quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cientistas anunciam ter completado identificação do microbioma humano

Um grupo de cientistas anunciou nesta quarta-feira (13) a identificação do microbioma humano, ou seja, dos trilhões de bactérias e vírus que povoam as diferentes partes do corpo, e de seus genomas, e elaboraram o mapa com sua localização.
O Projeto do Microbioma Humano, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (em inglês NIH), anunciou os resultados da pesquisa em uma teleconferência simultânea à publicação de artigos nas revistas "Nature" e "PLoS", da Academia Americana de Ciências.
Do projeto, participaram quase 80 instituições de pesquisa que trabalharam durante cinco anos com um subsídio de US$ 153 milhões (R$ 316 milhões) do Fundo Comum do NIH.
O corpo humano adulto e saudável abriga dez vezes mais micróbios do que células humanas, e esse contingente inclui arqueobactérias, vírus, bactérias e micróbios eucarióticos, cujo genoma, combinado, é muito maior que o genoma humano.
Ao todo, uma pessoa saudável tem cerca de 10 mil espécies diferentes de microorganismos espalhadas pelo seu corpo.

 À esquerda, imagem de bactérias Staphylococcus epidermidis, em verde, feitas com microscópio eletrônico; à direita, a bactéria Enterococcus faecalis, que vive no aparelho digstino humano; os dois organismos são alguns dos estudados pelo projeto (Foto: AP) 
À esquerda, imagem de bactérias 'Staphylococcus epidermidis', em verde, feitas com microscópio eletrônico; à direita, a bactéria 'Enterococcus faecalis', que vive no aparelho digstino humano; os dois organismos são alguns dos estudados pelo projeto
 
'Como os exploradores do século 15 que descreviam os contornos de um continente recém-descoberto, os pesquisadores deste projeto empregaram uma nova estratégia tecnológica para definir integralmente, pela primeira vez, o panorama microbial normal do organismo humano', disse o diretor do NIH, Francis Collins.
Para definir o microbioma humano normal, o grupo estudou 242 voluntários saudáveis (129 homens e 113 mulheres), dos quais obtiveram tecidos de 15 lugares do corpo masculino e de 18 do corpo feminino. Foram tomadas até três mostras de cada voluntário em lugares tais como vagina, boca, nariz, pele e intestino.
Os artigos publicados proporcionam um panorama integral da diversidade dos micróbios em 18 lugares diferentes do corpo humano. Isso inclui genomas de referência de milhares de micróbios cultivados relacionados com o anfitrião, através de 3,5 terabases de sequências metagenômicas, conjuntos e reconstruções metabólicas, e um catálogos de mais de 5 milhões de genes de micróbios.
Os estudos incluem a descrição de mudanças na composição de várias comunidades microbiais em relação às condições específicas, por exemplo, o microbioma dos intestinos e a doença de Crohn, a colite ulcerosa e o adenocarcinona de esôfago.
Outro estudo se refere ao microbioma da pele e sua relação com a psoríase, a dermatite atópica e a imunodeficiência. Há também um artigo que se refere ao microbioma urogenital e sua vinculação com a história reprodutiva e sexual.
De acordo com a gerente do programa, Lita Proctor, os humanos não têm todas as enzimas necessárias para digerir a própria dieta. "Os micróbios em nosso corpo decompõem grande parte das proteínas, lipídios e carboidratos da dieta e os transformam em nutrientes que podemos absorver."
Além disso, Lita destacou que os micróbios produzem compostos beneficentes como as vitaminas e os antiinflamatórios que nosso próprio genoma não pode produzir.

Nasa lança telescópio que irá mapear buracos negros

A Nasa colocou em órbita o telescópio nuclear NuSTAR na tarde desta quarta-feira (13). A sonda vai detectar as emissões de raios X e mapear buracos negros com resolução jamais vista.
O NuSTAR (Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) foi instalado no foguete Pegasus, que seguiu acoplado a um avião usado como trampolim para o projétil.
O foguete decolou a 11,9 mil metros de altura sobre as ilhas Marshall, no Oceano Pacífico equatorial, e se desprendeu do avião às 13h17 do horário de Brasília. 

Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa (Foto: Nasa)Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa 
 
O NuSTAR possui espelhos e detectores de raios X que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitirá anos de descobertas astronômicas.
Durante dois anos, o NuSTAR, que permanecerá a 550 quilômetros da Terra, buscará buracos negros, rastros de supernovas e as partículas emitidas pelos maciços buracos negros que viajam em velocidades próximas à da luz.

Avião leva foguete que carrega telescópio NuSTAR. (Foto: Nasa)Avião leva o foguete Pegasus.

Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos

Quase 200 anos depois da batalha de Waterloo, na qual a França liderada por Napoleão foi derrotada pelos ingleses, arqueólogos belgas descobriram os restos quase intactos de um jovem soldado no local da batalha. Assista ao vídeo.
Junto com o esqueleto foram encontrados uma moeda, uma faixa de couro e um pedaço de madeira com as iniciais C. e B..
O esqueleto foi descoberto no território belga, em terras que estavam sob a posse de soldados britânicos na época da batalha e embaixo de quase 40 centímetros de terra, o que sugere que os outros soldados tentaram sepultar o jovem.
Mais de 12 mil soldados britânicos morreram em Waterloo, em junho de 1815.
Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos (Foto: BBC)Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Começa a Rio+20 no Riocentro


A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começou na manhã desta quarta-feira (13), ,com uma sessão solene de abertura no Riocentro.
Antes mesmo do início "oficial", no entanto, o bloco da União Europeia já fazia reuniões internas de negociação.
O encontro, que ocorre 20 anos depois da Rio 92, deve reunir mais de 130 chefes de Estado em sua fase final, para debater propostas sobre como aliar o desenvolvimento econômico à proteção ao meio ambiente e à inclusão social.
Desta quarta (13) até a sexta (15) ocorrem as últimas negociações sobre o documento que será levado aos chefes de governo. Trata-se da é a “Reunião do Comitê Preparatório da Rio+20”. Entre os dias 16 e 19, o governo brasileiro organiza mesas de debate sobre temas ligados à sustentabilidade com especialistas na área, nos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”. A fase final, chamada de “Segmento de Alto Nível”, com presidentes e líderes de governos, vai de 20 a 22 de junho.
As negociações nesta primeira fase ocorrem dentro de "blocos". O Brasil faz parte do "Bloco dos 77 + China", que reúne os países considerados "em desenvolvimento".
Soldados fazem policiamento no Riocentro, sede da Rio+20. (Foto: Reuters)Soldados cuidam da segurança no Riocentro, sede da Rio+20, na terça (12). 

Mais cedo, em entrevista ao Bom Dia Brasil, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil, afirmou que a Rio+20 "vai definir metas para o mundo inteiro."
"Um dos principais resultados que nós já podemos prever será a adoção pela Rio+20, pelos chefes de Estado, de objetivos de desenvolvimento sustentável", disse. "Haverá uma coisa concreta, que será refinada por um processo de negociação imediatamente depois da Rio+20. Nós temos que definir metas para o mundo inteiro, não só para os países pobres, mas para os países ricos também, para que todos caminhemos no sentido da sustentabilidade."
O embaixador minimizou as ausências de Barack Obama (EUA), David Cameron (Grã-Bretanha) e Angela Merkel (Alemanha). "É impressionante o número de chefes de Estado que já confirmaram a sua vinda. Nós vamos ter mais chefes de Estado e de governo que tivemos na Rio 92. É natural que alguns chefes de Estado não possam vir por razões diferentes, mas seus países terão sempre uma voz muito ativa, porque eles serão representados também em bastante alto nível."


Documento final
O texto final deve apresentar propostas para que os países sejam capazes de desenvolver sua economia sem impactar o meio ambiente e erradicando a pobreza extrema – os pilares da chamada “economia verde”.


Organizações não-governamentais e demais representantes da sociedade civil criticam a falta de acordo entre as nações e o próprio documento, designando-o como “fraco” e “sem metas obrigatórias”.
A falta de obrigações do documento para os países foi criticada por especialistas ouvidos pelo G1, já que a ausência de metas pode ter afastado importantes líderes como David Cameron, do Reino Unido; Angela Merkel, da Alemanha; e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Para o secretário da Rio+20, tais ausências não enfraquecerão o encontro.



Eventos paralelos
Fora do Riocentro, outros eventos e mesas de debates acontecem em diversos locais do Rio de Janeiro. O maior deles é a Cúpula dos Povos, organizada por entidades da sociedade civil críticas à agenda oficial da Rio+20.
Humanidade 2012 tem instalações, seminários e oficinas (Foto: Marcos de Paula / Agência Estado/ AE)Humanidade 2012 tem instalações, seminários e oficinas

No Forte de Copacabana, a Exposição Humanidade 2012 traz uma mostra gratuita e aberta ao público da diretora e cenógrafa Bia Lessa sobre os temas da Rio+20. O mesmo local recebe mesas de debate e, nos próximos dias, encontros de prefeitos e de empresários.
No hotel Windsor Barra, entre os dias 15 e 19, homens de negócios de todo o mundo se reúnem no "Forum sobre Sustentabilidade Global" para debater maneiras de impulsionar empresas levando em conta os quesitos de proteção ambiental.
Veja o mapa dos eventos da Rio+20 (Foto: Arte G1)


Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble


A construção do maior telescópio ótico do mundo foi aprovada pelos países membros do European Southern Observatory (ESO).
O European Extremely Large Telescope (E-ELT) terá um espelho primário equivalente a um campo de futebol e será construído no topo de uma montanha no Chile.
O equipamento vai produzir imagens 15 vezes maiores mais detalhadas do que as atuais.
A expectativa é de que novas imagens estejam disponíveis em dez anos.
Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble (Foto: BBC)Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble 

Nova espécie de micróbio se espalha pela ação de turistas, diz estudo

A descoberta de uma nova espécie de micróbio, identificado em três regiões do planeta, sugere que as migrações humanas têm mais influência na dispersão de microorganismos do que se imaginava. A pesquisa, divulgada no Jornal Internacional de Microbiologia Sistemática e Evolucionária, foi realizada por um grupo de universidades, entre as quais uma instituição brasileira.
Cientistas da Universidade Western, no Canadá, da Universidade Católica do Equador e da Universidade Federal de Minas Gerais isolaram a cepa de uma levedura da espécie Saccharomycopsis fodiens. O microorganismo foi extraído do néctar de flores no leste da Austrália, na Costa Rica e nas ilhas Galápagos.
As leveduras constituem um grupo de microorganismos unicelulares que são encontrados no solo, em flores, frutos e no trato intestinal de animais, entre outros locais.


Imagem microscópica da levedura da espécie Saccharomycopsis fodiens. (Foto: B. Schlag-Edler)Imagem microscópica da levedura da espécie 'Saccharomycopsis fodiens'. 

Segundo os autores, a descoberta da espécie em locais tão distantes geograficamente fornece pistas sobre como os micróbios se espalham pelo mundo.
“Os locais de coleta de S. fodiens são compatíveis com a hipótese de que o antigo povo polinésio migrou para o sul de Taiwan, depois para o leste, através do Pacífico, e foi para a América do Sul levando pés de batata-doce cujas flores transportaram insetos e leveduras semelhantes”, explicou o professor Marc-André Lachance, autor da pesquisa e professor da universidade canadense.
Segundo Lachance, é “bastante plausível” que as migrações humanas, juntamente com o deslocamento de plantas domesticadas ou de animais, possam explicar a rápida dispersão de muitos microorganismos.

Vídeo feito por sonda da Nasa revela detalhes da superfície do asteroide Vesta


Um novo vídeo produzido por uma nave espacial da NASA mostra o asteroide Vesta, o segundo maior do cinturão de asteroides, em cores deslumbrantemente brilhantes.
É possível ver a massa rochosa girando ao redor dela mesma com tons roxos e verdes, tendo como trilha sonora uma música eletrônica. “O efeito foi criado com imagens de alta resolução, feitas pelo satélite Aurora, da NASA, sobre um modelo 3D de Vesta”, explica um funcionário em comunicado oficial.
As cores do filme foram escolhidas para destacar as diferenças na composição da superfície do planeta, que são bastante sutis para que o olho humano possa perceber”, explicam agentes da NASA no início do vídeo.
O verde mostra a abundância de ferro em Vesta, enquanto os tons de laranja revelam os detritos lançados a partir de algumas das crateras. No entanto, os pesquisadores ainda estão tentando determinar o que algumas cores significam.
E como o sol dirige-se para o polo norte do asteroide, a equipe da Nasa ainda espera preencher as áreas que estavam na sombra quando as imagens foram produzidas, entre setembro e outubro do ano passado.


 
A sonda Aurora está programada para deixar o planeta em agosto, quando vai partir para o maior objeto do cinturão de asteroides, o planeta anão Ceres. Ela deve chegar lá em fevereiro de 2015.
Um vídeo anterior da NASA, lançado em maio, revelou que Vesta é um “bloco de construção” de um planeta, com um núcleo de ferro, como a Terra, tendo se formado de maneira semelhante ao nosso planeta e à nossa própria lua.
O vídeo foi criado a partir da coleta de imagens construídas, uma vez que a sonda Aurora entrou em órbita em julho de 2011, incluindo as primeiras imagens de dentro das crateras misteriosas, feitas pelo telescópio espacial Hubble.
Os cientistas agora enxergam Vesta como um bloco planetário em camadas, com um núcleo de ferro – o único a sobreviver aos primeiros dias do sistema solar.
A complexidade geológica do asteroide pode ser atribuída a um processo que o separou em núcleo, manto e crosta de ferro, com um raio de aproximadamente 109 quilômetros, há cerca de 4.560 milhões de anos. A lua e os planetas foram formados de maneira semelhante.
A sonda Aurora observou um padrão de minerais expostos em cortes profundos, causados por impactos de rochas espaciais, que podem suportar a ideia de que o asteroide já teve um oceano de magma abaixo da superfície.
Um oceano de magma ocorre quando um corpo sofre fusão quase completa, levando a blocos de construção em camadas, que podem formar planetas.
Os dados também confirmam que meteoritos distintos encontrados na Terra são originários de Vesta. As amostras de piroxênio, um mineral de ferro rico em magnésio, encontradas nos meteoritos coincidem com rochas achadas na superfície de Vesta. Esses objetos representam cerca de 6% de todos os meteoritos que caíram na Terra.
Isso faz com que o asteroide se torne uma das maiores fontes individuais de meteoritos do nosso planeta. Essa foi a primeira vez que uma nave espacial visita a fonte de amostras depois de terem sido identificadas na Terra.
 
Os cientistas sabem agora que a topografia de Vesta é bastante íngreme e variada. Algumas crateras formam encostas muito íngremes e têm lados quase verticais, com deslizamentos de terras mais frequentes do que o esperado.
Outro resultado inesperado foi que o pico central do asteroide, numa bacia no hemisfério sul, é muito maior e mais amplo em relação ao tamanho da cratera que os picos centrais das crateras em corpos celestes como a nossa lua. Vesta também tem semelhanças com outros corpos de baixa gravidade, como as pequenas luas geladas de Saturno. 
Sua superfície tem manchas claras e escuras que não correspondem aos padrões previsíveis aos da lua da Terra. “Nós sabemos muito sobre a lua e estamos apenas chegando a Vesta”, diz Vishnu Reddy, um membro da equipe de enquadramento da câmera do Max Planck Institute for Solar System Research, da Alemanha. “Comparando os dois, temos duas histórias de como esses gêmeos fraternos evoluíram no sistema solar”.
A Aurora também revelou detalhes de colisões que golpearam Vesta ao longo de sua história. Cientistas agora podem datar os dois impactos gigantes que martelaram o hemisfério sul do planeta. Eles criaram a Bacia Veneneia há cerca de dois bilhões de anos e a Bacia do Rheasilvia há cerca de um bilhão de anos. Rheasilvia é a maior bacia de impacto de Vesta.
As grandes bacias de impacto na Lua são bastante antigas”, diz David O'Brien, um cientista do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson, Arizona. “O fato de o maior impacto sobre Vesta ser tão jovem é surpreendente”.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Outro esqueleto de 'vampiro' é descoberto na Bulgária


O esqueleto pertence a um homem de cerca de 30 anos e, apesar de ainda  não ter sido datado, deve possuir vários séculos. Foto: AFPO esqueleto pertence a um homem de cerca de 30 anos e, apesar de ainda não ter sido datado, deve possuir vários séculos
Um arqueólogo encontrou nesta terça-feira um novo esqueleto com centenas de anos e que foi submetido a um ritual para impedir que se transformasse num vampiro, informou Nikolay Ovcharov, na Bulgária. "O esqueleto estava preso ao solo pelas pernas e o tórax. Como medida de precaução, o túmulo também foi recoberto por carvão queimado", explicou o arqueólogo.
O esqueleto, de um homem de cerca de 30 anos, ainda não foi datado, mas possui vários séculos, segundo Ovcharov, que o descobriu quando explorava a necrópole de um pequeno mosteiro da cidade de Veliko Tarnovo, no centro do país.
"Este homem não era um vampiro, mas foi submetido a um ritual pagão guiado pela superstição para impedir que virasse vampiro depois de sua morte", explicou. Há alguns anos, o arqueólogo descobriu neste mesmo sítio outro esqueleto com as mãos amarradas e submetido a um ritual parecido. Recentemente foram encontrados outros dois esqueletos do mesmo tipo em Sozopol, perto do Mar Negro. As histórias de vampiros e as superstições associadas a eles são muito comuns na região dos Bálcãs

Cientistas descobrem que menor lua de Júpiter tem 2 km de diâmetro


Com a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor. Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/DivulgaçãoCom a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor
Cientistas confirmaram que uma das duas novas luas recentemente descobertas orbitando Júpiter é a menor já encontrada. A pequena lua, chamada de S/2010 J2, tem somente 2 km de diâmetro. Para se ter uma ideia, a lua terrestre tem mais de 3,4 mil km. As informações são do site do Huffington Post.
A S/2010 J2 foi vista pela primeira vez em 2010 junto à outra lua, a S/2010 J1, que tem menos de 3 km de diâmetro. Anunciados recentemente, os satélites elevaram o número de luas orbitando Júpiter para 67.
A maior lua de Júpiter é Ganymede, com diâmetro de 5.262 km. Muitos satélites do planeta têm sua própria órbita, incluindo o Europa, que possui núcleo de ferro, superfície de gelo e atmosfera feita principalmente de oxigênio.
Desde a descoberta, os cientistas da Universidade da Columbia Britânica passaram meses rastreando e mapeando o caminho das luas, para confirmar se elas eram, realmente, o que aparentavam.
Estimar o tamanho de objetos tão pequenos a uma distância tão grande é complicado, então os pesquisadores tiveram que basear-se no brilho dos satélites. Os astrônomos por trás da descoberta afirmam que podem existir dezenas de pequenas luas similares orbitando Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar.
"Na verdade, nós havíamos relatado medições da primeira lua em fevereiro de 2003 para o Centro de Planetas Menores. Mas são necessários muitos meses de observações para provar que o objeto está em órbita de júpiter, e a lua estava muito fraca para dar uma pista concreta em 2003", afirmou Brett Gladman, pesquisador da Universidade da Columbia britânica

ESO aprova construção do maior telescópio do mundo no Chile


Impressão artística do E-ELT. O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal. Foto: ESO/DivulgaçãoImpressão artística do E-ELT. O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal


O conselho diretor do Observatório Europeu do Sul (ESO) aprovou na noite de segunda-feira a construção do maior telescópio óptico do mundo, que ficará em Cerro Armazones, norte do Chile.
Dois terços do conselho diretor do ESO aprovaram de forma plena ou provisória o European Extremely Large Telescope (E-ELT) - Telescópio Europeu Extremamente Grande, - abrindo o caminho para o início do projeto.
O projeto, avaliado em 1,083 bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares), consiste em construir um telescópio com um gigantesco espelho que atrai a luz de 39,3 metros, muito acima do tamanho dos maiores telescópios ópticos atuais.
O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal do ESO, onde a grande altitude e a extrema aridez permitem uma excelente visibilidade do céu.

Rio+20 tenta por de volta a salvação do planeta na agenda mundial


A cúpula das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20), que será realizada de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro (os eventos paralelos começam dia 13), tentará reativar os debates e propor soluções diante da acelerada degradação do planeta, 20 anos depois da Cúpula da Terra, que fez soar o alerta.
O presidente francês, François Hollande - um dos poucos chefes de Estado de potências ocidentais que confirmou sua presença -, advertiu, no entanto, para o risco de "fracasso", pedindo uma conscientização para que a questão ecológica volte a ser colocada na agenda, depois de ter ficado relegada a segundo plano pela crise econômico-financeira mundial.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apresentará um relatório com constatações contundentes: aumento de emissões de gases causadores de efeito estufa, acúmulo de resíduos, diminuição rápida das reservas pesqueiras, ameaças à biodiversidade e falta de água potável para milhões de pessoas.
Cento e trinta chefes de Estado e de governo estarão no Rio, assim como dezenas de milhares de membros de ONGs, industriais, militantes e representantes de povos indígenas. Esta será a quarta cúpula de desenvolvimento sustentável da história, depois das de Estocolmo em 1972, do Rio de Janeiro em 1992 e de Johannesburgo em 2002.
Os debates se concentrarão na "economia verde" - energias renováveis, separação de resíduos, construções produtoras de energia -, no reforço de instâncias mundiais de decisão e no eventual estabelecimento de "metas de desenvolvimento sustentável" mensuráveis e ambiciosas. "Um verdadeiro programa de resgate mundial", resumiu o encarregado de uma ONG.
"Não há espaço para dúvida" nem para "a paralisia da indecisão", disse Achim Steiner, diretor-geral do Pnuma. Mas a desconfiança impera. Nas negociações informais sobre o acordo que os participantes deverão assinar em 22 de junho, cada país e cada grupo de interesse defendeu suas posições com veemência.
Ao encerrar a última rodada, em 2 de junho, os delegados só tinham alcançado acordos sobre 70 dos 329 pontos de discussão (21% do total). E a maioria versava sobre generalidades certamente consensuais. As divergências continuaram vivas, no entanto, sobre assuntos essenciais, como mudanças climáticas, oceanos, alimentação e agricultura, assim como na definição de metas, transferências de tecnologia e economia verde.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na semana passada que os governos mostrassem mais flexibilidade, ao indicar que os problemas do futuro do planeta "devem se antepor aos interesses nacionais ou aos interesses de grupos".
Para o diretor-geral da ONG de defesa do meio ambiente WWF, Jim Leape, "há dois cenários possíveis: um acordo tão limitado que careceria de sentido ou um fracasso total".
Muitos participantes lembram com nostalgia do entusiasmo gerado pela Cúpula da Terra de duas décadas atrás e que hoje parece difícil ressuscitar. "O mundo agora está centrado na crise econômica, na crise financeira, está preocupado com alguns conflitos, (como) o da Síria", afirmou o presidente francês na semana passada, na abertura de um fórum em Paris sobre meio ambiente.
Uma nova rodada de negociações será celebrada no Rio, mas as dificuldades são tantas que poderia prolongar-se até a inauguração da cúpula. Entre 13 e 22 de junho, será realizada a Cúpula dos Povos, que espera reunir cerca de 20 mil participantes por dia no parque do Flamengo (zona sul), com a expectativa de conseguir com que a Rio+20 seja algo mais do que "um mero fantasma do passado".
"Vemos a Rio+20 sem esperanças, sem uma vontade política de mudar as coisas por parte dos países (participantes)", disse Bazileu Alves Margarido, da ONG Instituto Democracia e Desenvolvimento Sustentável.

Fiocruz desenvolve vacina da esquistossomose inédita no mundo

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Rio de Janeiro, desenvolveu e patenteou a primeira vacina para esquistossomose do mundo. A vacina mostrou ser segura e capaz de imunizar humanos contra a doença. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12), na sede do IOC em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O instituto não deu informações de quando a dose estará disponível no mercado brasileiro.

A esquistossomose afeta 200 milhões de pessoas no mundo e se alastra principalmente nos países mais pobres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A esquistossomose é causada por um platelminto, animal invertebrado, conhecido como Schistosoma. Na América Latina e na África, a espécie Schistosoma mansoni responde pelas infecções. Sintomas como anemia, febre e diarreia são os mais comuns à doença.
A vacina mostrou ser eficaz também para imunizar contra a fasciolose (verminose que afeta o gado) e poderá ser usada no futuro para evitar a contaminação por outros tipos de verminoses.
Assim como em outras vacinas, a dose nacional foi produzida a partir de um antígeno – substância que estimula a produção de anticorpos – para preparar o sistema imunológico do ser humano à infecção pelo parasita. Com isso, evita-se que o parasita se instale no organismo ou que lhe cause danos.


Como foi feita a vacina
Para a confecção da vacina, os pesquisadores utilizaram a proteína Sm14, obtida do Schistosoma mansoni. A proteína-base da vacina, isolada no IOC ainda na década de 1990, foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos seis antígenos mais promissores no combate à doença.

O projeto, que acaba de finalizar os testes em humanos, obteve resultados que garantem que a vacina seja segura para uso humano e capaz de produzir proteção para a doença.
O teste em voluntários teve início em maio de 2011, logo após a aprovação do protocolo clínico de pesquisa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi conduzido pela equipe do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz).

'Partícula de Deus' está próxima de ser descoberta, dizem físicos


Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça  (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas
Nucleares), em Genebra, na Suíça
Físicos que investigam a composição do universo anunciaram nesta terça-feira (12) que estão se aproximando do bóson de Higgs, misteriosa partícula que supostamente foi decisiva para transformar os detritos do Big Bang em estrelas, planetas e, finalmente, vida.
Os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) estão usando o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo, para tentar provar que o misterioso bóson de fato existe.
Vasculhando enormes volumes de dados, os físicos do Cern estão confiantes de estarem chegando mais perto do seu objetivo, segundo cientistas de fora do centro, mas com vínculos a duas equipes que trabalham na instalação suíça.
"Eles estão bem animados", disse um desses cientistas à Reuters, pedindo anonimato.

Fortes sinais do bóson estão sendo vistos no mesmo intervalo energético onde se achou no ano passado que a partícula tivesse sido detectada, acrescentaram os cientistas. A partícula é tão efêmera que só pode ser detectada pelos traços que deixa.
O Grande Colisor de Hádrons, estrutura subterrânea sob a fronteira franco-suíça, replica as condições do Big Bang, explosão primordial que teria dado origem ao universo.
O bóson deve seu nome ao britânico Peter Higgs, que fez em 1964 a primeira descrição detalhada dessa que seria a última peça faltante no chamado Modelo Padrão do funcionamento do universo.
Sua descoberta formal, quando referendada pela comunidade científica, quase certamente garantiria o Nobel a Higgs, que tem 83 anos e está aposentado. Pelo menos um físico europeu e um norte-americano também devem ser reconhecidos pelo Nobel.
Há expectativa de que um anúncio sobre a descoberta possa ser feito numa importante conferência em meados de julho na Austrália.
Isso depende, no entanto, de uma análise minuciosa de mais de 300 trilhões de colisões de prótons no LHC desde o começo do ano, e o Cern não confirmou se está mesmo perto de encerrar sua busca pelo bóson.
Pelo modelo teórico, o bóson de Higgs e o campo energético a ele associado foram responsáveis por conferir massa à matéria depois do Big Bang, 13,7 bilhões de anos atrás.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cientistas que 'desafiaram' Einstein admitem que estavam errados


Uma equipe de cientistas que anunciou no ano passado que os neutrinos eram mais rápido do que a luz, admitiu nesta sexta-feira que Einstein tinha razão e que sua teoria da relatividade também se aplica a estas partículas subatômicas elementares.
Os pesquisadores, que trabalham no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em francês) em Genebra, causaram comoção na comunidade científica ao publicar, em setembro de 2011, o resultado do experimento Opera.
Ela indicava uma velocidade dos neutrinos superior à da luz, considerada o "limite intransponível" na teoria da relatividade geral de Albert Einstein, de 1905.
Grande parte da física moderna é baseada na teoria de Einstein, segundo a qual nada pode superar a velocidade dos feixes luminosos no vácuo. Os especialistas anunciaram, então, ter detectado neutrinos que percorreram os 730 km que separam as instalações do CERN, em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso (Itália), 6 km/seg mais rápido do que a luz e chegaram 60 nanossegundos antes dela.
Mas, na sexta-feira, durante uma conferência internacional sobre física dos neutrinos e astrofísica, organizada em Kyoto, antiga capital imperial japonesa, a equipe do Opera admitiu que os resultados estavam equivocados.
"Os primeiros dados, medidos até 2011, com o feixe de neutrinos entre o CERN e Gran Sasso, foram revistos levando em conta os efeitos dos instrumentos testados", explicou a equipe. Procedeu-se a "novas medições" que estabeleceram que há "uma velocidade de neutrinos coerente com relação à velocidade da luz".
Em fevereiro passado, alguns físicos que tinham estudado o experimento Opera aventaram a hipótese de que seus resultados estivessem equivocados devido a uma má conexão entre um GPS e um computador que era usado para a medição.
Na ocasião, o CERN emitiu um comunicado, dando a entender que os neutrinos não superaram a velocidade da luz no vácuo (300 mil km/s). "Começamos a presumir que os resultados da Opera se deviam a um erro de medição", avaliou o diretor de pesquisas do Centro Europeu, Sergio Bertolucci.
As verificações efetuadas pela equipe do Opera confirmaram este defeito na conexão, que reduzia o tempo do percurso dos neutrinos em 74 nanossegundos com relação à realidade. Além disso, o relógio de alta precisão usado pelo Opera também estava sutilmente desajustado e acrescentou 15 nanossegundos ao tempo de trajeto, explicaram os membros em Kyoto.
Uma vez corrigidos estes dois erros, os neutrinos medidos entre o CERN e Gran Sasso exibiam efetivamente uma velocidade "coerente" com a teoria de Einstein. Em março, o físico italiano coordenador da experiência Opera, Antonio Ereditato, se demitiu. O jornal italiano Corriere della Sera, em seu site na internet, o apelidou de "físico do fracasso".

Nasa descobre algas vitais debaixo de gelo do oceano Ártico

Nasa descobre extensa camada de fitoplâncton no gelo do Ártico (Foto: Nasa/Reprodução)
Nasa descobre extensa camada de fitoplâncton no gelo do Ártico


Uma missão da Nasa descobriu uma enorme quantidade de fitoplâncton, algas vitais para a cadeia alimentar dos oceanos, no lugar menos esperado: debaixo do gelo do Ártico, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (7) pela revista "Science".
Uma equipe da Nasa foi enviada ao mar de Chukchi, litoral do Alasca, noroeste do continente americano, onde encontrou uma biomassa de fitoplâncton que se estende por 100 km na plataforma de gelo, informou o chefe da missão, Kevin Arrigo.

"Ficamos atônitos. Foi completamente inesperado. Foi, literalmente, o florescimento de fitoplâncton mais intenso que vi nos 25 anos que faço este tipo de pesquisa", afirmou o cientista da Universidade de Stanford, na Califórnia.
"Como os tomates numa horta, todo fitoplâncton requer luz e nutrientes para crescer", explicou Arrigo. "Supunha-se que havia muito pouca luz debaixo do gelo e não esperávamos ver muitas destas algas".
Imagem feita em abril de 2010 mostra fissura em calota polar e superfície do oceano exposta na região do Ártico. (Foto: Nasa/JPL)Imagem feita em abril de 2010 mostra fissura em calota polar e superfície do oceano exposta na região do Ártico.

Para a missão, chamada "Impacto da Mudança Climática nos Ecossistemas e a Química do Meio Ambiente Ártico do Pacífico" (Icescape, na sigla em inglês), os cientistas realizaram expedições entre junho e julho de 2010 e 2011.
Arrigo disse que a descoberta provocou uma mudança fundamental na compreensão do ecossistema do Ártico, que era considerado frio e desolado.
Esta pode ser a maior concentração de fitoplâncton do mundo, afirmou Arrigo, que se surpreendeu que tenha crescido sob uma camada de gelo marinho tão grossa quanto a altura de uma criança de cinco anos.
Esta descoberta sugere que o oceano Ártico é mais produtivo do que se acreditava, apesar de serem necessários mais estudos para determinar como este fitoplâncton sob o gelo influi nos ecossistemas locais.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Arqueólogos descobrem esqueletos de "vampiros" na Bulgária


Arqueólogos na Bulgária encontraram dois esqueletos datados da era medieval cujos peitos foram perfurados com barras de ferro para impedir que supostamente se transformassem em vampiros. A descoberta, segundo historiadores, ilustra uma prática pagã comum em algumas aldeias búlgaras até um século atrás.
Pessoas consideradas más tinham seus corações esfaqueados após a morte, devido a temores de que regressariam ao mundo dos vivos para "sorver o sangue de humanos".
Descobertas arqueológicas semelhantes também foram feitas em outros países dos Bálcãs.


Cemitérios de "vampiros"
A Bulgária abriga cerca de cem áreas que serviram como locais em que pessoas tidas como vampiros foram enterradas. Os pesquisadores encontraram os dois esqueletos, datados da Idade Média, na cidade de Sozopol, banhada pelo Mar Negro.

"Estes esqueletos atravessados com barras de ferro ilustram uma prática comum em alguns vilarejos búlgaros até a primeira década do século 20", explicou Bozhidar Dimitrov, que comanda o Museu de História Natural da capital búlgara, Sofia.
De acordo com o historiador, as pessoas acreditavam que as barras de ferro manteriam os mortos presos às covas de modo a impedir que as deixassem à meia-noite para atormentar os vivos.


Ritual
O arqueólogo Petar Balabanov, que descobriu em 2004 seis esqueletos atravessados por "barras antivampiro" na cidade de Debelt, no leste da Bulgária, afirmou que o ritual pagão foi também praticado na Sérvia e em outros países balcânicos.

Lendas ligadas a vampiros formam uma parte importante do folclore da região. A mais famosa é a que envolve o conde romeno Vlad, o Empalador, conhecido mundialmente como Drácula, que empalava e bebia o sangue das vítimas da guerra. O mito inspirou o lendário romance gótico de Bram Stocker, publicado em 1897 e que, desde então, já inspirou uma série de adaptações para o cinema e a televisão.


veja as fotos:

Enterprise chega a museu onde será exposto em Nova York

A nave Enterprise navegou nesta quarta-feira (6) pelo Rio Hudson, em Nova York, até chegar à sua nova casa, o museu Intrepid, que é um porta-aviões ancorado ao lado da ilha de Manhattan.

A Enterprise é um protótipo que foi usado para testar os ônibus espaciais que a Nasa usou durante três décadas em suas missões, mas ela mesmo nunca chegou a ir ao espaço.
O programa foi aposentado em 2011, e os veículos sobreviventes – Discovery, Atlantis e Endeavour – viraram peças de museu. Challenger e Columbia, os outros ônibus espaciais construídos pela agência americana, foram perdidos em acidentes em 1986 e 2003, respectivamente.
A nave deveria ter chegado ao museu na terça, mas o transporte foi adiado devido ao mau tempo. No domingo, a Enterprise foi levemente danificada quando uma rajada de vento a fez atingir uma pilha de madeira.
Enterprise é levada de navio a museu em Nova York (Foto: Reuters/Mike Segar)Enterprise é levada de navio a museu em Nova York
Nave é vista passando pelo rio Hudson ao fundo de uma rua de Manhattan (Foto: Don Emmert/AFP)Nave é vista passando pelo rio Hudson ao fundo de uma rua de Manhattan 
Enterprise com a Estátua da Liberdade ao fundo (Foto: Reuters/Mike Segar)Enterprise com a Estátua da Liberdade ao fundo 

ONU afirma que crise ambiental no planeta é grave, mas tem solução


Relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta quarta-feira (6) no Rio de Janeiro aponta que nas duas últimas décadas houve agravamento do desmatamento das florestas, da pesca excessiva, da poluição do ar e da água, além das emissões de gases causadores do efeito estufa.
A divulgação acontece uma semana antes do início da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que inicia dia 13 e segue até o dia 22 de junho.

O documento denominado "Panorama Ambiental Global (Geo-5)" aponta que das 90 metas e objetivos ambientais que se tornaram referência a partir da Rio 92, apenas quatro foram cumpridas. A conferência ambiental realizada no Rio de Janeiro criou tratados para o clima, biodiversidade e desertificação, além da Agenda 21.
Mas o relatório afirmou também que há esperança e que ainda é possível obter crescimento econômico favorável ao meio ambiente, apesar dos desafios da população humana crescente, expansão da urbanização e o apetite insaciável por alimentos e recursos.
A seguir estão algumas das principais conclusões do Geo-5, quinto levantamento da saúde ambiental global e que contou com a colaboração de 600 especialistas. O primeiro panorama foi elaborado em 1997.

Emissões na França (Foto: Joel Saget/AFP)
A região da Ásia-Pacífico vai contribuir com 60% das emissões globais até 2100, diz a ONU. 

Metas verdes
O relatório GEO-5 disse que foi feito progresso significativo para eliminar a produção e utilização de produtos químicos que destroem a camada de ozônio, remoção do chumbo dos combustíveis, aumento do acesso a fontes melhoradas de água e mais pesquisas para reduzir a poluição do ambiente marinho.
 A redução dos riscos de saúde alcançada pela eliminação progressiva dos combustíveis à base de chumbo tem benefícios econômicos estimados em US$ 2,45 trilhões por ano (cerca de 4% do Produto Interno Bruto global).
 De acordo com o panorama, houve pouco progresso em 40 metas, incluindo a expansão de áreas protegidas, como parques nacionais, enquanto pouco ou nenhum progresso foi detectado em 24 delas --incluindo as alterações climáticas, estoques de peixes e desertificação e seca.
Oito objetivos mostraram mais deterioração, incluindo a situação dos recifes de coral do mundo
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O planeta hoje
Análise dos modelos atuais mostra que as emissões de gases de efeito estufa podem dobrar nos próximos 50 anos, levando a um aumento na temperatura global de 3 graus Celsius ou mais até o final do século. Perdas na agricultura, danos de eventos climáticos extremos e os maiores custos de saúde vão reduzir o PIB global.
A região da Ásia-Pacífico vai contribuir com cerca de 45% das emissões de CO2 globais relacionadas à energia até 2030 e por volta de 60% das emissões globais até 2100, num cenário normal.
China, Índia e Coreia do Sul estão promovendo energia renovável e eficiência energética e concordaram com metas voluntárias de redução de emissões, em uma virada positiva em relação a uma energia mais verde.
Cerca de 20% das espécies de vertebrados estão ameaçadas. O risco de extinção aumenta rapidamente para os corais do que para qualquer outro grupo de organismos vivos, com a condição dos recifes de coral declinando 38% desde 1980. Retração ápida é projetada até 2050.
Os estoques de peixes diminuíram a uma taxa sem precedentes nas últimas duas décadas. A pesca mais do que quadruplicou entre os anos de 1950 e 1990, com o registro de estabilização ou diminuição até então.

Vai faltar água
Mais de 600 milhões de pessoas devem ficar sem acesso a água potável até 2015, enquanto mais de 2,5 bilhões de pessoas não terão acesso a saneamento básico. Desde 2000, os reservatórios de água subterrânea se deterioraram ainda mais, enquanto o uso mundial de água triplicou nos últimos 50 anos.


O relatório identificou o Oeste da Ásia entre as regiões de maior preocupação com escassez de água e uso eficiente da água. Mesmo com a demanda por água crescendo, os recursos hídricos renováveis per capita na região irão diminuir em mais da metade até 2025, sugerindo que mais usinas de dessalinização que usam muita energia serão necessárias.
O número de zonas costeiras mortas aumentou dramaticamente nos últimos anos. Das 169 zonas costeiras mortas no mundo todo, apenas 13 estão se recuperando.
A perda anual de florestas caiu de 16 milhões de hectares na década de 1990 para cerca de 13 milhões de hectares entre 2000 e 2010. É o equivalente a uma área do tamanho da Inglaterra sendo derrubada anualmente.
Europa e América do Norte estão consumindo os recursos do planeta a níveis insustentáveis.
O consumo também aumentou na região da Ásia-Pacífico, que ultrapassou o restante do mundo para se tornar o maior usuário único dos recursos naturais. Um estudo separado da ONU descobriu que o consumo de materiais na região mais que dobrou de 17,4 bilhões de toneladas em 1992 para mais de 37 bilhões de toneladas em 2008.

"Operação Soberania" combate desmatamento em cidades no Amazonas (Foto: Reprodução/Ibama)Políticas ambientais reduziram desmatamento na Amazônia no Brasil e na Colômbia, afirma a ONU 
Brasil, América Latina e Caribe
O documento cita que a região da América Latina e Caribe é considerada crucial para a saúde do planeta devido à biodiversidade encontrada nos países, como o Brasil. O Pnuma cita que políticas ambientais criadas para reduzir o desmatamento na Amazônia brasileira e na Colômbia ajudaram a diminuir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da floresta.
Nesta terça-feira (5) a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, anunciou que a devastação do bioma atingiu seu menor índice em 23 anos -- desde que satélites passaram a monitorar crimes ambientais na Amazônia, em 1988.
Se nada for feito para conter o aquecimento global, o bioma pode perder um terço de sua área até 2100 devido à seca e a queimadas. O órgão ambiental das Nações Unidas afirma ainda que é preciso atenção para o crescimento populacional e aos desafios ligados ao uso de recursos hídricos, tratamento de esgoto, contaminação da água potável e oceanos.
A ONU propõe aos países dessa região que intensifiquem políticas de preservação e alcancem modelos de desenvolvimento sustentável. Segundo o documento, apenas com essas propostas é que será possível combater desafios como a pobreza e a desigualdade social.

O que pode ser feito
O relatório disse que há necessidade de metas claras, de longo prazo para o desenvolvimento e o meio ambiente e de uma responsabilidade mais forte nos acordos internacionais.
Há também uma necessidade de mais programas que coloquem valor sobre os ecossistemas e os serviços que eles fornecem às economias, como o ar fresco das florestas, bacias hidrográficas de rios e proteção de tempestade dos manguezais.
As nações também devem incorporar o valor das florestas, rios, deltas e outros ecossistemas nas contas nacionais, colocando, assim, um preço na natureza.


Arqueólogos encontram teatro do início da carreira de Shakespeare


Arqueólogos descobriram em Londres os restos de um dos primeiros teatros usados pela companhia de William Shakespeare, onde "Romeu e Julieta" e "Henrique V" foram encenados pela primeira vez.
Anterior ao The Globe, o teatro Curtain (cortina, em inglês), ao norte do rio Tâmisa, no bairro de Shoreditch, era abrigo da companhia de Shakespeare -- a Companhia de Teatro de Lord Chamberlain.
Escavações encontraram um dos primeiros teatros usados por Shakespeare (Foto: AP Photo/Museum of London Archaeology)Escavações encontraram um dos primeiros teatros usados por Shakespeare 
Restos de paredes que formam a galeria e o pátio interno do local foram descobertos por arqueólogos do Museu de Arqueologia de Londres (Mola, na sigla em inglês).

"Este é um local fantástico que nos dá uma visão única sobre o início do teatro de Shakespeare", disse Chris Thomas, do Mola, que está conduzindo o trabalho arqueológico.
A descoberta vai encantar os historiadores e os fãs de Shakespeare uma vez que as escavações oferecem um retrato de local onde as produções iniciais do escritor foram encenadas, embora mais detalhes são pouco conhecidos sobre o precoce teatro.
"Este é um lugar extraordinário, e uma descoberta fortuita no ano da celebração mundial de Shakespeare", disse Kim Stabler, assessora de Arqueologia do English Heritage, órgão público que protege o patrimônio histórico britânico.
Londres tem celebrado a sua herança cultural com um festival mundial de Shakespeare, que acontece no Globe e em todo o Reino Unido, como parte de um festival para coincidir com os Jogos Olímpicos deste verão e que vai durar até novembro.
O Curtain abriu em 1577, perto do primeiro teatro de Londres, "O Teatro", e foi um de vários teatros construídos fora dos muros da cidade.
Arqueólogos encontraram os destroços do teatro Curtain na Hewett Street, após a realização dos trabalhos em um projeto de restauração ter começado, conduzido por uma construtora local, em outubro passado.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nasa capta 'fratura solar' que pode provocar tempestade geomagnética


Imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) nesta terça-feira (5) mostra um buraco coronal no Sol que foi captado no último domingo (3).
De acordo com a Nasa, o registro foi feito com a ajuda de um telescópio de raio-X, que realizava voos acima da atmosfera da Terra para revelar detalhes sobre a estrutura solar.
Os buracos coronais são associados a tempestades solares. De acordo com cientistas, ventos deste astro “escapam” de fraturas que se abrem na região dos polos do Sol e se encaminham para a Terra, onde causam tempestades geomagnéticas. O resultado disso são as auroras boreais, espetáculos luminosos que ocorrem na região do Polo Norte.
Segundo a Nasa, as atividades decorrentes deste buraco coronal devem atingir o planeta entre esta terça e a próxima quinta-feira (7).
Imagem mostra um buraco coronal encontrado no Sol no último domingo. Ventos que escapam desta "fratura" se encaminham para a Terra e podem causar tempestades eletromagnéticas. (Foto: NASA/AIA/Solar Dynamics Observatory/Handout/Reuters)Imagem mostra um buraco coronal encontrado no Sol no último domingo. Ventos que escapam desta "fratura" se encaminham para a Terra e podem causar tempestades eletromagnéticas.

Neandertais cresciam menos que os humanos modernos

Os neandertais cresciam mais lentamente que os Homo sapiens -- o homem moderno --, segundo um estudo do Grupo de Paleofisiologia do Centro Nacional Espanhol de Pesquisa sobre a Evolução Humana (Cenieh).

O trabalho, publicado na revista especializada "Journal of Human Evolution'" foi realizado com dados obtidos a partir do primeiro modelo matemático do crescimento em estatura de uma espécie fóssil.
O modelo, desenvolvido por Jesús A. Martín, pesquisador ligado ao Cenieh do Departamento de Matemática e Computação da Universidade de Burgos, na Espanha, mostra as diferenças entre o crescimento, do nascimento aos cinco anos de idade, entre neandertais e humanos modernos.
O esquema teórico deu origem ao artigo intitulado "Diferenças entre os modelos de crescimento de crianças neandertais e humanos modernos".
O trabalho, que comparou as alturas de dez recém-nascidos e crianças neandertais com as de duas povoações humanas modernas, sugere que a taxa de crescimento do Homo neanderthalensis, muito mais lenta, poderia estar relacionada a "restrições ontogenéticas ou ao estresse metabólico", e contribuiria para a baixa estatura de adultos em relação ao Homo sapiens.
O artigo explica que a análise da aparição de diferentes padrões de crescimento humano é essencial para entender a evolução de nossa espécie.
A pesquisa está alinhada às últimas publicações das equipes do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva e da Universidade de Harvard, que evidenciam diferenças ontogenéticas nos desenvolvimentos craniano e dental.
O estudo abre caminho para pesquisas futuras do crescimento em outras espécies fósseis e em outras fases da vida.

Astrônomos observam uma das galáxias mais distantes já vistas


Imagem disponível da galáxia LAEJ095950.99+021219.1 (Foto: James Rhoads/Divulgação)
Imagem da galáxia LAEJ095950.99+021219.1
Um grupo de astrônomos anunciou a descoberta de uma das galáxias mais antigas já detectadas. Ela está a 13 bilhões de anos-luz da Terra, e o que se vê é a imagem dela com apenas 800 milhões de anos de idade, o que é considerado a infância do Universo.
A galáxia recebeu o nome de LAEJ095950.99+021219.1. Ela foi visualizada pela primeira vez em 2011, com a combinação de telescópios no Chile e nos Estados Unidos, capazes de captar a luz em diversos espectros. A descoberta foi detalhada na revista científica “Astrophysical Journal Letters”.
A imagem dos primórdios do Universo é uma boa oportunidade de pesquisas para os astrônomos. Estudando objetos como esse, eles podem entender como as galáxias se formam e crescem.
“Com o passar do tempo, as pequenas bolhas que formam estrelas fazem uma dança, se fundem e formam galáxias cada vez maiores. Em algum momento no meio do caminho, ao longo da idade do Universo, elas começaram a se parecer com as galáxias que vemos hoje. Por que, como, quando e onde isso acontece é uma área ativa para pesquisas”, explicou Sangeeta Mlhotra, da Universidade do Estado do Arizona, um dos autores do estudo.

Cientistas britânicos criam tecido invisível a olho nu


Cientistas da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, criaram um tecido tão fino a ponto de ser invisível a olho nu, algo que poderia revolucionar o mundo da tecnologia.
Isso porque o material tem um alto poder de condução de eletricidade.
Batizado como GraphExeter, o tecido é transparente e foi feito com o uso de máquinas de última geração.
Tecido ultrafino criado por cientistas britânicos (Foto: BBC)
Tecido ultrafino criado por cientistas britânicos 
A invenção é feita a partir de grafeno, um tipo de carbono que no futuro pode substituir o silício.
O material poderá ser usado em produtos com a tecnologia "touch screen", como as telas de smartphones e tablets, que são operadas com o dedo.

O cientista Tom Bointon explica que, por ser transparente, o condutor requer menos energia para transmitir as imagens.
Inovador, o tecido ultrafino é considerado pelos pesquisadores como o material transparente mais eficiente para a condução de eletricidade.
Saverio Russo, um dos criadores, compara o GraphExeter a uma lasanha.
"Em vez de massa, a invenção usa várias camadas de grafeno. E no lugar de presunto, são inseridas moléculas condutoras que ganham e perdem elétrons", diz o pesquisador.
Em forma de spray, o GraphExeter poderá ser aplicado sobre janelas e espelhos, criando "revolucionárias superfícies inteligentes", dizem os cientistas.

Evolução dos pássaros encerrou era dos insetos gigantes, diz estudo

Um novo estudo da Universidade da Califórnia sugere que a evolução dos pássaros foi determinante para o fim da era dos insetos gigantes na Terra. Segundo os cientistas, a época em que as aves começaram a estabelecer seu lugar nos céus é a mesma na qual os insetos grandalhões perderam espaço, há 150 milhões de anos. A pesquisa foi divulgada nesta semana na edição online da revista científica “PNAS”, da Academia Americana de Ciências.

Insetos gigantes viveram nos céus pré-históricos em uma época em que a atmosfera da Terra era rica em oxigênio. Pesquisas anteriores já tinham sugerido que o tamanho dos insetos tinha relação com altas concentrações de oxigênio – cerca de 30%, comparada aos atuais 21%, em média.
Há 300 milhões de anos, os insetos gigantes chegaram ao maior tamanho já documentado: 70 centímetros.
Mas à medida que os pássaros surgiram, os insetos se tornaram menores mesmo com o aumento de oxigênio na atmosfera, diz a pesquisa.
Fóssil de insetos gigantes pré-históricos (Foto: Wolfgang Zessin/UCSC/Divulgação)
Fóssil de insetos gigantes pré-históricos 
Segundo o autor do estudo, Matthew Clapham, professor de Terra e Ciências Planetárias da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, com os pássaros predatórios na ‘cola’, necessidade de ter mais mobilidade foi a base da evolução do voo desses insetos, favorecendo o tamanho mais reduzido do corpo.
A equipe da Clapham comparou o tamanho das asas de mais de 10.500 fósseis de insetos com níveis de oxigênio do planeta em centenas de milhares de anos.
O pesquisador enfatiza, no entanto, que o estudo focou as mudanças a partir dos maiores insetos já conhecidos.
“Em torno do final do período Jurássico e início do Cretáceo, cerca de 150 milhões de anos atrás, de repente o nível de oxigênio sobe, mas o tamanho do inseto diminui. E isso coincide de forma impressionante com a evolução dos pássaros”, diz Clapham.

É hoje. Vênus cruza disco solar no último trânsito do século

Às 19h09 desta terça-feira, astrônomos e observadores em todo o mundo terão a última chance para acompanhar um raro evento celeste. Durante sete horas o planeta Vênus cruzará o disco solar, em um espetáculo único que será transmitido ao vivo!
 Nesta noite, depois que os últimos raios de sol deixarem de iluminar o Brasil, um verdadeiro batalhão de telescópios profissionais e amadores, em diversas partes do mundo, estarão apontados paro astro-rei. Satélites de observação solar farão imagens ao vivo da estrela, enquanto binóculos equipados com filtros vermelhos estarão, aos milhões, apontados para o espaço.
Não é necessário dizer, mas o trânsito de Vênus de 2012 será o maior evento desse tipo a ser acompanhado por tantos instrumentos simultaneamente. Desde 2004, quando ocorreu o último trânsito, três novos telescópios solares foram lançados e milhões de pessoas adquiriram telescópios e binóculos, transformado-as em astrônomo amadores do dia para a noite. Além disso, a facilidade das transmissões ao vivo pela internet permitiu que eventos assim sejam repercutidos instantaneamente de qualquer parte do mundo, por qualquer pessoa.
O trânsito de Vênus é um fenômeno raro, que acontece aos pares uma única vez por século. A última vez que isso aconteceu foi em 2oportunidade única de acompanhamento pela quase totalidade de pessoas vivas atualmente.

Anel de Fogo
Para a maior parte das pessoas, o trânsito será simplesmente uma curiosidade, um fato interessante sem maiores consequências, mas para os astrônomos amadores e profissionais será uma oportunidade única de colocar seus conhecimentos à prova e também tentar responder algumas perguntas que ainda cercam a natureza do planeta Vênus e também da Terra004 e o próximo só em 2117. Isso faz do evento de hoje uma anel de fogo de Vênus
Em 2004, quando o planeta cruzou o disco solar pela primeira vez no século 21, um interessante fenômeno foi observado pelos astrônomos. Durante a passagem pelo limbo da estrela, uma espécie de anel de fogo foi visto ao redor do planeta, intrigando os cientistas. Apesar da grande quantidade de instrumentos que registraram o evento, nenhum deles estava preparado para estudar o anel.
Contando agora com uma rede de 9 coronógrafos espalhados pelo mundo, os pesquisadores Thomas Widemann, ligado ao Observatoire de Paris e Jay Pasachoff, do Williams College, EUA, poderão estudar melhor o fenômeno e fornecer respostas para o fenômeno.
Os primeiros estudos mostraram que a causa do aparecimento do anel durante o trânsito era causado pela refração dos raios solares através da atmosfera superior de Vênus.
"Não entendemos porque um planeta tão parecido com o nosso tem uma atmosfera tão diferente", explica Widemann.
Terra e Vênus têm tamanhos semelhantes, distâncias similares com relação ao Sol e são construídos basicamente do mesmo material. No entanto, os dois planetas estão envoltos em cobertores de ar bastante diferentes. Vênus tem uma atmosfera 100 vezes mais maciça que a da Terra e consiste principalmente de CO2. Isso cria um efeito estufa gigantesco, tornando a superfície venusiana uma tórrida fornalha de mais de 500 graus Celsius.
Durante o trânsito, os pesquisadores farão uma análise espectral detalhada da atmosfera venusiana com objetivo de estudar a composição química de sua atmosfera e entender como os dois planetas se tornaram tão diferentes, apesar das características que têm em comum.
 
De acordo com Pasachoff, os melhores momentos para ver o arco serão quando o Sol ingressar ou deixar o limbo do Sol. O ingresso do planeta ocorrerá às 19h09 BRT e 19h27 BRT enquanto a saída será a 01h32 e 01h50 BRT. Se você estiver em algum local em que seja possível ver o trânsito, esteja certo de que seu telescópio ou binóculo estejam equipados com filtros apropriados. O arco será visível com filtros branco ou H-alfa (Hidrogênio Alfa).
Este será apenas um dos muitos experimentos que serão feitos. Além da composição química de Vênus, outro experimento que chama a atenção será feito pelo telescópio espacial Hubble, que usará uma das crateras da Lua para registrar o trânsito. O objetivo será aprimorar técnicas que poderão ser usadas na busca por planetas extrassolares.

Veja ao vivo
Apesar do trânsito de Vênus de 2012 não ser visível na maior parte do Brasil, você poderá acompanhar o evento no conforto da sua casa aqui mesmo no ApoloChannel.
O trânsito planetário será transmitido na íntegra - ao vivo - na noite do dia 5 de junho, a partir das 19 horas. Além disso, você poderá participar de um chat em tempo real entre os usuários que estarão assistindo ao fenômeno. Melhor que isso, só se for para assistir no Havaí, o melhor lugar da Terra para acompanhar o trânsito! 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nasa se prepara para imortalizar última passagem de Vênus pelo Sol até 2117

A Nasa (agência espacial americana) e outras instituições dos Estados Unidos se preparam para observar a passagem do planeta Vênus pelo Sol entre os dias 5 e 6 de junho com dezenas de atividades para capturar as melhores imagens deste momento que não voltará a se repetir até o ano 2117.
O fenômeno ocorrerá quando Vênus passar diretamente entre a Terra e o Sol, o que permitirá ver o planeta como um pequeno ponto deslizando-se lentamente através do principal astro do sistema solar, um fenômeno que foi avistado por astrônomos como Galileu Galilei.
Os cientistas dos séculos 6 e 7 observaram os trânsitos de Mercúrio e Vênus, os dois planetas "interiores", para medir a distância da Terra ao Sol em um esforço para calcular o tamanho de nosso sistema solar.
No entanto, embora "já tenhamos esse número calculado, os trânsitos seguem sendo úteis", explicou em comunicado Frank Hill, do Observatório Solar dos EUA (NSO).
O último trânsito de Vênus neste século "nos ajudará a calibrar os diferentes instrumentos e na caça por planetas extra-solares com atmosferas", para aprender a avaliar outros sistemas solares em nossa busca por vida no universo.
O NSO utilizará seus telescópios no Arizona, Novo México, Califórnia, Havaí, Austrália e Índia para gravar esse momento com centenas de imagens que exibirá em tempo real em seu site.
Os telescópios do NSO tentarão obter medições complementares da estrutura da atmosfera de Vênus buscando os rastros espectrais produzidos pelas emissões de gás carbônico, abundantes na atmosfera de Vênus.
Com um grande encontro em Mauna Kea (Havaí), considerado o melhor ponto do planeta para ver o fenômeno, a Nasa retransmitirá o evento ao vivo em seu site e se conectará com analistas de seus centros assim como de 148 países de todo o mundo que realizarão atividades de acompanhamento.
A agência espacial americana proporcionará imagens desde a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o telescópio espacial Hubble e o Observatório de Dinâmica Solar (SDO, em inglês).
O astronauta americano Don Pettit, tripulante da ISS, se transformará no primeiro ser humano a testemunhar e fotografar o trânsito no espaço, o que compartilhará quase em tempo real.
Os trânsitos de Vênus são algo pouco habitual e por isso houve poucas oportunidades para fotografá-los na Terra e muito menos na órbita terrestre. "Estive planejando isto muito tempo", assinalou Pettit em comunicado da Nasa.
Pettit apontará sua câmera através das janelas laterais da cúpula da estação espacial, um módulo-observatório construído pela Estação Espacial Europeia que oferece uma visão de grande angular da Terra e do cosmos através de suas sete janelas.
O observatório gratuito na internet e no aplicativo para celular "Slooh Space Camera", que permite explorar o espaço sem sair de casa, mostrará imagens dos telescópios solares da Austrália, Japão, Nova Zelândia, Havaí, Noruega, Arizona e Novo México.
O Slooh fará, além disso, um acompanhamento de Vênus a partir das 19h (de Brasília) do dia 5, do qual participarão cientistas, cineastas, engenheiros e especialistas em ciência como Bob Berman, colunista da revista "Astronomy Magazine", que explicarão o fenômeno aos espectadores.
"O trânsito de Vênus é algo extremamente raro", destacou Bob Berman, já que, "uma vez que ocorre um trânsito, lhe segue outro em exatamente oito anos menos dois dias, mas depois devem passar 105 anos e meio para que aconteça outro par de trânsitos separados por oito anos".
O último que se viu foi em 8 de junho de 2004 e o próximo calcula-se que será em dezembro de 2117, o que torna o fenômeno da próxima semana no sétimo transito documentado pelos humanos desde o século 17, segundo o especialista.
O evento, só precedido pelos que ocorreram em 1639, 1761, 1769, 1874, 1882, além do de 2004, gerou grande expectativa e os analistas advertem para que as pessoas não olhem para o Sol sem o equipamento adequado, já que pode causar danos na retina e lesões no olho.  

Enterprise é levado para museu em Nova York

Ônibus espacial Enterprise é levado por uma barca para o museu Intrepid, em Nova York. Lá, ele ficará em exposição permanente. O Intrepid é um porta-aviões da Marinha transformado em museu flutuante. (Foto: AP)Nave Enterprise, projeto que serviu de protótipo para a construção dos ônibus espaciais, no fim dos anos 1970 e começo dos anos 1980. é levado por uma barca para o museu Intrepid, em Nova York. Lá, ele ficará em exposição permanente. O Intrepid é um porta-aviões da Marinha transformado em museu flutuante. O programa dos ônibus espaciais foi aposentado em 2011, e todas as naves que sobreviveram vão virar peças de museu