segunda-feira, 5 de março de 2012

Arqueólogos egípcios descobrem nome de faraó achado em Luxor


Na foto, cedida pele Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias (CSA), detalhe de uma porta de pedra com um símbolo real a partir de onde se conseguiu .... Foto: EFE Na foto, cedida pele Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias (CSA), detalhe de uma porta de pedra com um símbolo real a partir de onde se conseguiu descobrir o nome do faraó. Sen Negt N Ra pertence a dinastia XVII (1680-1580 a.C)
Uma equipe de arqueólogos descobriu na cidade monumental de Luxor, no sul do Egito, o nome de um faraó até agora desconhecido, pertencente à XVII dinastia (1680-1580 a.C.), informou neste domingo o Conselho Supremo de Antiguidades egípcias (CSA).
Em comunicado, o CSA revelou que o nome do rei é Sen Negt N Ra. Ele foi localizado em um cartucho real - medalhão de formato oval com o hieróglifo do faraó - em uma porta de pedra caliça durante escavações no templo de Karnak, em Luxor, a 700 km ao sul do Cairo. Pelas inscrições na porta, este faraó dedicou em Karnak várias construções ao deus Amon-Ra, a principal divindade de Tebas, onde hoje fica Luxor.

Com essa descoberta, a história antiga egípcia acrescenta um novo faraó à XVII dinastia, cujos reis libertaram o Egito da ocupação dos hicsos, povo guerreiro semítico procedente da Ásia que dominou o país do Nilo durante 150 anos a partir de 1730 a.C.

Astrônomo amador tira foto de Júpiter e duas de suas luas; veja


A foto tirada de Júpiter por um astrônomo amador, Damian Peach, está na homepage da Nasa (agência espacial americana) desta segunda-feira (5).
A imagem mostra o planeta em detalhes, em clique produzido em 12 de setembro de 2010, na companhia de duas de suas luas --Io (embaixo, à esquerda na foto) e Ganímedes (em cima).
O trabalho de amadores como Peach será usado na missão da sona Juno, que partiu da Terra em agosto de 2011 e cuja previsão de chegada é em julho de 2016.
As observações feitas por amadores ajudarão a equipe da Nasa a estimar quais serão os primeiros enquadramentos do planeta cujo diâmetro é 11 vezes maior do que o planeta no qual vivemos.
A Juno também coletará informações sobre o campo magnético e a composição de Júpiter, além de medir a quantidade de água e amônia na atmosfera.
Imagem de Júpiter e suas luas Io (esq.) e Ganímedes (dir.) tirada por um telescópio de um astrônomo amador
Imagem de Júpiter e suas luas Io (esq.) e Ganímedes (dir.) tirada por um telescópio de um astrônomo amador 

sábado, 3 de março de 2012

Cientistas criam 1º banco de material genético de aves em risco de extinção

Um grupo de cientistas mexicanos criou o primeiro banco de germoplasma (material genético) de aves em risco de extinção da América Latina, entre elas o quetzal de cauda longa, para facilitar a preservação e a reprodução dessas espécies.
"Nossa intenção é aplicar técnicas que permitam obter, recolher e guardar células de aves e utilizá-las para a reprodução artificial", disse à Agência Efe Mary Palma, responsável pelo projeto.
O banco está localizado nas instalações do santuário das aves de El Nido, em Ixtapaluca, no estado do México, que abriga mais de três mil pássaros de 600 espécies, muitas delas em risco de extinção.
Esse refúgio, que pertence a um grupo civil fundado há 47 anos pelo veterinário Jesús Estudillo, que morreu em 2010, ampara cada uma das espécies por casais e em pequenas comunidades, o que transforma o local "em um habitat favorável para a proliferação".
Segundo a pesquisadora, esse projeto, o primeiro na América Latina, e "talvez no mundo", deve ser desenvolvido "imediatamente", por causa do perigo "latente de desaparecimento de importantes espécies que estão começando a sentir as mudanças climáticas e outros fatores como a poda de florestas e a devastação da fauna".
A cientista explicou que há vários anos o México, assim como outros países, conta com bancos de material genético para conservar o sêmen de mamíferos, principalmente do gado.
No entanto, Mary disse que os sistemas utilizados para a preservação criogênica (técnicas de congelamento) de sêmen de aves não são iguais ao dos mamíferos, já que "são células mais frágeis".
A especialista, responsável pela saúde das aves de El Nido, comentou que nos últimos anos a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) começou a organizar seus próprios bancos de germoplasma, mas por enquanto "estão destinados apenas a aves de gaiola".
Esse projeto será liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Pública do estado de Morelos, além da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) da Cidade do México.
O santuário de aves, chamado por seus funcionários de "Arca de Noé aviária", é reconhecido internacionalmente por ser um dos primeiros a conseguir com sucesso a reprodução de espécies ameaçadas, e recebeu do Fundo Mundial para a Vida Silvestre e as Nações Unidas o prêmio Global 500 em 1993.
O centro é sustentado pelas doações e a participação de 2 mil voluntários que dividem todos os dias da semana o trabalho árduo de limpeza e manutenção do local.
O santuário está aberto ao público para sensibilizar as pessoas e convencê-las sobre a importância de proteger o meio ambiente.
Mais de 600 espécies como águias, falcões, corujas, periquitos, cacatuas, araras, tucanos, faisões-argus, quetzais e aves ancestrais como ou casuar, originário da Nova Guiné e Austrália e uma das mais antigas do planeta, podem ser vistas em ambientes que tentam recriar o habitat do qual procedem.  

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra. "A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão.
No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.
"Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).
Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.
O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.
Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante.
A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.  

As estrelas piscam, afirmam cientistas

Sim, as estrelas piscam. Pelo menos as embrionárias

O piscar das estrelas, uma impressão produzida pela atmosfera terrestre - e isto continua sendo uma impressão - mostrou ser um fato real no caso das estrelas-bebês, ainda em processo de gestação. 

Região de formação de estrelas
Uma equipe de astrônomos detectou, através dos telescópios espaciais Herschel, da ESA e Spitzer da NASA, mudanças surpreendentemente rápidas no brilho de estrelas embrionárias dentro da bem-conhecida Nebulosa de Órion.
As imagens obtidas pelo detector de infravermelho do Herschel, e por dois instrumentos do Spitzer, trabalhando em comprimentos de onda mais curtos, mostram uma imagem mais detalhada das estrelas em formação no coração deste que se tem como um dos objetos mais estudados pelos astrônomos.
A 1.350 anos-luz da Terra, esta é uma das poucas nebulosas visíveis a olho nu.
Ela contém a região de formação de grandes estrelas mais próxima da Terra, com uma luz ultravioleta intensa proveniente das estrelas jovens e quentes que transformam gases e poeira em uma zona brilhante.


Nascimento de uma estrela
O que agora se descobriu é que, dentro dessa poeira - oculta aos comprimentos de onda visíveis - há uma série de estrelas ainda mais jovens, na primeira fase da sua evolução.
A nova combinação de imagens de infravermelho longo e médio penetrou através da poeira obscura e revelou essas estrelas embrionárias.
Uma estrela se forma, acreditam os astrônomos, quando uma densa nuvem de gás e poeira se funde e colapsa sob a sua própria gravidade, criando uma proto-estrela quente central, rodeada por um disco em espiral e envolvida por um halo maior.
Grande parte desse material vai-se juntando em um redemoinho ao longo de centenas de milhares de anos, antes de ser acionada a fusão nuclear no coração da estrela, e esta se tornar uma estrela de pleno direito.
Alguns dos gases e da poeira remanescentes no disco podem passar a formar um sistema planetário - como se acredita ter acontecido com o nosso Sistema Solar.


Estrelas que piscam
Uma equipe de astrônomos liderados por Nicolas Billot, do Instituto de Radioastronomia Milimétrica, na Espanha, usou o telescópio Herschel para "fotografar" a Nebulosa de Órion uma vez por semana, durante seis semanas, no inverno e primavera do ano passado.
A câmara fotodetectora e o espectrômetro PACS do Herchel detectaram poeiras de partículas frias rodeando as proto-estrelas mais jovens em comprimentos de onda de infravermelho longo.
Estas observações foram combinadas com imagens de arquivo do Spitzer, obtidas em comprimentos de onda na zona dos infravermelhos curtos e médios, que mostram objetos mais velhos e quentes.
Os astrônomos ficaram surpresos ao ver que o brilho das estrelas jovens varia em mais de 20% em poucas semanas - deve-se levar em conta que o processo de acreção deveria levar anos ou mesmo séculos.


Em busca de novas teorias
Em certo sentido, o que os astrônomos descobriram é que sim, as estrelas piscam, e muito - então, que mudem as teorias.
Eles terão agora que encontrar uma explicação para este novo fenômeno, ainda não contemplado nos modelos de formação de estrelas atuais.
Uma possibilidade é que os filamentos de gás irregulares estejam afunilando do disco externo para as regiões centrais perto da estrela, aquecendo temporariamente o disco interior e fazendo-o brilhar.
Outro cenário possível é o material frio estar-se acumulando na borda interna e criando sombras no disco externo, fazendo com que este escureça temporariamente.
Em qualquer dos casos, está claro agora que a gestação de estrelas bebês é tudo, menos um processo suave e uniforme.
"Mais uma vez, as observações do Herschel nos surpreenderam e nos deram pistas interessantes sobre o que acontece durante as fases mais precoces da formação de estrelas e dos planetas," comentou Göran Pilbratt, do projeto Herschel da ESA.

Marte é um planeta vermelho ou possui tons de rosa?


Marte pode parecer vermelho quando visto da Terra, mas olhando mais de perto, observa-se um mix de cores.
  As dunas em latitudes mais setentrionais de Marte, como a figura exposta na matéria, parecem um pouco rosadas, e não vermelho. Apesar da ilusão do tom rosado, o planeta vermelho ostenta este nome por ser, verdadeiramente vermelho. Tons que variam de rosado ao salmão são provenientes da interação de dióxido de carbono congelado na superfície do planeta.
A cientista Cindy Hansen, da NASA, deu uma declaração sobre este fato: “No inverno marciano, as dunas localizadas a 70º de latitude ao norte, são cobertas por uma camada de gelo sazonal de dióxido de carbono (conhecido como gelo seco). Na primavera o gelo sublima (evapora, passando diretamente do estado sólido para gasoso), formado numerosos fenômenos sazonais, como o observado na foto”. Ela continua: “Dunas de Marte são formadas por areia escura, mas parecem rosadas porque elas ainda estão cobertas por gelo. Onde o gelo se racha, a areia torna-se visível. Nas encostas das dunas íngremes, a areia desliza para baixo de finos filetes de gelo”, explicou.
  De acordo com a cientista, as imagens obtidas pelo HiRISE da NASA, mostram grandes mudanças sazonais na superfície do planeta. As manchas escuras seriam uma derivação de uma sublimação onde o gás foi “jogado” para todos os lados, carregando areia em várias direções, formando assim locais escurecidos.

Macarrão inspirou os cientistas a criarem ondas de rádio “potencialmente infinitas”





Tentou enviar uma mensagem de texto no Natal ou na véspera do Ano Novo e não conseguiu? Isso pode estar com os dias contados.
  Uma equipe de cientistas desenvolveu ondas de rádio inspiradas no trançado do macarrão parafuso; tal descoberta permitiria um número de canais “potencialmente infinitos” a seres transmitidos simultaneamente.
  Parece ridículo, mas na verdade é um truque muito inteligente. O segredo está em forças ondas de rádio para torcerem sobre o seu eixo à medida que viajam, ficando trançados exatamente como um macarrão (como o da foto), movendo-se sempre para frente, é o que explicou o pesquisador Dr. Frabrizio Tamburini na publicação da revista New Journal of Physics.
 “É uma perspectiva tridimensional; esta torção parece um feixe de massa italiana. Cada uma dessas vigas retorcidas pode gerar formas independentes, propagando e detectando em várias faixas de freqüência, se comportando como canais de comunicação independentes”.
 A equipe demonstrou a técnica em Veneza, Itália, transmitindo ondas de rádio torcidas, na banda 2,4 GHz, a uma distância de 442 metros. Os cientistas afirmam que seria fácil manter e adicionar ondas cada vez mais torcidas, para aumentar o número de sinais que poderiam ser enviados. A descoberta promete revolucionar as telecomunicações.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fóssil de animal pré-histórico inédito passa 20 anos em galpão no RS


Fóssil foi entregue a museu em Candelária após 20 anos guardado (Foto: Maieve Soares/Prefeitura de Candelária/Divulgação)
Fóssil foi entregue a museu após 20 anos 
Um fóssil de um animal pré-histórico inédito ficou durante 20 anos guardado em um galpão em Candelária, na Região Central do Rio Grande do Sul, informou a Prefeitura Municipal. O Museu Aristides Carlos Rodrigues, da cidade, recebeu um crânio fossilizado em dezembro de 2011, doado por uma pessoa que não quis se identificar. A peça foi encaminhada para análise na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, onde foi constatado que a espécie não consta nos registros dos paleontólogos.“Depois de três horas de análise e comparações, evidenciou-se tratar de mais um animal desconhecido, inédito, tanto para a ciência quanto para o mundo, lembrando que já é a sexta nova espécie na história do museu”, disse o cientista e coordenador remoto nos projetos de paleontologia da universidade, Cesar Leandro Schultz.
Segundo o curador voluntário do museu Carlos Nunes Rodrigues, o crânio do animal é compatível com a biozona de dinodontossauro, que viveu durante o período triássico e habitou a terra há cerca de 230 a 235 milhões de anos. Um dos dentes que estão fixados evidencia que se tratava de um animal carnívoro. Rodrigues afirma que se trata de um "animal muito primitivo, com espécime exibindo as expressões dos arcossauriformes (arcossauro basal)”.
No início do ano, Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), foram a Candelária para conhecer o achado. Eles deram à peça o nome de "Papai Noel", por ter sido doada no final do ano.

Derretimento de geleira provoca aumento de tempestade de poeira


Da Patagônia até a Islândia, a diminuição das geleiras descobre solos de onde se levantam tempestades de poeira que afetam a vida marinha e o clima global. O estudo consta na edição desta quinta-feira (1º) da revista "Science".
"A presença crescente de poeira minerais em altas latitudes é surpreendente", disse Joseph Prospero, pesquisador da Universidade de Miami e autor do trabalho, à agência de notícias Efe.
Pesquisas realizadas por Prospero indicam que a poeira de regiões tropicais da África é transportada para boa parte do sul e do leste dos Estados Unidos e é causa de entre 75% a 80% do pó que cai sobre a Flórida.
Este não é um fenômeno somente contemporâneo. Amostras de sedimentos da terra e do gelo profundo mostram incrementos da circulação de poeiras relacionados aos períodos glaciais.
"Existe um interesse considerável pela distribuição global das fontes de poeira, os fatores que afetam sua emissão e as propriedades das partículas emitidas", disse Prospero. Ao longo dos anos, ele criou 12 estações de observação no mundo.
Nos últimos seis anos, Prospero desenvolveu um estudo na Islândia. Os resultados estabelecidos indicaram que grandes tempestades de poeira se originam ali e vão para o norte do oceano Atlântico.
"O pó contém ferro, que é um micronutriente essencial para os organismos marítimos, o fitoplâncton", explicou o professor. "Assim como o nitrato e o fosfato são essenciais para os micro-organismos, estes também necessitam de pequenas quantidades de ferro, importantes para a fabricação de enzimas e a conversão do dióxido de carbono em massa corporal."
Desta maneira, o ferro nas águas oceânicas estimula o crescimento do fitoplâncton. Isso, por sua vez, afeta a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.
"A Islândia aparentemente desempenha um papel importante como abastecedor de nutrientes para os organismos marítimos, mas não determinamos a magnitude desse papel", disse.
AQUECIMENTO
Segundo Prospero, as tempestades de poeira na Islândia estão aumentando conforme as geleiras diminuem devido ao aquecimento global.
"Por meio de satélites, observamos a diminuição de geleiras na Islândia, no Alasca e na Patagônia. E em todas as partes vemos um aumento da poeira", continuou.
"Esse pó provém do solo em torno da geleira que, conforme vai diminuindo, deixa materiais expostos que são suspensos no ar."
De acordo com Prospero, no ritmo atual, em cem anos as geleiras da Islândia desaparecerão.
A própria poeira contribui para aumentar a velocidade da diminuição das geleiras.
"Quando as geleiras estão fortes e limpas, sua cor é branca, brilhante, refratária à luz", disse. "Mas quando começam a acumular pó em seus sulcos, na parte alta da geleira, absorve-se mais calor da luz do Sol e o derretimento é mais rápido."

Embriões de corais são capazes de se clonarem, diz estudo


Cientistas australianos descobriram durante um estudo marinho que embriões de corais são capazes de se clonarem. A pesquisa foi divulgada na edição desta semana da revista "Science".
Frágeis a ponto de serem fragmentados pelas ondas, os embriões de corais se dividem em pedaços que conseguem gerar clones dos originais. Este modelo de reprodução é algo inédito no reino animal, segundo os autores do estudo.Os embriões de corais não possuem uma capa protetora como no caso de animais maiores como os mamíferos. Quando bilhões de embriões "desprotegidos" de corais são lançados ao oceano perto de recifes gigantes como a Grande Barreira de Corais, na Austrália, eles continuam a sobreviver e começam a se dividir.
Os cientistas Andrew Heyward e Andrew Negri, responsáveis pelo estudo, notaram que mesmo brisas suaves conseguem fragmentar os embriões. Os clones são normalmente menores que os embriões normais, mas conseguem se desenvolver como larvar e se fixar a rochas para formar corais juvenis.
Essa alternativa à reprodução comum dos corais pode ser uma estratégia de sobrevivência desses animais a mudanças imprevistas em ambientes.
Fragmentos dão origem a clones de embriões de corais. (Foto: Heyward & Negri / Science)Fragmentos dão origem a clones de embriões de corais. 

Foto tirada na Estação Espacial Internacional mostra Itália de noite


Uma imagem divulgada pela agência espacial norte-americana (Nasa) mostra a península itálica repleta de luzes acesas durante a noite. A foto foi tirada por integrantes da Estação Espacial Internacional, que sobrevoava a região da Itália a 240 quilômetros de altitude.
Na foto, é possível ver duas manchas mais claras, nas quais se concentram mais luzes: são as cidades de Roma e Nápoles, duas das principais na nação cujo território lembra o formato de uma bota. Mais acima, a luz opaca de outras nações da região como Áustria e Suíça está visível.
Roma (no centro, mais à esquerda) e Nápoles são visíveis na imagem aérea da Itália noturna. (Foto: Nasa)
Roma (no centro, mais à esquerda) e Nápoles são visíveis na imagem aérea da Itália noturna. 

Computador roubado da Nasa tinha dados de controle da estação espacial


A Estação Espacial Interncional (ISS) em foto de maio de 2011 (Foto: Nasa)
A Estação Espacial Internacional (ISS) em foto de
maio de 2011 
A Nasa foi alvo de mais de 5 mil ciberataques entre 2010 e 2011 que conseguiram ou invadir os sistemas ou instalar vírus nos computadores da agência, informou um funcionário em depoimento à Câmara dos Estados Unidos nesta quarta-feira (29).
Além disso, entre abril de 2009 e abril de 2011, 48 computadores usados em programas espaciais foram roubados. Um deles continha os dados usados para controlar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
O número de unidades roubadas pode ser ainda maior, porque a Nasa não rastreia seus equipamentos. A perda de um computador só é registrada se for comunicada por um funcionário. Segundo o inspetor geral da Nasa Paul Martin, nos notebooks roubados estavam dados sigilosos, incluindo propriedades intelectuais e informações sobre as novas naves espaciais, que estão em construção, da agência.
De acordo com Martin, a Nasa é um “ambiente rico em alvos para ciberataques”. Em um deles, um hacker romeno de 20 anos conseguiu acessar o servidores do Centro Espacial Goddard, que, entre outras coisas, é responsável pela operação do telescópio Hubble.
O custo, ao todo, para resolver o problema foi de US$ 7 milhões.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Problema em cabo pode ser o responsável por neutrinos serem “mais rápidos” que a luz


  O sensacional resultado encontrado pelo LHC de que os neutrinos são mais rápidos que a velocidade da luz pode falso, graças a um simples erro mecânico.
Cientistas no Gran Sasso National Laboratory, Itália, identificaram dois problemas que podem afetar significativamente o resultado proposto. A primeira questão é uma conexão defeituosa em um cabo de fibra óptica, interferindo em dados de um GPS.
  O GPS usado na experiência, fornecendo dados sobre a experiência, pode ter fornecido dados errados durante a sincronização do evento. “Algumas questões podem modificar o tempo do neutrino em voos de direções opostas”, comentou Ereditato, porta-voz do Gran Sasso.
  Em setembro de 2011, os pesquisadores afirmaram que os neutrinos chegam 60 nanossegundos antes da luz. A experiência foi realizada em Genebra, Suíça, onde um neutrino foi “lançado” do Cern até outro ponto, com 272 km de distância. Os resultados pareciam contradizer a famosa teoria da relatividade de Einstein, que afirma que nada pode se mover mais rápido que a luz. Muitos cientistas da comunidade física mantiveram uma visão cética sobre este experimento, sugerindo que algo estava errado.
Apesar da suspeita, ainda não existem provas que possa afirmar ou refutar a conclusão de que os neutrinos são mais rápidos que a luz. A imprensa mundial aguarda novas informações provenientes do Grande Colisor de Hádrons sobre isso.

O ano de 2020 poderá ser assolado por mega tempestade solar catastrófica


A Terra tem uma chance de 12% de ser alvo de uma enorme erupção magnética do Sol. Um evento tão extremo como este é considerado como relativamente raro.
A última tempestade solar de grandes proporções ocorreu 150 anos atrás, sendo considerado o evento solar mais poderoso já registrado. Este evento poderia causar trilhões de dólares em prejuízos, levando o planeta a se recuperar totalmente apenas após uma década.
A pesquisa é liderada pelo cientista sênior Peter Riley da Predictive Science em San Diego, Califórnia. Durante o máximo solar, a superfície do Sol fica pontilhada com várias manchas e grandes tormentas magnéticas, rompendo-se em seguida. Ocasionalmente, essas tormentas explodem para fora do Sol, expelindo grande quantidade de partículas carregadas para o espaço.
Pequenos flares (também chamados de nanoflares) ocorrem com bastante freqüência, ao passo que flares gigantes são incomuns. Riley conseguiu estimar, através de uma distribuição matemática conhecida como lei de potência, a chance que o Sol terá de sofrer um enorme surto, olhando para o histórico de erupções anteriores e calculando a relação entre o tamanho e o tempo das ocorrências em explosões solares.
A maior explosão solar foi o Evento Carrington, em 1 de setembro de 1859. O astrônomo Richard Carrington visualizou um enorme clarão de energia solar que se rompeu na superfície do Sol, emitindo grande fluxo de partículas para a Terra, viajando pelo espaço em uma velocidade de 4 milhões de quilômetros por hora.
Quando essas partículas atingem a atmosfera da Terra, são gerados “fantasmas de luz” chamados de auroras. Embora ocorra com mais freqüência nas partes norte e sul do planeta, o fenômeno pode chegar em locais como Cuba, Havaí e norte do Chile.
As auroras podem ser eventos magníficos, mas causam grandes estragos em sistemas elétricos. No momento que o Evento Carrington ocorreu, estações de telegrafo pegaram fogo. Em um mundo eletricamente dependente como é nossa sociedade moderna, uma tempestade solar como essa poderia ter consequências catastróficas.Podem ocorrer defeitos em redes elétricas, erosão em oleodutos e gasodutos, perturbação de sistemas de GPS e interferência severa na comunicação de rádio. Sinais de TV por assinatura poderiam ficar fora do ar por meses, talvez anos. Celulares poderiam ficar mudos e uma infinidade de inconvenientes afetaria bilhões de pessoas.
Durante uma tempestade geomagnética ocorrida em 1989 no Canadá, redes elétricas foram derrubadas deixando milhões de canadenses no escuro por 9 horas.
Segundo o Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA, se o Evento Carrington ocorrer novamente, os Estados Unidos poderia ter um prejuízo de 1 trilhão de dólares no primeiro ano e 2 trilhões de dólares no segundo ano, com recuperação completa do país após 10 anos. 

Computador quântico é a próxima revolução, dizem especialistas


A empresa americana IBM revelou um grande avanço no desenvolvimento de um computador baseado na mecânica quântica, a física dos elementos infinitamente pequenos regida por leis diferentes das do mundo visível, a próxima revolução informática, segundo os especialistas.
"O trabalho que fazemos no computador quântico não é apenas uma experiência das forças brutas da física", afirmou em um comunicado Matthias Steffen, cientista-chefe de pesquisa da IBM, cujo objetivo é desenvolver sistemas de computação quântica que possam ser aplicados à solução de problemas reais no mundo.
Watson, supercomputador da IBM localizado em Yorktown Heights, nos EUA
Watson, supercomputador da IBM localizado em Yorktown Heights, nos EUA
"É hora de criar sistemas baseados na ciência quântica, que levará o cálculo nos computadores a uma nova fronteira", acrescentou. Os pesquisadores acreditam que conseguirão isso entre dez e 15 anos.
Diferentemente da física clássica, em que os conceitos de onda e partícula estão separados, no universo quântico são as duas faces de um mesmo fenômeno, uma propriedade que, teoricamente, permite multiplicar as capacidades dos computadores.
A parte da informação mais básica que um computador atual pode entender é um bit.
Esse é um dígito binário ou de dois valores, isto é, 0 ou 1, que também é uma unidade de medida no computador que designa a quantidade elemental de informação.
No mundo quântico, essa unidade básica, chamada qubit, pode ter valor 0 ou 1 como um bit, mas também possuir os dois valores ao mesmo tempo, uma estrutura descrita como "superposição".
Essa característica, em teoria, permitirá aos computadores quânticos realizar milhões de cálculos simultaneamente.


CIFRAS
Atualmente, as unidades informáticas de maior desempenho podem decifrar um número de até 150 cifras, mas um número de mil dígitos requereria praticamente toda a potência de cálculo disponível no mundo, enquanto que um computador quântico o faria em apenas algumas horas, segundo explicam os pesquisadores.
O avanço divulgado pelos cientistas da IBM reunidos na conferência anual da Sociedade de Física Americana, que é realizada nesta semana em Boston (Massachusetts), proporcionará uma redução das margens de erros dos cálculos elementares.
Isso permite manter por mais tempo a integridade das propriedades da mecânica quântica nos qubits.
O problema é que um qubit tem um tempo de vida muito curto, de apenas alguns bilionésimos de segundo, quando os pesquisadores começaram a trabalhar com ele, há cerca de dez anos.
A IBM criou recentemente um qubit tridimensional a partir de circuitos feitos de materiais dotados de uma supracondutividade, que conduzem a eletricidade sem resistência. Quando são resfriados a uma temperatura próxima do zero absoluto, esses circuitos se comportam como qubits estáveis por até cem microssegundos, um avanço multiplicado por de duas a quatro vezes em comparação com os recordes anteriores.
Entre as outras aplicações potenciais do computador quântico estão a pesquisa nos bancos de dados de informação não estruturada, a execução de um conjunto de tarefas extremamente complexas e a solução de problemas matemáticos que ainda não foram resolvidos.


RELATIVIDADE
A Física Quântica, que se baseia em novos postulados, e a Teoria da Relatividade de Einstein são consideradas as teorias mais importantes do século 20.
Ela descreveu o comportamento dos átomos e das partículas que a Física clássica, sobretudo a mecânica Newtoniana, não conseguia fazer, permitindo revelar algumas propriedades do radiação eletromagnética.

Pesquisadores encontram pulgas pré-históricas gigantes


Cientistas descobriram pulgas gigantes fossilizadas na China, as mais antigas já encontradas na Terra. O achado foi descrito na edição desta semana da revista "Nature".
Os fósseis encontrados na província de Liaoning e na região autônoma da Mongólia Interior indicam que esses invertebrados mediam de 0,8 até 2 centímetros. Parece pouco, mas esses insetos eram sim gigantes em comparação com seus parentes modernos. Em geral, as pulgas têm entre 0,1 e 0,3 centímetros.
Os ancestrais das pulgas não tinham algumas características das espécies atuais, como pernas retráteis para saltar. O corpo era adaptado para viver entre pelos, mas os mamíferos da época eram muito pequenos. Por isso, os cientistas acreditam que as pulgas poderiam viver nos ninhos, mas não conseguiriam parasitar um animal específico.
Eles também trabalham com a possibilidade de que a pulga seria um parasita de dinossauros, porque a tromba era longa e forte o suficiente para perfurar a pele dos répteis.
Os animais estudados viveram entre 165 milhões e 125 milhões de anos atrás. Ao todo, dois gêneros cientificos foram identificados no material.
Fêmea (à esquerda) e macho de pulgas gigantes fossilizadas na China. (Foto: D. Huang / Nature)Fêmea (à esquerda) e macho de pulgas gigantes fossilizadas na China.

Telescópio ajuda a desvendar vida extraterrestre ao olhar para a Lua


Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na Lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.
Os resultados do teste foram publicados na revista científica "Nature". O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do Sistema Solar. A observação foi feita por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite natural.
A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT, situado no deserto do Atacama, no Chile.
Lua na região do telescópio VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. (Foto: ESO/B. Tafreshi/TWAN)
Lua na região do VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. 
O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar. Isso faz o satélite atuar como se fosse um grande espelho, que devolve a luz de volta para a Terra, segundo explicou Michael Sterzik, pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo.
Os investigadores procuraram indicadores, como por exemplo certas combinações de gases na atmosfera terrestre, que são considerados indícios de vida orgânica, como a presença simultânea de metano, vapor de água e oxigênio.Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).
Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.
O gelo, as nuvens, a terra ou os oceanos podem fazer a superfície se polarizar em graus e cores determinadas.
O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro "dado crucial": existe vegetação.
Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).
Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.
Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa "é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente".
No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.
Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.
"Se existe vida fora do Sistema Solar, encontrá-la depende exclusivamente da existência de técnicas adequadas", disse Pallés. Ele afirma que daqui a 10 ou 12 anos, o metódo poderia ser utilizado em telescópios.
A equipe do IAC admitiu que este novo "método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta".

Floresta mais antiga do mundo era mais diversa do que se pensava


Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (29) pela revista “Nature” traz uma análise da floresta fossilizada mais antiga do mundo. É uma área de cerca de 1,2 mil metros quadrados, situada no estado norte-americano de Nova York, onde viveram árvores bem diferentes das que existem hoje em dia.
O estudo revelou uma diversidade de espécies maior do que se imaginava e trouxe novos e importantes dados sobre a evolução das plantas.
Imagem reproduz como seria a antiga floresta Gilboa. (Foto: Frank Mannolini / Science)Imagem reproduz como seria a antiga floresta Gilboa
Na década de 1920, foram descobertos pedaços de tronco fossilizados na escavação de uma pedreira, de onde se retiravam rochas para a construção de uma barragem. Esse fóssil – chamado de árvore de Gilboa, que era o nome da barragem – foi retirado e a pedreira foi preenchida novamente com terra.
Até recentemente, essas peças de museu eram a única fonte de informações dos cientistas. Em 2010, obras de manutenção da represa abriram a área novamente, e permitiram o trabalho da equipe na região, que levou ao mapeamento da floresta pré-histórica.
Estudo da floresta pré-histórica foi feito com análise de rochas (Foto: William Stein/Divulgação)
Estudo da floresta pré-histórica foi feito com
análise de rochas
Quando os pesquisadores conseguiram fazer essa análise, descobriram que a floresta não tinha apenas as árvores de Gilboa. Além dessas árvores de grande porte – semelhantes a palmeiras –, eles encontraram outras duas espécies menores no entorno, o que foi uma surpresa.
“Tudo isso demonstra que a ‘floresta mais antiga’ em Gilboa era muito mais complexa ecologicamente do que suspeitávamos, e provavelmente continha mais carbono na madeira do que sabíamos antes. Isso permitirá uma especulação mais refinada sobre a maneira como a evolução das florestas mudou a Terra”, afirmou Chris Berry, um dos autores do estudo, em material divulgado pela Universidade de Cardiff, no País de Gales, onde ele trabalha.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NASA encontra asteroide com 140 metros que ameaça atingir a Terra em 2040


O asteróide de 140 metros possui uma chance em 625 de atingir o planeta Terra no dia 05 de fevereiro de 2040.
  A NASA identificou um novo asteroide que está ameaçando nosso planeta, de acordo com cálculos elaborados por astrônomos. Seu nome é 2011 AG5 e já atraiu a atenção de uma equipe especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para elaborar projetos, discutindo métodos de desviá-lo.
Apesar das chances serem 1 em 625 de ocorrer uma colisão, a medida que o asteróide se aproximar, este número pode variar. Segundo os cientistas, um impacto como este poderia provocar centenas de milhões de mortes, embora a humanidade consiga sobreviver ao impacto. O asteróide que eliminou os dinossauros, por exemplo, há 65 milhões de anos, possuía 14,4km em comparação com 2011 AG5 com apenas 140 metros.
Impactos de asteróides podem ter consequências devastadoras, mas a NASA rastreia os objetos do espaço, calculando os possíveis riscos de colisões e métodos de defesa. 
Os cientistas ainda não conseguiram descobrir muito sobre ele. Até o momento, os astrônomos só conseguiram identificar 50% de sua órbita, mas a partir de 2016, talvez 2013, já seja possível conseguir todas as informações detalhadas utilizado telescópios a partir da terra.
De acordo com a NASA, entre as formas de desviar o asteróide, está sendo cogitada a possibilidade de enviar uma sonda com gravidade extra, o que desviaria o asteróide ao longo de milhões de anos-luz. Outra opção seria uma sonda para colapsar contra ele, o que possivelmente teria o mesmo efeito, desde que a distância do impacto fosse milhões de km de distância da Terra.Uma última e drástica opção seria uma arma nuclear, mas ainda existe muita controvérsia devido ao fato da possível formação de grande quantidade de pedaços que causariam ainda mais danos do que apenas um único bloco sólido.
Uma das grandes preocupações dos cientistas é o asteroide Aphophis, que é do tamanho de dois campos de futebol, previsto para passar próximo da Terra em 2036. Se as previsões se
confirmarem, ele passará tão próximo do planeta que será plenamente visível em toda a Europa, África e Ásia.

Tiranossauro teve mordida mais potente de todas as criaturas, diz estudo


O tiranossauro teve a mordida mais poderosa entre todas as criaturas que já habitaram a Terra, dizem cientistas.
Estimativas anteriores a respeito da mordida deste predador pré-histórico indicavam que ela era muito mais modesta, se comparada com predadores modernos, como os jacarés.
Esta medição, baseada em um escaneamento a laser da mandíbula de um Tyrannosaurus rex, mostrou que a sua mordida era equivalente a 3 toneladas -- equivalente ao peso de um elefante.
Força da mordida do tiranossauro foi medida em laboratório (Foto: BBC)Força da mordida do tiranossauro foi medida em laboratório
As descobertas foram publicadas na revista científica 'Biology Letters'. A pesquisa foi coordenada por Karl Bates, do Laboratório de Biomecânica da Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha.
Bates, junto de seu colega Peter Falkingham, da Universidade de Manchester, usou uma cópia em tamanho real do esqueleto de um tiranossauro exibido no Museu de Manchester como modelo de estudo.'Nós digitalizamos o crânio com um scanner a laser, então obtivemos um modelo 3D do crânio em nosso computador', afirmou Bates.
'Com isso, nós pudemos mapear os músculos sobre aquele crânio', explicou.
Os cientistas então reproduziram a força plena de uma mordida ao ativar os músculos para contrair totalmente, fechando as mandíbulas digitais.
'Aqueles músculos (simulados) fecharam a mandíbula como eles fariam na vida real e (...) nós medimos a força quando os dentes se encontraram', disse Bates à BBC.
'As forças máximas que nós encontramos -- nos dentes de trás -- ficaram entre 30.000 e 60.000 newtons', afirmou. 'Isto equivale a um elefante de tamanho médio sentando em você.'
Estudos anteriores estimavam que a mordida do Tyranossaurus rex tinha uma força entre 8.000 e 13.000 newtons.
Mordida de bebê
Os pesquisadores descobriram como a força da mordida do tiranossauro mudava à medida que ele crescia.

'Obviamente, com a sua cabeça ficando muito maior, há um aumento esperado na força da mordida associado a isso', afirma Bates.
Mas para o tiranossauro, a força por trás de sua mordida aumentava desproporcionalmente, muito mais do que seria esperado de um 'aumento linear contínuo', segundo o cientista.
Isto sugere que a dieta do predador mudava enquanto ele envelhecia, e que talvez somente os tiranossauros adultos pudessem morder através da dura pele de outro dinossauro.
'Eu acho que todos esperavam que o tiranossauro tivesse uma grande força na mordida, mas ela é ainda maior do que esperávamos', disse à BBC o especialista Bill Sellers, que estuda as capacidades físicas de animais vivos e extintos na Universidade de Manchester.
'E ela fica maior à medida em que ele cresce, o que é surpreendente', afirmou.
Sellers explicou que estudar os dinossauros lançou uma luz sobre os limites do que os seres vivos são capazes.
'Estes animais são extremos, um dos maiores carnívoros que já viveram', disse. 'Então isso diz muito sobre as limitações da biologia. Nós queremos saber como os organismos funcionam, mas os organismos vivos (hoje) são muito menores. E, em termos de mecânica, o tamanho é muito importante.'
O crânio do tiranossauro media cerca de 1,5 metro de comprimento e era equilibrado pela longa e pesada cauda do animal. Segundo cientistas, esses poderosos carnívoros podem ter se alimentado uns dos outros, assim como de outros dinossauros.