terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Google investe US$ 94 milhões em projetos de energia solar na Califórnia

 

Painéis solares em um dos projetos da Recurrent,comprados pelo Google

O Google anunciou nesta terça-feira (20) que investiu US$ 94 milhões em uma carteira de quatro projetos de energia solar construídos pela Recurrent Energy na Califórnia.

O acordo será bancado por uma combinação de títulos de dívida e ações do Google e da SunTap Energy RE, uma companhia formada terça-feira pela KKR para investir em projetos de energia solar nos EUA. A KKR reservou uma linha de capital de US$ 95 milhões para estabelecer a SunTap, e parte desse dinheiro deve ser empregado no novo investimento.

O acordo representa o primeiro investimento do Google em energia solar em escala maciça nos EUA, e conduzirá ao investimento total da empresa em energia renovável para mais de US$ 915 milhões em todo o mundo.
“Nós já nos comprometemos a fornecer financiamento este ano para ajudar mais de 10 mil lares a instalar painéis solares em seus telhados”, disse o executivo Axel Martinez, no blog oficial do Google.

Três dos quatro projetos serão concluídos no começo de 2012 e o quarto deve começar a operar mais perto do fim do ano, anunciaram as empresas em comunicado conjunto. Os projetos têm uma capacidade total de 88 MW, equivalente à eletricidade consumida por mais de 13 mil casas, segundo o Google.

O Google anunciou no final de 2007 que investiria milhões de dólares em tecnologias solares, geotérmicas e eólicas, para ajudar a tornar a energia renovável competitiva com o carvão em termos de custo.
Neandertais construíram na Ucrânia casas com ossos de mamutes

Uma conclusão recente sobre um sítio arqueológico encontrado em 1984 em Molodova, na Ucrânia, que está sendo estudado desde então, refuta a ideia de que os neandertais eram nômades primitivos que usavam cavernas como lar para se protegerem do frio ou dormirem à noite.
Uma espécie de casa construída com ossos de mamutes, com pelo menos 44 mil anos, mostra justamente o contrário --os neandertais teriam sumido há 30 mil anos.
Os restos indicam uma construção circular que teria sido erguida para estadias prolongadas, especulam pesquisadores do Museu Nacional de História Natural, em Paris.
Os ossos dos mamutes --16 eram peças grandes-- foram usados como pavimento da residência em uma área onde não havia árvores e como meio de proteção contra o vento. Os artefatos não foram reunidos aleatoriamente, mas ao que tudo indica, escolhidos minuciosamente.
Os neandertais, acreditam os cientistas, não apenas caçavam e comiam os mamutes, mas também colecionava os ossos dos animais que tinham morrido por causas naturais.
A descoberta será publicada no jornal "Quaternary International".
Os mais antigos restos de uma construção conhecida é de 500 mil anos atrás, construída por um ancestral do Homo erectus em uma área em Tokyo, que tinha como estrutura postes de madeira fincados no solo.
Foto mostra uma das mais perfeitas galáxias espirais

O telescópio espacial Hubble fotografou nesta segunda-feira a galáxia espiral M74, também conhecida como Messier 74 ou NGC 628. A Nasa divulgou a imagem nesta segunda-feira.
Ela é uma das mais perfeitas do gênero, com braços simétricos em forma de espiral que partem de seu centro e são rodeados por poeira.
As regiões azuis concentram estrelas jovens que ainda se encontram em formação. A parte rosa é de hidrogênio ionizado.
A M74 está a 32 milhões de anos-luz, na constelação de Peixes. Ela é a maior de um pequeno grupo com cerca de 12 galáxias reunidas, que juntas contém aproximadamente cem bilhões de estrelas --um pouco menor que a Via Láctea.


Em azul, estrelas jovens que ainda se encontram em formação; a parte rosa é de hidrogênio ionizado
Em azul, estrelas jovens que ainda se encontram em formação; a parte rosa é de hidrogênio ionizado

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Novas espécies de sapo são menores que moeda de 1 centavo

Duas novas espécies de sapos descritas em edição de dezembro da revista “Zookeys” são consideradas as menores do mundo, segundo o pesquisador que as descobriu, por medirem não mais de 9,3 milímetros de comprimento – menos que uma moeda de 1 centavo de real tem de diâmetro.
As duas espécies pertencem ao gênero Paedophryne e vivem nas florestas do sudeste de Papua-Nova Guiné, país insular da Oceania. Assim como outras espécies de sapos minúsculos, as novas variedades descritas ficam entre restos de folhas caídas no chão. Ambos os tipos foram encontrados apenas num maciço montanhoso específico. A descoberta é de Fred Kraus, do Museu Bishop, nos EUA.
A espécie 'Paedophryne dekot' ganhou esse nome porque 'dekot' significa 'muito pequeno' no idioma daga, que se fala na região onde vive. (Foto: Reprodução)A espécie 'Paedophryne dekot' ganhou esse nome porque 'dekot' significa 'muito pequeno' no idioma daga, que se fala na região onde ela vive.
Já espécie 'Paedophryne verrucosa' foi assim batizada porque em “verrucosa' significa 'cheia de verrugas'. (Foto: Reprodução)Já a espécie 'Paedophryne verrucosa' foi assim batizada porque, em latim, ' verrucosa' significa 'cheia de verrugas', o que combina com sua pele irregular.
Nasa fecha portas do ônibus espacial Discovery pela última vez

Depois de 30 anos, as portas do ônibus espacial Discovery foram fechadas e suas luzes apagadas. Ele agora deve partir para o Museu Nacional de Ar e Espaço, em Washington, onde será exposto de portas fechadas. Se ninguém mudar de ideia, nunca mais nenhum ser humano estará dentro da nave que mais vezes foi ao espaço.
A agência espacial americana (Nasa) prepara as três naves que sobraram para virarem peças de museu. Todos os agentes químicos considerados perigosos nas baterias e equipamentos dos veículos foram limpos. Os aparelhos que ainda poderiam ser úteis, retirados.
Cockpit do ônibus espacial Atlantis pôde ser visitado por jornalistas  (Foto: BRUCE WEAVER / AFP)Cockpit do ônibus espacial Atlantis pôde ser visitado por jornalistas
 
No final de semana, jornalistas nos Estados Unidos puderam, pela primeira vez, visitar todos os cantos de um ônibus espacial: o Atlantis. Enquanto isso, a Nasa testava como manobrar as naves no lado de fora do Centro Espacial Kennedy, com a ajuda de um modelo em tamanho real.
Postes e sinais de trânsito foram tirados do caminho. Ao todo, foram cinco horas para percorrer pouco mais de 10 quilômetros. O maior desafio: passar a centímetros de distância de uma placa de trânsito.
Um pouco aquém da capacidade dos engenheiros da agência que já levou o homem à Lua.
Equipes da Nasa manobram modelo do ônibus espacial em estrada (Foto: BRUCE WEAVER / AFP)Equipes da Nasa manobram modelo do ônibus espacial em estrada
Rússia se prepara para lançamento espacial nesta quarta

Equipes do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, levaram nesta segunda-feira (19) a nave Soyuz TMA-03M pela neve para a plataforma de lançamento. A missão levará a outra metade da Expedição 30 para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês): o comandante russo Oleg Kononenko, o americano Don Pettit e o holandês André Kuipers.
A decolagem está prevista para a próxima quarta-feira (21).
Nave espacial é levada de trem à plataforma no Casaquistão  (Foto: NASA/Carla Cioffi) 
Nave espacial é levada de trem à plataforma no Cazaquistão
Brasileiros chegam à Antártida para instalar módulo científico




Grupo reunido em Punta Arenas na última sexta-feira antes de embarcar para Antártida. Foto: CPC/UFRGS/Divulgação
Grupo reunido em Punta Arenas na última sexta-feira antes de embarcar para Antártida

O grupo de cientistas do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), liderado pelo glaciólogo Jefferson Cardia Simões, do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), chegou na noite de sábado ao acampamento base da expedição Criosfera, que resultará na istalação do primeiro módulo científico brasileiro no interior do continente gelado. Os pesquisadores estão acampados a 1143 km do Polo Sul Geográfico e a 2124 km ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz do Brasil - o que representa uma distância de 6608 km do Rio de Janeiro e 5719 km de Porto Alegre. Cientistas informaram que no momento do pouso da aeronave russa Ilyushin-76 a temperatura local oscilava ao redor dos - 12°C, temperatura considerada alta para esta época do ano. Outra característica deste período de verão no hemisfério sul é que o Sol não se põe, ou seja, os cientistas vão conviver com 24 horas de luz na Antártida.
Nos próximos três dias, um trator com o módulo científico Criosfera I e mais sete toneladas de equipamentos científicos, alimentos, combustível e barracas partirá rumo a um ponto mais ao sul. A viagem de trator ocorrerá por cerca de 500 km sobre o manto de gelo antártico. Deste local, os pesquisadores decolarão para o destino final em um avião DC-3 adaptado para aterissar na neve.
O grupo de cientistas irá se dividir entre o acampamento base e o local de instalação da estação, onde ficarão 10 pesquisadores, durante um mês, para instalar o primeiro módulo científico brasileiro próximo do Polo Sul Geográfico.
Robô Curiosity começa medir radiação perigosa para astronautas

Radiação cósmica
O robô marciano Curiosity não esperou chegar a Marte para começar a fazer suas pesquisas.
Mesmo com o enorme jipe, do tamanho de um SUV, encapsulado dentro de sua concha protetora, a sonda começou a monitorar a radiação que permeia todo o espaço, vinda do Sol e de muito mais longe.
Os dados vão ajudar a planejar as futuras viagens tripuladas a Marte.
O jipe marciano leva a bordo um instrumento chamado RAD (Radiation Assessment Detector, detector para avaliação da radiação, em tradução livre).
O objetivo do RAD é monitorar partículas atômicas e subatômicas de alta energia, vindas do Sol, de supernovas distantes e mesmo de fontes ainda desconhecidas.
Conhecer a intensidade dessa radiação é essencial para projetar as naves interplanetárias, que deverão simular ao máximo as condições de vida na superfície da Terra.
Modelo de astronauta
As partículas cósmicas compõem uma radiação que pode ser perigosa para qualquer ser vivo no espaço, principalmente durante as longas viagens a Marte, quando o tempo de exposição a elas será maior.
"O RAD está servindo como um modelo de um astronauta dentro de uma espaçonave viajando para Marte," afirmou Don Hassler, um dos idealizadores do aparelho. "O instrumento está lá no meio da espaçonave, como estaria um astronauta."
E não se trata apenas de testar os próprios escudos de proteção: novas partículas são geradas quando as partículas cósmicas atingem as estruturas da nave, feitas de diversos tipos de material.
Em algumas circunstâncias, as partículas secundárias podem ser ainda mais perigosas do que as partículas primárias.
O instrumento continuará seu trabalho após a chegada ao planeta, medindo a radiação que atinge a superfície de Marte.
 Já durante sua viagem, o robô Curiosidade está levantando informações essenciais para uma futura missão tripulada a Marte.
 Do tamanho de uma torradeira, o sensor de radiação usa uma série de detectores de silício empilhados, e um cristal de iodeto de césio, para medir os raios cósmicos e as partículas solares.
Estudo 'vê' átomos dentro de células-tronco

Pesquisadores brasileiros estão testando um jeito inusitado de investigar as células-tronco pluripotentes, capazes de formar qualquer tecido do organismo adulto. Eles querem entender o que acontece com elas no nível mais básico: o dos átomos.
O grupo, formado por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), acaba de mostrar que a ideia é viável em artigo na revista científica "PLoS One".
Massa de células-tronco que assumiram estado de embrião
Massa de células-tronco que assumiram estado de embrião
O que eles fizeram foi basicamente submeter células-tronco de camundongos e de humanos aos raios X do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas.
A radiação emitida no laboratório é capaz de produzir dados precisos sobre a composição atômica das amostras que atinge -e, no caso das células, sem alterar sua composição, o que é muito importante.
O que os cientistas viram por enquanto é que, conforme as células começam a se especializar e a se transformar em neurônios, seu conteúdo atômico se altera.
Elas ganham grandes quantidades de metais como o cobre, enquanto outros elementos químicos, como o fósforo e o enxofre, ficam polarizados, ou seja, concentram-se em cantos específicos da célula em transformação.
"Agora, o que a gente quer fazer é comparar células derivadas de pessoas saudáveis com as de pacientes com doenças mentais, por exemplo", diz um dos autores do estudo, Stevens Kastrup Rehen.
"Pode ser que variações nos elementos químicos das células tenham relação com erros na diferenciação [especialização] dos neurônios. E isso teria um impacto na origem da doença", explica.
Cientistas podem ter encontrado o menor buraco negro do Universo
 No começo de dezembro, os cientistas anunciaram terem encontrado alguns dos maiores buracos negros do Universo. Agora, é o contrário. Uma equipe da Nasa afirma ter achado o que pode ser menor buraco negro já visto.
A descoberta foi feita analisando as emissões de raios X vindas do astro -- como se fosse um "batimento cardíaco".
Se for mesmo um buraco negro, ele teria só um pouquinho mais de massa acima do mínimo necessário para poder existir.
Segundo os astrônomos, ele tem menos de três vezes a massa do nosso Sol. Para efeito de comparação, os buracos negros anunciados no início do mês tem cerca de 10 bilhões de vezes a massa do Sol.
Ilustração de como seria o menor buraco negro já detectado (Foto: NASA/Goddard Space Flight Center/CI Lab)Ilustração de como seria o menor buraco negro já detectado
Mineral encontrado em vulcões extintos em Marte pode abrigar vida 

Uma equipe de cientistas descobriu bactérias que sobrevivem até 1,5 mil metros de altitude e cerca de 30 metros abaixo do solo, sem necessidade de material orgânico para sobreviverem. Resistem às baixas temperaturas e sobrevivem quase sem oxigênio.
Os micróbios foram encontrados em tubos de lava, nas montanhas do estado de Oregon, lugar semelhante à hostilidade da superfície do Planeta Vermelho.
Os micróbios sobrevivem a partir de um mineral – a olivina, encontrado também em rochas vulcânicas em Marte. "Este micróbio é de uma das famílias mais comuns de bactérias encontradas na Terra", disse Amy Smith, uma estudante de doutorado na Oregon State University e uma das autoras do estudo.
Em Marte existe o Monte Olympus, o maior vulcão extinto do sistema solar. Certamente existem rochas vulcânicas com olivina, mineral que alimenta as bactérias recentemente encontradas nas montanhas do Oregon.
Os cientistas provaram que as bactérias se adaptaram a lidar com suas duras condições de vida. Normalmente, elas vivem em temperatura ambiente, com níveis normais de oxigênio e materiais orgânicos, como o açúcar. Mas os cientistas removeram o alimento, diminuiu a temperatura para perto de zero e baixou o nível de oxigênio; as bactérias se voltaram para a olivina, um mineral comum encontrado em rochas vulcânicas na Terra e em Marte, e o utilizaram como a sua fonte de energia principal.
"Nas rochas vulcânicas diretamente expostas ao ar e em temperaturas mais quentes, o oxigênio na atmosfera oxida o ferro antes de os micróbios poderem usá-lo” disse Martin Fisk, um professor na faculdade de OSU da Terra, Oceano, e Ciências Atmosféricas e um dos autores do estudo. Mas no tubo de lava, as bactérias são cobertas de gelo e, portanto, protegidas da atmosfera.
Os cientistas, incluindo Fisk, afirmam que o subsolo de Marte pode ter condições semelhantes. Na verdade, Fisk analisou um meteorito proveniente de Marte, que continha faixas - o que poderia indicar o consumo por micróbios - embora nenhum material vivo tenha sido descoberto.
Faixas similares foram encontrados nas rochas do tubo de lava da cratera Newberry.
"As condições no tubo de lava não são tão duras como em Marte", disse Fisk. "Em Marte, a temperatura raramente chega ao ponto de congelamento, os níveis de oxigênio são mais baixos e na superfície, a água líquida não está presente. Mas a água é a hipótese de que o subsolo de Marte possa ser quente. Embora este estudo não mostre exatamente o que você iria encontrar em Marte, ele mostra que as bactérias podem viver em condições semelhantes”.
"Nós sabemos por exame direto, bem como imagens de satélite, que há olivina em rochas de Marte e agora sabemos que olivina pode sustentar vida microbiana” acrescentou Fisk.
Cientistas criaram girino mutante com olho na parte posterior da cabeça 

Cientistas criam girinos com olhos na parte de trás da cabeça. Como? Pesquisadores dos EUA têm sido capazes de desenvolver novos órgãos em partes do corpo onde normalmente não crescem, mudando sinais bioelétricos nas células.
As descobertas inovadoras significam que órgãos complexos podem ser criados por a terapia regenerativa ou transplante, os pesquisadores afirmam.
Os pesquisadores, da Universidade Tuft em Massachusetts, obtiveram os resultados mais chocantes quando ao manipular geneticamente a tensão de membrana das células do embrião nas costas do sapo e da cauda, criou-se novos olhos fora da área comum.
O líder da pesquisa, Dr. Vaibhav, afirma que "a hipótese é que, para cada estrutura do corpo, há uma faixa de tensão específica da membrana que impulsiona a organogênese. Estas foram às células em regiões que nunca foram estimadas serem capazes de formar os olhos. Isto sugere que as células de qualquer parte do corpo podem ser conduzidas para formar um olho”.
O Professor Michael Levin, que faz parte da equipe de pesquisa, disse: "Estes resultados revelam um novo regulador de formação do olho durante o desenvolvimento e sugerem novas abordagens para a detecção e reparação de defeitos congênitos que afetam o sistema visual”. A descoberta significa que eles identificaram um mecanismo de controle totalmente novo que pode ser usado para induzir a formação de órgãos complexos para transplante ou aplicações a medicina regenerativa.
Além de uma revolução na medicina regenerativa, esta nova técnica é um primeiro passo para quebrar o código bioelétrico. Os biólogos buscam entender como as células utilizam sinais elétricos naturais para se comunicar e para criar e colocar os órgãos do corpo.
Eles identificaram e marcaram grupos de células hiperpolarizadas, que são mais carregadas negativamente, localizadas na região da cabeça do embrião de sapo e descobriram que há genes que estão envolvidos na construção do olho.
Quando eles examinaram as células em microscopia de fluorescência, mostrou-se que as células hiperpolarizadas contribuíram para o desenvolvimento do cristalino e retina, então descobriram que quando eles mudaram o código bioelétrico ou despolarizaram as células, isso afetou a formação do olho normal. As células foram então injetadas, com codificação de mRNA em canais - uma classe de proteínas incorporadas nas membranas da célula. Cada canal, em seguida, seletivamente permite que uma partícula carregada passe de dentro para fora da célula.
Usando esses canais os pesquisadores mudaram o potencial de membrana das células, o que afetou a expressão de genes EFTF, causando ‘anomalias’, ou seja, órgãos se desenvolveram. Dr. Vaibhav disse que “anormalidades foram proporcionais à extensão da despolarização. Nós desenvolvemos técnicas para aumentar ou diminuir o potencial de tensão para controle de expressão gênica”.A equipe agora planeja novas pesquisas, que também terão como alvo o cérebro, medula espinhal e membros dos embriões. Professor Levin comentou: “Os resultados nos permitirão ter um controle muito melhor do tecido e da formação de órgãos. Estamos desenvolvendo novas aplicações de bioeletricidade molecular na regeneração de membros, de reparação do cérebro e da biologia sintética".
A face da morte: Imagem de uma explosão nuclear após 1 décimo de milionésimo de segundo 

Uma imagem está intrigando o mundo. Chamado de ‘a face da morte’, a foto mostra uma explosão nuclear um décimo de milionésimo de segundo após ser detonada.
A imagem foi capturada durante testes nucleares realizados nos anos 50, sendo liberadas só agora. Na época, um dos grandes desafios que o governo americano enfrentava, era o registro da explosão. Uma câmara chamada Rapatronic, conseguia capturar imagens em ultra-velocidades. Localizadas em uma distância “segura”, cerca de 11,2km, as câmeras conseguiram registrar uma bola de fogo com 100 metros de diâmetro, em uma velocidade inacreditavelmente rápida.No momento que a foto foi capturada, a temperatura nessa “bola radioativa” era 3 vezes superior a da superfície do Sol. Através de um sistema especial, seus compartimentos eram “blindados” imediatamente com materiais especiais após a captura, evitando que a estrutura onde o filme encontrava-se fosse completamente destruída pelo imenso poder da bomba atômica
Harvard cria material derivado de exoesqueletos de artrópodes e diz que será o plástico do futuro 

Uma mistura de seda e cascas de camarão é um material leve, barato e biodegradável e poderá substituir o plástico no futuro, é o que aponta pesquisadores de Harvard.
A armadura dos insetos - como as laterais rígidas de gafanhotos e moscas - fornece resistência e proteção sem pesar. Agora, pesquisadores do Instituto Wyss para Engenharia Biológica, em Harvard, desenvolveram um novo material que imita a força excepcional e a resistência da casca do inseto - conhecido como 'cutícula'. "É um material barato, biodegradável e pode ser usada ao invés de plásticos comuns - e até mesmo servir para uma correção de hérnia em cirurgias”.
O material é tão leve que pode fornecer a estrutura para as asas dos insetos, e pode desviar ataques físicos e químicos. Também pode ser rígido e flexível, em áreas como articulações dos membros.
Os pesquisadores estudaram a composição - um material complexo, em camadas, quase como a madeira e foram capazes de engendrar a sua própria versão a partir de conchas de camarão. O novo material é semelhante em força e resistência com uma liga de alumínio, mas é apenas metade do peso. É biodegradável e pode ser produzido a um custo muito baixo, uma vez que a quitina é um produto disponível nos resíduos de camarão. O material é facilmente moldado em formas complexas, como tubos.
 Quitina, o material que compõe o exoesqueleto de artrópodes - é leve, forte, biodegradável, e podem ser rígidos (como na armadura um inseto) e flexíveis (como em suas articulações).

O material é chamado Shrilk porque é composto de proteína da seda e de quitina extraída de cascas de camarões descartados. Ao controlar o teor de água no processo de fabricação, os pesquisadores foram capazes de reproduzir em grandes variações de rigidez e de elasticidade.
O Shrilk pode ser uma alternativa barata e ambientalmente segura para a utilização ao invés do plástico.
O material pode ser usado para fazer sacos de lixo, embalagens e fraldas que degradam rapidamente. Como um material excepcionalmente forte e biocompatível, ele pode ser usado para suturar feridas, na correção de hérnia ou como um “andaime” para a regeneração do tecido.
Os resultados da pesquisa estão publicados na edição online da revista Advanced Materials.
Cada pêlo de uma aranha saltadora funciona como uma “orelha” independente 

A aranha saltadora usa seus olhos grandes - assim como os seus pêlos - para caçar suas presas.
Aranhas e seus minúsculos pêlos têm intrigado pesquisadores há décadas, mas uma equipe de cientistas pode ter encontrado uma resposta. Eles sugerem que cada pêlo age como um ouvido único, independente - e não uma rede de orelhas, como se pensava anteriormente. "Ninguém tinha olhado para estes pêlos da maneira certa” disse o físico Brice Bathellierdo do Instituto de Patologia Molecular em Viena. "Mas a natureza otimiza. Os animais evoluem sob condições rigorosas ", disse Bathellier. "Por isso, os pêlos emitem sinais de alertas para os animais”.
Tricobótrios são pelos finos encontrados em aranhas, insetos e outros animais com exoesqueleto. Eles são tão sensíveis que alguns podem pegar o movimento do ar a um décimo de bilionésimo de um metro, mais ou menos a largura de um átomo, permitindo que os animais sintam a presença de predadores e presas nas proximidades. (Grilos e moscas, por exemplo, têm tufos de pelos em seus traseiros para detectar inimigos rondando.)
Aranhas caçadoras não só podem assistir a todos os movimentos de sua presa, mas eles podem senti-los através do ar.
                                    Tricobótrios de uma aranha de caça. 

Pesquisadores acreditavam que os pêlos agem como os encontrados na cóclea do ouvido humano. Nesse órgão, uma floresta de diferentes comprimentos e espessuras de pêlos quebra as ondas sonoras de entrada em pedaços discretos, ao invés de pegar uma grande variedade. Mas Bathellier disse que quase toda a investigação centrou-se na distância que as ondas sonoras balançam os pêlos e não sobre o quão rápido eles se movem.
Para medir a velocidade dos pêlos de uma aranha, Bathellier e seus colegas colocaram aranhas caçadoras e grilos aprisionados em uma caixa de vidro selada, com um alto-falante. Em seguida, eles ‘pintaram’ uma folha de laser com gotas microscópicas de óleo. Então, uma câmera de vídeo gravou a partículas de óleo em movimento em torno dos pêlos. Mais tarde, um programa de computador deduziu a velocidade das gotículas de óleo se movimentando sobre os pêlos e foi constatado que "estes pêlos operam nos limites físicos de sensibilidade através de uma gama muito mais ampla de frequências", disse Bathellier.
Os pêlos respondem melhor a sons entre aproximadamente 40 Hz, um estrondo baixo, e 600 Hz, uma buzina de carro (ouvidos dos seres humanos podem detectar entre 20 Hz e 20 mil Hz). "Eles funcionam como filtros sonoros ou microfones, não são como os pelos do ouvido humano", disse Bathellier.
Como efeito, cada pêlo é uma única “orelha”, que filtra o ruído de fundo e se concentra em informações biologicamente relevantes. Determinar como as centenas, às vezes milhares, de orelhas trabalham juntas é o próximo estudo na lista da equipe de pesquisa.
"O sistema nervoso de um grilo responde à ameaça impiedosa de uma aranha", disse Bathellier. "Da mesma forma, nós queremos observar como o sistema nervoso de uma aranha responde a sinais de uma rapina”.
A mais brilhante supernova é detectada 11 horas após sua explosão 

Uma supernova, situada a 21 milhões de anos-luz de distância, chamou a atenção dos astrônomos devido à radiação de sua explosão chegar a Terra apenas 11 horas depois.
O cientista Peter Nugent, do Laboratório Berkeley, afirma que "nós detectamos a supernova apenas 11 horas depois da explosão, tão breve que fomos capazes de calcular o exato momento de explosão em apenas 20 minutos”.
Situação que auxilia na compreensão deste fenômeno cósmico. Assim é possível estudar de perto a supernova durante seus primeiros dias e mais, a equipe foi capaz de reunir a primeira evidência direta de que pelo menos um tipo “aparecia” antes de explodir. Desde 1986 nenhuma supernova foi avistada próxima a Terra. "Com certeza, ele só poderia ter sido uma anã branca", diz Nugent.
Supernovas são tão brilhantes, mas tão brilhantes que às vezes podem ser vistas a olho nu, apesar de estarem centenas de milhares de anos-luz de distância.
O que é uma supernova?
Uma supernova ocorre quando uma estrela morre ou quando uma estrela anã branca suga matéria de uma estrela próxima, eventualmente atinge um ponto crítico e explode com ferocidade e brilho extraordinário - o equivalente a pelo menos 10 bilhões de sóis. A morte é uma estrela de tipo II, é a variedade mais luminosa.
Há um limite específico para que a massa, como a anã branca, possa crescer, 1,4x a massa do Sol, antes que ela não possa mais se sustentar contra o colapso gravitacional.
Nugent lembra que quando se aproxima do limite, as condições estão reunidas no centro, de modo que a anã branca detona em uma explosão colossal termonuclear, que converte o carbono e oxigênio em elementos mais pesados, incluindo níquel. "Um choque ejeta o material em uma brilhante fotosfera em expansão. Muito do brilho vem do calor do níquel radioativo que decai ao cobalto. A luz também ve
m da onda de choque, e se isso próximo a uma estrela companheira, ela pode ser reaquecida, aumentando a luminosidade”.
O professor assistente de astronomia e física na Universidade de Berkeley e cientista da faculdade na divisão Berkeley de Ciência Nuclear, Daniel Kasen, disse que “leva apenas alguns segundos para que a onda de choque ‘rasgue’ a estrela, mas os restos aquecidos na explosão continuarão a brilhar por várias horas”.Mark Sullivan, da Oxford University, lembra que "entender como essas explosões gigantes criam e misturam materiais é importante porque as supernovas estão onde nós temos a maioria dos elementos que compõem a Terra e até mesmo nossos próprios corpos - por exemplo, essas supernovas são uma importante fonte de ferro no universo. Então todos nós somos feitos de pedaços de estrelas explodindo”, ressaltou. Os resultados estão relatados na revista Nature.