quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nasa divulga fotos coloridas e em alta resolução feitas por robô em Marte

A agência espacial americana (Nasa) divulgou na tarde desta quinta-feira (9) imagens coloridas e em alta resolução de Marte, feitas pelo robô Curiosity, que está no planeta vermelho desde segunda-feira (6). Anteriormente, já haviam sido liberadas fotos em 360º, mas em preto e branco e baixa definição.

O novo panorama foi montado a partir de 130 imagens quase tão pequenas como uma foto 3x4 (144 por 144 pixels), captadas no fim da tarde de quarta-feira por uma câmera de navegação (Navcam) de apenas 34 mm, localizada no mastro do veículo.
Abaixo, você vê a foto em cores e alta resolução, nas imediações da Cratera Gale, ao sul do equador marciano, onde o jipe pousou para procurar componentes orgânicos favoráveis à vida.
A imagem revela tons de marrom avermelhado ao redor das dunas, o que pode ser um indício de diferentes texturas ou materiais.

Marte colorido alta resolução (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)Montagem de fotos colorida e em alta resolução é divulgada pela Nasa

As manchas acinzentadas que aparecem no chão podem ser efeito dos motores usados pelo módulo de descida do robô. A imagem foi clareada – assim como as demais – porque Marte recebe apenas metade da luz da Terra, proveniente do Sol.

Marte colorida (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)Rastros de cor cinza foram deixados pelo foguete durante pouso, na segunda 

A imagem acima é um recorte do panorama feito pelo Curiosity e mostra com mais detalhes os rastros deixados pelos motores do foguete na hora da chegada.
A missão do jipe se destinará ao Monte Sharp, que pode ser avistado a distância, à esquerda.
Abaixo, aparece uma nova imagem em preto e branco publicada pela Nasa, que mostra alguns detalhes do Curiosity e de Marte ao fundo.

Curiosity PB (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Curiosity é flagrado em atividade, em foto preto e branco, por uma de suas câmeras 

Robô Curiosity capta a primeira imagem panorâmica de Marte


Após fazer fotos coloridas e até em 3D, o robô Curiosity registrou uma imagem panorâmica de Marte e também um "autorretrato" seu, em preto e branco.
O jipe pousou no planeta vermelho na segunda-feira (6) e deve ficar por lá pelo menos dois anos, em busca de evidências favoráveis à vida.
As câmeras de navegação do veículo, chamadas Navcams e localizadas no mastro, captaram uma imagem em 360° (abaixo) – com uma "colagem" de frames em baixa resolução e dois em alta, no centro – das redondezas da Cratera Gale, que tem o tamanho dos estados americanos de Connecticut e Rhode Island juntos e foi onde o Curiosity aterrissou, ao sul do equador marciano.
Observações feitas em órbita identificaram argila e sulfato dentro desse buraco gigante, o que aponta para um passado com presença de água.

Curiosity panorama Marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Junção de várias imagens feitas pelo Curiosity forma panorama de 360° de Marte 

O autorretrato visto de cima, na foto abaixo, também está em baixa definição. Algumas das 17 câmeras do Curiosity são coloridas e, em breve, vão enviar informações à Terra.

Curiosity autorretrato (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Câmera de navegação no mastro do Curiosity fez 'autorretrato' em baixa resolução 

Já outras duas imagens do terreno marciano estão em alta resolução, com detalhes do solo árido e das montanhas que cercam o planeta – paisagem parecida com o deserto de Mojave, na Califórnia. Ao fundo da foto abaixo, está uma cadeia de montanhas.

Curiosity alta (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem definida mostra o solo de Marte, parecido com deserto de Mojave, nos EUA 

Neste outro registro, aparece a sombra do Curiosity no chão. Ambos revelam uma base rochosa, com bastante erosão e pequenas pedras formando uma camada de "pavimento".

Curiosity sombra (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Sombra do Curiosity surge no chão nesta foto em alta resolução tirada pelo robô 

Ao todo, o Curiosity leva consigo dez instrumentos científicos, com uma carga 15 vezes maior que os veículos Spirit e Opportunity, que estão em Marte desde 2004 – o primeiro foi desativado em 2010 e o segundo se concentra em procurar água.

Um dos instrumentos do novo jipe-robô funciona a laser e serve para analisar, a distância, a composição química das rochas. Além disso, uma broca e uma colher no braço dele vão ajudá-lo a recolher amostras, peneirá-las e avaliá-las no laboratório em seu interior.
Por conter todo esse kit científico, o Curiosity é duas vezes mais comprido e cinco vezes mais pesado que seus antecessores.

Primeiro homem na Lua passa por cirurgia de emergência no coração


O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, em 1969. (Foto: Nasa)
O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong,
em 1969. 

Cientistas descobrem fósseis de nova espécie de hominídeo na África


Três fósseis encontrados no Quênia, no leste da África, fornecem evidências de uma nova espécie de hominídeo do gênero Homo, grupo ancestral do homem moderno.
Pela idade dos ossos, os indivíduos viveram na região entre 1,7 e, 1,9 milhão de anos atrás, início do período geológico chamado Pleistoceno, da era Cenozoica.
Os resultados do estudo estão descritos na edição desta semana da revista científica "Nature", e abrem novas possibilidades sobre a evolução humana após a cisão dos primatas.

Crânio hominídeo Nature (Foto: Fred Spoor/Nature )Crânio foi combinado com a mandíbula KNM-ER 60000, de hominídeos diferentes. A mandíbula foi 'encaixada' em reconstrução fotográfica e o crânio está baseado numa tomografia 

'Moeda da sorte' fixada no Curiosity vai ajudar testes da Nasa em Marte



O jipe-robô Curiosity, que está em Marte desde segunda-feira (6) e vai passar pelo menos dois anos no planeta vermelho em busca de indícios favoráveis à vida, levou consigo uma "moedinha da sorte", que ajudará a agência espacial americana (Nasa) a fazer testes em uma das câmeras do veículo.
A moeda de 1 centavo de dólar é de 1909 e estampa o ex-presidente americano Abraham Lincoln, cujo centenário de nascimento foi comemorado no ano da cunhagem, em uma edição especial feita pelo escultor e especialista em metais Victor David Brenner.


Moedinha da sorte Nasa Marte Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech)'Moedinha da sorte' do Curiosity permitirá fazer uma escala do que for registrado 

'Jeitinho brasileiro me ajudou', diz executivo de missão da Nasa



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O maior mapa já criado em 3D sobre o Universo pode ajudar na compreensão da matéria escura


Cientistas registraram “grito” de uma estrela após ser devorada por um buraco negro adormecido



Cientistas descobriram uma estrela que ‘morreu’, sendo sugada por buraco negro adormecido.

Mistério do Universo foi resolvido através de “estrelas impossíveis” com massa 300x a do Sol




Os cientistas chegaram a uma teoria que poderia resolver um mistério sobre a massa das estrelas.

Câmeras do robô Curiosity captam imagens em 3D de Marte


Duas das 17 câmeras do robô Curiosity registraram imagens em 3D de Marte, vistas das partes frontal e traseira do jipe, que está no planeta vermelho desde segunda-feira (6). A missão de pelo menos dois anos vai coletar e analisar rochas e materiais do solo em busca de elementos-chave para a vida.
À frente do veículo, aparece uma pequena porção do Monte Sharp, um pico de 5,5 km de altura.

Frente Curiosity 3D marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem em 3D revela a frente do robô e parte do Monte Sharp, de 5,5 km de altura

Atrás dele, dá para ver uma das rodas no canto inferior direito. O ponto brilhante é a luz do Sol.
Trás Curiosity 3d marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Traseira do Curiosity mostra uma das rodas no canto inferior direito e a luz do Sol 

Os controladores da missão, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial americana (Nasa), têm feito testes para verificar o funcionamento de todos os sistemas e das câmeras do robô. Essas duas em 3D se chamam Hazard-Avoidance ("fuga do perigo", em inglês).
Como o Curiosity faz registros em ultra grande-angular, o resultado é depois "endireitado" pelos técnicos, para corrigir distorções.

O robô é capaz de captar fotos coloridas por meio da câmera Mars Descent Imager (Mardi), que fica no chassi do veículo e registra tudo em uma resolução de 1.600 x 1.200 pixels, com cinco frames por segundo.
Até agora, estão disponíveis apenas imagens em baixa resolução, mas ao longo dos próximos meses devem chegar outras bem definidas.
Na terça-feira (7), foi divulgado o primeiro vídeo com frames coloridos do pouso do Curiosity, que desceu na altura da Cratera Gale – do tamanho dos estados americanos Connecticut e Rhode Island juntos –, ao sul do equador marciano.
A cobertura de uma das principais lentes do veículo havia sido atingida por poeira, mas o problema já foi resolvido e as fotos estão mais claras.
A Nasa também liberou uma imagem mostrando onde aterrissou cada uma das partes enviadas a Marte: o Curiosity, o escudo térmico, a base da cápsula, o paraquedas e o guindaste usados no pouso.

Curiosity pouso (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem aponta onde cada parte do material usado no pouso do jipe caiu em Marte 

A imagem abaixo indica no ponto verde onde os cientistas estimam que o Curiosity esteja.
Local pouso Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Local estimado de aterrissagem do veículo é destacado com um ponto verde-limão

Para ver mais fotos de Marte divulgadas pela agência espacial americana, clique aqui. Quem quiser acompanhar as aventuras do jipe-robô pelo planeta vermelho, há o site da missão e também o da Nasa. Nas redes sociais, os responsáveis pelo projeto também têm feito atualizações no Facebook e no Twitter.

estatico curiosity (Foto: Arte/G1)

Cientista da Nasa relaciona verões extremos a aquecimento global


Lançamento de foguete russo falha no Cazaquistão


Dois satélites que forneceriam serviços de telecomunicações para Indonésia e Rússia foram destruídos após uma falha no lançamento do foguete russo que os colocaria em órbita, num acidente que gera novas dúvidas sobre uma indústria espacial que já foi pioneira.
A agência espacial russa afirmou que uma falha na última etapa do lançamento em seu foguete Proton levou à perda dos satélites Telkom-3 (indonésio) e Express MD2 (russo).

O foguete havia decolado na noite de segunda-feira (hora local) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O prejuízo com a destruição dos satélites, segundo estimativa de uma fonte do setor espacial à agência Interfax, é de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
A Rússia, que realiza 40 por cento dos lançamentos espaciais do mundo, luta atualmente para restaurar a confiança nesse setor, após uma série de tropeços no último ano, inclusive o fracasso em uma missão que deveria trazer amostras da lua marciana Fobos, e a perda de um satélite de comunicações de US$ 265 milhões.
Em nota, a agência espacial Roskosmos disse que o propulsor Briz-M disparou seus motores no momento previsto, mas que eles queimaram durante apenas 7 dos 18 minutos e 5 segundos que seriam necessários para colocar os satélites em órbita.
"As chances de que os satélites se separem do propulsor e atinjam a órbita designada são praticamente inexistentes", disse uma fonte do setor à agência estatal de notícias RIA.
Os lançamentos de foguetes Proton devem ser suspensos até que seja concluída uma análise do acidente, segundo a fonte setorial.

Morre o astrônomo britânico Bernard Lovell


O físico e radioastrônomo britânico Bernard Lovell, que construiu nos anos 1950 o maior radiotelescópio do mundo na época, faleceu na segunda-feira aos 98 anos, anunciou esta terça-feira a universidade de Manchester.
Bernard Lovell era profesor emérito da universidade. Ele fundou e foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, noroeste da Inglaterra. O local abriga o telescópio Lovell, de 76 metros de altura, que ele inventou.
"Seu legado é considerável", destacou a universidade de Manchester em um comunicado.
Quando foi concluído, em 1957, o telescópio era o maior do mundo. Conseguiu avistar o foguete russo que pôs em órbita o Sputnik 1, primeiro satélite artificial da Terra.
O telescópio, que continua em uso, teve papel chave na busca dos pulsares, elementos astrofísicos que produzem sinais periódicos.
Além de sua contribuição para a física e a astronomia, Bernard Lovell foi condecorado com a ordem do Império Britânico por ter concebido um radar durante a Segunda Guerra Mundial.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão

Sombra do jipe-robô Curiosity, na superfície de Marte. (Foto: Nasa / Brian van der Brug / AFP Photo)Sombra do Curiosity aparece na superfície de Marte nesta segunda (6)


O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.
A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.

Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)Primeira imagem feita pelo Curiosity mostra a roda do jipe sobre Marte

A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.
"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.

Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. (Foto: Reprodução / Nasa)Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. 

Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.
O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.
A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".

estatico curiosity (Foto: Arte/G1)
Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock.


Na época do lançamento do jipe, o G1 preparou o vídeo que você vê ao lado, detalhando todo o processo de pouso.
O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.
JPL Nasa  (Foto: Robyn Beck/AFP)Gerente da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Pete Theisinger comemora o sucesso do pouso do Curiosity em frente à primeira imagem do robô tirada na superfície de Marte 

Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.
O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.
O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.

Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.
A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.
Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.






Pousou!

Acaba de pousar na cratera de Gale o Jipe Robô Curiosity. A missão foi bem sucedida! Todos comemoraram, foi uma felicidade. 


    A primeira imagem do Curiosity.


Esta é a segunda imagem do curiosity, observe a sombra do Jipe em solo marciano;

Novo jipe da Nasa chega a Marte na madrugada desta segunda


info marte (Foto: Arte/G1)

Nas primeiras horas desta segunda-feira (6), deve tocar o solo marciano a maior máquina que o ser humano já criou para a exploração de outros planetas. O jipe Curiosity tem o pouso previsto para as 2h31 da manhã (horário de Brasília), em um local conhecido como Cratera Gale.
A agência espacial americana (Nasa) investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no veículo, que vai analisar o solo em busca de informações sobre vida. O objetivo é determinar se, em algum momento, o planeta já reuniu as condições necessárias para habitação.


O pouso
A viagem da Terra até Marte durou mais de oito meses – o veículo foi lançado em 26 de novembro de 2011. Na época do lançamento, o G1 preparou o vídeo que você vê abaixo, detalhando o processo de pouso.





A aterrissagem está sendo chamada pela própria Nasa de "7 minutos de terror". Sete minutos é o tempo que o veículo levará entre a entrada na atmosfera marciana e a chegada ao solo.
A atmosfera de Marte é bem mais fina que a da Terra, por isso é bem mais difícil frear uma nave lá do que aqui. A entrada na atmosfera acontecerá a uma velocidade de 20 mil km/h.
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.
Curiosity (Foto: JPL-Caltech / Nasa)Concepção artística mostra Curiosity se preparando para recolher rocha de Marte 

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.
Se qualquer parte do plano der errado, o Curiosity se esborrachará no chão e a missão termina imediatamente. A Nasa só vai saber se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal leva para chegar à Terra.
O sinal, aliás, não vem direto do veículo para a Terra. Ele será rebatido pela Odissey, uma sonda que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra estará abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.
O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km2 – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que o Spirit e o Opportunity, jipes que o antecederam na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.
O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores. O veículo é capaz de recolher amostras de rochas e analisar a composição mineral do local. Os resultados vão ajudar os cientistas a descobrir se Marte já teve, algum dia, condições de abrigar vida.


Histórico
A missão está programada para durar um ano marciano – o que equivale a um ano, dez meses e duas semanas na Terra –, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.

Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.


Veja agora a missão: Assista


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sonda europeia vai ajudar robô Curiosity a pousar em Marte

Saiba mais:

Índia planeja missão espacial para enviar satélite a Marte em 2013

A Índia planeja enviar em 2013 um satélite para Marte, juntando-se a um pequeno grupo de países que já exploram o planeta vermelho, disse nesta sexta-feira (3) um cientista do governo local.
Saiba mais:

Gelo da Groenlândia é menos vulnerável do que se temia, diz estudo


O gelo da Groenlândia parece não ser tão vulnerável quanto se temia a um derretimento que elevaria o nível mundial dos mares, segundo um novo estudo divulgado nesta sexta-feira (3) na edição impressa da revista "Science".
Saiba mais:

Foguete europeu decola da Guiana Francesa com dois satélites a bordo

Foguete Ariane-5 transportando dois satélites de telecomunicações decolou nesta quinta-feira (2) da  da base de Kuru, na Guiana Francesa, país vizinho ao Brasil. De acordo com a agência de notícias France Presse, serão colocados em órbita dois satélites geoestacionários, o Intelsat-20, que pesa mais de seis toneladas, e o Hylas 2.  (Foto: AFP)Foguete europeu Ariane-5 transportando dois satélites de telecomunicações decolou nesta quinta-feira (2) da da base de Kuru, na Guiana Francesa, país vizinho ao Brasil. De acordo com a agência de notícias "France Presse", serão colocados em órbita dois satélites geoestacionários, o Intelsat-20, que pesa mais de seis toneladas, e o Hylas 2. 

O Intelsat-20, vai proporcionar um aumento nos serviços de transmissão de vídeo, telefone e dados na Europa, Oriente Médio, Rússia e Ásia. (Foto: AFP)
O Intelsat-20 vai proporcionar um aumento nos serviços de transmissão de vídeo, telefone e dados na Europa, Oriente Médio, Rússia e Ásia.

Cientistas estudam 'super-Terras' simulando a vaporização de planetas


Cientistas simularam a vaporização da Terra para estudar a atmosfera de outros planetas (Foto: A. Leger/Icarus)Ilustração do planeta CoRoT-7b, em concepção artística, planeta semelhante à Terra com atmosfera muito quente, tão próximo de estrela que uma de suas faces é um "mar" de rocha derretida 

Cientistas das universidades de Washington e de Harvard, nos Estados Unidos, usaram computadores e modelos matemáticos para simular a vaporização da Terra e de planetas similares a ela. O objetivo da pesquisa é estudar a atmosfera e composição de "superplanetas", com características semelhantes ao nosso.

Financiado pela Agência Espacial Americana (Nasa), o estudo foi publicado na edição de agosto da revista "Astrophysical Journal".
A pesquisa mostra que grandes planetas, conhecidos como "super-Terras", têm atmosferas compostas muitas vezes por vapor e dióxido de carbono, com pequenas quantidades de outros gases que distinguiriam uma formação planetária de outra.
As "super-Terras" são planetas com mais massa que o nosso, porém menores que Netuno e feitos de rocha em vez de gás. Elas se localizam fora do nosso Sistema Solar, e por isso são conhecidas como exoplanetas ou planetas extrassolares.
O termo "super-Terra" faz referência apenas à massa do planeta e não à sua composição ou à possibilidade de ser um local habitável, de acordo com Bruce Fegley, professor de ciência planetária da Universidade de Washington.
Os planetas pesquisados teriam temperatura de superfície oscilando entre 270 e 1,7 milº C. Em comparação com a Terra, cuja temperatura média é de 15º C, são muito quentes.
Com a alta temperatura e outras características, é possível que esses planetas tenham a formação de monóxido de silício e que haja "chuvas" de pedras, por causa da condensação dos gases formadores de rochas.

Nova espécie de dinossauro é encontrada no Maranhão


Ilustração reproduz dinossauro de 95 milhões de anos identificado no Maranhão (Foto: Rodolfo Nogueira/Divulgação)Ilustração mostra como seriam os noassaurídeos, dinossauros semelhantes aos que teriam vivido onde hoje fica o Maranhão 
Saiba mais:

Nasa faz coletiva para apresentar descida e pouso de sonda em Marte


A agência espacial americana (Nasa) convocou uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (2), em Pasadena, na Califórnia, para explicar como serão a descida e o pouso da sonda Curiosity até Marte, previstos para este domingo (5).
Saiba mais:

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Antártica já teve palmeiras e temperaturas subtropicais, dizem cientistas


Cientistas que realizam escavações na Antártica desencavaram provas de que a região já abrigou palmeiras, há milhões de anos. Análises de pólen, matéria vegetal e dejetos de pequenas criaturas forneceram um retrato climático do antigo período Eoceno, há 53 milhões de anos.
O estudo, publicado na revista especializada "Nature", afirma que as temperaturas da região nesse período oscilariam entre 10ºC no inverno e 25ºC durante o verão. O início do período Eoceno, que foi marcado por uma espécie de ''efeito estufa'' do passado, tem despertado crescente interesse científico, já que teria semelhanças com o momento atual da Terra.
''Há duas maneiras de observarmos para onde iremos no futuro'', afirmou em entrevista à BBC o coautor do estudo, James Bendle, da Universidade de Glasgow.

Espécies vegetais seriam remanescentes de era de temperaturas amenas. (Foto: Reprodução/BBC)
Espécies vegetais seriam remanescentes de era de
temperaturas amenas. 
Saiba mais:

Nasa cria site com infográficos sobre missões e descobertas espaciais


O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da agência espacial americana (Nasa) lançou um banco de dados com infográficos, imagens e dados científicos sobre as missões enviadas ao espaço. Neste desenho, por exemplo, você vê como será o pouso da sonda Curiosity a Marte, previsto para este domingo (5).
O site do laboratório, que fica em Pasadena, na Califórnia, também convida o público a compartilhar o material divulgado e criar as próprias ilustrações, a partir de informações publicadas pela Nasa.

Nasa (Foto: JPL/Nasa)Infográfico do JPL mostra uma linha do tempo para fixar a data de missões enviadas ao Sol, aos planetas do Sistema Solar, asteroides e cometas. A imagem completa, você pode conferir aqui

Os usuários que aceitarem a proposta podem enviar seus arquivos para serem revisados por especialistas do JPL e compartilhar suas invenções em uma galeria no site. Para participar da novidade, basta se cadastrar gratuitamente.
Segundo a Nasa, essa é uma forma de transformar conceitos, ideias complexas e dados técnicos em imagens bem visuais, criativas e didáticas para explicar as "maravilhas" do Universo e da exploração espacial.
A agência americana espera que a união de ciência e design, sob essa nova ótica, atraia e inspire um novo público interessado no assunto.

Estudo americano prevê demanda maior por voos espaciais comerciais

Voos espaciais suborbitais devem movimentar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 3,2 bilhões em sua primeira década de operações, segundo um estudo encomendado pelos governos dos EUA e da Flórida, e divulgado esta semana.
Saiba mais:

Nova rã que se camufla em cachoeira é descoberta no Rio de Janeiro


Saiba mais:

Nave de carga russa Progress se acopla com sucesso à ISS


A nave de carga russa Progress M-16M se acoplou com sucesso nesta quinta-feira (2) à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), levando carga vital para seus seis ocupantes, segundo informaram as agências russas.
Saiba mais:

Fóssil completo de inseto com 365 milhões de anos é descoberto


Cientistas do Museu Nacional de História Natural da França anunciaram a descoberta do primeiro fóssil completo de um inseto pré-histórico, com 365 milhões de anos. Os resultados estão publicados na revista "Nature" desta semana.
O animal da espécie Strudiella devonica tinha 8 milímetros de comprimento, tórax separado da cabeça e do abdômen e três pares de patas.
O invertebrado teria existido no período geológico Devoniano Superior, da era Paleozoica, e foi descoberto pela equipe do pesquisador André Nel em um sítio arqueológico da localidade de Strud, província de Namur, na Bélgica.


Fóssil Nature (Foto: Nel et al./Nature)Fóssil inteiro de inseto pré-histórico é o 1º a dar detalhes de período geológico

"É o primeiro fóssil completo do período Devoniano", afirmou André Nel à AFP. "Foi nessa época que os animais começaram a se diversificar e conquistar terras emersas", acrescentou.
"É um marco, uma testemunha" que confirma as datações moleculares (feitas a partir do estudo de DNA), segundo as quais "os insetos são muito antigos", explicou Nel.
Até agora, os únicos restos fossilizados de insetos do Devoniano eram duas mandíbulas encontradas na Escócia.
Dessa forma, o Strudiella devonica passa a fazer a ponte entre o artrópode Rhyniella praecursor, que tem 400 milhões de anos e é considerado um parente próximo dos insetos, e o período Carbonífero (entre 300 e 330 milhões de anos), rico em fósseis de insetos de todo tipo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Múmias egípcias de museu do Reino Unido são escaneadas por cientistas


Pesquisadores do Reino Unido escanearam sete múmias egípcias que têm cerca de 3 mil anos de idade e estão no Museu Britânico, em Londres, com objetivo de saber mais detalhes sobre como viveram essas pessoas.
Eles conseguiram captar os corpos dentro dos sarcófagos, sem perturbar ou causar danos aos restos mortais e ao recipiente.
De acordo com o jornal britânico “Daily Mail”, o projeto do estudante Abeer Helmi, da Universidade de Manchester, usou equipamentos de ressonância magnética para a análise. O objetivo é conseguir informações sobre a dieta e a saúde daqueles que foram mumificados há, aproximadamente, 900 a.C.
Imagem mostra uma das múmias analisadas por pesquisadores britânicos durante procedimento de ressonância magnética. (Foto: Reprodução/Daily Mail)Imagem mostra uma das múmias analisadas por pesquisadores britânicos durante procedimento de ressonância magnética. 

Telescópio faz imagem mais precisa de galáxia a 60 milhões de anos-luz


Galáxia espiral NGC 1187 (Foto: ESO)Galáxia espiral NGC 1187 

Astrônomos divulgaram nesta quarta-feira (1º) a imagem mais detalhada da galáxia espiral NGC 1187. Esse conjunto de astros fica a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano.

A imagem foi feita com aparelhos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que tem a participação do Brasil. O telescópio que registrou a galáxia é conhecido como Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês) e fica no deserto do Chile.
A nova imagem dá uma boa perspectiva da estrutura espiral da galáxia. É possível observar os braços, que contêm grandes quantidades de gás e poeira. As regiões azuladas indicam a presença de estrelas jovens, nascidas dessas nuvens de gás. A parte amarelada do centro é composta por estrelas mais velhas, e também por gás e poeira.
Apesar da aparência tranquila, a região propicia a formação de estrelas, que é um processo violento. Desde 1982, os astrônomos já registraram nessa galáxia duas supernovas – explosões estelares muito violentas, que resultam da morte de uma estrela.
Além de NGC 1187, a imagem mostra também outras galáxias mais distantes, que podem ser vistas através dela ou no entorno.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Telescópio da Nasa capta 'destroços' deixados por explosão de supernova

O telescópio Chandra, da agência espacial americana (Nasa), fez a primeira observação por raio-X dos destroços deixados pela explosão de uma supernova ocorrida em 1957. Os resultados serão publicados por pesquisadores americanos e australianos na próxima edição da revista "Astrophysical Journal".
A supernova SN 1957D entrou em colapso na galáxia espiral M83, a 15 milhões de anos-luz da Terra. A região é uma das únicas detectáveis fora da Via Láctea, tanto em ondas ópticas como de rádio, mesmo décadas após o incidente.
A SN 1957D fica perto de um aglomerado de estrelas com quase 10 milhões de anos. Muitas delas têm massa até 17 vezes maior que a do Sol.


Supernova telescópio Chandra (Foto: Nasa/CXC/STScI/K.Long et al./STScI )
No detalhe, supernova é vista por sistema óptico do telescópio 

Entre 2000 e 2001, o Chandra já havia observado essa supernova durante 14 horas, mas não detectou nada remanescente. No entanto, uma nova exposição feita entre 2010 e 2011, por oito dias e meio, revelou a presença de raios-X.
A imagem acima, em que a SN 1957D aparece no detalhe, pode trazer novos dados sobre a explosão, que teria ocorrido após a estrela ficar "sem combustível". A distribuição dos raios-X com energia sugere que a supernova contém uma estrela de nêutrons (pulsar) que gira rapidamente e se formou quando o núcleo da supernova entrou em colapso.
Esse pulsar pode estar produzindo um "casulo" de partículas carregadas que se movimentam quase à velocidade da luz e são conhecidas como uma "nebulosa de vento de pulsar". Se essa interpretação for confirmada, o pulsar teria uma idade de 55 anos, um dos mais novos já observados no Universo.
O que restou de outra nebulosa chamada SN 1979C, situada na galáxia M100, contém um concorrente a mais novo pulsar, mas os astrônomos ainda não têm certeza se há um buraco negro ou um pulsar no centro dela.

Dinossauros foram extintos de uma só vez, aponta estudo espanhol


Restos de uma espécie de dinossauro encontrados nas montanhas dos Pirineus, uma cordilheira localizada na fronteira entre Espanha e França, reforça a hipótese de que a extinção destes animais foi repentina, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra.
Um estudo publicado na revista científica "Paleo 3" mostra uma análise indicando que os saurópodes, dinossauros herbívoros de pesçoco e cauda longos e andar quadrúpede,- mantiveram sua diversidade até a extinção, ocorrida há 65 milhões de anos.
Saiba mais:

Luas de Saturno aparecem 'juntas' em imagem obtida por sonda da Nasa


A sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), obteve uma imagem impressionante de duas luas de Saturno "sobrepostas". O satélite Mimas aparece à espreita de Dione, que está em primeiro plano. Os anéis do planeta podem ser vistos no canto superior direito.


Saturno Mimas e Dione (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
Luas Dione e Mimas (menor) são vistas por sonda da Nasa 

Mimas tem 396 quilômetros de diâmetro e Dione, 1.123. Na foto, a parte visível da lua maior está do lado oposto de Saturno.
A imagem foi obtida em luz visível no dia 12 de dezembro de 2011. Na época, a Cassini se encontrava a 606 mil quilômetros de distância de Mimas e a 91 mil quilômetros de Dione.
Em julho, a Nasa divulgou a imagem de outra lua de Saturno, Encélado, após fazer uma análise detalhada de Titã, o maior satélite do planeta – que tem pelo menos 60 já conhecidos e nomeados orbitando ao redor de si.

Cinco bandeiras dos EUA continuam inteiras na Lua após 40 anos


Cinco das seis bandeiras americanas fincadas na superfície lunar pelas missões tripuladas Apollo há quatro décadas continuam de pé, segundo as últimas fotos feitas por uma sonda da Nasa, a Agência Espacial dos Estados Unidos.
A partir das imagens da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) pode-se afirmar que "é certo que as bandeiras dos Estados Unidos ainda continuam de pé e projetam sombras", escreveu o pesquisador da Nasa Mark Robinson em seu blog, segundo publicou nesta segunda-feira (30) a publicação especializada Space.com.


Imagem de arquivo da Nasa, feita em 1972, mostra o astronauta John W. Young, comandante da missão 16, na superfície lunar, saudando a bandeira dos EUA. (Foto: Nasa / Charles M. Duke Jr / AFP Photo)Imagem de arquivo da Nasa, feita em 1972, mostra o astronauta John W. Young, comandante da missão 16, na superfície lunar, saudando a bandeira dos EUA. 
Saiba mais:

Cultura humana de caça e coleta começou há 44 mil anos, diz estudo

O hábito humano de caçar e coletar alimentos começou há aproximadamente 44 mil anos, segundo um novo estudo feito na África do Sul e publicado nesta segunda-feira (30) na revista científica americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

Os novos achados revelam que o uso de pigmentos, gravuras e ferramentas sofisticadas de pedra e ossos já estavam presentes na região há 75 mil anos, mas muitos desses artefatos acabaram sumindo há 60 mil anos e só foram reaparecer e se consolidar por volta de 44 mil anos atrás.
O arqueólogo Francesco d'Errico, da Universidade de Bordeaux, na França, e colegas analisaram uma linhagem de objetos atribuídos aos povos primitivos San, também conhecidos como "Bushmen". Essa civilização, como acreditam os autores, pode ter sido a responsável por desenvolver e difundir a cultura moderna.


Cultura moderna artefatos (Foto: Francesco d’Errico and Lucinda Backwell/Universidade de Bordeaux)Artefatos foram encontrados em sítio arqueológico e revelam que a cultura moderna da caça e coleta começou antes do que se pensava
Saiba mais:

Tumba de possível príncipe maia é encontrada no México por alemães


O túmulo de um aparente príncipe maia foi descoberto no México por arqueólogos alemães, após quatro anos de escavações.
O achado ocorreu na cidade de Uxul, perto da fronteira com a Guatemala, onde trabalham cientistas da Universidade de Bonn em parceria com o Instituto Nacional de Antropologia e História mexicano.
No interior da câmara funerária, que tem cerca de 1.300 anos, estavam os restos de um jovem enterrado de costas e com os braços cruzados. Em volta dele, havia quatro placas e cinco vasos de cerâmica decorados com pinturas ou molduras, todos bastante preservados.


Maia (Foto: Universidade de Bonn/Divulgação)Vaso de cerâmica encontrado serviria como caneca para tomar cacau, bebida da aristocracia da sociedade maia; homem retratado nela seria jovem ou príncipe 
Saiba Mais:

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Encontrado sistema solar na estrela Kepler-30 com as mesmas características que o nosso



Um sistema solar organizado como o nosso foi descoberto mil anos-luz da Terra.
Saiba mais:

Soluço cósmico? Pulsar muda ritmo de seu farol e deixa astrônomos intrigados



Pulsares são verdadeiros "faróis" do espaço - estrelas minúsculas, ‘queimadas’, que emitem pulsos regulares de raios gama - que os cientistas chamam genericamente de soluços.
Saiba mais:

China quer pousar sonda na Lua em 2013, diz agência do governo


A China pretende realizar em 2013 o pouso da sua primeira sonda na Lua, disse a imprensa estatal nesta segunda-feira (30), em mais um passo de um ambicioso programa espacial que inclui também a construção de uma estação orbital.
Em 2007, a China lançou sua primeira sonda lunar orbital, a Chang'e 1, cujo nome alude a uma deusa da Lua. Esse equipamento recolheu imagens da superfície e analisou a distribuição de elementos.
Esse lançamento marcou o primeiro de três passos no programa lunar chinês. Em seguida virão uma missão não-tripulada ao satélite, e em seguida a coleta de amostras do solo e das pedras lunares, por volta de 2017.
A agência estatal "China News Service" disse, sem entrar em detalhes, que a sonda Chang'e 3 irá realizar pesquisas sobre a superfície lunar no ano que vem. Cientistas chineses também cogitam a hipótese de levar uma tripulação à Lua após 2020.
O programa espacial da China ainda está muito atrás dos EUA e da Rússia, mas no mês passado o país encerrou um voo tripulado, da nave Shenzhou 9, que levou a primeira mulher chinesa ao espaço, além de testar métodos de atracação que serão importantes na futura estação espacial.


Imagem mostra momento exato do lançamento de nave espacial chinesa Shenzhou 9 neste sábado (16) (Foto: AP/China Central Television)Imagem mostra momento exato do lançamento de nave espacial chinesa Shenzhou 9 em junho. 

Nasa mostra como sonda vai pousar em Marte


O chefe da missão da Nasa que vai enviar a sonda Mars Curiosity para Marte revelou a estratégia ousada para o pouso no planeta. Adam Steltzner e a equipe da agência espacial americana criaram um plano para que o veículo que exploração pouse em segurança. O veículo vai recolher dados geológicos de Marte 
(veja o vídeo).


Curiosity (Foto: Reprodução/BBC)Sonda Mars Curiosity vai recolher dados geológicos de Marte. 

Ao entrar na atmosfera, a sonda estará em uma velocidade muita alta. Um paraquedas vai se abrir e diminuir esta velocidade, mas ainda não será o bastante para que o veículo chegue à superfície em segurança. Um radar analisa o local do pouso e o veículo vai se desprender dos paraquedas, ligar os foguetes e começar o pouso propriamente dito.
A apenas 20 metros de altura, o veículo se soltará parcialmente da parte onde ficam os foguetes e ficará pendurado por um guindaste e, desta forma, pendurado, o veículo de exploração tocará a superfície de Marte. A operação deve ocorrer em agosto

Cientistas descobrem 'cupins-bomba camicases' na Guiana Francesa


Especialistas belgas encontraram uma nova espécie de cupim na Guiana Francesa com uma característica curiosa e que, até hoje, nunca havia sido documentada.
À medida que envelhecem e se tornam menos capazes de cumprir as tarefas do dia a dia, os insetos desse grupo começam a armazenar cristais sólidos que produzem uma reação química quando misturados com outras secreções do animal.
Como resultado, seu poder defensivo aumenta, o que lhes confere grande utilidade para a colônia.

Cargueiro russo consegue se acoplar à Estação Espacial Internacional


O cargueiro russo Progress M-15M conseguiu se acoplar neste domingo (30) à Estação Espacial Internacional (ISS) após uma falha no novo sistema de aproximação que não realizou a junção com plataforma na terça-feira passada (24).
O engate aconteceu em modo automático após um voo autônomo no transcurso do qual o sistema de aproximação e acoplamento automático Kursk-NA foi submetido a testes, informam as agências russas.

O cargueiro devia ter se reenganchado à plataforma orbital no dia 24 de julho, da qual tinha se desacoplado um dia antes para os testes do Kursk, mas então não pôde realizar a manobra.
A nave permanecerá na ISS até a segunda-feira (31) e posteriormente se dirigirá a outro voo autônomo de três semanas para uma série de experimentos científicos.
A Progress M-15M se aproxima do cargueiro (Foto: Reprodução)A Progress M-15M se aproxima do cargueiro 

Olá caros leitores! Gostaríamos de nos desculpar por não ter postado notícias regularmente. Nessa última semana a conexão esteve com problemas, assim impedindo que postássemos notícias. Mas agora está tudo normal e voltaremos a postá-las normalmente.
Obrigado pela compreensão!!!
 
Karen Maia