quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Gás de efeito estufa 30x mais potente que o gás carbônico está em erupção no Ártico
Uma área que abrange mais de dois milhões de quilômetros quadrados do fundo do mar no Oceano Ártico, possui fontes gigantes de metano e estão em erupçãoO derretimento da camada de gelo no fundo do mar está liberando grandes quantidades desse gás prejudicial, contribuindo para o aquecimento global.
Lavrentiev, um navio russo de investigação, realizou um levantamento em 10 mil quilômetros quadrados na costa leste do mar da Sibéria. E fez uma descoberta terrível – bolhas enormes de gás metano sobem à superfície do fundo do mar. "Encontramos mais de cem fontes, algumas mais do que um quilômetro de diâmetro," afirma o Dr. Igor Semiletov, “Estes são campos de metano a uma escala nunca antes vista. As emissões foram diretamente para a atmosfera”.
A Sibéria Oriental é uma área rica em metano, que abrange mais de dois milhões de quilômetros quadrados no Oceano Ártico. Normalmente, as bolhas do fundo do mar se transformam em dióxido de carbono antes de chegar à superfície, mas na Sibéria Oriental, por ser raso, o metano viaja diretamente para a atmosfera
Semiletov afirma ao Independent. “Esta é a primeira vez que encontramos contínuas, poderosas e imponentes estruturas de erupção, mais de mil metros de diâmetro. É incrível. Tudo isso em uma área relativamente pequena. Encontramos mais de cem, mas sobre uma área mais ampla, deve haver milhares delas”.
Os cientistas estimam que o metano preso sob a plataforma de gelo pode causar mudanças climáticas mais rápidas do que pensamos. As concentrações de metano no Ártico chegam a 1,85 partes por milhão, a maior em 400 mil anos. Concentrações acima da plataforma da Sibéria Oriental são ainda maiores. A equipe usou monitores sísmicos e acústicos para detectar bolhas de metano subindo à superfície.
A plataforma no fundo do mar é rasa, com 50 metros ou menos em profundidade, o que significa que tem sido alternadamente submersa e acima da água, o que depende do nível do mar ao longo da história da Terra. Durante os períodos mais frios, a camada aumenta e não libera metano. À medida que o planeta se aquece e ocorre ascensão do nível do mar, ocorre o derretimento devido às temperaturas que variam entre 12 e 15 graus mais quentes que a temperatura média do ar.
O gás metano oxida em dióxido de carbono antes que ele atinja a superfície, em águas profundas. No caso, como na plataforma leste da Sibéria ártica, o metano não tem tempo suficiente para oxidar, o que significa que ele escapa para a atmosfera. Isso, combinado com a enorme quantidade de metano na região, poderia acrescentar uma variável, não calculada anteriormente, aos modelos climáticos.
Por que o ser humano ainda tem pêlos pelo corpo?
Os   pêlos do corpo podem ajudar a detectar insetos sugadores de sangue.
A maioria das pessoas, principalmente as mulheres, se incomoda com os pêlos do corpo humano. Eles podem parecer até inúteis no homem moderno, mas as ancestrais preferiam homens peludos por estarem livres de parasitas. E hoje? Os pesquisadores sugerem que eles ainda podem nos ajudar a detectar parasitas.seres humanos parecem não ter pêlos em comparação com nossos parentes símios, mas a densidade de folículos pilosos em nossa pele é realmente o mesmo em comparação, se um macaco tivesse nosso tamanho. Os pelos finos que cobrem nossos corpos, que substituíram os grossos, são uma sobra evolutiva dos nossos antepassados peludos.
O pesquisador Michael Siva-Jothy, um ecologista da Universidade de Sheffield, na Inglaterra busca compreender a biologia de insetos sugadores de sangue. Ele declara: "Nosso objetivo é encontrar formas de controlar esses insetos de forma eficaz e, assim, prevenir a transmissão de doenças." Os cientistas acreditam que os pelos finos são úteis para detectar percevejos, por exemplo.
A pesquisa
Por meio do Facebook, 29 voluntários, estudantes universitários, foram recrutados para os testes. Os cientistas rasparam seus braços e então testaram quanto tempo levou para que os voluntários detectassem os percevejos colocados em cada braço e quanto tempo levou os parasitas para encontrar um bom lugar para se alimentar.
Foi constatado que os pêlos do corpo aumentaram a detecção de percevejos, em participantes com o braço cabeludo. Já nos braços "carecas", os homens demoraram a perceber que havia um intruso à espreita para atacar. Os pêlos também prolongaram o tempo que levou para os parasitas encontrarem lugares para se alimentar, presumivelmente porque impediu o movimento”, declarou Siva-Jothy ao LiveScience.
Os homens, que são geralmente mais peludos do que as mulheres, perceberam os parasitas antes delas, por causa dos níveis mais elevados de testosterona. Isto não significa necessariamente que as mulheres são mais propensas a ser mordidas - sugadores de sangue preferem atacar em áreas sem pêlos, como tornozelos.
Os pesquisadores não afirmam que as diferenças de pêlos do corpo masculino e feminino são devido à proteção aos parasitas. Os cientistas detalharam suas descobertas na revista Biology Letters.
Menor rã do mundo é descoberta na Nova Guiné
O pesquisador Fred Kraus, do Bishop Museum, em Honolulu, encontrou os menores sapos do mundo no sudeste da Nova Guiné. Descoberta que os torna os menores tetrápodes do mundo.As rãs pertencentes ao gênero Paedophryne, são espécies extremamente pequenas, com adultos - chamadas Paedophryne dekot e Paedophryne verrucosa – medindo entre 8 e 9 mm de comprimento.
O estudo foi publicado na revista ZooKeys. Uma pesquisa anterior havia levado à descoberta de Paedophryne por Kraus em 2002 em áreas próximas da Nova Guiné. As duas espécies descritas anteriormente eram maiores, atingindo tamanho de 10 a 11 mm, mas o gênero ainda representa o menor grupo de tetrápodes no mundo.
Kraus comenta: "Há milhares de sapos pequenos ao redor do mundo", mas a Nova Guiné parece abrigar a maior parte espécies pequenas em sete gêneros. Embora haja gêneros de sapo que tenha representantes pequenos entre parentes maiores, o Paedophryne é único em que todas as espécies são pequenas. As quatro espécies conhecidas habitam regiões nas montanhas do sudeste da Nova Guiné ou adjacentes. Seus parentes mais próximos permanecem obscuros”.
Os membros deste gênero têm tamanhos dos dedos reduzidos, o que não lhes permitem escalar muito bem. Todos habitam serapilheira, e seus dedos são reduzidos a um tamanho necessário para que habitem na manta morta e musgos, o que explica a adaptação à vida nesta região. A habitação em serapilheira e musgo é mais comum em rãs ‘miniaturas’. As pequenas rãs também têm seu ovo reduzido e as fêmeas carregam apenas dois, embora os pesquisadores não saibam se ambos os ovos são colocados simultaneamente ou em intervalos.
A descoberta inclui também os vertebrados de menores dimensões de que há registros, excluindo os peixes.
Descoberto peixe primitivo africano que anda usando suas barbatanas
O lungfish Africano, Protopterus annectens, exibe seu comportamento primitivo em laboratório. Ele anda, usando suas barbatanas pelo chão do aquário.
Antes que os animais aquáticos começassem a migrar para a terra, alguns peixes evoluíram sua vida subaquática por meio de suas barbatanas usando-as para andarem sobre o chão. É o caso do Protopterus annectens que pode sustentar seu corpo no chão e se movimentar para frente utilizando “membros”, habilidade que se pensava corresponder apenas aos tetrápodes primitivos.
O pesquisador Neil Shubin, da Universidade de Chicago. Comenta: "Isso nos mostra - com o perdão do trocadilho - os passos que estão envolvidos na origem da caminhada". "O que notamos em um lungfish é um exemplo muito bom de como os peixes na água pode facilmente andar em um padrão muito parecido com um tetrápode.”
Os antepassados distantes dos seres humanos e todos os mamíferos, répteis, aves, anfíbios e outros tetrápodes, são peixes que eventualmente desenvolveram a capacidade de respirar em terra. Os peixes mais antigos que vivem na terra estão equipados com pulmões e são encontrados hoje na África, América do Sul e Austrália.
O lungfish em questão tem um corpo semelhante a uma enguia e um par de barbatanas traseiras com grande fragilidade.
Shubin comenta que "se me mostrassem o esqueleto desta criatura e me pedissem para fazer uma aposta sobre se ele anda ou não, eu teria apostado que não”.Para descobrir o caminhar do lungfish, os pesquisadores projetaram um tanque especial na qual eles podiam gravar os movimentos do lungfish por uma câmera. Os vídeos revelaram o lungfish movimentando seus membros traseiros de uma só vez, para "andar", alternando os movimentos dos membros.
A pesquisadora Heather King, biólogo evolucionista da Universidade de Chicago, diz: “Emocionante e surpreendente que, mesmo com pequenas barbatanas, este lungfish é capaz de não só impulsionar a si me
smo, mas sustentar seu corpo”.
A história do lungfish torna animais de estimação populares entre os paleontólogos e anedotas e rumores circularam entre os cientistas há anos sobre andar, comportamento alegadamente visto nestes peixes estranhos. Para descobrir a verdade por trás dessas histórias, os pesquisadores projetaram outro tanque com câmera em todas as direções para gravar os movimentos do lungfish para análise em profundidade.
A capacidade do lungfish em apoiar seu corpo sobre seus membros magros pode ser auxiliada por seus pulmões cheios, sugerem os pesquisadores. "Isso mostra que é possível num meio aquático, você não precisa ter que se sustentar pela gravidade", disse Shubin
Esta descoberta pode redesenhar a rota evolutiva que a vida tomou da água para a terra. A adaptação de caminhar em terra poderia ter ocorrido milhões de anos antes dos tetrápodes desenvolverem membros e derem os primeiros passos, disse King. Esta descoberta fez os cientistas repensarem se há cerca de 380 milhões de anos, as pegadas foram feitas pelos tetrápodes primitivos. Elas poderiam ter sido criadas por outros tipos de peixe. As descobertas estão disponíveis na National Academy of Sciences pela internet.
Novo pterossauro encontrado na China contou com participação de pesquisador brasileiro

China é palco de mais uma descoberta fantástica, um novo pterossauroUm novo pterossauro, Jianchangnathus robustus, do grupo Schaphognathidae do Jurássico Médio da Formação Tiaojishan, da Província de Liaoning, nordeste da China foi recentemente nomeado e descrito. A pesquisa foi publicada no periódico Historical Biology e contou com a participação do brasileiro Prof. Dr. Alexander Kellner, do Museu Nacional/UFRJ.
O espécime de Jianchangnathus é baseado em um esqueleto incompleto com crânio e está depositado no Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia (Academia Chinesa de Ciências), Beijing, China.
A nova espécie mostra diversas características com o não-pterodactilóide Scaphognathus dos depósitos do Jurássico Superior do sul da Alemanha. O novo táxon chinês difere de Fenghuangopterus lii, proveniente do mesmo depósito, e foi considerado pelos autores como Scaphognathidae, principalmente pelo número alto de dentes e várias proporções dos elementos da asa.

Aparência de Scaphognathus em imagem artística, pterossauro relacionado Jianchangnathus. Foto: Dewlap
A descoberta de Jianchangnathus demonstra a grande diversidade na fauna de pterossauros da região chinesa de Linglongta dominada por não-pterodactilóides do grupo Wukongopteridae
Maior família de plantas do mundo ganha bancos de dados integrados

Objetivo dos projetos, desenvolvido por pesquisadores de diversos países, é aumentar o entendimento sobre a origem e a evolução das Compositae

À exceção da Antártica, é possível encontrar em todo o mundo uma família de plantas, conhecida como Compositae ou Asteraceae, que possui quase 30 mil espécies, espalhadas pelos mais variados biomas.
Para aumentar e melhorar o entendimento sobre a origem e a evolução dessa família de plantas, composta por espécies como o girassol, a alface, a margarida e o crisântemo, cientistas dos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores de diversos países, como o Brasil, estão desenvolvendo bancos de dados e sistemas de busca globais para integrar informações taxonômicas e biogeográficas sobre Compositae.
Algumas iniciativas foram apresentadas no The South American Compositae Meeting – reunião internacional que ocorreu nos dias 5 a 7 de dezembro, no auditório da FAPESP, e teve como objetivo apresentar os mais recentes desenvolvimentos na sistemática, biogeografia, evolução e conservação de Compositae.
O evento, organizado pela FAPESP em parceria com a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e com a Universidade de São Paulo (USP), reuniu cientistas de diversos países para compartilhar informações e desenvolver colaborações de pesquisa em estudos envolvendo espécies de Compositae.
Durante o evento, Vicki Funk, pesquisadora e curadora do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos, pediu a ajuda dos pesquisadores presentes para a conclusão de dois projetos em andamento para a construção de banco de dados globais, disponíveis na internet, sobre Compositae.
Denominados Global Compositae Checklist (GCC) e Compositae Enciclopédia da Vida (C-EOL), os projetos estão sendo coordenados pela The International Compositae Alliance (Tica), que reúne cerca de 500 pesquisadores, de mais de 60 países, incluindo o Brasil.
“Há centenas de pesquisadores trabalhando nesses projetos, tentando fazer uma abordagem global das Compositae. Nós tivemos vários avanços, como a construção de uma árvore-mãe dessa família de plantas, mas agora estamos em uma encruzilhada e precisamos de ajuda para concluir os projetos”, disse Funk, que faz parte da coordenação da Tica.
De acordo com a pesquisadora, cerca de 70% das listas de espécies do GCC – o primeiro projeto de um banco de dados biogeográficos integrados sobre Compositae da Tica – já estão finalizadas. O objetivo, agora, segundo ela, é finalizar a integração de listas de espécies de países como o Brasil e Madagascar, na África.
“Nós já fizemos listas nacionais e regionais de espécies de Compositae de países como Peru, Equador, Colômbia e do Brasil, que ainda falta integrar completamente suas listas”, disse Funk.
Lançado em 2005, durante o Congresso Internacional de Botânica em Viena, na Áustria, o GCC pretende reunir informações sobre nomenclatura e taxonomia das 25 mil espécies de Compositae estimadas no mundo. Com isso, de acordo com os coordenadores do projeto, será possível reunir as informações de 10% da flora mundial.
“Esse banco de dados integrados de Compositae será um importante recurso para a manutenção da biodiversidade e da biossegurança dessa família de plantas”, avaliou Funk.
Já o mais novo e ambicioso projeto de construção de um banco de dados de Compositae, capitaneado pela Tica, é a C-EOL.
Lançado em 2010, o objetivo do projeto é reunir informações biológicas de todas as espécies de Asteracea que existem ou existiram no mundo e dedicar uma página na internet com imagens de cada uma delas.
Para criar o banco de dados, os pesquisadores desenvolveram uma ferramenta virtual, denominada Virtual Key to the Compositae (VKC), para identificar as espécies em todo o mundo com base em uma matriz reunindo o maior número possível de informações sobre elas.
“A ideia foi construir uma ferramenta simples em linguagem HTML que pudesse facilitar a identificação de Compositae pelo público em geral”, disse Mauricio Bonifacino, professor da Universidade de la República, no Uruguai.
De acordo com o pesquisador, um dos maiores desafios para a construção da ferramenta está sendo a terminologia das espécies. “Nós avançamos muito na construção dessa ferramenta. Mas ainda é preciso caminharmos bastante para padronizar a terminologia das espécies”, disse.
Lista de espécies brasileiras
Em 2010, o Brasil divulgou a lista de espécies de sua flora, cumprindo uma das metas da Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), estabelecida pela Conservação sobre a Diversidade Biológica, da qual o país é signatário.
A GSPC estabeleceu que cada país signatário da Convenção deve elaborar uma lista de suas espécies conhecidas de plantas como primeiro passo para a construção de uma lista completa da flora mundial.
A primeira versão da lista brasileira apresentou um total de 40.982 espécies, sendo 3.608 de fungos, 3.495 de algas, 1.521 de briófitas, 1.176 de pteridófitas, 26 de gimnospermas e 31.156 de angiospermas dos quais 1.966 são Asteraceae, que foram incluídas no Global Compositae Checklist, sendo que cerca de um terço ocorre no Estado de São Paulo.
“Essa lista brasileira veio suprir uma lacuna no conhecimento da distribuição das espécies de plantas no país, e é muito útil para que nós possamos saber onde devemos coletar, principalmente, Asteraceae”, disse Mara Magenta, professora da Universidade Santa Cecília.
De acordo com a pesquisadora, durante a elaboração do projeto“Diretrizes para a conservação e restauração da biodiversidade no Estado de São Paulo, realizado no âmbito do Programa Biota-FAPESP, foi constatado que há um desequilíbrio na coleta de espécies de planta no Estado.
Os pesquisadores participantes do projeto identificaram que há uma grande carência de coleta nas áreas de cerrado de São Paulo, onde justamente estão concentradas as Asteraceae. E que árvores e arbustos são muito mais coletadas do que as Asteraceae devido, em parte, à dificuldade para se identificar as espécies.
“É preciso direcionar as coletas para as Asteraceae no Estado de São Paulo, especialmente nas áreas de cerrado, que vem sendo degradado a passos largos pela agricultura. Se nós não nos apressarmos em conhecer a biodiversidade de plantas dessa região pode ser tarde demais”, alertou.
Imagem mostra estrela jovem 'se rebelando' contra nuvem-mãe
                                                          
A imagem obtida pelo telescópio espacial Hubble mostra Sh 2-106, uma região formadora de estrelas. Uma jovem estrela chamada S106 IR expele material a uma velocidade muito alta, espalhando gás e poeira em seu redor. A estrela, que tem aproximadamente 15 vezes a massa do Sol, vai se estabilizar em breve e começar sua fase adulta. Ela continua dentro de sua ‘nuvem-mãe’, mas se rebela contra ela. O material expelido deixa o hidrogênio em volta muito quente – até 10 mil graus Celsius – e turbulento. (Foto: Nasa/ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA))
A imagem obtida pelo telescópio espacial Hubble mostra Sh 2-106, uma região formadora de estrelas. Uma jovem estrela chamada S106 IR expele material a uma velocidade muito alta, espalhando gás e poeira em seu redor. A estrela, que tem aproximadamente 15 vezes a massa do Sol, vai se estabilizar em breve e começar sua fase adulta. Ela continua dentro de sua nuvem-mãe, mas 'se rebela' contra ela. O material expelido deixa o hidrogênio em volta muito quente – até 10 mil graus Celsius – e turbulento. (Foto: Nasa/ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA))
Explosão de supernova dá pistas sobre formação da vida
A explosão de uma estrela supernova em uma galáxia a 21 milhões de anos-luz deu a cientistas um raro vislumbre de como a explosão de estrelas pode gerar vida no universo. Astrônomos capturaram as imagens da explosão da supernova SN2011fe, na galáxia Cata-vento na constelação de Ursa Maior, apenas 11 horas depois do evento.

Três telescópios poderosos localizados na Terra e o telescópio espacial da Nasa, o Swift, foram usados para estudar a explosão e os resultados da observação mostraram com detalhes nunca vistos antes como elementos mais pesados - como oxigênio e ferro - foram atirados para fora da bola de fogo em expansão resultante da explosão.

Com o tempo estes elementos vão se transformar nos blocos de construção de novos sistemas solares e, possivelmente, de seus habitantes vivos.

Observação da supernova SN2011fe deu dados aos cientistas sobre explosões deste tipo. (Foto: BBC)Observação de SN2011fe deu dados sobre supernovas deste tipo. (Foto: BJ Fulton / Las Cumbres Observatory Global Telescope / Palomar Transient Factory / Space Telescope Science Institute /PA Wire)

BJ Fulton (Las Cumbres Observatory Global Telescope)/Palomar Transient Factory/Space Telescope Science Institute/PA Wire

"A compreensão de como estas explosões gigantes criam e misturam materiais é importante, pois é das supernovas que pegamos a maioria dos elementos que formam a Terra e até nossos corpos, por exemplo, estas supernovas são uma grande fonte de ferro", explicou Mark Sullivan, da Universidade de Oxford, que participou da pesquisa.

"Então somos todos feitos de pedaços de estrelas que explodiram", acrescentou.

20 minutos A SN2011fe é uma supernova do Tipo 1 e a observação da explosão deu aos cientistas informações valiosas sobre como as explosões ocorrem nesta classe de estrelas
As supernovas do Tipo 1 são importantes, pois sempre produzem a mesma quantidade de luz e isto permite que os astrônomos as usem como 'velas cósmicas' para determinar o tamanho e a taxa de expansão do universo.

Mas a forma precisa como estas explosões ocorriam era um mistério.

"O que causa estas explosões dividia profundamente a comunidade astronômica. A SN2011fe é como uma Pedra de Rosetta das supernovas do Tipo 1", disse o professor Shri Kulkarni, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, um dos autores da pesquisa sobre a explosão publicada na revista Nature.

Os cientistas conseguiram calcular o momento da explosão com uma diferença de 20 minutos.

Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, localizou o sinal da supernova pela primeira vez em agosto, enquanto analisava dados coletados pelo telescópio no Monte Palomar, Califórnia.

"Nossas primeiras observações confirmaram algumas suposições a respeito das supernovas do Tipo 1 (...). Mas este olhar mais aproximado também nos fez descobrir coisas que ninguém tinha sonhado antes", disse.
Nasa vai 'arpoar' cometas para entender criação do universo
A agência espacial americana, a Nasa, trabalha na criação de um arpão capaz de atingir cometas para retirar amostras que dêem indícios sobre a criação do universo. O projeto é baseado em um conceito desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ASE), ao qual a Nasa agregou uma câmara capaz de recolher amostras dos cometas.

Concretamente, o projeto consiste em uma máquina espacial que viaja em busca de um cometa "e que lança um arpão para retirar amostras em locais determinados, com uma precisão cirúrgica", revelou a Nasa em seu comunicado.
Geralmente, os cometas têm vários quilômetros de diâmetro, mas é muito difícil pousar uma nave sobre eles para recolher material devido a sua baixa gravidade. "Como a nave espacial não pode pousar sobre o cometa, deve se agarrar a ele de uma forma ou outra", explicou Joseph Nuth, especialista da Nasa. "Assim, vamos utilizar um arpão, que recolherá amostras".

No momento, a Nasa estuda os cometas apenas com naves que os sobrevoam, como o foguete Stardust-NExT, lançado em 1999 para recolher amostras das caudas dos cometas.

Em 2016, a Nasa lançará o foguete OSIRIS-REx, que recolherá amostras através de um braço robotizado. "A próxima etapa consiste em recolher uma amostra retirada da superfície (do cometa), onde estão os materiais mais puros e mais antigos", disse o engenheiro do projeto do arpão, Donald Wegel.

Atualmente, uma equipe da Nasa em Greenbelt (Maryland) testa um arpão contra um bloco de areia, gelo e rocha com o objetivo de medir o volume de explosivos necessário e determinar a forma que deve ter o arpão para otimizar sua penetração.

"Não sabemos com precisão o que vamos encontrar no cometa. A superfície pode ser macia, formada por poeira ou por uma mistura de gelo e pedras", explicou Wegel. "Por esta razão, precisamos desenhar um arpão capaz de penetrar qualquer tipo de superfície".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Novo aplicativo da Apple permite informar Nasa sobre meteoritos

 


Aplicativo permite informar à Nasa sobre meteoros encontrados na terra (Foto: Divulgação)
Aplicativo permite informar à Nasa sobre meteoritos
encontrados na terra

Um novo aplicativo da Apple batizado de “Meteor Counter” ajudará a Nasa a rastrear os meteoritos que caem no planeta a partir de informações enviadas pelos usuários, anunciou a agência norte-americana na terça-feira (13).
Todos os dias, cerca de 40 toneladas de meteoritos caem no planeta, embora quase todos sejam pequenos e se desintegrem sem causar danos à atmosfera terrestre.Com o objetivo de receber informações sobre os restos dos meteoros, a Nasa e a Apple criaram a ferramenta para que os usuários contribuam com as pesquisas da agência espacial por meio de seus smartphones.
“Com o aplicativo, pessoas de todo tipo podem contribuir para uma autêntica pesquisa da Nasa”, disse Bill Cooke, do Escritório de Meteoritos da agência, que patrocinou o projeto. “Os dados fornecidos pelos cidadãos nos ajudarão a descobrir novas chuvas de meteoros, localizar os rastros dos cometas e criar um mapa da distribuição dos meteoritos ao redor da órbita da Terra”, acrescentou Cooke.O aplicativo está disponível de maneira gratuita na App Store e pode ser baixado para iPhone, iPad e iPod touch. O programa usa uma interface que simula um piano, onde cada tecla é destinada a identificar cada tipo de meteorito em relação ao seu tamanho e luminosidade.“Cada vez que alguém avistar um meteoro, simplesmente deve pressionar a tecla correspondente a seu brilho. As teclas da esquerda correspondem aos meteoros que têm uma luz tênue visível à simples vista, e as teclas da direita representam assombrosas bolas de fogo”, explicou. Depois disso, o próprio aplicativo carrega os dados para que sejam processados pelos funcionários da Nasa, que registram o momento no qual foi avistado o meteorito, sua magnitude e localização.
O programa usa uma interface que simula um piano (Foto: Divulgação)O aplicativo usa uma interface que simula um piano

Sonda da Nasa tira novas fotos de lua de Saturno

 A Nasa publicou nesta terça-feira (13) as imagens obtidas pela sonda Cassini durante uma manobra que executou por uma das luas de Saturno. Na segunda, a nave ficou a cerca de cem quilômetros da superfície de Dione.

As imagens publicadas ainda não passaram por nenhum tipo de tratamento. Elas mostram as fraturas na superfície do satélite natural e, ao fundo, os anéis de Saturno e outras duas luas do planeta, Epimeteu e Pandora. A sonda Cassini foi lançada em 1997 para estudar a composição das luas de Saturno – mais de 60 satélites naturais já foram encontrados na órbita do planeta.
Imagem de Dione, com outras duas luas e os anéis de Saturno (Foto: Nasa/JPL/Space Science Institute)Imagem de Dione, com outras duas luas e os anéis de Saturno (Foto: Nasa/JPL/Space Science Institute)

A Grande Pirâmide de Gizé terá suas portas secretas abertas 

 Depois de duas décadas de tentativas fracassadas, investigadores irão revelar o que está por trás das portas secretas da pirâmide mais magnífica do Egito

Após a exploração no mausoléu faraônico de 4,5 mil anos por um robô, novas revelações sobre o grande mistério são esperadas. A Grande Pirâmide de Gizé foi construída para o faraó Quéops, também conhecida como Khufu, é uma das maiores maravilhas do mundo antigo. O monumento é a maior de uma família de três pirâmides no planalto de Gizé, nos arredores de Cairo, e boatos espalham a idéia de ter passagens secretas levando a câmaras secretas.
Os arqueólogos estão muito tempo intrigados por terem encontrado quatro eixos estreitos e profundos no interior da pirâmide. Os eixos estendem-se desde a parte superior até a inferior, um no lado sul e um no lado norte na chamada "Câmara da Rainha" e desaparecem dentro das estruturas. Acredita-se que são passagens para a alma do faraó na sua busca da vida após a morte. Estes eixos permaneceram inexplorados até 1993, quando o engenheiro alemão Rudolf Gantenbrink enviou um robô para o eixo sul. Depois de uma escalada de 213 metros do centro da pirâmide, o robô parou na frente a uma laje misteriosa de calcário adornada com dois pinos de cobre.
Nove anos depois, o eixo sul foi explorado ao vivo na televisão. O mundo parou, mas o robô, ao empurrar uma câmara, apenas revelou o que parecia ser outra porta. No dia seguinte, o robô foi enviado para o eixo norte. Após navegar por várias curvas acentuadas, o robô chegou à laje de pedra calcária, também adornada com pinos de cobre.
A missão arqueológica
O robô, projetado por Rob Richardson da Universidade de Leeds, foi capaz de penetrar em lugares jamais conhecidos. Ao contrário de expedições anteriores, em que imagens da câmera só retratam a frente, a câmera era pequena o suficiente para passar em um pequeno buraco em uma porta de pedra no final do túnel.
Esta tecnologia ofereceu aos pesquisadores uma visão mais clara além da câmara - que não tinha sido vista por olhos humanos, desde a construção da pirâmide. Os escritos em tinta vermelha começaram a aparecer. Segundo alguns estudiosos, as marcas são sinais numéricos que registram o comprimento do eixo. A teoria não foi confirmada pelos investigadores.
"Nossa estratégia é manter a mente aberta e só tirar conclusões quando nós terminarmos nosso trabalho", disse Whitehead.
Equipado com um amplo leque de instrumentos que também incluiu uma miniatura do próprio robô que pode penetrar em um buraco 0,7 de polegadas, uma broca de perfuração e um dispositivo ultrassônico miniaturizado que podem tocar nas paredes e ouvir a resposta para ajudar a determinar a sua espessura. A equipe Djedi estava pronto para continuar a exploração da pirâmide em agosto passado, mas a virada dos acontecimentos políticos no Egito suspendeu o projeto.
O Conselho Supremo de Antiguidades (SCA), liderado pelo controverso, mas carismático Zahi Hawass está consentindo lentamente as licenças para escavações e pesquisas arqueológicas. "Como acontece com outras missões, tivemos que solicitar autorização. No momento, estamos à espera de várias comissões para formalizar a aprovação" afirma Shaun Whitehead, gerente da exploração da empresa Scoutek UK, em entrevista à Discovery News.
A equipe está confiante de que o robô irá revelar muito mais; quando a equipe for autorizada a retomar suas pesquisas. "O plano é o mesmo. Vamos examinar completamente os eixos principais da Câmara da Rainha e olhar além das pedras", disse Whitehead.

Manuscritos de Isaac Newton estão disponíveis para visualização na internet 
 


A universidade de Cambridge publicou mais de quatro mil páginas manuscritas sobre descobrimentos importantes de Newton em uma biblioteca digital. A obra original está disponível online, juntamente com outras obras históricas do grande cientista.Os manuscritos incluem anotações de Newton sobre Filosofia Natural dos Princípios Matemáticas, publicados originalmente em 1687. A obra não contém somente as leis do movimento, mas também a lei da gravitação universal. Ela é considerada como uma das obras mais significativas na história da ciência. Ao longo dos próximos meses a biblioteca da universidade irá disponibilizar mais páginas, fazendo com que quase toda a sua coleção de Newton esteja disponível para qualquer um ver e baixar.
O programa também pretende disponibilizar trabalhos de outros cientistas famosos, desde Darwin a Ernest Rutherford.
Os manuscritos
O trabalho de conservação, que começou em 2010, teve que ser realizado em diversos manuscritos e cadernos antes que pudessem ser digitalizadas 200 páginas por dia. Para conhecer as obras de Newton basta acessar o Cambridge Digital Library (http://cudl.lib.cam.ac.uk/collections/newton). A digitalização dos documentos Newton foi possível graças a uma doação da Fundação Polonsky, que apóia a educação e as artes

O livro universitário, usado por Newton entre 1664 e 1665, contém notas de sua leitura em matemática e geometria, mostrando principalmente a influência de John Wallis e René Descartes.

O gerente de digitalização na Biblioteca da Universidade de Cambridge, Grant Young, ressalta: "Estamos lançando nossas coleções para o mundo talvez com alguns dos mais importantes jornais e documentos da história da ciência. Além de suas anotações, incluímos o seu ‘Livro de resíduos’, uma obra que Newton herdou de seu padrasto com notas e cálculos de quando ele foi forçado a deixar seus estudos em Cambridge durante a Grande Peste”.
A bibliotecária da Universidade de Cambridge, Anne Jarvis, afirma: “Ao longo de seis séculos as coleções têm crescido em uma das grandes bibliotecas do mundo, com uma extraordinária acumulação de livros, mapas, manuscritos e periódicos”.
"Qualquer pessoa, onde quer que esteja, pode ver por um clique como Newton trabalhou e o desenvolvimento de suas teorias e experimentos”, lembra Anne.
 O “Livro de Resíduos”, de 1664, contém muitos cálculos do gênio que estava afastado da Universidade devido à grande peste.
 Infelizmente, nem todos os manuscritos foram aprovados para serem publicados. Várias obras contêm a frase "não apto para ser impresso" escrita à mão por Thomas Pellet, da Royal Society Fellow, que foi convidado a analisar os trabalhos de Newton e decidir quais devem ser publicados.
Nasa realiza último teste do ano com substituta dos ônibus espaciais
 A Nasa realizou nesta terça-feira (13) os últimos testes de pouso de 2011 com a nave Orion, a cápsula que está sendo preparada para ser o próximo veículo da agência espacial norte-americana
Desde julho, quando os ônibus espaciais foram aposentados, os EUA não têm um meio de levar nem astronautas nem carga para o espaço. Hoje, eles dependem dos russos e, num futuro breve, a iniciativa privada também será uma opção.
O teste desta terça foi o oitavo já realizado com a nave. A cápsula entrou na água a um ângulo de 28 graus e a uma velocidade de 32 km/h. O objetivo era simular o retorno da nave em um mar tranquilo.
Os diversos testes têm em vista os diferentes cenários possíveis em um pouso. A possibilidade de que a nave caia na posição invertida também está sendo levada em conta. Ao contrário do ônibus espacial, que pousava em uma pista, a cápsula cai na Terra com o paraquedas aberto.
Teste com a cápsula Orion, da Nasa (Foto: Nasa/Sean Smith) 
Teste com a cápsula Orion, da Nasa (Foto: Nasa/Sean Smith)
Cofundador da Microsoft lança projeto para viagens espaciais

Paul Allen, um dos cofundadores da Microsoft, anunciou nesta terça-feira (13) que desenvolverá junto com o engenheiro e empresário Burt Rutan uma nave em forma de avião gigante com capacidade para realizar voos tripulados e de carga ao espaço.
A nave terá dimensões similares às de um campo de futebol. Os criadores estimam um voo de teste para 2016. Allen e Rutan são os pais da nave SpaceShipOne (SS1), primeiro avião espacial de uso privado e tripulado a alcançar o espaço.
Projeto de avião para viagens espaciais da Stratolaunch (Foto: AFP/Stratolaunch Systems)Projeto de avião para viagens espaciais da Stratolaunch (Foto: AFP/Stratolaunch Systems)
"Sonhei durante muito tempo em dar o próximo passo nos voos espaciais privados após o êxito da SpaceShipOne, para oferecer um sistema de voo espacial orbital flexível", assinalou Allen em comunicado.
Para realizar seu projeto, Allen fundou a empresa Stratolaunch Systems, sediada em Huntsville (Alabama, EUA), que será dirigida por Gary Wentz, ex-chefe de engenheiros da Nasa.
A companhia construirá um sistema de lançamento móvel com três componentes principais: um avião construído pela empresa Scaled Composites, fundada por Rutan; um foguete de múltiplos períodos que será desenhado pela SpaceX; e um sistema de integração construído por Dynetics, que permitirá carregar um foguete de 222 toneladas.
O plano de Allen é construir um aeroporto similar ao Centro Espacial Kennedy (situado em Cabo Canaveral, Flórida), que utiliza a Nasa para seus lançamentos, de onde partirão os voos espaciais comerciais, os envios de carga e, no futuro, missões tripuladas.
O avião transportará uma cápsula espacial com seus próprios foguetes. A cápsula será atirada do ar para ficar em órbita, um sistema que, segundo os idealizadores, economizará gastos por não utilizar as grandes quantidades de combustível exigidas pelos foguetes para realizar o lançamento da Terra.
A aeronave, que utilizará seis motores 747, terá peso bruto de mais de 500 toneladas e uma envergadura de mais 100 metros. Ela será construída nos hangares da empresa Stratolaunch, no Porto Espacial de Mojave, no estado americano do Novo México. Para pousos e decolagens, será preciso uma pista de 3,6 quilômetros.
Allen disse que este projeto será "uma solução inovadora que revolucionará as viagens espaciais". Entre os membros da diretoria desta nova empresa, estão alguns antigos funcionários da Nasa, como o ex-diretor Michael Griffin.
"Acreditamos que esta tecnologia tem o potencial de algum dia transformar em rotina os voos espaciais mediante a eliminação de muitas das limitações associadas aos foguetes lançados da Terra", declarou Griffin.
Ele destacou que este sistema "também proporcionará a flexibilidade necessária para realizar o lançamento a partir de uma grande variedade de lugares".
Mudança climática mata mais árvores em área fértil da África, diz estudo

Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que as árvores localizadas na região de Sahel, um corredor de transição entre o sul do deserto do Saara e terras férteis do continente africano, estão morrendo devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com a pesquisa, que será publicada na próxima sexta-feira (16) no periódico científico “Journal of Arid Environments”, as chuvas nesta região, que atravessa seis países e se estende do Oceano Atlântico até o Mar Vermelho, diminuíram até 30% no século 20, o que contribui para a seca mais longa na região desde que foram iniciadas as medições de chuvas, em meados de 1800.
Imagem mostra exemplar seco da árvore Prosopis africana, no Senegal  (Foto: Divulgação/Patrick Gonzalez)Imagem mostra exemplar seco da
árvore Prosopis africana, no Senegal 
Segundo Patrick Gonzales, um dos coordenadores da investigação, levantamentos anteriores já haviam estabelecido que a primeira causa da mudança climática nesta área é a seca, “que tem oprimido a resistência das árvores”.
O estudo se baseou em imagens aéreas, de satélite e na medição de um campo com mais de 1.500 árvores. Com isso, foi possível descobrir que uma em cada seis árvores morreu entre 1954 e 2002.
Mortalidade
Outro dado importante mostra que uma em cada cinco espécies de árvores desapareceu nesta área, sendo que as mais afetadas foram plantas nativas frutíferas e aquelas com madeira que depende mais da umidade para sobreviver. O motivo disto, segundo os autores, é que o solo está mais seco.
O estudo aponta ainda que os efeitos da mudança climática já se deslocam em direção de regiões úmidas e com vegetação. “No oeste dos Estados Unidos, a mudança do clima tem causado a mortalidade de árvores e elevando a vulnerabilidade das plantas a pragas”, afirma Gonzalez.
“No Sahel, não é apenas uma espécie que morre, mas grupos inteiros”, complementa.
O pesquisador diz também que as pessoas da região ao sul do Saara dependem das árvores para sobrevivência, já que “elas fornecem alimentos, lenha, materiais de construção e auxílio à medicina”

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Brasileiros explicam importância da 'partícula de Deus' 

Dois grupos de pesquisadores do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) apresentam em um seminário nesta terça-feira (13) os resultados atualizados da busca pela partícula conhecida como “bóson de Higgs” – apelidada de “partícula de Deus”.
O G1 conversou com dois físicos brasileiros envolvidos em um desses grupos, o CMS, para explicar a importância da pesquisa: Alberto Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e Sergio Novaes, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Confira:
O que é a física de partículas?
A física de partículas é a ciência que estuda a matéria e suas interações na natureza. É ela que estuda a estrutura dos átomos e suas subdivisões, que formam tudo que existe na natureza
O que é o Modelo Padrão?
É um conjunto de teorias para explicar as interações da natureza e as partículas fundamentais que constituem a matéria. Foi formulada durante a segunda metade do século 20 por uma série de trabalhos de diferentes cientistas, não tem um único “pai”. É nessa teoria que se baseia o estudo contemporâneo da física de partículas.
O que é o Cern?
O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) é um laboratório europeu dedicado à pesquisa na física de partículas. Ele mantém na Suíça um acelerador de partículas chamado Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). Esse aparelho é usado para colidir prótons – partículas que formam o núcleo dos átomos.
Brasil pode fazer parte do maior laboratório de ciências da atualidade (Foto: Maximilien Brice / Cern 16-06-2008)O colisor de partículas do Cern
O que os cientistas estão fazendo?
As colisões entre os prótons liberam grande energia e conseguem quebrá-los em partículas ainda menores, que também podem ser detectadas pelo LHC. Das partículas previstas pelo modelo padrão, a única que ainda não havia sido encontrada pelo acelerador era o bóson de Higgs -- apelidado de "partícula de Deus".
O que é o bóson de Higgs?
Segundo a teoria, o bóson de Higgs é uma partícula responsável pela existência de um campo que permeia todo o Universo, um objeto que surgiu espontaneamente e foi o responsável pelo surgimento da massa das partículas. Sem ele, a matéria não teria massa.
Por que ele é importante?
A física ainda não conseguiu descobrir qual é a origem da massa das partículas. O bóson de Higgs é a resposta teórica que responde a essa questão.
O que muda na física se ele for encontrado?
A confirmação da existência do bóson de Higgs não causaria uma guinada nos estudo da física. Pelo contrário, significaria que a teoria que orientou os pesquisadores nos últimos 40 anos está correta. A princípio, a descoberta é importante apenas do ponto de vista teórico e não leva ao desenvolvimento de novas tecnologias.
E se ele não existir?
Se o bóson de Higgs não existir, significa que existe um furo no modelo padrão. Até agora, esse modelo vinha sendo muito bem sucedido nos demais aspectos, e uma nova teoria teria que incorporar muitas das ideias que ele propõe. O bóson de Higgs é a única partícula prevista pelo modelo que ainda não pôde ser verificada.
Cientistas encontram gene que garante clareza da visão
Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (12) identificou um gene que pode ser usado em terapias para recuperar a visão de pacientes com determinados problemas. O FoxC1 é responsável por manter a transparência da córnea
A córnea é a camada externa do olho, a lente que foca a luz através da pupila para que ela seja recebida na retina. Ela precisa ser transparente para que a luz passe. Por isso, o corpo desenvolveu maneiras de nutri-la sem precisar de vasos sanguíneos. No entanto, doenças ou lesões podem provocar o crescimento desses vasos, o que leva à cegueira, em alguns casos.
“Acreditamos que descobrimos o gene regulador principal que previne a formação de vasos sanguíneos no olho e protege a claridade da córnea”, diz Tsutomu Kume, da Universidade Nothwestern, em Chicago, nos EUA, líder do grupo que publicou o estudo na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
O gene FoxC1 já era conhecido, mas não essa função em particular. Trabalhando com camundongos modificados, que não possuíam esse gene, os cientistas perceberam que os animais desenvolveram vasos sanguíneos na córnea, de forma que ficaram cegos.
Em seguida, os pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, fizeram os testes com pacientes de glaucoma congênito – no qual também ocorrem vasos sanguíneos anormais nos olhos – e descobriram que essas pessoas tinham mutações no gene FoxC1. Isso significa que a descoberta vale para os humanos.
O próximo passo é descobrir uma forma de injetar a proteína produzida pelo FoxC1 nos ratos e ver se um tratamento seria viável. Seria uma opção importante para os transplantes de córnea, onde o surgimento de vasos no tecido recebido é um problema sério enfrentado pelos médicos.
Nasa cria rádio online com rock e ciência na programação

A Nasa apresentou nesta segunda-feira (12) a "Third Rock", uma emissora de rádio online, que veiculará as últimas novidades do rock, do indie e da música alternativa, assim como as descobertas mais recentes da agência espacial americana.
"A Nasa está buscando constantemente novas e inovadoras formas de captar o interesse do público e inspirar as novas gerações de cientistas e engenheiros", declarou o diretor-adjunto do escritório de comunicações da agência espacial, David Weaver.
A "Third Rock" estará no ar 24 horas por dia, sete dias por semana, e também será um canal para que as empresas de alta tecnologia exponham suas ofertas de trabalho em campos como a engenharia e a ciência, entre outras.
A programação será apresentada por Donna McKenzie e pelo locutor Cruze, cofundador e presidente da RFC Media, emissora de rádio com sede em Houston (Texas) que colaborará com a Nasa.
"A emissora terá rock de todo tipo, junto com grandes músicas das duas últimas décadas, basta apenas clicar no logotipo da rádio, que a Nasa colocará em seu site e na página da emissora:www.thirdrockradio.net", disse Cruze.
Segundo informações dadas pelo presidente da RFC Media à Agência Efe, em duas semanas acontecerá a estreia do programa "Lunar Rotation", que será apresentado pelo conhecido locutor David Sadof, no qual serão exploradas novas músicas.
Junto com a estação de rádio, que estará disponível para iPhone e Android, a Nasa apresentou uma página no Facebook na qual os usuários poderão deixar comentários sobre seus programas favoritos e trocar interesses.
Extinção de elefante fez surgir homem moderno no Oriente Médio, diz estudo

Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv acabam de publicar um estudo que sugere que o Homo sapiens surgiu na região chamada de Levante, no Oriente Médio, 400 mil anos atrás, em decorrência do desaparecimento dos elefantes, que constituíam a principal fonte de alimentação para o Homo erectus.
Segundo o arqueólogo Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, foi o desaparecimento dos elefantes da região geográfica do Levante -- onde hoje se encontram Síria, Líbano, Jordânia, Israel e os territórios palestinos -- que levou à evolução do Homo erectus ao Homo sapiens.
O Homo sapiens (homem sábio, em latim), tem um cérebro muito mais desenvolvido do que seu antecessor, o Homo erectus (homem ereto).
"Quando os elefantes desapareceram, o Homo erectus foi obrigado a buscar outros alimentos e teve que desenvolver uma agilidade mental e instrumentos que não tinha antes", disse Barkai à BBC Brasil.
Arqueólogo na caverna Qesem (Foto: Qesem Cave Project/BBC)Arqueólogo na caverna Qesem (Foto: Qesem Cave Project/BBC)
A equipe do departamento de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv tem feito escavações desde 2000 na caverna Qesem, em Israel, perto da cidade de Rosh Haain.
Em 2010, a equipe anunciou ter encontrado sinais de que na região da caverna Qesem o Homo sapiens já existia há 400 mil anos.
A descoberta pode representar uma mudança na teoria mais amplamente aceita de que o Homo sapiens surgiu 200 mil anos atrás, na África.
'Chave do enigma'
"Desde a descoberta, há um ano, fizemos um trabalho de integração de todos os dados e chegamos à conclusão que a nutrição é a chave do enigma", disse Barkai.
O arqueólogo afirma que nessa área geográfica os elefantes desapareceram há 400 mil anos, levando o Homo erectus a se desenvolver muito mais rapidamente. Já na África, o mesmo processo se deu 200 mil anos depois.
A equipe realizou um trabalho de integração das descobertas -- tanto de instrumentos como de restos de humanos e animais encontrados nas diversas escavações -- e chegou à conclusão de que instrumentos sofisticados, como pequenas facas fabricadas de maneira "sistemática", foram descobertos em camadas nas quais já não havia elefantes.
No mesmo local foram encontrados dentes humanos.
Barkai explicou que o Homo erectus usava instrumentos maiores e menos sofisticados para caçar e repartir a carne dos elefantes.
"O Homo erectus comeu elefantes durante 1 milhão de anos. Instrumentos mais sofisticados e menores são associados ao Homo sapiens", afirmou.
Nutrição
Os pesquisadores desenvolveram um modelo da nutrição do homem, demonstrando a possível relação entre o desaparecimento dos elefantes -- fonte de nutrição mais fácil de caçar e que garantia uma maior quantidade de alimento -- e a evolução de suas capacidades mentais, até que se transformou no Homo sapiens.
A equipe também comparou suas descobertas com pesquisas feitas na África e constatou que lá também o Homo sapiens teria surgido só após o desaparecimento dos elefantes, reforçando assim a tese de que a evolução humana tem ligação direta com a necessidade de buscar novas fontes de alimentos que eram menores e mais difíceis de se caçar.
Barkai disse à BBC Brasil que desde a publicação do estudo, há três dias, tem recebido ligações do mundo inteiro, de cientistas interessados nas descobertas.
"Com esse estudo conseguimos fornecer uma explicação para o aparecimento de resíduos com a idade de 400 mil anos, do Homo sapiens, na caverna de Qesem", afirmou.
Físicos anunciam ter 'encurralado' a 'partícula de Deus'

Os físicos do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) "encurralaram" a partícula conhecida como “bóson de Higgs” – apelidada de “partícula de Deus”, segundo anúncio feito nesta terça-feira (13), em Genebra, na Suíça. Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que não há dados suficientes para se confirmar que ela foi “descoberta”.
O “bóson de Higgs” é uma partícula hipotética que seria a primeira com massa a existir após o Big Bang e responsável pela existência de massa em outras partículas do Universo. Para encontrá-la, os cientistam colidem prótons (que ficam no núcleo dos átomos) e procuram entre as partículas que surgem desse impacto.
Dois grupos independentes procuram o Higgs no Grande Colisor de Hádrons, do Cern, na Europa: o Atlas e o CMS. Eles não têm acesso aos dados um do outro e apresentaram seus resultados no mesmo simpósio nesta terça.
A conclusão principal é que os cientistas ainda não acharam o Higgs -- mas, se a partícula existe, eles agora sabem onde procurar.
Antes, é preciso entender uma coisa: os cientistas medem a massa das partículas como se fosse energia. Isso porque toda massa tem uma equivalência em energia. Se você calcula uma, tem o valor das duas. A unidade de medida usada é o gigaelétron-volt, ou "GeV".
Segundo o grupo Atlas, se o Higgs existir, ele tem uma massa entre 116 GeV e 130 GeV. Os dados do CMS mostram uma faixa bem próxima: entre 115 GeV e 127 GeV. Ou seja: é entre partículas nessa faixa de massa que os cientistas vão procurar.
Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC. É com experimentos como esse que os cientistas estudam partículas como o bóson de Higgs (Foto: Cern)Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC. É com experimentos como esse que os cientistas estudam partículas como o bóson de Higgs (Foto: Cern)
Apresentação
O primeiro grupo a falar foi o Atlas, com a italiana Fabíola Gianotti. Segundo ela, os cientistas já excluíram a possibilidade de encontrar o Higgs entre as partículas que têm entre 141 GeV e 476 GeV.
De acordo com a cientista, o grupo conseguiu reduzir a janela de probabilidade onde a partícula deve estar. Dentro dela, a região onde estão partículas com 126 GeV de massa parece ter indícios fortes da presença do Higgs .
Após o Atlas, Guido Tonelli, do CMS, apresentou os dados de sua equipe. Eles encontraram esses indícios mais fortes do Higgs em uma região um pouco abaixo, mas muito próxima: entre 123 GeV e 124 GeV de massa.
Segundo os pesquisadores, hoje há cinco vezes mais dados do que no momento da última conferência, há seis meses.

Modelo Padrão

Os físicos têm uma teoria para explicar as partículas elementares do Universo – aquelas minúsculas que formam tudo que existe. Essa teoria se chama “Modelo Padrão”.
O Modelo Padrão explica tudo que sabemos sobre o comportamento e o surgimento dessas partículas, menos uma coisa: por que elas têm massa? E essa é uma pergunta muito importante. O fato de as partículas terem massa é a razão pela qual qualquer coisa no mundo tem massa: o Sol, os planetas, eu e você.
É aí que entra o bóson de Higgs. Diversos físicos – entre eles um britânico chamado Peter Higgs – descobriram um mecanismo teórico que tornaria possível que as partículas tivessem massa. Esse mecanismo – batizado de “mecanismo de Higgs” – prevê a existência de um “campo” que interage com tudo que existe no Universo. Essa interação faz com que as partículas ganhem massa.
Para esse campo existir, é preciso também existir uma partícula especial e invisível. Os físicos pegaram essa proposta e aplicaram nos cálculos do Modelo Padrão e tudo fez sentido. A partícula invisível foi batizada em homenagem a Higgs.
arte boson (Foto: Arte/G1)
De lá para cá, todas as outras partículas previstas pelo Modelo Padrão foram encontradas, menos essa. Encontrá-la é tão importante que os cientistas construíram na Europa um gigantesco colisor de partículas, conhecido como Grande Colisor de Hádrons, que é a maior máquina já feita pelo homem.
Se, em vez de encontrá-la, os pesquisadores provarem, no entanto, que ela não existe, toda a teoria atual sobre a formação da matéria do Universo vai precisar ser revista.
Buracos negros ressuscitam e espantam astrônomas
Buraco negro galáctico com emissão interrompida, em seus últimos suspiros

O retorno do buraco negro
Uma equipe de investigadores do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, em Portugal, detectou um tipo raro de galáxias ativas (AGNs), simultaneamente com características de AGNs jovens e de antigas.
Acredita-se que esta aparente discrepância seja devida a uma espécie de "religação" da atividade do buraco negro central.
A descoberta ocorreu por acaso quando a equipe, composta essencialmente por astrônomas portuguesas, partiu de um catálogo de mais de 13 mil enxames de galáxias na banda de rádio, à procura de uma conexão entre as galáxias ativas e os respectivos enxames de galáxias.
"O nosso projeto inicial era estudar radiogaláxias em enxames. Por sorte, encontramos oito fontes de rádio com estruturas extensas (com jatos e lóbulos visíveis na banda rádio) que não apareciam na banda do visível, o que estranhamos," explica a coordenadora do estudo, Mercedes Filho. "Decidimos por isso alargar o projeto inicial e seguir o rastro dessas estranhas radiogaláxias."
Espectros
Para obter mais detalhes sobre as galáxias, estes oito objetos foram observados na banda do infravermelho pelo observatório VLT, do ESO.
Isto permitiu à equipe detectar as "galáxias-mãe", isto é, as galáxias que deram origem às extensas estruturas observadas na faixa de rádio.
Ao comparar os espectros destes objetos com modelos conhecidos de galáxias, a equipe concluiu que se trata de objetos muito raros - galáxias com características tanto de AGNs ativas (ainda emitindo jatos de matéria) como de AGNs inativas (onde essa emissão já terminou).
Esta aparente discrepância pode ser explicada, segundo as astrônomas, com uma "reativação relativa e recente da AGN", devido a uma maior disponibilidade de material para alimentar o buraco negro central.
Em geral, quando um buraco negro está ativo, ele produz um jato ao longo do eixo de rotação da galáxia. Este jato pode viajar grandes distâncias, produzindo lóbulos visíveis na banda de rádio.
Quando o buraco negro não está ativo, o jato cessa, mas os lóbulos podem persistir durante muito tempo.
Energia nova
No caso dos buracos negros "renascidos", a emissão original teria sido interrompida em algum ponto no passado, e o material emitido foi-se dissipando, dando origem aos lóbulos que emitem na banda de rádio.
Só que, segundo Mercedes, "os nossos objetos mostram lóbulos no rádio, sinal de um ciclo de atividade no passado, mas o espectro nos diz que o buraco negro e os jatos foram recentemente reativados."
Mais recentemente o buraco negro teria ficado com novo material à sua disposição (por exemplo, proveniente de instabilidades próprias do disco de matéria que o circunda, ou da interação com outras galáxias), dando origem à nova emissão, que começou antes dos lóbulos iniciais se desvanecerem.
A equipe vai agora efetuar novas observações, na banda dos raios gama e de rádio, procurando indícios diretos da presença de um jato jovem e do reacendimento recente do buraco negro central.