quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ingleses encontram fóssil de ostra que pode abrigar pérola gigante


fóssil da Ostra (Foto: Reprodução/Daily Mail)
Fóssil da ostra encontrado por pescadores

Pescadores do Reino Unido encontraram o fóssil de uma ostra que pode ter cerca de 150 milhões de anos, é dez vezes maior que uma ostra normal e ainda pode abrigar a maior pérola do mundo, afirma o jornal britânico “Daily Mail”. Entretanto, ninguém tem coragem de abri-la para saber.
Achado na região de Solent, um estreito que separa a Ilha de Wight da Grã-Bretanha, a ostra pré-histórica foi doada a um aquário de Portsmouth.
Exames de ressonância magnética apontaram fortes evidências da presença de uma pérola de tamanho raro que pode estar abrigada na ostra petrificada.
A análise constatou a presença de um objeto redondo no interior da ostra.


Idade ainda não revelada
Peritos ainda não conseguiram determinar a idade exata do fóssil. Eles analisam os anéis de crescimento encontrados na ostra – mesmo tipo de análise feita em árvores para determinar sua época.

De acordo com um porta-voz do Blue Reef Aquarium, para onde a ostra foi levada, o material foi capturado por redes de pesca e estava todo encoberto por lama. “Parecia uma pedra”, disse uma fonte ao “Daily Mail”.

Na Itália, arqueólogos desenterram ossada que pode ser da 'Mona Lisa'


Uma equipe de arqueólogos italianos desenterrou nesta terça-feira (24) em um convento abandonado de Florença, na Itália, um esqueleto muito bem conservado que pode ser de La Gioconda, a mulher do sorriso misterioso que Leonardo Da Vinci imortalizou no célebre quadro da "Mona Lisa".
Até agora foram descobertos vários corpos na busca pelos restos mortais de Lisa Gherardini, a nobre florentina que pode ter sido o modelo do retrato que Da Vinci pintou entre 1503 e 1506. Segundo Silvano Vinceti, diretor da equipe de arqueólogos, este esqueleto em particular é muito promissor, mas ainda será preciso fazer testes pra comprovar sua identidade.
"Creio que chegamos à parte realmente emocionante para os investigadores, a conclusão de nosso trabalho no qual nos aproximamos da pergunta-chave: encontraremos ou não os restos de Lisa Gherardini?", afirmou Vinceti, especialista na solução de mistérios da História da Arte.


Esqueleto encontrado no último dia 17 de julho em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. (Foto: Andreas Solaro/AFP)Esqueleto encontrado no último dia 17 de julho em convento de Florença, na Itália, que pode ser da suposta modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção da Mona Lisa. 

Os arqueólogos começaram a cavar no ano passado, quando novos documentos confirmaram que Gherardini, a esposa de um rico negociante de seda florentino chamado Francesco del Giocondo, viveu no convento depois da morte de seu marido, onde suas duas filhas freiras cuidaram dele e onde, em seguida, ela foi enterrada.
Acredita-se que Del Giocondo encomendou o retrato a Da Vinci e, apesar de não existirem provas tangíveis, a maioria dos historiadores está de acordo que Lisa Gherardini serviu de modelo para o retrato que hoje pode ser admirado no Louvre de Paris.

'Monalisa', um dos quadros mais famosos de Leonardo da Vinci (Foto: Reprodução/Wikicommons)
'Monalisa', um dos quadros mais famosos de
Leonardo da Vinci 

Reconstituição do rosto Os pesquisadores submeterão agora os restos do esqueleto conservado a uma série de testes para confirmar se pertencem a Gherardini, na esperança de reconstruir seu rosto e compará-lo com os traços faciais da pintura de Da Vinci.
"Os testes com carbono-14 nos permitem datar o período para saber se os restos são de meados do século XVI. Depois faremos testes para conhecer a idade da pessoa quando morreu. Sabemos que Gherardini tinha 62 ou 63 anos quando morreu", afirmou Vinceti.
"Depois vem o teste mais importante, o do DNA, porque temos os restos mortais de suas filhas. Se corresponderem, saberemos que são os restos da modelo que inspirou a Mona Lisa", acrescentou o arqueólogo, que também preside o Comitê Nacional Italiano para o Legado Cultural.
Se for confirmada a identidade do esqueleto, os investigadores iniciarão um processo de dois meses para reconstruir o rosto.
"Os traços fundamentais serão claramente visíveis. Já tentamos com Dante Alighieri, quando reconstruímos seu rosto. Seremos capazes de deixar para trás as hipóteses e comparar realmente o rosto reconstituído da musa que inspirou o artista", explica o especialista.
A identidade da Mona Lisa e de seu enigmático sorriso são um dos grandes mistérios da História da Arte e os arqueólogos da equipe italiana asseguram que é emocionante estar tão perto de desvendá-lo.

Migração do 'homo sapiens' causou extinção dos neandertais, diz estudo


O humano moderno (Homo sapiens) contribuiu mais para o desaparecimento de seus primos, os neandertais, do que os desastres naturais na Europa, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista da Academia de Ciências Americana, a "PNAS".
De acordo com os cientistas, a saída dos humanos modernos da África para a Europa foi uma ameaça maior para as populações nativas de neandertais do que a maior erupção vulcânica de todo o continente europeu ocorrida há 40.000 anos.
O geógrafo John Lowe, da Universidade Royal Holloway de Londres, analisou os depósitos de cinzas vulcânicas invisíveis a olho nu coletados no Mar Egeu, na Líbia e em quatro cavernas da Europa.
Estas cinzas provinham de uma enorme erupção vulcânica maciça conhecida como Campanian Ignimbrite, cujos restos cobriram uma área de 30.000 km² no Mediterrâneo. Os cientistas usaram estas cinzas para sincronizar os eventos arqueológicos e os dados pré-históricos do clima.
Os restos de neandertais e outras amostras de sua existência começaram a declinar muito antes da erupção e os períodos de mudanças climáticas extremas, concluíram os cientistas.


Estátua mostra como seria exemplar de neandertal, em museu na Croácia (Foto: Frumm John/Hemis.Fr)
Estátua mostra como seria exemplar de
neandertal, em museu na Croácia
Os índices nestas partículas de cinzas sugerem que os humanos modernos já tinham se estabelecido em uma zona ampla e diversa do leste europeu e do norte da África quando ocorreu a erupção.
Apesar de que pequenos grupos de neandertais, muito nômades, pudessem ter sobrevivido inicialmente, os humanos modernos contribuíram com a extinção.
Estas cinzas vulcânicas mostram que a Europa sofreu uma mudança climática abrupta entre 30.000 e 40.000 anos atrás, quando os neandertais tinham desaparecido em grande parte.
Esta pesquisa questiona as teorias existentes até agora de que as mudanças climáticas provocadas por erupções vulcânicas maciças na Europa teriam causado a extinção dos neandertais, abrindo o caminho para o desenvolvimento dos humanos modernos na Europa e na Ásia.

Primeira mulher norte-americana a viajar ao espaço morre aos 61 anos


Sally Ride a bordo da Challenger. (Foto: Nasa/Divulgação) 
Sally Ride a bordo da Challenger.
A Nasa anunciou nesta segunda-feira (23) a morte de Sally Ride, primeira mulher norte-americana a viajar para o espaço, 29 anos atrás.
Ela morreu aos 61 anos, de câncer no pâncreas, segundo informações do diário "USA Today".
“Sally quebrou barreiras com graça e profissionalismo – e literalmente mudou a cara do programa espacial americano”, disse em comunicado o chefe da agência especial americana, Charles Bolden.
Sally conquistou seu lugar na história da exploração espacial em 18 de junho de 1983, quando foi ao espaço na missão STS-7 do ônibus espacial Challenger, com quatro companheiros homens.

Antes dela, somente as soviéticas Valentina Tereshkova e Svetlana Savitskaya haviam tido essa oportunidade.
Nascida em 1951 em Encino, Califórnia, a ex-astronauta era física por formação e chegou à Nasa por meio de um anúncio da agência procurando por novos colaboradores.

Oceano mais quente fez surgir bactéria na Europa, afirma estudo


A mudança climática provocada pelo homem está por trás do surgimento inesperado de um grupo de bactérias no norte da Europa que pode provocar gastroenterite, mostra um novo estudo feito por um grupo de especialistas.
O estudo, publicado neste domingo (22) na revista "Nature Climate Change", forneceu algumas das primeiras fortes evidências de que os padrões de aquecimento do Mar Báltico coincidiram com o surgimento das infecções pela bactéria Vibrio no norte da Europa.
O Vibrio é um grupo de bactérias que costuma crescer em ambientes marinhos tropicais e quentes. A bactéria pode provocar várias infecções em seres humanos, com sintomas parecidos ao cólera e a gastroenterite de comer frutos do mar crus ou mal cozidos ou da exposição à água do mar.
Um grupo de cientistas de instituições na Grã-Bretanha, Finlândia, Espanha e Estados Unidos examinaram registros nas temperaturas da superfície do mar e dados de satélite, além de estatísticas em casos de vibrião no Báltico.
Eles descobriram que o número e a distribuição dos casos na região do Mar Báltico estavam fortemente relacionados aos picos nas temperaturas da superfície oceânica. A cada ano que a temperatura subiu um grau, o número de casos de Vibrio subiu quase 200%.
"Os maiores aumentos aparentes que vimos em casos durante anos de onda de calor (...) tendem a indicar que a mudança climática está de fato provocando infecções", disse à Reuters um dos autores do estudo, Craig Baker-Austin, do Centro para o Meio Ambiente, Pescaria e Ciência de Aquicultura, com sede na Grã-Bretanha.

Aquecimento dos oceanos

Estudos climáticos mostram que as crescentes emissões de gases que provocam o efeito estufa fizeram as médias globais das temperaturas de superfície aumentar em 0,17 ºC em uma década, de 1980 até 2010.

O estudo do Vibrio concentrou-se no Mar Báltico porque ele se aqueceu a uma velocidade inédita de 0,063ºC para 0,078ºC por ano de 1982 até 2010, ou 6,3ºC para 7,8ºC por século. "Representa o ecossistema marinho examinado que mais rapidamente se aqueceu até agora em qualquer lugar da Terra", dizia a revista.
Muitas bactérias se desenvolvem bem em água do mar quente e de baixa salinidade. Além do aquecimento, a mudança climática provocou chuvas mais frequentes e mais fortes, que reduziram o conteúdo de sal dos estuários e das zonas úmidas costeiras.
Os cientistas disseram que se as temperaturas oceânicas continuarem subindo e as regiões costeiras no norte se tornarem menos salinas, a bactéria Vibrio vai aparecer em novas áreas.

Brasil aguarda aval da Casa Civil para ingresso no Cern, afirma ministro


O Ministério da Ciência aguarda o aval da Casa Civil para que o Brasil se torne associado do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), responsável pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês).
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pelo ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp, durante entrevista coletiva realizada em São Luis (MA), que sedia até sexta-feira (27) a 64ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC.
“Tudo está caminhando positivamente, porém é necessário que a Casa Civil dê o aval para que possamos nos associar ao Cern. Não tem porque não fazermos isso. É importante para o Brasil, para a ciência e para os pesquisadores", declarou.
Em fevereiro, em entrevista ao G1, Raupp havia informado que o governo trabalhava em uma forma de “engenharia financeira” para conseguir a aprovação do investimento necessário para a entrada no Cern.
Se aprovado, o país teria que pagar uma cota anual para ser considerado membro do projeto -- esse valor ainda precisa ser definido pelo Cern, mas há dois anos era de aproximadamente US$ 15 milhões ao ano.
O LHC ganhou destaque no início de julho após cientistas anunciarem a descoberta de uma partícula subatômica inédita. Há fortes indícios de que se trate do "bóson de Higgs", a "partícula de Deus", única partícula prevista pela teoria vigente da física que ainda não tinha sido detectada em laboratórios, e que vinha sendo perseguida ao longo das últimas décadas.

Pela teoria, o bóson de Higgs teria dado origem à massa de todas as outras partículas. Se sua existência for confirmada, portanto, é um passo importante da ciência na compreensão da origem do Universo. Se ele não existisse, a teoria vigente deixaria de fazer sentido, e seria preciso elaborar novos modelos para substituí-la.


O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em entrevista coletiva realizada na SBPC. (Foto: Igor Almeida/G1)
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em entrevista coletiva realizada na SBPC. 

Parceria binacional em Alcântara
Raupp comentou ainda a questão da consolidação da base de Alcântara, no Maranhão, como polo comercial de lançamentos espaciais operado entre o Brasil e a Ucrânia.

A empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), prevê a comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o lançador Cyclone-4. Decreto presidencial publicado no "Diário Oficial da União" no início de julho autorizou a transferência de R$ 135 milhões do governo federal para aumentar o capital da empresa. Entretanto, segundo Raupp, ainda são necessários R$ 200 milhões em investimentos.
"Há um outro lado do projeto, o da estrutura. Só nele, estão previstos R$ 200 milhões. Contudo, não temos esse orçamento. Precisamos buscar junto ao governo uma forma de cumprir com nossas metas", afirmou o ministro, sem precisar qual tipo de estrutura o projeto necessita.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Telescópio virtual faz observação astronômica mais precisa até hoje

Telescópio virtual faz observação astronômica mais precisa até hoje
Esta é uma impressão artística do quasar 3C 279. Os quasares são centros muito brilhantes de galáxias longínquas, alimentados por buracos negros de elevada massa. Este quasar contém um buraco negro com uma massa de cerca de um bilhão de vezes a do Sol e encontra-se a mais de 5 bilhões de anos-luz de distância.
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Há 43 anos, homem chegava à Lua com computador de 2 kb de RAM


Computador da nave era pior que celulares atuais. Foto: Nasa/ DivulgaçãoComputador da nave era pior que celulares atuais


O salto que a humanidade deu há exatos 43 anos ocorreu no tempo previsto pela Nasa. Mas o pequeno passo para o homem, não. Eram 23h56 de 20 de julho de 1969 quando Neil Armstrong empreendeu o derradeiro movimento que o levou do último degrau da escada do módulo para a superfície da Lua. A transmissão das imagens do astronauta saltitando pelo satélite natural não representou apenas a soberania espacial dos Estados Unidos, a concretização da profecia de John F. Kennedy proferida oito anos antes e todos os avanços científicos resultantes do programa Apollo. Os registros daqueles momentos mostraram a todos quão longe o ser humano poderia chegar com computadores inferiores ao celular que você tem no bolso hoje. Armstrong e Buzz Aldrin sabiam disso. E não puderam nem pensar em cumprir a programação, de tão extasiados que estavam por terem pousado em segurança. Em vez de dormirem após a aterrissagem e deixarem a nave apenas às 3h16 do dia 21, eles resolveram iniciar logo a próxima fase da missão.
Assassinado em 1963, o presidente americano John F. Kennedy não pode acompanhar a conquista da Lua. Mas todos sabiam que o impulso inicial daquela viagem partiu dele. Em plena Guerra Fria, os Estados Unidos estavam perdendo em importante batalha para a União Soviética: a corrida espacial. Em 1957, os soviéticos chocaram o resto do mundo ao mandar ao espaço o primeiro satélite artificial, Sputnik 1, e a cadelinha Laika. No dia 12 de abril de 1961, mais um revés para os americanos: o cosmonauta russo Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a orbitar a Terra. Por isso, quando Kennedy anunciou o objetivo de enviar uma missão tripulada à Lua até o fim da década de 1960, poucos acreditaram que o intento se confirmaria - e que os soviéticos não chegariam lá antes.
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Imagens de satélite da Nasa mostram algas 'brilhantes' sobre a Europa


Imagens captadas pelo satélite Aqua, da agência espacial americana (Nasa), evidenciam a presença de algas unicelulares brilhantes sobre o Mar Negro, que separa o Leste Europeu da Ásia Ocidental.
Esses seres chamados "cocolitóforos" são alguns dos que formam o fitoplâncton – organismos microscópicos que vivem próximo à superfície dos oceanos e compõem a base da cadeia alimentar, servindo de comida para muitos animais.
Algas desse tipo fazem fotossíntese, razão pela qual têm um pigmento colorido. Elas também apresentam a capacidade de armazenar gás carbônico (CO2) e liberar oxigênio na atmosfera.
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Astronauta a bordo da ISS capta imagem de aurora austral

Aurora austral (Foto: Joe Acaba/Nasa/AP)
 O engenheiro de voo e astronauta da Nasa Joe Acaba, que está a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), fez uma imagem da aurora austral, ou 'luzes do Sul', a mais de 380 km da Terra. A foto foi tirada no domingo (15) e divulgada nesta quinta-feira (19). Assim como a aurora boreal, no Hemisfério Norte, o fenômeno ocorre pelo contato de ventos solares com o campo magnético da Terra 

Telescópio europeu a 3 km de altitude capta céu de estrelas nos EUA

Telescópio ESO (Foto: David Harvey/University of Arizona/ESO)
 O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma imagem do Telescópio Submilimétrico que funciona no Monte Graham, no Arizona, EUA, a 3.100 metros de altitude. O equipamento ajudou na captura da imagem mais precisa até agora do centro de uma galáxia, divulgada na quarta-feira (18). Além dele, participaram da descoberta um telescópio do ESO no Chile e outro no Havaí

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Telescópio da Nasa detecta planeta 'alienígena' a 33 anos-luz da Terra


Um novo planeta "alienígena", com apenas dois terços do tamanho da Terra, está sendo considerado pelos cientistas como um dos menores já registrados. O corpo celeste fica fora do Sistema Solar e foi detectado pelo telescópio espacial Spitzer, da Nasa. Uma ilustração dele foi divulgada na quarta-feira (18) nos EUA.
Conhecido como UCF-1.01, o exoplaneta orbita uma estrela chamada GJ 436, localizada a 33 anos-luz de distância da Terra. A identificação de planetas pequenos e próximos à principal estrela de seus sistemas ajuda nas pesquisas para encontrar, um dia, um corpo parecido com a Terra e que seja habitável aos seres humanos.
Atualmente, são conhecidos mais de 700 planetas fora do Sistema Solar. A contagem começou em 1995, quando o primeiro planeta a girar ao redor de uma estrela diferente do Sol foi observado.


Exoplaneta (Foto: Nasa/Reuters)Ilustração do candidato a exoplaneta UCF-1.01, encontrado pelo telescópio Spitzer, da Nasa

Nave Enterprise poderá ser vista em museu nos EUA a partir desta quinta


Neandertais conheciam propriedade medicinal de plantas, diz estudo


Um grupo internacional de pesquisadores demonstrou que os neandertais que viviam no sítio arqueológico de El Sídron, na Espanha, conheciam as propriedades medicinais e nutricionais de algumas plantas, como a camomila, e incluíam vegetais em sua dieta.
A pesquisa, que contou com a participação de especialistas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha, da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e da Universidade de York (Reino Unido), chegou a estas conclusões a partir da análise do tártaro presente nos dentes de cinco indivíduos adultos e de um jovem da espécie.
Até pouco tempo atrás, pensava-se que os neandertais, que foram extintos há cerca de 30 mil e 24 mil anos, eram predominantemente carnívoros.
No entanto, cada vez mais estudos, como o publicado na revista alemã "Naturwissenschaften", mostram que a espécie também se alimentava de vegetais, sobretudo em latitudes mais ao sul, disse Antonio Rosas, diretor do grupo de paleoantropologia do Museu Nacional de Ciências Naturais e um dos autores do trabalho.

"Está se observando que sobretudo em latitudes mais ao sul da Europa, como em El Sidrón, os neandertais tinham um componente vegetal nada desdenhável em sua dieta", explicou.
Saiba mais:

Galáxia espiral mais antiga é descoberta por astrônomos

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quarta-feira (18), na revista "Nature", a descoberta da galáxia espiral mais antiga já detectada, com 10,7 bilhões de anos, ou seja, dos primórdios do Universo.
Segundo a teoria do Big Bang, a expansão do cosmos começou há cerca de 13,7 bilhões de anos, idade aproximada da Via Láctea, outra galáxia espiral. Nesse período, as galáxias costumavam se colidir com frequência, as estrelas se formavam com mais rapidez e os buracos negros cresciam muito.
Até agora, os cientistas acreditavam que essa era uma época em que não existia esse tipo de formação, por causa das condições desfavoráveis encontradas. A BX442 tem bilhões de anos a mais que outras galáxias espirais conhecidas e foi identificada pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa.
Saiba mais:

terça-feira, 17 de julho de 2012

Disparado o raio laser mais potente do mundo com pico de 500 trilhões de watts


Cientistas da National Ignition Facility, na Califórnia, dispararam o laser mais potente já registrado no mundo.
O disparo foi feito com um sistema de 192 raios laser simultâneos totalizando 500 trilhões de watts de potência de pico e 1,85 megajoules de luz laser ultravioleta em um alvo de 2 milímetros de diâmetro de uma pequena cápsula de urânio contendo deutério e trítio – formas isotópicas do hidrogênio.
Isso equivale a 1.000 vezes mais energia do que os Estados Unidos usa no mesmo pico de tempo do disparo e 100 vezes mais potência.
O disparo foi feito com um sistema de 192 raios laser simultâneos totalizando 500 trilhões de watts de potência de pico e 1,85 megajoules de luz laser ultravioleta em um alvo de 2 milímetros de diâmetro de uma pequena cápsula de urânio contendo deutério e trítio – formas isotópicas do hidrogênio.
Isso equivale a 1.000 vezes mais energia do que os Estados Unidos usa no mesmo pico de tempo do disparo e 100 vezes mais potência

Água de nosso planeta chegou através de asteroides do sistema solar interno, diz pesquisa



Um estudo usando isótopos de hidrogênio produziram evidências de que a água da Terra provém de asteroides do Sistema Solar Interno.
Antes os pesquisadores imaginavam que a água poderia ter vindo de cometas congelados do Sistema Solar Externo. O hidrogênio possui 2 versões estáveis, uma delas é o deutério. Sabemos que a água proveniente de cometas e asteroides do sistema solar exterior tem uma maior quantidade de deutério, devido ao frio extremo, em comparação com a água formada no sistema solar interior.
Essa diferença permitiu uma equipe da Carnegie Institution em Washington, EUA, liderada por Alexander Conel, comparar as proporções dos dois isótopos em fragmentos de asteroides conhecidos como condritos.
Podemos medir a proporção de isótopos de hidrogênio em gelos de cometas através de espectroscopia de infravermelho”, disse Alexander em entrevista a Wired UK.
A equipe estudou 86 meteoritos, medindo as proporções de deutério. Ficou evidente que os meteoros possuem menos isótopos de hidrogênio do que em cometas, o que ajudou a solucionar a fonte de água na Terra. “Então, excluímos os cometas como fonte de voláteis da Terra como a água, deixando no lugar os asteroides”, comentou o cientista.
A equipe também analisou isótopos de nitrogênio e encontrou resultados semelhantes. “Descobrimos que os vários tipos de condritos possuem composições isotópicas de hidrogênio e nitrogênio próximos aos encontrados no planeta Terra, sugerindo que os asteroides e tipos de meteoritos foram as fontes dominantes na formação de água na Terra”, concluiu Alexander.
Assim, parece que a Terra primitiva seca foi umedecida por asteroides do sistema solar interno girando próximos da gravidade terrestre, acumulando água ao longo do tempo. Isso é contrário às teorias anteriores que assumiam o fato de que os cometas e asteroides além da órbita de Júpiter teriam trazido água para cá.

Imagem mostra um show espetacular do gigante Júpiter passando atrás de nossa Lua





























Astrônomos britânicos acordaram hoje antes do amanhecer para vislumbrar o maior planeta do sistema solar passar serenamente atrás da Lua.
A ‘ocultação’ rara – um termo astrológico quando um objeto está escondido por outro objeto que passa entre ele e o observador – era claramente visível a olho nu, apesar de Júpiter estar a 600.000.000 de quilômetros de distância de nós.
O gigante passou por trás da Lua crescente em torno de três horas. Estas imagens surpreendentes de Júpiter foram registradas por Steve Knight perto de sua casa em Banbury, Oxfordshire.

 

Foi um evento único, pois as luas de Júpiter, Europa, Ganimedes, Io e Calisto foram ocultadas.
Júpiter, o quinto planeta após o Sol, é o maior do sistema solar e possui mais de 60 satélites conhecidos (podem existir mais), mas a maioria deles são extremamente pequenos.
Ele possui a chamada Grande Mancha Vermelha, uma tempestade atmosférica maior que todo o planeta Terra em extensão e com velocidades que podem atingir 600 km/h. 
  O gigante gasoso pesa mais de 317 planetas Terra e possui 2,5 vezes a massa de todos os outros planetas do sistema solar juntos!
Júpiter é geralmente o terceiro objeto cósmico mais brilhante do céu noturno – ficando atrás apenas da Lua e Vênus.




Nasa divulga imagem nos 37 anos de missão com soviéticos


Cosmonauta soviético e astronauta americano se encontram no espaço. Foto: Nasa/ DivulgaçãoCosmonauta soviético e astronauta americano se encontram no espaço
Em 17 de julho de 1975, a Guerra Fria foi colocada de lado e astronautas soviéticos e americanos tiveram um encontro no espaço. O programa Apollo-Soyuz levou os astronautas Tom Stafford, Donald K. "Deke" Slayton e Vance Brand em um módulo de serviço Apollo. Eles acoplaram a uma nave Soyuz e encontraram os cosmonautas Aleksey Leonov e Valeriy Kubasov.
A corrida espacial começou com o lançamento do Sputnik em 1957. Com medo do poderoso foguete que levava o satélite, os Estados Unidos investiram pesado na pesquisa nessa área. Em 1961, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, reconheceu que os soviéticos "saíram na frente", mas anunciou que levaria o homem à Lua em uma batalha "entre liberdade e tirania".
Os soviéticos levaram o primeiro homem ao espaço, mas o primeiro voo tripulado à Lua foi americano. Após 1972, com o fim das missões lunares, os dois corredores perderam fôlego - estava na hora de juntar forças.
O sistema de doca foi criado pela Nasa. Segundo a agência, a missão demonstrou pela primeira vez que duas espaçonaves diferentes podem acoplar no espaço. Hoje, americanos e russos estão há mais de 10 anos juntos no projeto da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).