quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NASA encontra asteroide com 140 metros que ameaça atingir a Terra em 2040


O asteróide de 140 metros possui uma chance em 625 de atingir o planeta Terra no dia 05 de fevereiro de 2040.
  A NASA identificou um novo asteroide que está ameaçando nosso planeta, de acordo com cálculos elaborados por astrônomos. Seu nome é 2011 AG5 e já atraiu a atenção de uma equipe especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para elaborar projetos, discutindo métodos de desviá-lo.
Apesar das chances serem 1 em 625 de ocorrer uma colisão, a medida que o asteróide se aproximar, este número pode variar. Segundo os cientistas, um impacto como este poderia provocar centenas de milhões de mortes, embora a humanidade consiga sobreviver ao impacto. O asteróide que eliminou os dinossauros, por exemplo, há 65 milhões de anos, possuía 14,4km em comparação com 2011 AG5 com apenas 140 metros.
Impactos de asteróides podem ter consequências devastadoras, mas a NASA rastreia os objetos do espaço, calculando os possíveis riscos de colisões e métodos de defesa. 
Os cientistas ainda não conseguiram descobrir muito sobre ele. Até o momento, os astrônomos só conseguiram identificar 50% de sua órbita, mas a partir de 2016, talvez 2013, já seja possível conseguir todas as informações detalhadas utilizado telescópios a partir da terra.
De acordo com a NASA, entre as formas de desviar o asteróide, está sendo cogitada a possibilidade de enviar uma sonda com gravidade extra, o que desviaria o asteróide ao longo de milhões de anos-luz. Outra opção seria uma sonda para colapsar contra ele, o que possivelmente teria o mesmo efeito, desde que a distância do impacto fosse milhões de km de distância da Terra.Uma última e drástica opção seria uma arma nuclear, mas ainda existe muita controvérsia devido ao fato da possível formação de grande quantidade de pedaços que causariam ainda mais danos do que apenas um único bloco sólido.
Uma das grandes preocupações dos cientistas é o asteroide Aphophis, que é do tamanho de dois campos de futebol, previsto para passar próximo da Terra em 2036. Se as previsões se
confirmarem, ele passará tão próximo do planeta que será plenamente visível em toda a Europa, África e Ásia.

Tiranossauro teve mordida mais potente de todas as criaturas, diz estudo


O tiranossauro teve a mordida mais poderosa entre todas as criaturas que já habitaram a Terra, dizem cientistas.
Estimativas anteriores a respeito da mordida deste predador pré-histórico indicavam que ela era muito mais modesta, se comparada com predadores modernos, como os jacarés.
Esta medição, baseada em um escaneamento a laser da mandíbula de um Tyrannosaurus rex, mostrou que a sua mordida era equivalente a 3 toneladas -- equivalente ao peso de um elefante.
Força da mordida do tiranossauro foi medida em laboratório (Foto: BBC)Força da mordida do tiranossauro foi medida em laboratório
As descobertas foram publicadas na revista científica 'Biology Letters'. A pesquisa foi coordenada por Karl Bates, do Laboratório de Biomecânica da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha.
Bates, junto de seu colega Peter Falkingham, da Universidade de Manchester, usou uma cópia em tamanho real do esqueleto de um tiranossauro exibido no Museu de Manchester como modelo de estudo.'Nós digitalizamos o crânio com um scanner a laser, então obtivemos um modelo 3D do crânio em nosso computador', afirmou Bates.
'Com isso, nós pudemos mapear os músculos sobre aquele crânio', explicou.
Os cientistas então reproduziram a força plena de uma mordida ao ativar os músculos para contrair totalmente, fechando as mandíbulas digitais.
'Aqueles músculos (simulados) fecharam a mandíbula como eles fariam na vida real e (...) nós medimos a força quando os dentes se encontraram', disse Bates à BBC.
'As forças máximas que nós encontramos -- nos dentes de trás -- ficaram entre 30.000 e 60.000 newtons', afirmou. 'Isto equivale a um elefante de tamanho médio sentando em você.'
Estudos anteriores estimavam que a mordida do Tyranossaurus rex tinha uma força entre 8.000 e 13.000 newtons.
Mordida de bebê
Os pesquisadores descobriram como a força da mordida do tiranossauro mudava à medida que ele crescia.

'Obviamente, com a sua cabeça ficando muito maior, há um aumento esperado na força da mordida associado a isso', afirma Bates.
Mas para o tiranossauro, a força por trás de sua mordida aumentava desproporcionalmente, muito mais do que seria esperado de um 'aumento linear contínuo', segundo o cientista.
Isto sugere que a dieta do predador mudava enquanto ele envelhecia, e que talvez somente os tiranossauros adultos pudessem morder através da dura pele de outro dinossauro.
'Eu acho que todos esperavam que o tiranossauro tivesse uma grande força na mordida, mas ela é ainda maior do que esperávamos', disse à BBC o especialista Bill Sellers, que estuda as capacidades físicas de animais vivos e extintos na Universidade de Manchester.
'E ela fica maior à medida em que ele cresce, o que é surpreendente', afirmou.
Sellers explicou que estudar os dinossauros lançou uma luz sobre os limites do que os seres vivos são capazes.
'Estes animais são extremos, um dos maiores carnívoros que já viveram', disse. 'Então isso diz muito sobre as limitações da biologia. Nós queremos saber como os organismos funcionam, mas os organismos vivos (hoje) são muito menores. E, em termos de mecânica, o tamanho é muito importante.'
O crânio do tiranossauro media cerca de 1,5 metro de comprimento e era equilibrado pela longa e pesada cauda do animal. Segundo cientistas, esses poderosos carnívoros podem ter se alimentado uns dos outros, assim como de outros dinossauros.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Virgin diz que 1º voo espacial comercial será em '2013 ou 2014'

A Virgin Galactic, parte do Virgin Group de Richard Branson, planeja realizar um voo de teste de sua primeira nave espacial fora da atmosfera terrestre neste ano, e o serviço comercial de passageiros em voos suborbitais deve ser iniciado em 2013 ou 2014, disseram executivos da empresa na segunda-feira (27).Quase 500 clientes já garantiram lugar nos voos do SpaceShipTwo, uma espaçonave que acomoda seis passageiros e dois pilotos e está sendo construída e testada pela Scaled Composites, companhia aerospacial fundada pelo projetista aeronáutico Burt Rutan mas agora controlada pela Northrop Grumman.
Os voos suborbitais, que custarão US$ 200 mil por passageiro, devem atingir altitude de 109 quilômetros, o que propiciará aos viajantes alguns minutos de gravidade zero e permitirá que vejam a Terra tendo como fundo a escuridão do espaço.
"Na área suborbital, existe muito a ser feito. Trata-se de uma área que não foi explorada nas últimas quatro décadas", disse Neil Armstrong, que era pioloto de teste do avião de pesquisa X-15 nos anos 60 antes de se tornar astronauta e liderar a primeira missão a pousar na Lua.
Turistas espaciais verão a Terra desta altitude (Foto: Divulgação)Turistas espaciais verão a Terra desta altitude 
"Há muita oportunidade", disse Armstrong aos 400 participantes da Next-Generation Suborbital Researchers Conference, em Palo Alto, Califórnia. "Espero que algumas das novas abordagens venham a se provar lucrativas e úteis. E estou seguro de que isso acontecerá".
A Virgin Galactic é a mais visível entre as empresas que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.
O SpaceShipTwo, o primeiro aparelho na frota de cinco espaçonaves que a Virgin planeja, já completou 31 testes de voo na atmosfera -- 15 deles atrelados ao WhiteKnightTwo, o avião que o transporta, e 16 em voo planado- disse William Pomerantz, vice-presidente de projetos especiais da Virgin Galactic, em palestra na conferência.
Os preparativos para os primeiros voos propelidos por foguete estão em curso no centro de montagem da Scaled Composites em Mojave, Califórnia, e o teste inicial deve acontecer neste ano.
SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço (Foto: Divulgação)SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço 
"Esperamos instalar o motor-foguete na espaçonave ainda neste ano, e começar os testes com autopropulsão", disse David Mackay, chefe dos pilotos de teste da Virgin Galactic, durante a conferência.
"Gostaríamos de ser os primeiros a fazê-lo, mas não estamos correndo contra ninguém. Não se trata de uma corrida espacial como a ocorrida na era da Guerra Fria", acrescentou.
"O intervalo entre o primeiro voo com motor e o primeiro voo espacial não será longo, e de lá para o primeiro voo comercial ao espaço tampouco deve haver muita demora", disse Pomerantz a jornalistas, mais tarde.
Ele disse que os serviços de passageiros começariam em 2013 ou 2014, a depender dos resultados dos testes de voo e outros fatores, tais como o treinamento de pilotos.

Japoneses divulgam análise de grãos colhidos no asteroide Itokawa

Cientistas japoneses analisaram cinco grãos de poeira coletados no asteroide Itokawa durante uma missão da agência espacial japonesa (Jaxa) que retornou à Terra em junho de 2010. O grupo encontrou indícios do impacto de partículas minúsculas, que deixaram marcas na superfície dos grãos.Os pesquisadores verificaram o tamanho, o formato, a mineralogia e a geoquímica dos cinco grãos. Um dos objetivos era saber como um ambiente de baixa gravidade afeta a superfície dos asteroides que habitam o Sistema Solar.
A análise revelou que o asteroide sofreu inúmeros bombardeios de partículas com, no máximo, 1 micrômetro de tamanho -- um metro dividido em um milhão de partes. O impacto gerou crateras minúsculas e a aderência de partículas à superfície dos grãos. Ao todo, os pesquisadores estudaram 914 dessas irregularidades no material coletado no asteroide.
A missão japonesa Hayabusa, que estudou de perto o asteroide Itokawa durante 24 meses, retornou à Terra em junho de 2010, após passar sete anos no espaço.
Grãos de areia repletos de partículas e crateras minúsculas. (Foto: Jaxa / Divulgação)
Grãos de areia repletos de partículas e crateras minúsculas. 

Cientistas usam fósseis para reconstruir 'pinguim gigante' de 25 milhões de anos


Ilustração do pinguim gigante Kairuku (Foto: AFP/BBC)
Ilustração do pinguim gigante Kairuku
Um pinguim enorme que está extinto há 25 milhões de anos foi 'reconstruído' a partir de fósseis encontrados na Nova Zelândia.
Os pesquisadores usaram ossos de dois grupos distintos de restos da ave pré-histórica. O esqueleto de pinguins-reis foi usado como modelos para a reconstrução.
Pinguins da espécie pré-histórica Kairuku chegavam a ter 1,2 metros de altura. Pinguins-reis têm, em média, 90 centímetros de altura. A espécie Kairuku possuía um bico alongado e nadadeiras grandes.
O trabalho da equipe de cientistas da Nova Zelândia foi publicado na revista científica 'Journal of Vertebrate Paleontology'.


'Elegante'
A reconstrução comprova que a espécie era a maior das cinco existentes na Nova Zelândia no Oligoceno -- época entre 36 milhões de anos e cerca 23 milhões de anos atrás.
Os cientistas descobriram que o formato do corpo do animal é diferente de qualquer outro pinguim achado até hoje, sejam fósseis ou espécies ainda existentes.
'O Kairuku era uma ave elegante para os padrões de pinguins, com um corpo mais esguio e longas nadadeiras, mas com membros inferiores curtos e grossos', afirma um dos autores do trabalho, Dan Ksepka, da universidade americana da Carolina do Norte.
'Se nossa reconstrução fosse feita extrapolando o tamanho das nadadeiras, o pinguim provavelmente teria quase dois metros de altura. Na verdade, ele tinha em torno de 1,2 metros.'
Há 25 milhões de anos, a Nova Zelândia era um lugar atraente para pinguins, por oferecer comida e abrigo adequados para a espécie.
A maior parte do país estava submersa na época, com apenas algumas ilhas rochosas acima da superfície, que protegiam os pinguins de possíveis predadores.
A palavra Kairuku vem do idioma maori, e pode ser traduzido como 'mergulhador que retorna com comida'.
Fósseis de pinguins maiores já foram descobertos em outras ocasiões. Restos de duas espécies extintas achadas no Peru sugerem que os animais tinham mais de 1,5 metros.

Pulsares são mais velhos do que o Universo?

Ilustração artística de um pulsar de milissegundos emissor de raios X. O material que flui da estrela companheira forma um disco ao redor da estrela de nêutrons que é truncado na borda da magnetosfera do pulsar.



Pulsares incômodos

O que faz o sucesso da ciência é uma perseguição incansável de uma concordância entre fatos e teorias.
Contudo, apesar do enorme sucesso do modelo do Big Bang, algumas observações recentes chegaram a uma conclusão incômoda: os pulsares, ou buracos negros estelares, pareciam ser mais velhos do que o Universo.
Os pulsares estão entre os corpos celestiais mais exóticos que se conhece. Eles têm um diâmetro entre 10 e 20 quilômetros, mas, nessa dimensão digna de um apagado asteroide, eles concentram uma massa equivalente à do Sol. O resultado é uma emissão de energia 100.000 vezes maior do que a do Sol.
Para se ter uma ideia, um cubo de açúcar que fosse feito com a matéria dos pulsares pesaria quase um bilhão de toneladas aqui na Terra.
Mais recentemente eles vêm incomodando muito os astrônomos: em 2010, descobriu-se um pulsar mais denso do que a teoria considerava possível. Em maio do ano passado, a Nebulosa de Caranguejo apresentou uma ejeção inédita de raios gama, que os cálculos logo mostraram se originar de um pulsar impossível de existir segundo os modelos atuais.


Pulsares de milissegundo


Uma família desses corpos celestes, chamada de pulsares de milissegundo, gira centenas de vezes por segundo ao redor do seu próprio eixo.
Desde que o primeiro deles foi descoberto, em 1982, os astrônomos já encontraram cerca de outros 200 desses pulsares, com períodos de rotação entre 1,4 e 10 milissegundos.
Essas estrelas de nêutrons fortemente magnetizadas atingem essas altíssimas frequências rotacionais acumulando massa e momento angular sugando uma estrela próxima, com a qual formam um sistema binário.
O problema é que, ao calcular a idade dos pulsares e dos restos da sua estrela companheira, os cientistas chegam à conclusão paradoxal de que eles são mais velhos do que o Universo.
Na verdade, ainda não se chegou a uma explicação razoável nem para a idade, sem para os períodos de rotação e nem para os fortíssimos campos magnéticos desses estranhos "faróis estelares". Por exemplo, o que acontece com a rotação do pulsar quando acaba a massa de sua estrela doadora? Ninguém sabia.
Agora, Thomas Tauris, do Instituto Max Planck, na Alemanha, saiu em socorro da teoria, fazendo simulações computacionais que mostram que os pulsares de milissegundo podem não ser tão velhos quanto parecia. E ele fez isso apresentando uma solução para o problema do "desligamento dos pulsares.

Desligando um pulsar

Por meio de cálculos numéricos, feitos com base na evolução estelar e no torque de acreção dos pulsares, Tauris demonstrou que os pulsares de milissegundo perdem cerca de metade da sua energia rotacional durantes os estágios finais do processo de transferência de massa de sua estrela canibalizada, antes que o pulsar acione seu processo de emissão de ondas de rádio.
O elemento mais importante do estudo é que ele demonstra como o pulsar é capaz de quebrar seu assim chamado equilíbrio rotacional.
Nessa época, a taxa de transferência de massa cai, o que faz a magnetosfera do pulsar se expandir.
O resultado é que ele começa a arremessar massa de volta ao espaço, como se fosse uma hélice, o que o faz perder energia rotacional e diminuir seu período de rotação.
Em outras palavras, é a expansão do campo magnético do pulsar que ajuda a diminuir sua velocidade de rotação.
É por isso que os pulsares que emitem ondas de rádio giram mais lentamente do que seus progenitores, os pulsares emissores de raios X, que continuam absorvendo matéria das suas estrelas doadoras.


Escondendo a idade


Além de estar em concordância com as observações, isso explicaria porque os pulsares de milissegundo dão a impressão de ser mais velhos do que os restos das anãs-brancas que eles sugam.
Isto porque sua idade é calculada com base na sua rotação, mas até agora não se conhecia essa variação na rotação induzida pela expansão do campo magnético do pulsar - o que levava a cálculos de até 15 bilhões de anos de idade para alguns pulsares, mais do que os 13,7 bilhões calculados para o Universo.
Segundo Tauris, o único "relógio" em que se pode confiar para calcular a idade desses sistemas binários são os restos da estrela companheira - mais especificamente, de sua temperatura, uma vez que ela continua quente mesmo não sendo mais capaz de queimar hidrogênio devido à perda de massa para o pulsar.
O trabalho também oferece uma explicação para a aparente inexistência de pulsares ainda mais rápidos, na faixa dos microssegundos ou menos.

Cientistas fazem mapa dos elétrons de uma única molécula

O mapa mostra a distribuição de cargas em uma única molécula de naftalocianina.



Mapa de distribuição de cargas

Pesquisadores da IBM conseguiram captar pela primeira vez imagens da distribuição das cargas elétricas em uma única molécula - essencialmente um mapa dos elétrons da molécula.
As imagens revelam detalhes de uma complexa "dança" de elétrons, mostrando a distribuição de energia entre os segmentos da molécula.
Os cientistas já haviam medido a carga elétrica e até o spin de um átomo individual, embora o que mais tenha sido comemorado tenha sido a foto de átomo neutro.
Mas a coisa é mais complicada quando se lida com moléculas, conforme a mesma equipe já havia demonstrado em 2009, quando fez a primeira "fotografia" de uma molécula individual.

Microscópio de sonda Kelvin


Fabian Mohn e seus colegas combinaram vários tipos de microscópios eletrônicos, mas demonstraram a utilidade especial de um tipo menos conhecido deles, chamado microscópio de força por sonda Kelvin (KPFM: Kelvin probe force microscopy).
Trata-se de uma variação do microscópio de força atômica, mas que não faz contato físico com a amostra que está sendo analisada.
Um braço oscilante, ou cantiléver, com uma ponta formada por uma única molécula passa sobre a amostra, que é eletricamente condutora. A diferença de potencial entre a ponta e a amostra gera um campo elétrico que pode ser medido.Assim, o microscópio não mede a carga elétrica da molécula diretamente, mas o campo elétrico gerado por essa carga. O campo é mais forte nas áreas da molécula que estão carregadas.
Áreas com cargas opostas produzem um contraste diferente porque a direção do campo elétrico se inverte - é essa diferença que gera as áreas mais claras ou mais escuras da imagem.
O material analisado na verdade era uma única molécula de naftalocianina - o sistema experimental todo inclui, além da molécula observada, uma finíssima camada isolante de sal de cozinha (NaCl), que as separa do substrato de ouro.
"Nós mostramos que a microscopia de força por sonda Kelvin pode mapear a diferença de potencial desse sistema com resolução submolecular, e nós usamos cálculos teóricos de densidade funcional para verificar que esses mapas refletem a distribuição intramolecular das cargas," afirmam os cientistas.
O microscópio eletrônico não mede a carga elétrica da molécula diretamente, mas o campo elétrico gerado por essa carga. O campo é mais forte nas áreas da molécula que estão carregadas.



Chave molecular

A naftalocianina é uma molécula que, por ficar saltando de um estado para outro sob a ação de uma carga elétrica, já está sendo estudada para o desenvolvimento de um transístor molecular.
O que os cientistas observaram foi esse "chaveamento" da molécula, em que um elétron salta de um dos seus braços para o outro, alterando a distribuição de carga da naftalocianina.
Embora seja uma pesquisa básica, a expectativa é que a melhoria das técnicas de observação de materiais em escala molecular e atômica permita o melhor entendimento de mecanismos envolvidos, por exemplo, com o desenvolvimento de melhores catalisadores e da fotossíntese artificial.
"Esta técnica poderá ajudar a fornecer insights fundamentais sobre o chaveamento de moléculas individuais e a formação de ligações [químicas], processos que normalmente são acompanhados da redistribuição de cargas no interior das moléculas ou entre moléculas," conclui o grupo.


Astrônomos encontraram ventos de 32 milhões de km/h em buraco negro da Via Láctea


Os cientistas mediram os ventos mais rápidos já observados em um buraco negro, lançando luz sobre o comportamento destes monstros cósmicos.
 Os ventos foram medidos utilizando o Chandra-X Observatory, mostrando a incrível velocidade de 32 milhões de km/h, o que representa cerca de 3% a velocidade da luz, sendo quase 10 vezes mais velozes do que qualquer outro vento já encontrado em um buraco negro.
  Buracos negros de massa estelar, que nascem do colapso de uma estrela extremamente grande, normalmente possuem de 5 a 10 vezes a massa do Sol. O buraco negro em questão é chamado de IGR J17091. Trata-se de um sistema binário em que uma estrela parecida com o Sol orbita um buraco negro. Este sistema está localizado na região central da Via Láctea, a cerca de 28 mil anos-luz da Terra.
 “É uma surpresa este pequeno buraco negro ser capaz de reunir altíssimas velocidades de ventos, que normalmente é visto só em buracos negros gigantes”, disse o co-autor do estudo Jon Miller, da Universidade de Michigan.
  Outra descoberta surpreendente do estudo é que o vento, que vem de um disco de gás em torno do buraco negro, pode estar jogando fora mais material do que o próprio buraco está engolindo.
 “Ao contrário da percepção popular de que buracos negros puxam todo tipo de material que chegue perto, nós estimamos que 95% da matéria do disco em torno deste buraco negro é expelida pelo vento”, disse Ashley King, autora da pesquisa.Ao contrário dos ventos de furacões na Terra, os ventos de IGR J17091 estão soprando em muitas direções ao mesmo tempo. Este padrão o distingue de um jato, no qual o material flui em feixes focalizados perpendicular ao disco do buraco negro, muitas vezes, próximos da velocidade da luz.
 Os astrônomos acreditam que os campos magnéticos dos discos de acreção dos buracos negros são responsáveis pela produção de ambos os ventos e jatos. Características dos campos magnéticos e a taxa de material que cai no buraco negro é, provavelmente, o que causa a produção de ventos para todos os lados ou jatos, afirmam os cientistas.

Quinteto de Stephan: 5 galáxias “encurraladas” em um canto do Universo correm risco de colisão



Com todo o espaço existente no Universo, é de se estranhar que 5 galáxias “briguem” por um lugar.
  Esta imagem impressiona astrônomos por mostrar 5 galáxias que parecem estar encurraladas, como se brigassem por espaço ou estivessem próximas de colidirem. Esta aproximação demasiada não é algo bom, para nenhuma delas. Uma colisão deste tipo, em alta velocidade, espalharia gás, poeira e intensa radiação para todo lado, destruindo estrelas.
  Geralmente, quando galáxias são vistas amontoadas umas sobre as outras, existe uma ilusão de óptica. No caso da foto, as galáxias estão milhões de anos-luz de distância uma das outras.
Nesta imagem é possível observar com mais detalhes a interação entre as galáxias.

Há cinco galáxias na imagem – os dois pontos brilhantes amarelados quase ao centro são duas galáxias distintas. As duas formam o que os cientistas chamam de grupo de galáxia compacta. Elas foram chamadas originalmente de Quinteto de Stephan, a NASA explica:
 “Elas estão a 300 milhões de anos-luz de distância da Terra e apenas 4 destas 5 galáxias estão realmente presas em uma dança cósmica de repetidos encontrados íntimos. As galáxias NGC 7319, 7318A, 7318B e 7317 se interagem, podendo formar loops distorcidos e caudas devido a influência de marés gravitacionais. Mas a galáxia que predomina com brilho azulado, a NGC 7320, está mais perto de nós, com apenas 40 milhões de anos-luz, não fazendo parte desta interação”.Colisões em altas velocidades não são comuns entre galáxias. Nestes eventos, estrelas são rasgadas e uma imensa quantidade de gás cósmico é expulso para todos os lados do espaço. A “carnificina intergaláctica” pode ocorrer se a NGC 7318B cair no centro do grupo, em uma velocidade de milhões de quilômetros por hora.
 De acordo com as informações liberadas pela NASA, uma colisão como essa formaria uma nova galáxia com mais de 100 aglomerados de estrelas, cada qual composta de milhões de estrelas.


Ondas de rádio emitidas por humanos estão a 1,88 quatrilhão de km da Terra


 Desde a invenção do rádio, mais de um século atrás, o homem transmitiu ondas para o espaço na esperança que alienígenas em nossa vizinhança pudessem ouvir.
  No entanto, apesar das ondas terem viajado 200 anos-luz para todas as direções, elas precisam viajar mais 118.800 anos luz para que toda a Via Láctea possa “escutar” o som emitido.Na foto, o pequeno ponto amarelo é a Terra. É possível observar o pequeno caminho que as ondas de rádio percorreram desde 1895 e quando consideramos que existem bilhões de galáxias no Universo, a busca por vida extraterrestre usando este método certamente é algo muito improvável. 
 Apesar disso, esta distância não é pouca coisa. Levando em conta que, na velocidade da luz, poderíamos pousar em Marte com apenas 4 minutos. Um ano-luz tem 9,4 trilhões de quilômetros, logo as ondas de rádio que os humanos emitiram desde a primeira transmissão estão a 1 quatrilhão e 880 trilhões de km de distância.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por que os astronautas anseiam por comida picante no espaço?


Uma coisa inusitada acontece depois de alguns dias que você está no espaço.
Os alimentos que você gostou tanto um dia, de repente, não têm o gosto tão bom. Neste momento, os astronautas começam a comer coisas picantes, mesmo que não percebam. Mas qual o motivo disso?
  A resposta não é muito complexa: as pessoas “perdem” seu sentido do olfato no espaço. Os astronautas têm relatado que a comida não tem gosto logo depois de alguns dias que você chega a Estação Espacial Internacional.
O café torna-se amargo, perde-se a noção de azedo e doce e todas as pessoas do local começam a comer alimentos com algo picante, com bastante molho.Ninguém sabe ao certo o motivo dos astronautas perderem a capacidade de sentirem o cheiro dos alimentos, mas uma teoria sugere que uma vez que você começa a viver em um ambiente de gravidade zero, seus fluidos corporais são “bagunçados”.
Uma pessoa que antes só andava em pé, agora pode andar do jeito que quiser, até mesmo de cabeça para baixo. Isso de alguma forma mexe com o corpo, deixando a pessoa constantemente congestionada, diminuindo assim a capacidade de sentir odores.
A pimenta entra neste processo com um papel muito importante, devido ao seu poder picante. A capsaicina (princípio ativo das pimentas) age como vasodilatadora, permitindo a pessoa sentir melhor odores e sabores.

Cientistas capturam 1ª imagem de emissão de energia em molécula


Imagem da distribuição de carga por uma molécula (Foto: IBM Research/BBC)
Imagem da distribuição de carga por uma moléculaPesquisadores conseguiram captar pela primeira vez imagens da distribuição de carga em uma única molécula, com detalhes de uma complexa 'dança' de elétrons em pequenas escalas.
Cargas em átomos únicos já foram medidas em outras ocasiões, mas a captura de imagens do fenômeno em uma molécula complexa é algo mais difícil.
A técnica pioneira pode permitir que se observe diversos processos de transferência de carga que são comuns na natureza.
A pesquisa do grupo IBM Research, de Zurique, na Suíça, foi publicada nesta semana na revista científica Nature Nanotechnology.
A mesma equipe foi responsável por medir pela primeira vez a carga de átomos únicos, e também por fazer a primeira imagem de uma molécula única. A nova pesquisa é uma extensão dos dois trabalhos anteriores.
No entanto, uma técnica diferente foi usada, chamada de microscopia por sonda Kelvin - uma variação de uma técnica de microscopia que permitiu que se fizesse a primeira imagem molecular, em 2009.
Os cientistas usam uma barra com apenas bilionésimos de metros de largura, cuja ponta é formada por apenas uma molécula. A barra, chamada de cantiléver, é carregada com uma pequena voltagem e aproximada de uma molécula maior, em formato de xis.
Quando ocorre a aproximação, a cantiléver começa a se mexer, revelando onde os elétrons estão na molécula.
Na molécula usada - de naphthalocyanine, em inglês - os átomos de hidrogênio trocam de posição, e os elétrons migram de um braço do 'xis' para o outro.
Com a técnica, os cientistas conseguiram observar a troca na distribuição de carga.
Ao combinar o método com outras técnicas mais tradicionais, os cientistas acreditam que poderão fazer novas descobertas no mundo da nanotecnologia.
'Será possível investigar no nível molecular único como a carga se redistribui quando elos químicos individuais são formados entre átomos e moléculas em superfícies', afirma um dos autores do estudo, o cientista Fabian Mohn.
'Isso é essencial para construir aparelhos de escala atômica ou molecular.'

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Imagem mostra detalhes da estrela Eta Carinae que está próxima da "morte"



A imagem captada mostra com detalhes e bastante nitidez uma estrela pré-moribunda, de acordo com a NASA.
A estrela ainda não “morreu”, mas esta é sua despedida (como os cientistas costumam brincar). Este último estágio é uma espécie de canção final. A explosão foi observada pela primeira vez no século 19.
Muito em breve (e isso pode durar pouco tempo ou milhares de anos), esta imagem não será nada comparada a monstruosa explosão que irá acontecer, transformando-se em uma supernova. Quando uma estrela explode em supernova, seu brilho é tão grande que brilha no céu mais do que qualquer outra estrela.
A câmera de alta resolução Advanced Camera for Surveys do Hubble, certamente não existirá quando o grande evento acontecer, talvez nem os humanos existam até lá. Mas a NASA garante que, se existirem humanos na Terra quando a estrela explodir, “será uma visão impressionante para quem estiver no nosso planeta”, afirma a Agência Espacial Norte Americana em um comunicado oficial.
A imagem foi divulgada ao mundo ontem, dia 24 de fevereiro, mostrando um sistema binário da estrela Eta Carinae. Há quase 200 anos, tornou-se a mais brilhante no céu, ultrapassando o brilho da estrela Sirius que está quase mil vezes mais próxima de nós. Isso durou até 1843. Nos próximos 20 anos após o estonteante brilho ela ficou totalmente invisível a olho nu.
Nos anos seguintes, Eta Carinae variava muito de brilho e nunca chegou novamente ao seu pico do ano de 1843. O Telescópio Hubble captou uma nova imagem da estrela, mostrando que neste sistema binário, a maior das estrelas do Sistema Eta Carinae está instável, próxima de seu fim. Os astrônomos chamam estes eventos de “supernova impostora”, pois as explosões param antes que a estrela seja destruída.Embora os astrônomos do século 19 não possuíssem poderosos telescópios, era possível ver as explosões da estrela com detalhes, e seus efeitos naquela época são estudados até hoje. As enormes nuvens de matéria que ela expulsou há quase 200 anos são chamadas de Nebulosa de Homunculus. São, aproximadamente, 500 vezes maiores que todo o Sistema Solar e são estudas pelo Hubble desde o dia de seu lançamento.
A nova imagem captada mostra que, como ela não conseguiu expulsar seu material de forma uniforma, formou uma estrutura diferente, como um grande haltere de musculação.
Eta Carinae não é só interessante por causa de seu passado, mas também pelo seu futuro. É uma das estrelas mais próximas da Terra e é cotada a explodir em supernova em breve – mesmo que o ‘breve’ em padrões astronômicos possa significar 1 milhão de anos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Será que os 160 bilhões de planetas da Via Láctea são parecidos com a Terra?


As últimas pesquisas astronômicas sugerem que existem, pelo menos, 160 bilhões de planetas extrasolares na Via Láctea. Será que isso significa que temos bilhões de mundos potencialmente habitáveis em nossa galáxia?
  Seguido dessa pergunta, vem outra: será que boa parte deles são realmente parecidos com a Terra? Essas perguntas estão sendo feitas por uma equipe internacional de astrônomos, que buscam respondê-las com provas. Enquanto nós ainda só descobrimos um punhado de planetas rochosos – embora esse número aumente constantemente – podemos olhar para a composição das nuvens de poeira e gás em sistemas solares jovens para observar se aglutinam em planetas.
Ao olhar para os primórdios destes jovens sistemas planetários, os astrônomos podem fazer suposições perspicazes sobre como planetas como a Terra acabam se formando.
  Segundo os cientistas, existem duas razões químicas essenciais que determinam a composição final dos planetas “terrestres” e, por extensão, a sua aptidão em suportar a vida. O primeiro é a relação de carbono e oxigênio. Enquanto as composições da Terra, Marte, Vênus possuem oxigênio, planetas com baixíssimas taxas desse gás vital para nós e rico em carbono, podem resultar nos chamados “planetas de diamante”. A transferência de calor de tais planetas seria tão rápido que seu interior congelaria, tornando a vida impossível em mundos tão diferentes.
  Outra perspectiva é que o planeta candidato tenha magnésio e silício. A Terra tem uma grande quantidade dos dois elementos – o silício um pouco mais. Mas planetas com uma diferença muito grande entre esses dois elementos, contendo uma elevada taxa de silício, levaria a diferentes composições mineralógicas no interior do planeta, formando tipos radicalmente diferentes de placas tectônicas, causando problemas na atmosfera com atividades vulcânicas intensas, o que seria menos propício à vida, para não dizer totalmente impossível.
Pesquisadores dizem que, para abrigar a vida como conhecemos, um planeta não deve apenas conter uma atmosfera parecida com a Terra, mas também uma similaridade com a composição interna.
Os membros da equipe Garik Israelian, responsáveis por entender essas questões, deram um comunicado: “Não pode haver bilhões de planetas como a Terra no Universo, mas a grande maioria deles pode ter uma estrutura interna totalmente diferente da nossa. Planetas em construção são quimicamente diferentes de ambientes não-solares (o que é algo muito comum no Universo), podendo levar à formação de mundos estranhos, muito diferentes do nosso. A quantidade de substâncias radioativas e alguns elementos refratários, especialmente o silício, podem ter implicações drásticas para processos planetários, como a influência nas placas tectônicas e atividades vulcânicas inadequadas”.Este trabalho científico ainda está em seu estágio inicial, por isso não podemos dizer com certeza o percentual de planetas rochosos que são parecidos com a Terra. A chave será descobrir a abundância média destes elementos em diferentes galáxias em incontáveis sistemas solares.
Mas isso não é uma tarefa fácil – agora, tudo o que os cientistas podem dizer com certeza é que parece haver variação gigantesca entre diferentes sistemas solares, com alguns índices que caracterizam carbono/ oxigênio e magnésio/ silício, que são combinações perfeitas para procurar em sistemas solares, e quem sabe, em planetas exóticos.
Parece que nossa galáxia é capaz de variedades inimagináveis, e encontrar um planeta muito parecido com a Terra pode ser mais difícil do que a humanidade espera.

Cientistas cultivam planta a partir de sementes de 30 mil anos


Sementes vegetais preservadas no gelo por 30 mil anos foram recuperadas e cultivadas no Instituto de Biofísica Celular da Academia de Ciências da Rússia. O resultado do experimento foi exibido nesta sexta-feira (24). (Foto: Denis Sinyakov / Reuters)Sementes vegetais preservadas no gelo por 30 mil anos foram recuperadas e cultivadas no Instituto de Biofísica Celular da Academia de Ciências da Rússia. O resultado do experimento foi exibido nesta sexta-feira (24). 
Sementes pertencem à espécie Silene stenophylla, uma planta com flor. Foram encontradas em uma toca de esquilo da Era do Gelo, em águas congeladas do rio Kolyma, na Sibéria. O material pode ajudar os cientistas a reviver outras espécies, de acordo com a imprensa local.  (Foto: Denis Sinyakov / Reuters)Sementes pertencem à espécie Silene stenophylla, uma planta com flor. Foram encontradas em uma toca de esquilo da Era do Gelo, em águas congeladas do rio Kolyma, na Sibéria. O material pode ajudar os cientistas a reviver outras espécies, de acordo com a imprensa local. 

Nasa descobre pela 1ª vez moléculas de carbono em estado sólido


O telescópio espacial Spitzer, da Nasa, detectou a forma sólida das buckyballs no espaço pela primeira vez. Foto: Nasa/JPL-Caltech/DivulgaçãoO telescópio espacial Spitzer, da Nasa, detectou a forma sólida das buckyballs no espaço pela primeira vez

Astrônomos da Nasa, a agência espacial americana, descobriram pela primeira vez esferas microscópicas de carbono em estado sólido, encontradas antes somente em forma de gás no espaço. As moléculas sólidas de carbono são chamadas de buckyballs e foram identificadas por meio de dados de do telescópio espacial Spitzer.
Os cientistas acreditam que estas são as maiores moléculas presentes no espaço. Compostas de 60 átomos de carbono arranjados em uma esfera oca, tal como uma bola de futebol, elas foram obtidas pela primeira vez em laboratório há 25 anos.
No espaço, o primeiro reconhecimento se deu por meio do Spitzer em 2010, mas sob forma de gás. O telescópio identificou as moléculas em uma série de diferentes ambientes cósmicos e foi capaz de encontrar as moléculas em quantidades assombrosas - o equivalente em massa a 15 luas da Terra -, na galáxia Pequena Nuvem de Magalhães.
A recente descoberta das buckyballs significa que grandes quantidades destas moléculas devem estar presentes em alguns ambientes estelares para se ligar e formar partículas sólidas. "Esse resultado sugere que as buckyballs são ainda mais difundidas no espaço do que os resultados anteriores mostraram", disse Mike Werner, cientista do projeto Spitzer, da Nasa. "Elas podem ser uma importante forma de carbono, um elemento essencial para a vida por todo o cosmo", afirmou.
As moléculas receberam este nome pela semelhança da criação do arquiteto Buckminster Fuller, que foi o idealizador do domo geodésico - estrutura que possui círculos interligados na superfície de uma esfera parcial

Monumento egípcio de 250 t é reerguido no templo de Amenófis III


Pesa 250 t e estava submerso na água a 3 m de profundidade, mas isso não impediu que o monumento egípcio chamado colosso de Mêmnon já esteja de pé, como suas duas estátuas irmãs, no templo de Amenófis III, no sul do Egito. Uma equipe de arqueólogos dirigidos pelo espanhol Miguel Ángel López acaba de erguer o corpo desta imponente obra localizada na margem ocidental do Rio Nilo, próxima ao Vale dos Reis.

Em declarações à Agência Efe, López explicou que a estátua representa o faraó Amenófis III e foi derrubada por um terremoto há mais de 3,2 mil anos em um terreno muito instável, argiloso e coberto de água. Não era fácil resgatar nesse cenário essa figura de quartzito de 15 m de altura, e por isso o monumento foi levantado com o auxílio de colchões de ar comprimido. "É como os que usam os bombeiros nos resgates quando um avião cai no mar ou um trem sai dos trilhos", exemplificou o especialista, narrando como foram introduzindo esses colchões pouco a pouco debaixo da estátua até desclocá-la cerca de 20 m de seu lugar.
Uma vez localizado o lugar exato onde estava a base da estátua e colocado o suporte adequado, chegou o momento de recolocar o colosso, um trabalho do qual participaram 300 operários, que empregaram polias "ao mais puro estilo faraônico", segundo López. "O mais complicado foi pôr a escultura no solo, já que estava totalmente gretada, e por isso foi um sucesso total que não tenha quebrado nada com tanta pressão", destacou este especialista em estruturas colossais.
O arqueólogo considerou que seus nove anos de trabalho neste projeto - iniciado em 1998 pela armênia Hourig Sourouzian - representaram um "grande desafio", que pensa em seguir alimentando com as novas peças que estão em processo de recuperação. "Agora vou restaurar um pé que pesa 14 t", declarou um entusiasmado López, detalhando que depois colocará outras partes da anatomia do colosso como os joelhos, o tronco e a cabeça.
O terceiro colosso de Mêmnon se encontra no segundo pilar dos três que integram o templo fúnebre de Amenófis III, chamado por seus construtores de "A casa de milhões de anos". Na parte dianteira estão suas duas célebres estátuas irmãs, à vista dos turistas, embora falte recuperar outras três figuras de dimensões menores.
Construído durante a época de maior esplendor da civilização faraônica, este templo estava composto por três pátios, um peristilo, uma sala hipóstila e um santuário, com uma longitude total de 500 m. Amenófis III foi filho do rei Tutmés IV e pertenceu à XVIII dinastia, que governou o Egito de 1554 a 1304 a.C. e localizou sua capital em Tebas, onde consolidou a supremacia egípcia na Babilônia e na Assíria. O nome do colosso faz alusão, no entanto, a quem os gregos chamaram rei Mêmnon, um monarca da Etiópia que lutou na guerra de Tróia para defendê-la.
Conta a lenda que o colosso norte do primeiro pilar cantava e tinha poderes relacionados com o oráculo dos deuses, mas o arqueólogo espanhol já antecipou que a última estátua erguida não conta com esses mesmos "dons".Segundo López, "o colosso que canta" tinha uma rachadura que fazia com que, com as mudanças bruscas de temperatura, os blocos de pedra chocassem-se entre eles e emitissem um chiado."Na estátua que levantamos não há essas fendas", comentou o arqueólogo, que se prepara agora para a inauguração oficial do monumento no próximo dia 1º de março. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nasa divulga imagem de dunas marcianas de aparência estranha


Uma imagem fornecida pela Nasa (agência espacial americana) na última quarta-feira (22) indica como a aparência das dunas que se encontram no polo Norte de Marte pode ser bizarra --e bem diferente das que existem na Terra.
A imagem, tirada durante ao período equivalente à primavera, mostra dunas e solo que ainda estão cobertos pelo gelo originado na estação anterior.
Dunas que ficam no norte de Marte apresentam pontos pretos que são formados por jatos de areia escura
Dunas que ficam no norte de Marte apresentam pontos pretos que são formados por jatos de areia escura
Os peculiares pontos escuros são formados por pequenos jatos de areia negra e poeira da superfície que são expelidos pelo processo de aquecimento da área.
Esses pontos escuros desaparecem no local entre as dunas e o chão. Isso se deve porque o solo, apesar da mudança da estação, continua frio de uma maneira uniformizada. O mesmo não ocorre com a areia escura.

Objeto que caiu do céu no MA seria tanque de foguete, diz Marcos Pontes


Objeto metálico foi encontrado após moradores ouvirem barulho (Foto: Max Mauro Garreto/Arquivo Pessoal)
Objeto foi encontrado após moradores ouvirem
barulho
Um objeto que caiu do céu e assustou moradores de duas cidades do Maranhão na quarta-feira de Cinzas é provavelmente um tanque de um foguete utilizado para lançar satélites ao espaço, afirmou ao G1 o astronauta brasileiro Marcos Pontes.
O globo metálico foi encontrado por moradores de um povoado de Anapurus, a 280 km de São Luís, onde caiu a 6 metros de uma casa. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que vai investigar a origem do objeto.
O G1 consultou especialistas em engenharia aeroespacial que afirmam haver grande possibilidade de a peça ser lixo espacial, assim como um pesquisador espacial ouvido pela agência russa Ria Novosti. Um centro de estudos espaciais americano previa a reentrada de um fragmento de foguete no dia 22 de fevereiro na atmosfera terrestre, próximo ao local onde a peça foi encontrada.
Segundo Pontes, que viu as imagens, "pelo tamanho, pelo aspecto, parece um tipo de um balão, um reservatório de algum tipo de combustível para controle de atitude [posição] de foguete ou de satélite", avalia o primeiro brasileiro a viajar para o espaço, em março de 2006. "Foguete é mais provável ainda. É a possibilidade mais plausível."Segundo Pontes, "os tanques de nitrogênio [material usado para movimentar as válvulas de controle de combustível para foguetes de propulsão líquida] quase todos têm esse formato. Um globo é o mais lógico para manter pressão alta, como uma bolha de sabão, que fica esférica, com pressão para todos os lados. É a melhor forma de distribuição de energia", explica.
A Aeronáutica informou na tarde desta sexta-feira (24) que técnicos do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, foram até o local buscar a peça.
Alvoroço
O objeto, encontrado por um morador do povoado de Moraes, provocou alvoroço também entre os 10 mil habitantes de Mata Rosa, município vizinho. José Valdir Mendes, 46 anos, afirmou que a peça, do tamanho de um botijão de gás, com mais ou menos 30 kg, é oca e deixou um buraco de cerca de 1 metro em seu quintal.

“Escutei o barulho, tremeu até a perna. Fui olhar o que era. Pensei que era um avião que tinha caído, ou um terremoto”, contou. “Foi um alvoroço enorme aqui. Alguns com medo e receio com aquela história de 2012. Outros dizendo que era ‘alien’. Mas creio que é uma peça de satélite que caiu do espaço mesmo”, afirmou o professor Max Mauro Garreto, 25, morador de Mata Roma.ovo de coruja? Uma bola de um gol perdido do jogador Deivid ou um pênalti batido por Elano na Copa América? Alguns reclamaram ainda que o objeto errou o alvo e deveria ter caído em Brasília e muitos têm a mesma opinião de especialistas: seria um tanque de combustível de um foguete.
Lixo espacial
A agência de notícias russa Ria Novosti repercutiu o caso nesta sexta (24) e, segundo um especialista ouvido, a peça pertenceria a um foguete da família Ariane do consórcio espacial europeu Arianespace, responsável também pelo russo Soyuz e o italiano Vega. O foguete é lançado da base de Kuru, na Guiana Francesa, para colocar satélites em órbita.

A informação foi divulgada no site em francês da agência, que entrevistou o pesquisador espacial Igor Lissov. "Pode-se afirmar com alto grau de probabilidade que o balão esférico descoberto no estado do Maranhão é um fragmento do terceiro estágio do lançador europeu Ariane-4 lançado em 1997 do centro espacial de Kourou", disse Lissov. Segundo ele, comunicados entre pesquisadores norte-americanos confirmam a informação.
Trajetória.
A possibilidade de a peça pertencer a um foguete se explica, segundo Marcos Pontes, também pelo local onde o objeto metálico caiu e pelo estado em que foi encontrado. "A trajetória dele fica mais para o norte, ou seja, a peça teoricamente cairia no meio do oceano Atlântico. Seria mais provável. Mas pela proximidade, pode até ser de ele chegar por ali, no Maranhão", diz Pontes.

Além disso, explica ele, o foguete "sai do zero e passa por diferentes velocidades na atmosfera". "Esses objetos que estão no espaço em órbitas baixas, com o tempo vão perdendo velocidade e começam a reentrar. Sendo de um foguete, ele teria menos chance de queimar totalmente nessa entrada."
Tanque de combustível do Ariane 5 (Foto: Divulgação/Formtech)
Tanque de combustível do Ariane 5
No Brasil, especialistas em engenharia aeroespacial afirmam que é difícil ter certeza absoluta sobre a origem da peça, mas que se trata, pelas circunstâncias, de lixo espacial. Segundo o coronel aviador da reserva Sebastião Gilberti Maia Cavali, que foi chefe da Divisão de Projeto Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica, não é uma peça de avião.
“De avião não é. Há várias hipóteses de ser um lixo espacial. É um reservatório de alguma coisa, de combustível, isso é certeza. Pode ser um lixo espacial de satélite ou de foguete, ou também podia estar em um balão, pode ter caído de algum outro equipamento”, diz.
De acordo com a Agência Espacial Europeia, os foguetes Ariane possuem tanques de combustível de titânio com um propelente chamado Hidrazina (N2H4). A imagem à esquerda é de um tanque do Ariane 5, um foguete que substituiu o Ariane 4. O G1 entrou em contato com a Arianespace para saber se a peça pertence ao foguete, mas ainda não obteve retorno.
O astronauta brasileiro afirma que a hidrazina é um dos combustíveis utilizados em propulsão mais fina, de foguetes pequenos, e poderia estar presente na esfera encontrada. "Mas é improvável, porque essa substância é usada geralmente só no espaço para mudar nesses foguetes. Se fosse, seria extremamente tóxica. Se quem mexeu não começou a ter reações sérias na pele em 15 minutos, provavelmente não é."
Local de queda
Segundo um centro de estudos americano especializado em lixo espacial, havia previsão de que fragmentos do foguete Ariane 4 readentrassem a atmosfera terrestre no dia 22 de fevereiro às 5h22 (horário de Brasília de verão) em qualquer um dos pontos nas linhas azul e amarela do mapa:

Segundo o centro de estudos americano especializado em lixo espacial, havia previsão de que fragmentos do foguete Ariane 4 readentrassem a atmosfera terrestre no dia 22 de fevereiro às 5h22 (horário de Brasília de verão)  (Foto: Reprodução/Center For Orbital and Reentry Debris Studies)Linha mostra pontos prováveis em que peça teria readentrado a atmosfera terrestre
A Nasa possui um programa específico de monitoramento do lixo espacial e um manual em seu site alertando sobre esse tipo de material . Segundo a agência, existem hoje milhares de objetos orbitando em torno da Terra e outros milhões muito pequenos para serem rastreados, uma verdadeira poluição espacial. A grande maioria se deteriora ao retornar à atmosfera, outros objetos, não.No Brasil, outra bola metálica caiu no município de Montividiu, em Goiás, em março de 2008, a 150 metros de uma casa. Dias depois, outro objeto despencou do céu, dessa vez na Austrália. E em dezembro de 2011, uma esfera caiu em uma região desabitada na Namíbia, país no sul da África.
Segundo a agência espacial americana, porém, a chance de ser atingido por um desses objetos de uma em um trilhão.
Esfera metálica que caiu no sudeste da África, segundo a Nasa (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)Esfera metálica que caiu no sudeste da África 
Em janeiro de 2001, o motor de titânio do PAM-D, um módulo assistente de lançamento do foguete Delta 2, readentrou a atmosfera e caiu na Arábia Saudita (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)
Em janeiro de 2001, o motor de titânio do PAM-D, um módulo assistente de lançamento do foguete Delta 2, readentrou a atmosfera e caiu na Arábia Saudita 

Acelerador de partículas é reativado em busca da origem da matéria


O Grande Colisor de Hádrons (LHC), acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), voltou a ser acionado, após mais de dois meses de parada técnica. Com a reativação, mais de 5 mil cientistas darão início à etapa decisiva na busca do "Bóson de Higgs", uma partícula elementar que explicaria a origem da matéria.
"Os aceleradores estão sendo reativados, mas os primeiros feixes de prótons não serão injetados no LHC até meados de março e as colisões continuarão até o fim deste mês", confirmou nesta sexta-feira (24) o porta-voz do Cern, James Gillies.
A injeção de prótons será feita em um primeiro acelerador menor e mais antigo. Lá as partículas vão adquirir energia e ganhar velocidade para passar a um acelerador maior, tudo antes de chegar com toda potência (mais de 99,9% da velocidade da luz) ao LHC, explicou um dos responsáveis do centro de controle do grande acelerador, Mirko Pojer.
Uma das instalações do Grande Colisor de Hádrons (LHC), megatúnel para colidir partículas (Foto: Andrew Strickland / cortesia Cern 7-8-2010)Instalações do Grande Colisor de Hádrons (LHC), megatúnel para colidir partículas 
Uma vez que os prótons chegarem ao LHC, a metade deles fará sua trajetória em uma direção e os demais seguirão no sentido oposto para começarem a colidir no fim de março.
Para isso acontecer, os ímãs supracondutores do LHC deverão ser esfriados a uma temperatura de 271 graus Celsius negativos -- a temperatura mais baixa conhecida no Universo é de cerca de 273 graus Celsius negativos.
No total, serão injetados 2,8 mil pacotes de partículas no LHC, com conteúdo de 115 bilhões de prótons cada, que circularão a uma energia de 4 TeV (teraeletronvolts), 0,5 TeV a mais do que estava previsto."A energia da colisão dos prótons equivale ao choque de um grande avião na velocidade de aterrissagem, ou seja, cerca de 150 km/h", comparou Pojer.
No entanto, dado o reduzido tamanho dos prótons, a probabilidade de choque é pequena, o que explica a necessidade de injetar no acelerador grandes quantidades de partículas.
Os milhares de físicos que trabalham no Cern esperam que as colisões entre prótons a energias tão elevadas façam surgir novas partículas cuja existência está apenas na teoria.
É o caso do Bóson de Higgs, sobre a qual repousam as bases do modelo padrão da física e que é, por enquanto, a única hipótese disponível sobre uma questão tão fundamental como a origem da matéria.
Os responsáveis pelo Cern garantiram que neste ano terão resultados conclusivos sobre a existência ou não de "Higgs". Os pesquisadores do centro de pesquisas europeu acreditam ter visto sinais da partícula durante as medições e análises de dados realizados durante 2011.
O LHC, um anel de 27 quilômetros de circunferência localizado entre 50 e 150 metros abaixo da terra, conta com quatro detectores.
Desses, dois -- conhecidos como Atlas e CMS -- estão dedicados a buscar novas partículas como a de Higgs ao mesmo tempo, mas de maneira independente.
Nos próximos meses, nenhuma nova descoberta será anunciada até que uma dessas experiências alcance um grau de comprovação quase absoluta ou equivalente a uma possibilidade em 1 milhão que possa ter algum erro, disse o físico Steven Goldfarb, coordenador de divulgação e educação do detector Atlas.
Se isso ocorre, o outro detector servirá para contrastar o resultado e corroborar os dados obtidos. Goldfarb lembrou que entre 1999 e 2000, em uma experiência conhecida como "Aleph", os cientistas pensaram ter encontrado a partícula de Higgs, mas outros três experimentos que eram desenvolvidos paralelamente descartaram a descoberta.
"Isto é como tirar dados. Pode ocorrer que o mesmo número saia seis vezes seguidas e seria emocionante, mas existe uma probabilidade estatística que isto ocorra, e ali mora a armadilha", comentou.
A cientista espanhola Silva Goy, que trabalha no detector CMS, tem a mesma opinião. Ela disse queo observado até agora pode ser uma "oscilação estatística" e que o desafio é chegar a um nível de probabilidade que permita eliminar esse risco.
Com o valor de energia que será utilizada neste ano, o volume de dados obtidos chegará aos "15 femtobarn inverso (Fv-1)", considerada suficiente para alcançar um resultado final.
Espera-se que até a próxima grande conferência de física, no início de julho na Austrália, os cientistas do Cern já tenham reunido mais dados do que em todo o ano de 2011 sobre o experimento para apresentá-los à comunidade científica.

Neutrinos mais rápidos que a luz foram resultado de experiência falha


A medição do neutrino que viajou a uma velocidade maior do que a da luz pode ter sido provocada por um erro técnico, informa o site da revista "Science".
A falha estaria em uma má conexão entre um GPS e um computador que são usados para calcular a velocidade com que a partícula percorreu os 730 km que separam a Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália.
Em 22 de setembro de 2011, a equipe Ópera anunciou que alguns neutrinos haviam feito o trajeto em 60 nanossegundos a menos do que a velocidade da luz.
O anúncio da descoberta causou uma certa agitação no meio científico porque sugeriu que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea.
Pelo Twitter, a Cern postou que identificou dois possíveis efeitos que levaram a uma diferença de medição. Um deles poderia superestimar a velocidade e o outro, subestimar. Por isso, a organização disse que novos experimentos serão retomados em maio.
Os cientistas que trabalham no Icarus, outro projeto do Gran Sasso --um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália--, argumentam em novembro de 2011 que suas mensurações da energia dos neutrinos contradiziam a leitura dos colegas.
Pesquisadores dizem que neutrino viaja mais rápido do que a luz
Pesquisadores dizem que neutrino viaja mais rápido do que a luz

Calor fez primeiros cavalos surgirem com o tamanho de cachorros


Quando os cavalos surgiram, há mais de 50 milhões de anos, nas florestas da América do Norte, eles eram do tamanho de cachorros -- pesavam, em média, 5,6 kg. Foram as mudanças de temperatura que os transformaram nos grandes animais que conhecemos hoje, segundo uma pesquisa publicada na edição desta sexta-feira (24) pela revista “Science”.
Ilustração compara o 'Sifrhippus', à direita, com o cavalo moderno (Foto: Danielle Byerley, Museu de História Natural da Flórida)Ilustração compara o 'Sifrhippus', à direita, com o cavalo moderno (Foto: Danielle Byerley, Museu de História Natural da Flórida)
O Sifrhippus, como é chamado esse cavalo pré-histórico, viveu em um tempo em que a Terra tinha condições meteorológicas muito diferentes -- ela era bem mais quente. O auge da temperatura foi uma fase conhecida como "máximo térmico do paleoceno-eoceno". Em cerca de 175 mil anos, a temperatura subiu mais de cinco graus Celsius.
Uma Terra mais quente é uma Terra também com recursos mais escassos. Para se adaptar, um terço dos mamíferos diminuíram de tamanho.Isso também aconteceu com o cavalo, que ficou ainda menor quando passou por essa era. Nos primeiros 130 mil anos dessa era, chegou a ter menos de 4 kg -- como um pequeno gato de estimação.
Quando a Terra começou a esfriar novamente, nos últimos 45 mil anos, o cavalo voltou a crescer e chegou a atingir 6,8 kg no fim do período. Era o começo do estirão que o levaria ao tamanho atual.
“Isso tem implicações, potencialmente, para o que podemos esperar ver no próximo século ou dois, pelo menos com alguns modelos climáticos que prevêem que o aquecimento será de até quatro graus Celsius nos próximos cem anos”, afirmou Ross Secord, da Universidade de Nebraska, em Lincoln, nos EUA, um dos autores do estudo.

Pesquisa encontra gravura rupestre mais antiga das Américas em MG


Pesquisadores encontraram em Minas Gerais a gravura rupestre mais antiga das Américas. O desenho esculpido na pedra foi feito há, pelo menos, 10,5 mil anos, e pode ter até 12 mil anos de idade.
Segundo os autores do estudo, há outros vestígios de gravuras no Piauí, nos EUA e na Argentina, mas a descoberta "é a mais antiga prova indiscutível de arte em rochas nas Américas".
A descoberta foi feita no sítio arqueológico de Lapa do Santo, no município de Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na mesma região, foi encontrado o esqueleto de “Luzia”, que está entre os mais antigos vestígios humanos das Américas.
À esquerda, a gravura rupestre original, esculpida na Lapa do Santo. À direita, um desenho que reproduz a figura com fidelidade (Foto: Reprodução/PLoS ONE)
À esquerda, a gravura rupestre original, esculpida na Lapa do Santo. À direita, um desenho que reproduz a figura com fidelidade 
A gravura representa um homem com a cabeça em formato de “C”, mãos com três dedos e um pênis de tamanho exagerado. A figura tem aproximadamente 30 cm de altura e 20 cm de largura. Desenhos no mesmo estilo também são encontrados em outros sítios arqueológicos não só em Minas Gerais, mas também no Nordeste.
A medição da idade da gravura foi feita de duas maneiras diferentes. Paralelamente, os pesquisadores analisaram restos de carvão usados em fogueiras, acumulados em volta da imagem, e grãos de rochas disponíveis na própria figura.
A pesquisa foi liderada por Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP), e assinada por outros três cientistas brasileiros e um americano. Os resultados foram publicado pela revista científica “PLoS One”.

Imagem em ultravioleta mostra erupção solar

A imagem combina observações de vários instrumentos para mostrar o início de uma erupção solar. No processo, uma grande nuvem de partículas é liberada no espaço durante um período de dez horas. A imagem em laranja é o Sol visto pela luz ultravioleta. À direita, um filamento é expelido. A imagem em verde é uma combinação com a observação feita pelo coronógrafo COR1, um aparelho projetado para estudar a coroa solar (Foto: ESA/Nasa/Soho)
A imagem combina observações de vários instrumentos para mostrar o início de uma erupção solar. No processo, uma grande nuvem de partículas é liberada no espaço durante um período de dez horas, nos dias 9 e 10 de fevereiro. A imagem em laranja é o Sol visto pela luz ultravioleta. À direita, um filamento é expelido. A imagem em verde é uma combinação com a observação feita pelo coronógrafo COR1, um aparelho projetado para estudar a coroa solar.

Qual o motivo de existir pouco lítio no Universo? A resposta pode estar nos axions


Depois de hidrogênio e hélio, o lítio é o elemento mais leve e mais simples do Universo.
Segundo pesquisas, ele deveria ter sido formado logo após o Big Bang, mas os dados mostram uma grande falta de lítio no espaço. A explicação pode apontar para um candidato improvável: a matéria escura.
A explicação que conduz para a criação dos elementos mais leves no início do Universo é conhecida como Nucleossíntese do Big Bang. Como explica um artigo da Physics World, a idéia é que o Universo primordial era uma sopa espessa de prótons e nêutrons superaquecidos. Essas duas partículas começaram a montar núcleos atômicos, criando isótopos do hidrogênio, o deutério, bem como isótopos de hélio e lítio. Os elétrons entraram em cena quando as temperaturas caíram, e a fosforescência deste processo é o que hoje conhecemos como radiação cósmica de fundo.
Há apenas um problema com essa idéia – as observações da CMB sugerem que não há lítio suficiente. Na verdade, há apenas cerca de 1/3 do que deveria existir, o que caracteriza um “buraco” na hipótese proposta de modo satisfatório. Para preencher essa lacuna, os físicos da Universidade da Flórida, liberados por Pierre Sikivie, estão estudando uma partícula hipotética chamada “axion”, que há muito tem sido discutida sobre o fato de ser muito leve, e que mal interagiria com a matéria.
Se o axion existir – o que não existe prova para afirmar – então, algumas de suas propriedades menos reconhecidas poderiam realmente ser colocadas em uso, para explicar a discrepância de lítio.
Sikivie e seus colegas destacam que o axion pode formar um condensado de Bose-Einstein – uma fase da matéria formada por bósons em baixíssimas temperaturas. Tais condensados contêm partículas que caem em seu menor estado de energia, e são conhecidas por ocorrerem em baixas densidades em gases a temperaturas próximas do zero absoluto.
É uma possibilidade interessante tentar desvendar o mistério do lítio, sem contar que alguns pesquisadores mencionam a candidatura do axion como sendo a própria matéria escura. Basicamente, para resolver o problema do lítio utilizando como explicação os axions, você estará criando dois problemas completamente novos. A presença de axions causaria níveis de deutério, em quantidades maiores que Bose-Einstein, então você estaria negociando essencialmente uma discrepância ainda maior.Além disso, o número de tipos de neutrinos teria de aumentar dos atuais 3 ou 4 para cerca de 7, se este trabalho estiver correto. Segundo a Physics World, os cientistas reconhecem esses dois problemas, mas eles também apontam para o fato de que a Agência Espacial Europeia, através do Observatório Espacial Plank, esta medindo o número de neutrinos, o que sugere que teremos uma nova ordem e classificação no próximo ano.
Se o número de neutrinos passar para 7, talvez seja necessário dar uma olhada mais profunda sobre a teoria dos axions relacionado-os com a escassez de lítio no espaço.

Bactéria da atmosfera encontrada em rio britânico pode ser a nova fonte de energia mundial


Este tipo de bactéria normalmente é encontrado em órbita acima da Terra. Surpreendentemente, foram encontradas em um rio britânico – são cotadas como uma nova fonte de energia para o mundo.
Os organismos misteriosos foram encontrados na foz do Rio Wear, em Sunderlad, podendo gerar eletricidade quando usadas em uma bateria especial, chamada de célula de combustível microbial.
O Bacillus stratosphericus – geralmente é encontrado a 32 km acima da Terra – acredita-se que foram trazidos à superfície por ciclismo atmosférico, o que provoca aumento de evaporação de água na estratosfera e, em seguida, caem novamente.
É uma forma particular de bactéria potente, que podem ser utilizadas em células para converter resíduos de rios em sua alimentação. Eles possuem o dobro de potencial de liberação de energia elétrica, comparada com outras bactérias da superfície. Os cientistas da Newcastle Universty acreditam que elas poderiam ser colhidas e usadas em países em desenvolvimento como dispositivo útil de energia.
Dentro dessa célula especial, os organismos produziriam dióxido de carbono, prótons e elétrons quando fossem mantidos em solução sem oxigênio. O estudo foi publicado no jornal American Chemical Society Science, na área de tecnologia ambiental, encabeçado pelo professor Burgess de biotecnologia marinha.Encontrar B. stratosphericus foi uma grande surpresa. Elas demonstram potencial para o futuro. Há bilhões de micróbios que podem ter potencial de geração de energia”, comentou o professor.
Os pesquisadores selecionaram as melhores linhagens deste tipo de bactéria, mostrando que conseguem gerar 200 watts por metro cúbico. Embora ainda seja relativamente uma baixa quantidade de energia, isso seria o suficiente para fornecer uma fonte de luz em locais onde não existe energia elétrica.
A utilização de micróbios pode gerar eletricidade em um novo conceito de tratamento de águas residuais em estações de depuração.