quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Extraordinárias imagens mostram um tornado maior que a Terra na superfície do Sol


Estas imagens surpreendentes foram captadas por um satélite da NASA. Elas mostram um gigantesco tornado na superfície do Sol.
Apesar do pequeno tamanho aparente, este tornado é maior do que o planeta Terra, podendo se estender por milhares de quilômetros no espaço. Este gigante se moveu a 482.000 km/h.
O fenômeno ainda não é passível de explicação completa pelos cientistas. As imagens são do satélite Solar Dynamics Observatory da Agência Espacial Norte Americana.
Este satélite, também chamado de SDO está em uma missão que já dura 5 anos, monitorando atividades solares para prevenir perturbações na Terra, especialmente modificações em nosso campo magnético.
Enquanto o furacão, também chamado de proeminência solar, se assemelha com os tornados e twisters da Terra, sua origem, no entanto, é muito diferente. Ao invés de ser o resultado da pressão atmosférica, a atividade solar vem das flutuações do magnetismo do Sol.
Pesquisadores não conseguem explicar muito bem como se dá esse processo. A cientista Terry Kucera da NASA declarou à FOX News que ela e seus colegas estão procurando compreender porque este tipo de evento ocorre. O tornado tinha cerca de 8.000 ºC, sendo mais frio que a superfície que ele percorre. Confira no vídeo abaixo:


Pesquisadores afirmam que a Lua terá vulcões ativos no futuro


Imagine olhar para o céu a cada noite para ver uma bela cor vívida parecendo uma grande chaminé vermelha? Essa seria nossa visão se vulcões entrassem em erupção na Lua.
  De acordo com novas pesquisas que acabam de ser publicadas; os seres humanos podem desfrutar de um verdadeiro show de fogo em nosso satélite natural, a Lua.
Usando informações colhidas recentemente pelos sismógrafos instalados durante as missões Apollo da NASA, o Marshall Space Flight Center, coordenado pelo Dr. Renee Weber, declarou que 30% do manto lunar em torno do núcleo metálico é formado por matéria fundida. Weber, que é o responsável pelo mapeamento da Lua, afirma que esta lava líquida está a 1.350 km de profundidade.
Então, por que não existem vulcões ativos agora? A superfície da Lua está “morta” e, na verdade, sabemos que as erupções aconteceram há bilhões de aos. Mas será que isso significa que elas nunca mais acontecerão? Um grupo de cientistas liderados por Mirjam van Kan Parker e Wim van Westrenen da VU University Amsterdam, pode ter encontrado a reposta para essas perguntas.
  Como não podemos acessar a lava, os pesquisadores resolveram o quebra-cabeça usando uma técnica engenhosa. Primeiro eles analisaram amostras de 350 kg de rochas lunares trazidas a Terra pelas missões Apollo. Então, eles colocaram essas pedras sob as mesmas condições que atualmente se verifica a existência de lava na Lua: mais de 45.000 bares de pressão e 1.500 ºC.
Depois de criar esta lava artificial, eles usaram o European Synchrotron Radiation Facility  para analisá-la usando poderosos raios-X. Com esses dados, eles criaram uma simulação em computador, descobrindo que o magma lunar é rico em titânio. Isto torna o fluido de lava extremamente pesado. Lavas precisam de mais leveza para subir a superfície.De acordo com van Westrenen: “Depois de descer, o magma formado a partir dessas rochas próximas à superfície, muito ricas em titânio, acumula-se na parte inferir do manto, como se fosse um vulcão de cabeça para baixo”. Isso explica o motivo de não existirem vulcões ativos na Lua. Mas, e para o futuro?
Em um futuro distante, o derretimento e, por tanto solidificação, mudará a composição química da lava, tornando-a menos densa em seus arredores. Este magma poderia fazer seu caminho novamente para a superfície, formando vulcões ativos na Lua, proporcionando uma bela visão! Infelizmente este processo vai demorar milhões de anos.

Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra

Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra

Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.
Escudo magnético da Terra
Os três satélites que compõem a missão Swarm, da ESA, estão prontos para embarcar para a Rússia, de onde serão lançados em Julho.
A missão Swarm (enxame, ou cardume) é uma constelação de satélites de observação da Terra destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera do nosso planeta.
Eles vão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do campo magnético que nos protege.
Essa blindagem magnética protege o planeta das partículas carregadas que vêm com o vento solar.
Sem essa proteção natural, a vida na Terra seria impossível.
Esse escudo é gerado principalmente nas profundezas da Terra, por um verdadeiro oceano de ferro fundido que serpenteia pelo núcleo externo líquido.
Exploradores da Terra
Como o campo magnético terrestre é criado, e como ele se altera ao longo do tempo, é algo complexo e ainda não completamente compreendido.
Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra
Sem a proteção do campo magnético natural do planeta, a vida na Terra seria impossível. 
Esta força está em constante mudança - no momento, ela mostra sinais de um enfraquecimento significativo.
Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm pretende lançar novos conhecimentos sobre estes processos naturais, além de coletar novas informações sobre o clima espacial.
Esta será a quarta missão da série Exploradores da Terra, da agência espacial europeia - as outras são GOCE, que mapeou a gravidade da Terra, o SMOS, mais conhecido como satélite da água, e o CryoSat, o satélite do gelo.
Satélites em formação
Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.
Dois satélites vão orbitar muito próximos entre si, na mesma altitude - inicialmente a cerca de 460 km -, enquanto o terceiro estará em uma órbita mais alta, de 530 km.
As diferentes órbitas quase-polares, juntamente com os vários instrumentos a bordo, melhoram a qualidade dos dados coletados, tanto no espaço, quanto no tempo.
Isto vai ajudar a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes do magnetismo.

Nave europeia terá nome do pai da Teoria do Big Bang



Nave da ESA terá nome do pai da Teoria do Big Bang
O pai da teoria do Big Bang, Georges Lemaitre, terá seu nome estampado no ATV-5.

Descoberta da expansão do Universo
Começou a ser feita justiça ao descobridor da expansão do Universo, o cientista belga Georges Lemaitre.
A agência espacial europeia acaba de batizar uma de suas naves não-tripuladas, o ATV-5 (Automated Transfer Vehicle), com o nome do astrônomo que foi deixado de lado por décadas pela comunidade científica.
Quando o erro foi finalmente corrigido, em uma pesquisa publicada na revista Nature, sugeriu-se que seria justo, no mínimo, dar o nome de Lemaitre a um telescópio espacial, para rivalizar com o Hubble, que levou o nome daquele que teve o crédito indevido pela descoberta durante décadas.
Pai da teoria do Big Bang
Dar nome a uma nave que se destruirá na reentrada na atmosfera em poucos meses parece pouco para um cientista que, além da descoberta da expansão do Universo, é o idealizador da teoria do Big Bang.
Mas é um começo, e ele estará em boa companhia.
Os ATVs anteriores levaram os nomes de Jules Verne, Johannes Kepler e Edoardo Amaldi - este último, o ATV-3, está com lançamento marcado para Março.
O ATV-4, que será lançado em 2013, terá o nome de Albert Einstein.
O pai da teoria do Big Bang, Georges Lemaitre, terá seu nome estampado no ATV-5, ainda sem data agendada para lançamento.
Os ATVs são usados para levar suprimentos para a Estação Espacial Internacional.
Georges Lemaitre
Georges Lemaitre nasceu em 17 de Julho de 1894 na cidade de Charleroi, na Bélgica.
Ele obteve seu doutoramento em física e matemática em 1920. Em 1923, ele foi ordenado padre católico, o que é frequentemente sugerido como a razão pela qual ele foi deixado de lado pelos seus colegas cientistas.
Já padre, ele se tornou estudante de astronomia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estudando cosmologia, astronomia estelar e análise numérica.
Em 1925, depois de dois anos de estudos em Harvard e no MIT, nos EUA, ele voltou para a Bélgica e se tornou professor em tempo integral na Universidade Católica de Leuven, onde ficou pelo restante de sua carreira.
Em 1927, Lemaitre descobriu uma família de soluções para as equações da relatividade de Einstein que descreviam um Universo em expansão, em vez de um Universo estático, como se acreditava até então.
Nesse trabalho, ele obteve o primeiro dado observacional daquilo que passaria para a história como a constante de Hubble, que trabalhou em cima dos dados de Lemaitre.
Mais tarde, já com a contribuição de vários outros cientistas, a teoria passou a ser conhecida como Teoria do Big Bang.
Lemaitre morreu em 1966, logo depois de tomar conhecimento da descoberta da radiação de fundo de micro-ondas, que dava provas adicionais da sua teoria sobre o nascimento do Universo.

Cientistas descobrem novo planeta composto por água a 40 anos-luz


Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (em Cambridge, nordeste dos Estados Unidos) e pela Nasa.
Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", descoberto em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa. Segundo estudos recentes de um grupo de astrônomos, ele tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.
Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra.  (Foto: AFP Photo / Nasa / ESA / D.Aguilar)Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra. 
Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno).
Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.
"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltou comunicado conjunto do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e da Nasa. Os estudos foram realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.
Características O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes seu peso.
Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus celsius).Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura.
No entanto, as observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.
As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.
O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor. Depois, os astrônomos conseguiram calcular a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que ele tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Astrônomo inglês fabrica o primeiro vinho do mundo com meteorito de 4,5 bilhões de anos


O que acontece se misturarmos o conhecimento de um homem fascinado por vinhos e uma grande paixão pela astronomia? Um vinho meteorito!Meteorito é o nome do novo vinho produzido com um fragmento celeste com mais de 4,5 bilhões de anos. O vinho é um Cabernet Sauvignon, criação de Ian Hutcheon. O astrônomo sempre foi apaixonado por vinhos e astronomia, então resolveu juntar suas duas paixões em um único produto.
  O inglês, que agora trabalha no Chile, comprou um vinhedo no Vale do Cachapoal. Fora de sua paixão por espaço, ele também abriu um observatório em 2007, chamado de Centro Astronômico Tagua Tagua. Este é atualmente o único lugar do mundo em que você pode comprar o vinho Meteorito, embora Hutcheon esteja interessado em exportar para outros países, devido à grande procura.
O processo de criação não parece ser muito complicado. Tudo começou com a colheita das uvas Cabernet Sauvignon da Vineyard Tremonte Hutcheon, em abril de 2012. O processo inicial de vinificação era bastante básico, deixando a fruta fermentar por 25 dias para converter o açúcar em álcool. O próximo passo é o mais importante da criação do vinho excêntrico; um tipo de fermentação maloláctica que durou um ano.
Durante este passo, o vinho foi armazenado em um barril de madeira, juntamente com o meteorito. Após este período de 1 ano, o vinho foi misturado com outro lote de Cabernet Sauvignon.
Aproximadamente 10.000 litros deste vinho foram produzidos. O meteorito usado na fabricação possui apenas 3 centímetros de comprimento e não pertence a Hutcheon, mas sim de um colecionador americano que não se opôs em emprestá-lo. O vinho na verdade é um lote comum, apenas acrescentando-se por um tempo uma peça extremamente antiga de rocha do espaço. Será que o meteorito faz alguma diferença no sabor? De acordo com Hutcheon faz sim, e muita! Ele declara que o vinho ganhou um sabor mais “vivo”.
Ele diz ainda que seu projeto é um esforço para dar a oportunidade das pessoas tocarem em alguma coisa do espaço: “Você está bebendo elementos donascimento do sistema solar”, finalizou. Confira o vídeo abaixo:

Suíça anuncia projeto de satélites para remover lixo espacial


A Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) anunciou o início do projeto CleanSpaceOne desenvolvido para eliminar peças de lixo espacial que orbitam a Terra e que são uma ameaça para outros satélites e naves espaciais.
O satélite deve ser lançado ao espaço no prazo de três anos.

Cientistas criam transistor do tamanho de um átomo


Cientistas australianos construíram o menor transistor do mundo a partir de um único átomo, o que representa um passo importante rumo ao desenvolvimento dos futuros computadores quânticos, informaram nesta segunda-feira (data loca) a imprensa local.
O diminuto aparelho eletrônico tem um único átomo de fósforo, o qual é colocado com muita precisão em um cristal de silício, publicou o portal de notícias do "Sydney Morning Herald".
No passado já tinham sido desenvolvidos aparelhos compostos por um único átomo, embora eles tivessem um erro de dez nanômetros no posicionamento de átomos, uma situação que afetava seu funcionamento.
O avanço dos cientistas australianos consistiu em colocar com "excelente precisão" o átomo de fósforo, assegurou a chefe do projeto e diretora do Centro de Computação Quântica da Universidade de Nova Gales do Sul e chefe do projeto, Michelle Simmons, segundo o SMH.
Para este projeto foi usado um microscópio de varrimento de efeitos para substituir um de seis átomos de silício por um de fósforo com uma precisão maior a meio nanômetro.
Assim, este único átomo de fósforo foi colocado entre dois pares de eletrodos, o primeiro a 20 nanômetros de distância e o outro a 100 nanômetros, explicou o SMH.
Ao aplicar voltagens ao longo dos eletrodos, o nanoaparelho operou como um transístor que amplia e muda os sinais eletrônicas, segundo a pesquisa publicada na revista "Nature Nanotechnology".
Este nanotransistor representa um grande passo rumo ao desenvolvimento de computadores quânticos, aparelhos de grande poder que permitirão realizar cálculos, quase de forma instantânea, que atualmente os computadores mais avançados não podem realizar.
Calcula-se que ainda deverão passar cerca de 20 anos antes que este tipo de computadores quânticos possam estar ao alcance do público.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O ancestral comum entre algas e plantas é mais complexo do que se pensava


Um biólogo da Universidade do Arkansas criou um esboço do que seria o primeiro ancestral comum de plantas e algas. Ele explica que os organismos primitivos nem sempre eram simples.
Fred Spiegel, professor de ciências biológicas na William J. Fulbright College of Arts and Sciences, sugere que partes microscópicas teriam sido presentes no ancestral comum com base em achados de Dana Preço da Rutgers University e seus colegas, que examinaram o genoma de uma alga microscópica de água doce, determinando que as algas e as plantas são derivadas de um único ancestral.
Este antepassado seria formado a partir da fusão de um protozoário e uma cianobactéria. Segundo os pesquisadores, a cianobactéria é um tipo de bactéria que possui clorofila, produzindo seu próprio alimento. Este novo ser vivo formado priorizou a multiplicação dos cloroplastos (estruturas que abrigam a clorofila) por ser extremamente útil.
  Por muitos anos os cientistas especularam que o ancestral original das plantas e algas deveria ser derivado de um protozoário e uma cianobactéria. Eles acreditavam que em algum momento em um passado distante, as cianobactérias tiveram algum tipo de “vantagem” sobre as características dos protozoários, evoluindo para conquistar a gigantesca variedade de plantas que temos hoje. No entanto, outros cientistas argumentam que a diversidade e a complexidade das plantas e algas indicam que outros organismos diferentes também se fundiram. Price e seus colegas estudaram o genoma de uma alga chamada Cyanophora. Seus resultados sugeriram fortemente que a alga surgiu pela primeira vez há 1,5 bilhão de anos. Esta alga tornou-se o antepassado do grupo atual que contém a Cyanophora, do grupo que inclui as algas vermelhas, do grupo das algas verdes e das plantas terrestres. Juntos, esses organismos formam o grupo das chamadas Super Plantae.O ancestral comum do Plantae era um organismo com células muito complexas e um ciclo de vida complexo. Enquanto alguns membros do grupo Super Plantae tinham células menos complexas e ciclos de vida mais simples. Mas isso não significa que elas eram mais simples no início, apenas podem ter perdido partes durante a evolução”, ressaltou Spiegel.

Seria os fitoplânctons o ingrediente chave para decidir o futuro do clima na Terra?


Segundo pesquisadores, os fitoplânctons seriam os responsáveis pelo futuro do clima do nosso planeta.
A cientista canadense Maria Maldonado está pesquisando porque o fitoplâncton prospera em algumas áreas, e como eles sobrevivem em áreas com condições hostis.
As algas unicelulares absorvem 4,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano – elas fornecem metade da oferta de oxigênio do nosso planeta. Compreender seu ciclo atual é vital para regular a saúde da Terra.
Maldonado está apresentando sua pesquisa na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver. O oceano profundo é um dos “sumidouros” de carbono natural da Terra, mantendo reservas de carbono atmosférico durante séculos.
A bomba de carbono biológica controla o teor de dióxido de carbono na parte superior do oceano, que por sua vez regula os níveis de dióxido de carbono atmosférico, tal como um resultado, controla a mudança climática.
  Os cientistas demonstraram que as concentrações de ferro diminuíram nos oceanos, diminuindo também o crescimento de fitoplânctons em áreas chamadas de ferro-limite. Nesses ambientes com limitações de ferro, que representa cerca de 30% dos oceanos, a bomba biológica torna-se ineficiente e a capacidade dos oceanos de absorver dióxido de carbono é reduzida.
Nos últimos 20 anos, Maldonado examinou como os fitoplânctons se adaptaram e sobreviveram em ambientes com baixas quantidades de ferro. “Em essência, o que estamos mostrando é que eles evoluírampara lidar com a limitação de ferro, e estamos descobrindo como eles se adaptaram para usar o ferro de forma mais eficiente”, comentou.

Novo telescópio promete revolucionar os segredos da formação dos planetas e oceanos


O mais caro telescópio do mundo fixado em terra, chamado de ALMA custou quase R$ 3 bilhões para ser construído e é considerado o mais complexo já feito pelo homem.
Sua missão será estudar os planetas. Juntamente em parceria com o rádio telescópio VLA (Very Large Array) e mais uma coleção de 27 antenas no Novo México. O ALMA começou a nos fornecer as primeiras imagens de planetas em formação e discos de gás e poeira em torno de estrelas jovens. Os pesquisadores responsáveis por sua manutenção e atualização, comentam que este é o maior salto na história da astronomia desde Galileu.
Estes novos olhos nos permitirá estudar, em escalas sem precedentes, o movimento de gás e poeira nos discos em torno de estrelas jovens, e colocar nossas teorias de formação de planetas em prática”, declarou David Wilner, do Centro Harvard-Smithsonian para estudos de Astrofísica.
O ALMA buscará informações sobre a formação de planetas a partir de grãos de poeira que orbitam estrelas jovens, bem como mostrar as interações gravitacionais entre os planetas e discos novos incorporados.
O poder do ALMA nos permitirá estudar estrelas muito jovens de vários sistemas solares – provavelmente milhares – que nós não poderíamos antes. Isso irá nos ajudar a entender os processos que produzem a enorme diversidade em sistemas planetários extra-solares”, comentou Wilner.
Um conjunto de observações iniciais mostrou um disco em torno de uma estrela jovem, 170 anos-luz da Terra. Essa nova descoberta promete lançar luz sobre uma questão muito mais intrigante – a formação dos nossos oceanos. Os cientistas acreditam que grande parte da água do nosso planeta veio de cometas que bombardearam a Terra jovem, mas eles não sabem quantos cometas e quando.
A pista chave tem sido o fato de que a água do mar contém uma porcentagem elevada de deutério, uma forma de hidrogênio, que é encontrada no gás de várias estrelas.Com estudos como este, estamos no caminho para medir o percentual de água que possivelmente teria vindo de cometas”, comenta Wilner. O pesquisador já trabalhou com Karin Oberg e Qi Chunhua no Leiden Observatory, na Holanda, sobre esse tema.
  O estudo da evolução das galáxias e a formação estelar na juventude do Universo há 12 bilhões de anos, também será possível graças à união destesdois telescópios. O ALMA está localizado no Chile.
Na foto de capa, encontra-se a primeira imagem transmitida pelo ALMA de uma galáxia.




Pesquisador faz projeto para resgatar astronomia dos índios


Nada de Touro ou Cruzeiro do Sul. Os índios brasileiros olham o céu em busca de constelações como a Ema, a Anta e o Homem Velho. Muitas aldeias têm astronomia própria, usada para saber desde as estações até o posicionamento geográfico.
Um conhecimento que, embora tradicional --retratado até em antigas pinturas rupestres--, está ameaçado devido à forte assimilação cultural. Um pesquisador, porém, está trabalhando para resgatar esse saber.
No mês que vem, as escolas indígenas de Dourados (MS) ganharão uma cartilha em português e guarani com a astronomia indígena.
"É um conhecimento que está se perdendo. As escolas indígenas só ensinam a astronomia ocidental. Devemos mostrar as duas culturas", diz o líder do projeto, Germano Afonso, astrônomo do Museu da Amazônia.

Compare as constelações tradicionais dos índios brasileiros às do zodíaco ocidental
Compare as constelações tradicionais dos índios brasileiros às do zodíaco ocidental
Descendente de índios e nascido em Ponta Porã (MS), ele se tornou fluente em guarani e aprendeu, ainda criança, a conhecer as estrelas pelos nomes indígenas.
Isso, porém, foi suplantado pela astronomia dominante. Só após seu doutorado, na França, ele voltou a ter contato com essas tradições.
"Os índios se orientam pelas estrelas. Elas podem dizer o período de chuvas ou o aumento da presença de insetos. Estou recolhendo informações sobre as características que eles descrevem para ver se há correspondência comprovada. O acerto tem sido impressionante."
As formas que os astros desenham no céu variam entre as tribos. O Cruzeiro do Sul, para os dessanas, índios próximos a Manaus, representa a Garça. Já para outras comunidades ele é a Pata da Ema ou o Jabuti.
Cada constelação tem um significado. As histórias cheias de simbologia ajudam na memorização das formas.
Uma delas é a constelação do Homem Velho. A tradição diz que um índio velho se casou com uma jovem que, após traí-lo com seu irmão, decidiu cortar sua perna e depois matá-lo. Os deuses teriam ficado com pena e transformado o ancião em estrelas.
"Há 20 anos, as pessoas não entendiam a importância dessas tradições. Hoje, o projeto é reconhecido entre astrônomos. E os índios gostam, têm interesse em não deixar sua cultura morrer."

Cientistas criam métodos para 'turbinar' fotossíntese


Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.
Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.
"Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido", disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.
Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.
"Na natureza, a enzima que acelera a fotossíntese, a rubisco, acaba saturada após algum tempo de exposição à luz e o processo fica lento. Ou seja, os organismos têm uma ampla oferta de luz, mas não a capacidade de transformar essa energia em um combustível armazenável", diz Jones.
Para dar uma forcinha à natureza, os cientistas estão tentando vários métodos. Uma das principais apostas é pensar o processo da fotossíntese como se fosse a geração de energia numa bateria.
Em sua pesquisa, Jones quer gerar mais energia ao separar as duas etapas do processo: a captação e a produção da energia. Cada uma seria feita em uma estrutura. As duas seriam ligadas por um fio biológico, que transmitiria a energia gerada com alta eficiência. Esses nanocabos podem ser produzidos por bactérias, como a Shewanella oneidensis, cultivadas em condições especiais.
"Esse material consegue alta taxas de condutividade. Comporta-se quase como alguns condutores de metal", afirma Jones.
O trabalho de Richard Cogdell, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, também aposta nos nanofios para otimizar a fotossíntese. Batizada de folha artificial, sua ideia é criar um jeito de simplificar o processo.
"A natureza tem várias maneiras de fixar carbono. Estamos incentivando as mais eficientes", diz o cientista.
O grupo de Cogdell é um dos mais bem-sucedidos. Além de ser a estrela de um recente programa na rede BBC, o cientista deve conseguir a patente de um combustível gerado por essa fotossíntese turbinada.
Ele afirma não poder dar muitos detalhes. Mas o campo é promissor. Além de várias empresas se interessarem em patrocinar estudos nesse campo, fundações distribuíram mais de US$ 10 milhões em verbas para as pesquisas.
Cientistas querem melhorar produção de energia no processo da fotossíntese
Cientistas querem melhorar produção de energia no processo da fotossíntese

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Aparelho que será usado em Marte encontrou um oásis microbiano no solo do Atacama


Um teste para detectar material biológico em Marte encontrou uma vasta colônia de micróbios vivendo abaixo da superfície do deserto do Atacama, ao norte do Chile.
  Cientistas espanhóis e chilenos usaram um instrumento chamado SOLID (detector de sinais de vida), desenvolvido para futuras missões em Marte. O teste foi realizado neste deserto por ser considerado um solo “substituto” das condições possíveis encontradas no planeta vermelho.
Abaixo de 2 a 3 metros existe um verdadeiro oásis microbiano”, declarou Victor Parro, pesquisador do Centro Espanhol de Astrobiologia e coordenador do estudo.
Ao analisar um peso inferior a 0,5 gramas de material colhido do solo, a equipe descobriu bactérias e milhares de microorganismos unicelulares chamados de arqueas, além de grande quantidade de material biológico, incluindo DNA.O chão mostrou ser rico em sal-gema, também chamado de halita e outros compostos que são altamente higroscópicos, o que significa que o solo consegue absorver muita água.
Na superfície dos cristais de sal, existem películas de água líquida absorvida a partir da umidade do ar, limitada por um processo chamado de deliqüescência. Estes parecem fornecer água para os micróbios, de acordo com a equipe.Processo semelhante com a deliqüescência foi descoberto em Marte, comentaram os cientistas. O desempenho de detecção de vida é graças a um sensor, chamado LDCChip, dentro do SOLID, demonstrando seu grande potencial na utilização da exploração planetária, em particular no planeta vermelho.
A pesquisa foi apresentada na revista Astrobiology.

Encontrado rosto que ficou escondido em sarcófago de madeira no Egito


  Envolto no solo, esta face extraordinariamente delicada emerge para o Sol, pela primeira vez, em milhares de anos.
  O sarcófago de madeira foi descoberto por arqueólogos da necrópole de Qubbet el-Hawa em Aswan, Egito. Acredita-se que o corpo possa conter uma pessoa em posição incomum. A imagem possui características extremamente delicadas e bem conservadas. Segundo os pesquisadores, a areia pode ter tido papel fundamental, evitando deterioração.A peça foi encontrada por uma equipe da Universidade de Jaén, Espanha. Os cientistas estavam realizando escavações desde 2008. No início das escavações realizadas em janeiro desde ano, foram descobertas 20 múmias e uma tumba que é datada de 1.830 antes de Cristo.
  A escavação está sendo conduzida pelo professor Alejandro Jiménez Serrano, que está trabalhando ao lado de 16 funcionários de Jaén, contandoambém com a participação da Universidade de Granada. Ele declarou que sua equipe vem de diversas disciplinas em um enfoque bastante amplo, o que facilita e acelera a decodificação de enigmas.

A melhor pista para encontrar alienígenas vem de um farol interestelar, afirma astrônomo


Um astrônomo que passou 30 anos procurando uma fonte de transmissão, que seria considerada por muitos como prova de vida alienígena, diz que a prova pode vir de um farol interestelar.
  Desde 1982, Robert Gray se envolveu em uma missão para resolver o enigma da descoberta de vida fora da Terra, através das leituras de um rádio telescópio, captando sinais que nenhum outro humano teria captado desde então.
Gray acaba de publicar um livro sobre sua tentativa de redescobrir o sinal que sinalizaria vida extraterrestre e acredita que a informação proveniente de algum tipo de vida poderia vir de um “farol”, embora critique o fato do projeto para encontrá-lo ser muito caro.
No dia 15 de agosto de 1977, as 23:16h, um sinal foi captado durante a noite, por um telescópio em Ohio, EUA, varrendo o céu na direção da constelação de Sagitário. O sinal durou 72 segundos e ganhou o nome de WOW, devido ao espanto que o pesquisador Jerry Ehman, pesquisador sobre buscas de inteligências extraterrestres do programa SETI, teve ao ouvir o sinal. A imagem desta matéria mostra os rabiscos que o pesquisador fez em um pedaço de papel no momento exato que captou o sinal.
As características do sinal – a ascensão e queda em sua sonoridade eram exatamente o que os caçadores de alienígenas foram instruídos para procurarem, como sendo uma prova da existência de vida.
Dezoito anos antes, os pesquisadores haviam se colocado no lugar dos possíveis ETs imaginando o que eles fariam para entrar em contato conosco. Eles decidiram que o sinal mais notável seria uma onda de rádio, exatamente a 1.420 MHz. Esta freqüência é a mesma da vibração do hidrogênio, a molécula mais comum no Universo.
O sinal naquele dia fatídico foi captado exatamente na freqüência de 1.420 MHz, o que fez o cientista Jerry Ehman gritar WOW, ficando famoso por isso. Mas, com uma área tão vasta para cobrir no espaço, o programa SETI tinha adotado a estratégia de varrer o céu com seus receptores de rádio, o que significa que eles só poderiam passar alguns segundos olhando para cada local.
Eles trabalharam na suposição de que eles poderiam encontrar uma espécie de “farol” espacial de transmissão que está sendo emitido constantemente, por isso precisariam examinar toda a vastidão do céu para encontrá-lo.
  O astrônomo Gray, formado em economia, disse ao Theatlantic que ele acredita que a pesquisa convencional, levando em consideração o tal “farol” estrangeiro, poderá ser um equívoco.al transmissão exigiria enormes quantidades de energia para operar. Segundo Gray, os astrônomos precisam encontrar uma forma mais barata de transmissão periódica, para encontrar o feixe emissor de rádio.
Ele acrescentou: “As pessoas que participam e fazem o SETI, possuem uma mentalidade que não é sensata ao olhar para um sinal forte que está sendo emitido o tempo todo. Minha educação não é em astronomia ou engenharia, mas sei que seria muito difícil e algo não muito prático sobre a energia necessária para que os alienígenas enviassem um sinal constante para o espaço”.
O livro do Sr. Gray, The Elusive Now, foi publicado nos EUA pela editora Palmer Press.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Europa apresenta satélites que vão medir o campo magnético da Terra


Os três satélites europeus que deverão medir com exatidão o campo magnético da Terra foram apresentados nesta sexta-feira (17) no centro espacial de Ottobrunn, no sul da Alemanha, onde foram submetidos aos últimos testes.
Segundo os planos da Agência Espacial Europeia, os três satélites deverão ser lançados em julho da base russa de Plesetsk, no marco da missão Swarm.
Após algumas semanas, os cientistas esperam os primeiros dados, mas a importância da missão se baseia antes de tudo em uma observação durante um longo período.
Por isso, os satélites deverão colher dados durante pelo menos quatro anos.
Foto divulgada pela Agência Espacial Europeia nesta sexta-feira (17) mostra os três satélites em sala na cidade alemã de Ottobrunn (Foto: Reuters)
Foto divulgada pela Agência Espacial Europeia nesta sexta-feira (17) mostra os três satélites em sala na cidade alemã de Ottobrunn

Cientistas pesquisam como proteger a Terra de futuros impactos com asteroides


 Os cientistas não têm certeza absoluta quando o último grande asteroide atingiu a Terra, mas é certo que aconteça novamente.
Alan Harris, pesquisador de asteróides do Centro Aeroespacial Alemão (Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrt; DLR), estuda para saber com antecedência quando irão ocorrer novos impactos. No mês passado, Harris estabeleceu uma colaboração internacional de 13 investigadores para elaborar novos métodos de proteger a Terra de objetos que possam nos atingir. O projeto é chamado de NEOShield.
Cratera de Barringer, Arizona. Foto: Reprodução/NASA
Asteroides que se aproximam do planeta viajam normalmente entre 5 e 30 quilômetros por segundo. Com uma velocidade tão alta, um corpo de tamanho moderado pode provocar grandes conseqüências. A cratera de Barringer no Arizona é um buraco de 1.200 metros de diâmetro e 200 metros de profundidade. Os cientistas imaginam que esta imensa marca de um passado não muito distante, foi causada por um asteroide de no máximo 50 metros.
A má notícia é que existem milhares de asteroides do mesmo tamanho daquele que impactou no Arizona provocando a abertura da cratera de Barringer, no sistema solar, levando os especialistas a postularem possíveis colisões no futuro.
A boa notícia é que é possível parar um asteroide antes que ele atinja a Terra. Você apenas precisa estar no lugar certo e no momento certo, para dar um impulso para direcionar o objeto cósmico em outra direção.
Um asteroide em destaque. Foto: Reprodução/JPL/NASA
Os cientistas estão se concentrando em métodos possíveis de redirecionar asteróides ameaçadores para que nosso planeta seja poupado de impactos. “A fim de modificar sua órbita e evitar uma colisão com a Terra, deve haver uma força exercida sobre eles, e no momento preciso também. Uma maneira de fazer isso é ter um impacto através de uma nave espacial, dando força suficiente para mudar sua órbita”, explica Alan Harris.
Em minha opinião este é um método muito prático”, ressaltou o cientista. Mas ainda há perguntas a responder, como por exemplo, o modo que os astrônomos e engenheiros conseguirão guiar a nave espacial para um alvo em movimento e atingir um ângulo exato de impacto.
Outra maneira é usar a força gravitacional da nave espacial para deslocar o asteroide em uma órbita diferente. Se o objeto estiver longe o suficiente, um cabo minúsculo pode ter um grande efeito. Mas até agora, “este método só existe no papel, mas poderia funcionar”, disse Harris.Outra perspectiva, o terceiro menos atraente, é usar o poder explosivo para quebrar um asteroide antes que chegue até nós. Mas isso poderia ser desastroso, criando uma chuva de detritos em vez de uma única peça sólida. Como tal, Harris considera este método o último recurso. “Se um grande objeto perigoso, com um diâmetro de 1.000 metros ou mais for descoberto, desviar sua órbita não seria uma opção. A maior força
 que seria capaz de desviar um objeto tão grande de seu caminho seria uma explosão nuclear. Esta técnica é considerada por muitos como controversa”.
Ao longo dos próximos 3 anos, durante o qual a União Eurpeia apoiará o projeto com quatro milhões de euros e parceiros internacionais irão contribuir com um adicional de 1,8 milhão de euros, o projeto NEOShiel irá pesquisar estes métodos de defesa. Os cientistas vão concentrar-se em dados de observações de asteroides e experiências de laboratório para gerar simulações de computador em última análise, para determinar a melhor forma de proteger a Terra de futuros impactos devastadores que poderiam acabar com toda a raça humana.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Exploração de lago na Antártida pode ajudar a encontrar vida fora da Terra

A descoberta do Lago Vostok, localizado na Antártida a 4 mil metros sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa."Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero", afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).
O cientista russo destacou que "os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e projetados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas".
Imagem de janeiro de 2009 mostra equipe de cientistas russos na estação Vostok, no interior do Polo Sul, juntamente como o príncipe Albert II de Mônaco. Nesta segunda-feira, pesquisadores disseram ter alcançado a superfície do Lago Vostok. (Foto: Palais Princier/AFP)Imagem de janeiro de 2009 mostra equipe de cientistas russos na estação Vostok, no interior do Polo Sul, juntamente como o príncipe Albert II de Mônaco. Nesta segunda-feira, pesquisadores disseram ter alcançado a superfície do Lago Vostok. 
"O lago da vida", como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 quilômetros de largura e quase mil metros de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas.
"Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago", comentou.
Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram "rastros do DNA de termófilos" a 3,6 quilômetros de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.
"Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre", disse.
O cientista também está convencido de que o Vostok será um "polígono promissor" para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água.
"E se houver água, significa que também pode haver vida", disse, citado pelas agências russas.
De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera.
Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada.
"Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada", disse.
O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram "céticos" com a descoberta e preocupados com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.
"Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida", garantiu Lukin.
Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 litros de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho.
Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.
"Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica 'Nature' nem a americana 'Science' publicarão nossas conquistas, mas isso não importa", declarou.
Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961.
"É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago", confessa.
De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin -- que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado --, e do departamento de Estado americano.
O Vostok tem uma superfície de 15,6 quilômetros quadrados, parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.

Enigma sobre a Nebulosa do Caranguejo pode estar com os dias contados


No coração da famosa Nebulosa do Caranguejo existe um grande enigma astronômico: uma grande emissão de radiação intensa que desafia as tentativas de explicação dos astrônomos.
Agora um novo estudo sugere que esta emissão de raios gama de altíssima energia não é proveniente de um imenso pulsar no centro da nebulosa, mas sim de um vento inacreditavelmente veloz.
A Nebulosa do Caranguejo é um dos objetos mais estudados no espaço. A nebulosa é resultado de uma violentíssima explosão estelar de uma imensa supernova. A estrela que está ‘morrendo’ foi localizada a 6.500 anos-luz da Terra, na constelação de Touro. A luz dessa explosão colossal que deu origem a nebulosa foi notada e registrada em 1054 por chineses e americanos.
No coração da nebulosa existe um pulsar – os restos do núcleo de uma estrela que entrou em colapso, transformando-se em uma estrela de nêutrons, girando sem parar. Este pulsar é muito denso e tem massa muito superior a do sol, girando cerca de 30 vezes por segundo!
Imagem mostrando o núcleo da estrela de nêutrons na Nebulosa do Caranguejo. 
O pulsar da nebulosa emite um feixe contínuo de radiação que varre o céu, como se fosse um grande farol. Após constatar que este feixe não era proveniente do pulsar, cientistas em todo mundo começaram a estudar qual seria sua origem. O pesquisador Aharonian do Instituto Dublin para Estudos Avançados na Irlanda, previu que estes raios gama eram provenientes de uma aceleração de ventos que se originavam nas proximidades do pulsar.
Durante quase 40 anos, astrônomos e físicos, acreditavam existir este tipo de vento elétron-pósitron com base nas propriedades do pulsar e das nebulosas, mas o vento em si nunca foi detectado.Ao que tudo indica, os ventos do pulsar interagem com os fótons que o pulsar emite, criando o efeito de feixe de raios gama. Os pesquisadores estudaram o comportamento do vento ao longo de seu caminho e notaram que ele é dominado por energia eletromagnética.
Os cientistas calcularam uma zona estreita onde o vento provavelmente acelera, mas informaram que os estudos precisam avançar ainda mais para  caracterizar o comportamento do vendo e da energia resultante de raios gama.
Os resultados da pesquisa foram publicados hoje, 15, na respeitada Nature.