domingo, 1 de janeiro de 2012

China instala um dos trens mais rápidos do mundo inspirado em espada

A China está inovando  com um trem de ultravelocidade, com capacidade para viagens comerciais a 500 km/h.
  Os projetistas afirmam que a supermáquina foi inspirada em espadas da China medieval. O recorde conseguido em velocidade foi em 2007 pelo trem francês TGV, alcançando 574,8 km/h. Este feito não é considerado válido para comparar com este novo trem chinês, pois não foi realizado em uma viagem com passageiros reais.
A China ainda mantém a liderança e espera poder oferecer a máxima rapidez na qual o modelo foi projetado. Apesar dos engenheiros originalmente projetar o trem para operar em velocidades que alcançassem os 400 km/h, a mídia está pressionando o governo para manter uma velocidade segura de 300 km/h. Ano passado ocorreram duas colisões com trens de alta velocidade, o que aumenta o temor de acidentes.
  O país começou a produzir modelos de trens-bala tomando como base a tecnologia de japoneses e alemães. O cenário mudou e a China está entre os países detentores de maior tecnologia sobre este tipo de veículo, exportando conhecimento para países que anteriormente os ajudavam.

Cientistas descobriram uma ligação entre tufões e terremotos

Ciclones tropicais levam consigo fortes chuvas que podem provocar grandes terremotos, afirma os especialistas.
  Esta conclusão surgiu após uma análise geofísica de compatibilidade, sendo particularmente observado em locais que possuem fortes tempestades sazonais e tremores nas mesmas regiões do mundo.
  Vdovinski Shimon e seus colegas da Universidade de Miami estudaram tufões, furacões e terremotos nos últimos 50 anos e descobriram que os ataques subterrâneos são geralmente precedidos por um ciclone poderoso levando com ele uma grande massa de chuva.
 O tempo entre as mais fortes tempestades no céu e no solo são ultrapassam os 4 anos, sendo frequentemente observado em menos tempo. Os pesquisadores mostram alguns dados, como o tufão de 1969 em regiões montanhosas da China, teriam provocado um terremoto de 6,2 de magnitude em Taiwan em 1972. Outra tempestade ocorrida em 2009 teria dado origem a dois terremotos na China, de 7,6 e 6,2 graus na Escala Richter em 2010.
 No Haiti um terremoto de 7 graus ocorrido em 2010 teria sido precedido 1,5 ano antes por dois furacões e tempestades tropicais que inundaram a ilha por 25 dias, afirmaram os cientistas.
 É interessante que os estudiosos anteriores disseram sobre a conexão de chuva e terremotos, mas apenas sugeriram que a água das chuvas e tempestades poderiam funcionar como lubrificantes, penetrando nas rochas e aumentando a pressão.
A nova pesquisa descreve um mecanismo diferente. Os cientistas dizem que a erosão aumenta as chuvas, que carregam um monte de material para o mar, provocando deslizamentos e deslocamento de grandes massas de solo. Tudo isso reduziria consideravelmente a pressão sobre a rocha subjacente. Isso somado ao estresse mecânico da rocha poderia tornar as placas tectônicas mais fáceis de serem golpeadas por ondas sísmicas devastadoras.
 Vdovinski afirma que viu uma boca concordância entre os padrões de distribuição de ciclones e terremotos em 5 pontos incomuns. Tais paralelos irão adicionar mais dados para estudar as estatísticas correspondentes nas Filipinas e Japão.

... Biólogos descobriram o motivo pelo qual escorpiões brilham na luz UV

Não é de hoje que os pesquisadores sabem que alguns escorpiões brilham no escuro sob luz UV, mas qual seria o real motivo?
 Os cientistas estão desvendando um mistério sobre os escorpiões. Algumas espécies ficam completamente brilhantes quando iluminados com luz ultravioleta. Qual o motivo? Segundos os especialistas, a evolução deu uma ‘mãozinha’ para que eles sentissem a luz.
  Segundo o biólogo Douglas Gaffin da Universidade de Oklahoma, a investigação da “fluorescência” mostrou que os escorpiões conseguem perceber a luz com suas caudas. Estes aracnídeos teriam evoluído devido ao seu hábito de afundar ou esconder sob rochas.
 “Os escorpiões são em grande parte solitários, muitos ficam com coloração verde-fluorescente sob luz UV e este fato era um grande mistério”, comentou Gaffin ao britânico Daily Mail.

A equipe de Gaffin entendeu que a cauda funciona como uma espécie de olho secundário. Através de vários testes com luzes diferentes, a cauda parecia responder a cada uma delas, o que evidenciou que existia alguma percepção em relação a cada mudança de coloração e intensidade.Aparentemente, a luz estimula estruturas especiais que enviam informações para o sistema nervoso, deixando em alerta o corpo inteiro. “A cutícula de revestimento pode funcionar como um coletor de luz, transmitindo informações ao sistema nervoso. Os escorpiões podem usar essas informações para detectar abrigo, pois cada vez que as cutículas ficassem na sombra, isso indicaria um local seguro, sem luz”, ressaltou Gaffin.

NASA flagra o nascimento de uma ilha

A NASA flagrou um acontecimento geológico no Mar VermelhoNa Ilha Rugged no Mar Vermelho uma nova ilha nasceu quase que da noite para o dia. O local que você vê saindo fumaça nada mais é do que a formação de uma “ilha infantil” derivada de erupção vulcânica.
Vários pescadores da costa do Iêmen testemunharam a explosão de jatos de lava que alcançaram 30 metros. A nova ilha irá fazer parte do Grupo de Zubair, que são ilhas resultantes de um vulcão que está sob o Mar Vermelho e geralmente surgem em uma linha reta.

Inscrições verdadeiras de um colecionador particular mostram detalhes da Torre de Babel

A mais antiga imagem da Torre de Babel. Um tipo de protótipo real, do antigo reino da Babilônia encontrado em uma coleção particular.Uma equipe internacional de pesquisadores concluiu que grande parte dos textos cuneiformes de uma antiga coleção particular do empresário norueguês Martin Sheyene é verdadeira. Entre as raridades do colecionador, estão manuscritos que demonstram a construção da torre de babel, uma das histórias mais conhecidas da Bíblia.
 Segundo a descrição Bíblica em Gênesis, a torre seria construída com o objetivo de alcançar o céu. Segundo as Sagradas Escrituras, isso era uma afronta para Deus, pois o homem queria se igualar a Ele. A Bíblia comenta que Deus impediu a construção e castigou os homens responsáveis pela construção, fazendo-os falarem línguas estranhas, impedindo-os de comunicarem entre si para realizar um novo projeto.
 Entre os artigos da coleção está o The Dead Sea Scrolls e vários documentos budistas antigos, algumas inscrições deixadas por aborígenes da Austrália, e um grande número de tabuletas cuneiformes e lajes de pedra da Mesopotâmia.
 As últimas pesquisas desta fantástica coleção particular resultaram em um livro chamado Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts In the Schoyen Collection. No livro, o pesquisador Andrew George, professor da University of London, descreve uma incrível descoberta sobre a Torre de Babel.
 Inscrições em pedras datado de 604 a.C mostra claramente o rei Nabucodonosor II , que governou a Babilônia há 2.500 anos, e desenhos da lendária torre. Os desenhos arcaicos mostram um edifício de sete andares com um topo colossal, não apenas pela imponência exterior, mas pelo planejamento interior.

As “etiquetas” nas inscrições mostram o desenho como sendo o “grande templo da Babilônia”. Segundo o pesquisador, na pedra está escrito: “Eu fiz isso para surpreender as pessoas no mundo, fui buscá-la para ir ao céu, feito de porta em porta, coberto com asfalto e tijolos”.
 Infelizmente a pedra está em péssimo estado de conservação e é impossível colher maiores detalhes ou informações das palavras escritas. As inscrições contidas nela dão uma dica sobre a origem da histórica bíblica, mostrando que pessoas planejaram e se reuniram para construir uma torre, buscando chegar ao céu.
Um dos últimos trechos que foram traduzidos continha os seguintes dizeres: “Eu mobilizei todos, em todos os lugares e cada governante...foi criado uma proeminência sobre todos os povos do mundo...amou Marduk...Eu construí a estrutura com o betume e tijolos queimados. Eu terminei, tornando sua brilhante...como o Sol”. Segundo o pesquisador Andrew George, os inscritos foram dedicados para o deus da antiga Mesopotâmia.

sábado, 31 de dezembro de 2011

China mira Lua para se tornar próxima superpotência espacial

O governo da China confirmou nesta quinta-feira (29) que em menos de cinco anos levará pela primeira vez um veículo não tripulado à superfície da Lua.
Esse seria um primeiro passo para que mais adiante seus astronautas pisem o satélite e o país siga os passos dos americanos e dos russos para se tornar a nova superpotência espacial.
O objetivo consta no "Livro Branco sobre as Atividades Espaciais de 2011", um documento do executivo chinês apresentado hoje em entrevista coletiva.
No texto, o governo estabelece outras metas da corrida espacial chinesa até 2015.
Dessa forma, indica que o programa lunar (um dos ramos mais importantes da investigação espacial chinesa, junto dos voos tripulados e dos projetos para uma estação permanente no Cosmos) será centrado no desenvolvimento de uma tecnologia que mais tarde permita levar astronautas à Lua.
A China já conseguiu que dois de seus satélites chegassem até a órbita lunar, em 2007 e 2010, embora as sondas simplesmente tenham servido para recolher informações fotográficas e estavam programadas para retornar depois ao planeta Terra.
As sondas cumpriram a primeira etapa do programa, destaca o documento, detalhando que em meia década deverá ter início a segunda fase (o mencionado pouso na superfície da Lua e passeios tripulados no satélite) para que a terceira inclua o recolhimento de material lunar e retorno à Terra dos veículos.
Não há data fixa para a chegada ao satélite terrestre dos primeiros "taikonautas" (apelido com o qual frequentemente se alude aos astronautas chineses, já que espaço em mandarim é "taikong).
Levando em conta que a China parece dividir este programa em fases de cinco anos, este fato histórico poderia ocorrer entre 2020 e 2025, meio século depois dos EUA, o primeiro país a alcançar essa façanha.
A prospecção lunar é talvez a parte de maior destaque dos futuros planos espaciais da China, mas não a única: o Livro Branco assinala que o país também continuará programas de prospecção de planetas e asteroides, do Sol e de buracos negros, entre outros corpos celestiais.
Também conduzirá experiências sobre microgravidade e vida no espaço e promoverá a cooperação internacional no estudo do Universo, assinalou, lembrando que já colaborou neste sentido com países como a Rússia e a Austrália.
Ao mesmo tempo, a China, que nesta semana também iniciou o funcionamento da "Bússola", seu sistema de posicionamento alternativo ao GPS americano, garantiu que nos próximos cinco anos aumentará o controle do lixo espacial e dos sistemas de alarme quando esses fragmentos caírem na superfície terrestre.
O Conselho de Estado insiste no documento que a prospecção espacial "é uma importante parte da estratégia geral de desenvolvimento da nação" o período de 2011-2015, no qual a China procura seguir ascendendo em seu caminho a ser um país desenvolvido, com a inovação tecnológica como prioridade.
Esta corrida preocupa, no entanto, como na época ocorreu com a missão soviética, a principal potência espacial atual, os EUA, onde alguns políticos, oficiais do Exército e meios de comunicação veem com receio o caráter totalmente militar do programa espacial chinês.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático, Hong Lei, quis nesta quinta-feira responder a esses temores, assegurando em entrevista coletiva que a China "sempre ressalta que seu objetivo é fazer uso pacífico do espaço, e procura cooperar internacionalmente neste campo".
A China colocou seu primeiro astronauta no espaço em 2003 e desde então alcançou outros objetivos, como o primeiro "passeio" de um de seus astronautas fora da nave (2008) e o primeiro acoplamento de dois veículos (no mês passado), passo-chave para sua futura estação espacial permanente.
Para os especialistas, a China ainda está em uma fase muito preliminar no que diz respeito às tecnologias espaciais, comparável aos EUA e à extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) nos anos 60, mas avança de forma mais rápida do que fizeram na época as duas superpotências da Guerra Fria em sua corrida espacial.

Parque nacional da Indonésia faz imagens de rinoceronte ameaçado

Rinoceronte javanês (Foto: AFP Photo/Ujung Kulon National Park)Esta imagem de um rinoceronte javanês foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Parque Nacional Ujung Kulon, na Indonésia. A espécie está ameaçada de extinção. (Foto: AFP Photo/Ujung Kulon National Park)
Rinoceronte javanês (Foto: AFP Photo/Ujung Kulon National Park)As imagens foram feitas por câmeras escondidas espalhados pelo parque nacional. O espaço abriga 35 rinocerontes da espécie, incluindo cinco filhotes.

Físicos estão produzindo eletrodo de proteína de cianobactéria que quebra a molécula de água

Novo dispositivo concebido consegue separar o hidrogênio e oxigênio da água apenas exposto à luz solar.
Cientistas do Laboratório Federal Suíço de Ciências dos Materiais e Tecnologia (EMPA), juntamente com pesquisadores da Universidade de Basiléia e Argonne National Laboratory, criaram e estão testando uma célula fotoelétrica nanobiotransformadora.
Os físicos tentaram utilizar óxidos de metais (alguns deles têm boas propriedades fotocatalíticas), mas no novo estudo os cientistas resolveram utilizar a hematita, que é uma rocha contento óxido de ferro, além de ter o poder de absorver a radiação no espectro visível e ser mais barata.
O principal destaque do experimento está na composição de parte do eletrodo que é formado por ficocianina, uma proteína encontrada em algas verde-azuladas, as famosas cianobactérias.
Eu me inspirei na fotossíntese natural que a ficocianina realiza nas bactérias, atuando como principal componente de captação de luz. Eu queria misturar a fotossíntese natural com recursos de cerâmica atrelado as proteínas”, comentou Debadzhit Bora, principal autor do estudo.
 Em vermelho a hematita, um tipo de rocha que contém ferro. Os traços verdes são ficocianina. Fotomicrografia da célula fotoelétrica.

Os pesquisadores colocaram uma rede de moléculas na superfície do eletrodo de ficocianina-hematita. Neste caso, de acordo com Bora, a proteína formada bacteriana sobre uma ligação covalente. Através de testes com materiais híbridos, os cientistas descobriram que o eletrodo com o aditivo biológico produzia o dobro de fotocorrente induzida em comparação com o seu análogo construído simplesmente de hematita. Este novo material consegue absorver muito bem os fótons.
Essa mistura de material biológico e rocha mostrou-se bastante promissor e uma grande surpresa para os especialistas. A ficocianina não é destruída em contato com o óxido de ferro em meio alcalino, embora teoricamente essa combinação de fatores não era para ser muito favorável.
A pesquisa da EMPA abre caminho para uma nova forma possível de produzir hidrogênio como combustível. Agora os cientistas precisam ver como os eletrodos irão trabalhar em situações reais de produção em larga escala, não apenas em pequenas amostras de laboratório.

Os noruegueses construíram um centro de dados com arrefecimento em um fiorde

Os autores do projeto afirmam que seus servidores estão escondidos nas profundezas das rochas.
Segundo os cientistas, este seria o centro de dados mais ecologicamente correto do mundo, em termos de consumo de energia elétrica e emissão de carbono que chega quase ao nível zero. O nome do projeto é Green Mountain Data Center e está localizado na costa de uma montanha, no fiorde Boknafjord.
As salas, que foram abertas com ajuda de explosivos, possuem 21 mil metros quadrados e possuirão um dos servidores mais modernos do mundo. A característica mais notável do projeto é o sistema complexo de refrigeração. Ao contrário do que é comum, ele não usará sistemas de resfriamento tradicionais. Os engenheiros estão usando redes de tubos contendo água gelada dos próprios fiordes.

As águas dos fiordes permanecem em uma temperatura de 8ºC durante todo o ano, o que garante que os servidores não sofrerão com superaquecimento. Os noruegueses estimam que este novo servidor será o mais avançado do mundo em termos de sustentabilidade e consumo de energia.
Saiba mais!
O que é um fiorde? É uma grande entrada do mar em volta de altas montanhas rochosas. Os fiordes situam-se principalmente na costa oeste da península escandinava onde são um dos elementos geológicos mais emblemáticos da paisagem, e têm sua origem na erosão das montanhas devido ao gelo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cientistas usam scanner 3D para conseguir tocar discos de 125 anos

Cientistas da biblioteca nacional Lawrence Berkley, nos Estados Unidos, usaram um scanner 3D para conseguir recuperar e reproduzir as gravações de discos com 125 anos de idade.
Segundo os cientistas, os discos escaneados possuem gravações de Alexander Graham Bell quando ele e colegas tentavam melhorar a qualidade dos dispositivos de som no final do século XIX. Bell enviou as gravações para serem guardadas no museu Smithsonian, mas não mandou um aparelho para reproduzi-las. Por conta disso, o conteúdo dos discos nunca foi ouvido.
Um sistema chamado IRENE/3D conseguiu escanear os discos que já estavam se degradando e tocar o seu conteúdo. O sistema não utiliza nenhuma ferramenta que toca no disco, o que poderia danificá-lo. São feitas fotografias em alta definição do disco e erros das imagens digitais são removidos por especialistas em restauração. Uma agulha virtual reproduz o som da foto.
O Smithsonian possui cerca de 400 discos com diversos tipos de conteúdo como pessoas recitando textos de Shakespeare, por exemplo. Com a tecnologia, será possível restaurar as peças e escutar gravações com mais de 100 anos.
Os cientistas afirmam que a tecnologia pode ser disponibilizada ao público nos próximos anos.

Células de conexão cerebral são mais do que simples 'cola', revela estudo

As células da glia (nome grego para “cola”), que unem os neurônios e protegem as células que determinam nossos pensamentos e comportamentos, podem ter várias outras funções, segundo estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU), em Israel, publicado na revista "PLoS Computational Biology".
Esse tecido conjuntivo, ou de conexão, também interfere na adaptação a diferentes estímulos, no aprendizado e na memória. Os cientistas suspeitam que a glia seja ainda mais central para o funcionamento do cérebro porque é abundante no hipocampo (que fica no meio do órgão) e no córtex (camada mais externa). Essas duas partes são as que têm maior controle sobre a capacidade de processar informações e guardá-las.
“As células da glia são como supervisores cerebrais. Ao regular as sinapses, controlam a transferência de informações entre os neurônios, o que afeta a forma como o cérebro processa os dados e aprende”, explica o estudante de pós-doutorado da TAU Maurizio De Pittà.
A pesquisa – liderada pelo professor Eshel Ben-Jacob, da TAU, em conjunto com Vladislav Volman, do Instituto Salk para Estudos Biológicos e da Universidadade da Califórnia em San Diego, nos EUA, e Hugues Berry, da Universidade de Lyon, na França – desenvolveu o primeiro modelo de computador que incorpora a influência das células da glia na transferência de sinapses.
Esse modelo também pode ser aplicado em tecnologias baseadas nas redes cerebrais, como microchips, softwares e algoritmos. Além disso, poderia servir para estudos sobre distúrbios como epilepsia e mal de Alzheimer.
"Rede social" do cérebro
O cérebro é formado por dois tipos principais de células: os neurônios e a glia. Para cada neurônio, há de duas a cinco células da glia.
Os primeiros disparam sinais que ditam como pensamos e agimos, usando conexões chamadas sinapses para passar adiante a mensagem de um para o outro.
Ben-Jacob compara o cérebro a uma rede social, em que as mensagens se originam nos neurônios, que usam as sinapses como seu sistema de entrega, enquanto a glia serve de moderador geral, para regular quais mensagens serão enviadas e quando.
Essas células podem solicitar a transferência de informações ou reduzir a atividade das sinapses se elas estiverem muito hiperativas.

Cientistas fazem cócegas em gorilas para estudar evolução da gargalhada

Cientistas britânicos estão estudando como primatas reagem a cócegas para descobrir mais pistas sobre a evolução da gargalhada.
Pesquisadores da Universidade de Portsmouth estão monitorando o comportamento de gorilas em um zoológico em Kent, com ajuda dos tratadores dos animais.
Um das estrelas do estudo vem sendo a gorila Emmie, de 19 anos, que tem mostrado reações muito parecidas com a de humanos.
Os pesquisadores também estão encontrando grandes semelhanças entre os sons das risadas de primatas com as de seres humanos.
Para os cientistas, a gargalhada pode ter nascido há 30 ou 60 milhões de anos.
                                 Gorila (Foto: BBC) 
                                        Gorila ri com cócegas de tratador

Satélite fotografa vulcão no Chile

Imagem divulgada pela Nasa a partir do Land Imager, que está no satélite EO-1, feita em 23 de dezembro, mostra a fissura noroeste do vulcão Puyehue-Cordon, no Chile. Fumaça e vapor saem da cratera, em direção ao oeste e ao norte. A imagem também mostra neve na superfície do vulcão, que provocou transtornos na aviação civil do cone sul da América do Sul ao longo de 2011. (Foto: Nasa/AP)Imagem divulgada pela Nasa a partir do Land Imager, que está no satélite EO-1, feita em 23 de dezembro, mostra a fissura noroeste do vulcão Puyehue-Cordón, no Chile. Fumaça, cinzas e vapor saem da cratera, em direção ao oeste e ao norte. A imagem também mostra neve na superfície do vulcão, que provocou transtornos na aviação civil do cone sul da América do Sul ao longo de 2011.

Pesquisa usa peixe-elétrico para indicar poluição da água na Amazônia

Projeto desenvolvido por pesquisadores brasileiros conta com a ajuda de peixes-elétricos (Gymnotiformes) para identificar possíveis alterações na qualidade da água dos rios amazônicos, tornando estas espécies em mais uma ferramenta de prevenção a alterações ambientais no bioma.
O motivo é que possíveis mudanças nos locais classificados como habitat destas espécies afetariam as descargas elétricas emitidas por eles.
O estudo, desenvolvido por especialistas do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é realizado em duas unidades de conservação federais de Roraima, localizadas na bacia do Rio Branco.
Na imagem, três diferentes espécies existentes na bacia do Rio Branco, em Roraima. (Foto: Divulgação)Na imagem, três diferentes espécies de peixe-elétrico que vivem na bacia do Rio Branco, em Roraima.
De acordo com Romério Briglia Ferreira, analista ambiental e autor do projeto, em conjunto com o pesquisador José Alves Gomes, do Inpa, é a primeira vez que especialistas em ambiente aquático estiveram na região, compreendida pelo Parque Nacional Serra da Mocidade e pela Estação Ecológica de Niquiá. Eles aproveitaram ainda para coletar informações sobre os tipos de peixes existentes nos rios da região.
“Em Roraima existem dois processos importantes que impactam a qualidade da água. Um deles é o cultivo de arroz e o outro é o cultivo de peixes, como o tambaqui, em cativeiro. Isso acarretaria em modificações nas águas e resultam em assoreamento dos rios (elevação dos níveis de terra no fundo das bacias hidrográficas devido à erosão)”, diz.
“Os peixes-elétricos utilizam as correntes elétricas (de cerca de 1 volt) para localização, comunicação e também para reprodução. Se a qualidade da água sofrer alteração, o comportamento deles também se altera”, complementa.
Vista do Parque Nacional Serra da Mocidade, uma das unidades de conservação estudadas em Roraima (Foto: Divulgação)Vista do Parque Nacional Serra da Mocidade,
uma das unidades de conservação que é foco
da pesquisa em Roraima
Levantamento
De acordo com o pesquisador, com a ajuda de um equipamento foram gravadas 191 descargas elétrica de aproximadamente dez diferentes espécies de peixes da ordem Gymnotiformes.
As correntes serão testadas e comparadas com as de outros peixes que vivem na região do Rio Negro, foco de pesquisa do Inpa.
A partir dos resultados, serão realizadas outras duas excursões de pesquisadores às unidades de conservação de Roraima e, possivelmente, a criação de um grupo que vai debater a forma de manejo para essas áreas.
Possível descoberta
Durante a primeira busca por indicadores dos peixes-elétricos, verificou-se a existência de espécies endêmicas (que só existem naquele local) e novas análises podem indicar a possível descoberta de duas novas espécies.
O processo de identificação deve levar até três anos. “Podem ser duas novas espécies, mas é apenas uma possibilidade. Estamos estudando ainda”, afirma o analista do ICMBio.

Cientista do Jurassic Park quer chocar um dinossauro usando DNA de aves

Um dos colaboradores do famoso filme planeja algo bastante inusitado.
O consultor do filme Jurassic Park, o professor de paleontologia da Monta State University, Dr. Horner, crê que as aves modernas (como a galinha) possuem informações na memória de seus genes, que poderia de alguma forma fazer uma ponte para ressuscitar alguns traços dos famosos dinossauros. Atualmente o professor está procurando algum especialista em engenharia genética para ajudá-lo na conclusão de seu plano.
Eu estou procurando um pesquisador pós-doutorado. Um pós-aventureiro que saiba muito sobre biologia do desenvolvimento e um pouco sobre os pássaros”. Declarou o professor ao LiveScience.
Ele comenta que planeja começar o estudo com um emu (um tipo de ave comum na Austrália, com aspecto próximo de uma ema, porém um pouco menor). Segundo ele, estas aves possuem todas as características para trazer de volta um dinossauro Velociraptor de médio porte.
Apesar de ousada, a idéia está encontrando apoio acadêmico de vários estudiosos. Sean Carroll, especialista em genética da Universdade de Wisconsin, declarou que um inventário aprofundado dos genes de um pássaro, certamente seria muito próximo de um inventário dos genes de um dinossauro.
Outro cientista que dá apoio é Hans Larsson, paleontólogo da Universidade McGill no Canadá. Ele conduziu um experimento sobre evolução dos dinossauros, mostrando exemplos de caudas longas em pássaros há 150 milhões de anos. A pesquisa mostrou que durante a fase embrionária de uma galinha, parece existir uma espécie de cauda, que desaparece antes de seu nascimento. Segundo ele, isso seria resquício de um passado distante que faz uma ligação com aves da época dos dinossauros.
Os pesquisadores acreditam que dentro de 100 anos será possível trazer de volta animais da época do Mesozóico, através das informações genéticas que eles deixaram nos atuais animais. “Por que não podemos trazer todas as informações genéticas? Basta alterá-las um pouco e produzir um Tyrannosaurus rex”, comentou o Dr. Horner.
Um biólogo especialista em desenvolvimento da Universidade de Wiscosin concorda plenamente: “À medida que aprendemos mais, nós vamos ser capazes de fazê-lo”.
Segundo Dr. Horner, o conhecimento genético de um pássaro será a grande chave. “Eu tenho que admitir que eu certamente imagino que exista um pouco de dino-galinha quando vejo uma galinha andando atrás de mim. Não existe nada que nos impeça de trazer de volta os dinossauros. As pessoas que não acreditam na evolução poderão ver o feito. Se isso é uma boa idéia ou não, já é uma outra questão...” concluiu.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Veja as cores do polo sul de Titã, a maior lua de Saturno

Graças à sonda Cassini é possível ter uma ideia de como se parece o polo sul da maior lua de Saturno, Titã, se fosse visto a partir de um ponto no espaço.
A captura da foto, divulgada nesta quarta-feira (28) pelo site da Nasa (agência espacial americana), foi possível pela combinação de imagens processadas por lentes diferentes para captar nuances em vermelho, verde e azul.
O polo sul de Titã torna-se mais escuro à medida que os raios solares avançam em direção ao norte com o passar do dia. Na imagem, a parte superior alaranjada está iluminada pelo Sol; a neblina azul é a atmosfera de Titã.


Nasa exibe em seu site a imagem feita pela sonda Cassini do polo sul de Titã (em laranja)
Nasa exibe em seu site a imagem feita pela sonda Cassini do polo sul de Titã (em laranja)

Japoneses pesquisam micro-organismo que age melhor que computador

O micetozoário detém a capacidade de raciocínio melhor que a de um computador, afirma um grupo de cientistas japoneses da Universidade Hakodate que nos últimos anos se dedica a observar esse minúsculo ser unicelular parente da ameba.


Cientista observa micetozoário em microscópio; o ser unicelular escolhe as melhores rotas para obter comida
Cientista observa micetozoário em microscópio; o ser unicelular escolhe as melhores rotas para obter comida
Segundo eles, o ser primitivo, mesmo sem ter um centro de decisões avançado como é o cérebro, pode colaborar com o desenvolvimento de sistemas de transporte público mais eficientes.
De que forma isso seria feito? Pelo estudo do comportamento do micetozoário que, entre tantas possibilidades, escolhe a melhor das rotas para chegar até seu alimento, ao mesmo tempo que evita situações de estresse --no caso dele, isso equivale a fugir da luz.
A pesquisa, coordenada por Toshiyuki Nakagaki e equipe da Universidade Hakodate, não é recente. Ela já lhes garantiu dois Ig Nobel, o "prêmio" que elege bizarrices científicas, em 2008 e 2010.
O cientista Atsushi Tero, da Universidade Kyushu, que desenvolve pesquisa semelhante comenta que os micetozoários podem criar redes muito mais avançadas do que a própria mente humana.
"Os computadores não são bons para analisar as melhores rotas que se conectam entre si porque a quantidade de cálculo pode se tornar maior do que eles. Mas esses micro-organismos, sem qualquer cálculo de todas as opções possíveis, podem se mover por áreas livremente e gradualmente encontrar as melhores rotas", diz.
Tero afirma que teve êxito em simulações em laboratórios com micetozoários: os micro-organismos desenvolveram um sistema de locomoção muito semelhante ao das vias de trens e metrô que cobrem a área de Kanto no Japão --uma rede emaranhada de transporte que cobre uma das mais populosas áreas do Japão, que engloba Tóquio.
Vale lembrar que pode haver um possível ganhador do Nobel, o reconhecimento máximo das pesquisas científicas, por trás de estudos bizarros.
No ano passado, os físicos de origem russa Andre Geim e Konstantin Novoselov levaram o Nobel de Física por seus trabalhos revolucionários sobre o grafeno, mas foram indicados ao Ig Nobel dez anos antes ao estudar um sistema de levitação de rãs com um ímã.

Mudança climática pode tornar chocolate artigo de luxo

Um recente estudo, bancado pela Fundação Bill e Melinda Gates, mostra que a mudança climática global pode muito bem interferir na produção de chocolate, a ponto dessa guloseima tão acessível nos dias de hoje se tornar um artigo de luxo nas próximas décadas.
Segundo a conclusão do estudo, o aumento da temperatura em cerca de 2,3ºC, até 2050, faria a área de plantio de cacau na Costa do Marfim e em Gana cair significativamente. Os dois países africanos concentram mais da metade de produção de cacau no mundo.
A mudança climática, somada à elevação do consumo por países emergentes como a China, elevaria o preço final do chocolate. No Reino Unido, o ajuste de alguns produtos já superou os índices inflacionários.
Para contornar o problema do aquecimento global, o plantio de cacau poderia migrar para regiões mais altas, onde o clima é mais ameno. Mas, no caso dos dois países que ficam no oeste africano, essa não é uma opção tão válida assim, já que há predomínio de planícies.
A alternativa mais viável seria desenvolver pés de cacau mais resistentes para suportar um clima mais quente.
Este não é o primeiro estudo que relaciona o aquecimento global à falta de produtos em um cenário futuro. Vinho francês e massa italiana também correriam o risco de sumir das refeições.

Será que estamos sofrendo de fadiga eletrônica global?

Será que as pessoas estão sofrendo de uma sobrecarga de gadgets? Será que estão exauridas e sofrem do equivalente mercadológico da fadiga mental --sobrecarga de informações-- causada pelas constantes atualizações de seus aparelhos e da mídia on-line?
A Underwriters Laboratories, respeitada organização sem fins lucrativos de teste e certificação de produtos, divulgou um estudo na semana passada cujas constatações incluíam que cerca de metade dos consumidores, 48%, "sentiam que os fabricantes de alta tecnologia levam produtos novos ao mercado mais rápido do que as pessoas precisam deles".
É útil estudar um pouco mais a fundo as indicações oferecidas pelo relatório de 42 páginas.


Convidados manuseiam smartphone da HTC durante evento de lançamento do produto, em Nova York
Convidado smartps manuseiamhone da HTC durante evento de lançamento do produto, em Nova York
O estudo se baseou em entrevistas com 1.200 consumidores de quatro países --Estados Unidos, Alemanha, Índia e China. E 1.200 fabricantes foram entrevistados nas mesmas nações. O setor de alta tecnologia foi um dos quatro examinados com profundidade, acompanhado pelos de materiais de construção, alimentos e produtos químicos de uso caseiro.
A sensação dos consumidores de que os fabricantes de eletrônicos introduzem produtos mais rápido do que necessitariam sugere duas explicações possíveis. A primeira e mais evidente é a de que o ritmo de inovação é de fato rápido demais para os consumidores.
A segunda, menos evidente, é a de que, na verdade, a inovação é lenta demais. Ou seja, as novas ofertas que as empresas estão apresentando a cada seis meses são produtos semelhantes aos já existentes, com apenas um ou dois recursos novos ou pequenas mudanças de design. Os calendários de marketing, não a inovação de produtos, conduzem o trem empresarial.
O relatório constatou que os fabricantes norte-americanos valorizam mais que os de outros países a "velocidade de chegada ao mercado".
Em entrevista na sexta-feira, Sara Greenstein, vice-presidente de estratégia da Underwriters Laboratories, ofereceu sua interpretação quanto aos resultados do estudo. "A inovação só pode ser rápida demais se houver fatores desconsiderados", disse.


Visitantes da feira CES, em Las Vegas, testam notebook da Sony que exibe imagens em 3D
Visitantes da feira CES, em Las Vegas, testam notebook da Sony que exibe imagens em 3D
Para o setor de alta tecnologia, existem outras constatações intrigantes no relatório. Os consumidores, compreensivelmente, se preocupam menos com a segurança de produtos de alta tecnologia do que com a de alimentos frescos e industrializados. Mas suas maiores preocupações de segurança são as emissões de poluentes e as ondas de rádio. Muita gente, ao que parece, se sente inquieta por viver em uma nuvem cada vez mais densa de ondas de rádio emitidas por torres de celular, pontos de conexão Wi-Fi e aparelhos com os quais eles se comunicam.
Uma constatação um tanto surpreendente foi a de que, para os consumidores, o conteúdo interno dos eletrônicos aparentemente importa. Cerca de 55% deles, segundo o relatório, disseram estar mais preocupados "com a origem inicial das peças/componentes de alta tecnologia do que com o local de montagem do produto".
O relatório não determina de que maneira essa informação --classificada pela Underwriters Laboratories como "rastreabilidade"-- afeta as decisões práticas de compra. Pode ser um processo complicado. As companhias fabricantes, afirma o relatório, dependem em média de mais de 35 fornecedores terceirizados de todo o mundo para criar um único produto. O número pode ser ainda maior para um laptop ou um smartphone.
Talvez possa haver uma identificação de cadeia de suprimento, como um mapa do mundo codificado por cores mostrando de onde vêm as peças de um produto? "Estamos trabalhando nisso", disse Greenstein.

Nasa fotografa galáxia espiral com formato de olho

A imagem da Nasa (agência espacial norte-americana) tirada e divulgada nesta terça-feira (27) é da galáxia espiral NGC 4151.


Área em vermelho é formada por hidrogênio; os pontos amarelos indicam que ali nasceram estrelas
Área em vermelho é formada por hidrogênio; os pontos amarelos indicam que ali nasceram estrelas
A área em vermelho que lembra um anel é uma mistura de hidrogênio com matéria que cai em direção à região central da galáxia, em azul.
Já os pontos amarelos indicam regiões onde nasceram estrelas recentemente.
Essa galáxia espiral está localizada a aproximadamente 43 milhões de anos-luz da Terra e também é uma das mais próximas que contém um buraco negro cuja expansão está em ritmo muito acelerado.
Por causa de sua localização, fornece uma das melhores oportunidades para que os astrônomos possam estudar a interação entre os buracos negros em atividade e os gases que circundam a galáxia que o abriga.