terça-feira, 3 de abril de 2012

Nasa divulga foto de número 1 milhão da órbita da Terra


Já existem 1 milhão de fotos da Terra clicadas direto da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pelos próprios astronautas. A última delas, feita em março deste ano, capta uma visão do planeta a partir de uma das janelas do laboratório orbital que sobrevoava a 386 quilômetros a sudeste do mar da Tasmânia.
Duas naves russas também podem ser vistas na imagem, junto com uma faixa verde de luz e a Terra ao fundo.
Foto mostra Terra vista da Estação Espacial Internacional (Foto: Nasa)
Foto mostra Terra vista da Estação Espacial Internacional
O astronauta Don Pettit postou a foto em sua página do twitter no dia 27 de março. No post, ele não ter certeza se o autor da foto é ele mesmo ou o astronauta Dan Burbank.
De acordo com uma descrição da Nasa, a foto apresenta uma parte da Terra que fica a oeste da ponta sul da Ilha Sul, na Nova Zelândia. Ela foi tirada em 7 de março e foi divulgada pela agência espacial em 27 de março.

Degelo no Ártico pode redesenhar mapa do planeta, dizem cientistas


A corrida em torno da exploração de petróleo e gás nas águas do Ártico, que recentemente se tornaram acessíveis, pode ser o arauto de mudanças mais radicais que ainda virão na região.
Caso as linhas marítimas, atualmente inacessíveis no topo do mundo, se tornem navegáveis nas próximas décadas, elas poderão redesenhar as rotas do comércio global, e talvez a geopolítica, para sempre. A previsão foi feita por cientistas.
Este verão (no Hemisfério Norte) terá a maior movimentação humana no Ártico jamais vista. A gigante de petróleo Shell participa de uma grande exploração e se espera um novo aumento na pesca, no turismo e na navegação regional.
Mas isso, advertem especialistas, também aumenta o risco de um desastre ambiental, sem mencionar a atividade criminosa decorrente desde a pesca ilegal até o tráfico e o terrorismo.
"Ao trazer mais atividade humana ao Ártico, você traz o bom e o mau", disse o tenente-general Walter Semianiw, chefe do Comando do Canadá e um dos mais experientes militares responsáveis pelo Ártico, ao Centro para Estudos e Estratégias Internacionais, sediado em Washington. "Vocês verão a mudança, queiram ou não."
Militares suecos observam avião norueguês em região do Ártico. Derretimento do gelo deve abrir novas rotas comerciais e iniciar conflitos. (Foto: Stian Lysberg Solum/Scanpix Norway/Reuters)Militares suecos observam avião norueguês em região do Ártico. Derretimento do gelo deve abrir novas rotas comerciais e iniciar conflitos.

Aquecimento global
Com o relato das populações indígenas, dos pesquisadores e das forças militares denunciando que o recuo do gelo está mais rápido do que muitos esperavam, algumas estimativas sugerem que a calota de gelo polar poderá desaparecer por completo no verão até 2040, talvez antes.

Isso deve reduzir o tempo de uma viagem da Europa aos portos chineses e japoneses em mais de uma semana, provavelmente diminuindo o tráfego pela rota do Canal de Suez.
Porém, como se acredita que muitas dessas importantes rotas marítimas que passam por águas já disputadas contenham boa parte das reservas mundiais de energia, alguns já temem um aumento no risco de confronto.


Proteção na fronteira
Há sinais claros de uma cooperação cada vez maior -- a primeira reunião da história de chefes de Defesa de países do Ártico no Canadá no final deste mês e a realização de exercícios conjuntos para operações de resgate e busca organizados pelo Conselho do Ártico. Mas também há uma inquietação crescente.

A Noruega e o Canadá, por exemplo, passaram os últimos anos reequipando em silêncio seus militares e movimentando as tropas e outras forças para bases novas ou ampliadas cada vez mais ao norte.
Com a retirada da maioria das forças norte-americanas da região depois da Guerra Fria, autoridades e especialistas afirmam que os Estados Unidos estão redescobrindo o significado da região.
Por enquanto, porém, Washington não tem planos concretos para construir nem mesmo um novo navio quebra-gelo, em parte porque especialistas estimam que o preço de um único navio pode chegar a US$ 1 bilhão.

Restos do 'Homem de Pequim' podem estar sob estacionamento

Após 70 anos de mistério e infrutíferas buscas, um novo estudo histórico realizado por especialistas da China e África do Sul afirma que os restos perdidos do 'Homem de Pequim', um de nossos mais antigos antepassados, se encontram enterrados em uma região sobre a qual atualmente há um estacionamento.Assim afirma o professor sul-africano Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, que ajudado por dois pesquisadores chineses do Instituto de Paleontologia de Pequim tenta acabar com um dos grandes enigmas arqueológicos do século 20, o paradeiro de fósseis fundamentais para entender a origem do ser humano.
Eles foram extraviados durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, quando o Exército americano tentava tirá-los da China para protegê-los dos invasores japoneses, mas sua pista se perdeu no porto de Qinhuangdao, no calor da batalha, como a Arca Perdida ou o Santo Graal nos filmes de Indiana Jones.
Após mais de sete décadas, os especialistas da China e da África do Sul afirmam que os restos do Homo erectus pekinensis poderiam estar em uma região agora densamente urbanizada de Qinhuangdao (porto do norte da China onde a Grande Muralha encontra o mar), onde naquela época havia uma base militar chinês-americana.
O estudo, publicado este mês na 'South African Journal of Science' e abordado recentemente pelo jornal oficial 'China Daily', baseia esta teoria em um marine americano da época, Richard Bowen, que afirma ter visto os famosos fósseis em 1947.
Bowen, que agora tem mais de 80 anos, estava na base durante a guerra civil entre os nacionalistas do Kuomintang, apoiados pelos EUA, e os comunistas liderados por Mao Tsé-tung, que rodearam a instalação com 250 mil soldados em seu avanço com direção a Pequim.
Na noite anterior à captura da base, Bowen se lembra de ter visto enterradas caixas com fósseis que agora os especialistas relacionam com os restos do 'Homem de Pequim'.
'Cavamos vários buracos para colocar metralhadoras, e em um deles encontramos caixas cheias de ossos. Era de noite e ficamos com um pouco de medo, portanto recheamos aquele buraco e fizemos outro. Depois fomos levados a Tientsin (a atual Tianjin) e depois aos Estados Unidos', contou o ex-marine aos especialistas.
Os especialistas acham mais provável que os ossos pertençam aos fósseis, já que seis anos antes estavam nas mãos de militares também americanos e na mesma cidade, então conhecida no Ocidente como Chinwangtao.
Graças às precisas informações do marine, o estudo determinou que o local mais provável onde se encontram agora enterradas essas caixas é um estacionamento de alguns armazéns da Companhia de Exportação e Importação de Comida de Hebei, província vizinha a Pequim onde se encontra Qinhuangdao.
Os restos do 'Homem de Pequim', pertencentes a pelo menos seis antepassados (dois deles adolescentes), foram encontrados entre 1929 e 1937 por antropólogos suecos, canadenses e austríacos na jazida de Zhoukoudian, ao sul de Pequim, que desde 1987 está na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.
Estes restos de entre 300 e 500 mil anos de idade, segundo alguns paleontólogos, são parentes do 'Homem de Java' (embora algumas correntes científicas não o reconheçam como um humano verdadeiro), poderiam ser as primeiras mostras de Homo erectus no planeta e dar pistas sobre a expansão do homem pela atual Ásia.
Embora os restos tenham se perdido, os cientistas continuam os estudos, usando fiéis cópias dos fósseis realizadas nos anos 30, assim como novos achados posteriores do mesmo local, já na época comunista, embora não tão completos.
Os restos perdidos, estudados principalmente pelo canadense Davidson Black, desapareceram em 1941 em Qinhuangdao, quando o Exército dos EUA tentava enviá-los por navio ao país para protegê-los da invasão japonesa, com a permissão expressa do Governo da República da China (Kuomintang).
Há teorias para todos os gostos, desde a que afirma que os japoneses roubaram os fósseis e estão com eles atualmente, até que traficantes de fósseis, um grande mercado negro no mundo, esperam a melhor oferta para tirá-los do esquecimento.
Tanto o Governo dos EUA como da China lançaram campanhas de busca durante décadas, e inclusive ofereceram grandes recompensas a quem pudesse recuperar estes importantes restos de nossos antepassados.
Embora por enquanto os fósseis não tenham sido encontrados, talvez em breve, sob um estacionamento, seja possível resolver o grande mistério.

Abc da astronomia - Galáxias


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Teoria da Relatividade de Einstein é “totalmente precisa”, aponta estudo

Teoria da Relatividade de Einstein é “totalmente precisa”, aponta estudo
De acordo com uma pesquisa realizada por físicos da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, e pelo Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, da Alemanha, a Teoria da Relatividade de Albert Einstein é "incrivelmente precisa". Os resultados do estudo foram anunciados nesta sexta-feira em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester, na Inglaterra.
 Assim, de acordo com os especialistas, a expansão do universo poderia ser explicada pela teoria de Einstein e pela constante cosmológica, combinação que representa a resposta simplificada para este evento. A Teoria da Relatividade prevê a velocidade em que galáxias muito afastadas entre si se expandem e se distanciam e a velocidade que o universo deve estar crescendo hoje em dia.
 O estudo sobre a expansão do universo foi centrado no período entre cinco e seis bilhões de anos, quando tinha quase a metade da idade atual. De acordo com os pesquisadores, as medições tiveram uma altíssima precisão. O trabalho concluiu que a energia do vazio, relacionada com o período inicial da expansão, também foi peça importante para a aceleração da expansão do universo.
 Com este estudo, a Teoria Geral da Relatividade de Einstein pode ser comprovada e os dados obtidos são totalmente consistentes com a noção de que esta energia do vazio é responsável pelo efeito de expansão. Os pesquisadores também esperam obter mais informações sobre a matéria escura, que não emite radiação eletromagnética suficiente para ser detectada pelos meios técnicos atuais. De acordo com os físicos, a matéria escura representa cerca de 20% do universo.

África do Sul e Austrália disputam direito de abrigar telescópio


Rivais nos campos de rúgbi, de críquete e no setor de mineração, a África do Sul e a Austrália agora protagonizam uma nova disputa: ambos querem ter o direito de abrigar o telescópio mais potente do mundo. Os dois países são finalistas de uma concorrência para ter em seu território o equipamento, conhecido como SKA (Square Kilometre Array), que será 50 vezes mais sensível e 10 mil vezes mais rápido do que qualquer outro telescópio do planeta, de acordo com o consórcio internacional que financia o projeto de 2 bilhões de euros.
A briga ficou séria. A África do Sul acusa a Austrália de jogar sujo e os australianos questionaram a segurança de se desenvolver um projeto tão caro na África do Sul, um país com altas taxas de crimes violentos. A África do Sul acusou a Austrália inclusive de vazar dados sobre o que deveriam ser deliberações secretas a fim de dar força à sua candidatura.
Reportagens na mídia australiana sugerem que a África do Sul deverá se sair vencedora menos por razões científicas e mais pelo impacto econômico que o projeto terá para as economias emergentes africanas. "Embora alegue respeitar a integridade do processo de seleção, essa não é uma tentativa muito sutil de enfraquecer o rigor científico e técnico do processo de julgamento do local, ao sugerir que a relatada superioridade da candidatura da África do Sul nada mais é do que uma 'decisão por compaixão'", disse o Ministério das Ciências sul-africano na semana passada.
O jornal Sydney Morning Herald relatou no mês passado que um painel de especialistas recomendou que a África do Sul fosse a anfitriã do telescópio e que a Austrália - em uma candidatura conjunta com a Nova Zelândia - não conseguiu convencer o painel. "Acho que temos uma posição superior e vamos continuar argumentando e pressionando até que a decisão seja tomada e esperamos que ainda possamos vencer a seleção", disse o senador australiano Chris Evans na semana passada em uma entrevista coletiva.
Autoridades da África do Sul afirmaram que o país tem know-how científico e capacidade técnica para sediar o projeto, que se estenderia a outros países africanos.

Cientistas encontram registro mais antigo do uso de fogo por hominídeos


Pedaço de osso chamuscado há 1 milhão de anos (Foto: Paul Goldberg/Divulgação)
Pedaço de osso chamuscado há 1 milhão de anos


Um estudo publicado nesta segunda-feira (2) pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências, indica que nossos antepassados começaram a dominar o fogo há um milhão de anos - 300 mil antes do que os pesquisadores acreditavam anteriormente.
O artigo afirma que esta é “a mais antiga evidência segura de fogo em um contexto arqueológico”.
A descoberta se baseia em fragmentos encontrados na caverna Wonderwerk, na África do Sul. São cinzas de plantas e pedaços de ossos chamuscados, aparentemente queimados dentro da caverna, e não trazidos de fora por fenômenos naturais.Além disto, objetos encontrados no sítio arqueológico, como minério de ferro, também foram expostos ao fogo. A análise dos especialistas, feita com uma tecnologia em infravermelho, mostrou que a temperatura da fogueira de folhas e gravetos não passava de 700 graus Celsius.
O achado fundamenta estudos anteriores, que afirmam que o Homo erectus – antepassado do homem moderno – era adaptado à dieta de alimentos cozidos.
“O impacto de cozinhar alimentos é bem documentado, mas o impacto do controle do fogo teria alcançado todos os elementos da sociedade humana. Socializar em volta de uma fogueira de acampamento pode ser, na verdade, um aspecto essencial do que nos torna humanos”, afirmou Michael Chazan, um dos autores da pesquisa, em material divulgado pela Universidade de Toronto, no Canadá, onde ele trabalha.
Fundo da caverna Wonderwerk (Foto: R. Yates/Divulgação)Fundo da caverna Wonderwerk 

Pesquisadores descobrem 8.000 anos de história humana escondida no Oriente Médio


Como podemos mapear a expansão das primeiras civilizações da Terra?
  Durante anos os pesquisadores enfrentaram esta difícil tarefa, buscando pistas em montes em várias partes do Oriente Médio. Mas agora, pesquisadores voltaram os satélites para descobrirem uma vasta rede de 14.000 assentamentos que foram negligenciados da Mesopotâmia, abrangendo 8.000 anos de história de civilizações antigas.
A descoberta representa um passo monumental em frente aos campos de arqueologia e antropologia, sugerindo uma grande perspectiva nestas áreas, sendo uma descoberta chave para desvendar os mistérios da humanidade no que diz respeito aos grandes assentamentos de civilizações humanas.
  Evidências significativas arqueológicas sugerem que as civilizações mais primitivas surgiram na Mesopotâmia, na região geográfica que hoje está o Iraque, a nordeste da Síria, sudeste da Turquia e sudoeste do Irã. O tamanho e a distribuição desses assentamentos por toda a Mesopotâmia, no entanto, permaneceu por muito tempo como um grande mistério.
  
As técnicas tradicionais arqueológicas exigem pesquisadores em busca de evidências dessas civilizações antigas, ao nível do solo. Este é um excelente método para aprender sobre os assentamentos individuais, mas é um trabalho árduo e extremamente complicado fazer correlações de como este assentamento se relacionava com outras comunidades e como ocorria essa interação.
Pensando nisso, o arqueólogo Jason Ur da Universidade de Harvard  e o cientista especialista em computação, Bjoern Menze, estão combinando imagens de satélites espiões adquiridas no ano de 1960 com imagens modernas do nosso planeta, criando um novo método de padrões de mapeamento dos assentamentos humanos em uma escala sem precedentes.
Ur e Menze usaram recentemente a técnica para mapear 14.000 assentamentos anteriormente negligenciados, distribuídos em 23.000 km², no meio da Mesopotâmia.
Os arqueólogos sabiam de cerca de 1.000 assentamentos nesta região, principalmente os localizados em locais mais altos, por isso é um grande salto em termos de conhecimento”, explicou Ur.
  novo método de análise aérea baseia-se na detecção de anthrosol, um tipo distinto de solo que se forma ao longo prazo da presença humana. O anthrosol tem uma cor muito sutil, sendo rico em matéria orgânica no solo circundante – um fato que os arqueólogos utilizam há anos para detectar no solo.
As imagens dos satélites conseguem detectar e distinguir diferentes comprimentos de onda de radiação eletromagnética:
A fotografia em preto e branco leva todos os comprimentos de onda visível para nós. A imagem colorida mostra como as combinações de vermelho, verde e azul se misturam. As imagens multiespectrais podem registram ondas ainda maiores, como o infravermelho. Os solos na superfície de sítios arqueológicos podem ser sensíveis em ambos os intervalos, de visível ao infravermelho”, comentaram os cientistas.

No Peru, cientista encontra montes de 4 mil anos com formas de animais


Um cientista da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, encontrou no Peru montes de terra gigantes com mais de 4 mil anos e formas de animais. Com até 400 metros de extensão, os desenhos na terra só podem ser vistos do alto. Entre as formas, estão um condor, uma orca e um monstro com características de puma.
"Alguns deles têm mais de 4 mil anos de idade. Os montes peruanos mais antigos estavam em construção no mesmo período histórico em que as pirâmides eram erguidas no Egito", afirmou o antropólogo Robert Benfer, em material de divulgação.
De acordo com o pesquisador, os montes podem ter sido construídos por povos peruanos antigos para representar o modo que viam as constelações.
Ele encontrou orientações astronômicas em todos desenhos. No monte em forma de condor, por exemplo, o olho do pássado está alinhado com a Via Láctea quando visto de um templo na região. Já o monte de monstro puma fica alinhado com o solstício de junho na visão a partir do mesmo templo.
Por isso, os montes poderiam funcionar como um calendário celeste, que ajudaria agricultores e pescadores a prever resultados da colheita e da pesca. "Saber que 21 de dezembro já tinha passado era muito importante. Se não houvesse sinal do El Niño até esta data, então os produtores saberiam que teriam outro bom ano", afirmou o antropólogo.
Monte em forma de orca tem cerca de 5 mil anos. Estes animais caçavam na costa peruana até pouco tempo atrás. (Foto: Divulgação / Google Earth Pro)Monte em forma de orca tem cerca de 5 mil anos. Estes animais caçavam na costa peruana até pouco tempo atrás.
Um monstro em forma de puma é um dos desenhos com cerca de 4 mil anos. (Foto: Divulgação / Google Earth Pro)
Um monstro em forma de puma é um dos desenhos com cerca de 4 mil anos. 
Do chão, é difícil ver as figuars. (Foto: Divulgação / Google Earth Pro)
Do chão, é difícil ver as figuras.

sábado, 31 de março de 2012

Crocodilo pré-histórico descoberto em SP devorava raízes

O mais novo integrante da diversificada fauna de crocodilos pré-históricos do Brasil provavelmente não meteria medo em ninguém, apesar da fama de máquina assassina de alguns de seus parentes do mundo moderno.
É verdade que o "Caipirasuchus paulistanus" tinha uma mordida poderosa, mas os paleontólogos que descobriram fósseis do bicho afirmam que ela a usava para fins relativamente pacíficos: cortar raízes de plantas, quebrar conchas de moluscos e capturar um ou outro vertebrado de pequeno porte.
A espécie é genuinamente caipira, como sugere o nome, tendo sido descoberta na zona rural de Monte Alto (cidade do interior paulista a 350 km da capital do Estado).
A criatura foi descrita em artigo na revista científica "Journal of Vertebrate Paleontology" por Fabiano Iori e Ismar Carvalho, ambos do Departamento de Geologia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).


O "Caipirasuchus" é mais um exemplo da imensa diversidade de crocodilos que povoava o interior paulista na Era dos Dinossauros (no caso da nova espécie, há cerca de 90 milhões de anos).
O ponto em comum entre esses bichos todos era o fato de serem terrestres, e não semiaquáticos, com membros relativamente eretos e alongados. Alguns, porém, eram superpredadores, parecidos com leões ou lobos; outros tinham armaduras corporais que lembravam as de tatus.
O "C. paulistanus" se destaca por causa de maneira como usava a boca para agarrar e processar os alimentos. O focinho afilado o ajudava a "fisgar" as presas, enquanto os dentes de trás eram capazes de triturar coisas como vegetais duros e raízes.
No geral, seria um onívoro oportunista e ágil, não muito diferente de criaturas como quatis e gambás (embora, medindo 1,5 m, ele fosse maior que esses bichos). É um estilo de vida que jacarés e crocodilos não adotam hoje.

Setor espacial é 'prioridade' do governo, diz novo presidente da AEB

Mesmo após o corte de 22% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o programa espacial brasileiro é uma "prioridade do governo", afirmou ao G1 o novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela.
Villela passou ao comando da agência após o presidente anterior, Marco Antônio Raupp, assumir o Ministério, em janeiro.
Segundo ele, apesar do corte no MCTI, o repasse de R$ 2,2 bilhões do governo federal para investimentos até 2015 no setor -- previsto no Plano Plurianual 2012-2015 -- mostra que interesse governamental no espaço aumentou.
O valor é 16,4% superior ao montante repassado entre 2008-2011 (R$ 1,89 bilhão) -- mas não chega a ser nem 10% do valor que a agência espacial americana (Nasa) vai receber do governo dos Estados Unidos para investimentos apenas em 2012 (R$ 32,5 bilhões), mesmo com uma redução de gastos devido à crise.
Em 2012, a agência brasileira pode investir o montante de R$ 327,5 milhões.
De acordo com Villela, o país não vai atrasar mais o lançamento do satélite Cbers 3, que deveria ter acontecido há três anos e está agora previsto para voar em novembro. Quarto satélite do projeto feito em parceria com a China, ele deve fazer um monitoramento da superfície da Terra para uso em em projetos de gerenciamento agrícola e licenciamentos ambientais.
Segundo ele, o programa Cbers é "prioridade zero" da agência, ao lado do desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) e da modernização da base de lançamentos de Alcântara (RN). O custo total desses projetos é de R$ 640,7 milhões.
Satélite Cbers-3 durante testes no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP). Equipamento está na China e deve ser lançado em novembro deste ano, de acordo com a AEB. (Foto: Divulgação/Inpe)Satélite Cbers-3 no Laboratório de Integração e Testes (LIT) em São José dos Campos (SP). Equipamento está na China e deve ser lançado em novembro deste ano, de acordo com a AEB. 
 
Imprevistos e desenvolvimento tecnológico
Villela afirma que os atrasos nesses projetos ocorreram devido a “imprevistos” já solucionados, como no caso do Cbers 3. “Tivemos problemas no sistema de controle, em alguns subsistemas e também a indústria brasileira não produzia algumas peças. Mas agora o satélite está pronto e passa por fase de testes na China. A previsão de lançamento é novembro deste ano”, disse.
Ele ressalta que a participação do país no projeto aumentou de 30% para 50%, o que exigiu investimentos em pesquisa. Os satélites do programa Cbers portam câmeras que captam imagens da Terra, distribuídas gratuitamente pelo Inpe. O Cbers 4, que tem pouca diferença do modelo 3, tem previsão de lançamento para 2014.
Segundo Villela, testes experimentais com protótipos do VLS já estão em curso no Rio Grande do Norte e os primeiros estágios do foguete passarão a ser testados em 2013.
Em fevereiro, o ministro Raupp afirmou, se tudo desse certo, a fabricação do foguete completo deveria acontecer a partir de 2018.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Nasa divulga foto da galáxia do Disco Voador, feita pelo Hubble


A Nasa divulgou nesta sexta-feira uma imagem da galáxia do Disco Voador, feita pelo telescópio Hubble. O apelido que chama a atenção foi dado por astrônomos de um observatório em Cocoa, na Flórida.
A visão lateralizada da NGC 2683, localizada a 16 milhões de anos luz da Terra, na constelação de Lynx, permite a observação das particularidades dessa galáxia em espiral, como as camadas de poeira cósmica e a imensa quantidade de estrelas nas extremidades.

A Lua é filha da Terra?


A Lua é filha da Terra?















As descobertas podem lançar pelo espaço a teoria mais aceita atualmente sobre a formação da Lua.

Formação da Lua
Uma nova análise química de rochas lunares mostrou que nosso satélite é muito mais parecido com a Terra do que os cientistas acreditavam.
A teoria mais aceita atualmente afirma que a Lua teria sido gerada quando um planeta hipotético do tamanho de Marte - conhecido como Théia, ou Téia - teria saído de sua órbita e entrado em rota de colisão com a Terra.
O impacto arrancou as camadas externas de Téia e da Terra, deixando enormes quantidades de detritos em órbita da nova Terra-híbrida. Esse material eventualmente coalesceu sob sua própria gravidade e formou a Lua.


Composição da Lua
Para que esse modelo seja consistente, cerca de 40% da composição da Lua deveria ter vindo de Téia.
Contudo, ao comparar a abundância relativa dos isótopos titânio-47 e titânio-50 em rochas lunares, Junjun Zhang e seus colegas da Universidade de Chicago descobriram que a proporção dos dois isótopos é exatamente a mesma da Terra - cerca de 4 partes por milhão.
Já se sabia que a composição isotópica do oxigênio na Lua também é similar à da Terra, mas o oxigênio se vaporiza muito facilmente durante uma colisão, e essa semelhança pode ser resultado de uma troca posterior.
Ocorre que o titânio não vaporiza tão facilmente. Segundo Zhang, seria virtualmente impossível que a Lua e a Terra tivessem atingido a mesma composição.
Análises de meteoritos, por outro lado, vistos como restos de eventuais corpos planetários errantes pelo Sistema Solar, confirmam que a composição de Téia seria muito diferente da composição da Terra.


Novas teorias para a formação da Lua
Mas os cientistas afirmam que ainda não é hora de descartar a hipótese do choque Téia-Terra para explicar a origem da Lua, porque o choque pode ter desencadeado processos sobre os quais ainda não se tem conhecimento.
A principal razão, contudo, é que a única teoria alternativa para a formação da Lua propõe uma Terra girando extremamente rápido, a ponto de atirar material de sua própria crosta para o espaço - mas ninguém tem uma ideia sobre o que teria diminuído posteriormente a velocidade do nosso planeta.
Enquanto isso, as sondas gêmeas STEREO estão procurando sinais de meteoritos com composição similar à da Lua e da Terra, com o objetivo de dar novas ideias sobre a formação da Lua.
Outra novidade recente, que pode ajudar neste estudo, é a descoberta de dois planetas na mesma órbita, o que poderia sugerir uma composição mais similar entre Téia e Terra se ambos fossem gêmeos orbitais.

Explosão de laser mostra como magnetismo surgiu no Universo

Explosão de laser mostra como magnetismo surgiu no Universo
























A explosão revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após o disparo.



Origem do magnetismo


Há campos magnéticos por todo o espaço galáctico e intergaláctico.
O que é intrigante é imaginar como é que eles foram criados originalmente, e como se tornaram tão fortes.
Agora, uma equipe internacional de cientistas usou um laser para criar campos magnéticos semelhantes àqueles que se imagina serem necessários para a formação das primeiras galáxias, na infância do Universo.
Os resultados são um primeiro elemento importante na tentativa de solucionar o enigma de como o Universo gerou seu próprio magnetismo.
"Nosso experimento recriou o que estava acontecendo no início do Universo e mostrou como os campos magnéticos galácticos apareceram," afirmou o Dr. Gianluca Gregori, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
"Isso abre a perspectiva emocionante de sermos capazes de explorar a física do cosmos, que remonta a bilhões de anos, em um laboratório de laser aqui na Terra," completou.


Explosão a laser


A equipe, liderada por físicos da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usaram um laser de alta potência para explodir uma haste de carbono, semelhante a uma ponta de lápis, imersa em gás hélio.
A explosão foi projetada para imitar o caldeirão de plasma do qual foram formadas as primeiras galáxias - o plasma é um gás ionizado contendo elétrons livres e íons positivos.
O disparo revelou a formação de campos magnéticos e correntes elétricas ao redor da onda de choque - o fenômeno ocorreu em uma janela de 1 microssegundo após a explosão.
Os astrofísicos pegaram estes resultados e os ampliaram em 22 ordens de grandeza (x * 1022) para descobrir que a medição é compatível com as chamadas "sementes magnéticas", previstas pelas teorias de formação de galáxias.

Cientistas capturam tornados na superfície solar


Cientistas do País de Gales filmaram tornados gigantes na superfície do Sol, cujo tamanho é diversas vezes ao do planeta Terra.
Pesquisadores da Universidade de Aberystwyth encontraram as tempestades com ajuda do telescópio atmosférico que fica a bordo do Observador Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês), que pertence à Nasa (agência espacial americana).


Veja o vídeo

Imagem de tornado na superfície do Sol; gases podem atingir até 300 mil quilômetros por hora
Imagem de tornado na superfície do Sol; gases podem atingir até 300 mil quilômetros por hora
O vídeo foi exibido em um encontro nacional de astronomia em Manchester.
"Está é provavelmente a primeira vez que um tornado solar tão grande é filmado", afirma o astrônomo Xing Li, do Instituto de Matemática e Física da universidade. "Outros tornados menores já haviam sido detectados por satélites [Soho], mas eles não haviam sido filmados."
Os tornados solares foram observados em 25 de setembro de 2011. Eles foram descobertos com um equipamento que havia sido lançado no espaço em fevereiro de 2010.
O objetivo do satélite é coletar dados que ajudem os cientistas a entender como variações nos padrões do Sol podem afetar o resto do espaço.
O telescópio registrou gases superaquecidos --com temperaturas entre 47.250 e 2 milhões de graus Celsius-- circulando a distâncias de cerca de 200 mil quilômetros por períodos de pelo menos três horas.
A velocidade dos gases pode atingir até 300 mil quilômetros por hora. Na Terra, os tornados de ar chegam a 150 quilômetros por hora, no máximo.
As tempestades solares têm efeitos na Terra. Durante o fenômeno, eles podem provocar interrupções no serviço de alguns satélites e em redes de eletricidade.

Cientista que fracassou em experimento com neutrinos se demite

O físico italiano Antonio Ereditato, porta-voz do experimento Opera, que detectou neutrinos que supostamente viajavam mais rápido do que a luz, algo que contradizia a Teoria da Relatividade de Einstein, apresentou sua demissão.O anúncio foi divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) italiano, cujo vice-presidente, Antonio Masiero, indicou que a entidade 'tomou conhecimento da renúncia do professor Antonio Ereditato como porta-voz do experimento Opera'.
A decisão de Ereditato foi tomada depois que alguns de seus colegas no projeto apresentaram uma proposta na qual defenderam sua demissão e apesar de não ter sido aprovada, gerou uma divisão entre os pesquisadores que levou o cientista italiano a apresentar a renúncia, segundo a imprensa italiana.
Em setembro, os responsáveis do experimento Opera confirmaram ter constatado a existência de neutrinos, um tipo de partículas subatômicas, que viajavam a uma velocidade superior à da luz, algo que a física considerava impossível até o momento.
O experimento consistiu em lançar feixes dessa partícula subatômica por terra do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, para o italiano de Gran Sasso, situado a 730 quilômetros de distância, com o qual foi obtida em várias ocasiões uma conclusão surpreendente: os neutrinos chegavam 60 nanossegundos antes da luz.
No entanto, em fevereiro, os responsáveis do Opera no CERN advertiram que as conclusões do experimento que questionou a Teoria da Relatividade de Einstein poderiam ter sido produzidas por uma série de problemas técnicos nos aparelhos.
Um mês depois, um novo experimento do laboratório italiano de Gran Sasso refutou as conclusões preliminares do Opera e confirmou que os neutrinos não são mais velozes do que a luz.

Astrônomos fazem foto de um bilhão de estrelas de uma só vez


Astronômos europeus divulgaram uma fotografia feita de um bilhão de estrelas de uma só vez, na nossa galáxia, a Via Láctea.
A imagem foi obtida combinando o trabalho de dois telescópios, no Havaí e no Chile, e é resultado de uma colaboração de mais de uma década entre cientistas das Universidades de Edinburgo e Cambridge, no Reino Unido.
A fotografia inteira é imensa -- com 150 bilhões de pixels, é grande demais para ser colocada nesta página.
Para acessá-la (e dar zoom onde quiser), basta clicar aqui, no site do projeto responsável.
Abaixo estão dois pedaços da fotografia:
Parte da foto com um bilhão de estrelas da Via Láctea  (Foto: Mike Read (WFAU), UKIDSS/GPS and VVV) 
Parte da foto com um bilhão de estrelas da Via Láctea (Foto: Mike Read (WFAU), UKIDSS/GPS and VVV)Parte da foto com um bilhão de estrelas da Via Láctea

FAB lança foguete de treinamento no RN


A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou o Foguete de Treinamento Básico, na tarde desta quinta-feira (29),do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN). O artefato atingiu 30 quilômetros de altitude (estratosfera). O exercício, segundo a FAB, é dar condições técnicas para que a base possa lançar, rastrear foguetes e obter dados de voos.
O foguete tem 68,3 quilos, três metros de comprimento e foi desenvolvido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Segundo a FAB, este foi o primeiro de uma série de lançamentos previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) em 2012.
FAB faz lançamento de foguete de treinamento no Rio Grande do Norte (Foto: Divulgação/FAB)
FAB faz lançamento de foguete de treinamento no Rio Grande do Norte 

Magnata planeja buscar no fundo do mar motor que levou homem à Lua


Jeff Bezos, dono da Amazon, em foto de 2010 (Foto: AP Photo/Ted S. Warren, Arquivo)
Jeff Bezos, dono da Amazon, em foto de 2010 
O bilionário Jeff Bezos, fundados do site Amazon, pretende lançar uma expedição para buscar no fundo do oceano os motores que impulsionaram o homem à Lua pela primeira vez. Bezos anunciou o plano nesta quarta-feira (28), pela internet.
O empresário afirmou que sua expedição já localizou no fundo do Atlântico os motores do foguete Saturn V, que lançou ao espaço a nave Apollo 11, em julho de 1969. A bordo estavam Neil Armstrong, Buzz Aldrin – os dois primeiros homens a pisar na Lua – e Michael Collins, que não pôde descer porque ficou no módulo de comando.
Com o uso de um sonar de alta tecnologia, a expedição localizou o objeto a mais de quatro mil metros de profundidade. Bezos deu poucos detalhes e não explicou como eles podem ter certeza de que o motor encontrado é o que lançou a Apollo 11, e não outro qualquer. Desde a década de 1960, vários foguetes foram lançados do estado da Flórida e caíram no mar -- inclusive os de outras seis missões Apollo.
Motor de foguete do modelo Saturn, em foto de 1963 (Foto: AP Photo/Nasa)Motor de foguete do modelo Saturn, em foto de 1963 
“Ainda não sabemos em que condição estes motores estão”, escreveu Bezos. “Eles caíram no oceano em alta velocidade e estão na água salgada há mais de 40 anos. Por outro lado, são feitos de material resistente, então veremos”, completou.
Apesar de liderar a expedição com recursos privados, o bilionário reconhece que os motores são propriedade da Nasa. De toda forma, ele disse que gostaria de ver os objetos expostos em museus, caso a operação tenha sucesso.
A Nasa afirmou que ainda não foi procurada pela equipe de Bezos, mas se mostrou receptiva. “Sempre houve grande interesse nos artefatos dos primeiros dias da exploração espacial e o anúncio dele só tem a acrescentar ao entusiasmo daqueles que se interessam pela história da Nasa”, afirmou o porta-voz Bob Jacobs, em nota.