quinta-feira, 26 de abril de 2012

Correntes marinhas quentes derretem geleiras na Antártica, diz estudo


O derretimento do gelo polar, tido como uma das consequências mais graves do aquecimento global, não ocorre só devido às mudanças de temperatura do ar. Um estudo publicado nesta quarta-feira (25) pela revista “Nature” mostra que o gelo é atacado em duas frentes: pela água e pelo ar.
As correntes marinhas cada vez mais quentes derretem as plataformas de gelo por baixo. Por cima, o calor provoca o derretimento do gelo que fica em contato com o ar. O fenômeno ocorre com 20 das 54 plataformas de gelo da Antártica analisadas na pesquisa. O oeste do continente é a região mais afetada.

“Podemos perder uma quantidade terrível de gelo para o mar sem nunca ter um verão quente suficiente para derreter a neve no topo das geleiras. O oceano pode fazer todo o trabalho por baixo”, afirmou Hamish Pritchard, do Programa Antártico Britânico, autor do estudo, em material de divulgação da Nasa.
Os especialistas que conduziram o estudo usaram dados do Icesat, da Nasa. Este aparelho usa tecnologia a laser para analisar a superfície polar. Os dados obtidos entre 2003 e 2008 foram processados por um modelo de computador para chegar à conclusão.
A pesquisa mostrou ainda que as mudanças que o mar provocam na geleira têm influência sobre o clima da Antártica. A força e a direção dos ventos é alterada, o que sugere que o aquecimento global pode ter um efeito especialmente rápido sobre o continente.
Capa de gelo flutuante na região da Antártida, já com rachaduras. (Foto: Michael Van Woert / NOAA /  Divulgação)Geleira se rompe na Antártica 

Cientistas criam simulador quântico mais potente

Cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês) dos Estados Unidos criaram um simulador quântico que pode ajudar a compreender as propriedades de materiais magnéticos.

Muitos fenômenos importantes da Física não são bem compreendidos porque dependem da mecânica quântica, a física do infinitamente pequeno, regida por leis diferentes das do mundo visível.
Os computadores clássicos, até mesmo os melhores, são incapazes de simular sistemas quânticos. Por isso precisam de instrumentos mais precisos para compreender materiais como os supercondutores de alta temperatura, cujas propriedades dependem, segundo se acredita, do comportamento quântico de centenas de partículas.
O simulador concebido pelos físicos do NIST, apresentado nesta quarta-feira (25) em artigo publicado na revista "Nature", explora duas propriedades quânticas: a "superposição" (o fato de uma partícula quântica poder se apresentar em dois estados diferentes ao mesmo tempo) e a "intrincação" (o fato de que partículas separadas fisicamente podem estar estreitamente interligadas).
O simulador pode fazer interações entre centenas de bits quânticos (cubits), "10 vezes mais do que os dispositivos anteriores", destacou o NIST em um comunicado.
O bit é a parte da informação mais elementar compreensível para um computador atualmente. No mundo quântico, esta unidade básica de denomina cubit. Pode ter valor 1 ou 0, como um bit, mas também possuir estes dois valores ao mesmo tempo, o que o habilita a fazer incontáveis cálculos simultâneos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Novo motor de foguete está pronto para segunda série de testes


O motor J-2X em 2008 durante testes feitos pela Nasa. Foto: Nasa/DivulgaçãoO motor J-2X em 2008 durante testes feitos pela Nasa
O motor da próxima geração que vai ajudar a carregar humanos ainda mais longe no espaço está de volta, maior e melhor. O J-2X está atualmente passando por uma bateria de testes no Centro Espacial Stennis da Nasa, no Mississipi, Estados Unidos, para trabalhar nos testes que tiveram resultado positivo no ano passado. O motor vai oferecer energia superior para o Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) da Nasa, será praticamente um novo foguete mais forte, capaz de cumprir missões em um espaço ainda mais longe.
"Estamos progredindo constante e tangivelmente em nosso novo foguete que lançará astronautas em jornadas com destinos longínquos no sistema solar", afirmou o administrador da Nasa, Charles Bolden, que recentemente visitou o Centro Stennis e viu o J-2X em fase de testes. "Conforme seguimos com os testes do motor J-2X e incontáveis outros trabalhos para abrir um novo e ótimo capítulo de exploração, estamos demonstrando nosso compromisso neste momento com a liderança continua da América no Espaço".
Segundo o site da Nasa, a agência espacial conduziu uma bateria inicial de testes ao nível do mar no ano passado, no primeira tentativa de desenvolvimento do motor. A segunda série de testes vai simular condições de altitude elevada onde a pressão atmosférica é mais baixa. O SLS usará os motores J-2X na segunda etapa do voo, depois que a primeira fase for descartada.
Uma série com um total de 16 testes está programada para ser concluída até o final do ano.

Telescópio da Nasa encontra galáxia com dupla personalidade


Enquanto algumas galáxias são redondas e outras têm o formato de um disco fino como o espiral Milky Way, novas observações do Telescópio Splitzer da Nasa mostram que a galáxia Sombrero consegue ter ambas as formas. Ela é redonda, oval com um fino disco no seu interior, e é uma das primeiras galáxias conhecidas por exibir tais características. As pesquisas vão permitir esclarecimentos da evolução galáctica, um assunto ainda não muito entendido atualmente.
"A Sombrero é mais complexa do que pensávamos antes", diz Dimitri Gadotti, do Observatório Europeu do Sul, no Chile. "A única maneira de entender tudo que sabemos sobre esta galáxia é pensando nela como se fossem duas, uma dentro da outra", afirma.
Segundo o site da Nasa, a galáxia Sombrero, também conhecida como NGC 4594, está localizada a 28 milhões de anos-luz na constelação de Virgem. Do nosso ponto de vista na Terra, podemos ver a fina borda de seu disco "achatado" e uma protuberância de estrelas, fazendo com que seja semelhante a uma aba de chapéu.
"O Splitzer está ajudando a desvendar os segredos por trás de um objeto que foi imaginado milhares de vezes", afirma Sean Carey, do Centro de Ciência Splitzer da Nasa, no Instituto de Tecnologia em Pasadena, Califórnia.
O telescópio da Nasa consegue capturar diferentes cenários da galáxia, o que outros tipos de telescópio não são capazes de fazer. Em cenários visíveis, a galáxia parece estar imersa em uma auréola, a qual cientistas chegaram a pensar que era relativamente leve e pequena. Com a visão infravermelha do Splitzer, uma visão diferente aparece, mostrando estrelas mais antigas em meio à poeira e revelando que a auréola tem o tamanho e massa certos para ser uma galáxia elíptica gigante.
Pesquisadores acreditam que os resultados deste estudo podem ajudar a entender melhor como as galáxias se desenvolvem. Outra galáxia, chamada Centaurus A, também parece ser elíptica, com um disco em seu interior. Porém, seu disco não contém muitas estrelas. Astrônomos especulam que a Centaurus A poderia estar em um estágio mais precoce de evolução que a Sombrero, podendo eventualmente ser semelhante à ela.

Conjunto de galáxias mais longínquo do espaço é descoberto


Astrônomos japoneses anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um conjunto de galáxias há 12,72 bilhões de anos-luz de distância da Terra, o que alegam ser o mais longínquo já encontrado.
Usando um poderoso telescópio baseado no Havaí, a equipe fez uma viagem no tempo, observando o espaço como era cerca de um bilhão de anos após o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo. "Isto mostra que um agrupamento de galáxias já existia nos estágios mais remotos do universo, quando ainda tinha menos de um bilhão de anos de sua história de 13,7 bilhões de anos", anunciaram os astrônomos em um comunicado.
A descoberta foi feita em conjunto por cientistas da estatal Universidade de Estudos Avançados e do Observatório Astronômico Nacional do Japão, usando o Telescópio Subaru do Havaí. Eles encontraram um "protocluster de galáxias", que deve ajudar os cientistas a compreender a estrutura do universo e como as galáxias se desenvolveram. A pesquisa será publicada no periódico americano Astrophysical Journal.
Usando o telescópio Hublle, da Nasa, os cientistas tinham anunciado anteriormente a descoberta de um possível conjunto de galáxias cerca de 13,1 bilhões de anos-luz distante da Terra, mas esta ainda não foi confirmada, segundo os cientistas japoneses.

Nobel de Química de 2010 defende transformar CO2 em energia


O prêmio Nobel de Química em 2010, o japonês Ei-ichi Negishi, falou nesta quarta-feira sobre uma possível solução para reduzir o aquecimento global, através de um processo de catálise do dióxido de carbono (CO2) para "reciclá-lo", diminuir seu nível de oxidação e transformá-lo em combustível. Em entrevista coletiva dentro do programa de divulgação científica da Universidade de Santiago de Compostela (USC, noroeste da Espanha), Negishi ressaltou que esta possibilidade constitui "uma das maiores tarefas" da ciência.
"A natureza, ou Deus, esteve fazendo isso sempre com o CO2 e a água pelo processo natural da fotossíntese, transformando gases em hidrocarbonetos mediante um processo biológico", disse o pesquisador.
Ele destacou que com o ritmo de crescimento da população mundial, em 200 anos seria necessário outro planeta para poder alimentar a todos com os métodos tradicionais da agricultura.
Ao ser perguntado sobre as previsões de que o ritmo atual de aumento dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera pode levar o planeta a uma mudança climática de consequências imprevisíveis, Negishi ressaltou que "o CO2, utilizado com água, poderia ser transformado em combustível".
Segundo o cientista, precisamos estar preparados para um aumento da população mundial nos próximos anos, tanto mediante um aumento da produção de alimentos de maneira tradicional, que absorvem os gases da atmosfera, como recorrendo a procedimentos "sintéticos" para evitar o fenômeno do aquecimento global.
Negishi, agraciado com o prêmio Nobel por desenvolver reações com catalisadores de paládio para criar compostos químicos, ressaltou que o CO2 poderia se transformar em uma fonte de energia se puder ser reciclado.
O dióxido de carbono tem tal nível de oxidação que, em si, não pode servir de combustível, mas uma vez rebaixado a monóxido de carbono, metanol ou metano, poderia servir para tal propósito, explica o cientista.
Ele também afirma que apesar dos processos de catálise serem muito caros, por causa dos materiais utilizados - como o ouro, platina, irídio, paládio ou prata - que têm um elevado valor de mercado, a biossíntese poderia abrir novas perspectivas.  

Asteroides gigantes caíram na Terra e na Lua com frequência há bilhões de anos


Há aproximadamente 3,8 bilhões de anos, a Terra e a Lua receberam impacto de inúmeros asteroides gigantes, maiores do que os que extinguiram os dinossauros, e durante um período mais longo do que se achava, informou nesta quarta-feira (25) a revista científica "Nature".
Ilustração da queda de um asteroide na Terra há bilhões de anos (Foto: Don Davis/Divulgação)Ilustração da queda de um asteroide na Terra há bilhões de anos 
"Descobrimos que asteroides gigantes, similares ou maiores aos que acabaram com os dinossauros, se chocaram contra a Terra com muito mais frequência do que se pensava", explicou à Agência Efe o astrofísico William Bottke, do Instituto de Pesquisas Southwest, no estado norte-americano do Colorado.

Autor de um dos dois artigos publicados na última edição da "Nature", sobre o impacto dos meteoritos, Bottke aponda que cerca de 70 asteroides de grandes dimensões se chocaram contra a Terra durante o período Arqueano, que está compreendido entre 2,5 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás. Segundo ele, a Lua também foi atingida.
"Nosso trabalho sugere que o Arqueano, um período de formação da vida e de nossa biosfera, foi também uma época marcada por muitos impactos de meteoritos de grande magnitude. Isto nos ajudará a entender melhor os primeiros períodos da história da vida na Terra", declarou Bottke.
Já Brandon Johnson, da Universidade de Purdue, no estado de Indiana, também nos EUA, afirma em outro estudo que estes violentos impactos tiveram um papel maior do que imaginávamos na evolução das primeiras formas de vida terrestre.
"Apesar de sempre pensarmos nos meteoritos como um detrimento para a vida, eles poderiam ter contribuído para a formação da mesma ao trazer material orgânico à Terra e produzir sistemas hidrotermal capazes de gerar vidas", detalhou Johnson à Agência Efe.
'Esférula' encontrada na Austrália (Foto: Bruce M. Simonson )
'Esférula' encontrada na Austrália
'Modelo de Nice' As descobertas de ambos os cientistas respaldam o "Modelo de Nice", uma hipótese que defende que os planetas gigantes gasosos do Sistema Solar -- Júpiter, Saturno, Urano e Netuno -- migraram a partir de uma distribuição inicial mais compacta até suas atuais posições.
O deslocamento destes planetas originou muitos asteroides, que, posteriormente, se viram atraídos em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns destes asteroides bateram violentamente na Terra, na Lua e em outros corpos, um fenômeno conhecido como "bombardeio intenso tardio".
"Estes impactos geraram grandes crateras sobre a superfície lunar, que, por sinal, foram muito mais bem conservadas do que as da Terra. Esse fato pode apresentar uma grande quantidade de informações e explicar melhor este fenômeno", explicou Bottke.
No total, os cientistas contabilizaram na Lua 30 crateras com um diâmetro maior que 300 quilômetros e com idades que oscilam entre os 4.1 bilhões e os 3.8 bilhões de anos, mais antigas que as crateras encontradas na Terra.
Muitas crateras da superfície terrestre se perderam por causa da erosão e dos movimentos das placas tectônicas, sendo que poucas rochas dessa era sobreviveram. Por isso, o estudo de impacto de meteoritos caídos há mais de 2 bilhões de anos é mais complicado.
No entanto, o choque desses meteoritos fundiu algumas das rochas salpicadas que se esfriaram até se transformar em pequenos pedaços de vidro, denominadas esférulas. A partir dessas amostras, Bottke e Johnson estimaram a data do impacto, além do número e do tamanho dos asteroides.
Existem aproximadamente 20 jazidas de esférulas na Terra, que, segundo os especialistas, serão de grande utilidade para estudos futuros.

GPS permite emitir alertas mais ágeis de tsunami

A utilização de dados de GPS permitiria emitir mais rapidamente alertas de tsunami, avaliaram cientistas do Centro Alemão de Pesquisas em Geociência (GFZ), em Potsdam, que apresentaram seu estudo nesta quarta-feira (25) em Viena.

"Nós analisamos os dados de 500 estações de GPS após o terremoto de Fukushima e observamos que uma estimativa correta da magnitude 9 e do tsunami seria possível entre três e quatro minutos após o início do tremor", explicou Andrey Babeyko, pesquisador do GFZ, citado em um comunicado.
Os deslocamentos horizontais e verticais das placas tectônicas poderiam ser identificados ainda no decorrer do terremoto, o que representaria uma vantagem quando o epicentro se situasse perto da costa, onde a ocorrência de um tsunami daria pouco tempo de reação.
Os instrumentos sismológicos tradicionais são comparativamente mais lentos em gerar uma estimativa completa de um tremor de terra e tendem a subestimar a magnitude de sismos importantes, segundo os pesquisadores.
Os dados de sistemas de posicionamento global, por outro lado, permitiriam produzir um alerta de tsunami mais detalhado, avaliou a equipe do GFZ, que participa do congresso anual da União Europeia de Geociência (EGU), que se celebra em Viena até a próxima sexta-feira (28).
Para Babeyko, tal sistema seria "um instrumento preciso em todas as regiões expostas a sismos e tsunamis".
Em 11 de março do ano passado, um terremoto de magnitude 9, seguido de um enorme tsunami, devastaram o nordeste do Japão, deixando 19 mil mortos e provocando um incidente importante na usina nuclear de Fukushima, situada perto do epicentro.

Astrônomos fazem imagem de um aglomerado estelar dentro de outro


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), projeto que conta com participação brasileira, publicou nesta quarta-feira (25) uma nova imagem do aglomerado estelar NGC 6604. Na imagem, ele aparece no canto superior esquerdo.
Este agrupamento de estrelas é, na verdade, parte de uma associação maior e mais brilhante que contém uma centena de estrelas brilhantes levemente azuladas. NGC 6604 é, portanto, um aglomerado dentro de outro aglomerado.
Além de ser bonita, a imagem obtida pelo telescópio de La Silla, no Chile, serve para que os astrônomos estudem as colunas de gás quente e ionizado que emanam do aglomerado.
Aglomerado estelar NGC 6604 (Foto: ESO)Aglomerado estelar NGC 6604 

Projeto quer transmitir vídeo da Terra vista da órbita pela internet


Imagem feita a bordo da estação espacial internacional mostra o mar Mediterrâneo, a peninsula do Sinai e o delta do rio Nilo. (Foto: Nasa/Reuters)
Serviço promete mostrar imagens da Terra vista da
órbita pela internet 
Um projeto para colocar câmeras na Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) pretende transmitir pela internet um vídeo ao vivo da Terra vista de sua órbita. A transmissão será feita em tempo real, 24 horas por dia, e usará câmeras de alta definição que seriam instaladas na estação que orbita o planeta. O serviço deve ser lançado apenas em 2013.
De acordo com a statup Uthercast, que desenvolve o projeto, a qualidade da imagen transmitida aos computadores será em alta definição, o que permitiria identificar cidades e objetos com "um metro de comprimento".
As câmeras estão sendo construídas neste momento, de acordo com o cofundador da startup Scott Larson em entrevista ao site "Mashable", e ficarão prontas na metade de 2012. Elas serão enviadas para a Rússia e irão à bordo de uma missão para a estação espacial. O executivo afirma que o serviço exige a instalação dos equipamentos e que, por isso, só deve entrar em operação no próximo ano.
A Terra será filmada continuamente pela estação, que dá cerca de 15 voltas no planeta por dia. As imagens serão enviadas para servidores e, em seguida, em vídeo no formato streaming para os usuários. A expectativa da empresa é fornecer imagens todos os segundos por 10 anos. Segundo Larson, será possível localizar a casa do usuário por meio da localização da Estação Espacial Internacional. "Como sabemos onde ela está, o usuário poderá saber o momento em que ela passará por sua casa e, desse modo, ver a sua cidade".
Além de permitir que os usuários vejam a órbita da Terra em tempo real, a Uthercast planeja vender imagens para empresas de mineração e agricultura, usando-as para pesquisas.

Primeiro voo comercial para a estação espacial é adiado de novo

Foi adiado para o dia 7 de maio o lançamento da primeira nave espacial comercial à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A SpaceX, empresa privada que vai lançar sua nave Dragon, precisou de mais tempo para testar as manobras de acoplagem antes de prosseguir a missão.

Na semana passada, a Nasa tinha confirmado 30 de abril como a data de lançamento. Inicialmente, o voo estava previsto para o início de fevereiro, mas teve que ser adiado por quase três meses.
A missão levará pouco mais de 500 kg de carga, mas nada que seja essencial aos astronautas que estão na ISS. O objetivo é testar uma série de funções ligadas à capacidade de acoplagem, desde a situação dos sensores até a capacidade de abortar a missão em segurança.
Se tudo der certo e a Dragon passar com sucesso pelos testes, ela se acoplará à ISS, com ajuda dos astronautas que lá estão. Ao fim da missão, que deve durar três semanas, os astronautas soltarão a nave de volta para o pouso na Terra. Ao contrário das outras naves de carga disponíveis, a Dragon pode levar carga de volta para o planeta.
Em julho de 2011, a Nasa aposentou seus ônibus espaciais e não tem mais nenhuma nave disponível para fazer suas viagens. Desde então, os EUA dependem das naves russas para o transporte de astronautas e de carga. Os voos comerciais representam uma alternativa a esta dependência, enquanto a Nasa não desenvolve suas novas naves.
Visão por dentro da Dragon, da SpaceX (Foto: SpaceX/Nasa)Visão por dentro da Dragon, da SpaceX 

Empresa privada planeja explorar minerais em asteroides

Eric Schmidt e Larry Page, executivos do Google, e o cineasta James Cameron estão entre os investidores de uma companhia que pretende pesquisar e, no futuro, extrair metais preciosos e minérios raros de asteroides em órbita próxima à da Terra.

A Planetary Resources, sediada em Bellevue, Washington, vai se concentrar inicialmente em desenvolver e vender espaçonaves robotizadas de baixo custo para missões de exploração.
Uma missão de demonstração deve ser lançada para orbitar em torno da Terra dentro de dois anos, afirmaram os cofundadores da empresa, Peter Diamandis e Eric Anderson.
O objetivo da Planetary Resources é abrir a exploração do espaço ao setor privado, mais ou menos como fez o concurso Ansari X Prize, com prêmio de 10 milhões de dólares, criado por Diamandis.
Ilustração feita em computador da visita de uma nave a um asteroide (Foto: AP Photo/Planetary Resources)Ilustração feita em computador da visita de uma nave a um asteroide 
O prêmio, que estimulou o desenvolvimento do setor emergente de voos espaciais privados para passageiros, foi conquistado em 2004 pela Scaled Composites, com o projeto SpaceShipOne, que realizou o primeiro voo privado fora da atmosfera. Voos comerciais que transportarão passageiros ao espaço suborbital devem ser iniciados no ano que vem.
É provável que os primeiros clientes da Planetary Resources sejam agências científicas como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos Estados Unidos, e institutos de pesquisa privados.
Engenheiro da Planetary Resources monta protótipo de nave de exploração de asteroides (Foto: AP Photo/Elaine Thompson)
Engenheiro da Planetary Resources monta
protótipo de nave de exploração de asteroides
Dentro de cinco a 10 anos, porém, a companhia espera avançar da venda de plataformas de observação para órbitas em torno da Terra ao fornecimento de serviços de prospecção. A ideia é explorar alguns dos milhares de asteroides que passam relativamente perto do planeta e extrair sua matéria-prima.
Nem todas as missões obteriam metais e minerais preciosos para transporte à Terra. Além de minerar platina e outros metais preciosos, a companhia planeja procurar água em asteroides a fim de abastecer depósitos de combustível orbitais que poderiam ser usados pela Nasa e outras organizações para missões espaciais robotizadas e tripuladas.
"Nossos planos são de longo prazo. Não antecipamos que a empresa seja sucesso financeiro imediato. Precisaremos de tempo", disse Anderson em entrevista à Reuters.
Os retornos reais podem demorar décadas, e viriam de minerar asteroides para extrair metais do grupo da platina e minerais raros.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cientistas descobrem espécie de caranguejo roxo nas Filipinas


Caranguejo roxo descoberto nas Filipinas (Foto: AFP Photo/Hendrik Freitag/Museu de Zoologia Senckenberg)Cientistas alemães descobriram nas Filipinas uma espécie de caranguejo que ainda não era conhecida. O 'novo' caranguejo chama a atenção pela cor roxa da sua casca 
Caranguejo roxo descoberto nas Filipinas (Foto: AFP Photo/Hendrik Freitag/Museu de Zoologia Senckenberg) 
O caranguejo roxo é uma das quatro espécies de caranguejo de água doce descobertas pelos especialistas do Museu de Zoologia Senckenberg na expedição. Os animais foram descobertos no arquipélago de Palawan e descritos em um artigo científico recente.

Próxima equipe da ISS realiza últimos testes na Rússia

Integrantes da próxima expedição à Estação Espacial Internacional (ISS) realizam últimos testes na Rússia. O astronauta norte-americano Joseph Acaba e os cosmonautas russos Genady Padalka e Sergey Revin devem partir dia 15 de maio, a bordo da Soyuz TMA-04M, cujo lançamento será feito a partir da base Baikonur. (Foto: Mikhail Metzel / AP Photo)Integrantes da próxima expedição à Estação Espacial Internacional (ISS) realizam últimos testes na Rússia. O astronauta norte-americano Joseph Acaba e os cosmonautas russos Genady Padalka e Sergey Revin devem partir dia 15 de maio, a bordo da Soyuz TMA-04M, cujo lançamento será feito a partir da base Baikonur.

Sonda espacial registra objetos estranhos em anel de Saturno

A sonda espacial Cassini, em órbita de Saturno, registrou imagens de estranhos objetos voando em torno de um dos anéis do planeta, informou a agência espacial americana (Nasa) nesta segunda-feira (23).
Os objetos têm cerca de um quilômetro de tamanho e podem explicar o estranho comportamento do anel F, que até agora intrigava os astrônomos.
Saturno é o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do nosso Sistema Solar, atrás apenas de Júpiter. A sonda Cassini estuda Saturno, seus anéis e luas desde julho de 2004.
O anel F é considerado um dos mais misteriosos do planeta, porque está em constante movimento. O mais externo dos aneis principais, ele aparece com ondulações estranhas nas imagens da Cassini, que até agora não tinha explicação.
Jatos de gelo criados pela colisões dos objetos no anel F de Saturno. (Foto: NASA/JPL-Caltech/SSI/QMUL)Jatos de gelo criados pela colisões dos objetos no anel F de Saturno.
 Parte dessas ondulações são causadas pela interação com objetos maiores, como a lua Prometeu. Mas essa causa não era suficiente para explicar tanta atividade.
Agora, a Cassini mostrou que a passagem de Prometeu causa também a liberação de "bolas de gelo" pequenas demais para serem detectadas com facilidade pelos astrônomos, mas grandes o suficiente para agitar a superfície do anel F. Essas bolas ficam no entorno do anel – algumas vezes colidindo com ele e criando minijatos de gelo.
“Esses minijatos são tão pequenos que é preciso ter bastante tempo e serenidade para encontrá-los”, afirma Nick Attree, um dos cientistas envolvidos, que teve que procurar em mais de 20 mil imagens para encontrar cerca de 500 registros dos objetos.
Imagem mostra o anel F isolado e a estranha atividade que até agora intrigava os astrônomos. (Foto: NASA/JPL-Caltech/SSI/QMUL)Imagem mostra o anel F isolado e a estranha atividade que até agora intrigava os astrônomos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Campos magnéticos podem enviar partículas para o infinito


Campos magnéticos podem enviar partículas para o infinito 



Se você acha que a ideia de "escapar para o infinito" é estranha, você não está sozinho. Afinal, o infinito não cobre tudo?




Escapar para o infinito
Construa uma "estrada magnética", um plano com um campo magnético, e você será capaz de enviar partículas eletricamente carregadas para o infinito - elas não vão parar nunca mais.
É o que garantem dois matemáticos da Universidade Complutense de Madri, na Espanha.
Eles demonstraram matematicamente que as partículas podem "escapar para o infinito".
"Se uma partícula 'escapa' para o infinito, isso significa duas coisas: que ela nunca irá parar, e 'algo mais'," afirmou o professor Antonio Diaz-Cano, um dos autores da teoria.
O "nunca irá parar" pode ser contornado, bastando aprisionar a partícula, forçando-a a ficar eternamente fazendo círculos ao redor de um ponto, nunca deixando um espaço fechado.
Entretanto, o "algo mais" significa que a partícula pode ir além desses limites.
"Se imaginarmos uma superfície esférica com um grande raio, a partícula irá cruzar a superfície tentando sair dela, não importando quão grande o raio possa ser," escrevem os dois matemáticos.


Complexidade infinita
Uma das condições para escapar para o infinito é que o campo magnético seja gerado por loops de corrente situados no mesmo plano de movimentação da partícula.
A outra é que a partícula esteja em algum ponto do plano e a uma determinada distância do campo magnético. E que seu movimento inicial seja paralelo a esse plano.
"Nós não estamos dizendo que estas são as únicas condições para escapar para o infinito, pode haver outras. Mas, nesse caso, nós confirmamos que o fenômeno ocorre," garante Diaz-Cano.
De fato, os pesquisadores admitem que as condições ideais para que o fenômeno ocorra são "um campo magnético e nada mais".
"Nós gostaríamos de ter sido capazes de testar algo mais geral, mas as equações são muito mais complexas," completa.


Campos magnéticos podem enviar partículas para o infinito
Os matemáticos não sabem se seria possível usar o campo magnético dos planetas para que as partículas escapem para o infinito porque as equações para calcular isso são complexas demais. 

Fusão nuclear e aceleradores de partículas
O problema é que a realidade tem suas próprias complexidades, como o atrito, por exemplo.
Mas tampouco isso invalida a teoria e não impedirá que experimentalistas comecem a testar o conceito muito rapidamente: na física do plasma, por exemplo.
Eventualmente o fenômeno poderá ter impacto na área de fusão nuclear, onde os físicos e engenheiros ainda não sabem exatamente como confinar o plasma dentro de campos magnéticos.

Aceleradores com os do Grande Colisor de Hádrons (LHC) também usam campos magnéticos para acelerar partículas.
Embora nesse caso não interesse aos físicos que as partículas escapem para o infinito, mantê-las fazendo círculos ao infinito, adquirindo cada vez mais velocidade, pode ser algo muito interessante.


Campos magnéticos podem enviar partículas para o infinito
O projeto de fusão nuclear ITER já está em construção, embora os engenheiros ainda não saibam como confinar o plasma em seu interior. 

O que é infinito?
Se você acha que a ideia de "escapar para o infinito" é estranha, você não está sozinho. Afinal, o infinito não cobre tudo?
Não há uma resposta direta a essa pergunta. Afinal, a existência do infinito tem sido debatida desde os tempos da Grécia antiga.
O fato de que o conceito pode levar a contradições lógicas desenvolveu o chamado "medo do infinito", uma dúvida que tem-se mantido ao longo de séculos.
No início do século XX, o matemático alemão David Hilbert (1862-1943) afirmou que a matemática está "repleta de erros e absurdos, em grande parte devido ao infinito".
Alguns especialistas acreditam que o debate não avançou muito desde a antiguidade porque permanece aberta a discussão sobre o infinito atual ou real (entendido como um todo) e o infinito potencial (que cresce ou se divide sem fim) como Aristóteles considerava.
No entanto, é igualmente verdade que os matemáticos desenvolveram algumas habilidades para lidar com o infinito.
A maior contribuição veio com o trabalho do russo Georg Cantor (1845-1918), que introduziu diferentes tipos de infinito.
Por exemplo, um infinito enumerável - conjuntos de elementos que podem ser contados com os números naturais - não é o mesmo que um infinito contínuo - próprio de conjuntos como a reta.
Um dos grandes problemas da matemática durante o século XX foi a "hipótese do contínuo", que consiste, essencialmente, em saber se há um "infinito intermediário" entre os infinitos enumerável e contínuo.
Mas o problema do infinito não está restrito à matemática: há também um infinito físico.
E infinito, fisicamente falando, pode ter dois significados, um prático e outro cosmológico: por exemplo, o Universo é finito ou infinito?
Se tudo isso transcende a finitude do seu raciocínio, pelo menos agora você pode se consolar: é possível escapar para o infinito.

NASA planeja construir um “cálice” gigantesco de vidro para captar energia solar no espaço


A NASA – Agência Espacial Norte Americana – pode estar saindo na frente na captação de energia através dos raios de nossa estrela.
  A agência está estudando uma maneira de construir um imenso painel solar com um formato inusitado para absorver os raios do Sol em uma região que ficará acima da Terra, no espaço.
  A energia captada seria enviada para nosso planeta para centrais que captariam e retransmitiriam para centenas de clientes cadastrados que participarão do projeto.
A NASA está levando a ideia tão a sério que pediu aos seus engenheiros que forneçam provas concretas que o projeto pode ser viável e funcionar em perfeitas condições.
  John Mankins, diretor da empresa Artemis Innovation Management Solutions, responsável por criar novidades para a NASA, apelidou o projeto de SPS-Alfa ou “satélite de energia solar arbitrariamente grande”, como gosta de brincar ao comentar sobre a ideia.
 
O “cálice” seria composto de milhares de finos e curvos espelhos, com pedaços que possam se movimentar para garantir que sempre estarão de frente para os raios solares. O interior do SPS-Alfa será revestido com painéis fotovoltaicos que convertem energia solar em microondas.
As microondas, então, serão enviadas para a Terra pela outra extremidade do “cálice”.
 John comenta: “Se for bem sucedido, o projeto vai possibilitar a construção de plataformas enormes com dezenas de milhares de pequenos elementos que podem oferecer 1.000 megawatts de transmissão de energia sem fio, usando as emissões do espaço”.
O Sol pode fornecer mais energia do que a humanidade toda precisará em toda sua existência, mas ainda não está claro como a NASA conseguirá enviar de modo seguro essa energia captada para a Terra.  
 A agência assinou contrato com a empresa Solaren Corp para produzir energia através dos raios de Sol no espaço já em 2016.
A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial declarou que lançará uma estação espacial para captação de energia solar nos próximos 20 anos.

Químicos italianos produziram polímero que transforma papel em magnético, antibacteriano e impermeável


Químicos italianos, usando a nanotecnologia, conseguiram produzir polímero que aplicado em papel, torna-o impermeável, com propriedades antibacterianas e capacidade magnética.
Roberto Cingolani é diretor científico do Instituto Italiano de Tecnologia em Gênova, Itália. Sua equipe conseguiu desenvolver um polímero formado por monômeros que consistem em nanopartículas de papel sintetizadas em laboratório.
De acordo com a revista Forbes, o polímero criado pode ser aplicado ao papel por injeção, rolamento, imersão, revestimento ou pulverização. Após ser aplicado, as nanopartículas mudam instantaneamente as propriedades do papel.
Se você misturar estas nanopartículas poliméricas com óxido de ferro, o papel se torna magnético. Misturando com nanopartículas de prata, o papel torna-se antibacteriano”, comentaram os cientistas a Forbes.
  A mistura chamada de “nanopartículas coloidais superparamagnéticas de ferrite e manganês”, conferem ao papel propriedades excepcionais. Além da capacidade de proteção contra bactérias, impermeabilidade e magnetismo, o papel torna-se fluorescente.
Na verdade, a solução não reveste o papel, mas cria um invólucro mole em torno de cada fibra, o que significa que o papel pode ser usado normalmente em qualquer atividade.
As propriedades do papel são modificadas, mas ele continua sendo um papel completamente usável, até mesmo para impressão”, disse Cingolani.
 A solução polimérica também pode ser usada em produtos acabados, tais como bancos, painéis, paredes, etc. “Papel antibacteriano seria potencialmente importante para embalagens de alimentos e aplicações médicas”, comentou Cingolani.
A capacidade fluorescente e magnética poderia ser usada para segurança e proteção de cédulas de dinheiro ou documentos importantes. A propriedade de impermeabilidade poderia ser usada para proteger documentos de patrimônio cultural”, salientou o diretor do instituto.

passagem de meteoro assusta moradores nos EUA


Um forte estrondo em Nevada e na Califórnia, nos Estados Unidos, foi causado pela passagem de um meteoro que entrou na atmosfera terrestre. A passagem ocorreu por volta das 8h locais (12h de Brasília) desse domingo, 22.
Registros de janelas balançando e casas tremendo foram feitos nas regiões entre as cidades de Reno e Wennemucca, em Nevada, e entre Sacramento e Bakersfield, na Califórnia. Astrônomos acreditam que o meteoro se partiu no céu enquanto passava pela região oeste dos Estados Unidos.
Robert Lunsford, astrônomo da Associação de Meteoros dos EUA, afirmou que, para o forte barulho ter sido ouvido, é provável que alguma parte do meteoro tenha atingido a Terra. Cerca de 20 moradores das áreas em que o estrondo foi ouvido disseram ter visto uma "bola de fogo" passando pelo céu momentos antes do barulho.
Acredita-se que a "bola de fogo" vista nada tenha a ver com o meteoro, e que sua visão tenha sido apenas coincidência. Estudos serão realizados para comprovar se alguma parte do meteoro chegou ao planeta.

Degelo há 400 mil anos gerou efeito gangorra e afundou ilhas


Um problema que vinha bagunçando as estimativas de aumento do nível do mar decorrente do aquecimento global acaba de ser resolvido.
O que atrapalhava os cientistas é que um pedaço da crosta terrestre atua como gangorra: quando o gelo do Canadá derrete muito, tira peso de uma borda da placa tectônica norte-americana e faz a outra borda descer, afundando no mar ilhas como as Bahamas e as Bermudas.
Foi isso o que aconteceu 400 mil anos atrás e fez o mar avançar mais de 20 metro de altura nesses arquipélagos.
Na época, o planeta estava em uma era glacial e passou por um intervalo de aquecimento de 10 mil anos. Geólogos descobriram que o mar tinha avançado sobre as Bahamas e as Bermudas nesse período. Fósseis de animais marinhos com essa idade foram encontrados em regiões altas.
Uma elevação de 20 metros no nível dos oceanos, porém, era uma catástrofe que não estava de acordo com os cálculos dos cientistas. Para que isso acontecesse, seria preciso um derretimento completo das plataformas de gelo da Groenlândia e da Antártida.
Mas um estudo em edição recente da "Nature" mostra que o problema foi mesmo causado pelo "efeito gangorra", que fez as ilhas afundarem mais que o previsto.
A geóloga Maureen Rayno, da Universidade Columbia (EUA), autora da pesquisa, concluiu que a inclinação tectônica afundou as Bahamas em 10 metros. Como o derretimento da Antártida Ocidental e da Groenlândia já tinham adicionado 10 metros ao nível do mar, a impressão é que a água subiu 20 metros.
Segundo Raymo, as Bahamas e as Bermudas deverão enfrentar de novo o problema com o aquecimento global. "O efeito será menor se considerarmos só o que vai acontecer neste século, pois o período de aquecimento do estudo é de 10 mil anos."
O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) estima que o nível do mar deve subir 60 cm até o fim deste século. Raymo diz que a tendência é que o painel revise essa previsão até para pior.
Num cenário de 1 metro de elevação da água, 145 milhões de pessoas podem ter de se deslocar, estima um relatório da ONU.