A previsão anterior era de que a ISS encerraria suas atividades em 2015, mas a Rússia e outros 15 países insistiram para que ela continuasse a operar.
Os primeiros astronautas chegaram à plataforma orbital em 2 de novembro de 2000. E, com isso, superou o recorde estabelecido pela russa MIR, com nove anos e 257 dias com presença humana.

Problemas oculares em astronautas podem prejudicar viagens a Marte


Os vôos de longa duração, como os planejados até Marte, estão ainda só no papel. Mas as conclusões de uma recente pesquisa bancada pela Nasa (agência espacial americana) indicam que os empecilhos para se chegar até o planeta vermelho podem ir além das dificuldades impostas pela tecnologia ou pelo tempo de viagem.
O estudo detectou que missões espaciais com no mínimo seis meses de duração provocam problemas oculares em astronautas. Alguns deles, como visão embaçada, parecem persistir mesmo depois do retorno da tripulação à Terra.
Essas mudanças provavelmente ocorrem como uma adaptação do organismo ao ambiente de microgravidade. A esperança dos cientista é poder detectar quais são as características que fazem um astronauta menos suscetível a esse feito colateral das missões espaciais.
Segundo os oftalmologistas Thomas Mader e Andrew Lee, que analisaram os casos, as mudanças não teriam relação com o lançamento e a reentrada no espaço, mas sim com a ação da microgravidade sobre o corpo enquanto estavam na ISS (Estação Espacial Internacional).
A dupla examinou sete astronautas, todos eles com idade em torno dos 50 anos que ficaram pelo menos seis meses contínuos no espaço, e avaliou relatórios de viagem de mais 300.
Do grupo menor, todos tiveram uma alteração no tecido, fluido, nervo ou outra estrutura ocular.
Esses ocorrências podem ter sido provocados pelo aumento da pressão no interior do crânio. Ou seja, dentro da cabeça do astronauta. Contudo, nenhum teve sintomas tradicionais como dor de cabeça crônica, visão dupla ou ouvido zunindo.
Os estudiosos acreditam que há outros fatores envolvidos --como o curso anormal do fluido espinhal em torno do nervo óptico ou do sangue na coroide --, mas não sabem ainda dizer quais são.

Degelo dos polos há 400 mil anos elevou mar em 13 metros, diz estudo


O gelo da Groenlândia e do oeste da Antártica derreteu totalmente há 400 mil anos, em uma época quente na qual o nível das águas subiu entre seis e 13 metros, e não 20 metros, segundo um estudo publicado na revista "Nature", divulgado nesta quarta-feira (14).
Os novos cálculos permitirão prever de forma mais precisa como a mudança climática atual afetará o nível das águas nos próximos anos.
A pesquisa analisou o gelo destas regiões e permitiu a obtenção de informações sobre as últimas centenas de milhares de anos, graças à paleoclimatologia, ciência que permite calcular melhor o impacto da mudança climática na superfície terrestre.
Até agora se imaginava que o nível das águas tinha subido mais de 20 metros, mas o último estudo concluiu que foram entre seis e 13, segundo análise feita por geólogos da Universidade de Colúmbia, em Nova York.
Foto tirada em 12 de julho e liberada pelo Greenpeace mostra seção no glaciar Petermann. Um pedaço gigantesco de gelo, de 260 quilômetros quadrados, se soltou da geleira na Groelândia.   (Foto: AFP)Derretimento do gelo de parte da Groenlândia (foto) e da Antártica causaram elevação do mar em até 13 metros há 400 mil anos, afirma pesquisa dos Estados Unidos.

Exemplos
Segundo os cientistas, estimava-se que no Pleistoceno, época na qual se produziram quatro glaciações intercaladas com períodos mais quentes, o nível das águas nas ilhas Bahamas e Bermudas aumentou mais de 20 metros em comparação com o atual, devido a uma alta das temperaturas. No entanto, os analistas estudaram o relevo litorâneo destes arquipélagos e concluíram que o crescimento das águas há 400 mil anos foi menor do que se pensava.

Na Antártica, onde em algumas áreas a massa de gelo alcança os 5 km de espessura sobre sua superfície rochosa, as geleiras se estendem além dos limites do continente e formam extensas camadas sobre as grandes baías do Oceano Antártico.
O aumento, segundo os cálculos de Maureen Raymo, paleoclimatóloga da Universidade de Colúmbia e autora principal do artigo, deve ter oscilado entre seis e 13 metros e aconteceu em grande parte porque as camadas de gelo da Groenlândia e da costa oeste da Antártica entraram em colapso, ou seja, derreteram totalmente.
Por outro lado, as camadas de gelo do leste do continente resistiram melhor ao aumento das temperaturas, já que nesta região a massa de gelo é maior e se comportou de forma mais estável frente às variações do clima ao longo da história.
Esta diferença entre regiões se deve ao fato de na Groenlândia e na costa oeste da Antártica "o clima não ser tão frio como ao leste e serem áreas mais próximas a um oceano de águas cálidas", explicou Maureen.


Catástrofe
Neste sentido, Maureen indicou que, embora suas estimativas sejam menores que as mantidas até agora, "um aumento do nível do mar entre seis e 13 metros na atualidade seria desastroso para nossa sociedade".

No presente, as camadas de gelo da Groenlândia e do oeste da Antártica são também as duas que derretem a maior velocidade, segundo diferentes medições realizadas por satélite, ressaltou Maurenn.
No entanto, como aconteceu no Pleistoceno, a camada do leste da Antártida volta a resistir melhor ao aumento global da temperatura terrestre, apesar dos geólogos continuarem preocupados com a perda de gelo ocorrida em suas regiões litorâneas nos últimos anos.

Cientistas russos planejam clonar mamute congelado por 10 mil anos

Cientistas russos anunciaram nesta quarta-feira (14) os planos de clonar um exemplar pré-histórico de mamute que esteve congelado durante 10 mil anos no território da república siberiana de Iacútia."Queremos realizar uma clonagem somática, ao inserir o material genético de um mamute que viveu há milhares de anos nas células de uma elefanta atual", disse um porta-voz Instituto de Ecologia Aplicada (IEA) da Sibéria à agência oficial "RIA Novosti".
A fonte detalhou que "as células-tronco serão transvasadas ao útero de uma elefanta que gestará o feto durante 22 meses para que nasça, esperamos, um filhote de mamute vivo".
Concretamente, as células do mamute em questão seriam inseridas em embriões de uma elefanta procedente da Índia, por ser seu parente genético mais próximo.
O porta-voz do IEA antecipou que as amostras genéticas serão extraídas do mamute no final deste ano, após o que serão enviadas à Coreia do Sul, onde a clonagem poderia tornar-se realidade dentro de vários anos.
Na clonagem do mamute que foi encontrada na inóspita tundra siberiana participarão cientistas russos, sul-coreanos e chineses.
Nesta semana a Universidade Federal do Nordeste da Rússia assinou o correspondente acordo com o controvertido cientista sul-coreano Hwang Woo-suk, da Fundação de Pesquisa Biotécnica de Seul.
Considerado então um pioneiro neste terreno ao clonar um cachorro em 2005, Hwang foi acusado em 2006 de falsificar testes científicos para confirmar suas ousadas teorias sobre clonagem humana. Em 2009, ele foi considerado culpado, mas não foi preso.
Os especialistas consideram que clonar um mamute é possível, já que as células desse animal pré-histórico podem ser encontradas tanto em seu sangue e órgãos internos, como na pele e nos ossos.
O segredo é encontrar tecido e células em bom estado em um animal que morreu, possivelmente de frio ou de fome, há milhares de anos.
A decodificação do DNA do paquiderme pré-histórico, que leva a informação genética sobre o animal, é um trabalho árduo que, em muitas ocasiões, termina em fracasso, sem encontrar uma única célula viva.
Os mamutes apareceram na África há três ou quatro milhões de anos, dois milhões de anos atrás emigraram para Europa e Ásia e chegaram à América do Norte há 500mil anos, passando pelo Estreito de Bering.
Para a ciência continua sendo uma incógnita a causa de seu desaparecimento, que começou há 11 mil anos, quando a população destes animais começou a diminuir até a total extinção dos últimos exemplares siberianos há 3,6 mil anos.
A maioria dos especialistas estimam que os mamutes foram extintos devido a uma brusca mudança das temperaturas na Terra, embora há também quem atribua seu desaparecimento ao ataque de caçadores ou a uma grande epidemia.

Ossos achados na China podem ser de espécie humana desconhecida


Restos humanos de mais de 11 mil anos atrás, encontrados na China (Foto: Divulgação/PLoS One)
Restos humanos de mais de 11 mil anos atrás,
encontrados na China
Fósseis de pelo menos três indivíduos descobertos em uma caverna na China, e que datam da Idade da Pedra, pertenceriam a uma espécie humana até agora desconhecida, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (14).
Os fósseis mostram que estes indivíduos tinham características anatômicas muito diferentes, uma mistura de traços humanos arcaicos e modernos, destacaram estes paleoantropólogos na revista científica americana "PLoS One".
Esses indivíduos viveram entre 11.500 e 14.500 anos atrás. É a primeira vez que os restos de uma nova espécie que viveu em um período tão próximo ao atual são encontrados no leste da Ásia, disseram os especialistas.
Estes fósseis são um raro aporte a uma etapa da evolução humana recente e ao começo do povoamento da Ásia.
Este grupo é contemporâneo aos humanos modernos (Homo sapiens) do começo da agricultura na China, uma das mais antigas do mundo, disseram os pesquisadores, liderados pelos professores Darren Curnoe, da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), em Sidney, Austrália, e Ji Xueping, do Instituto de Arqueologia de Yunnan (sul da China).Os paleoantropólogos foram cautelosos, contudo, em relação à classificação desses fósseis, devido ao incomum mosaico de características anatômicas que revelam.
"Estes novos fósseis poderiam ser de uma espécie até agora desconhecida, uma que sobreviveu até o final da Era do Gelo há cerca de 11 mil anos", disse Curnoe.
"Também poderiam descender das tribos de humanos modernos desconhecidos até agora, que emigraram da África muito antes e que não contribuíram geneticamente a populações modernas", acrescentou.
Os fósseis, que incluem crânios e dentes de, pelo menos, três pessoas, foram encontrados em 1989 em Maludong, ou Cova do Cervo Vermelho, na província de Yunnan, mas não foram estudados até 2008.
Um quarto esqueleto parcial tinha sido encontrado em 1979 em uma caverna no povoado de Longlin, na vizinha Região Autônoma Zhuang de Guangxi, mas permaneceu incrustado na rocha até ser finalmente extraído em 2009.
"Este descobrimento abre um novo capítulo na história da evolução humana -- o capítulo da Ásia -- e é uma história que apenas começa a ser contada", disse Curnoe.
Eles eram baixos, tinham o rosto achatado e dentes molares grandes, se alimentavam com carnes de veado, mas o crânio estava mais para um parecido com o dos homens modernos.
Concepção artística do homem pré-histórico que viveu na região que é atualmente a China
Concepção artística do homem pré-histórico que viveu na região que é atualmente a China

Telescópio flagra ‘hábitos alimentares’ das galáxias jovens


Pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto do qual o Brasil faz parte, publicaram nesta quarta-feira (14) uma imagem de estrelas “adolescentes”. Adolescência, no jargão dos astrônomos, é o período entre 3 bilhões e 5 bilhões de anos após o Big Bang – a explosão que deu origem ao Universo há pouco menos de 14 bilhões de anos, segundo a teoria mais aceita.
Os cientistas estão usando o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), instalado no Chile. O principal objetivo dessas pesquisas é descobrir como crescem essas galáxias.
No início dessa fase, as galáxias se “alimentavam” de correntes de gás. Mais tarde, a principal forma de crescimento mudou e passou a ser o "canibalismo" – ou a fusão – de galáxias menores.
Região da constelação da Baleia com uma seleção de galáxias, marcadas com cruzes vermelhas, utilizadas em pesquisa sobre os hábitos alimentares de galáxias jovens (Foto: ESO/CFHT)Região da constelação da Baleia com uma seleção de galáxias, marcadas com cruzes vermelhas, utilizadas em pesquisa sobre os hábitos alimentares de galáxias jovens

terça-feira, 13 de março de 2012

Rússia quer novas missões para modernizar setor espacial, diz jornal

A Rússia pretende, até o ano de 2030, enviar missões para a Lua, Marte, Vênus e Júpiter, desenvolver um novo foguete e modernizar seu setor espacial. As informações são do jornal "Kommerstant", que cita uma ambiciosa estratégia elaborada pela Roskosmos, a agência espacial russa"A Roskosmos não renuncia à exploração de outros planetas e prevê desenvolver uma série de missões par aprofundar o estudo da Lua, entre outras coisas, com robôs (incluindo trazer de volta à Terra mostras do solo), Vênus e Júpiter", explica o Kommerstant.
Segundo o documento obtido pelo jornal e que foi enviado na semana passada ao governo, a Roskomos pretende realizar até 2030 um "voo tripulado sobre a Lua seguido do envio de astronautas a sua superfície antes de trazê-los de volta à Terra", destaca o jornal.
"Além disso, a Roskosmos, em cooperação com sócios estrangeiros, pretende levar à Marte uma rede de estações científicas duradouras".
A agência espacial russa também deseja construir um novo foguete Angara, uma nova nave espacial para os voos tripulados e substituir as tecnologias soviéticas ainda utilizadas e que fracassaram diversas vezes ano passado.
Agência russa começou contagem para queda da sonda Phobos-Grunt. (Foto: STR / AFP Photo)Queda da Phobos-Grunt é um símbolo dos fracassos recentes do programa espacial russo
Em 2011, a Rússia fracassou no momento de lançar satélites, uma nave de abastecimento para a Estação Espacial Internacional (ISS) e sua primeira missão de exploração interplanetária em 15 anos, a sonda marciana Phobos-Grunt.
O cosmódromo Vostotchni (Extremo Oriente russo) deve estar pronto para os lançamentos de satélites em 2015.
O Kommersant afirma que a Rússia investirá até 2015 em tecnologias estrangeiras para modernizar o setor, antes de retornar a partir de 2020 essencialmente a componentes russos.

Stephen Hawking vai participar de episódio da série 'Big bang theory'


O físico Stephen Hawking (Foto: Bruno Fahy/AFP)
O físico Stephen Hawking
O físico britânico Stephen Hawking fará uma participação especial em um episódio de "The big bang theory", série de comédia norte-americana que gira em torno da rotina de quatros amigos nerds, de acordo com o canal CBS.
A emissora confirmou a presença de Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica, em um episódio, já gravado, que vai ao ar no dia 5 de abril nos Estados Unidos. Na cena, ele vai interagir com o personagem Sheldon Cooper, intepretado por Jim Parsons.
Bill Prady, um dos criadores de "The big bang theory", anunciou a participação dizendo que, "na verdade, não temos certeza de como conseguimos ele. É o tipo de mistério que só poderia ser compreendido por alguém como Stephen Hawking". A série já havia convidado o físico anteriormente, mas ele não pode participar por estar muito doente na ocasião.
Além de Hawking, também já apareceram em "The big bang theory" nomes como o astrofísico George Smoot, o físico Brian Greene, o co-fundador da Apple Steve Wozniak e o ator Leonard Nimoy (que interpretou o sr. Spock em "Jornada nas estrelas").

Veja foto de aurora austral entre a Antártida e a Austrália


É do astronauta holandês Andre Kuipers a foto tirada da aurora austral que, neste caso, é visível entre a Antártida e a Austrália (a aurora no Norte da Terra é chamada de boreal).
A imagem mostra ainda partes da ISS (Estação Espacial Internacional) em um clique feito no último sábado (10), que foi divulgado pela Nasa (agência espacial americana) nesta terça-feira (13).
O fenômeno de luzes de cores distintas é causado pela interação de ventos e poeira solar e o campo magnético terrestre.
Imagem da aurora austral, que ilumina o céu no sul do planeta, tirada pelo astronauta da estação espacial
Imagem da aurora austral, que ilumina o céu no sul do planeta, tirada pelo astronauta da estação espacial

segunda-feira, 12 de março de 2012

Radiação solar provoca tempestade magnética moderada na Terra


A Terra está enfrentando tempestades geomagnéticas “moderadas” nesta segunda-feira (12), segundo informações da Nasa. Elas foram provocadas por erupções solares ocorridas no último sábado.
Atividade do Sol no último sábado (10), quando ocorreu a última erupção (Foto: NASA/SDO/AIA)Atividade do Sol no último sábado (10), quando ocorreu a última erupção

Na escala de vai de G1 a G5 – onde G5 é o nível mais forte –, a atual tempestade geomagnética está no nível G2. Nessa intensidade, ela pode afetar as comunicações por rádio nas latitudes mais altas, o que faz com que as companhias aéreas desviem a rota de voos polares.No fim da semana passada, o planeta já tinha sido atingido por outra tempestade solar – a maior dos últimos cinco anos. As novas erupções vêm da mesma região da estrela, chamada de 1429.
Em períodos como esse, aumenta a ocorrência de auroras boreais e austrais. A radiação solar também pode afetar o funcionamento de satélites usados para comunicação e para orientação (GPS).

Restos mortais de pelo menos mil anos são encontrados no México


Antropólogos do México anunciaram que os restos mortais de 167 corpos encontrados em uma caverna no sul do Estado de Chiapas têm pelo menos mil anos de idade.
Fazendeiros encontraram os restos em um rancho a cerca de 20 quilômetros da fronteira com a Guatemala e chamaram as autoridades.
Inicialmente, quando os restos foram encontrados, os especialistas pensavam que se tratavam de restos com pelo menos 50 anos de idade.
Mas os antropólogos perceberam que os crânios tinham sinais de uma deformação típica de comunidades nativas que viviam na região há pelo menos mil anos. O Instituto Nacional de Antropologia do México informou que os restos são do século 8.
Os especialistas agora vão tentar descobrir o sexo, idade e grupo étnico de cada um dos restos encontrados.
Caveiras (Foto: Reprodução/BBC)Crânios encontrados em rancho têm ao menos mil anos de idade. 

Casa é atingida por suposto meteorito na Noruega


O telhado de uma casa em Oslo, capital da Noruega, foi atingido por pedaços de rocha que parecem ser um meteorito. A pedra caiu no domingo (11) e causou estragos na casa de Anne Margrethe Thomassen.
Pedra que seria uma meteorito se quebrou quando bateu no telhado (Foto: Reuters/Terje Bendiksby/Scanpix)Pedra que seria uma meteorito se quebrou quando bateu no telhado 
Rocha causou estragos na casa de Anne Margrethe Thomassen (Foto: Reuters/Terje Bendiksby/Scanpix)Rocha causou estragos na casa de Anne Margrethe Thomassen 

Morre cientista que descobriu o buraco na camada de ozônio


Frank Sherwood Rowland, em foto de 1989 (Foto: AP Photo/University of California Irvine, Arquivo)
Frank Sherwood Rowland, em foto de 1989 
Morreu no último sábado (10) o cientista responsável por descobrir o buraco na camada de ozônio. O americano Frank Sherwood Rowland, que era professor da Universidade da Califórnia, em Irvine, tinha 84 anos e sofria de mal de Parkinson.
Rowland ganhou o prêmio Nobel de Química em 1995 em parceria com Mario Molina e Paul Crutzen por seus estudos sobre a camada de ozônio. Eles explicaram como o ozônio na atmosfera é decomposto pelo clorofluorcarbono (CFC), uma substância que era usada em aerossóis na década de 1970.
Antes da descoberta, o produto era considerado “limpo”, sem riscos ao meio ambiente. Porém, anos depois, os buracos na camada de ozônio sobre as regiões polares deixaram clara a importância do trabalho de Rowland e seus colegas. O CFC foi banido por uma resolução das Nações Unidas e ele caiu em desuso durante a década de 1990.
A camada de ozônio filtra a radiação ultravioleta do Sol, que é nociva à pele. O buraco na camada aumenta o risco de câncer de pele nas regiões que ficam mais expostas a essa radiação.

Micro-organismo unicelular é o ser vivo mais rápido do mundo


Cientistas da Universidade Regensburg, na Alemanha, descobriram que o ser vivo proporcionalmente mais rápido do mundo é a arqueia, um tipo de micro-organismo unicelular capaz de percorrer em um segundo uma distância 500 vezes superior ao seu tamanho.
O guepardo, que pode alcançar a velocidade de até 110 km/h, é considerado o animal mais rápido do planeta, mas em relação ao seu tamanho, o ser vivo mais veloz é, com uma medida de apenas 0,0001 milímetro, afirmaram os biólogos.
As arqueias mais rápidas são capazes de percorrer uma distância de até 500 bps (sigla em inglês de "bodies per second", ou "corpos por segundo").
Segundo estes cálculos, para superar estes micro-organismos unicelulares, o guepardo teria que ter uma velocidade de mais de 3.000 km/h, já que seus 110 km/h correspondem somente a cerca de 15 bps.
A exorbitante velocidade não é o único fato excepcional sobre as arqueias, mas também seu exótico habitat, afirmam os cientistas.
Os micro-organismos se encontram principalmente próximos de emissões vulcânicas, ou seja, fontes de até 400ºC no leito oceânico.
As arqueias dependem precisamente da velocidade para poder se manter de forma permanente nas águas a uma temperatura de cerca de 100ºC.
Se fossem mais lentas, poderiam ser arremessadas pelo jato de água das emissões até a superfície do oceano, com temperaturas mortais de apenas 2ºC.
Os cientistas fizeram outro surpreendente descobrimento. As arqueias não se caracterizam apenas por sua inigualável velocidade, mas também por variar seu movimento. Eles são aptas a se movimentar tanto em linha reta como em ziguezague.
Para o professor Reinhard Wirth, do departamento da Universidade de Regensburg que estuda as arqueias, esta capacidade de variar a forma de deslocamento permite a estes velozes micro-organismos detectar as condições de água ideais.