terça-feira, 29 de novembro de 2011

Descobertas revelam um espaço borbulhante ao redor da Terra


Vácuo borbulhante
O espaço ao redor da Terra é tudo, menos um vácuo estéril.
A área ao nosso redor possui um verdadeiro "borbulhar" de campos elétricos e magnéticos, que mudam o tempo todo.
Partículas carregadas também fluem constantemente, movimentando energias, criando correntes elétricas e produzindo as auroras.
Muitas destas partículas originam-se do vento solar, mas algumas áreas são dominadas por partículas de uma fonte mais local: a própria atmosfera da Terra, que é lenta, mas continuamente, "sugada" para o espaço.
Nanossatélites
Este novo mundo de partículas e correntes elétricas e magnéticas está sendo revelado pela missão FASTSAT, da NASA, uma plataforma para lançamentos de nanossatélites.
Neste estudo, que ainda não se encerrou, foram usados três experimentos que foram ao espaço a bordo do satélite científico: MINI-ME (Miniature Imager for Neutral Ionospheric Atoms and Magnetospheric Electrons), PISA (Plasma Impedance Spectrum Analyzer) e AMPERE (Active Magnetosphere and Planetary Electrodynamics Response Experiment)
Para cada evento bem definido, os cientistas comparam as observações dos diversos instrumentos.
Os eventos mostram um retrato detalhado desta região que agora se sabe ser muito dinâmica, com uma série de fenômenos inter-relacionados e simultâneos - como o fluxo de partículas e de corrente elétrica.
"Nós estamos vendo estruturas que são bastante consistentes em vários instrumentos", diz Michael Collier no Centro Goddard, da NASA. "Nós colocamos todas essas observações em conjunto e elas estão nos contando uma história que é muito maior do que a soma das partes."
Perda da atmosfera
Ao contrário do hidrogênio mais quente que vem do sol, a atmosfera superior da Terra geralmente supre íons de oxigênio mais frios, que são ejetados ao longo das linhas de campo magnético da Terra.
Esta "saída de íons" ocorre continuamente, mas é especialmente forte durante períodos em que há mais atividade solar, tais como erupções solares e ejeções de massa coronal, que são expelidas pelo Sol e se movem em direção à Terra.
Essa atividade suga íons de oxigênio da atmosfera superior da Terra, particularmente em regiões onde as auroras são mais fortes.
"Os íons pesados que fluem da Terra podem funcionar como um freio, ou um amortecedor, sobre a entrada de energia do vento solar," explica Doug Rowland, coordenador do instrumento PISA.
"O fluxo também indica modos pelos quais os planetas podem perder suas atmosferas - algo que acontece devagar na Terra, mas mais rapidamente em planetas menores, com campos magnéticos mais fracos, como Marte," diz Rowland.
No decorrer da pesquisa, os dados permitirão aos cientistas determinar de onde vêm os íons que saem da Terra, o que os move e como sua intensidade varia de acordo com a atividade solar.




Empresa cria lâmpada ecológica que utiliza bactérias para produzir luz

 

 Hoje, grande parte das empresas se preocupa em criar produtos "amigos" do meio ambiente. Agora, a Philips desenvolveu um conceito de lâmpada que utiliza uma grande colônia de bactérias para produzir energia. A novidade pode ser vista no site oficial da empresa.

O projeto, chamado de Bio-Light, usa diferentes tecnologias biológicas para criar efeitos de luz no ambiente. O conceito explora a capacidade de luminescência de bactérias que são alimentadas com metano e materiais compostos. Simultaneamente, a matriz do aparelho pode ser preenchida com proteínas fluorescentes, que então emitem diferentes frequências de luz.

O design também traz elementos modernos: a lâmpada tem uma parede de vidro em forma de células, própria para abrigar colônias bacterianas. Cada uma delas é conectada a finos tubos de silicone por onde o metano e os materiais compostos são conduzidos até os micro-organismos vivos, alimentando-os. Para alimentar cada uma das colônias e manter a produção de energia, a Philips sugere que o metano seja recolhido do processo de trituração de alimentos, como os vegetais, por exemplo.

Talvez o grande diferencial seja o fato do dispositivo dispensar o uso de fios ou energia elétrica, já que a natureza viva do material pode oferecer possibilidades interessantes para a produção de novas fontes de energia renovável. No entanto, o conceito apresentado pela companhia ainda não é capaz de substituir totalmente a iluminação artificial.

A empresa acredita que o projeto também possa ser utilizado como indicador noturno nas pistas de estradas e rodovias, além de monitorar o status de doenças como a diabetes, indicar diagnósticos médicos e marcar sinais de emergência em locais de pouca iluminação.

A Bio-Light faz parte da linha Microbial Home Design, que visa tornar a vida doméstica mais sustentável e renovável. Ainda não se sabe quando o aparelho estará disponível no mercado.


Reprodução Philips Bio-Light

Americano usa matemática para identificar foto digital retocada

 

 

Um professor americano de Ciências da Informática criou, com a ajuda de um aluno, uma fórmula matemática para descobrir fotografias retocadas digitalmente.
A reportagem, publicada na segunda-feira pela revista "PNAS", explica a recente controvérsia gerada pela alteração de fotos digitais publicadas nos meios de comunicação. De acordo com a Associação Médica Americana, elas podem contribuir para gerar expectativas pouco realistas da imagem corporal.
Para detectar essas imagens trucadas, o professor Farid Hany, do Departamento de Ciências da Informática do Dartmouth College, e o aluno de doutorado Eric Kee projetaram um método que permite calcular com precisão em que medida as imagens foram retocadas.
Em um primeiro teste, utilizaram mais de 450 fotos originais que, posteriormente, receberam um retoque e foram publicadas em meios de comunicação digitais. A partir daí, estabeleceram oito critérios geométricos e fotométricos comuns a todas elas.
Posteriormente, eles combinaram todos os parâmetros em cada par de fotos, com o objetivo de determinar o grau no qual as imagens tinham sido manipuladas.
Além disso, perguntaram a mais de 350 pessoas que comparassem o mesmo par de fotos e as classificassem em uma escala de 1 (muito similar) a 5 (muito diferentes).
Os pesquisadores incorporaram estes resultados à fórmula para obter uma média de retoque por cada par de fotos.
Os efeitos adversos a longo prazo na saúde pública de retocar de maneira inadequada as imagens publicadas levaram alguns países a considerar a identificação obrigatória para as fotos retocadas.
Segundo os autores do estudo, além de ser um método quantitativo para avaliar as alterações digitais de fotografias, sua fórmula também pode servir como elemento de dissuasão contra o retoque extremo.
Amazônia perde em outubro área igual a 240 'Ibirapueras', diz Inpe

 O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 52% no mês de outubro em relação a setembro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sediado em São José dos Campos (SP).
De acordo com levantamento, realizado pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que utiliza imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação no bioma, em outubro deste ano uma área de 385,56 km² de floresta foi derrubada, equivalente a 240 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em setembro, perdeu-se 253,8 km² de floresta.
Comparado ao mesmo período do ano passado, o ritmo de degradação na Amazônia praticamente não se alterou, registrando uma leve queda. Segundo o Deter, no mesmo mês de 2010 o desmate foi de 388,86 km².
Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )Desmatamento e queimada registrados no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 385 km² em outubro de 2011. Já o estado foi resposável por derrubar cerca de 19 km² de floresta
Estados
Segundo o Inpe, pela primeira vez no ano o estado de Rondônia aparece como a região que mais desmatou a floresta, com 128,59 km², área equivalente a sete vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, localizada em Pernambuco.
Atrás de Rondônia vem o Pará, responsável por derrubar 119,39 km² de floresta, seguido do Mato Grosso, com 98,08 km². O estado do Amazonas aparece na quarta posição, com o desmate de 18,93 km². Em outubro, os satélites não conseguiram visualizar 17% da região de floresta devido à alta densidade de nuvens.
De janeiro a outubro deste ano, a floresta amazônica perdeu uma área de 2.221 km² de floresta, quase duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
Cientistas revelam como parasita da malária sobrevive no sangue

 Cientistas britânicos e franceses desvendaram como os parasitas responsáveis pela malária sobrevivem na corrente sanguínea dos pacientes. Eles descobriram que os micro-organismos utilizam enzimas chamadas quinases para poder se alimentar. O trabalho foi descrito na publicação online "Nature Communications".
Agora, uma nova possibilidade de terapia poderá focar no bloqueio dessas substâncias no sangue, o que mataria os causadores da doença.
A malária é causada pelo parasita Plasmodium, um protozoário transmitido pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. A doença afeta mais de 225 milhões de pessoas no mundo, gerando 800 mil mortes por ano. A maior parte dos óbitos acontece entre crianças africanas.
O problema é tamanho que um menino ou menina naquele continente morrem a cada 45 segundos. Na África, a malária é responsável por 20% do total de óbitos infantis.
Os pesquisadores agora tentam encontrar formas de produzir novos medicamentos que possam bloquear a produção de quinases. Ligados ao Instituto Nacional Francês de Pesquisa Médica (Inserm) e à Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, os cientistas acreditam que o estudo pode ser decisivo no combate à malária.
Para os professores Tobin e Doerig, ambos integrantes do trabalho, conhecer o papel das quinases para a sobrevivência dos parasitas pode ser o método mais eficiente de ajudar a erradicar uma doença especialmente perigosa entre as nações mais pobres do mundo.
Os especialistas alertam para o fato do Plasmodium ter facilidade para desenvolver resistência a terapias com remédios, mesmo para os medicamentos de ponta no combate à malária. Eles acreditam que "desviar" o foco dos tratamentos convencionais e se concentrar em drogas que diminuam os níveis de quinase no sangue é a melhor tática para evitar a resistência dos protozoários.

 Uma das espécies do 'Anopheles', que ataca as populações indianas e paquistanesas. (Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images)
 Exemplar de 'Anopheles stephensi', mosquito que
ataca as populações indianas e paquistanesas
Holanda monta megaoperação para transferir orca de avião até a Espanha


Uma megaoperação foi montada na madrugada desta terça-feira (29) durante a transferência da orca Morgan da Holanda para as Canárias, na Espanha. O animal deixou o Dolfinarium Harderwijk, um dos parque de animais marinhos mais importante do mundo e localizado em Harderwijk, e seria levado de avião para um jardim zoológico de Tenerife, nas Canárias.
A baleia, que pesa cerca de 1,4 tonelada, foi colocada em um contêiner e içada por um guindaste antes de ser levada de caminhão, com escolta policial, até o aeroporto de Amsterdã. De acordo com o biólogo marinho Brad Andrews, o mamífero aquático estava tranquilo e nenhum tipo de sedativo foi injetado. Antes da mudança, o animal passou por 16 simulações da transferência.
A orca Morgan é transferido para a Espanha (Foto: Marco Hofste/Dolfinarium/AP)A orca Morgan é içada até um caminhão que a transportaria direto para o aeroporto Schiphol, em Amsterdã.
Polêmica
A mudança de local da orca Morgan foi polêmica e a operação realizada nesta madrugada só foi possível a partir de uma decisão judicial. O animal foi localizado doente no mar do Wadden (norte da Holanda) em 2010 e desde então se recuperava no parque holandês.
O julgamento em Amsterdã, ocorrido na semana passada, deu sinal verde à decisão do governo de enviar a orca para Tenerife, pois as instalações do aquário eram pequenas. Um grupo de ativistas recorreu da decisão pedindo que o animal fosse devolvido ao mar, mas não obtiveram sucesso.
No zoológico espanhol, Morgan deve se adaptar às novas companhias por meio da bioacústica, uma técnica que consiste em emitir sons gravados.
*Com informações da EFE, da Associated Press e da France Presse
A orca Morgan é transferida para a Espanha (Foto: Bas Czerwinski/AP)O mamífero aquático seguiria em um voo até a Espanha, onde passará a viver em um zoológico das Canárias
OMM aponta 2011 como ano mais quente com ocorrência de La Niña


O ano de 2011 será o mais quente com a ocorrência do fenômeno La Niña já registrado, aponta relatório preliminar lançado nesta terça-feira (29) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM, na sigla em inglês), ligada à ONU.
O documento foi apresentado na Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 17), em Durban, na África do Sul.
“ La Niña tem um efeito de resfriamento. Ainda assim, 2011 aparece como o 10º ano mais quente já registrado “, explicou o vice-secretário-geral do organismo, Jerry Lengoasa. La Niña é um evento climático cíclico em que as temperaturas superficiais do Oceano Pacífico caem. A temperatura do ar na altura da superfície do solo e do mar, nos primeiros dez meses de 2011, ficou 0,41 grau acima da média registrada no planeta entre 1961-1990.
Enchentes Missouri 2 (Foto: Lane Hickenbottom / Reuters)Enchente no estado americano do Missouri. (Foto: Lane Hickenbottom / Reuters)
 
 
Este ano deve ficar entre os dez mais quentes de que se tem registro. Assim, dos 15 anos mais quentes conhecidos, 13 ocorreram entre 1997 e 2011.
Outro sinal de que este ano não fugiu da tendência de aquecimento do planeta é que a calota polar ártica teve seu segundo menor tamanho já registrado durante o verão boreal. Na mínima deste ano, em setembro, havia 35% menos gelo na região ártica do que na média dos anos 1979-2000. “Vai haver uma perda significativa, não dá para dizer completa, mas signifitcativa”, respondeu Lengoasa ao ser quetionado sobre um possível desaparecimento total do gelo no norte do planeta.
Os anos em que ocorre La Niña costumam ser mais frios que aqueles que o precedem e seguem. Este padrão se repetiu em 2011, que está sendo mais frio que o ano passado, mas já num patamar acima do que se registrava anteriormente.
As enchentes do Rio de Janeiro foram consideradas o pior “evento único” deste ano no relatório da OMM, pela sua alta letalidade, causando a morte de centenas de pessoas em poucos dias.
“O Brasil registrou este ano grande quantidade de deslizamentos, que mataram muitas pessoas. Foi um dos piores desastres de causas naturais que o país já teve. Isso se deve ao aumento das chuvas. E claro que, com esse aumento, se esses eventos de grande precipitação continuarem como uma tendência, as pessoas mais vulneráveis estarão mais expostas”, disse ao G1. “Não só no Brasil. Houve outras partes atingidas por enchentes na América do Sul, como o Equador”, ressaltou.
Jerry Lengoasa vê como preocupante a situação das pessoas mais expostas aos fenômenos climáticos. (Foto: Dennis Barbosa/G1)Jerry Lengoasa vê como preocupante a situação das pessoas mais expostas aos fenômenos climáticos.
Outros eventos climáticos severos foram registrados ao redor do planeta este ano, como a grave seca no leste da África e as enchentes no Sudeste Asiático. Os Estados Unidos perderam mais de US$ 1 bilhão em 14 ocorrências meteorológicas extremas, como seca no sul, incluindo o estado do Texas, e enchentes no norte, aponta a OMM. O país teve ainda uma grande quantidade de tornados. Em maio, no estado de Missouri, foram 157 mortes causadas pelos ventos, no tornado mais letal desde 1947.
O Canadá registrou algumas de suas piores enchentes também, indica a OMM
Q que é la niña? 

O fenômeno La Niña, que é oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma “piscina de águas frias” nesse oceano. À semelhança do El Niño, porém apresentando uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fenômeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento climático. Nele, os ventos alísios mostram-se mais intensos que o habitual (média climatológica) e as águas mais frias, que caracterizam o fenômeno, estendem-se numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do Equador desde a costa peruana até aproximadamente 180 graus de longitude no Pacífico Central. Observa-se, ainda, uma intensificação da pressão atmosférica no Pacífico Central e Oriental em relação à pressão no Pacífico Ocidental.
A velocidade dos ventos aumenta a intensidade da Célula de Walker, isto provoca mais chuva no Sudeste Asiático e no norte daOceania e secas na costa oeste da América do Sul, pois impede a convecção do ar.
Outros nomes como "El Viejo" ou "anti-El Niño" também foram usados para se referir a este resfriamento, mas o termo La Niña ganhou mais popularidade. Os principais efeitos de episódios do La Niña observados sobre o Brasil são:
  • Passagens rápidas de frentes frias sobre a Região Sul;
  • Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre a Região Sudeste, durante o inverno;
  • Chegada das frentes frias até a Região Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas; * Tendência às chuvas abundantes no norte e leste da Amazônia; Possibilidade de chuvas acima da média sobre a região semi-árida do Nordeste do Brasil;
  • Chuvas muito acima da média no leste dos estados da Região Sul, estiagem no Oeste destes estados e no Paraguai.
Em geral, um episódio La Niña começa a desenvolver-se em um certo ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, vindo a dissipar-se em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar até dois anos. Sua intensidade é tão forte que os episódios La Niña permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias até à Região Nordeste notadamente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas, e na Região Norte principalmente Rondônia e Acre.Consequências

Consequências

Entre os meses de Dezembro e Fevereiro:
  • Aumento das chuvas na região nordeste do Brasil; principalmente no setor norte, a qual corresponde os estados do Maranhão, Piauí, Ceará e oeste do Rio Grande do Norte
  • Temperaturas abaixo do normal para o verão, na região sudeste do Brasil;
  • Aumento do frio na costa oeste dos Estados Unidos;
  • Aumento das chuvas na costa leste da Ásia;
  • Aumento do frio no Japão.
Entre os meses de Junho e Agosto:
  • Inverno árido na região sul e sudeste do Brasil;
  • Aumento do calor na costa oeste da América do Sul;
  • Frio e chuvas na região do Caribe (América Central);
  • Aumento das temperaturas altas na região leste da Austrália;
  • Aumento das temperaturas e chuvas na região leste da Ásia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uso de biocombustível em aviões provoca polêmica no México


A indústria da aviação do México está começando a usar biocombustíveis em seus tanques. Aviões da AeroMexico que fazem a rota entre a Costa Rica e a capital mexicana já usam uma mistura de combustíveis fósseis e outros à base de mamona. 
O esforço é uma tentativa de antecipar o setor à escassez dos combustíveis fósseis prevista para as próximas décadas e de tornar a indústria mais ecológica.
No Estado de Chiapas, no sul do país, agricultores receberam estímulo do governo local para produzir a mamona usada como biocombustível. Eles afirmam que concretizar o projeto tem sido um desafio. Chiapas é uma das regiões mais pobres do México.
Para alguns ambientalistas, no entanto, a alternativa usada pela indústria da aviação do México não é a mais ecológica. Eles reclamam que grande parte da água que poderia ser usada em lavouras de alimentos está sendo usada agora para produção da mamona, que não é comestível. No longo prazo, isso encareceria os preços dos alimentos e aumentaria a fome, segundo eles.
Apesar da pesquisa com combustíveis alternativos, que reduzem a quantidade de emissões de CO2 na atmosfera, ambientalistas alegam que a água utilizada para plantações voltadas à produção desse produto poderia ser aplicada na produção de alimentos (Foto: BBC)Apesar da pesquisa com combustíveis alternativos, que reduzem a quantidade de emissões de CO2 na atmosfera, ambientalistas alegam que a água utilizada em plantações voltadas à produção do biocombustível poderia ser aplicada na geração de alimentos (Foto: BBC
Pode faltar alimento para abastecer população mundial até 2050, diz ONU


A rápida expansão populacional, a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira (28).
Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.
A introdução da agricultura intensiva nas últimas décadas ajudou a alimentar milhões de famintos, mas muitas vezes levou à degradação da terra e dos produtos hídricos, segundo a FAO.
"Esses sistemas em risco podem simplesmente não ser capazes de contribuir conforme o esperado para atender às demandas humanas até 2050", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. "As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis. Ações paliativas precisam ser tomadas agora."
Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)
Degradação do solo
Segundo o relatório, intitulado "Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura", um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8% está moderadamente degradada, 36% ligeiramente degradada ou estável e apenas 10% está apresentou alguma melhora.
A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.
De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana. Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida (370 milhões de pessoas).
Para que a fome e a insegurança alimentar recuem, a produção de alimentos precisaria crescer num nível superior ao da população. Isso, acrescenta o relatório, teria de ocorrer principalmente nas áreas já utilizadas para a agricultura, com um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água.

domingo, 27 de novembro de 2011

Como funciona a Via Láctea parte 2
Como funciona a Via Láctea
Astronautas fazem foto das camadas da atmosfera da Terra

 A Nasa divulgou neste sábado (26) uma imagem feita em 31 de julho por astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional. A fotografia mostra as últimas camadas da atmosfera terrestre, e, também, a Lua.
O brilho alaranjado é a troposfera, a parte mais baixa e densa da atmosfera, onde nós vivemos. A faixa marrom é conhecida como "tropopausa", uma área de transição até a camada branca acinzentada da estratosfera. As últimas camadas, mesosfera, termosfera e exosfera estão no azul que se espalha até o preto do espaço aberto.
Fotografia feita pelos astronautas a bordo da ISS (Foto: Earth Observatory/Nasa)Fotografia feita pelos astronautas a bordo da ISS

sábado, 26 de novembro de 2011

Nasa lança foguete de US$ 2,5 bi em busca de vida em Marte

 

O foguete propulsor foi lançado às 13h02 (do horário de Brasília) da plataforma 41 na Estação da Força Aérea na Flórida. O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) chegará ao planeta vermelho em agosto de 2012.
Dois minutos depois da partida, em uma manhã nublada sobre Cabo Canaveral, e quando o projétil alcançava 7.778 km/h, se desprendeu o primeiro segmento do foguete propulsor.
Depois que se desprendeu o segundo segmento, a cápsula que contém a sonda "Curiosity" disparou a mais de 24 mil km/h para sua travessia de 9,65 milhões de km nos próximos oito meses e meio com destino à cratera de Gale, em Marte.
Curisosity
O robô Curiosity pesa 1 t e tem 3 m de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água.
O Laboratório Científico de Marte conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida.
Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.
O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens. Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.
Assista o lançamento do jipe-robo Curiosity ao vivo na Nasa tv

http://www.nasa.gov/multimedia/nasatv/index.html

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Arqueólogos encontram anzol mais antigo da história 


Arqueólogos australianos divulgaram ter encontrado o que acreditam ser os anzóis mais antigos já descobertos, em uma caverna ao norte do Timor Leste. As imagens foram apresentadas na edição desta sexta-feira (24) da revista “Science”.
Os anzóis foram feitos de concha. Um deles tem aproximadamente 11 mil anos, segundo as análises. O outro, entre 16 mil e 23 mil anos.
Anzol de 11 mil anos encontrado no Timor Leste (Foto: Cortesia/Susan O'Connor)Anzol de 11 mil anos encontrado no Timor Leste
Além deles, foram encontrados 38 mil ossos de peixes, de atum a tubarões e arraias. Alguns com idade de 42 mil anos. Boa parte deles, de espécies de mar aberto, que não ficavam perto da costa.
O achado indica que a humanidade já pescava longe das praias bem antes do que os cientistas imaginavam. Os registros mais antigos até agora datavam de 5,5 mil anos atrás, mais ou menos a mesma época do início da agricultura na região.
Nova missão da Nasa a Marte é de alto risco, adverte especialista


O astrônomo britânico que líderou uma missão fracassada a Marte, a Beagle 2, disse ao programa Material World da BBC Radio 4 que a nova missão americana ao Planeta Vermelho, o Mars Science Laboratory, é de altíssimo risco.
Colin Pillinger, professor de Ciências Planetárias da Open University da Grã-Bretanha, comentou que nesta sexta-feira, dia marcado para o lançamento da nova missão americana, o clima entre seus colegas na Nasa deve ser de preocupação.
Desde a década de 1960, dezenas de missões robóticas foram direcionadas a Marte, com o intuito de coletar informações sobre as condições do planeta e sua história, além de abrir caminho para uma possível missão tripulada.
A maior parte dessas missões fracassou, levando cientistas a ponderar, brincando, sobre a existência de um grande diabo galáctico que se alimentaria de sondas enviadas a Marte. Outros falam da "maldição" do Planeta Vermelho.
Fobos-Grunt
O caso mais recente de missão fracassada a Marte - ou quase fracassada, já que os cientistas ainda estão tentando salvá-la - foi o lançamento da sonda russa Phobos-Grunt, no dia 9 de novembro.
Apesar de ter sido lançada com sucesso, os cientistas russos não conseguiram colocar a nave na direção correta (seu destino seria uma das luas de Marte) e a missão está presa na órbita da Terra.
Depois de duas semanas de tentativas, a Agência Espacial Europeia conseguiu estabelecer contato com a sonda.
Agora, a agência europeia está trabalhando com cientistas russos para identificar o problema da sonda e consertar seu motor. "Eles não conseguem dar ignição no motor", disse Pillinger. "As baterias da nave estão acabando e uma vez que isso aconteça, será o fim da missão."
Ele explicou que o caso da missão liderada por ele, a Beagle 2, lançada em 2003, foi diferente: "A Beagle chegou a Marte mas foi na descida que o problema aconteceu. A descida é sempre a fase mais difícil."
Pillinger disse que o grande desafio em missões como essas não é necessariamente a distância. "Podemos ir muito mais longe. Hoje mesmo estávamos discutindo a possibilidade de irmos às luas do planeta gigante (Júpiter) para reexaminar Europa e buscar evidências de vida lá."
Pillinger explicou que quanto mais longe vai uma missão espacial, mais falhas acontecem. "Cada uma dessas falhas, se você não consegue resolver o problema, significa o fim da missão", explicou.
A estratégia usada pelos cientistas é criar duplicatas de cada sistema. Quando um aparelho falha, o outro assume seu lugar.
"Você constrói as naves com a maior quantidade de sistemas duplicados possível, mas há um limite, porque quanto mais você constrói, maior e mais complicada fica a nave", diz ele.
"O problema da Beagle é que ela tinha tão pouca massa que não podíamos construir nenhum sistema duplicado", observa. "No caso da Phobos-Grunt, eles tinham alguns sistemas duplicados, mas não tinham um sistema duplicado na área de telecomunicações da nave."
Sonda Curiosity
Nessa sexta-feira, os americanos estão lançando a missão Mars Science Laboratory, cuja estrela é a imensa sonda Curiosity. Pillinger disse que a missão enfrenta agora riscos muito altos.
"A Nasa descobriu no passado que é um risco alto aterrissar em Marte, e a maioria dos êxitos alcançados foram situações onde havia duas naves duplicando o sistema inteiro", disse. "Assim, se uma dá errado, eles aprendem com isso e asseguram que a outra tem melhores chances."
"Eles estão preparados para fazer isso com as últimas sondas que enviaram a Marte. Eles esperavam aterrissar a Spirit em uma parte mais tranquila de Marte na antecipação de que aprenderiam mais com essa missão para depois lançarem a Opportunity a um ponto geológico mais interessante. No final, as duas quebraram", explica.
Na verdade, a sonda Opportunity não quebrou. Depois de cerca de sete anos explorando Marte, ela se prepara para enfrentar o rigoroso inverno marciano e os cientistas da Nasa não acreditam que a sonda sobreviva ao frio extremo.
Experimento arriscado
"Dois terços das missões fracassam", disse Pillinger. Quanto às chances de sucesso da nova missão americana, Pillinger hesitou em arriscar um palpite.
"As chances são tão boas quanto os engenheiros puderem assegurar. Você testa, testa e testa e nunca lança algo que não tenha chances de sucesso", disse
Pillinger contou que a nova missão é um grande experimento. "Eles vão testar um novo sistema de aterrissagem."
"A Curiosity é do tamanho de um carro pequeno, o maior veículo já lançado. Já a Beagle 2 era do tamanho de uma roda de carro", observa.
"Na Beagle, nós usamos um sistema em que a nave é embalada com sacos cheios de gás e acoplada a um paraquedas. Quando ela toca o chão, ela joga os sacos fora e vai embora", disse.
"Dessa vez, eles vão sobrevoar o local e baixar o veículo com cabos. Quando a sonda tocar o chão, vão cortar os cabos", explica. "É um grande experimento, e de alto risco. Eles têm uma chance única de sucesso."
"Alguns engenheiros da Nasa devem estar extremamente preocupados, mas devem estar também confiantes de que fizeram o melhor possível", disse.
Vida em Marte
O grande tamanho da sonda Curiosity se deve ao fato de que ela não será movida a energia solar. O robô é munido de um gerador radioativo que lhe fornece energia constantemente, permitindo que ele viaje para mais longe e mais rapidamente.
E enquanto explora Marte, o robô estará procurando respostas para a pergunta que há muito tempo os cientistas tentam responder: haveria sinais de vida no Planeta Vermelho?
"Eles vão fazer experimentos que vão contribuir muito nessa direção", disse Pillinger. "Está carregando exatamente os instrumentos que eu teria escolhido."
Conheça o jipe robô que a Nasa manda para Marte no sábado

Britânico toca Beethoven para elefantes cegos na Tailândia


Um britânico de 50 anos arrastou um piano para uma montanha da Tailândia com o objetivo de tocar Beethoven para elefantes cegos. O feito foi registrado em vídeo, que já conta com mais de 12 mil acessos no YouTube.
De acordo com o jornal "Mail Online", Paul Barton conseguiu realizar um projeto que sonhava há muitos anos quando sentou atrás de seu piano, a poucos metros de distância dos mamíferos gigantes, e iniciou as primeiras notas da composição Pathetique Sonata, de Beethoven.
A intenção dele é chamar a atenção da sociedade e angariar fundos para a causa dos elefantes cegos, que vivem em um santuário da vida selvagem nas montanhas Kanchanaburi, nas proximidades de Bangcoc.
Segundo Barton, até o fim deste ano ele pretende organizar um show junto com os elefantes, com o intuito de arrecadar dinheiro para a compra de uma cerca elétrica.
Nasa se prepara para lançar robô Curiosity a Marte


Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) anunciaram nesta quarta-feira (23) que está tudo pronto para o lançamento do robô Curiosity, que viajará a Marte a bordo de um foguete Atlas para buscar sinais de vida no Planeta Vermelho.
"O lançamento neste sábado (26) e os sucessos obtidos pela Nasa no último ano mostram quão equivocadas são as especulações de que acabaram os tempos de glória da Nasa", disse Colleen Hartman, executiva da agência espacial.
O robô, que carrega o Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, no sábado às 10h02 locais (13h02 de Brasília).
Depois de uma viagem de 9,65 milhões de quilômetros nos próximos oito meses e meio, ele se aproximará da cratera Gale de Marte. A plataforma superior, equipada com foguetes, se manterá a cerca de 40 metros da superfície e fará o robô descer a Marte
 Ilustração de um artista de como será a exploração do Curiosity em Marte.

O Curiosity pesa uma tonelada e tem três metros de comprimento. É cinco vezes mais pesado que os robôs antecessores - os exploradores Spirit e Opportunity, que chegaram a Marte em janeiro de 2004 na busca de rastros de água.
"O Curiosity irá mais longe e descobrirá muito mais que o imaginado", destacou Hartman. "Eu acredito que estarei viva no dia em que poderemos ver a primeira astronauta a pisar em Marte", acrescentou.
O diretor de lançamentos em Cabo Canaveral, Omar Báez, explicou que os técnicos completaram nesta quarta-feira uma nova revisão dos equipamentos e sistemas do foguete propulsor e a cápsula com o robô. "Tudo está pronto para a partida", resumiu ele. "Na sexta-feira (25), levaremos o foguete e a cápsula do hangar à plataforma de lançamento", afirmou Báez. "E no sábado, às 3h da manhã (pelo horário local, 6h de Brasília), começará o abastecimento de combustível", disse.
 O jipe-robô Curiosity, da Nasa.

O lançamento, inicialmente previsto para sexta-feira, foi adiado para sábado após os técnicos terem constatado no último fim de semana que era necessário substituir uma das baterias do foguete que levará o robô.
Os engenheiros contam com um período de chances de lançamento até 18 de dezembro e esperam que tudo ocorra conforme o previsto para que o veículo chegue a Marte em agosto de 2012.
O Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) conta com dez instrumentos para buscar evidências de um ambiente propício para a vida microbiana, inclusive os ingredientes químicos essenciais para a vida. Isso representa o dobro de instrumentos que os robôs lançados anteriormente pela Nasa. Este será o primeiro a utilizar um laser para analisar o interior das rochas e analisar os gases com o espectrômetro que pode enviar dados à Terra.
O Curiosity leva todos os instrumentos para medir as condições de vida no passado e no presente, estudando as condições ambientais do planeta. Ele buscará compostos que contenham carbono - um dos principais ingredientes para a vida como se conhece - e avaliará como eram em suas origens.
Ao contrário dos outros robôs, o Curiosity conta com o equipamento necessário para obter amostras de rochas e solo e processá-las.
 A cratera Gale, na superfície marciana, onde deve pousar o robô Curiosity

A Nasa começou a planejar a missão MSL em 2003. Nos últimos oito anos, cientistas e engenheiros construíram e testaram as capacidades do robô, que, segundo as expectativas, levará a pesquisa planetária a outro nível.
"Esta máquina é o sonho de qualquer cientista", assinalou à imprensa Ashwin Vasavada, cientista adjunto do projeto MSL no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em uma das sessões prévias informativas.
O Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, localizado na Califórnia, elaborou o Curiosity para que fosse capaz de superar obstáculos de até 65 centímetros de altura, com o objetivo de evitar que se prendesse, como aconteceu com o Spirit, e de se locomover cerca de 160 metros por dia.
Estudo identifica planetas com mais chance de vida extraterrestre

 A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os planetas e luas mais propensos à existência de vida extraterrestre, segundo um artigo científico publicado por pesquisadores americanos
O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os países segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida.
Segundo os resultados publicados na revista acadêmica "Astrobiology", a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta - ou seja, localizado fora do Sistema Solar - de cuja existência muitos astrônomos duvidam.
Em seguida, no mesmo critério, veio Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro - e possivelmente cinco - planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.
Condições favoráveis Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores.
O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, na sigla em inglês) ordenou os planetas e luas de acordo com a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe.
Já o Índice de 'Habitabilidade' Planetária (PHI, sigla também em inglês) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou um campo magnético.
Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite.
 O satélite Titã é representado artisticamente, recebendo uma sonda.

Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.
"Habitáveis"
No critério da "habitabilidade", a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida da lua Europa, que orbita Marte e Júpiter.
Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.
O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre.
Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana, já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida.
No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" - indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas - na luz emitida por planetas distantes.