quarta-feira, 4 de julho de 2012

Descoberta cratera mais antiga da Terra

Descoberta cratera mais antiga da Terra
Um grupo de cientistas internacionais identificou a cratera mais antiga da Terra, produzida pelo impacto de um asteroide há três milhões anos, na Groenlândia. Foram necessários três anos de análise dos materiais para que os pesquisadores pudessem concluir que, de fato, trata-se de uma cratera, com aproximadamente 100 quilômetros de diâmetro. Por conta da erosão no local, os vestígios não são mais visíveis na superfície e somente podem ser vistos sob a terra.
Essa descoberta proporciona um grande avanço no estudo da formação de crateras e os seus efeitos no planeta, agora com um intervalo de tempo muito superior ao que se tinha antes. Além disso, a cratera também pode ser uma fonte de recursos naturais, como petróleo e gás.

Stephen Hawking perde aposta por possível achado da 'partícula de Deus'


Stephen Hawking (Foto: AP/BBC)
Stephen Hawking deve pagar US$ 100 para colega
e também físico Gordon Kane 

O renomado físico britânico Stephen Hawking disse acreditar que perderá US$ 100 (R$ 200) por uma aposta que fez com um amigo se comprovada a descoberta do Bóson de Higgs, também chamado de 'partícula de Deus'.
Em entrevista à BBC, Hawking disse que pagará a quantia ao colega americano e também físico Gordon Kane, professor e diretor emérito da Universidade de Michigan, ao apostar que o elemento nunca seria achado.
Nesta quarta-feira (4), cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), em Genebra, na Suíça, anunciaram que há fortes indícios de que a partícula foi finalmente encontrada.
Se confirmada, a descoberta coroaria uma das teorias físicas mais importantes de todos os tempos - chamada de Modelo Padrão, que ajudaria a completar o entendimento sobre o funcionamento do Universo.
Hawking também parabenizou as equipes envolvidas nos experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), um imenso acelerador de partículas localizado no subterrâneo da fronteira entre Suíça e França, através do qual o novo elemento foi encontrado.
O teórico britânico acrescentou que, caso seja comprovada a descoberta da Partícula de Deus, o cientista Peter Higgs, um dos primeiros a propor a teoria de como as partículas adquirem massa, mereceria ganhar o prêmio Nobel de Física por sua contribuição à ciência.
'Se tudo estiver em conformidade com nossos achados, teremos uma grande evidência do chamado Modelo Padrão. Esse é um importante resultado e deverá garantir a Higgs o Prêmio Nobel', afirmou Hawking.

Telescópio espacial da Nasa flagra família de nebulosas na Via Láctea

O telescópio Wise, da agência espacial americana (Nasa), flagrou um ângulo diferente de uma família de nebulosas – região de formação estelar – localizada na constelação de Órion, a mais visível do Hemisfério Norte nas noites de inverno.

Na imagem, a enorme nuvem espacial ganha uma versão atualizada a partir de dados infravermelhos coletados pelo Wise. Os objetos mais frios, como a poeira das nebulosas, aparecem nas cores verde e vermelha.
Os astrônomos estavam interessados em estudar as áreas mais brilhantes dessa região sem tanto brilho. Vista pela nova perspectiva, o campo espacial contém uma vasta nuvem de gás e poeira onde as estrelas nascem. No centro, podem ser vistas três nebulosas: da Chama, Cabeça de Cavalo e NGC 2023.


Nebulosa (Foto: Nasa/JPL-Caltech)Nebulosa da Chama aparece acima do centro, bem mais brilhante que as outras 

Tempestade solar deve atingir a Terra a partir desta quarta-feira, prevê Nasa


A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou imagens de uma explosão solar que ocorreu na segunda-feira (2). Os efeitos do fenômeno, que forma uma série de tempestade, devem ser sentidos na Terra nesta quarta-feira (4).
A tempestade, que segundo a Nasa viaja a uma velocidade estimada de 700 km por segundo, foi causada por uma mudança no campo magnético do Sol. O fenômeno foi considerado pelos cientistas de média intensidade.
Na Terra, as partículas que foram liberadas no espaço podem atrapalhar transmissões de rádio na Europa e intensificar o fenômeno das auroras boreal e austral nos polos do planeta
.
Imagens na Nasa mostram explosão solar que ocorreu na segunda-feira (2).  (Foto: Nasa)Imagens na Nasa mostram explosão solar que ocorreu na segunda-feira (2). 

Essa é a primeira de uma série de tempestades solares previstas para os próximos dias, de acordo com a Nasa.



Cientistas reprogramam células-tronco sem manipulação genética


Mapa da América de mais de 500 anos é encontrado na Alemanha


Nasa divulga imagens de constelação da Águia e nebulosas na Via Láctea




Fenda de Aquila  (Foto: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona)   Imagem divulgada pela Nasa mostra parte escura da Via Láctea, a cerca de 600 anos-luz da Terra, onde a chamada Fenda de Áquila (ou Águia) cruza o céu neste verão do Hemisfério Norte, próximo à brilhante estrela Altair, à direita da imagem, e ao Triângulo de Verão, formado pelos astros Altair, Vega e Deneb. A fenda contém matéria-prima para formar centenas de milhares de estrelas. Na imagem, está a região LDN 673, em campo visível pouco maior que a Lua cheia 

Cientistas descobrem partícula subatômica inédita


terça-feira, 3 de julho de 2012

Maior lua de Saturno é vista por sonda da Nasa ao orbitar o planeta

Saturno Titã Cassini (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/J. Major) Maior lua de Saturno, Titã orbita o planeta em imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa. Os anéis de Saturno são planos e vistos como uma linha fina, parecendo 'espetar' Titã. Análises recentes indicam que a lua do planeta pode ter vastos oceanos no interior

Cápsula Orion chega a centro da Nasa na Flórida para ajustes finais

A primeira cápsula tripulada a substituir a geração dos ônibus espaciais americanos chegou nesta segunda-feira (2) ao Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida.

No local, os técnicos da agência espacial dos EUA vão deixar a nave Orion em pleno funcionamento para o primeiro voo teste, sem tripulação, previsto para 2014.
A cápsula de alumínio deve ser a mais avançada já projetada pela Nasa, com capacidade para abortar a missão em eventuais emergências, sustentar os astronautas em uma viagem espacial e fornecer uma reentrada segura à atmosfera terrestre.


Orion Kennedy (Foto: Gianni Woods/Nasa)Nave Orion chegou ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nesta segunda (2) 

O lançamento inaugural da Orion é chamado de Voo Teste de Exploração 1 e deve percorrer uma altitude de 5.700 quilômetros, distância superior a 15 vezes a extensão entre a Terra e a Estação Espacial Internacional. A previsão é de que essa missão dure apenas algumas horas.
Na ocasião, a nave será lançada por um foguete Delta IV e carregada com vários instrumentos para avaliar como ela se comporta durante o lançamento, no espaço e nas altas temperaturas da volta ao planeta.
A Orion vai imitar as condições de retorno que os astronautas enfrentam quando chegam de viagens em órbita baixa. Ao reentrar na atmosfera, o escudo térmico da cápsula deve suportar temperaturas de mais de 2.200° C, as maiores que qualquer nave aguentou desde que o homem voltou da Lua.


Orion Kennedy 2 (Foto: Bruce Weaver/AFP)
  Cápsula tripulada vai substituir a antiga geração de ônibus espaciais americanos 

O retorno deve ocorrer a uma velocidade de 40 mil quilômetros, cerca de 8 mil quilômetros por hora mais rápido que qualquer nave espacial já desenvolvida. A aterrissagem final acontecerá na água.
Passada essa primeira fase, a Orion deve levar astronautas para missões bem distantes da Terra, como Marte e um asteroide. Será a primeira vez que o homem vai viajar para além da órbita da Terra desde que a Apollo 17 pousou na Lua, em 1972.
A solda da cápsula foi concluída na semana passada em uma fábrica de Nova Orleans, mesmo local onde foram construídos os tanques externos dos ônibus espaciais.
Para 2017, a Nasa prevê a inauguração do Sistema de Lançamento Espacial, um foguete parecido com o Saturno V, que lançou a Apollo, para as futuras missões da Orion.

Ex-astronauta americano morre em acidente de moto aquática


A Nasa confirmou nesta segunda-feira (2) a morte do astronauta Alan Poindexter, de 50 anos, que participou de duas missões de ônibus espaciais. Poindexter sofreu um acidente de moto aquática no domingo, quando andava com seus dois filhos, de 22 e 26 anos, em Pensacola, no estado norte-americano da Flórida.
Ele recebeu os primeiros socorros na praia e foi levado de helicóptero a um hospital, segundo o jornal “Pensacola News”, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a reportagem, seus filhos não se machucaram.


Alan Poindexter, em foto de abril de 2010 (Foto: Reuters/Scott Audette/Arquivo)
Alan Poindexter, em foto de abril de 2010 

Poindexter foi selecionado para a equipe de astronautas da Nasa em 1998, mas seu primeiro voo espacial foi em 2008. Em fevereiro daquele ano, ele foi um dos pilotos do ônibus espaciais Atlantis, na missão que levou um laboratório para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Em abril de 2010, voltou à ISS como comandante do Discovery, em um dos últimos voos do ônibus espacial – o programa dos ônibus espaciais foi aposentado em 2011.
Capitão da Marinha dos EUA, Poindexter tinha deixado a Nasa em dezembro de 2010.

Divulgado novas informações sobre o dinossauro bebê mais bem preservado do mundo


O esqueleto de um dinossauro bebê, datado de 135 milhões de anos, foi encontrado na Europa.
Os cientistas garantem que o dinossauro encontrado possuía pequenas penas difusas, quase como cabelos.
Com apenas 72 centímetros de comprimento, o predador se parece com um T-Rex. Acredita-se que tivesse um crânio grande e membros posteriores curtos.
Como foi fossilizado com a boca aberta, é possível ver os dentes afiados e serrilhados, bastante pequenos, bem como penas primitivas que se pareciam com cabelos.
Os pesquisadores dizem que sua barriga e sua cauda possuíam penas, mas existem dúvidas e palpites de que todo o seu corpo era recoberto por este tipo diferenciado de pena e não apenas algumas partes.
É impossível dizer o que matou o animal, mas especula-se que possa ter sido afogado. Fósseis anteriores relatam dinossauros emplumados afogados que pertenciam ao grupo chamado coelurosaurs, intimamente ligados com dinossauros carnívoros, onde é creditado ser ancestrais dos terríveis T-Rex.
Nomeado de Sciurumimus albersdoerferi, foi desenterrado de rochas calcárias em uma pedreira na Baviera, sul da Alemanha em 2009, e desde então é alvo de dezenas de estudos por especialistas de inúmeras áreas.
Aqui nós relatamos um esqueleto excepcionalmente preservado de um megalosauridae juvenil chamado Sciurumimus albersdoerferi, do Jurássico Superior na Alemanha, mostrando plumagem filamentosa na base da cauda e em partes do corpo”. Declarou Dr. Oliver Rauhut ao portal DailyMail.
O espécime foi preservado com as articulações completas, deitado sobre seu lado direito”, ressaltou.
 Os fósseis de terópodes, incluindo o T-Rex, são extremamente raros em estágios de boa preservação, sendo geralmente encontrados em fragmentos. Os melhores espécimes de T-Rex possuem 80% de preservação do animal original. Sciurumimus albersdoerferi possui incríveis 98% de partes intactas.
“Este é um dos esqueletos de dinossauro mais completos já encontrados no mundo todo. Quando eu vi pela primeira vez, era difícil acreditar que era real, porque era muito bem preservado, parecia como se alguém tivesse feito para pendurar na sala, mas os testes provaram que é verdadeiro”, comentou Dr. Rauhut.
A importância científica do achado é excepcional. Cabelos tem sido alvo de pesquisas em dinossauros porque os cientistas acreditam que as penas evoluíram de mechas capilares, assim como detectado em fósseis de Archaeopteryx, a ave mais antiga conhecida, encontrada no século 19 na Alemanha.
A descoberta sugere que os dinossauros, na verdade, evoluíram dos pássaros primitivos.

Escocês é considerado o “avô dos humanos” por possuir genes de mulher africana de 190 mil anos


Evidências surpreendentes sugerem que os egípcios antigos compreendiam os mecanismos internos de um sistema estelar binário, girando em uma distância de 93 anos luz da Terra, há 3.200 anos.
Um professor aposentado fez um teste de DNA que revelou que seus genes vieram diretamente de descendentes da primeira mulher do planeta. A “Eva” da ciência viveu há 190.000 anos.
Ian Kinnaird, 72, tem um marcador genético herdado de sua mãe que possui traços de sua ascendência em uma linhagem africana que nunca foi encontrada na Europa Ocidental.
Pesquisadores disseram que o resultado dos testes mostra que, em termos genéticos, este senhor simpático é um “sangue puro”, ou seja, ‘avô’ de todas as pessoas na Grã-Bretanha, quiçá do mundo.
Os cientistas ficaram tão surpresos com os resultados que telefonaram para o Sr. Kinnaird, um aposentado viúvo que vive no extremo norte da Escócia, para lhe dar a notícia nada comum.
Disseram-lhe que seu DNA mitocondrial, passou pela linhagem de uma mulher que viveu há 30 mil anos e sofreu apenas duas mutações genéticas desde a primeira mulher. A maioria das pessoas possui mais de 200 mutações desde os primeiros humanos.
Alistair Moffat, historiador e reitor da Universidade de St. Andrews, que esteve envolvido na criação do projeto de investigação genética, disse: “É um resultado surpreendente e significa que ele pode ser descendente dos primeiros humanos”, em entrevista ao jornal The Telegraph.
O projeto já testou mais de 2.000 pessoas em todo o Reino Unido e a maioria possui ascendência de apenas 3.500 anos. Já foram encontrados DNA de vários grupos nos britânicos que vão de irlandeses antigos, Vikings e até pintores de cavernas.
O projeto visa fazer uma “árvore genealógica” sobre a Grã-Bretanha. A pesquisa já descobriu que o ator Tom Conti (muito famoso no Reino Unido) compartilha genes provenientes de Napoleão Bonaparte.
O aposentado comenta que decidiu participar do projeto por curiosidade e fez o teste, que custa R$ 600,00 reais, sem nenhuma expectativa. Seu DNA, além de possuir caráter especial e único até o momento, compartilha traços com noruegueses e escandinavos. 
 Sr. Kinnaird comenta que tinha uma vida pacata, mas está recebendo milhares de e-mails após ter seu nome divulgado nos jornais.
“Essa linhagem aparece no Senegal, mas nunca foi visto no noroeste da Europa. É provável que tenha atingido a Grã-Bretanha através da chegada de escravos em Liverpool”, disse James Wilson da Universidade de Edimburgo.
 “Eva, a mãe de todos nós, viveu cerca de 190.000 anos atrás. Outras mulheres viveram no mesmo tempo, mas apenas seu DNA sobreviveu”, comentou Wilson.
“O aposentado não pode passar seu DNA mitocondrial, mas sua irmã tem o DNA e sua filha já leva a linhagem no sangue”.
O Sr. Kinnaird é descendente dessa mulher que seria a “Eva”, sendo carinhosamente chamado no Reino Unido de avô do país.




Restos de sinagoga do período romano foram descobertos na Galiléia


Arqueólogos israelenses descobriram os restos de um edifício monumental de uma sinagoga que data do período romano tardio no sítio arqueológico de Huqoq na Galiléia.
Huqoq é uma antiga aldeia judaica localizada a aproximadamente 3 km a oeste de Cafarnaum e Magdala.
Durante a segunda temporada das escavações, a equipe descobriu partes de um piso de mosaico impressionante que pertence à decoração do edifício de uma sinagoga.
O mosaico, que é feito de pequenos cubos de pedras coloridas de alta qualidade, inclui cenas de passagens bíblicas. Em outras partes do mosaico, dois humanos (aparentemente do sexo feminino), enfrentam um medalhão circular com uma inscrição hebraica que se refere a recompensas para aqueles que fizeram a obra.
 “Esta descoberta é significativa porque os edifícios mostram sinagogas antigas da época dos romanos, decoradas com mosaicos de cenas bíblicas, e apenas dois possuem cenas com Sansão”, disse Jodi Magness, professor emérito da Universidade da Carolina do Norte em entrevista a SciNews.
Nossos mosaicos são também importantes devido à sua elevada qualidade artística e do pequeno tamanho dos cubos do mosaico.
 Isto, juntamente com o tamanho das pedras de cantaria utilizados para construir as paredes da sinagoga, sugere um elevado nível de prosperidade nesta aldeia, mostrando que a construção foi muito trabalhosa”.

Descoberta nova espécie de lagosta em águas espanholas com 5 cm


Uma nova espécie de lagosta foi encontrada em montes submarinos na costa noroeste da Espanha.
A lagosta de cor laranja tem pouco mais de 5 cm de comprimento. Elas foram descobertas em uma profundidade de 1.410 metros em agosto de 2011, mas apenas agora os dados foram divulgados.
Estes novos crustáceos são encontrados com abundância nos montes submarinos de áreas próximas da Espanha e foram batizadas com o nome científico de Uroptuchus cartesi, pertencentes a uma família chamada de Chirostylidae.
Três espécies da família foram encontradas no século 19.  A expedição INDEMARES encontrou a Uroptuchus cartesi em um local chamado de Banco de Galícia.
  Apesar de sua localização, estima-se que estes crustáceos sejam exclusivos da parte oriental do Atlântico por suas características morfológicas completamente diferentes de exemplares europeus.
“Este tipo de lagosta de cor laranja geralmente vive em torno de corais de profundidade e gorgônias e tende a ser abundante nas montanhas submarinas e desfiladeiros, locais onde a pesca predatória nos alcança”, disse Dr. Enrique Macpherson à agência espanhola de notícias SINC.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hubble flagra galáxia anã envolta por vapor na constelação de Ursa Maior


O telescópio Hubble da agência espacial americana (Nasa) flagrou uma galáxia anã envolta por vapor na constelação de Ursa Maior, a aproximadamente 13 milhões de anos-luz da Terra.
A DDO 82 apresenta um braço espiral e pode conter milhões ou até bilhões de estrelas. O Hubble usou luz visível e infravermelha para fazer a imagem.


Galáxia vapor (Foto: ESA/Nasa) Galáxia anã a 13 milhões de anos-luz da Terra foi vista pelo Telescópio Espacial Hubble 

Os astrônomos chamaram o objeto de "galáxia SM" ou galáxia espiral magelânica, por causa da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia anã que orbita a nossa Via Láctea e é muito parecida com a DDO 82.
A "nova" galáxia é considerada parte do Grupo M81, um conjunto de quase 40 galáxias na direção de Ursa Maior.

Nave russa Soyuz TMA-03M aterrissa com sucesso no Cazaquistão


O módulo de descida da nave russa Soyuz TMA-03M, com três tripulantes a bordo, aterrissou hoje com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.
A cápsula - que trouxe de volta da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o astronauta russo Oleg Kononenko, o americano Donald Pettit e o holandês André Kuipers - tocou a terra às 5h14 (horário de Brasília), a hora prevista.
Os tripulantes da Soyuz TMA-03M ficaram pouco mais de seis meses a bordo da plataforma orbital, na qual permanecem os russos Gennady Padalka e Sergei Revin, e o astronauta da Nasa de origem porto-riquenha Joe Acabá.


A Soyuz aterrisa perto do Cazaquistão neste domingo (1º) (Foto: AP)
 A Soyuz aterrisa perto do Cazaquistão neste domingo (1º) 

Os astronautas Don Pettit, Oleg Kononenko e André Kuipers em foto divulgada por Kuipers neste sábado (30) (Foto: André Kuipers/ESA/Nasa)
 Os astronautas Donald Pettit (esq.), Oleg Kononenko (centro) e André Kuipers na Soyuz em foto divulgada por Kuipers neste sábado (30) 

sábado, 30 de junho de 2012

O hidrogênio

O atualidade ciência vai postar toda a semana, informações sobre todos os elementos da tabela periódica.
Hoje vamos falar sobre o elemento Hidrogênio.

Nas estrelas, o hidrogênio é convertido em hélio pela fusão nuclear, processo que proporciona energia das estrelas, entre elas o Sol. Na Terra, está presente em todas as substâncias animais e vegetais, na forma de compostos em que se combina com o carbono e outros elementos.
O hidrogênio, elemento do símbolo H, é o mais simples de todos os elementos químicos, pois é constituído de um próton e um elétron que gira ao seu redor. Embora na terra ocupe o nono lugar entre os elementos em termos de ocorrência, correspondendo a 0,9% da massa do planeta, é o mais abundante no universo, pois apresenta cerca de 75% de toda a massa cósmica.

Propriedades físicas e químicas:
O hidrogênio é uma substância simples, presente em abundância na superfície terrestre em combinação com os outros elementos e, em especial, na água. Em seu estado molecular, H2, como se encontra na natureza, constitui-se de dois átomos de hidrogênio, ligados por covalência, e faz parte das emanações vulcânicas em proporções reduzidas.
O hidrogênio molecular, o gás mais leve que se conhece, é incolor, inodoro, insípido e insolúvel em água. Sua densidade é 14 vezes menor que a do ar. Ao esfriá-lo com ar liquefeito e comprimi-lo fortemente, obtêm-se hidrogênio líquido, que entra em ebulição a -258,8º C à pressão atmosférica.
Distinguem-se dois tipos de hidrogênio molecular, em função do sentido de rotação de seu núcleo ou spin nuclear. Estas variedades são o para-hidrogênio, menos energético e com diferentes sentidos de rotação dos núcleos dos átomos, e o orto-hidrogênio, de maior energia e com giros análogos. Em temperatura ambiente, a proporção normal é de três partes do segundo para uma do primeiro.
O hidrogênio atômico não se encontra livre na natureza, mas sim combinado em grande número de compostos. É um elemento de grande instabilidade e, conseqüentemente, muito reativo, que tende a ajustar seu estado eletrônico de diversas formas. Quando perde um elétron, constitui um cátion H+, que é na realidade um próton. Em outros casos se produz por meio do ganho de um elétron para formar o ânion hídrico H¯, presente apenas em combinações com metais alcalinos e acalinos-terrosos.

Isótopos do hidrogênio:
A estrutura atômica do hidrogênio, a mais simples de todos os elementos químicos, apresenta um próton, o carga positiva, no núcleo, e um elétron, ou carga negativa, na camada externa. Seu peso atômico na escala comparativa externa. Seu peso atômico na escala comparativa é de 1,00797. A diferença entre esse valor e o observado para o peso do hidrogênio em seus compostos fez com que alguns químicos pensassem que não se tratava de um erro de medida, mas sim do peso combinado de átomos de hidrogênio de pesos diferentes, ou seja, de isótopos do hidrogênio. O químico americano Halo Clauton Urey, prêmio Nobel de química em 1934, e dois colaboradores detectaram, no resíduo de destilação do hidrogênio líquido, um hidrogênio mais pesado. Esse hidrogênio mais pesado, o deutério, 2H ou D, tem um nêutron junto ao próton do núcleo. Seu número atômico é o mesmo do hidrogênio normal, mais o peso é 2,0147.
Existe outro tipo de hidrogênio, o trício, 3H ou T, com dois números atômicos no núcleo, além do próton, presente em quantidades mínimas na água natural. O trício é formado continuamente nas altas camadas da atmosfera por reações induzidas por raios cósmicos.

Obtenção e aplicações:
Em pequenas quantidades, o hidrogênio é normalmente produzido pela ação do zinco sobre o ácido sulfúrico. Entre outros processos de produção industrial, cite-se a ação do vapor ou do oxigênio sobre hidrocarbonetos como o metano. Em 1783 e a segunda guerra mundial, o hidrogênio foi usado para encher balões, ainda que, no caso de dirigíveis para passageiros, o hélio tenha a vantagem de não ser inflamável. Atualmente sua principal aplicação é na síntese do amoníaco e do metanol na difusão do petróleo. Outra aplicação importante é na hidrogenização de substâncias orgânicas para produção de solventes, produtos químicos industriais e alimentos como a margarina e gordura vegetal. Em outros campos da indústria química e metalúrgica, emprega-se também o hidrogênio na fase de redução para metal.
Em outro contexto, a explosão de uma bomba de hidrogênio, também chamada termonuclear, é causada pela colisão e fusão de núcleos leves de hidrogênio, deutério e trício. A obtenção de um meio de controlar a reação de fusão pode levar a uma fonte de energia praticamente inesgotável, já que tem como combustível a água do mar, de altíssimo rendimento e grande pureza, por não gerar subprodutos.

Metais e Pedras mais caras do mundo


Pode parecer que não, mas existem muitos outros materiais tão ou mais valiosos que o ouro, prata ou pedras preciosas. A humanidade, na busca por acumular materiais e metais raros que servissem de moeda de troca por outras mercadorias, se valeu da exploração e extração destes metais até a exaustão de suas reservas desde a era dos faraós. A raridade de um metal e a beleza de uma pedra preciosa são fatores chave para determinar seu valor, que podem alcançar cifras inacreditáveis.

Os metais e materiais mais caros do mundo
Platina (93 reais por grama) – tendo suas principais jazidas localizadas no Canadá, África do Sul e Rússia, o metal branco-acinzentado é muito utilizado para a fabricação de jóias, mas sua facilidade de manipulação o faz especialmente útil na fabricação de utensílios médicos delicados, como próteses dentárias e ortopédicas.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Ouro (99 reais o grama) – um dos primeiros metais valiosos descobertos pela humanidade, o ouro foi o motivador de guerras, conquistas e foi o metal sobre o qual se montaram grandes impérios. Não é para menos: graças a sua beleza, facilidade de manipulação e resistência a ataques químicos, é usado para a fabricação de jóias e também componentes eletrônicos. E como muita gente sabe, milhares de toneladas de ouro estão guardadas em bancos centrais do mundo inteiro como lastro de valor de várias moedas correntes pelo mundo.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Ródio (115 reais por grama) – da mesma família da platina, tem aspecto brilhante, anti-reflexivo, sendo bastante usado para dar liga às jóias feitas de platina e ouro por possuir também propriedades antioxidantes. Não por acaso, essas jóias são tão caras, pois não tem uso diário que as façam ficar com aspecto envelhecido



Os metais e materiais mais caros do mundo
Plutônio (7.992 reais por grama) – muito conhecido por ser o elemento principal das bombas atômicas, o plutônio não existe em estado natural, sendo produzido a partir da bombardeamento do urânio por partículas de deutério. Sua alta concentração de energia faz dele o principal combustível  de usinas nucleares, sondas espaciais e marca-passos cardíacos.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Painite (17.900 reais por grama) – tida como a jóia mais rara do mundo , isso explicaria o elevado valor de uma pedra ainda não facetada. Sua coloração castanha-avermelhada decorre da presença incomum de ferro em seu cristal . As principais jazidas encontram-se no Sudeste Asiático.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Trítio (59.800 reais por grama) – esse gás radiotativo é uma variante do hidrogênio e o mais raro deles. Ele é usado para iniciar o processo de fissão nuclear em bombas atômicas, graças a elevada quantidade de energia contida nele. O preço elevado em razão da sua raridade poderá se reduzido quando a humanidade conseguir extrair o elemento da Lua, a maior reserva conhecida perto da Terra.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Diamante (109.600 reais por grama) – material mais duro encontrado na naturza, os diamantes estão aí desde o ano 800 antes de Cristo. Feitos de carbono puro submetido a grandes temperaturas e pressões, eles não só são utilizados para fabricar jóias como também aparecem na indústria, sendo peça fundamental de ferramentas de corte na indústria.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Califórnio (53,6 milhões por grama) – esse elemento é tão raro, que apenas quantidade ínfimas dele foram sintetizadas, pela primeira vez, na Universidade de Berkeley (Califórnia), quando foi descoberto em 1950. Os pesquisadores obtiveram o elemento a partir do bombardeamento do cúrio com partículas alfa. Usos: reatores nucleares, pesquisas de campos de petróleo e mineração de outros metais.


Os metais e materiais mais caros do mundo
Antimatéria (124,5 trilhões por grama) – não, você não leu errado. Esse valor inacreditável, correspondente ao PIB mundial de vários anos, é o valor estimado para algo que sequer foi obtido de fato. A antimatéria só foi obtida em quantidades ínfimas e por pouco tempo, mas foi o suficiente para os cientistas vislumbrarem seu uso como uma excepcional fonte de energia: um grama do elemento seria suficiente para abastecer uma cidade como São Paulo por um dia inteiro.

Maior lua de Saturno pode conter água líquida sob crosta de gelo


Dados da sonda Cassini, da agência espacial americana (Nasa), revelam que a maior lua de Saturno, Titã, contém uma camada de água líquida sob sua crosta de gelo.
A descoberta está descrita na edição desta semana da revista “Science” e dá as melhores pistas obtidas até agora sobre a estrutura interna de Titã.
Enquanto a lua orbita o planeta, os pesquisadores visualizaram um movimento de compressão e extensão, e deduziram que, se Titã fosse formada inteiramente por rochas duras, a atração gravitacional de Saturno poderia causar “marés” de no máximo 1 metro de altura. A Cassini, porém, detectou saliências de até 10 metros de altura, o que sugere que Titã não seja feita de um material inteiramente sólido.


Sonda Cassini Nasa (Foto: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute)Imagem obtida pela Cassini em 21 de maio de 2011, a uma distância de 2,3 milhões de quilômetros de Titã, mostra a principal lua de Saturno passando em frente ao planeta e a seus anéis. A sonda da Nasa flagrou movimentações em Titã ao longo de cinco anos 

Segundo o principal autor do estudo, Luciano Iess, da Universidade La Sapienza de Roma, na Itália, a detectação de grandes marés em Titã leva a uma conclusão quase inevitável de que existe um oceano escondido em suas profundezas.
O pesquisador destaca que a busca por água é uma importante meta na exploração do Sistema Solar, e agora os cientistas têm visto outro lugar onde ela pode ser abundante.
A presença de uma camada de água líquida abaixo da supercífie de Titã não é por si só um indicativo de vida. Os pesquisadores acreditam que a vida provavelmente surja quando a água líquida entra em contato com as rochas, e as atuais evidências ainda não dizem se o fundo do oceano de Titã é feito de rocha ou gelo.
Esses resultados podem ter uma grande implicação sobre a solução do mistério do armazenamento de metano no interior de Titã e de como esse gás chega até a superfície da lua. Na crosta, o metano fica instável e deve ser destruído em um espaço de tempo geológico curto.