Há 369 anos, nasce o grande Isaac Newton
Leia a biografia de um dos maiores cientistas de todos os tempo:http://atualidadeciencia.blogspot.com/p/isaac-newton.html
Nosso blog é destinado a todos os amantes de astronomia e ciências afins. Aqui você terá todas as notícias atuais da ciência de um modo geral. Você que ama o mundo científico participe,comente! Este blog é seu! Sejam bem-vindos(as)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Primeira mulher a ganhar o Nobel, Marie Curie é homenageada no Ano da Química
O caminho que uma mulher pobre da Polônia, nascida no século 19, teria de trilhar para ser cientista em uma época em que as universidades praticamente só tinham homens era árduo.
Mas isso não impediu Marie Curie de ser a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel. Mais ainda: ela ganhou dois prêmios em áreas distintas (química e física) --feito único até hoje.
O nome da cientista foi um dos mais falados nas comemorações do Ano Internacional da Química, que termina nos próximos dias.
Hoje, a memória de Marie (1867-1934) passa por congressos científicos de todas as áreas e batiza desde hospitais de câncer no Reino Unido a programas de bolsas da União Europeia.
Isso porque a cientista, radicada na França, deu nome a um fenômeno que rondava os corredores acadêmicos e que ela ajudou a desvendar: a radioatividade. Foram as descobertas dos elementos polônio e rádio que a levaram ao Nobel em Química em 1911.
"Enquanto os cientistas estudavam o urânio, ela procurou elementos radioativos em minerais", diz o físico nuclear Diógenes Galetti, da Unesp.
Galetti tem, na sua sala, um exemplar do livro que resultou da tese de Curie, "Pesquisa de Substâncias Radioativas", defendida em 1904 --um ano depois de ganhar o Nobel em Física.
A "descoberta" da radioatividade levou ao raio-X, que ela própria testou durante a Primeira Guerra Mundial.
Marie rodou a França em ambulâncias fazendo exames em soldados feridos. A filha adolescente Irène a ajudou na tarefa, virou cientista e levou um Nobel em Química, em 1935 --um ano após a morte de Marie.
O debate de gênero sobre sua obra é inevitável. "Diziam que Marie Curie era tão inteligente que 'pensava como um homem'", diz Ana Maria Alfons-Goldfarb, historiadora da PUC-SP. Ela participou de um evento na Fapesp que homenageou Marie Curie.
De acordo com a especialista, predominava naquela época a ideia de que competição era coisa de homem.
Diferentemente de colegas como Henri Becquerel, com quem dividiu, ao lado do marido, o Nobel em Física em 1903, ela era de família pobre.
Filha de professor secundarista, Marie estudou em Paris, na Universidade de Sorbonne, onde obteve as licenciaturas em Física (1893) e Matemática (1894).
Casou-se no ano seguinte com Pierre Curie, um pesquisador oito anos mais velho, que já tinha importantes trabalhos experimentais.
Para Maria Vargas, da UFF (Universidade Federal Fluminense), o casamento foi uma espécie de "parceria científica": ambos trabalhavam com elementos fluorescentes.
"A admiração profissional de Pierre por Marie lhe deu credibilidade como cientista", conta Alfonso-Goldfarb.
A parceria deu certo. "Dizem que a melhor descoberta de Marie foi a radioatividade e, de Pierre, Marie", brinca a historiadora.
Astronautas comemoram Natal na estação espacial
A ISS (Estação Espacial Internacional) recebeu ontem mais três tripulantes.
O americano Don Pettit, o russo Oleg Kononenko e o holandês Andre Kuipers vão passar Natal, Páscoa e outros feriados no espaço. A missão deve durar seis meses.
Eles se juntaram ao americano Dan Burbank e aos russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin, que já estavam no espaço. O grupo trabalhará conjuntamente até março de 2012, quando os integrantes que chegaram primeiro retornarão à Terra.
Com a ISS, faz mais de 11 anos que a humanidade não passa um dia sem que haja ao menos uma pessoa no espaço. Isso significa muitos Natais a bordo da estação.
A primeira celebração do feriado no espaço, no entanto, aconteceu em 1968. A tripulação da Apollo 8 entrou na órbita lunar exatamente na véspera de Natal.
Em 1978, americanos comemoraram pela primeira vez a data em sua estação espacial pioneira, a Skylab.
Na ISS, a tradição vai aumentando a cada ano. Além de árvores decoradas e enfeites, é comum que os astronautas posem para fotos com gorrinhos e outros símbolos natalinos.
Assim como nas celebrações aqui na Terra, o jantar natalino dos astronautas tem comidas que fogem ao cardápio do dia a dia.
Peru, cookies e outros itens típicos da comemoração são mandados especialmente para para animar a tripulação.
Mesmo assim, não há como fugir ao modo de preparo "espacial": é tudo desidratado, defumado ou enlatado.
O dia de Ação de Graças, feriado comemorado nos Estados Unidos, também não passa em branco.
A Nasa capricha nos quitutes para os astronautas, que enfrentam vários tipos de limitação enquanto fazem suas pesquisas no espaço.
Para cuidar de experimentos, cientistas passam Natal no laboratório
Células se reproduzem, vírus se multiplicam e camundongos ficam com fome independentemente da época do ano. Para não deixar a ciência parar, muitos pesquisadores não podem se ausentar de suas bancadas nem mesmo durante o Natal.
"A visita ao laboratório já é tradição. A família até já se acostumou, mas tem sempre alguém que reclama", diz Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora da USP.
A pesquisadora comanda um grupo que estuda células-tronco reprogramadas --conhecidas como iPS-- buscando avanços contra o autismo e outras transtornos.
Embora profissionais de outras áreas também fiquem no batente, é na biomédica que os laboratórios estarão mais cheios no feriado.
"A gente até consegue se programar um pouco para diminuir o ritmo, mas algumas experiências simplesmente são contínuas. O início de uma cultura de células, por exemplo, é delicado.
Não dá simplesmente para congelar e retomar depois do Ano-Novo", diz a cientista.
MOTIVAÇÃO
A pós-doutoranda da USP Graciela Pignatari diz que a ideia de ajudar uma pessoa doente a se recuperar ajuda --e muito--na hora de se desapegar de coisas como feriado, praia e recesso.
"Nós lidamos muito com crianças doentes. É bastante egoísmo um cientista ter condições de fazer algo imediatamente para melhorar a vida de uma criança sofrendo e, simplesmente, deixar para depois porque quer passar uns dias descansando sem preocupações", afirmou a pesquisadora.
Além da vontade de ajudar e da necessidade de acompanhamento constante de alguns experimentos, o plantão natalino nos laboratórios do Brasil muitas vezes tem um motivo bem menos nobre: disponibilidade de material.
Importar insumos para pesquisa no país é um processo burocrático, que envolve pilhas de papeis, muitas assinaturas e, não raro, meses de espera.
PROGRAMAÇÃO
"Nosso calendário normalmente se baseia na presença do reagente. Quando nós o conseguimos, não dá para esperar", diz Beltrão Braga.
No mundo das células-tronco, o trabalho também está muito atrelado à doação de material, como dentes de leite e placenta, que têm tempo certo para serem usados.
No ano passado, um dente de leite foi disponibilizado bem no dia 23 de dezembro, fazendo Pignatari trabalhar ainda mais no Natal. "Mesmo assim, compensa. Faria de novo", disse.
O coordenador da divisão de Farmacologia e Toxicologia da Unicamp. João Ernesto de Carvalho, também já se acostumou a passar o fim do ano no batente. E ele avisa: no Carnaval, também não é muito diferente.
"Além das pesquisas, temos também o trabalho de orientação. A avaliação de muitos estudantes cai bem nessa época de Carnaval. Ou seja, não tem como fugir", diz o cientista.
Apesar de tanto esforço, é comum que os profissionais lidem com a brincadeira de colegas de outras áreas.
"Quando você fala que faz pesquisa, as pessoas logo perguntam: 'Mas é só isso? E trabalhar, quando você começa?' São perguntas comuns", diz Pignatari.
"Um pouco mais de reconhecimento seria um bom presente de Natal", resume.
Satélite militar russo cai na Sibéria por falha no lançamento
O satélite russo de comunicações militares e civis Meridian caiu na Sibéria nesta sexta-feira devido a uma falha no lançamento com um foguete Soyuz, informaram as agências russas.
"Segundo as primeiras informações disponíveis, ocorreu uma avaria no terceiro andar do foguete. Sabendo disso, podemos dizer que o satélite caiu em território siberiano", afirmou uma fonte espacial citada pela agência Interfax.
A agência Ria Novosti, citando uma fonte militar, afirmou que o aparelho caiu na região de Tiumen, na Sibéria ocidental, perto da cidade de Tobolsk. Não há nenhuma informação sobre eventuais danos materiais ou vítimas.
A Rússia lançou o satélite nesta sexta-feira a bordo de um foguete Soyuz, do cosmódromo militar de Plesetsk (800 km ao norte de Moscou).
O satélite Meridian seria usado com fins militares e civis, entre outras coisas, para garantir a comunicação entre navios, aviões e infraestruturas terrestres no Ártico.
Com este, são cinco os lançamentos sem sucesso deste ano na Rússia, de um total de 33, segundo a agência Interfax.
O fiasco anterior ocorreu em novembro, quando a sonda Phobos-Grunt, que devia dirigirse a um satélite de Marte, ficou em órbita ao redor da Terra.
Pior ainda foi o lançamento sem sucesso em agosto de uma nave de abastecimento dirigida à Estação Espacial Internacional, que paralisou durante três meses as partidas à ISS.
Este ano a Rússia lembrou o envio há 50 anos do primeiro homem ao espaço, o soviético Yuri Gagarin.
Nasa divulga foto inédita de luas de Saturno; veja
A Nasa acaba de divulgar uma imagem impressionante de duas das mais de 60 luas de Saturno. Nela, Titã --o maior dos satélites, que tem tamanho superior ao do planeta Mercúrio-- aparece acompanhado de Dione, o terceiro maior.
| A maior lua de Saturno, Titã, acompanhada de Dione, a terceira maior, com os famosos aneis do planeta ao fundo |
As duas luas "posam" com os famosos anéis do planeta.
O registro divulgado hoje foi feito em 21 de maio deste ano pela sonda Cassini, que orbita o planeta. Para chegar às cores de aparência natural, foram combinadas imagens com filtros vermelho, azul e verde.
Assim como macacos os pombos também podem contar
Nós já sabemos das excepcionais habilidades destes pássaros em encontrar caminhos e rotas, mas pesquisadores descobriram outros talentos.
Cientistas conseguiram descobrir que pássaros podem comparar pares de imagens envolvendo no máximo 9 objetos, ordenando-os em ordem crescente, do menor para o maior número.
Isso é um feito inédito, pois era estimado que apenas os humanos e alguns primatas pudessem ser capazes de usar regras numéricas desta forma. O estudo mostrou que os pombos não são apenas capazes, mas conseguem fazê-lo em grau de dificuldade idêntico ao de macacos.
“Nossa pesquisa mostra que não só os pombos são integrantes deste seleto grupo de animais, mas surpreendentemente seu desempenho está em pé de igualdade com os macacos”, comentou Dr. Scarf Damia, da Universidade de Otago na Nova Zelândia ao britânico Daily Mail.
Os pombos testados foram treinados inicialmente com 35 conjuntos com 3 imagens cada, de diferentes tamanhos, cores e formas. Cada vez que acertavam uma imagem, eram recompensados com grãos de trigo. Em seguida foram testados para verificar se eram capazes de ordenar as imagens que aprenderam e aplicá-las em sequências.
“Nossos resultados adicionam a um corpo crescente de evidências de que os pombos estão entre um número de espécies de aves que exibem impressionantes habilidades mentais”, declarou Dr. Scarf. Os testes agora serão feitos com papagaios, onde existe uma estimativa que sua inteligência seja a mesma comparada com uma criança de 6 anos.
Qual a função das cristas nas cabeças de pterossauros e dinossauros?
Um grupo de três pesquisadores avaliou as funções existentes nas cristas craniais de pterossauros e dinossauros. A pesquisa foi publicada no jornal Lethaia.
Segundo eles as ornamentações assumem formas variadas, são formadas por pelo menos doze diferentes ossos do crânio e indicam múltiplas origens. Muitas das cristas serviriam para o reconhecimento de espécies ou exibição sexual.
As cristas craniais não são necessariamente de origem óssea, mas podem também ser compostas de outras estruturas orgânicas. Dinossauros terópodes do grupo dos tiranossauróideos e ovirraptores apresentavam ornamentação de cristas craniais ósseas e também com penas e proto-penas. Carnotaurus sastrei (que significa literalmente “touro comedor de carne”) é um exemplo de um dinossauro terópode de grande porte que apresenta chifres relativamente desenvolvidos sob o crânio. Ela uma espécie carnívora famosa na série de televisão Terra Nova.
Além da multifuncionalidade, a termorregulação, o combate interespecífico, a defesa, os sinais de alerta, o combate intraespecífico, o reconhecimento de espécie, os sinais não-sexuais e outras funções biomecânicas também são discutidas como alternativas para as estruturas de ornamentação nas cabeças de pterossauros e dinossauros.
Dentre os dinossauros ornitísquios ocorre uma grande diversidade de ornamentação cranial nos ceratopsídeos, como Torosaurus , apresentam grandes chifres e placas enrijecidas atrás do crânio para intimidação, defesa e ataque.
Um grupo de três pesquisadores avaliou as funções existentes nas cristas craniais de pterossauros e dinossauros. A pesquisa foi publicada no jornal Lethaia.
Segundo eles as ornamentações assumem formas variadas, são formadas por pelo menos doze diferentes ossos do crânio e indicam múltiplas origens. Muitas das cristas serviriam para o reconhecimento de espécies ou exibição sexual.
As cristas craniais não são necessariamente de origem óssea, mas podem também ser compostas de outras estruturas orgânicas. Dinossauros terópodes do grupo dos tiranossauróideos e ovirraptores apresentavam ornamentação de cristas craniais ósseas e também com penas e proto-penas. Carnotaurus sastrei (que significa literalmente “touro comedor de carne”) é um exemplo de um dinossauro terópode de grande porte que apresenta chifres relativamente desenvolvidos sob o crânio. Ela uma espécie carnívora famosa na série de televisão Terra Nova.
Além da multifuncionalidade, a termorregulação, o combate interespecífico, a defesa, os sinais de alerta, o combate intraespecífico, o reconhecimento de espécie, os sinais não-sexuais e outras funções biomecânicas também são discutidas como alternativas para as estruturas de ornamentação nas cabeças de pterossauros e dinossauros.
Dentre os dinossauros ornitísquios ocorre uma grande diversidade de ornamentação cranial nos ceratopsídeos, como Torosaurus , apresentam grandes chifres e placas enrijecidas atrás do crânio para intimidação, defesa e ataque.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Astronauta fotografa passagem de cometa vista do espaço
A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira (23) uma fotografia feita da passagem do cometa Lovejoy pela Terra vista do espaço. A imagem foi obtida pelo comandante da estação espacial, o americano Dan Burbank,
Circuitos elétricos se autoconsertam com metal líquido
Auto-reparo elétrico
Engenheiros da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveram um
mecanismo que permite que circuitos elétricos ou eletrônicos consertem
fisicamente a si mesmos em caso de falha.
Os circuitos integrados, e os fios que os conectam, estão cada vez
menores.
Não apenas o tempo, mas também a fadiga térmica, que leva a sucessivas ondas
de expansão-contração, faz com que essas conexões metálicas trinquem,
inutilizando todo o circuito e, muitas vezes, o equipamento inteiro.
"Em vez de ter que fabricar circuitos redundantes, ou construir um sistema de
diagnóstico, este material foi projetado para cuidar sozinho do problema," diz o
professor Jeffrey Moore, um dos idealizadores do sistema de autoconserto.
Restaurando a condutividade
A equipe havia anteriormente desenvolvido um sistema de autocicatrização que imita a pele humana, mas que
funciona apenas para polímeros.
Agora eles conseguiram expandir a técnica para materiais condutores.
Os pesquisadores dispersaram cápsulas com tamanho médio de 10 micrômetros
sobre os fios de um circuito eletrônico, que foi sendo gradativamente puxado,
forçando a criação de uma trinca.
Conforme a trinca se propaga, as microcápsulas se quebram e liberam o metal líquido (uma solução com nanopartículas de índio e
gálio) contido em seu interior. O metal preenche a fissura no circuito,
restaurando a condutividade elétrica.
Esse conceito, de microcápsulas que se rompem, já é largamente utilizado em
materiais
autocicatrizantes, inclusive em metais que se curam sozinhos de arranhões, mas sempre com
objetivos estruturais - o objetivo aqui é a restauração da condutividade.
A quebra do fio interrompeu o circuito por apenas alguns microssegundos,
enquanto o metal líquido preenchia a falha.
Nos experimentos, 90% das amostras recuperaram 99% de sua capacidade de
condução elétrica.
Aplicações elétricas
Embora os pesquisadores se refiram a aplicações de sua técnica em circuitos
eletrônicos, as cápsulas são grandes demais para os circuitos integrados, cujos
transistores e suas
interconexões têm dimensões na escala dos nanômetros - 1.000 vezes menores do
que as cápsulas usadas.
Mas o enfoque é interessante para circuitos elétricos propriamente ditos,
como fiações em satélites artificiais, naves e sondas espaciais, aviões, ou mesmo em automóveis, onde uma interrupção
pode ser catastrófica ou cara demais para ser consertada.
Os eletrodos de baterias
são outro campo natural de aplicação da nova tecnologia.
Terapia revolucionária pode reduzir em 96% a transmissão de HIV
A descoberta mais fantástica escolhida pela revista Science trata-se de uma teria revolucionária para a prevenção da transmissão do HIV.
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Um grupo de drogas já conhecidas, estão sendo usadas pela primeira vez com uma nova abordagem, conseguindo prevenir a transmissão do vírus. A terapia consegue reduzir em 96% as chances de uma pessoa infectar outra. Isso dá uma guinada nos tratamentos disponíveis em todo o mundo, “mudando a regra do jogo”, causando menores impactos sobre toda a questão política envolvida no combate da doença.
O trabalho foi publicado na revista New England Journal of Medicine. Alguns pesquisadores apostam que os novos medicamentos possam possuir efeito duplo, ou seja, conseguir controlar os vírus já existentes em um paciente contaminado e reduzir drasticamente a chance de contágio de uma pessoa sem o vírus.
Myron Cohen, do School of Medicine, da Universidade da Carolina do Norte, EUA, reuniu uma equipe internacional de pesquisadores
, que estão trabalhando neste estudo desde 2007. Os testes foram realizados em 1.763 casais heterossexuais sorodiscordantes em que um membro tenha sido infectado pelo HIV. Os países que participaram do estudo foram: Brasil, Índia, Tailândia, Estados Unidos, Botsuana, África do Sul, Quênia, Malauí e Zimbábue.
Os voluntários tomaram as drogas anti-AIDS pela metade da dose máxima recomendada, dando a outra metade apenas quando a Síndrome da Imunodeficiência Humana estivesse afetando as defesas naturais. Os grupos seriam monitorados até 2015, mas os resultados foram tão “inacreditáveis” que foi impossível segurar a euforia dos pesquisadores e a pesquisa tornou-se pública, sendo julgada como extremamente promissora.
A descoberta está em um patamar tão alto de importância que a secretária de Estado Hillary Clinton chegou a fazer comentários na imprensa internacional demonstrando entusiasmo.
Françoise Barré-Sinoussi, do Instituto Pasteur e Virologia, ganhador do Prêmio Nobel em Medicina pela co-descoberta do HIV, reconheceu que essa nova pesquisa tem um impacto profundo em nossa visão e muda a cena, tornando a questão mais favorável para os cientistas. As pesquisas estão avançando, buscando compreender melhor o mecanismo de ação dos medicamentos e o melhor modo de usá-los.
Novo mistério: um código “zoo” foi encontrado em Mona Lisa
Artista está afirmando que conseguiu decifrar um novo “segredo” escondido por 500 anos na famosa obra de Da Vinci.
Ron Piccirillo acredita que conseguiu desvendar um grande mistério. Segundo ele, é possível ver a cabeça de um leão, um macaco e um búfalo flutuante no ar, ao redor da cabeça da pintura mais famosa de todos os tempos. Também seria possível, segundo ele, observar um crocodilo ou uma espécie de cobra do lado esquerdo de seu corpo.
A artista é design e pintor com técnicas de tinta óleo e grafite, residente da cidade de Nova York. Nos últimos anos, tornou-se um grande ilustrador das pinturas de Da Vinci, sempre buscando decifrar possíveis códigos. Segundo ele, Mona Lisa é a representação da inveja.
Ele comentou no Daily Mail que ficou assustado ao ver que existia um búfalo na pintura. Olhando para o quadro, girando-o a 45º a partir da esquerda, o caminho que corre no cenário atrás de Mona Lisa parece ser uma serpentina.
Este ângulo, supostamente, foi o melhor para observar reflexões do quadro. As instruções dadas por Piccirillo sugerem dicas e roteiros para que o espectador possa entender todo o cenário.
Diversos críticos de arte comentaram que talvez as observações não tenham fundamento real, podendo se tratar apenas de um famoso fenômeno mental chamado pareidolia, na qual o cérebro tenta associar figuras e imagens conhecidas utilizando borrões ou cenários que não possuam de fato aquela figura. Isso é semelhante quando você olha para uma nuvem e consegue identificar a forma de um golfinho, uma árvore, um pássaro...
Telescópio Hubble encontrou hidrocarbonetos na superfície de Plutão
Moléculas orgânicas são essenciais para a formação da vida complexa que temos no planeta Terra.
Através do novo espectrógrafo de origens cósmicas do telescópio espacial Hubble, astrônomos conseguiram identificar indícios de dezenas de produtos químicos como hidrocarbonetos, em locais inóspitos, como a superfície congelada de Plutão.
O espectrógrafo conseguiu identificar uma espécie de escudo que consegue amortecer a radiação ultravioleta, o que sugere ser uma fina camada de hidrocarbonetos. Segundo os pesquisadores, estas moléculas podem ter sido produzidas através de raios cósmicos ou luz solar, com combinações de metano congelado, monóxido de carbono e nitrogênio.
Os cientistas do Southwest Research Institute estão animados, afirmando que a nova descoberta pode explicar o motivo pelo qual Plutão possui cores levemente avermelhadas em alguns pontos. Os astrônomos declararam também que a superfície de Plutão está mudando, em comparação com a última medição detalhada feita no ano de 1990.
As alterações podem ser ocasionadas simplesmente por uma observação em um local diferente a partir da Terra ou por aumento da pressão atmosférica do planeta. A NASA está animada com a nova descoberta. A nova nave enviada pela Agência Espacial Norte Americana chegará ao planeta gelado em 2015 e trará mais informações sobre este distante planeta anão.
Encontrado besouro que possui cristais em suas asas parecidos com diamantes
Cientistas encontraram um tipo de besouro que possui uma ornamentação extremamente incomum.
Chamado de “bicudo do diamante”, este inseto possui verdadeiras “jóias” dentro de minúsculos orifícios em suas asas. Os biólogos estão fascinados pelo seu poder brilhante.
A análise de microscopia eletrônica de varredura mostrou que os cristais de suas asas são geométricos com estruturas muito parecidas ao dos diamantes naturais. Sua forma é um emaranhado complexo formado por quitina, um polissacarídeo que entra na composição de exoesqueletos de artrópodes.
O pesquisador dos cristais, Wilts Bodo, da Universidade de Groningen, comentou que o design de cada cristal está além de qualquer estrutura já criada pelos humanos em joalherias. “É um tipo de rede cúbica. Ele tem a mesma simetria que os diamantes, mas em vez de ser feita de átomos de carbono, é uma estrutura complicadíssima feita a partir de redes de quitina e ar. Isso vai além da ciência conhecida sobre os cristais”, comentou ao britânico Daily Mail.
Imagem de microscopia evidenciando as estruturas cristalinas
Os seres humanos são limitados na construção de estruturas cristalinas. O tipo de cristalização produzida por este inseto é tão complexa que foge completamente da nossa capacidade em reproduzi-la, mesmo usando a mais avançada tecnologia.
Novo tipo de estrela encontrada lança dúvida sobre a existência da matéria escura
Famosa no cenário internacional, a matéria escura gera inúmeros debates em todo o mundo.
Essa substância teórica que não pode ser detectada por telescópios ou instrumentos tecnológicos é considerada pelos astrônomos como responsável pelo preenchimento de, aproximadamente, três quartos de toda a massa do Universo.
A teoria da matéria escura sofreu um duro golpe essa semana com a descoberta de que os “aglomerados globulares” podem ser facilmente explicados sem recorrer a nenhuma teoria de matéria escura.
O cluster M22 é um aglomerado, na qual foi descoberta recentemente a existência de estrelas extremamente fracas, tão fracas que não podiam ser detectadas por telescópios. Os astrônomos estão sugerindo que a massa destes aglomerados pode ser perfeitamente o resultado de estrelas que ainda não podemos observar, descartando a matéria escura como explicação plausível.
Até o presente momento, os aglomerados globulares, através de medições de seus efeitos gravitacionais, não poderiam ser explicados a não ser com a matéria escura. O grande problema é que não há uma prova concreta que exista matéria escura. Os astrônomos afirmam que agora uma grande parcela de aglomerados globulares, podem ser explicados através de estrelas, que não foram detectadas anteriormente.
O astrofísico Phillippe Jetzer da Universidade de Zurique conseguiu identificar recentemente uma estrela de baixa massa no aglomerado M22 (ver foto), pela primeira vez. Este tipo de observação só foi possível com a utilização de uma microlente gravitacional.
Os pesquisadores já previam que estrelas de baixa massa poderiam existir, mas era extremamente difícil conseguir provar e encontrar alguma.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Astrônomos descobrem dupla de planetas 'engolida' por estrela
Um sistema com dois "miniplanetas" foi detectado por astrônomos europeus e
norte-americanos ao redor de uma estrela que deixou de ser uma gigante vermelha.
A descoberta foi feita pela sonda Kepler, da agência espacial dos Estados Unidos
(Nasa) e divulgada na revista científica "Nature" desta semana.
A estrela se chama KIC 05807616 e é conhecida como variável -- seu brilho
parece se alterar em tempos regulares. A sonda desvendou os planetas ao analisar
as fases de mais brilho e de maior opacidade na estrela, mudanças causadas
quando os astros passam entre a estrela e os observadores aqui na Terra.
Quando uma estrela dessas envelhece para se transformar em uma gigante
vermelha, é esperado que planetas com distâncias iguais ou menores que a da
Terra até o Sol sejam completamente "engolidos" durante a expansão. Aumento de
volume parecido deverá ocorrer com a estrela mais próxima de nós daqui a 5
bilhões de anos.
No caso dos astros ao redor de KIC 05807616, os cientistas acreditam que eram
planetas gigantes, que foram reduzidos após a expansão. Esta é a primeira vez
que astrônomos conseguem analisar o que pode restar de um planeta depois de
interagir com o interior uma gigante vermelha.
Verão começa oficialmente nesta quinta
O verão começou oficialmente às 3h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira
(22) no Hemisfério Sul. De acordo com a previsão do Centro de Previsão do Tempo
e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe).
A estação, que deve ser de muito calor e chuva na maior parte do país, não
deve ser muito diferente dos outros anos, segundo o centro. O verão começou às
2h30 (3h30 no horário de verão).
De acordo com o centro, chuvas acima da média devem ocorrer apenas na região
Norte do país. “Na região central as chuvas devem estar dentro da normalidade. O
que pode ocorrer são episódios ligados à zona de convergência do Atlântico Sul,
que pode trazer excesso de chuva nessas regiões”, afirma o meteorologista José
Felipe Farias.
Segundo ele, a maior concentração de chuvas acima da média estará na região
Norte, e ao norte da região Nordeste, consequência do fenômeno La Ninã, até pelo
menos o início de 2012.
No centro-sul do Rio Grande do Sul, a situação das chuvas vai de normal a
abaixo do normal. “Não é uma notícia boa para o setor agrícola”, afirma
Farias.
Durante o verão, a atmosfera está mais quente, e as temperaturas já começaram
a passar dos 30°C em diversos estados. O resultado do calor são também os
temporais, comuns nos finais de tarde.
Sensação térmica
O calor também é acentuado pela chamada "sensação térmica", em razão de fatores como o vento e, principalmente, a umidade relativa do ar. “Quando está quente e úmido, você tem dificuldade em trocar calor [com o ar], isso aumenta o desconforto”, diz Fábio Gonçalves, professor de biometeorologia na Universidade de São Paulo (USP).
O calor também é acentuado pela chamada "sensação térmica", em razão de fatores como o vento e, principalmente, a umidade relativa do ar. “Quando está quente e úmido, você tem dificuldade em trocar calor [com o ar], isso aumenta o desconforto”, diz Fábio Gonçalves, professor de biometeorologia na Universidade de São Paulo (USP).
O cálculo dessa sensação varia de acordo com a localização do ponto estudado
no planeta. Nas zonas tropicais, a umidade é mais relevante que os ventos e, nas
zonas temperadas, acontece o contrário. O Rio Grande do Sul é o único estado
brasileiro localizado na zona temperada.
Se a umidade sobe a ponto de provocar chuvas, a sensação térmica diminui. “A
chuva refresca porque a temperatura cai, não pela umidade”, esclarece Gonçalves.
O céu nublado, assim como qualquer outra sombra, reduz a incidência de raios
solares, e a temperatura cai por causa disso, diz o professor.
Segundo ele, a maioria das pessoas se sente mais confortável com temperaturas
entre 20ºC e 25ºC, e umidade relativa do ar entre 40% e 70%. Há inclusive
estudos que mostram que, fora dessa faixa, os trabalhadores rendem menos.
Ar-condicionado
Normalmente, o ar-condicionado traz a sensação de conforto porque cria essas condições, mas há um porém. “A diferença com a parte externa não pode ser maior do que 7ºC, senão gera desconforto”, ele diz.
Normalmente, o ar-condicionado traz a sensação de conforto porque cria essas condições, mas há um porém. “A diferença com a parte externa não pode ser maior do que 7ºC, senão gera desconforto”, ele diz.
A redução brusca na temperatura pode provocar problemas respiratórios como
resfriados. Além disso, o aparelho concentra agentes como fungos e bactérias,
que podem espalhar doenças.
Já o vento aumenta a troca de temperatura entre o corpo e o ambiente. Por
esse motivo, o ventilador é refrescante. Se a única arma contra o calor for o
vento que entra pela janela, prefira os ambientes menores. Quanto menor o local,
mais rápida é a troca de calor dele com o ambiente externo. Pisos, paredes e
teto de madeira também favorecem a troca e mantêm a casa mais fresca.
Mil novas espécies são encontradas no subsolo do deserto australiano
Na foto acima um crustáceo que tem presas ligadas a glândulas secretoras. É um grupo muito primitivo de crustáceos, antes só conhecida do hemisfério norte.
Uma equipe de pesquisadores da Austrália foi à procura de invertebrados em pequenas cavidades subterrâneas sob o deserto. Até agora a equipe, incluindo cientistas da Universidade de Adelaide, do South Australian Museum, em Adelaide e do Museu da Austrália Ocidental em Perth, encontrou mais de mil novas espécies. Eles estimam que haja mais 3,5 mil espécies abaixo do solo árido.
"Quando a descoberta foi feita pela primeira vez, nós realmente não acreditamos", disse o líder da equipa Andy Austin, professor de biologia do Centro Australiano para a Biologia Evolutiva e Biodiversidade da Universidade de Adelaide. "Nós pensamos que talvez fosse exclusivo para apenas três ou quatro locais”. O deserto australiano é quente, seco e desolado.
Os cientistas encontraram criaturas minúsculas, incluindo pequenos crustáceos, aranhas, besouros e minhocas, em quase todos os buracos escondidos do deserto.
Sob o deserto
A Austrália já foi úmida, quase como uma floresta tropical, antes de começar a estiagem em torno de 15 milhões de anos atrás. Alguns dos pequenos invertebrados que estavam em ambientes aquáticos há muitos anos refugiaram-se em ambientes subterrâneos, enquanto que hoje, "o que você tem na superfície é uma variedade de vertebrados de origem mais recente", disse Austin, membro da equipe de Bill
Humphries, pesquisador do Museu da Austrália Ocidental, ao OurAmazingPlanet.
O cientista especulou anos atrás, que talvez, a “stygofauna” assim como na Europa, também se escondeu no deserto australiano. Humphries descobriu essas criaturas abaixo do deserto australiano há 15 anos e foi o catalisador do projeto. O advento do código genético nos últimos anos ajudou a acelerar as descobertas.
Código genético
Antigamente os biólogos usavam traços físicos como tamanho, forma e cor para tentar identificar espécies em campo, mas com os avanços no sequenciamento de DNA, agora é muito mais barato e mais fácil observar o material genético para encontrar novas espécies.
O propósito de descobrir novas espécies é compreender melhor a biodiversidade sob o deserto e talvez entender as suas origens, mas também protegê-las. A Austrália tem uma indústria de mineração muito ativa. Na Austrália Ocidental, as empresas de mineração se preocupam em não causar a extinção de qualquer espécie, elas trabalham ativamente com os pesquisadores para compreender o ambiente que está perfurando.
O DNA também está sendo usado para a identificação de espécies de madeira de corte, para evitar a distribuição ilegal e também para a identificação de peixes que estão sendo vendidos como outra espécie. Situações que apenas a observação não é suficiente para distinguir. O deserto australiano não está sozinho, outros continentes, como África e América do Sul, provavelmente tem milhares de “stygofauna” desconhecidas.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Bola metálica de 6 kg despenca do céu e cai na Namíbia
Uma bola metálica que possivelmente se desprendeu da órbita terrestre --onde existe uma quantidade nada desprezível de lixo espacial-- foi parar na Namíbia.
| Parece um pequeno guizo, mas na verdade é uma bola metálica que pesa 6 kg e caiu na Namíbia em novembro |
Em novembro, as autoridades locais contataram a Nasa e a ESA (as
agências espaciais norte-americana e europeia) para notificá-las sobre a
descoberta de uma bola de metal com 1,1 metro de diâmetro e peso de 6
kg.
O objeto só não machucou ninguém por ter caído em uma região remota do país --uma vila a 750 km da capital Windhoek.
Segundo cálculos da Nasa, as chances de uma pessoa entre os cerca de 7
bilhões de pessoas que vivem na Terra ser atingida por um lixo espacial
são de 1 em 3.200.
Desde o lançamento do Sputnik 1 (o primeiro satélite artificial em
órbita), são quase 54 anos sem qualquer registro de morte nesses termos.
Na verdade, acredita-se que apenas uma única pessoa tenha sido atingida
por lixo espacial. Em 1997, a americana Lottie Williams sentiu um baque
no ombro que era um pequeno pedaço, diz a própria Nasa, de um foguete
Delta. Ela não se machucou.
O lixo que circunda o planeta Terra são restos de equipamentos usados em missões espaciais.
Uma ou outra vez, essas sobras que flutuam aleatoriamente ameaçam bater na ISS (Estação Espacial Internacional).
Tripulação da ISS dobra no fim de ano; nave partiu nesta quarta
A tripulação da ISS (Estação Espacial Internacional) vai dobrar durante as festas de fim de ano.
O astronauta Don Pettit, o cosmonauta Oleg Kononenko e o holandês Andre
Kuipers partiram às 11h16 (horário de Brasília) desta quarta-feira a
bordo do foguete russo Soyuz TMA-03M, que saiu do cosmódromo de
Baikonur, no Cazaquistão. A previsão de chegada à ISS é na sexta-feira,
às 13h22.
| Dmitry Lovetsky/Associated Press | ||
| Lançamento do foguete russo Soyuz TMA-03M, que partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão; |
Os três novos membros da estação orbital se juntam aos outros três que
já se encontram na ISS. São eles: o comandante americano Daniel Burbank e
os russos Anton Shkaplerov e Anatoly Ivanishin.
Os seis integrantes trabalharão juntos durante cinco meses. O retorno está marcado para maio de 2012.
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