quarta-feira, 20 de junho de 2012

Arqueólogos descobrem restos de mamutes e túmulo romano na Sérvia

Arqueólogos encontraram um campo raro de fósseis de mamutes na Sérvia. Estima-se que no local haja restos de pelo menos cinco desses animais gigantes que viveram ali há milhares de anos.

O diretor do Parque Arqueológico de Viminacium, Miomir Korac – que aparece de branco à esquerda da foto abaixo – e colegas trabalham em uma mina de carvão a céu aberto na pequena cidade de Kostolac, 80 quilômetros a leste da capital.
Na imagem, eles se concentram na remoção de uma presa de mamute.

mamute 1 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Presa de mamute é retirada da terra em mina de carvão a céu aberto na Sérvia 

No lugar, os arqueólogos também identificaram um túmulo da época romana. Os esqueletos estão bastante preservados.


Túmulo romano (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Túmulo da época romana é encontrado por arqueólogos próximo a Belgrado 

Estudantes de arqueologia já estudam os restos de um mamute achado na mina de carvão em Kostolac. Os jovens tiram fotos e analisam o fóssil do animal pré-histórico.


Mamute 2 (Foto: Marko Drobnjakovic/AP)Estudantes de arqueologia fotografam fóssil de mamute achado na Sérvia 

Telescópio europeu flagra berçário de estrelas na 'Nebulosa Guerra e Paz'


Estrelas  (Foto: ESO/Divulgação)
O Telescópio Extremamente Grande do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (20) a imagem mais detalhada obtida até hoje do berçário estelar NGC 6357, conhecido como Nebulosa Guerra e Paz, que fica na constelação de Escorpião, nas profundezas da Via Láctea. A foto mostra inúmeras estrelas quentes e jovens (com "apenas" milhões de anos), nuvens brilhantes de gás e formações de poeira circulando em meio a ventos estelares e radiação ultravioleta.

Estrelas 2 (Foto: ESO/Divulgação)
Os traços escuros que recobrem esta imagem e a de cima são poeira cósmica, formada por pequeníssimas partículas de silicatos, grafite e gelo, produzidas e expelidas para o espaço por gerações anteriores de estrelas. Essa poeira é muito mais fina que a doméstica e se parece com fumaça. O nome da nebulosa, Guerra e Paz, foi dado pelos astrônomos porque esta foto pareceria uma pomba e a de cima, uma caveira. As duas compõem uma imagem única, sendo esta a da esquerda e a de cima, da direita.

Estrelas 3 (Foto: ESO/Divulgação)
A região mais central e brilhante da nebulosa NGC 6357 contém um aglomerado de estrelas de grande massa, que estão entre os astros mais brilhantes da Via Láctea. O interior dele, que não pode ser visto na imagem, já foi intensamente estudado pelo Telescópio Hubble, da agência espacial americana (Nasa). Esta foto foi produzida pelo programa Joias Cósmicas, do ESO, que é financiado por 15 países europeus, além do Brasil. A NGC 6357 foi vista pela primeira vez em 1837, a partir da África do Sul 

Tiranossauro de 70 milhões de anos é roubado da Ásia e leiloado nos EUA


A justiça nova-iorquina iniciou um procedimento para devolver à Mongólia um esqueleto de tiranossauro roubado no deserto de Gobi, no sul do país asiático, e leiloado em Nova York no mês passado, informou a promotoria de Manhattan.
O esqueleto reconstituído e quase completo deste Tarbossaurus bataar, primo mais novo do Tiranossaurus Rex que viveu no período Cretáceo há cerca de 70 milhões de anos, foi exportado ilegalmente para a Flórida (sudeste dos Estados Unidos) a partir da Grã-Bretanha em março de 2010.
O esqueleto foi leiloado no dia 20 de maio em Nova York por US$ 1,05 milhão pela casa Heritage Auctions, com sede em Texas, segundo o promotor de Manhattan, Preet Bharara.
Fósseis do Tyrannosaurus bataar roubado da Mongólia (Foto: AFP)Esqueleto do Tyrannosaurus bataar roubado da Mongólia 
De acordo com a denúncia apresentada no tribunal federal de Manhattan, os documentos da alfândega foram falsificados, davam como país de origem do esqueleto a Grã-Bretanha, e afirmavam, entre outras coisas, que se tratava de duas cabeças de réptil. Seu valor foi estimado em US$15.000, quando o esqueleto foi oferecido a um preço base de US$ 950.000.
Antes da venda, o governo da Mongólia obteve de um tribunal do Texas a proibição da venda e traslado do esqueleto.
Apesar disso, a venda foi realizada, mas o leiloeiro concordou em congelar a transação até que o caso seja decidido pela justiça.
O esqueleto, que segundo as autoridades da Mongólia foi descoberto entre 1995 e 2005 a oeste do deserto de Gobi, espera agora uma decisão sobre seu destino, o que poderá levar anos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Físicos propõem existência de Universo paralelo



Físicos propõem existência de Universo paralelo
O desaparecimento repentino de nêutrons, que não pode ser explicado pela física atual, pode ser o sinal da existência de um universo-espelho. 


Partículas-espelho
Uma anomalia no comportamento de partículas subatômicas comuns pode ser o sinal da existência de partículas-espelho, que transitam entre o nosso Universo e um universo paralelo.
O fenômeno também poderia oferecer uma explicação para a matéria escura, como hoje os cientistas chamam um ponto de interrogação que representa a massa que parece estar faltando no Universo.
Dois cientistas italianos usaram a hipótese da existência das partículas-espelho para explicar uma anomalia nos experimentos, onde os nêutrons parecem desaparecer.
A existência dessa matéria-espelho tem sido sugerida em vários contextos científicos nos últimos tempos, incluindo a procura de candidatos adequados para explicar a matéria escura.
Os físicos Zurab Berezhiani e Fabrizio Nesti, da Universidade de L'Aquila, reanalisaram os dados experimentais obtidos pelo grupo de pesquisa de Anatoly Serebrov, no Instituto Laue-Langevin, França.


Mistério dos nêutrons que desaparecem
Eles mostraram que a taxa de perda de nêutrons livres muito lentos parece depender da direção e da intensidade do campo magnético aplicado.
Essa anomalia não pode ser explicada pela física conhecida.
Os cientistas acreditam que a perda de nêutrons pode ser interpretada à luz de um mundo paralelo hipotético formado por partículas-espelho.


Físicos propõem existência de Universo paralelo
Os nêutrons parecem estar oscilando na fronteira entre dois universos paralelos, indo e voltando de um para o outro.

Cada nêutron teria a capacidade de fazer uma transição para esse seu gêmeo invisível, e voltar, oscilando de um mundo para o outro.
A probabilidade dessa transição foi calculada como sendo dependente da presença de campos magnéticos.
Assim, o mundo invisível das partículas-espelho poderia ser detectado experimentalmente.
Essa oscilação nêutron-espelho-nêutron pode ocorrer em uma escala temporal de poucos segundos, segundo os pesquisadores.


Matéria escura
A possibilidade desse desaparecimento rápido de nêutrons - muito mais rápido do que o decaimento de nêutrons, com seus 10 minutos de duração - embora surpreendente, não pode ser excluído pelos atuais limites experimentais e astrofísicos.
Esta interpretação é sujeita à condição de que a Terra possui um campo magnético espelho da ordem de 0,1 Gauss.
Tal campo pode ser induzido por partículas-espelho flutuando na galáxia - algo como a matéria escura.
Hipoteticamente, a Terra poderia capturar a matéria-espelho por meio de interações fracas entre as partículas comuns e as partículas desses mundos paralelos.

Célula a combustível gera eletricidade com energia do cérebro



Célula a combustível gera eletricidade com energia do cérebro
Células a combustível a glicose de várias dimensões, estampadas sobre uma pastilha de silício de 15 centímetros de diâmetro.


Implantes cerebrais
Talvez não seja preciso apelar para a eletricidade sem fios para alimentar marca-passos e outros implantes médicos.
Engenheiros do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveram uma célula a combustível que gera eletricidade a partir do mesmo açúcar que abastece as células humanas, a glicose.
A principal característica do dispositivo, contudo, é que ele já nasceu visando a aplicação que se tem em mente: ele foi projetado para ser implantado no cérebro humano.
Segundo os pesquisadores, quando totalmente desenvolvida, a célula a combustível alimentada por glicose poderá ser usada para abastecer sobretudo os delicados implantes cerebrais, que ajudarão pacientes com paralisia a reconquistar seus movimentos.


Energia do açúcar
Rahul Sarpeshkar e seus colegas construíram a célula a combustível sobre um chip de silício, o que permite que ela seja integrada com outros circuitos eletrônicos miniaturizados, como é típico dos implantes médicos, sobretudo aqueles voltados para inserção no cérebro.
A ideia não é exatamente nova: uma célula a combustível alimentada a glicose foi usada para alimentar um marca-passos nos anos 1970. Mas a ideia foi abandonada com o surgimento das baterias de lítio, capazes de fornecer uma potência maior.
Aqueles protótipos também usavam enzimas que se degradavam rapidamente, inviabilizando o uso das células a glicose por longos períodos.
Mas a nova célula a combustível construída em um chip de silício não tem componentes biológicos: ela usa um catalisador de platina para capturar elétrons da glicose, imitando a atividade das enzimas celulares que quebram a glicose para gerar ATP.


Célula a combustível gera eletricidade com energia do cérebro
 O "gerador cerebral" poderá gerar eletricidade apenas entrando em contato com o fluido cerebroespinhal, que fica entre o cérebro e o crânio.

Energia do cérebro
O protótipo de célula a combustível a glicose gera algumas centenas de microwatts (1-100 µW cm2), o suficiente para alimentar um implante neural.
Benjamin Rapoport, que construiu a célula, afirma que o equipamento poderia tirar todo o seu combustível do fluido cerebroespinhal, que separa o cérebro do crânio.
A equipe do Dr. Sarpeshkar é pioneira em um campo que tenta interligar a biologia com a eletrônica - não a eletrônica digital, mas a eletrônica analógica: 

Asteroide pode atingir a Terra em 2040


NASA: há chances de que asteroide atinja a Terra em 2040
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.

2011 AG5
Em uma nota confusa divulgada nesta sexta-feira, mostrando um claro conflito entre o desejo de não causar alarme e a necessidade de ater-se com fidelidade às informações disponíveis, a NASA anunciou os resultados das observações do asteroide 2011 AG5.
As observações feitas até o momento indicam que há uma pequena chance de que o asteroide 2011 AG5, descoberto em janeiro de 2011, atinja a Terra em 2040, diz a nota, embora a manchete no site da NASA diga o contrário.
Mas a pequena chance de impacto foi consensual entre os participantes de um encontro internacional promovido pela NASA para discutir as observações do asteroide feitas por astrônomos de todo o mundo, usando telescópios terrestres e espaciais.
O 2011 AG5 mede 140 metros de diâmetro.
Segundo a agência espacial, é provável que as observações ao longo dos próximos 4 anos reduzam a probabilidade do impacto para menos de 1%.


Buraco de fechadura
O nível de risco vai ganhar ainda mais clareza em 2023, quando o asteroide chegará a aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros da Terra.
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.
Se ele passar por essa região, a atração gravitacional da Terra poderá influenciar a órbita do asteroide o suficiente para trazê-lo de volta para uma rota de colisão, que ocorreria em 05 de fevereiro de 2040.
Se o asteroide não passar pelo buraco da fechadura, um impacto em 2040 será descartado.
"Dado o nosso entendimento atual da órbita deste asteroide, há apenas uma chance muito remota de que esta passagem pelo buraco de fechadura ocorra," disse Lindley Johnson, do programa NEO, da NASA (Near-Earth Object Observation, observação de objetos próximos à Terra).


Estado de atenção
"Embora haja um consenso geral de que há apenas uma chance muito pequena de que poderíamos estar lidando com um cenário de impacto real para este objeto, continuaremos atentos e prontos para tomar medidas se as observações adicionais indicarem que ele está garantido," disse Johnson.
Vários anos atrás, um outro asteroide, chamado Apophis, foi considerado uma ameaça, com uma possibilidade de impacto semelhante prevista para 2036.
Observações adicionais, feitas entre 2005 e 2008, cientistas da NASA refinaram seus cálculos da trajetória do asteroide, mostrando uma probabilidade significativamente reduzida de um impacto com a Terra.
Embora os cientistas esperem que o mesmo ocorra com o 2011 AG5, eles reconhecem a pequena chance de que as probabilidades calculadas aumentem com os resultados das observações a serem feitas entre 2013 e 2016.
De acordo com os especialistas que participaram do evento, mesmo se essas chances aumentarem, haverá tempo suficiente para planejar missões para mudar o curso do asteroide.

Morre prêmio Nobel que contribuiu no tratamento do Parkinson


O americano William Knowles, que em 2001 dividiu o Nobel de Química com outros dois pesquisadores, tinha 95 anos. Foto: AFPO americano William Knowles, que em 2001 dividiu o Nobel de Química com outros dois pesquisadores, tinha 95 anos
O americano William Knowles, que em 2001 dividiu o Prêmio Nobel de Química com seu compatriota Karl Barry Sharpless e o japonês Ryoji Noyori por pesquisas que ajudaram no tratamento do Parkinson, morreu aos 95 anos, informa nesta segunda-feira a imprensa americana.
Lesley McIntire, filha do químico americano, confirmou que seu pai faleceu na quarta-feira passada por complicações de esclerose lateral amiotrófica (ELA, a mesma doença que atinge o físico britânico Stephen Hawking), segundo o jornal The Washington Post.
Knowles trabalhou durante 44 anos na companhia Monsanto, uma empresa provedora de produtos químicos com sede na cidade de Saint Louis até sua aposentadoria, em 1986. No entanto, 15 anos depois, aos 84 anos de idade, foi agraciado com o prêmio Nobel de Química.
Os descobrimentos que realizou enquanto trabalhava para esta companhia facilitaram a fabricação industrial do remédio que posteriormente foi utilizado para tratar o mal de Parkinson. As pesquisas dos três cientistas se baseiam nas propriedades das moléculas que se apresentam em duas formas, como imagens que se refletem e que são conhecidas como moléculas quirais.
Knowles, professor emérito da Universidade de Missouri, descobriu que é possível utilizar metais de transição para fabricar quirais catalisadores por meio da hidrogenação e obter como produto final a forma molecular procurada. Sua pesquisa abriu passagem imediatamente ao processo industrial para a produção do fármaco L-dopa, que é utilizado atualmente no tratamento do Parkinson.

Nasa divulga foto do Oceano Ártico

Imagem divulgada nesta terça-feira (19) pela Nasa mostra a Terra vista de sobre o Oceano Ártico, capturada a partir do recentemente lançado pelo satelite S-NPP. O satélite, lançado em 28 de outubro de 2011, circulou a Terra 15 vezes para capturar informação visual para esta foto. Além do gelo do Polo Sul, é possível ver, entre nuvens, partes da Inglaterra e da Irlanda, além de vastas áreas secas da Ásia e do Saara africano (Foto: NASA/GSFC/Suomi NPP)Imagem divulgada nesta terça-feira (19) pela Nasa mostra a Terra vista de sobre o Oceano Ártico, capturada a partir do recentemente lançado pelo satelite de monitoramento polar S-NPP. O satélite, lançado em 28 de outubro de 2011, circulou a Terra 15 vezes para capturar informação visual para esta foto. Além do gelo do Polo Sul, é possível ver, entre nuvens, à esquerda, partes da Inglaterra e da Irlanda, além de vastas áreas secas da Ásia e do Saara africano, na parte inferior da foto.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Galáxias com formato espiral ajudam astrônomos a entenderem a matéria escura


Um estudo realizado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP analisou a luz emitida por galáxias espirais.
As observações são do Gassendi H Alpha survey of Spirals (GHASP), um programa francês de observação sistemática de galáxias espirais. “O meu trabalho foi apenas uma parte do projeto maior envolvendo pesquisadores brasileiros e franceses. A partir dos dados obtidos pelas observações do GHASP, que são feitas na França, fiz a análise fotométrica para entender as diferentes componentes das galáxias espirais e quanto cada uma delas emite de luz”, conta o astrônomo Carlos Eduardo Barbosa, autor da dissertação de mestrado defendida no IAG em outubro, sob orientação da professora Cláudia Lucia Mendes de Oliveira.
A pesquisa analisou a emissão de fótons na banda R, correspondente à região vermelha da luz visível, que é emitida principalmente pelas estrelas de baixa massa. Para se ter ideia do que é uma estrela considerada de baixa massa, o sol é um exemplo. “O número de estrelas de baixa massa que emitem luz vermelha é muito maior que o de estrelas de alta massa, que emitem luz azul. Portanto, identificando apenas a emissão de luz vermelha, consigo obter informações sobre a como a maior parte da massa está distribuída na galáxia”, conta o astrônomo. O GHASP observou com grande detalhe as propriedades dinâmicas e cinemáticas de 203 galáxias espirais relativamente próximas. O trabalho de Barbosa mostra o estudo fotométrico de 173 destas galáxias.
Após as observações das imagens enviadas pelo observatório de Haute-Province, na França, Barbosa constatou que a maior parte da massa e da emissão de luz da galáxia está no disco. “Quando vemos uma galáxia espiral, temos a impressão de que os braços espirais concentram a maior parte das estrelas. Na verdade, estes braços são ondas mergulhadas em uma estrutura muito maior, o disco, que vai além da ponta dos braços. O que enxergamos é apenas onde as estrelas estão mais concentradas”, explica.
A análise das imagens obtidas pelo telescópio de 1,2 metros do Observatório de Haute-Provence levou dois anos para ser concluída. As imagens precisavam ser calibradas e combinadas para que se excluíssem ruídos causados por corpos celestes que estejam entre a Terra e a galáxia observada ou pela própria atmosfera terrestre. Também foi feita uma decomposição da luz, para identificar o que era emitido pelo bojo e pelo disco separadamente.

Matéria escura
Segundo Barbosa, o objetivo maior do projeto GHASP é uma melhor compreensão da matéria escura. “Tudo o que tem massa influencia o movimento dos corpos celestes. Com os dados obtidos pelo GHASP, é possível mapear as velocidades do gás contido nessas galáxias. Com isto, nota-se que deve haver muito mais massa nas galáxias do que a luz das estrelas e o gás podem explicar. A hipótese mais aceita na comunidade científica é que essa massa seja a matéria escura”, conta. “Analisar a luz emitida pelas galáxias permite analisar a dinâmica da massa visível. E entendendo a dinâmica da massa visível, é possível compreender a dinâmica da matéria escura, ou seja, descobrir onde ela está localizada e como ela influencia a galáxia”.

Tipos de galáxias
  Existem dois tipos de galáxias. As espirais, como as estudadas no trabalho de Barbosa, por exemplo, e as galáxias elípticas, que não possuem gás e, consequentemente, não formam mais estrelas. O estudo das galáxias espirais, portanto, pode ajudar a entender melhor o funcionamento da própria Via Láctea, que é uma galáxia espiral.
Uma galáxia é formada a partir da compressão de uma esfera de gás. As galáxias espirais, ou  galáxias disco, são formadas por duas partes principais. O bojo, ao centro, de forma arredondada, composto por estrelas formadas quando do colapso da esfera de gás, e o disco, composto por estrelas formadas após a compressão dos gases que formaram a galáxia. “As estrelas tendem a manter características de movimento, como velocidade e direção, semelhantes às encontradas quando foram formadas. Por isso, o bojo mantém uma forma arredondada, semelhante à forma da galáxia quando começou a se formar, e o disco é achatado, pois as estrelas nasceram quando o gás já estava achatado em forma de disco”, explica Barbosa.
O astrônomo ainda explica que mesmo as galáxias consideradas próximas, como as estudadas pelo projeto GHASP, estão tão distantes do planeta Terra que é impossível observar suas estrelas individualmente. “A luz de uma galáxia próxima típica da amostra estudada demora cerca de 50 milhões de anos para chegar aqui. Na astronomia as distâncias e dimensões são em escalas que não conseguimos imaginar na nossa vida prática”, conta.

O tempo pode parar, congelando o Universo como em uma foto, diz nova teoria científica


As pessoas costumam dizer que o tempo acelera à medida que envelhecemos, mas isso pode não ser verdade.
De acordo com uma nova teoria científica radical, proposta por acadêmicos, o próprio tempo pode estar diminuindo – e pode, eventualmente, paralisar completamente.
As últimas descobertas são consideradas como “alucinantes” por muitos pesquisadores. Uma apresentação em duas universidades espanholas propõe que todos nós fomos acondicionados a pensar que o Universo está se expandindo.
Na verdade, dizem os pesquisadores, o próprio tempo está ficando mais brando até que finalmente em bilhões de anos, deixará completamente de existir.
Embora os resultados possam parecer preocupantes, não é necessário perdermos o sono por causa disso ou mesmo passar o tempo pensando insistentemente sobre isso.
De acordo com os cientistas, a perda gradual de tempo não é perceptível. E de qualquer forma, todos nós vamos estar muito longe do tempo onde realmente o “fim” ocorrerá.
O professor Senovilla, em declaração à New Scientist, disse: “Tudo será congelado como uma fotografia, para todo o sempre”.
Os pesquisadores já mediram a luz das estrelas distantes que explodiram, mostrado que o Universo está se expandindo a uma taxa muito rápida. A teoria mais aceita é baseada na ideia de que uma espécie de antiforça gravitacional, conhecida como energia escura, deve estar provocando o distanciamento das galáxia.
No entanto, os astrônomos que trabalham com a mais recente teoria, diz que nós estamos olhando para coisas passadas. O professor Senovilla propõe que a hipótese atual está completamente errada: “Com a aceleração, o tempo vai diminuindo gradualmente”.
Pode parecer difícil para um cosmólogo tradicionalista aceitar ou acreditar. A Universidade de Cambridge, disse em declaração que a ideia do cientista não é tão absurda assim: “Acreditamos que o tempo surgiu durante o Big Bang, e se o tempo pode surgir, também pode desaparecer – isso é apenas o efeito inverso”.

China divulga foto de missão espacial com sua primeira astronauta mulher


Três astronautas chineses acoplaram nesta segunda-feira (18), com sucesso, a nave Shenzhou 9 a módulo Tiangong 1, na primeira missão de acoplagem tripulada e primeira viagem com uma astronauta chinesa mulher, Liu Yang.
O lançamento foi anunciado em fevereiro, mas na ocasião foi informado que seria uma nave não tripulada com animais e sementes a bordo para realizar experimentos em condições de gravidade zero e radiação.


Os astronautas chineses Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta segunda-feira (18) (Foto: AP)
Os astronautas chineses Liu Wang, Liu Yang e
Jing Haipeng e Liu Yang, na Shenzhou 9 nesta
segunda-feira (18) 

É a quarta viagem tripulada da China depois das realizados em 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.
A viagem é um passo importante para a construção de uma estação espacial chinesa, prevista para 2020.


Liu Yang
A designação de Liu foi anunciada semana passada após um longo processo de seleção que deu preferência a mulheres casadas e com filhos (embora esse não seja o caso da escolhida), devido ao fato de o voo espacial e a possível exposição à radiação poderem causar infertilidade.

Os critérios da escolha são rigorosos. A escolhida tinha, entre outros, de ter dentes perfeitos, pele sem calos ou problemas, bom hálito e odor corporal agradável -o contrário pode ser um problema durante a permanência no espaço.


Os astronautas chineses Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang aparecem no telão gigante do centro espacial Jiuquan. Navegando a Shenzhou-9, eles se acoplaram ao módulo Tiangong-1 (Foto: AFP)
Os astronautas chineses Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang aparecem no telão gigante do centro espacial Jiuquan. Navegando a Shenzhou-9, eles se acoplaram ao módulo Tiangong 1 

O módulo Tiangong-1 é visto da Shenzhou-9 durante a acoplagem. É a primeira viagem espacial da China feita para realizar o processo, um passo importante para a construção de uma estação espacial, prevista para 2020 (Foto: AFP)
O módulo Tiangong-1 é visto da Shenzhou-9 durante a acoplagem. É a primeira viagem espacial da China feita para realizar o processo, um passo importante para a construção de uma estação espacial, prevista para 2020

Liu Yang, a primeira astronauta chinesa, posa para fotos nesta sexta-feira (15) (Foto: AP)
Liu Yang, que faz parte da missão, é a primeira astronauta chinesa. Ela foi escolhida sob critérios rigorosos, precisando ter dentes perfeitos, pele sem calos, bom hálito e odor corporal agradável Ela posa para fotos nesta sexta-feira (15) 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

França expõe meteoritos que caíram perto de Paris em 2011

Funcionário do Museu Nacional de História Natural de Paris mostra nesta quinta-feira (14) meteorito de 5,2 quilogramas, um dos que caíram em 2011 em Draveil, no departamento de Essonne, a cerca de 80 quilômetros de Paris (Foto: Jacques Demarthon/AFP)Funcionário do Museu Nacional de História Natural de Paris mostra nesta quinta-feira (14) meteorito de 5,2 quilogramas, um dos que caíram em 2011 em Draveil, no departamento de Essonne, a cerca de 80 quilômetros de Paris 
 
Os meteoritos começam a ser expostos ao público do museu nesta quinta (Foto: Jacques Demarthon/AFP) 
Os meteoritos começam a ser expostos ao público do museu nesta quinta

Planetas podem se formar em torno de estrelas diferentes

Uma pesquisa da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, mostra que pequenos planetas, como a Terra, podem ser formados em torno de estrelas com teores de elementos bastante diferentes. 
A ideia contradiz uma teoria anterior de que os planetas geralmente se formam somente em torno de estrelas com alto teor de elementos pesados. Publicada na revista “Nature”, a pesquisa sugere que pode haver mais planetas semelhantes à Terra espalhados pelo universo.
Isso porque entre a multidão de planetas já descobertos, é possível distinguir entre os gigantes gasosos como Júpiter e Saturno, e os menores planetas terrestres como a Terra e Marte.
"Eu queria investigar se os planetas só se formam em torno de certos tipos de estrelas, e se existe uma correlação entre o tamanho dos planetas e o tipo de estrela-mãe que está em órbita", explica Lars Buchhave, astrofísico do Instituto Niels Bohr e da Universidade de Copenhagen, um dos autores do estudo.
Buchhave desenvolveu um método para obter mais informações do espectro estelar. Ele e sua equipe analisaram a composição das estrelas de 226 exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) para chegar a essa conclusão.
"Até agora, nós constatamos que a maioria dos gigantes de gás estavam associados a estrelas com um elevado teor de elementos pesados. Para uma estrela ter um elevado teor de elementos pesados tem de ter passado por uma série de renascimentos.”, ele explica.
Mas, segundo Buchhave, a maioria dos planetas são pequenos, ou seja, correspondentes aos planetas sólidos em nosso sistema solar ou tem até quatro vezes o raio da Terra.
"O que nós descobrimos é que, ao contrário dos gigantes de gás, a ocorrência de planetas menores não é fortemente dependente de estrelas com um elevado teor de elementos pesados. Planetas que são até quatro vezes maiores do que a Terra podem se formar em torno de estrelas muito diferentes - também entre as que são mais pobres em elementos pesados.", disse Buchhave.
Essas observações significam que planetas como a Terra poderiam ser difundidos ao longo de nossa galáxia.

Sonda Cassini registra formação de lagoas na Lua de Saturno

A sonda espacial Cassini captou a formação de um lago rico em metano e de várias lagoas próximas ao equador de Titan, a maior lua de Saturno. A descoberta foi publicada na revista “Nature” nesta quarta-feira (13).
Pesquisas anteriores já haviam indicado a presença de lagos nas regiões polares de Titan. Mas, por muito tempo, se pensou que corpos líquidos não poderiam existir na parte central da Lua porque a energia do Sol naquelas latitudes faria os lagos de metano evaporarem.
“Essa descoberta foi completamente inesperada porque os lagos não são estáveis em latitudes tropicais”, disse a cientista Caitlin Griffith, professora de Ciência Planetária da Universidade do Arizona, que liderou a pesquisa.

Imagem cedida pela Nasa mostra Titan ao centro e os anéis de Saturno. (Foto: AP)Imagem cedida pela Nasa mostra Titan ao centro e os anéis de Saturno.
 
Ao medir a luz solar refletida na superfície e na atmosfera de Titan, a sonda Cassini detectou uma região escura que, ao ser analisada com mais profundidade, sugeriu ser a presença de um lago de hidrocarbonetos de 927 quilômetros quadrados – o dobro do Champlain, um lago de água doce que faz fronteira entre os estados de Nova York e Vermont, nos Estados Unidos. Perto desse lago, os cientistas indicaram a possível presença de mais quatro lagoas rasas semelhantes em tamanho e profundidade a pântanos existentes na Terra.
Titan é um dos poucos corpos no sistema solar com uma atmosfera densa, formada por uma camada de nitrogênio e metano. O gás metano na atmosfera é constantemente quebrado pela luz do sol e cai na superfície onde é transportado de volta para os polos, local onde se condensa para formar lagos.
Os cientistas, no entanto, não acham que é por esse processo que as lagoas aparecem. Em vez disso, sugerem que pode haver uma fonte subterrânea de metano em Titan que periodicamente se abre para a superfície para formar as lagoas.
“Titan pode ter um oásis”, disse Griffith.

Cientistas anunciam ter completado identificação do microbioma humano

Um grupo de cientistas anunciou nesta quarta-feira (13) a identificação do microbioma humano, ou seja, dos trilhões de bactérias e vírus que povoam as diferentes partes do corpo, e de seus genomas, e elaboraram o mapa com sua localização.
O Projeto do Microbioma Humano, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (em inglês NIH), anunciou os resultados da pesquisa em uma teleconferência simultânea à publicação de artigos nas revistas "Nature" e "PLoS", da Academia Americana de Ciências.
Do projeto, participaram quase 80 instituições de pesquisa que trabalharam durante cinco anos com um subsídio de US$ 153 milhões (R$ 316 milhões) do Fundo Comum do NIH.
O corpo humano adulto e saudável abriga dez vezes mais micróbios do que células humanas, e esse contingente inclui arqueobactérias, vírus, bactérias e micróbios eucarióticos, cujo genoma, combinado, é muito maior que o genoma humano.
Ao todo, uma pessoa saudável tem cerca de 10 mil espécies diferentes de microorganismos espalhadas pelo seu corpo.

 À esquerda, imagem de bactérias Staphylococcus epidermidis, em verde, feitas com microscópio eletrônico; à direita, a bactéria Enterococcus faecalis, que vive no aparelho digstino humano; os dois organismos são alguns dos estudados pelo projeto (Foto: AP) 
À esquerda, imagem de bactérias 'Staphylococcus epidermidis', em verde, feitas com microscópio eletrônico; à direita, a bactéria 'Enterococcus faecalis', que vive no aparelho digstino humano; os dois organismos são alguns dos estudados pelo projeto
 
'Como os exploradores do século 15 que descreviam os contornos de um continente recém-descoberto, os pesquisadores deste projeto empregaram uma nova estratégia tecnológica para definir integralmente, pela primeira vez, o panorama microbial normal do organismo humano', disse o diretor do NIH, Francis Collins.
Para definir o microbioma humano normal, o grupo estudou 242 voluntários saudáveis (129 homens e 113 mulheres), dos quais obtiveram tecidos de 15 lugares do corpo masculino e de 18 do corpo feminino. Foram tomadas até três mostras de cada voluntário em lugares tais como vagina, boca, nariz, pele e intestino.
Os artigos publicados proporcionam um panorama integral da diversidade dos micróbios em 18 lugares diferentes do corpo humano. Isso inclui genomas de referência de milhares de micróbios cultivados relacionados com o anfitrião, através de 3,5 terabases de sequências metagenômicas, conjuntos e reconstruções metabólicas, e um catálogos de mais de 5 milhões de genes de micróbios.
Os estudos incluem a descrição de mudanças na composição de várias comunidades microbiais em relação às condições específicas, por exemplo, o microbioma dos intestinos e a doença de Crohn, a colite ulcerosa e o adenocarcinona de esôfago.
Outro estudo se refere ao microbioma da pele e sua relação com a psoríase, a dermatite atópica e a imunodeficiência. Há também um artigo que se refere ao microbioma urogenital e sua vinculação com a história reprodutiva e sexual.
De acordo com a gerente do programa, Lita Proctor, os humanos não têm todas as enzimas necessárias para digerir a própria dieta. "Os micróbios em nosso corpo decompõem grande parte das proteínas, lipídios e carboidratos da dieta e os transformam em nutrientes que podemos absorver."
Além disso, Lita destacou que os micróbios produzem compostos beneficentes como as vitaminas e os antiinflamatórios que nosso próprio genoma não pode produzir.

Nasa lança telescópio que irá mapear buracos negros

A Nasa colocou em órbita o telescópio nuclear NuSTAR na tarde desta quarta-feira (13). A sonda vai detectar as emissões de raios X e mapear buracos negros com resolução jamais vista.
O NuSTAR (Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares) foi instalado no foguete Pegasus, que seguiu acoplado a um avião usado como trampolim para o projétil.
O foguete decolou a 11,9 mil metros de altura sobre as ilhas Marshall, no Oceano Pacífico equatorial, e se desprendeu do avião às 13h17 do horário de Brasília. 

Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa (Foto: Nasa)Imagem do telescópio NuSTAR fornecida pela Nasa 
 
O NuSTAR possui espelhos e detectores de raios X que, segundo os responsáveis pelo projeto, permitirá anos de descobertas astronômicas.
Durante dois anos, o NuSTAR, que permanecerá a 550 quilômetros da Terra, buscará buracos negros, rastros de supernovas e as partículas emitidas pelos maciços buracos negros que viajam em velocidades próximas à da luz.

Avião leva foguete que carrega telescópio NuSTAR. (Foto: Nasa)Avião leva o foguete Pegasus.

Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos

Quase 200 anos depois da batalha de Waterloo, na qual a França liderada por Napoleão foi derrotada pelos ingleses, arqueólogos belgas descobriram os restos quase intactos de um jovem soldado no local da batalha. Assista ao vídeo.
Junto com o esqueleto foram encontrados uma moeda, uma faixa de couro e um pedaço de madeira com as iniciais C. e B..
O esqueleto foi descoberto no território belga, em terras que estavam sob a posse de soldados britânicos na época da batalha e embaixo de quase 40 centímetros de terra, o que sugere que os outros soldados tentaram sepultar o jovem.
Mais de 12 mil soldados britânicos morreram em Waterloo, em junho de 1815.
Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos (Foto: BBC)Arqueólogos acham em Waterloo restos de soldado morto há 200 anos

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Começa a Rio+20 no Riocentro


A Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começou na manhã desta quarta-feira (13), ,com uma sessão solene de abertura no Riocentro.
Antes mesmo do início "oficial", no entanto, o bloco da União Europeia já fazia reuniões internas de negociação.
O encontro, que ocorre 20 anos depois da Rio 92, deve reunir mais de 130 chefes de Estado em sua fase final, para debater propostas sobre como aliar o desenvolvimento econômico à proteção ao meio ambiente e à inclusão social.
Desta quarta (13) até a sexta (15) ocorrem as últimas negociações sobre o documento que será levado aos chefes de governo. Trata-se da é a “Reunião do Comitê Preparatório da Rio+20”. Entre os dias 16 e 19, o governo brasileiro organiza mesas de debate sobre temas ligados à sustentabilidade com especialistas na área, nos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”. A fase final, chamada de “Segmento de Alto Nível”, com presidentes e líderes de governos, vai de 20 a 22 de junho.
As negociações nesta primeira fase ocorrem dentro de "blocos". O Brasil faz parte do "Bloco dos 77 + China", que reúne os países considerados "em desenvolvimento".
Soldados fazem policiamento no Riocentro, sede da Rio+20. (Foto: Reuters)Soldados cuidam da segurança no Riocentro, sede da Rio+20, na terça (12). 

Mais cedo, em entrevista ao Bom Dia Brasil, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil, afirmou que a Rio+20 "vai definir metas para o mundo inteiro."
"Um dos principais resultados que nós já podemos prever será a adoção pela Rio+20, pelos chefes de Estado, de objetivos de desenvolvimento sustentável", disse. "Haverá uma coisa concreta, que será refinada por um processo de negociação imediatamente depois da Rio+20. Nós temos que definir metas para o mundo inteiro, não só para os países pobres, mas para os países ricos também, para que todos caminhemos no sentido da sustentabilidade."
O embaixador minimizou as ausências de Barack Obama (EUA), David Cameron (Grã-Bretanha) e Angela Merkel (Alemanha). "É impressionante o número de chefes de Estado que já confirmaram a sua vinda. Nós vamos ter mais chefes de Estado e de governo que tivemos na Rio 92. É natural que alguns chefes de Estado não possam vir por razões diferentes, mas seus países terão sempre uma voz muito ativa, porque eles serão representados também em bastante alto nível."


Documento final
O texto final deve apresentar propostas para que os países sejam capazes de desenvolver sua economia sem impactar o meio ambiente e erradicando a pobreza extrema – os pilares da chamada “economia verde”.


Organizações não-governamentais e demais representantes da sociedade civil criticam a falta de acordo entre as nações e o próprio documento, designando-o como “fraco” e “sem metas obrigatórias”.
A falta de obrigações do documento para os países foi criticada por especialistas ouvidos pelo G1, já que a ausência de metas pode ter afastado importantes líderes como David Cameron, do Reino Unido; Angela Merkel, da Alemanha; e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Para o secretário da Rio+20, tais ausências não enfraquecerão o encontro.



Eventos paralelos
Fora do Riocentro, outros eventos e mesas de debates acontecem em diversos locais do Rio de Janeiro. O maior deles é a Cúpula dos Povos, organizada por entidades da sociedade civil críticas à agenda oficial da Rio+20.
Humanidade 2012 tem instalações, seminários e oficinas (Foto: Marcos de Paula / Agência Estado/ AE)Humanidade 2012 tem instalações, seminários e oficinas

No Forte de Copacabana, a Exposição Humanidade 2012 traz uma mostra gratuita e aberta ao público da diretora e cenógrafa Bia Lessa sobre os temas da Rio+20. O mesmo local recebe mesas de debate e, nos próximos dias, encontros de prefeitos e de empresários.
No hotel Windsor Barra, entre os dias 15 e 19, homens de negócios de todo o mundo se reúnem no "Forum sobre Sustentabilidade Global" para debater maneiras de impulsionar empresas levando em conta os quesitos de proteção ambiental.
Veja o mapa dos eventos da Rio+20 (Foto: Arte G1)


Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble


A construção do maior telescópio ótico do mundo foi aprovada pelos países membros do European Southern Observatory (ESO).
O European Extremely Large Telescope (E-ELT) terá um espelho primário equivalente a um campo de futebol e será construído no topo de uma montanha no Chile.
O equipamento vai produzir imagens 15 vezes maiores mais detalhadas do que as atuais.
A expectativa é de que novas imagens estejam disponíveis em dez anos.
Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble (Foto: BBC)Telescópio gigante mostrará fotos 15 vezes maiores do que as do Hubble 

Nova espécie de micróbio se espalha pela ação de turistas, diz estudo

A descoberta de uma nova espécie de micróbio, identificado em três regiões do planeta, sugere que as migrações humanas têm mais influência na dispersão de microorganismos do que se imaginava. A pesquisa, divulgada no Jornal Internacional de Microbiologia Sistemática e Evolucionária, foi realizada por um grupo de universidades, entre as quais uma instituição brasileira.
Cientistas da Universidade Western, no Canadá, da Universidade Católica do Equador e da Universidade Federal de Minas Gerais isolaram a cepa de uma levedura da espécie Saccharomycopsis fodiens. O microorganismo foi extraído do néctar de flores no leste da Austrália, na Costa Rica e nas ilhas Galápagos.
As leveduras constituem um grupo de microorganismos unicelulares que são encontrados no solo, em flores, frutos e no trato intestinal de animais, entre outros locais.


Imagem microscópica da levedura da espécie Saccharomycopsis fodiens. (Foto: B. Schlag-Edler)Imagem microscópica da levedura da espécie 'Saccharomycopsis fodiens'. 

Segundo os autores, a descoberta da espécie em locais tão distantes geograficamente fornece pistas sobre como os micróbios se espalham pelo mundo.
“Os locais de coleta de S. fodiens são compatíveis com a hipótese de que o antigo povo polinésio migrou para o sul de Taiwan, depois para o leste, através do Pacífico, e foi para a América do Sul levando pés de batata-doce cujas flores transportaram insetos e leveduras semelhantes”, explicou o professor Marc-André Lachance, autor da pesquisa e professor da universidade canadense.
Segundo Lachance, é “bastante plausível” que as migrações humanas, juntamente com o deslocamento de plantas domesticadas ou de animais, possam explicar a rápida dispersão de muitos microorganismos.

Vídeo feito por sonda da Nasa revela detalhes da superfície do asteroide Vesta


Um novo vídeo produzido por uma nave espacial da NASA mostra o asteroide Vesta, o segundo maior do cinturão de asteroides, em cores deslumbrantemente brilhantes.
É possível ver a massa rochosa girando ao redor dela mesma com tons roxos e verdes, tendo como trilha sonora uma música eletrônica. “O efeito foi criado com imagens de alta resolução, feitas pelo satélite Aurora, da NASA, sobre um modelo 3D de Vesta”, explica um funcionário em comunicado oficial.
As cores do filme foram escolhidas para destacar as diferenças na composição da superfície do planeta, que são bastante sutis para que o olho humano possa perceber”, explicam agentes da NASA no início do vídeo.
O verde mostra a abundância de ferro em Vesta, enquanto os tons de laranja revelam os detritos lançados a partir de algumas das crateras. No entanto, os pesquisadores ainda estão tentando determinar o que algumas cores significam.
E como o sol dirige-se para o polo norte do asteroide, a equipe da Nasa ainda espera preencher as áreas que estavam na sombra quando as imagens foram produzidas, entre setembro e outubro do ano passado.


 
A sonda Aurora está programada para deixar o planeta em agosto, quando vai partir para o maior objeto do cinturão de asteroides, o planeta anão Ceres. Ela deve chegar lá em fevereiro de 2015.
Um vídeo anterior da NASA, lançado em maio, revelou que Vesta é um “bloco de construção” de um planeta, com um núcleo de ferro, como a Terra, tendo se formado de maneira semelhante ao nosso planeta e à nossa própria lua.
O vídeo foi criado a partir da coleta de imagens construídas, uma vez que a sonda Aurora entrou em órbita em julho de 2011, incluindo as primeiras imagens de dentro das crateras misteriosas, feitas pelo telescópio espacial Hubble.
Os cientistas agora enxergam Vesta como um bloco planetário em camadas, com um núcleo de ferro – o único a sobreviver aos primeiros dias do sistema solar.
A complexidade geológica do asteroide pode ser atribuída a um processo que o separou em núcleo, manto e crosta de ferro, com um raio de aproximadamente 109 quilômetros, há cerca de 4.560 milhões de anos. A lua e os planetas foram formados de maneira semelhante.
A sonda Aurora observou um padrão de minerais expostos em cortes profundos, causados por impactos de rochas espaciais, que podem suportar a ideia de que o asteroide já teve um oceano de magma abaixo da superfície.
Um oceano de magma ocorre quando um corpo sofre fusão quase completa, levando a blocos de construção em camadas, que podem formar planetas.
Os dados também confirmam que meteoritos distintos encontrados na Terra são originários de Vesta. As amostras de piroxênio, um mineral de ferro rico em magnésio, encontradas nos meteoritos coincidem com rochas achadas na superfície de Vesta. Esses objetos representam cerca de 6% de todos os meteoritos que caíram na Terra.
Isso faz com que o asteroide se torne uma das maiores fontes individuais de meteoritos do nosso planeta. Essa foi a primeira vez que uma nave espacial visita a fonte de amostras depois de terem sido identificadas na Terra.
 
Os cientistas sabem agora que a topografia de Vesta é bastante íngreme e variada. Algumas crateras formam encostas muito íngremes e têm lados quase verticais, com deslizamentos de terras mais frequentes do que o esperado.
Outro resultado inesperado foi que o pico central do asteroide, numa bacia no hemisfério sul, é muito maior e mais amplo em relação ao tamanho da cratera que os picos centrais das crateras em corpos celestes como a nossa lua. Vesta também tem semelhanças com outros corpos de baixa gravidade, como as pequenas luas geladas de Saturno. 
Sua superfície tem manchas claras e escuras que não correspondem aos padrões previsíveis aos da lua da Terra. “Nós sabemos muito sobre a lua e estamos apenas chegando a Vesta”, diz Vishnu Reddy, um membro da equipe de enquadramento da câmera do Max Planck Institute for Solar System Research, da Alemanha. “Comparando os dois, temos duas histórias de como esses gêmeos fraternos evoluíram no sistema solar”.
A Aurora também revelou detalhes de colisões que golpearam Vesta ao longo de sua história. Cientistas agora podem datar os dois impactos gigantes que martelaram o hemisfério sul do planeta. Eles criaram a Bacia Veneneia há cerca de dois bilhões de anos e a Bacia do Rheasilvia há cerca de um bilhão de anos. Rheasilvia é a maior bacia de impacto de Vesta.
As grandes bacias de impacto na Lua são bastante antigas”, diz David O'Brien, um cientista do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson, Arizona. “O fato de o maior impacto sobre Vesta ser tão jovem é surpreendente”.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Outro esqueleto de 'vampiro' é descoberto na Bulgária


O esqueleto pertence a um homem de cerca de 30 anos e, apesar de ainda  não ter sido datado, deve possuir vários séculos. Foto: AFPO esqueleto pertence a um homem de cerca de 30 anos e, apesar de ainda não ter sido datado, deve possuir vários séculos
Um arqueólogo encontrou nesta terça-feira um novo esqueleto com centenas de anos e que foi submetido a um ritual para impedir que se transformasse num vampiro, informou Nikolay Ovcharov, na Bulgária. "O esqueleto estava preso ao solo pelas pernas e o tórax. Como medida de precaução, o túmulo também foi recoberto por carvão queimado", explicou o arqueólogo.
O esqueleto, de um homem de cerca de 30 anos, ainda não foi datado, mas possui vários séculos, segundo Ovcharov, que o descobriu quando explorava a necrópole de um pequeno mosteiro da cidade de Veliko Tarnovo, no centro do país.
"Este homem não era um vampiro, mas foi submetido a um ritual pagão guiado pela superstição para impedir que virasse vampiro depois de sua morte", explicou. Há alguns anos, o arqueólogo descobriu neste mesmo sítio outro esqueleto com as mãos amarradas e submetido a um ritual parecido. Recentemente foram encontrados outros dois esqueletos do mesmo tipo em Sozopol, perto do Mar Negro. As histórias de vampiros e as superstições associadas a eles são muito comuns na região dos Bálcãs

Cientistas descobrem que menor lua de Júpiter tem 2 km de diâmetro


Com a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor. Foto: Nasa/JPL/University of Arizona/DivulgaçãoCom a descoberta de duas novas luas, o planeta passou a ter 67 satélites orbitando a seu redor
Cientistas confirmaram que uma das duas novas luas recentemente descobertas orbitando Júpiter é a menor já encontrada. A pequena lua, chamada de S/2010 J2, tem somente 2 km de diâmetro. Para se ter uma ideia, a lua terrestre tem mais de 3,4 mil km. As informações são do site do Huffington Post.
A S/2010 J2 foi vista pela primeira vez em 2010 junto à outra lua, a S/2010 J1, que tem menos de 3 km de diâmetro. Anunciados recentemente, os satélites elevaram o número de luas orbitando Júpiter para 67.
A maior lua de Júpiter é Ganymede, com diâmetro de 5.262 km. Muitos satélites do planeta têm sua própria órbita, incluindo o Europa, que possui núcleo de ferro, superfície de gelo e atmosfera feita principalmente de oxigênio.
Desde a descoberta, os cientistas da Universidade da Columbia Britânica passaram meses rastreando e mapeando o caminho das luas, para confirmar se elas eram, realmente, o que aparentavam.
Estimar o tamanho de objetos tão pequenos a uma distância tão grande é complicado, então os pesquisadores tiveram que basear-se no brilho dos satélites. Os astrônomos por trás da descoberta afirmam que podem existir dezenas de pequenas luas similares orbitando Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar.
"Na verdade, nós havíamos relatado medições da primeira lua em fevereiro de 2003 para o Centro de Planetas Menores. Mas são necessários muitos meses de observações para provar que o objeto está em órbita de júpiter, e a lua estava muito fraca para dar uma pista concreta em 2003", afirmou Brett Gladman, pesquisador da Universidade da Columbia britânica

ESO aprova construção do maior telescópio do mundo no Chile


Impressão artística do E-ELT. O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal. Foto: ESO/DivulgaçãoImpressão artística do E-ELT. O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal


O conselho diretor do Observatório Europeu do Sul (ESO) aprovou na noite de segunda-feira a construção do maior telescópio óptico do mundo, que ficará em Cerro Armazones, norte do Chile.
Dois terços do conselho diretor do ESO aprovaram de forma plena ou provisória o European Extremely Large Telescope (E-ELT) - Telescópio Europeu Extremamente Grande, - abrindo o caminho para o início do projeto.
O projeto, avaliado em 1,083 bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares), consiste em construir um telescópio com um gigantesco espelho que atrai a luz de 39,3 metros, muito acima do tamanho dos maiores telescópios ópticos atuais.
O telescópio será construído em Cerro Armazones, perto do Observatório Paranal do ESO, onde a grande altitude e a extrema aridez permitem uma excelente visibilidade do céu.

Rio+20 tenta por de volta a salvação do planeta na agenda mundial


A cúpula das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20), que será realizada de 20 a 22 de junho no Rio de Janeiro (os eventos paralelos começam dia 13), tentará reativar os debates e propor soluções diante da acelerada degradação do planeta, 20 anos depois da Cúpula da Terra, que fez soar o alerta.
O presidente francês, François Hollande - um dos poucos chefes de Estado de potências ocidentais que confirmou sua presença -, advertiu, no entanto, para o risco de "fracasso", pedindo uma conscientização para que a questão ecológica volte a ser colocada na agenda, depois de ter ficado relegada a segundo plano pela crise econômico-financeira mundial.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apresentará um relatório com constatações contundentes: aumento de emissões de gases causadores de efeito estufa, acúmulo de resíduos, diminuição rápida das reservas pesqueiras, ameaças à biodiversidade e falta de água potável para milhões de pessoas.
Cento e trinta chefes de Estado e de governo estarão no Rio, assim como dezenas de milhares de membros de ONGs, industriais, militantes e representantes de povos indígenas. Esta será a quarta cúpula de desenvolvimento sustentável da história, depois das de Estocolmo em 1972, do Rio de Janeiro em 1992 e de Johannesburgo em 2002.
Os debates se concentrarão na "economia verde" - energias renováveis, separação de resíduos, construções produtoras de energia -, no reforço de instâncias mundiais de decisão e no eventual estabelecimento de "metas de desenvolvimento sustentável" mensuráveis e ambiciosas. "Um verdadeiro programa de resgate mundial", resumiu o encarregado de uma ONG.
"Não há espaço para dúvida" nem para "a paralisia da indecisão", disse Achim Steiner, diretor-geral do Pnuma. Mas a desconfiança impera. Nas negociações informais sobre o acordo que os participantes deverão assinar em 22 de junho, cada país e cada grupo de interesse defendeu suas posições com veemência.
Ao encerrar a última rodada, em 2 de junho, os delegados só tinham alcançado acordos sobre 70 dos 329 pontos de discussão (21% do total). E a maioria versava sobre generalidades certamente consensuais. As divergências continuaram vivas, no entanto, sobre assuntos essenciais, como mudanças climáticas, oceanos, alimentação e agricultura, assim como na definição de metas, transferências de tecnologia e economia verde.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na semana passada que os governos mostrassem mais flexibilidade, ao indicar que os problemas do futuro do planeta "devem se antepor aos interesses nacionais ou aos interesses de grupos".
Para o diretor-geral da ONG de defesa do meio ambiente WWF, Jim Leape, "há dois cenários possíveis: um acordo tão limitado que careceria de sentido ou um fracasso total".
Muitos participantes lembram com nostalgia do entusiasmo gerado pela Cúpula da Terra de duas décadas atrás e que hoje parece difícil ressuscitar. "O mundo agora está centrado na crise econômica, na crise financeira, está preocupado com alguns conflitos, (como) o da Síria", afirmou o presidente francês na semana passada, na abertura de um fórum em Paris sobre meio ambiente.
Uma nova rodada de negociações será celebrada no Rio, mas as dificuldades são tantas que poderia prolongar-se até a inauguração da cúpula. Entre 13 e 22 de junho, será realizada a Cúpula dos Povos, que espera reunir cerca de 20 mil participantes por dia no parque do Flamengo (zona sul), com a expectativa de conseguir com que a Rio+20 seja algo mais do que "um mero fantasma do passado".
"Vemos a Rio+20 sem esperanças, sem uma vontade política de mudar as coisas por parte dos países (participantes)", disse Bazileu Alves Margarido, da ONG Instituto Democracia e Desenvolvimento Sustentável.

Fiocruz desenvolve vacina da esquistossomose inédita no mundo

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Rio de Janeiro, desenvolveu e patenteou a primeira vacina para esquistossomose do mundo. A vacina mostrou ser segura e capaz de imunizar humanos contra a doença. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12), na sede do IOC em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O instituto não deu informações de quando a dose estará disponível no mercado brasileiro.

A esquistossomose afeta 200 milhões de pessoas no mundo e se alastra principalmente nos países mais pobres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A esquistossomose é causada por um platelminto, animal invertebrado, conhecido como Schistosoma. Na América Latina e na África, a espécie Schistosoma mansoni responde pelas infecções. Sintomas como anemia, febre e diarreia são os mais comuns à doença.
A vacina mostrou ser eficaz também para imunizar contra a fasciolose (verminose que afeta o gado) e poderá ser usada no futuro para evitar a contaminação por outros tipos de verminoses.
Assim como em outras vacinas, a dose nacional foi produzida a partir de um antígeno – substância que estimula a produção de anticorpos – para preparar o sistema imunológico do ser humano à infecção pelo parasita. Com isso, evita-se que o parasita se instale no organismo ou que lhe cause danos.


Como foi feita a vacina
Para a confecção da vacina, os pesquisadores utilizaram a proteína Sm14, obtida do Schistosoma mansoni. A proteína-base da vacina, isolada no IOC ainda na década de 1990, foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos seis antígenos mais promissores no combate à doença.

O projeto, que acaba de finalizar os testes em humanos, obteve resultados que garantem que a vacina seja segura para uso humano e capaz de produzir proteção para a doença.
O teste em voluntários teve início em maio de 2011, logo após a aprovação do protocolo clínico de pesquisa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi conduzido pela equipe do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz).

'Partícula de Deus' está próxima de ser descoberta, dizem físicos


Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça  (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas
Nucleares), em Genebra, na Suíça
Físicos que investigam a composição do universo anunciaram nesta terça-feira (12) que estão se aproximando do bóson de Higgs, misteriosa partícula que supostamente foi decisiva para transformar os detritos do Big Bang em estrelas, planetas e, finalmente, vida.
Os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) estão usando o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo, para tentar provar que o misterioso bóson de fato existe.
Vasculhando enormes volumes de dados, os físicos do Cern estão confiantes de estarem chegando mais perto do seu objetivo, segundo cientistas de fora do centro, mas com vínculos a duas equipes que trabalham na instalação suíça.
"Eles estão bem animados", disse um desses cientistas à Reuters, pedindo anonimato.

Fortes sinais do bóson estão sendo vistos no mesmo intervalo energético onde se achou no ano passado que a partícula tivesse sido detectada, acrescentaram os cientistas. A partícula é tão efêmera que só pode ser detectada pelos traços que deixa.
O Grande Colisor de Hádrons, estrutura subterrânea sob a fronteira franco-suíça, replica as condições do Big Bang, explosão primordial que teria dado origem ao universo.
O bóson deve seu nome ao britânico Peter Higgs, que fez em 1964 a primeira descrição detalhada dessa que seria a última peça faltante no chamado Modelo Padrão do funcionamento do universo.
Sua descoberta formal, quando referendada pela comunidade científica, quase certamente garantiria o Nobel a Higgs, que tem 83 anos e está aposentado. Pelo menos um físico europeu e um norte-americano também devem ser reconhecidos pelo Nobel.
Há expectativa de que um anúncio sobre a descoberta possa ser feito numa importante conferência em meados de julho na Austrália.
Isso depende, no entanto, de uma análise minuciosa de mais de 300 trilhões de colisões de prótons no LHC desde o começo do ano, e o Cern não confirmou se está mesmo perto de encerrar sua busca pelo bóson.
Pelo modelo teórico, o bóson de Higgs e o campo energético a ele associado foram responsáveis por conferir massa à matéria depois do Big Bang, 13,7 bilhões de anos atrás.