segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Stephen Hawking procura novo assistente técnico

O renomado físico britânico Stephen Hawking está buscando um novo assistente técnico. O site oficial do cientista ressalta que a oportunidade de emprego não é para acadêmicos interessados em estudar física, pois a função é puramente técnica.O assistente deverá “ajudar o professor Hawking em áreas em que ele tem dificuldade devido à sua deficiência”. O físico sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que compromete os movimentos de seu corpo. Ele vive em uma cadeira de rodas e fala por meio de um computador.
Na prática, são muitas as funções do assistente. Elas vão desde fazer a manutenção os sistemas usados pelo físico e administrar as viagens até lidar com a imprensa, manter o site e preparar palestras e discursos.
Por conta disso, dentre as habilidades requeridas estão conhecimento de informática e eletrônica, capacidade de trabalhar sob pressão, de falar bem em público e didática para ensinar a operar sistemas complexos.
As inscrições oficiais para a vaga começam no fim de fevereiro. O salário ainda não foi definido, mas deve ser por volta de 25 mil libras (cerca de R$ 72,5 mil) por ano. A descrição completa da vaga, em inglês, pode ser encontrada no site do físico.
 
Palestra ministrada por Stephen Hawking

Sondas da Nasa entram na órbita da Lua para estudar interior do satélite

Duas sondas da Nasa entraram na órbita da Lua neste domingo (1º), preparando uma inédita missão de mapeamento do interior do satélite.
As sondas gêmeas do Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, que também significa "graal") viajaram quase 4,2 milhões de quilômetros até entrar na órbita lunar, no sábado e domingo.
 
Ilustração de como foi a entrada da Grail-B na órbita da Lua (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

Ao longo dos próximos dois meses, suas órbitas, a 55 quilômetros de altura, serão ajustadas para que, voando sobre a Lua, as sondas possam reagir a mínimas alterações na gravidade. Esses dados permitirão que os cientistas identifiquem a composição do interior lunar.
"Estourem o espumante e brindem à Lua", escreveu a Nasa pelo Twitter depois de a primeira sonda concluir os 40 minutos da sua manobra de frenagem, às 20h do dia 31 de dezembro (horário de Brasília; 17h na Costa Leste dos EUA). A segunda sonda fez o procedimento 25 horas depois.
Apesar de já terem ocorrido mais de cem missões à Lua, incluindo seis viagens tripuladas entre 1969 e 72, os cientistas ainda não sabem o que existe no interior do satélite.
A missão do Grail deve durar 82 dias, mas se as sondas, alimentadas por bateria solar, resistirem ao eclipse solar de junho, a missão poderá ser prorrogada para fazer um mapeamento mais detalhado.
As sondas foram construídas pela Lockheed Martin, e o custo da missão é de 496 milhões de dólares.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Brasileiros buscam novas técnicas para produzir diamantes

Reator para deposição de diamante CVD e nanotubos de carbono, no laboratório Dimare, da Unicamp. 

Deposição de vapor químico
Evaldo José Corat, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), está chefiando um projeto que envolve áreas diferentes, mas com um ponto em comum: são materiais de carbono.
Esses materiais são os diamantes sintéticos, os nanotubos de carbono e os chamados DLC (diamond-like-carbon, ou diamantes tipo carbono).
E todos são produzidos por meio de técnicas de deposição química a partir da fase de vapor.
Trata-se de um processo conhecido internacionalmente pela sigla CVD, de Chemical Vapor Deposition.
O processo envolve a ativação de um gás, o que pode ser feito ao se alterar a temperatura, fazer um plasma ou, no caso de diamante, pelo uso de filamento aquecido.
A partir de reação desse gás reativo é feita a deposição de materiais sobre superfícies, processo conhecido como "crescimento" e usado para produzir o diamante CVD (sigla que o distingue do diamante usado para as jóias), o DLC (diamond-like carbon) e os nanotubos de carbono.

Diamantes CVD
O CVD é conhecido dos pesquisadores desde os anos 1950.
No caso dos estudos do Inpe, ele é crescido a partir de uma mistura de gases que contém uma pequena concentração de metano.
A mistura é colocada em reatores de filamento quente - o equipamento usado para a pesquisa usa filamentos de tungstênio -, com temperaturas acima de 2.300 ºC. A partir da ativação desse gás, é feito o depósito desse diamante em um substrato, formando o filme de diamante.
Apesar de a descrição ser simples, produzir diamante em laboratório requer tempo. "A taxa de crescimento é de 2 a 4 micrômetros por hora. Podemos crescer diamantes bem finos até relativamente espessos", disse Corat.
Em um projeto desenvolvido anteriormente, envolvendo o uso de diamante CVD em brocas de perfuração de solo, os pesquisadores cresceram diamantes com 2 milímetros de diâmetro, em processo que levou mais de um mês.

Aplicações dos diamantes sintéticos
O diamante é conhecido por ser o material mais duro existente na natureza e os exemplares produzidos em laboratórios mantêm essa característica.
Eles também são excelentes condutores térmicos e transparentes na faixa do espectro que vai do raio X até o infravermelho longínquo.
Essas características podem ser exploradas na proteção de superfícies de equipamentos espaciais, em dispositivos microeletrônicos, em ferramentas de corte, como camada antiatrito em motores automotivos e aeronáuticos, para proteção de superfícies para ambientes agressivos e no processamento de vidros e materiais cerâmicos.
O diamante CVD também pode ser usado nas áreas médico-odontológica, como material para brocas rotativas usadas por dentistas, ou em aparelhos de ultrassom, em dispositivos para implantes e como eletrodos para sistemas de tratamento de efluentes e de água.
Corat e os pesquisadores a ele associados enfrentam o desafio de ampliar o crescimento de tubos de diamante CVD sobre fios finos de tungstênio.
"Estamos fazendo o escalonamento da produção para obter volumes relativamente grandes. Queremos obter ferramentas abrasivas, incluindo brocas de alta durabilidade para perfuração de rochas, com perspectivas de aplicação na perfuração de poços de petróleo. O desafio é tornar a produção economicamente viável", explicou.
O desenvolvimento de interfaces para deposição de diamante CVD sobre aços e materiais de ferramenta é outro importante objetivo do projeto. Os estudos identificaram que a interface de carboneto de vanádio e de boretos de ferro, obtidos por processo de termodifusão (difusão produzida por calor), tem capacidade de promover o crescimento de diamante de alta qualidade. Outra aplicação em estudo é a do diamante como eletrodo para eletroquímica, a ser usado, por exemplo, em tratamento de água.
O grupo coordenado por Corat também está pesquisando o processo de crescimento do nanodiamante, com potencial uso em um novo conceito de células solares que convertem calor diretamente em eletricidade e promete energia solar a custos menores que com as células de silício. Essa é uma linha de pesquisa básica do grupo coordenado pelo Inpe, que envolve o estudo de cálculos do processo e a identificação do material, procurando entender como e por que o nanodiamante cresce.

Nanotubos de carbono
Os pesquisadores estão estudando também o crescimento de nanotubos de carbono de forma alinhada sobre a superfície - geralmente, os nanotubos são apresentados na forma de pó.
A principal aplicação é em compósitos estruturais, ou seja, fazer o depósito de nanotubos alinhados sobre fibra de carbono.
"Estamos fazendo os estudos para o escalonamento desse processo, ainda na escala do laboratório e para uso próprio", explicou Corat. Os pesquisadores querem fazer o processo de forma mais rápida e ágil, obtendo amostras maiores de compósito para avançar suas pesquisas.
Outra área de trabalho é o desenvolvimento de técnicas para dar características de hidrofobicidade (capacidade de uma superfície repelir a água) e hidrofilicidade (afinidade de uma superfície com a água) a superfícies de nanotubos alinhados.
Com a técnica de plasma de oxigênio, os pesquisadores transformam a superfície de nanotubos alinhados em material super-hidrofílico; e com o tratamento a laser, que evapora parte dos nanotubos, tornam a superfície super-hidrofóbica.
Uma aplicação possível é a filtragem de água e óleo, ou seja, pode ser usado em filtros para plataformas de petróleo.
Mas a pesquisa que Corat destaca com mais ênfase envolvendo os nanotubos de carbono é a que investigou a interação dos nanotubos alinhados com células.
"Crescemos células e hidroxiapatita em nanotubos, com melhoria do processo de crescimento celular. É uma linha que temos intenção de continuar investindo", disse. A hidroxiapatita é um mineral importante para ossos e dentes, por exemplo.

Janela de luz
Outro subprojeto do grupo envolve parceria com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) e localizado em Campinas (SP).
Os pesquisadores estudam o uso do diamante CVD em janelas de raio X, foco de alta energia. As janelas são uma interface entre o meio ambiente e o ambiente interno do anel, onde corre a linha de luz.
"São poucos os materiais que podem ser usados como janela. Geralmente usam berílio, um material caro e perigoso. Estamos em processo de estudo para substituição dessas janelas pelas de diamante", explicou Corat.

Diamante amorfo
O outro material que está sendo pesquisado é o DLC. Apesar de serem materiais formados por carbono, o diamante e o DLC são muito diferentes. O primeiro tem a estrutura cristalina e o outro é amorfo, e, por isso, não é considerado propriamente um diamante.
O DLC surgiu de uma tecnologia derivada do processo de tentativa de crescimento de diamantes em laboratório. Em algumas circunstâncias nesse processo foram obtidos materiais com características semelhantes às do diamante, mas que não tinham as estruturas cristalinas que o caracterizam.
"O DLC tem aplicabilidade industrial muito maior do que o diamante porque podemos fazer sua deposição em temperaturas mais baixas, praticamente em temperatura ambiente, e sobre materiais convencionais, como aço, alumínio, latão, plástico e vidro, que são mais importantes para a indústria.
Isso é algo que não conseguimos fazer com diamantes, que precisam de temperaturas muito altas, em torno de 800 ºC, e não podem ser depositados sobre qualquer tipo de material", acrescenta.
Apesar de ser muito duro, o DLC tem 30% a 40% da dureza do diamante, seu coeficiente de atrito é extremamente baixo. "Graças a essa característica, usamos o DLC no Inpe como lubrificantes sólidos, utilizados em satélites", contou Corat.
Até pouco tempo atrás, o lubrificante era importado. "Hoje, temos uma empresa nacional, a Fibraforte, que desenvolveu conosco o processo de deposição de DLC sobre as partes móveis do satélite, o que permitiu substituir a importação", disse.
Os esforços da equipe do projeto estão centrados também no estudo da adesão do DLC em aço e titânio. No caso do primeiro material, o interesse é desenvolver uma tecnologia que possa ser transferida para a indústria.
No caso do titânio, são para aplicações de interesse do Inpe, necessárias para o funcionamento de satélites. Em um dos estudos, os pesquisadores introduziram nanopartículas de diamante no DLC, melhorando propriedades desse material, como o coeficiente de atrito e resistência ao desgaste.


Tempo mundial pode mudar em 2012

Uma nova forma de marcar o tempo? Esta armadilha de átomos de estrôncio, parte principal de um relógio atômico, poderá mudar a forma como o mundo mede o tempo.

 Segundo bissexto
O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.
Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.
 
Tempo tecnológico
Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.
Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.
O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo:
"Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.
Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.
Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.
"O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.

Guerra do segundo
Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.
Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.
Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.
No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.
Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.
O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.
A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.
"Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.
"Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.

Tempos divergentes
Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.
"[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.
Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.
Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.
"Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.


Cientistas descobriram um sexto dedo escondido nos elefantes

Através da combinação de imagens, estudo de tecidos, microscopia de espécimes de animais pré-históricos e modernos, o enigma sobre uma estrutura anatômica foi desvendada.
 John Hutchinson, o principal autor do estudo, declarou: “Este é um grande mistério que remonta a 1706, quando o primeiro elefante foi dividido por cirurgiões escoceses”. Patrick Blair publicou em 1710 os detalhes anatômicos sobre os elefantes, deixando a dúvida no ar. Segundo suas idéias, seria possível que as patas traseiras possuíssem um sexto dedo, mas os cientistas modernos recusavam esta teoria, sugerindo ser apenas cartilagem.



                                             A evolução dos pés dos elefantes.
Tudo mudou após a equipe de Hutchinson ser capaz de pontilhar e estudar o “polegar predecessor”. Ao que tudo indica, ele não é apenas um dedo, mas um belo exemplo de adaptação e de evolução.
 Ficou claro para os cientistas que a estrutura controversa contém ligação com o mesmo osso, apesar de seu arranjo incomum. Em segundo lugar, parece que este osso mostra uma semelhança notável com algumas estruturas das patas dianteiras.
 Aparentemente o sexto dedo ajudaria os elefantes a cavarem, comenta um dos biólogos da equipe. Segundo o estudo, o dedo desenvolve-se ao longo da vida, surgindo como cartilagem e transformando-se em osso com o passar da idade.
 A equipe chegou a uma conclusão: o polegar escondido funciona simplesmente para dar sustentação, fornecendo apoio adicional para ajudar o elefante a apoiar seu peso, mesmo que a estrutura seja completamente escondida.



Cortes congelados da pata do elefante. A estrutura em branco apontada pela seta vermelha trata-se do objeto de estudo.
Os cientistas estão em uma pesquisa profunda em fósseis de elefantes para compreender como surgiu este dedo e qual o motivo dele ser completamente escondido. As prévias do estudo mostraram que ele teria surgido por volta de 55 milhões de anos atrás.De lá pra cá ocorreram mudanças nas estruturas dos pés dos elefantes, pois estes animais ficaram cada vez mais pesados e maiores, mudando seus estilos de vida de semi-aquático para terrestre, e seus pés sofreram modificações, tornando as pernas mais fortes. Um tipo de “cimentação” foi necessário para conseguir suportar o peso. Os biólogos estão estudando novos recursos em pesquisa para embasar com mais provas suas conclusões.

China instala um dos trens mais rápidos do mundo inspirado em espada

A China está inovando  com um trem de ultravelocidade, com capacidade para viagens comerciais a 500 km/h.
  Os projetistas afirmam que a supermáquina foi inspirada em espadas da China medieval. O recorde conseguido em velocidade foi em 2007 pelo trem francês TGV, alcançando 574,8 km/h. Este feito não é considerado válido para comparar com este novo trem chinês, pois não foi realizado em uma viagem com passageiros reais.
A China ainda mantém a liderança e espera poder oferecer a máxima rapidez na qual o modelo foi projetado. Apesar dos engenheiros originalmente projetar o trem para operar em velocidades que alcançassem os 400 km/h, a mídia está pressionando o governo para manter uma velocidade segura de 300 km/h. Ano passado ocorreram duas colisões com trens de alta velocidade, o que aumenta o temor de acidentes.
  O país começou a produzir modelos de trens-bala tomando como base a tecnologia de japoneses e alemães. O cenário mudou e a China está entre os países detentores de maior tecnologia sobre este tipo de veículo, exportando conhecimento para países que anteriormente os ajudavam.

Cientistas descobriram uma ligação entre tufões e terremotos

Ciclones tropicais levam consigo fortes chuvas que podem provocar grandes terremotos, afirma os especialistas.
  Esta conclusão surgiu após uma análise geofísica de compatibilidade, sendo particularmente observado em locais que possuem fortes tempestades sazonais e tremores nas mesmas regiões do mundo.
  Vdovinski Shimon e seus colegas da Universidade de Miami estudaram tufões, furacões e terremotos nos últimos 50 anos e descobriram que os ataques subterrâneos são geralmente precedidos por um ciclone poderoso levando com ele uma grande massa de chuva.
 O tempo entre as mais fortes tempestades no céu e no solo são ultrapassam os 4 anos, sendo frequentemente observado em menos tempo. Os pesquisadores mostram alguns dados, como o tufão de 1969 em regiões montanhosas da China, teriam provocado um terremoto de 6,2 de magnitude em Taiwan em 1972. Outra tempestade ocorrida em 2009 teria dado origem a dois terremotos na China, de 7,6 e 6,2 graus na Escala Richter em 2010.
 No Haiti um terremoto de 7 graus ocorrido em 2010 teria sido precedido 1,5 ano antes por dois furacões e tempestades tropicais que inundaram a ilha por 25 dias, afirmaram os cientistas.
 É interessante que os estudiosos anteriores disseram sobre a conexão de chuva e terremotos, mas apenas sugeriram que a água das chuvas e tempestades poderiam funcionar como lubrificantes, penetrando nas rochas e aumentando a pressão.
A nova pesquisa descreve um mecanismo diferente. Os cientistas dizem que a erosão aumenta as chuvas, que carregam um monte de material para o mar, provocando deslizamentos e deslocamento de grandes massas de solo. Tudo isso reduziria consideravelmente a pressão sobre a rocha subjacente. Isso somado ao estresse mecânico da rocha poderia tornar as placas tectônicas mais fáceis de serem golpeadas por ondas sísmicas devastadoras.
 Vdovinski afirma que viu uma boca concordância entre os padrões de distribuição de ciclones e terremotos em 5 pontos incomuns. Tais paralelos irão adicionar mais dados para estudar as estatísticas correspondentes nas Filipinas e Japão.

... Biólogos descobriram o motivo pelo qual escorpiões brilham na luz UV

Não é de hoje que os pesquisadores sabem que alguns escorpiões brilham no escuro sob luz UV, mas qual seria o real motivo?
 Os cientistas estão desvendando um mistério sobre os escorpiões. Algumas espécies ficam completamente brilhantes quando iluminados com luz ultravioleta. Qual o motivo? Segundos os especialistas, a evolução deu uma ‘mãozinha’ para que eles sentissem a luz.
  Segundo o biólogo Douglas Gaffin da Universidade de Oklahoma, a investigação da “fluorescência” mostrou que os escorpiões conseguem perceber a luz com suas caudas. Estes aracnídeos teriam evoluído devido ao seu hábito de afundar ou esconder sob rochas.
 “Os escorpiões são em grande parte solitários, muitos ficam com coloração verde-fluorescente sob luz UV e este fato era um grande mistério”, comentou Gaffin ao britânico Daily Mail.

A equipe de Gaffin entendeu que a cauda funciona como uma espécie de olho secundário. Através de vários testes com luzes diferentes, a cauda parecia responder a cada uma delas, o que evidenciou que existia alguma percepção em relação a cada mudança de coloração e intensidade.Aparentemente, a luz estimula estruturas especiais que enviam informações para o sistema nervoso, deixando em alerta o corpo inteiro. “A cutícula de revestimento pode funcionar como um coletor de luz, transmitindo informações ao sistema nervoso. Os escorpiões podem usar essas informações para detectar abrigo, pois cada vez que as cutículas ficassem na sombra, isso indicaria um local seguro, sem luz”, ressaltou Gaffin.

NASA flagra o nascimento de uma ilha

A NASA flagrou um acontecimento geológico no Mar VermelhoNa Ilha Rugged no Mar Vermelho uma nova ilha nasceu quase que da noite para o dia. O local que você vê saindo fumaça nada mais é do que a formação de uma “ilha infantil” derivada de erupção vulcânica.
Vários pescadores da costa do Iêmen testemunharam a explosão de jatos de lava que alcançaram 30 metros. A nova ilha irá fazer parte do Grupo de Zubair, que são ilhas resultantes de um vulcão que está sob o Mar Vermelho e geralmente surgem em uma linha reta.

Inscrições verdadeiras de um colecionador particular mostram detalhes da Torre de Babel

A mais antiga imagem da Torre de Babel. Um tipo de protótipo real, do antigo reino da Babilônia encontrado em uma coleção particular.Uma equipe internacional de pesquisadores concluiu que grande parte dos textos cuneiformes de uma antiga coleção particular do empresário norueguês Martin Sheyene é verdadeira. Entre as raridades do colecionador, estão manuscritos que demonstram a construção da torre de babel, uma das histórias mais conhecidas da Bíblia.
 Segundo a descrição Bíblica em Gênesis, a torre seria construída com o objetivo de alcançar o céu. Segundo as Sagradas Escrituras, isso era uma afronta para Deus, pois o homem queria se igualar a Ele. A Bíblia comenta que Deus impediu a construção e castigou os homens responsáveis pela construção, fazendo-os falarem línguas estranhas, impedindo-os de comunicarem entre si para realizar um novo projeto.
 Entre os artigos da coleção está o The Dead Sea Scrolls e vários documentos budistas antigos, algumas inscrições deixadas por aborígenes da Austrália, e um grande número de tabuletas cuneiformes e lajes de pedra da Mesopotâmia.
 As últimas pesquisas desta fantástica coleção particular resultaram em um livro chamado Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts In the Schoyen Collection. No livro, o pesquisador Andrew George, professor da University of London, descreve uma incrível descoberta sobre a Torre de Babel.
 Inscrições em pedras datado de 604 a.C mostra claramente o rei Nabucodonosor II , que governou a Babilônia há 2.500 anos, e desenhos da lendária torre. Os desenhos arcaicos mostram um edifício de sete andares com um topo colossal, não apenas pela imponência exterior, mas pelo planejamento interior.

As “etiquetas” nas inscrições mostram o desenho como sendo o “grande templo da Babilônia”. Segundo o pesquisador, na pedra está escrito: “Eu fiz isso para surpreender as pessoas no mundo, fui buscá-la para ir ao céu, feito de porta em porta, coberto com asfalto e tijolos”.
 Infelizmente a pedra está em péssimo estado de conservação e é impossível colher maiores detalhes ou informações das palavras escritas. As inscrições contidas nela dão uma dica sobre a origem da histórica bíblica, mostrando que pessoas planejaram e se reuniram para construir uma torre, buscando chegar ao céu.
Um dos últimos trechos que foram traduzidos continha os seguintes dizeres: “Eu mobilizei todos, em todos os lugares e cada governante...foi criado uma proeminência sobre todos os povos do mundo...amou Marduk...Eu construí a estrutura com o betume e tijolos queimados. Eu terminei, tornando sua brilhante...como o Sol”. Segundo o pesquisador Andrew George, os inscritos foram dedicados para o deus da antiga Mesopotâmia.