sexta-feira, 24 de agosto de 2012

JPL fala sobre código morse que sonda deixa em Marte


Furos nas rodas da sonda Curiosity têm sua utilidade - mas formato não foi escolhido ao acaso. Foto: Nasa/DivulgaçãoFuros nas rodas da sonda Curiosity têm sua utilidade - mas formato não foi escolhido ao acaso

Nasa adia lançamento de sondas espaciais por problemas técnicos


A Nasa adiou nesta sexta-feira o lançamento do foguete Atlas V que colocaria em órbita duas sondas espaciais para o estudo da influência do Sol sobre a Terra e dos anéis de radiação que a cercam.
O lançamento desde Cabo Canaveral (Flórida) estava programado para as 5h07 de Brasília, mas seis minutos antes, durante a revisão dos sistemas, foi detectado um problema técnico em um dos monitores das condições meteorológicas. Com isso, o controle da missão decidiu adiá-la pelo menos até este sábado, e não espera que a tempestade tropical "Isaac", que se dirige à Flórida, interfira no lançamento.
A missão é denominada RBSP, a sigla em inglês das sondas para os anéis de radiação conhecidos como Cinturão de Van Allen, a zona da magnetosfera na qual se concentram as partículas eletrificadas que dominam o universo junto à atmosfera protetora da Terra.
Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições de que os cientistas necessitam para compreender não só a origem das partículas eletrificadas, mas também os mecanismos que dotam essas partículas de grande velocidade e energia.
As sondas Radiation Belt Storm Probes foram desenvolvidas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afeta o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo. 

Fabricante de espaçonave abre loja na Flórida


A XCOR Aerospace, uma das poucas empresas americanas que desenvolvem espaçonaves, planeja construir seus veículos e fazer voos com turistas, pesquisadores e carregamentos comerciais a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, anunciaram autoridades nesta quinta-feira.
A empresa privada, atualmente com sede em Mojave, na California, está desenvolvendo um avião espacial de dois lugares chamado Lynx, que deve ser lançado no começo de 2013.
A empresa espera fazer quatro voos por dia, a um custo de US$ 95 mil por pessoa. Os voos do Lynx são similares aos do que estão sendo oferecidos pelo SpaceShipTwo, um veículo de dois pilotos, capaz de levar seis passageiros, de propriedade da Virgin Galactic, braço americano do Virgin Group, de Richard Branson, com sede em Londres.
A Virgin Galactic, que vende voos ao preço de US$ 200 mil por pessoa, planeja lançar seus voos a partir de um novo "espaçoporto" perto de Las Cruces, no Novo México. Seu primeiro veículo está sendo testado em Mojave pela fabricante Scaled Composites, subsidiária da Northrop Grumman.
As duas espaçonaves decolam horizontalmente e depois viajam a 100 km acima da superfície do planeta, antes de voltar à atmosfera. A viagem proporciona aos que estão a bordo alguns minutos na microgravidade e a visão da Terra contra a escuridão do Espaço.

Vídeo da Nasa mostra a aterrissagem do jipe Curiosity em Marte


 Os espectadores agora podem reviver os momentos decisivos do pouso do jipe Curiosity em Marte. Um novo vídeo da Nasa detalha os momentos finais da aterrissagem delicada.
A agência espacial americana postou em seu site nesta quinta-feira (23) o vídeo contendo o áudio do controle da missão.
Ele começa com o escudo térmico caindo. O chão se aproxima na medida em que o Curiosity vai descendo dentro de uma antiga cratera marciana. A confirmação de pouso (touchdown confirmed) pode ser ouvida seguida por grande comemoração e aplausos.
O Curiosity é a primeira nave espacial que gravou sua aterrissagem em outro planeta. O jipe de seis rodas chegou em Marte no dia 5 de agosto para uma missão de dois anos que visa examinar se o ambiente marciano já teve condições para a vida microbiana.
A Nasa havia lançado anteriormente um vídeo da descida do Curiosity em baixa qualidade. O vídeo mais recente abaixo é de maior qualidade, mas está incompleto por falta de alguns quadros. 

Estudo descobre uma das origens das explosões estelares


Um estudo envolvendo pesquisadores de países como Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Israel, Alemanha e Japão observou pela primeira vez a explosão de uma supernova do tipo Ia e descobriu uma causa para esse tipo de evento - e também que ele pode ter várias causas. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira na revista Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

Nasa faz ajustes finais de missão que estudará influência do Sol na Terra


O foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea. Foto: Dimitri Gerondidakis/Nasa/DivulgaçãoO foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea


Cientistas descobrem barata da América do Sul que brilha no escuro


Uma espécie rara de barata que brilha no escuro foi descoberta na América do Sul por cientistas europeus. Eles estudavam a bioluminescência, capacidade dos animais de produzir luz, quando identificaram o animal.

Mudança climática começou há 600 anos no norte da Antártica, diz estudo


Mapa da Península Antártica (Foto: NASA Blue Marble project)
Mapa da Península Antártica

Um estudo publicado nesta quarta-feira (22) indica que as temperaturas na Península Antártica começaram a subir naturalmente há 600 anos, bem antes de a humanidade

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Degelo no Ártico está perto de bater recorde de 2007, alertam cientistas


A cobertura de gelo no Ártico está derretendo a uma taxa surpreendentemente rápida e pode diminuir ao menor nível desde 2007 em questão de semanas, à medida que as temperaturas do planeta subirem, alertaram cientistas americanos na terça-feira (21).

Planeta 'engolido' por estrela alimenta hipóteses sobre possível fim da Terra


Astrônomos encontraram evidências de um planeta que teria sido 'devorado' por sua estrela, dando fôlego a hipóteses sobre qual poderia ser o destino da Terra dentro de bilhões de anos.

Família de engenheiro da Nasa muda horário em casa para o fuso de Marte


O diretor de voo da agência espacial americana (Nasa) David Oh, que integra a equipe responsável pela missão do robô Curiosity em Marte, mudou desde o dia 6 a rotina de toda família, que vive na cidade de La Cañada Flintridge, na Califórnia, para o fuso horário do planeta vermelho.

Nasa descobre sensor quebrado no Curiosity e fará testes nesta quarta


Cientistas da agência espacial americana (Nasa) identificaram uma falha em um sensor de vento de uma das rodas do robô Curiosity, que está em Marte desde o dia 6 para uma missão de pelo menos dois anos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nasa anuncia nova missão para estudar o interior de Marte

A Nasa, agência espacial norte-americana, divulgou nesta segunda-feira (20) o lançamento de uma nova missão para a exploração de Marte. A missão recebeu o nome de InSight e deve posicionar instrumentos no planeta em setembro de 2016.

Cosmonautas instalam sistema de defesa contra meteoros na ISS


Os cosmonautas russos Gennady Padalka e Yuri Malenchenko iniciaram nesta segunda-feira (20) uma caminhada espacial para, entre outras coisas, proteger a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) de uma possível colisão com meteoritos.
"A duração aproximada da missão será de cerca de sete horas", informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia à agência "Interfax".

Hubble detecta galáxia 'solitária' a 9 milhões de anos-luz do Sistema Solar

O telescópio Hubble, operado pela agência espacial americana (Nasa) e pela Agência Espacial Europeia (ESA), flagrou uma galáxia isolada chamada DDO 190, a cerca de 9 milhões de anos-luz do nosso Sistema Solar.

Sua vizinha mais próxima, a DDO 187, fica a 3 milhões de anos-luz de distância, o que supera o espaço entre a nossa Via Láctea e Andrômeda.
Esse corpo celeste é uma galáxia-anã irregular, relativamente pequena e sem estrutura bem definida.
Ela é formada por estrelas mais velhas e avermelhadas, principalmente nas bordas, enquanto seu interior contém astros mais jovens e azuis. O Hubble captou a imagem em luz visível e infravermelha.

Galáxia DD0 190 (Foto: ESA/Hubble & Nasa)
  DD0 190 foi descrita pela primeira vez em 1959 e pertence ao grupo de galáxias Messier 94

A DDO 190 tem alguns bolsões de gás ionizado que aquecem as estrelas, e a mais brilhante delas pode ser vista mais abaixo do centro da imagem. Ao fundo, aparece um grande número de galáxias espirais, elípticas e também de formato menos claro.
Essa galáxia faz parte do grupo Messier 94, localizado não muito longe do Grupo Local, dominado pela Via Láctea e por Andrômeda, mas composto também por várias outras galáxias-satélite.
O astrônomo canadense Sidney van der Bergh foi o primeiro a registrar a DDO 190, em 1959, como parte de um catálogo de galáxias-anãs.

Pegada de dinossauro é descoberta em 'quintal' da Nasa nos EUA


Robô Curiosity começa dia em Marte ao som de rock e Beatles, diz Nasa


Jipe-robô Curiosity capta imagem do solo de Marte na última sexta-feira (17) (Foto: AFP)
  Jipe-robô Curiosity capta imagem do solo de Marte na última sexta-feira (17)

Robô Curiosity usa laser em Marte pela primeira vez


O robô Curiosity da agência espacial americana (Nasa) disparou seu laser pela primeira vez em Marte neste domingo (19). O robô usou o feixe de um instrumento de ciência para analisar uma rocha do tamanho de um punho chamada "Coronation".

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ônibus espaciais ficam frente a frente antes de irem para museus


Os ônibus espaciais Atlantis e Endeavour foram colocados frente a frente durante uma manobra no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.

Ônibus espaciais Atlantis e Endeavour, no Centro Espacial Kennedy (Foto: AP)Ônibus espaciais Atlantis e Endeavour, no Centro Espacial Kennedy

 O Atlantis, última nave espacial americana a voar, foi levado a um hangar onde será preparado para ser transformado em uma peça de museu segura para turistas. O Endeavour saiu desse hangar e agora aguarda para ser levado até o outro lado do país, a Los Angeles, na Califórnia, onde será parte do acervo do Centro de Ciências da Califórnia.
O terceiro ônibus espacial da Nasa, o Discovery, já está em exibição em um hangar do Museu Smithsonian na capital do país, em Washingon. O protótipo Enterprise pode ser visto em Nova York, no Museu Intrepid.
Quando ficar pronto, o Atlantis será exibido no próprio Centro Espacial Kennedy.
Os EUA aposentaram a frota de ônibus espaciais em 2011.

Hubble flagra colisão entre dois aglomeradores estelares


O telescópio espacial Hubble flagrou a colisão entre dois aglomerados estelares a 170 mil anos-luz da Terra na galáxia Grande Nuvem de Magalhães. A imagem foi feita em 2009 e a descoberta divulgada nesta quinta-feira (16).
À primeira vista, a imagem parece mostrar apenas um aglomerado de estrelas na região da Nebulosa da Tarântula. Mas análises mostraram que se trata, na realidade, de dois grupos em processo de fusão.
A região é conhecida dos cientistas por ser um verdadeiro berçário estelar, formando novas estrelas há 25 milhões de anos. A colisão em andamento pode explicar porque a área é tão fértil.

A fotografia feita pelo Hubble mostra os dois aglomerados estelares em colisão (Foto: NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), and the Wide Field Camera 3 Science Oversight Committee)
 A fotografia feita pelo Hubble mostra os dois aglomerados estelares em colisão (Foto: NASA, ESA, R. O'Connell (University of Virginia), and the Wide Field Camera 3 Science Oversight 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cientistas criam robô 'camaleão' que muda de cor conforme o ambiente


Estudo conclui que Sol é 'o objeto natural mais redondo já medido'


Uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.

Cientistas encontram ‘supermãe’ espacial


Cientistas da Nasa anunciaram nesta quarta-feira (15) a descoberta de uma “supermãe” espacial, com a ajuda do telescópio de raios-X Chandra. O aglomerado estelar, batizado de Fênix, “dá à luz” 740 estrelas por ano – para efeito de comparação, a nossa galáxia, a Via Láctea, gera uma mísera estrela anualmente.
O aglomerado Fênix está a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra e é o maior emissor de raios-X já visto.

Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente (Foto: AP/Nasa)Ilustração mostra a galáxia central do aglomerado Fênix, que gera 740 novas estrelas anualmente 

Fotografia mostra o aglomerado estelar Fênix (Foto: Nasa)Fotografia mostra o aglomerado estelar Fênix 

Fracassa teste de avião hipersônico dos EUA


Nasa divulga imagem detalhada do local de pouso do robô Curiosity



Robô Curiosity poderia ser próximo alvo de grupo hacker, diz organização


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Curiosity deve realizar movimentos de teste em uma semana


A Nasa divulgou nesta terça uma imagem feita pela câmera HiRISE, a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mostra a sonda Curiosity na .... Foto: Nasa/Divulgação
          A Nasa divulgou nesta terça uma imagem feita pela câmera HiRISE, a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mostra a sonda Curiosity na superfície de Marte, mas é preciso zoom para ver melhor
O robô explorador Curiosity começará a se movimentar pela superfície de Marte em menos de uma semana, enquanto os especialistas seguirão analisando as imagens de alta resolução enviadas para determinar sua rota, informou a Nasa nesta terça-feira.
Em uma semana, o robô deverá começar a se movimentar sobre a superfície de Marte em caráter de teste. No entanto, dentro de um mês, o Curiosity já deverá ter condições de utilizar seus instrumentos e braços mecânicos para analisar a composição do solo de Marte.
Segundo os cientistas, o Curisosity deverá demorar um ano até chegar às encostas do monte Sharp (Agudo). "Vamos girar as rodas um pouco em Sol 13 e dirigir uns metros para frente, girar e voltar para trás em Sol 15", indicou em uma teleconferência Michael Watkins, chefe da missão MSL do Curiosity. A palavra Sol e o número seguinte indicam os dias das operações do Curiosity desde sua aterrissagem em Marte na última semana. Hoje, por exemplo, a missão se encontra em Sol 9.
Segundo os responsáveis pela missão, o robô deverá percorrer uma média de distância equivalente a um campo de futebol por dia e, por isso, necessitaria de cerca de 100 dias para chegar ao monte Sharp. Uma vez no local, o plano é subir alguns metros do monte Sharp, situado à beira da cratera Gale.
Em pouco mais de uma semana na superfície de Marte, o robô explorador continua emitindo suas surpreendentes imagens, como as que foram publicadas hoje pela Nasa, as quais mostra o entorno que rodeia o robô em alta resolução, assim como as imagens vindas do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita marciana, que marcam com grande precisão o lugar onde o Curiosity se encontra.
As imagens mostram um novo panorama das dunas de Marte, o terreno composto por pequenas pedras e o horizonte de montes onde se encontra o robô, o que ajuda os pesquisadores a planejar as rotas de aproximação ao Monte Sharp, o principal objeto de estudo do Curiosity. 

Eclipse raro mostra Vênus e Lua crescente no Japão


Moradores da cidade de Sapporo, no norte do Japão, puderam observar um fênomeno raro: eclipse envolvendo Vênus transitando sobre a Lua crescente, que durou cerca de 40 minutos. (Foto: Kyodo News / AP Photo)Moradores da cidade de Sapporo, no norte do Japão, puderam observar um fênomeno raro: eclipse envolvendo Vênus transitando sobre a Lua crescente, que durou cerca de 40 minutos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Curiosos passam a noite em parque espanhol para ver chuva de meteoros


Uma chuva de meteoros foi observada na madrugada deste domingo (12) na reserva natural El Torcal, localizada na cidade de Antequera, no sul da Espanha.
O fenômeno, chamado de Perseidas – porque fica na constelação de Perseu, no Hemisfério Norte –, pode ser visto sempre em agosto, quando a Terra cruza o cometa Swift-Tuttle e "varre" os pedaços deixados por ele.

Astronomia: descoberta de Deimos completa 135 anos


Deimos seria mais parecida com asteroides do que com outras luas do Sistema Solar. Foto: Nasa/ESA/DivulgaçãoDeimos seria mais parecida com asteroides do que com outras luas do Sistema Solar


Filamento em forma de 'chicote' é visto sobre a superfície do Sol


Uma nova imagem feita pelo Observatório de Dinâmica Solar da agência espacial americana (Nasa) mostra um longo filamento, em forma de "chicote", sobre a superfície do Sol.

Sol (Foto: Nasa/SDO)Filamento mais escuro sobre o Sol, visto no centro da imagem, é formado por nuvens frias

Esse arco mais escuro, que se estende por mais de 800 mil km ao redor da nossa principal estrela, é formado por nuvens frias que são "amarradas" ao Sol por forças magnéticas instáveis.
O registro ocorreu entre segunda (6) e quarta-feira (8) e foi divulgado agora pela Nasa, que também fez um vídeo.

Após pouso do Curiosity, incertezas rondam missões da Nasa em Marte


A chegada do robô Curiosity, da agência espacial americana (Nasa), a Marte esta semana preparou o terreno para uma potencial mudança nas futuras missões de acompanhamento. O jipe, que deve ficar pelo menos dois anos em atividade no planeta vermelho, buscará saber se o planeta mais parecido com a Terra já teve chances de desenvolver vida.

Telescópio Hubble da Nasa capta detalhes da Nebulosa da Tarântula


O telescópio Hubble, administrado em parceria da agência espacial americana (Nasa) com a Agência Espacial Europeia (ESA), registrou uma imagem em close da borda da principal nuvem da Nebulosa da Tarântula, situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Curiosity usará 17 câmeras para fotografar Marte


Curiosity tem 17 câmeras para fotografar Marte

Combustível nuclear pode manter Curiosity em Marte por 14 anos


Cientista descobre placas tectônicas em Marte parecidas com as da Terra

Um cientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, anunciou a descoberta de placas tectônicas em Marte. Os resultados estampam a capa da edição de agosto da revista "Lithosphere".

Erupção vulcânica pode ter formado massa de pedras na costa da Oceania


Uma massa de rochas vulcânicas de 26 mil km² flutua à deriva no Oceano Pacífico, informou nesta sexta-feira (10) um oficial da Marinha da Nova Zelândia.
"É a coisa mais rara que já vi em 18 anos no mar", declarou o tenente Tim Oscar, que considerou que as pedras, de lava solidificada com bolhas, não constituíam perigo para os navios.
O material é formado por pedras-pomes provenientes de um vulcão submarino que, segundo testemunhas, se parecem com um bloco de gelo polar.

Pedra pomes (Foto: Força de Defesa da Nova Zelândia/ Nicole Munro/AP)Pedras-pomes achadas no mar da Nova Zelândia

Um avião militar neozelandês avistou as rochas na quinta-feira (9) a cerca de 1.000 km da costa da Nova Zelândia, próximo à Ilha Raoul. A área tem 463 km de comprimento e 55,5 km de largura – quase a extensão da Bélgica.
Cientistas que se encontravam a bordo do barco HMNZ Canterbury asseguraram que o fenômeno não está relacionado com a intensificação da atividade vulcânica na superfície da Nova Zelândia nesta semana.
Na terça-feira (7), a erupção de cinzas do vulcão Tongariro, adormecido há mais de um século, perturbou seriamente o tráfego aéreo no país. Dezenas de aviões ficaram em terra, embora os voos internacionais não tenham sido afetados.
Segundo a Defesa Civil, a erupção não provocou rios de lava, mas uma nuvem de cinzas que chegou a 6 mil metros de altitude.


Pedra pomes 2 (Foto: Força de Defesa da Nova Zelândia/AFP)Massa de rochas que devem ser vulcânicas é vista por avião 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nasa divulga fotos coloridas e em alta resolução feitas por robô em Marte

A agência espacial americana (Nasa) divulgou na tarde desta quinta-feira (9) imagens coloridas e em alta resolução de Marte, feitas pelo robô Curiosity, que está no planeta vermelho desde segunda-feira (6). Anteriormente, já haviam sido liberadas fotos em 360º, mas em preto e branco e baixa definição.

O novo panorama foi montado a partir de 130 imagens quase tão pequenas como uma foto 3x4 (144 por 144 pixels), captadas no fim da tarde de quarta-feira por uma câmera de navegação (Navcam) de apenas 34 mm, localizada no mastro do veículo.
Abaixo, você vê a foto em cores e alta resolução, nas imediações da Cratera Gale, ao sul do equador marciano, onde o jipe pousou para procurar componentes orgânicos favoráveis à vida.
A imagem revela tons de marrom avermelhado ao redor das dunas, o que pode ser um indício de diferentes texturas ou materiais.

Marte colorido alta resolução (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)Montagem de fotos colorida e em alta resolução é divulgada pela Nasa

As manchas acinzentadas que aparecem no chão podem ser efeito dos motores usados pelo módulo de descida do robô. A imagem foi clareada – assim como as demais – porque Marte recebe apenas metade da luz da Terra, proveniente do Sol.

Marte colorida (Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS)Rastros de cor cinza foram deixados pelo foguete durante pouso, na segunda 

A imagem acima é um recorte do panorama feito pelo Curiosity e mostra com mais detalhes os rastros deixados pelos motores do foguete na hora da chegada.
A missão do jipe se destinará ao Monte Sharp, que pode ser avistado a distância, à esquerda.
Abaixo, aparece uma nova imagem em preto e branco publicada pela Nasa, que mostra alguns detalhes do Curiosity e de Marte ao fundo.

Curiosity PB (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Curiosity é flagrado em atividade, em foto preto e branco, por uma de suas câmeras 

Robô Curiosity capta a primeira imagem panorâmica de Marte


Após fazer fotos coloridas e até em 3D, o robô Curiosity registrou uma imagem panorâmica de Marte e também um "autorretrato" seu, em preto e branco.
O jipe pousou no planeta vermelho na segunda-feira (6) e deve ficar por lá pelo menos dois anos, em busca de evidências favoráveis à vida.
As câmeras de navegação do veículo, chamadas Navcams e localizadas no mastro, captaram uma imagem em 360° (abaixo) – com uma "colagem" de frames em baixa resolução e dois em alta, no centro – das redondezas da Cratera Gale, que tem o tamanho dos estados americanos de Connecticut e Rhode Island juntos e foi onde o Curiosity aterrissou, ao sul do equador marciano.
Observações feitas em órbita identificaram argila e sulfato dentro desse buraco gigante, o que aponta para um passado com presença de água.

Curiosity panorama Marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Junção de várias imagens feitas pelo Curiosity forma panorama de 360° de Marte 

O autorretrato visto de cima, na foto abaixo, também está em baixa definição. Algumas das 17 câmeras do Curiosity são coloridas e, em breve, vão enviar informações à Terra.

Curiosity autorretrato (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Câmera de navegação no mastro do Curiosity fez 'autorretrato' em baixa resolução 

Já outras duas imagens do terreno marciano estão em alta resolução, com detalhes do solo árido e das montanhas que cercam o planeta – paisagem parecida com o deserto de Mojave, na Califórnia. Ao fundo da foto abaixo, está uma cadeia de montanhas.

Curiosity alta (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem definida mostra o solo de Marte, parecido com deserto de Mojave, nos EUA 

Neste outro registro, aparece a sombra do Curiosity no chão. Ambos revelam uma base rochosa, com bastante erosão e pequenas pedras formando uma camada de "pavimento".

Curiosity sombra (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Sombra do Curiosity surge no chão nesta foto em alta resolução tirada pelo robô 

Ao todo, o Curiosity leva consigo dez instrumentos científicos, com uma carga 15 vezes maior que os veículos Spirit e Opportunity, que estão em Marte desde 2004 – o primeiro foi desativado em 2010 e o segundo se concentra em procurar água.

Um dos instrumentos do novo jipe-robô funciona a laser e serve para analisar, a distância, a composição química das rochas. Além disso, uma broca e uma colher no braço dele vão ajudá-lo a recolher amostras, peneirá-las e avaliá-las no laboratório em seu interior.
Por conter todo esse kit científico, o Curiosity é duas vezes mais comprido e cinco vezes mais pesado que seus antecessores.

Primeiro homem na Lua passa por cirurgia de emergência no coração


O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, em 1969. (Foto: Nasa)
O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong,
em 1969. 

Cientistas descobrem fósseis de nova espécie de hominídeo na África


Três fósseis encontrados no Quênia, no leste da África, fornecem evidências de uma nova espécie de hominídeo do gênero Homo, grupo ancestral do homem moderno.
Pela idade dos ossos, os indivíduos viveram na região entre 1,7 e, 1,9 milhão de anos atrás, início do período geológico chamado Pleistoceno, da era Cenozoica.
Os resultados do estudo estão descritos na edição desta semana da revista científica "Nature", e abrem novas possibilidades sobre a evolução humana após a cisão dos primatas.

Crânio hominídeo Nature (Foto: Fred Spoor/Nature )Crânio foi combinado com a mandíbula KNM-ER 60000, de hominídeos diferentes. A mandíbula foi 'encaixada' em reconstrução fotográfica e o crânio está baseado numa tomografia 

'Moeda da sorte' fixada no Curiosity vai ajudar testes da Nasa em Marte



O jipe-robô Curiosity, que está em Marte desde segunda-feira (6) e vai passar pelo menos dois anos no planeta vermelho em busca de indícios favoráveis à vida, levou consigo uma "moedinha da sorte", que ajudará a agência espacial americana (Nasa) a fazer testes em uma das câmeras do veículo.
A moeda de 1 centavo de dólar é de 1909 e estampa o ex-presidente americano Abraham Lincoln, cujo centenário de nascimento foi comemorado no ano da cunhagem, em uma edição especial feita pelo escultor e especialista em metais Victor David Brenner.


Moedinha da sorte Nasa Marte Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech)'Moedinha da sorte' do Curiosity permitirá fazer uma escala do que for registrado 

'Jeitinho brasileiro me ajudou', diz executivo de missão da Nasa



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O maior mapa já criado em 3D sobre o Universo pode ajudar na compreensão da matéria escura


Cientistas registraram “grito” de uma estrela após ser devorada por um buraco negro adormecido



Cientistas descobriram uma estrela que ‘morreu’, sendo sugada por buraco negro adormecido.

Mistério do Universo foi resolvido através de “estrelas impossíveis” com massa 300x a do Sol




Os cientistas chegaram a uma teoria que poderia resolver um mistério sobre a massa das estrelas.

Câmeras do robô Curiosity captam imagens em 3D de Marte


Duas das 17 câmeras do robô Curiosity registraram imagens em 3D de Marte, vistas das partes frontal e traseira do jipe, que está no planeta vermelho desde segunda-feira (6). A missão de pelo menos dois anos vai coletar e analisar rochas e materiais do solo em busca de elementos-chave para a vida.
À frente do veículo, aparece uma pequena porção do Monte Sharp, um pico de 5,5 km de altura.

Frente Curiosity 3D marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem em 3D revela a frente do robô e parte do Monte Sharp, de 5,5 km de altura

Atrás dele, dá para ver uma das rodas no canto inferior direito. O ponto brilhante é a luz do Sol.
Trás Curiosity 3d marte (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Traseira do Curiosity mostra uma das rodas no canto inferior direito e a luz do Sol 

Os controladores da missão, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial americana (Nasa), têm feito testes para verificar o funcionamento de todos os sistemas e das câmeras do robô. Essas duas em 3D se chamam Hazard-Avoidance ("fuga do perigo", em inglês).
Como o Curiosity faz registros em ultra grande-angular, o resultado é depois "endireitado" pelos técnicos, para corrigir distorções.

O robô é capaz de captar fotos coloridas por meio da câmera Mars Descent Imager (Mardi), que fica no chassi do veículo e registra tudo em uma resolução de 1.600 x 1.200 pixels, com cinco frames por segundo.
Até agora, estão disponíveis apenas imagens em baixa resolução, mas ao longo dos próximos meses devem chegar outras bem definidas.
Na terça-feira (7), foi divulgado o primeiro vídeo com frames coloridos do pouso do Curiosity, que desceu na altura da Cratera Gale – do tamanho dos estados americanos Connecticut e Rhode Island juntos –, ao sul do equador marciano.
A cobertura de uma das principais lentes do veículo havia sido atingida por poeira, mas o problema já foi resolvido e as fotos estão mais claras.
A Nasa também liberou uma imagem mostrando onde aterrissou cada uma das partes enviadas a Marte: o Curiosity, o escudo térmico, a base da cápsula, o paraquedas e o guindaste usados no pouso.

Curiosity pouso (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Imagem aponta onde cada parte do material usado no pouso do jipe caiu em Marte 

A imagem abaixo indica no ponto verde onde os cientistas estimam que o Curiosity esteja.
Local pouso Curiosity (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Local estimado de aterrissagem do veículo é destacado com um ponto verde-limão

Para ver mais fotos de Marte divulgadas pela agência espacial americana, clique aqui. Quem quiser acompanhar as aventuras do jipe-robô pelo planeta vermelho, há o site da missão e também o da Nasa. Nas redes sociais, os responsáveis pelo projeto também têm feito atualizações no Facebook e no Twitter.

estatico curiosity (Foto: Arte/G1)

Cientista da Nasa relaciona verões extremos a aquecimento global


Lançamento de foguete russo falha no Cazaquistão


Dois satélites que forneceriam serviços de telecomunicações para Indonésia e Rússia foram destruídos após uma falha no lançamento do foguete russo que os colocaria em órbita, num acidente que gera novas dúvidas sobre uma indústria espacial que já foi pioneira.
A agência espacial russa afirmou que uma falha na última etapa do lançamento em seu foguete Proton levou à perda dos satélites Telkom-3 (indonésio) e Express MD2 (russo).

O foguete havia decolado na noite de segunda-feira (hora local) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O prejuízo com a destruição dos satélites, segundo estimativa de uma fonte do setor espacial à agência Interfax, é de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
A Rússia, que realiza 40 por cento dos lançamentos espaciais do mundo, luta atualmente para restaurar a confiança nesse setor, após uma série de tropeços no último ano, inclusive o fracasso em uma missão que deveria trazer amostras da lua marciana Fobos, e a perda de um satélite de comunicações de US$ 265 milhões.
Em nota, a agência espacial Roskosmos disse que o propulsor Briz-M disparou seus motores no momento previsto, mas que eles queimaram durante apenas 7 dos 18 minutos e 5 segundos que seriam necessários para colocar os satélites em órbita.
"As chances de que os satélites se separem do propulsor e atinjam a órbita designada são praticamente inexistentes", disse uma fonte do setor à agência estatal de notícias RIA.
Os lançamentos de foguetes Proton devem ser suspensos até que seja concluída uma análise do acidente, segundo a fonte setorial.

Morre o astrônomo britânico Bernard Lovell


O físico e radioastrônomo britânico Bernard Lovell, que construiu nos anos 1950 o maior radiotelescópio do mundo na época, faleceu na segunda-feira aos 98 anos, anunciou esta terça-feira a universidade de Manchester.
Bernard Lovell era profesor emérito da universidade. Ele fundou e foi o primeiro diretor do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, noroeste da Inglaterra. O local abriga o telescópio Lovell, de 76 metros de altura, que ele inventou.
"Seu legado é considerável", destacou a universidade de Manchester em um comunicado.
Quando foi concluído, em 1957, o telescópio era o maior do mundo. Conseguiu avistar o foguete russo que pôs em órbita o Sputnik 1, primeiro satélite artificial da Terra.
O telescópio, que continua em uso, teve papel chave na busca dos pulsares, elementos astrofísicos que produzem sinais periódicos.
Além de sua contribuição para a física e a astronomia, Bernard Lovell foi condecorado com a ordem do Império Britânico por ter concebido um radar durante a Segunda Guerra Mundial.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Robô Curiosity pousa em Marte e Nasa comemora início da missão

Sombra do jipe-robô Curiosity, na superfície de Marte. (Foto: Nasa / Brian van der Brug / AFP Photo)Sombra do Curiosity aparece na superfície de Marte nesta segunda (6)


O jipe-robô Curiosity pousou na superfície de Marte por volta das 2h33 (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), segundo a agência espacial americana (Nasa). A aterrissagem ocorreu após uma viagem de 567 milhões de quilômetros e quase nove meses.
A missão, que investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no projeto que pretende saber se o planeta vermelho já reuniu condições favoráveis à vida, foi declarada completa e um sucesso 1 minuto depois.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "feito histórico" a chegada do Curiosity a Marte. "Esse é um triunfo da tecnologia sem precedentes", diz o comunicado presidencial.

Primeira imagem feita pelo Curiosity em Marte mostra a roda do Jipe na superfície do planeta. (Foto: Reprodução / Nasa TV / Reuters)Primeira imagem feita pelo Curiosity mostra a roda do jipe sobre Marte

A Nasa confirmou que a nave, de 1 tonelada, entrou na atmosfera do planeta a 20 mil km/h e pousou na Cratera Gale, ao sul do equador, após uma complexa manobra que se chamou de "sete minutos de terror'. Isso, porque a atmosfera marciana é bem menos densa que a da Terra, o que torna mais difícil frear uma nave lá do que aqui.
"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração de pelo menos 10 minutos, com aplausos e abraços, entre funcionários na sala de controle do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena, na Califórnia.

Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. (Foto: Reprodução / Nasa)Controladores da missão espacial festejam o pouso do Curiosity em Marte. 

Como havia sido planejado, a cápsula abriu um gigantesco paraquedas para frear a queda. A cerca de 20 metros do solo, um sistema baixou o Curiosity, que abriu suas seis rodas e iniciou a aventura em Marte.
O robô está equipado com ferramentas que podem, entre outras coisas, perfurar rochas e coletar amostras de materiais do solo para analisar a composição mineral local.
A poucas horas de o jipe tocar a superfície do planeta vermelho, ainda no domingo (5), o site da Nasa informou que o robô estava com "boa saúde".

estatico curiosity (Foto: Arte/G1)
Lançado em 26 de novembro de 2011, o Curiosity vinha provocando "fortes emoções" no JPL, segundo descreveu o texto no site da agência. "O entusiasmo vai crescendo enquanto a equipe está diligentemente monitorando a nave (que transporta o robô)", afirmou comunicado oficial o chefe do laboratório, Brian Portock.


Na época do lançamento do jipe, o G1 preparou o vídeo que você vê ao lado, detalhando todo o processo de pouso.
O veículo deve executar a primeira fase de sua missão em 1 ano, 10 meses e 2 semanas, mas a expectativa é de que continue suas pesquisas por cerca de uma década. Geradores de plutônio têm capacidade de fornecer calor e eletricidade à missão por pelo menos 14 anos. É um sistema de geração de energia diferente do de outras missões que contaram com painéis para geração de energia solar.

Os estudos do robô começarão em uma montanha localizada no interior da Cratera Gale. O Curiosity vai subir a montanha e estudar as pedras ali sedimentadas ao longo de bilhões de anos. Indícios da presença de água no passado de Marte foram detectados em estudos anteriores, feitos a partir de imagens do local.

Estratégias de descida
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.
JPL Nasa  (Foto: Robyn Beck/AFP)Gerente da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, Pete Theisinger comemora o sucesso do pouso do Curiosity em frente à primeira imagem do robô tirada na superfície de Marte 

Se qualquer parte do plano desse errado, o Curiosity se esborracharia no chão e a missão terminaria imediatamente. A Nasa só soube se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal levou para chegar à Terra.
O sinal, aliás, não veio direto do veículo para a Terra. Ele foi rebatido pela sonda Odissey, que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra está abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.
O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km² – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.

Curiosity e seus antecessores
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que os jipes Spirit e Opportunity, precursores na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.

O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores.
A missão está programada para durar um ano marciano, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.
Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.






Pousou!

Acaba de pousar na cratera de Gale o Jipe Robô Curiosity. A missão foi bem sucedida! Todos comemoraram, foi uma felicidade. 


    A primeira imagem do Curiosity.


Esta é a segunda imagem do curiosity, observe a sombra do Jipe em solo marciano;

Novo jipe da Nasa chega a Marte na madrugada desta segunda


info marte (Foto: Arte/G1)

Nas primeiras horas desta segunda-feira (6), deve tocar o solo marciano a maior máquina que o ser humano já criou para a exploração de outros planetas. O jipe Curiosity tem o pouso previsto para as 2h31 da manhã (horário de Brasília), em um local conhecido como Cratera Gale.
A agência espacial americana (Nasa) investiu cerca de US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) no veículo, que vai analisar o solo em busca de informações sobre vida. O objetivo é determinar se, em algum momento, o planeta já reuniu as condições necessárias para habitação.


O pouso
A viagem da Terra até Marte durou mais de oito meses – o veículo foi lançado em 26 de novembro de 2011. Na época do lançamento, o G1 preparou o vídeo que você vê abaixo, detalhando o processo de pouso.





A aterrissagem está sendo chamada pela própria Nasa de "7 minutos de terror". Sete minutos é o tempo que o veículo levará entre a entrada na atmosfera marciana e a chegada ao solo.
A atmosfera de Marte é bem mais fina que a da Terra, por isso é bem mais difícil frear uma nave lá do que aqui. A entrada na atmosfera acontecerá a uma velocidade de 20 mil km/h.
O Curiosity é maior e mais pesado que os jipes que a Nasa já mandou para Marte, razão pela qual exige uma nova estratégia de descida. Não bastaria usar apenas paraquedas e retrofoguetes: desta vez, foi criado um novo mecanismo – um guindaste em que o robô desce, pendurado na nave Mars Science Laboratory, até tocar o solo.
Curiosity (Foto: JPL-Caltech / Nasa)Concepção artística mostra Curiosity se preparando para recolher rocha de Marte 

"Sabemos que parece maluco", afirmou Adam Steltzner, do Laboratório de Propulsão de Jatos da Nasa (JPL, na sigla em inglês), líder da equipe que projetou o Curiosity. "Mas é, na verdade, o resultado de decisões cautelosas", completou.
Se qualquer parte do plano der errado, o Curiosity se esborrachará no chão e a missão termina imediatamente. A Nasa só vai saber se o pouso foi ou não um sucesso 14 minutos após o ocorrido, porque esse é o tempo que o sinal leva para chegar à Terra.
O sinal, aliás, não vem direto do veículo para a Terra. Ele será rebatido pela Odissey, uma sonda que orbita o planeta vermelho desde 2001. Da perspectiva do Curiosity, a Terra estará abaixo do horizonte, e a manobra foi a maneira que a Nasa encontrou para fazer o sinal chegar o mais rápido possível.
O local de pouso foi escolhido de acordo com o objetivo da missão. A Cratera Gale oferece um alvo seguro para a aterrissagem, com uma área de cerca de 140 km2 – maior que o município de Niterói (RJ). Dali, o veículo está relativamente próximo ao Monte Sharp, onde sondas na órbita já visualizaram minerais que podem ter sido formados na água.
Do tamanho de um carro, o novo robô é cinco vezes mais pesado que o Spirit e o Opportunity, jipes que o antecederam na exploração de Marte. Mesmo sem tripulação, ele chega a ser maior até que o jipe lunar que carregava dois astronautas por vez nas missões americanas Apollo, que exploraram a Lua nas décadas de 1960 e 1970.
O Curiosity é tão grande porque traz dentro de si um laboratório inteiro. Os instrumentos científicos incluem uma carga 15 vezes maior do que a levada por seus antecessores. O veículo é capaz de recolher amostras de rochas e analisar a composição mineral do local. Os resultados vão ajudar os cientistas a descobrir se Marte já teve, algum dia, condições de abrigar vida.


Histórico
A missão está programada para durar um ano marciano – o que equivale a um ano, dez meses e duas semanas na Terra –, mas isso não quer dizer muita coisa. Quando o Spirit e o Opportunity chegaram ao planeta, em 2004, tinham como missão apenas três meses de explorações. O Opportunity é usado até hoje, e o Spirit só foi inutilizado porque perdeu contato com a Terra, em 2010.

Os primeiros objetos feitos pelo homem a pousarem em solo marciano foram as sondas Viking 1 e 2, lançadas pela Nasa em 1975 – a chegada foi em 1976. Em 1997, o Mars Pathfinder levou os EUA de volta ao planeta vermelho e inaugurou a era dos jipes, seguida pelo Spirit, pelo Opportunity e, agora, pelo Curiosity. A União Soviética também tentou lançar veículos para lá, mas não obteve sucesso.


Veja agora a missão: Assista