sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Terremoto de 7 graus na escala Richter em Marte aumenta a esperança sobre a existência de vida


Um enorme terremoto ocorrido em Marte foi detectado, sugerindo que pode existir vulcões ativos e até reservatórios de água que, teoricamente, poderia sustentar a vida no Planeta Vermelho.
Os cientistas acompanharam uma série de quedas de pedras em Marte que se assemelham com um tremor de terra ocorrido em 2009 perto de L’Aquila, na Itália.
Através de fotografias captadas pela sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter na NASA, as pedras que medem 18 metros de altura, se movimentaram em um raio de 99 km, ao longo de falhas na fossa Cerberus. Essas informações indicam um terremoto semelhante ao que ocorre em nosso planeta.
Isso é consistente com a hipótese de que as pedras tinham sido mobilizadas através de tremores de terra, e que a gravidade da terra tremida diminuiu ao longo do epicentro”, comentou Gerald Roberts, da Universidade de Londres.
Os pesquisadores foram capazes de excluir a possibilidade de que as rochas foram depositadas pelo gelo derretido por causa de padrões de terra distinta. Com base na área coberta pelas pedras deslocadas, o Dr. Roberts estima que a magnitude do terremoto tenha sido de 7 graus na escala Richter, a mesma intensidade que atingiu o Haiti em 2010 e matou 300 mil pessoas.O tremor – apelidado de Marsquake – pode ter sido alimentado por movimentos de magma. Os ventos marcianos ainda não apagaram as trilhas das pedras, o que faz com que os astrônomos concluam que o evento ocorreu a pouquíssimo tempo.
Cientistas já admitiam a possibilidade que abalos sísmicos poderiam estar agitando a superfície de Marte. Se vulcões ativos existirem no planeta vermelho, o calor pode derreter bolsas de gelo subterrâneo, formando reservatórios de água líquida, o que seria algo bastante hospitaleiro para abrigar a vida como conhecemos.

Criaturas bizarras das profundezas oceânicas nos dão uma noção de possíveis seres de outros planetas


Eles se parecem com monstros de outros planetas. Mas, longe de habitar um mundo alienígena anos-luz da Terra, essas criaturas assustadoras existem nas profundezas dos oceanos.
Novas fotos de poliquetas mostram como elas evoluíram para sobreviver às intensas pressões a 1.000 metros abaixo da superfície da água, onde nem mesmo um único raio de Sol consegue penetrar. As descobertas de regiões tão inóspitas lançam luz sobre a possibilidade de existência de vida em outros planetas.
As fotos possuem detalhes assustadores, incluindo suas bocas terríveis que parecem sair de dentro para fora, tornando mais fácil capturar presas. Minúsculos detalhes são revelados graças às imagens de cientistas que pesquisam as regiões abissais.
As criaturas, que medem pouco mais de três centímetros de comprimento, fazem parte de um ecossistema que era completamente desconhecido há 40 anos. Mas desde a época de 1970, a evolução tecnológica permitiu a exploração cada vez mais profunda de nosso ambiente marinho, permitindo aos cientistas mudarem a visão que tinham sobre a vida de regiões profundas.
Em vez de uma terra árida, descobriram comunidades de criaturas bizarras que vivem em fontes hidrotermais, também chamadas de chaminés ou fumantes. Essas rachaduras no fundo dos oceanos liberam gases em altas temperaturas, resultado de movimento tectônico.
As águas superaquecidas liberadas pelas fontes estão carregadas de coquetéis de substâncias que ajudam a manter um vasto ecossistema ao seu redor. É cogitada a existência de fontes como essa em Europa, uma das luas de Júpiter. Os cientistas também acreditam que elas existiram algum dia em Marte.
Estes vermes rastejam no fundo do mar próximo de respiradouros, usando suas bocas para mastigarem organismos simples na sopa química. Esses animais conseguem energia através de reações químicas, já que nenhum animal em grandes profundidades possa fazer fotossíntese devido a completa falta de luz solar. A capacidade destes seres em sobreviver em locais tão inóspitos, em condições tão adversas ao homem, faz com que esses vermes deslumbrem o pesquisador Daniel Desbruyeres, cientista sênior do Instituto Francês de investigação para Exploração do Mar.
As recentes descobertas de fontes hidrotermais mudaram nossa visão do reino marinho. Este é um dos habitats mais diversificados do planeta, mas nossa percepção sobre sua verdadeira existência ainda está em estágios infantis”, comentou o pesquisador.

Buracos negros ‘fantasmas’ na Via Láctea representam perigo para nós?


Se a última simulação feita por cientistas sobre a fusão de buracos negros estiver correta, podem existir centenas de buracos negros pesando centenas de milhares de vezes a massa do Sol, vagando ao redor da nossa galáxia.
Buracos negros errantes como estes seria muito difícil de detectar”, comenta a astrônoma Kelly Holley-Bockelmann da Universidade Vanderbilt, no Tennessee, EUA.
A menos que eles engulam uma grande quantidade de gás, a única maneira de detectá-los quando estiverem se aproximando seria observar a imensa força gravitacional que ele causaria na luz de suas proximidades. Isso produz um efeito chamado de lente gravitacional, que faria as estrelas de fundo aparecer e iluminar momentaneamente”, comentou Holley-Bockelmann.
As investigações estão centradas em buracos negros de “massa intermediária”, cuja existência foi posta em dúvida por alguns astrônomos até pouco tempo. Até agora, apenas buracos negros de tamanho médio foram confirmados.
Há três anos o telescópio da Agência Espacial Europeia, o XMN-Newton, descobriu um buraco negro na borda da Via Láctea, distando 290 milhões de anos-luz da Terra.
Os pesquisadores analisaram o que acontece quando buracos negros desse tamanho se fundem com outros buracos negros, usando a teoria da relatividade de Einstein. A maior surpresa é a previsão de que quão dois buracos negros que giram em velocidades diferentes ou de tamanhos diferentes se fundem, o buraco negro recém-formado recebe um “grande chute” devido à conservação do momento, empurrando-o para longe, em direção arbitrária em velocidades incrivelmente altas, aproximadamente 4.000 km por segundo.
Isso é muito mais elevado do que qualquer outro modelo previa. Mesmo se a velocidade de ‘chute’ fosse de 200 km por segundo, já seria extremamente alta comparada com a velocidade de escape de típicos objetos astronômicos”, comentou Holley-Bockelmann.
Esta imagem foi a primeira evidência de um buraco negro no centro da Via Láctea. A estrela mais próxima do centro galáctico está orbitando um objeto pequeno central que contém 3,7 milhões de vezes a massa do Sol – um buraco negro supermassivo.
Usando as instalações do Centro Avançado Vanderbilt para Pesquisa em Computação e Educação, a equipe de Holley-Bockelmann realizou uma séria de simulações do crescimento intermediário de buracos negros e como eles interagiriam com outros buracos negros, analisando cuidadosamente o impulso que cada união daria.
Nós usamos diferentes hipóteses para a massa do buraco negro inicial, para o intervalo de massas estelares dentro de aglomerados globulares e assumimos a possibilidade que os spins foram distribuídos aleatoriamente”, comenta.
Com os nossos pressupostos mais conversadores, descobrimos que, mesmo se cada aglomerado globular tiver um buraco negro de tamanho intermediário, apenas 30% irá retê-los após a fusão. Com nossas suposições menos conversadoras, menos de 2% dos aglomerados globulares devem conter buracos negros de massa intermediária hoje”, Se os 200 aglomerados globulares que existem na Via Láctea possuir buracos negros, isso significa que centenas deles estão vagando de modo invisível em torno da nossa galáxia, esperando a oportunidade para engolir nebulosas, estrelas, planetas de quem tiver a infelicidade de estar no seu caminho.
Felizmente, a existência de alguns buracos negros errantes na vizinhança não apresenta um grande perigo. “Estes buracos negros solitários são extremamente improváveis”, comenta Holley-Bockelmann. “Sua zona de perigo, chamado de Raio de Schwarschild, é realmente pequeno, apenas algumas centenas de milhares de quilômetros. Há coisas muito mais perigosas na nossa vizinhança!”, salientou.
Os dois buracos negros já descobertos são quase 10 bilhões de vezes o tamanho do Sol. Eles são tão grandes que todo o Sistema Solar seria anões perto deles. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Astrônomos dizem que pode existir um planeta gigante escondido no Sistema Solar


  Plutão está a cerca de 40 vezes a distância entre o Sol e a Terra, mas o Sistema Solar é aproximadamente 50.000 vezes maior em comprimento que o diâmetro dessa distância.
Essa imensidão de espaço em nossa ‘vizinhança’ poderia esconder enormes segredos. Isso está sendo considerado como uma possibilidade pequena, porém real. Nos últimos anos, os astrônomos descobriram um monte de planetas localizados em 100 unidades astronômicas (unidade de medida equivalente a distância do Sol a Terra) de algumas estrelas em várias galáxias, o que evidencia que possam existir planetas orbitando uma estrela, mesmo em distâncias inacreditáveis.
  Estes planetas são, geralmente, gigantes gasosos. Eles certamente são bem diferentes de planetas anões como Plutão e Éris, descobertos em nosso Sistema Solar e outros que possam existir no Cinturão de Kuiper.
Não há quase nenhuma chance de que esses planetas gigantes possam ter sido formados como parte do disco planetário de sua estrela hospedeira, no caso o Sol, considerando a distância imensa. Isso sugere fortemente que estes são planetas antigos capturados pela gravidade do Sol. Hagai Perets do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica e Kouwenhoven Thijs do Instituto de Astronomia da Universidade de Pequim uniram forças para descobrir o que podemos esperar de estrelas em potencial, como o Sol, em capturar planetas gigantes.
Os pesquisadores declararam na ScienceNow seus resultados: “Promovemos simulações em computador para ver o que acontece quando um aglomerado de estrelas captura planetas flutuantes. Se o número de livre flutuação do planeta for igual ao número de estrelas, 3% a 6% das estrelas obtém sucesso na captura de um planeta e algumas estrelas conseguem capturar até 3 planetas. A maioria dos planetas acabam capturados centenas ou milhares de vezes a distância da Terra ao Sol. Além disso, constatamos que a maioria desses planetas possuem órbitas inclinadas”.Segundo os cálculos, o nosso Sol que possui uma massa ligeiramente maior que a média, teve uma chance real de capturar um ou mais planetas há milhões de anos. As chances não são grandes, mas se os cálculos estiverem exatos, a possibilidade de um planeta existir escondido no nosso Sistema Solar é concreta.
Pesquisas recentes apontam a possibilidade da existência de um planeta na Nuvem de Oort, o que indicaria que existe um grande segredo escondido esperando para ser descoberto.

Satélite capta redemoinho no meio do oceano com mais de 144 km de largura


Um satélite da NASA forneceu imagens de cair o queixo. Um enorme redemoinho no fundo do mar.
A massa de água em rotação – que mede inacreditáveis 144,6 km de largura – foi avistada na costa da África do Sul, por um satélite no dia 26 de dezembro de 2011, mas só agora a Agência Espacial Norte Americana liberou as imagens.Apesar da assustadora imponência, a massa de água não é motivo de alerta internacional ou preocupação com os peixes da região. Na verdade, é mais provável que o redemoinho melhore a vida marinha por dispersar nutrientes, retirando alimento das profundezas e espalhando na superfície.
  As tempestades do mar, mas conhecidos como vórtices, possuem formas bizarras de um turbilhão, formando-se em grandes profundidades. Este tipo de evento natural é chamado de Redemoinhos Agulha, e são considerados os maiores do mundo. A imagem foi capturada quando os satélites faziam um trabalho de varredura de rotina em nosso planeta.

Cientistas descrevem artrópode que vive em grande profundidade

  Cientistas descreveram recentemente o animal terrestre mais profundo já encontrado, juntamente com quatro espécies novas para a ciência. Estes animais são colêmbolos (Arthropoda, Insecta, Collembola), um pequeno inseto sem asas primitivo com seis pernas e sem olhos que vive na escuridão total.
Descrito por Rafael Jordana e Enrique Baquero, da Universidade de Navarra (na Espanha), eles são conhecidos pela ciência como: Anurida stereoodorata, Deuteraphorura kruberaensis, Schaefferia profundissima e Plutomurus ortobalaganensis. O último é o artrópode que vive no lugar mais profundo já encontrado, a 1.980 metros abaixo da superfície do solo.
Os animais foram coletados durante os trabalhos de uma expedição à caverna mais profunda do mundo, em 2010. A caverna Krubera-Voronja atingindo hoje a profundidade de 2.191 metros abaixo do nível do solo, está localizado na Abcásia, uma área remota perto do Mar Negro nas montanhas do Cáucaso ocidental, sendo a única caverna no mundo com mais de 2 Km de profundidade.
A descoberta de vida em tais sistemas profundas lança novas luzes sobre a forma como olhamos para a vida na Terra. Na ausência total de luz e recursos alimentares extremamente baixos, os animais de cavernas têm adaptações únicas para a vida subterrânea. Eles não têm pigmentação no corpo, não têm olhos e têm desenvolvido estratégias morfofisiológicas de sobrevivência em tal profundidade, durante milhões de anos.

Astrônomos registraram o mais rápido vento soprado de um buraco negro


Astrônomos usando o observatório em raio-x da Nasa, Chandra, registraram a imagem do mais rápido vento soprado de um disco em torno de um buraco negro. Os buracos negros são proveniente do colapso de uma estrela massiva, com massa de 5 a 10 vezes a do Sol. Os cientistas acreditam que, apesar da ideia geral ser o buraco negro atrair toda massa a sua volta, o vento faz com que 95% da massa no disco seja expelida.

Cromossomo Y não está encolhendo, diz estudo


As teorias de que os homens eventualmente vão desaparecer porque o cromossomo Y, que determina a masculinidade, está encolhendo estariam muito erradas, segundo um estudo genético publicado nesta quarta-feira (22).
O cenário da condenação dos homens ganhou destaque quase uma década atrás quando os cientistas descobriram que o cromossomo masculino tinha se reduzido drasticamente.
Ele passou de um super-Y com mais de 1.400 genes, há centenas de milhões de anos, para um pequeno e nodoso cromossomo com apenas dezenas de genes.
Essa descoberta levou a pensar que o Y estava em apuros. Os humanos poderiam acabar como as ratazanas toupeiras transcaucasianas, um pensamento preocupante.
Mamífero cujo cromossomo Y foi vencido pela pressão evolucionária, a ratazana toupeira se diferenciou em duas espécies, um das quais não possui o cromossomo Y. Como o gênero de sua prole é determinado ainda é um mistério.
No pior cenário, os homens desapareceriam sem meios artificiais para garantir a continuidade do sexo masculino ameaçado.
Algumas vozes apocalípticas dizem que isso poderia acontecer em cerca de cinco milhões de anos e outras em apenas 125.000 anos, com o cromossomo Y seguindo o caminho do pássaro extinto Dodo.
Mas o novo estudo diz que a diminuição dos cromossomos Y ocorreu em um passado muito distante e que o cromossomo tem se mantido maravilhosamente estável há milhões de anos.
O genoma humano tem 22 pares de cromossomos mais um par que determina o sexo. Se você é uma mulher, tem dois cromossomos X; se você é um homem, um X e um Y.
A nova evidência vem de uma comparação do cromossomo Y humano com o do macaco rhesus - um famoso macaco do Velho Mundo cujo caminho evolucionário se diferenciou dos humanos e chipanzés cerca de 25 milhões de anos atrás.
O cromossomo Y do rhesus não perdeu um único gene ancestral em todo esse tempo, disse o estudo.
Em comparação, o Y humano perdeu um gene ancestral, o que aconteceu em um minúsculo segmento que corresponde a apenas três por cento do cromossomo inteiro.
"Sem a perda dos genes do Y do rhesus e um gene perdido no Y humano, está claro que o Y não vai a lugar algum", afirmou Jennifer Hughes do Whitehead Institute for Biomedical Research do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
O chefe de Hughes, David Page, disse que tem combatido a noção de " declínio do Y" nos últimos 10 anos e acredita que o novo estudo "simplesmente destrói" a teoria.
"Eu não posso dar uma palestra sem ser questionado sobre o desaparecimento do Y", reclamou. "Esta ideia tem sido tão persuasiva que tem nos impedido de avançar em questões realmente importantes sobre o Y."
Antes de eles se tornarem cromossomos sexuais especializados, o X e o Y eram essencialmente como os cromossomos comuns e costumavam trocar genes com qualquer outro, um processo chamado cruzamento que ajuda a eliminar mutações perigosas e manter um amplo conjunto de genes, de acordo com a equipe de Page.
Mas o cruzamento X-Y parou, fazendo o cromossomo Y perder rapidamente dezenas de genes indesejados em cinco etapas.
"Então ele se nivelou e ele vem fazendo isso muito bem desde então", concluiu Page.

Espaçonaves são coisa do passado: empresa quer construir elevador espacial até 2050

Elevador Espacial

Quem gosta de astronomia certamente deve acompanhar o destino dos humanos rumo ao espaço. Entre as notícias mais recentes, a que mais chama a atenção é sobre as viagens turísticas que serão realizadas pela Virgin Galactic, empresa do milionário Richard Branson, que vai colocar pessoas comuns em órbita entre 2012 e 2013.
Mas uma outra empresa parece ter planos ainda mais ambiciosos. A Obayashi Corp, uma companhia japonesa do ramo de infraestrutura responsável por projetos de engenharia bastante ousados, planeja construir um elevador com destino ao espaço onde os ocupantes vão levar pouco mais de sete dias para chegar à órbita terrestre, em um percurso de aproximadamente 36 mil quilômetros. As operações devem se iniciar daqui cerca de 40 anos, ou seja, em 2050.
Os engenheiros da empresa com sede em Tóquio esperam fazer avanços com o projeto "para que ele não seja simplesmente um sonho", afirmou um funcionário da Obayashi Corp ao site The Daily Yomiuri.
Mas como isso pode se tornar realidade? De acordo com o Digital Trends, a empresa acredita que a construção do elevador será possível graças à descoberta dos nanotubos de carbono, em 1991, que são 20 vezes mais fortes que o aço. Dessa forma, os nanotubos seriam usados para produzir os cabos necessários que colocarão o elevador em órbita.
O plano, nesse caso, é enviar um cabo de 96 mil km até uma espécie de estação espacial contendo laboratórios e uma sala de estar, localizada a cerca de 36 mil km da Terra - distância que corresponde a um quarto da viagem daqui até a lua. O elevador teria a capacidade de levar até 30 passageiros em cada operação e seria alimentado por motores magnéticos acoplados aos nanotubos de carbono.
O valores referentes ao negócio não foram anunciados, mas devem ser tão altos quanto a distância que será percorrida pelo elevador. Pessoas ligadas à Obayashi Corp dizem que a viabilidade do protótipo depende da cooperação de outras empresas de todo o mundo, incluindo a NASA.

EUA comemoram 50 anos da ida do primeiro americano à órbita da Terra


Nesta segunda-feira (20), os Estados Unidos comemoram 50 anos da ida do primeiro norte-americano a orbitar a Terra. Em 20 de fevereiro de 1962, John Glenn foi escolhido pela Nasa para ir ao espaço, colocando o país em uma corrida acirrada com a União Soviética, que tinha enviado o cosmonauta Yuri Gagarin para o espaço dez meses antes.
Antes de Glenn, Alan Shepard e Gus Grissom já tinham ido ao espaço, mas em voos suborbitais.
Após cinco décadas Glenn culpa a administração do ex-presidente George Bush como responsável pela falta de capacidade da Nasa em não enviar mais pessoas em missões.
O fim do programa de ônibus espaciais no ano passado deixou os Estados Unidos dependente de seu ex-inimigo da Guerra Fria para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional, de propriedade conjunta, que fica a 385 quilômetros acima do planeta.
"Lamento que essa seja a maneira como as coisas se desenvolveram", disse Glenn a uma multidão de funcionários antigos e atuais da Nasa e convidados no Complexo de Visitantes do Centro Espacial Kennedy, na noite de sábado, parte de uma série de comemorações do 50o aniversário de seu voo.
"Gastamos mais de US$ 100 bilhões colocando a estação espacial lá em cima. É muito ruim que a administração anterior tenha tomado a decisão de acabar com os ônibus espaciais, então agora temos que recorrer a outro lugar até mesmo para chegar até a nossa estação", disse Glenn, que foi senador democrata de Ohio entre 1975 a 1999.
Nesta segunda-feira (20), o senador John Gleen deu entrevista para uma emissora de televisão dos Estados Unidos. A data marca os 50 anos do primeiro voo de um americano ao espaço. (Foto: NASA, Bill Ingalls/AP)Nesta segunda-feira (20), o senador John Glenn deu entrevista para uma emissora de televisão dos Estados Unidos. A data marca os 50 anos do primeiro voo de um americano ao espaço. 
Alto custo
Os Estados Unidos acabaram com o programa de ônibus espaciais no ano passado devido aos elevados custos operacionais e para liberar fundos para uma nova geração de naves espaciais que podem voar mais longe da Terra. Mais dinheiro teria sido necessário anos antes para que as novas naves estivessem prontas no momento em que as antigas fossem aposentadas.

Glenn aproveitou suas conexões políticas em um retorno muito aguardado ao espaço em 1998, quando, aos 77 anos, ele voou a bordo do ônibus espacial Discovery como participante de uma pesquisa sobre envelhecimento patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
Agora aos 90 anos, Glenn, um piloto aposentado, disse que o maior benefício do programa espacial dos EUA é a pesquisa científica e elogiou a decisão de prolongar a vida útil da Estação Espacial Internacional para pelo menos 2020, além do previsto para 2015.
"As pessoas se perguntam 'para que serve a pesquisa?' Acho que cada parte dos progressos realizados pelos seres humanos foi feita porque alguém estava curioso sobre o desconhecido", disse Glenn. "Se há uma coisa que aprendemos através da história de nosso país é que o dinheiro gasto em pesquisa básica traz retornos no futuro, muito além do que foi previsto inicialmente", disse ele.
Mistérios da medicina Embora a pesquisa não tenha sido a razão pela qual Glenn e seus sete colegas do Mercury foram lançados em órbita, os cientistas tinham muitas perguntas sobre o funcionamento do corpo humano no ambiente sem gravidade do espaço.
"As coisas que estávamos investigando nesses primeiros voos parecem tão primitivas agora, que são quase risíveis", disse Glenn. "Os médicos estavam literalmente preocupados que nossos olhos pudessem mudar de forma e nossa visão mudasse o suficiente para que você não pudesse nem mesmo ver o painel de instrumentos", disse.
Scott Carpenter, que seguiu Glenn em órbita três meses depois, disse que engoliu alimento radioativo para que os médicos pudessem ver se o seu corpo poderia metabolizar os alimentos na ausência de gravidade.
"Não tinha sentido, porque você pode comer de cabeça para baixo e processar os alimentos muito bem. Por que não poderíamos fazê-lo da mesma maneira em gravidade zero? Bem, tivemos que provar. Foi-me dado um alimento radioativo em um tubo de creme dental e me disseram para comer na primeira órbita. Era radioativo para que eles pudessem rastrear o seu movimento através do meu corpo", disse Carpenter.
Após Glenn, houve mais duas missões Mercury e três voos Carpenter, pavimentando o caminho para o programa Gemini e, finalmente, o objetivo real do programa espacial humano nascente: o envio de uma tripulação para a Lua. "Apesar de estarmos atrás da União Soviética, fomos capazes de alcançá-los e fazer exatamente o que (o presidente John F.) Kennedy nos disse para fazer", disse Glenn. "Ao fazê-lo, venceríamos os russos na viagem à Lua."
Foto de arquivo da Nasa mostra o astronauta John Gleen durante o voo ao espaço, em 20 de fevereiro de 1962. (Foto: Arquivo Nasa/AP)Foto de arquivo da Nasa mostra o astronauta John Gleen durante o voo ao espaço, em 20 de fevereiro de 1962. 
Velho inimigo, novo amigo
Agora é a Rússia que leva norte-americanos ao espaço a bordo da sua nave espacial Soyuz, um serviço que custa mais de US$ 300 milhões por ano à Nasa. A agência espacial dos EUA também está gastando cerca de US$ 3 bilhões por ano para desenvolver uma cápsula e foguete que podem transportar astronautas para à Lua, asteróides, Marte e outros destinos além da estação espacial. O primeiro voo teste tripulado está previsto para 2021.

Enquanto isso, na esperança de quebrar o monopólio da Rússia no transporte de tripulação à estação, a Nasa já investiu US$ 365,5 milhões desde 2010 em seis empresas que trabalham para desenvolver táxis espaciais comerciais. A agência quer US$ 830 milhões para o ano que começa 1o de outubro para manter o trabalho desenvolvido em duas ou mais empresas.
"Espero que alguns desses esforços para recriar o nosso próprio sistema de transporte avancem e não tenham um monte de problemas, porque até então somos dependentes dos russos para nos levar para o espaço", disse Glenn. "Se alguma coisa acontecer com a Soyuz, se tiver que ser interrompido por qualquer razão especial, não temos nenhuma maneira de entrar no espaço. Acabaria com o nosso programa tripulado até podermos inventar novas maneiras de chegar até lá", disse Glenn.
"Há muitas razões por trás de nossa situação atual", acrescentou Carpenter. "Mas a principal delas é o simples fato de que, quando John e eu trabalhamos para este país, os Estados Unidos eram reconhecidos em todo o mundo como uma nação capaz. Mas agora nos tornamos conhecidos em todo o planeta como uma nação que não é mais capaz, e eu lamento isso."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Esta planta antiga foi regenerada após congelamento de quase 32 mil anos


  A planta que você vê na foto floresceu na época que existiam mamutes e rinocerontes peludos. Como isso é possível?
  A explicação é simples, mas as circunstâncias são sem precedentes. Os frutos que deram origem às flores caíram na terra durante o Pleistoceno tardio. Eles foram capturados por um esquilo de forrageamento, ficando escondido no subsolo e, posteriormente, enterrado no gelo. Agora, quase de 32.000 anos depois, os frutos foram revivificados, dando origem a um dos anacronismos mais incríveis do mundo biológico.
É importante ressaltar que as antigas sementes congeladas foram encontradas antes, sendo cultivadas normalmente. O que torna esta flor do ártico (com nome científico de Silene stenophylla) tão impressionante é justamente sua idade. A datação por radiocarbono indica que o fruto que gerou essa planta havia sido escondido na tundra no nordeste da Sibéria há exatos 31.800 anos. Essa marca bate todos os recordes conhecidos que, até então, era ocupado por uma semente de palmeira que resistiu por 30 mil anos.
O fruto que deu origem a essas flores começaram sua jornada nas patas de um esquilo. Os esquilos gostam de acumular coisas – de alimentos, para ser mais preciso. Isso é tão verdadeiro hoje como há 30 mil anos. Assim, quando uma equipe de investigadores liderada por David Gilichinsky, decidiram buscar despojos de esquilos antigos ao longo das margens do rio Kolyma na Rússia, encontraram tocas, algumas contendo mais de 600.000 mil sementes e frutos.
  Esses estoques foram preservados em torno de – 7 ºC desde que foram enterrados. As “sepulturas” ficaram sob camadas e camadas de gelo permanente, o que impedia os frutos e sementes de contato com o ar ou calor adequado.


Incrivelmente, quando o pesquisador Svetlana Yashina extraiu material dos frutos recuperados, eles foram capazes de persuadir o tecido, produzindo raízes e parte aérea. A placenta é o local onde as sementes da fruta anexam e recebem nutrientes, identificada na foto ao lado como P na imagem A. Na imagem B é possível observar as sementes anexadas. A pesquisadora então colocou as sementes em um vaso e esperou. Um ano mais tarde, as flores surgiram. A planta deu fruto a partir da semente de quase 32 mil anos.
  Os pesquisadores consideram as descobertas como provas irrefutáveis da existência de anacronismo biológicos que podem ser guardados em camadas de gelo sob o solo. Estima-se que 1/5 da superfície da Terra esteja nessa situação de congelamento. Os pesquisadores dizem que este tipo de mecanismo pode ser uma proteção da natureza, fazendo “estoques”, como lojas naturais, exatamente como atua o Cofre Global de Sementes, localizado em Svalbard na Noruega.
Naturalmente que ocorrem sedimentos permanentemente congelados e isso oferece uma oportunidade importante para a descoberta de espécies de plantas selvagens, preservação de material biológico, nos fornecendo dados para estudar a criopreservação e desenvolvimento de coleções de germoplasma”, declararam os cientistas na edição de hoje, 21, da Proceedings of the National Academy Science.Consideramos que é essencial continuar nossos estudos em áreas geladas em busca de um pool genético antigo ou de vida preexistente que hipoteticamente já desapareceu da superfície da Terra há milênios”, concluíram.

Mudanças nas temperaturas dos oceanos podem ter favorecido a evolução humana


  Muitas das características básicas que nós associamos ao ser humano - excluindo caminhar em duas pernas e a inteligência - evoluíram quando nosso antigo habitat mudou de floresta densa para grande pastagem aberta.
O que teria provocado essa mudança? A razão por trás da grande mudança na África Oriental de floresta para pastagens é algo que intriga os cientistas. Muitas explicações existem para tentar entender algo crucial. O Atlântico Norte pode ter esfriado, a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera caído drasticamente ou vulcões poderiam ter entrado em erupção, liberando grande quantidade de gases tóxicos. Tudo poderia contribuir para aumentar o processo de mudança, mas não explica totalmente.
Agora, Peter deMenocal de Lamont-Doherty do Earth Observatory de Columbia, diz que ele tem a resposta, e apresentou seu estudo na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência. Ele diz que os gradientes de temperatura dos oceanos Índico e Pacífico – em outras palavras, as temperaturas dos oceanos mudaram em alguns pontos – podem explicar por que a África Oriental passou por sua mudança crucial.
  O pesquisador deMenocal disse que há dois milhões de anos o Oceano Índico teve uma temperatura média de 28 ºC. Isso significa que existia muita abundância de água quente na costa da África Oriental no Mar da Arábia. Mas a pesquisa do cientista indica que isso começou a mudar drasticamente, com a temperatura do Mar Arábico caindo para 25 ºC, enquanto as partes mais orientais do Índico subiram ligeiramente para 29 ºC.
  De acordo com os modelos dos pesquisadores do clima, essa mudança teria roubado uma enorme quantidade de água quente disponível fora da África Oriental, e as chuvas caíram 30%. Isso teria sido mais que suficiente para causar o aparecimento de savanas modernas, o que parece ter se alinhado e se adaptado perfeitamente.Claro, isso explica porque as pastagens surgiram. O que ele não explica é por que o gradiente de temperatura do Índico mudou há 2 milhões de anos.Algo mais grandioso deve ter ocorrido para ter marcado uma mudança nas características da região.
Agora os cientistas querem pesquisar para encontrar dados que expliquem este buraco que falta para encaixar o quebra-cabeça.

Extraordinárias imagens mostram um tornado maior que a Terra na superfície do Sol


Estas imagens surpreendentes foram captadas por um satélite da NASA. Elas mostram um gigantesco tornado na superfície do Sol.
Apesar do pequeno tamanho aparente, este tornado é maior do que o planeta Terra, podendo se estender por milhares de quilômetros no espaço. Este gigante se moveu a 482.000 km/h.
O fenômeno ainda não é passível de explicação completa pelos cientistas. As imagens são do satélite Solar Dynamics Observatory da Agência Espacial Norte Americana.
Este satélite, também chamado de SDO está em uma missão que já dura 5 anos, monitorando atividades solares para prevenir perturbações na Terra, especialmente modificações em nosso campo magnético.
Enquanto o furacão, também chamado de proeminência solar, se assemelha com os tornados e twisters da Terra, sua origem, no entanto, é muito diferente. Ao invés de ser o resultado da pressão atmosférica, a atividade solar vem das flutuações do magnetismo do Sol.
Pesquisadores não conseguem explicar muito bem como se dá esse processo. A cientista Terry Kucera da NASA declarou à FOX News que ela e seus colegas estão procurando compreender porque este tipo de evento ocorre. O tornado tinha cerca de 8.000 ºC, sendo mais frio que a superfície que ele percorre. Confira no vídeo abaixo:


Pesquisadores afirmam que a Lua terá vulcões ativos no futuro


Imagine olhar para o céu a cada noite para ver uma bela cor vívida parecendo uma grande chaminé vermelha? Essa seria nossa visão se vulcões entrassem em erupção na Lua.
  De acordo com novas pesquisas que acabam de ser publicadas; os seres humanos podem desfrutar de um verdadeiro show de fogo em nosso satélite natural, a Lua.
Usando informações colhidas recentemente pelos sismógrafos instalados durante as missões Apollo da NASA, o Marshall Space Flight Center, coordenado pelo Dr. Renee Weber, declarou que 30% do manto lunar em torno do núcleo metálico é formado por matéria fundida. Weber, que é o responsável pelo mapeamento da Lua, afirma que esta lava líquida está a 1.350 km de profundidade.
Então, por que não existem vulcões ativos agora? A superfície da Lua está “morta” e, na verdade, sabemos que as erupções aconteceram há bilhões de aos. Mas será que isso significa que elas nunca mais acontecerão? Um grupo de cientistas liderados por Mirjam van Kan Parker e Wim van Westrenen da VU University Amsterdam, pode ter encontrado a reposta para essas perguntas.
  Como não podemos acessar a lava, os pesquisadores resolveram o quebra-cabeça usando uma técnica engenhosa. Primeiro eles analisaram amostras de 350 kg de rochas lunares trazidas a Terra pelas missões Apollo. Então, eles colocaram essas pedras sob as mesmas condições que atualmente se verifica a existência de lava na Lua: mais de 45.000 bares de pressão e 1.500 ºC.
Depois de criar esta lava artificial, eles usaram o European Synchrotron Radiation Facility  para analisá-la usando poderosos raios-X. Com esses dados, eles criaram uma simulação em computador, descobrindo que o magma lunar é rico em titânio. Isto torna o fluido de lava extremamente pesado. Lavas precisam de mais leveza para subir a superfície.De acordo com van Westrenen: “Depois de descer, o magma formado a partir dessas rochas próximas à superfície, muito ricas em titânio, acumula-se na parte inferir do manto, como se fosse um vulcão de cabeça para baixo”. Isso explica o motivo de não existirem vulcões ativos na Lua. Mas, e para o futuro?
Em um futuro distante, o derretimento e, por tanto solidificação, mudará a composição química da lava, tornando-a menos densa em seus arredores. Este magma poderia fazer seu caminho novamente para a superfície, formando vulcões ativos na Lua, proporcionando uma bela visão! Infelizmente este processo vai demorar milhões de anos.

Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra

Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra

Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.
Escudo magnético da Terra
Os três satélites que compõem a missão Swarm, da ESA, estão prontos para embarcar para a Rússia, de onde serão lançados em Julho.
A missão Swarm (enxame, ou cardume) é uma constelação de satélites de observação da Terra destinados a medir os sinais magnéticos do núcleo, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera do nosso planeta.
Eles vão fornecer dados que permitirão aos cientistas estudar as complexidades do campo magnético que nos protege.
Essa blindagem magnética protege o planeta das partículas carregadas que vêm com o vento solar.
Sem essa proteção natural, a vida na Terra seria impossível.
Esse escudo é gerado principalmente nas profundezas da Terra, por um verdadeiro oceano de ferro fundido que serpenteia pelo núcleo externo líquido.
Exploradores da Terra
Como o campo magnético terrestre é criado, e como ele se altera ao longo do tempo, é algo complexo e ainda não completamente compreendido.
Missão Swarm vai mapear campo magnético da Terra
Sem a proteção do campo magnético natural do planeta, a vida na Terra seria impossível. 
Esta força está em constante mudança - no momento, ela mostra sinais de um enfraquecimento significativo.
Com uma nova geração de sensores, a constelação Swarm pretende lançar novos conhecimentos sobre estes processos naturais, além de coletar novas informações sobre o clima espacial.
Esta será a quarta missão da série Exploradores da Terra, da agência espacial europeia - as outras são GOCE, que mapeou a gravidade da Terra, o SMOS, mais conhecido como satélite da água, e o CryoSat, o satélite do gelo.
Satélites em formação
Os três satélites da constelação Swarm vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa.
Dois satélites vão orbitar muito próximos entre si, na mesma altitude - inicialmente a cerca de 460 km -, enquanto o terceiro estará em uma órbita mais alta, de 530 km.
As diferentes órbitas quase-polares, juntamente com os vários instrumentos a bordo, melhoram a qualidade dos dados coletados, tanto no espaço, quanto no tempo.
Isto vai ajudar a distinguir entre os efeitos de diferentes fontes do magnetismo.

Nave europeia terá nome do pai da Teoria do Big Bang



Nave da ESA terá nome do pai da Teoria do Big Bang
O pai da teoria do Big Bang, Georges Lemaitre, terá seu nome estampado no ATV-5.

Descoberta da expansão do Universo
Começou a ser feita justiça ao descobridor da expansão do Universo, o cientista belga Georges Lemaitre.
A agência espacial europeia acaba de batizar uma de suas naves não-tripuladas, o ATV-5 (Automated Transfer Vehicle), com o nome do astrônomo que foi deixado de lado por décadas pela comunidade científica.
Quando o erro foi finalmente corrigido, em uma pesquisa publicada na revista Nature, sugeriu-se que seria justo, no mínimo, dar o nome de Lemaitre a um telescópio espacial, para rivalizar com o Hubble, que levou o nome daquele que teve o crédito indevido pela descoberta durante décadas.
Pai da teoria do Big Bang
Dar nome a uma nave que se destruirá na reentrada na atmosfera em poucos meses parece pouco para um cientista que, além da descoberta da expansão do Universo, é o idealizador da teoria do Big Bang.
Mas é um começo, e ele estará em boa companhia.
Os ATVs anteriores levaram os nomes de Jules Verne, Johannes Kepler e Edoardo Amaldi - este último, o ATV-3, está com lançamento marcado para Março.
O ATV-4, que será lançado em 2013, terá o nome de Albert Einstein.
O pai da teoria do Big Bang, Georges Lemaitre, terá seu nome estampado no ATV-5, ainda sem data agendada para lançamento.
Os ATVs são usados para levar suprimentos para a Estação Espacial Internacional.
Georges Lemaitre
Georges Lemaitre nasceu em 17 de Julho de 1894 na cidade de Charleroi, na Bélgica.
Ele obteve seu doutoramento em física e matemática em 1920. Em 1923, ele foi ordenado padre católico, o que é frequentemente sugerido como a razão pela qual ele foi deixado de lado pelos seus colegas cientistas.
Já padre, ele se tornou estudante de astronomia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, estudando cosmologia, astronomia estelar e análise numérica.
Em 1925, depois de dois anos de estudos em Harvard e no MIT, nos EUA, ele voltou para a Bélgica e se tornou professor em tempo integral na Universidade Católica de Leuven, onde ficou pelo restante de sua carreira.
Em 1927, Lemaitre descobriu uma família de soluções para as equações da relatividade de Einstein que descreviam um Universo em expansão, em vez de um Universo estático, como se acreditava até então.
Nesse trabalho, ele obteve o primeiro dado observacional daquilo que passaria para a história como a constante de Hubble, que trabalhou em cima dos dados de Lemaitre.
Mais tarde, já com a contribuição de vários outros cientistas, a teoria passou a ser conhecida como Teoria do Big Bang.
Lemaitre morreu em 1966, logo depois de tomar conhecimento da descoberta da radiação de fundo de micro-ondas, que dava provas adicionais da sua teoria sobre o nascimento do Universo.

Cientistas descobrem novo planeta composto por água a 40 anos-luz


Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor. A informação foi divulgada nesta terça-feira (21) pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (em Cambridge, nordeste dos Estados Unidos) e pela Nasa.
Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", descoberto em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa. Segundo estudos recentes de um grupo de astrônomos, ele tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.
Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra.  (Foto: AFP Photo / Nasa / ESA / D.Aguilar)Imagem divulgada pela Nasa mostra o planeta orbitando uma estrela vermelha há 40 anos-luz da Terra. 
Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno).
Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.
"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltou comunicado conjunto do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e da Nasa. Os estudos foram realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.
Características O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes seu peso.
Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus celsius).Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura.
No entanto, as observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.
As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.
O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor. Depois, os astrônomos conseguiram calcular a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que ele tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Astrônomo inglês fabrica o primeiro vinho do mundo com meteorito de 4,5 bilhões de anos


O que acontece se misturarmos o conhecimento de um homem fascinado por vinhos e uma grande paixão pela astronomia? Um vinho meteorito!Meteorito é o nome do novo vinho produzido com um fragmento celeste com mais de 4,5 bilhões de anos. O vinho é um Cabernet Sauvignon, criação de Ian Hutcheon. O astrônomo sempre foi apaixonado por vinhos e astronomia, então resolveu juntar suas duas paixões em um único produto.
  O inglês, que agora trabalha no Chile, comprou um vinhedo no Vale do Cachapoal. Fora de sua paixão por espaço, ele também abriu um observatório em 2007, chamado de Centro Astronômico Tagua Tagua. Este é atualmente o único lugar do mundo em que você pode comprar o vinho Meteorito, embora Hutcheon esteja interessado em exportar para outros países, devido à grande procura.
O processo de criação não parece ser muito complicado. Tudo começou com a colheita das uvas Cabernet Sauvignon da Vineyard Tremonte Hutcheon, em abril de 2012. O processo inicial de vinificação era bastante básico, deixando a fruta fermentar por 25 dias para converter o açúcar em álcool. O próximo passo é o mais importante da criação do vinho excêntrico; um tipo de fermentação maloláctica que durou um ano.
Durante este passo, o vinho foi armazenado em um barril de madeira, juntamente com o meteorito. Após este período de 1 ano, o vinho foi misturado com outro lote de Cabernet Sauvignon.
Aproximadamente 10.000 litros deste vinho foram produzidos. O meteorito usado na fabricação possui apenas 3 centímetros de comprimento e não pertence a Hutcheon, mas sim de um colecionador americano que não se opôs em emprestá-lo. O vinho na verdade é um lote comum, apenas acrescentando-se por um tempo uma peça extremamente antiga de rocha do espaço. Será que o meteorito faz alguma diferença no sabor? De acordo com Hutcheon faz sim, e muita! Ele declara que o vinho ganhou um sabor mais “vivo”.
Ele diz ainda que seu projeto é um esforço para dar a oportunidade das pessoas tocarem em alguma coisa do espaço: “Você está bebendo elementos donascimento do sistema solar”, finalizou. Confira o vídeo abaixo:

Suíça anuncia projeto de satélites para remover lixo espacial


A Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça) anunciou o início do projeto CleanSpaceOne desenvolvido para eliminar peças de lixo espacial que orbitam a Terra e que são uma ameaça para outros satélites e naves espaciais.
O satélite deve ser lançado ao espaço no prazo de três anos.

Cientistas criam transistor do tamanho de um átomo


Cientistas australianos construíram o menor transistor do mundo a partir de um único átomo, o que representa um passo importante rumo ao desenvolvimento dos futuros computadores quânticos, informaram nesta segunda-feira (data loca) a imprensa local.
O diminuto aparelho eletrônico tem um único átomo de fósforo, o qual é colocado com muita precisão em um cristal de silício, publicou o portal de notícias do "Sydney Morning Herald".
No passado já tinham sido desenvolvidos aparelhos compostos por um único átomo, embora eles tivessem um erro de dez nanômetros no posicionamento de átomos, uma situação que afetava seu funcionamento.
O avanço dos cientistas australianos consistiu em colocar com "excelente precisão" o átomo de fósforo, assegurou a chefe do projeto e diretora do Centro de Computação Quântica da Universidade de Nova Gales do Sul e chefe do projeto, Michelle Simmons, segundo o SMH.
Para este projeto foi usado um microscópio de varrimento de efeitos para substituir um de seis átomos de silício por um de fósforo com uma precisão maior a meio nanômetro.
Assim, este único átomo de fósforo foi colocado entre dois pares de eletrodos, o primeiro a 20 nanômetros de distância e o outro a 100 nanômetros, explicou o SMH.
Ao aplicar voltagens ao longo dos eletrodos, o nanoaparelho operou como um transístor que amplia e muda os sinais eletrônicas, segundo a pesquisa publicada na revista "Nature Nanotechnology".
Este nanotransistor representa um grande passo rumo ao desenvolvimento de computadores quânticos, aparelhos de grande poder que permitirão realizar cálculos, quase de forma instantânea, que atualmente os computadores mais avançados não podem realizar.
Calcula-se que ainda deverão passar cerca de 20 anos antes que este tipo de computadores quânticos possam estar ao alcance do público.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O ancestral comum entre algas e plantas é mais complexo do que se pensava


Um biólogo da Universidade do Arkansas criou um esboço do que seria o primeiro ancestral comum de plantas e algas. Ele explica que os organismos primitivos nem sempre eram simples.
Fred Spiegel, professor de ciências biológicas na William J. Fulbright College of Arts and Sciences, sugere que partes microscópicas teriam sido presentes no ancestral comum com base em achados de Dana Preço da Rutgers University e seus colegas, que examinaram o genoma de uma alga microscópica de água doce, determinando que as algas e as plantas são derivadas de um único ancestral.
Este antepassado seria formado a partir da fusão de um protozoário e uma cianobactéria. Segundo os pesquisadores, a cianobactéria é um tipo de bactéria que possui clorofila, produzindo seu próprio alimento. Este novo ser vivo formado priorizou a multiplicação dos cloroplastos (estruturas que abrigam a clorofila) por ser extremamente útil.
  Por muitos anos os cientistas especularam que o ancestral original das plantas e algas deveria ser derivado de um protozoário e uma cianobactéria. Eles acreditavam que em algum momento em um passado distante, as cianobactérias tiveram algum tipo de “vantagem” sobre as características dos protozoários, evoluindo para conquistar a gigantesca variedade de plantas que temos hoje. No entanto, outros cientistas argumentam que a diversidade e a complexidade das plantas e algas indicam que outros organismos diferentes também se fundiram. Price e seus colegas estudaram o genoma de uma alga chamada Cyanophora. Seus resultados sugeriram fortemente que a alga surgiu pela primeira vez há 1,5 bilhão de anos. Esta alga tornou-se o antepassado do grupo atual que contém a Cyanophora, do grupo que inclui as algas vermelhas, do grupo das algas verdes e das plantas terrestres. Juntos, esses organismos formam o grupo das chamadas Super Plantae.O ancestral comum do Plantae era um organismo com células muito complexas e um ciclo de vida complexo. Enquanto alguns membros do grupo Super Plantae tinham células menos complexas e ciclos de vida mais simples. Mas isso não significa que elas eram mais simples no início, apenas podem ter perdido partes durante a evolução”, ressaltou Spiegel.

Seria os fitoplânctons o ingrediente chave para decidir o futuro do clima na Terra?


Segundo pesquisadores, os fitoplânctons seriam os responsáveis pelo futuro do clima do nosso planeta.
A cientista canadense Maria Maldonado está pesquisando porque o fitoplâncton prospera em algumas áreas, e como eles sobrevivem em áreas com condições hostis.
As algas unicelulares absorvem 4,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano – elas fornecem metade da oferta de oxigênio do nosso planeta. Compreender seu ciclo atual é vital para regular a saúde da Terra.
Maldonado está apresentando sua pesquisa na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver. O oceano profundo é um dos “sumidouros” de carbono natural da Terra, mantendo reservas de carbono atmosférico durante séculos.
A bomba de carbono biológica controla o teor de dióxido de carbono na parte superior do oceano, que por sua vez regula os níveis de dióxido de carbono atmosférico, tal como um resultado, controla a mudança climática.
  Os cientistas demonstraram que as concentrações de ferro diminuíram nos oceanos, diminuindo também o crescimento de fitoplânctons em áreas chamadas de ferro-limite. Nesses ambientes com limitações de ferro, que representa cerca de 30% dos oceanos, a bomba biológica torna-se ineficiente e a capacidade dos oceanos de absorver dióxido de carbono é reduzida.
Nos últimos 20 anos, Maldonado examinou como os fitoplânctons se adaptaram e sobreviveram em ambientes com baixas quantidades de ferro. “Em essência, o que estamos mostrando é que eles evoluírampara lidar com a limitação de ferro, e estamos descobrindo como eles se adaptaram para usar o ferro de forma mais eficiente”, comentou.

Novo telescópio promete revolucionar os segredos da formação dos planetas e oceanos


O mais caro telescópio do mundo fixado em terra, chamado de ALMA custou quase R$ 3 bilhões para ser construído e é considerado o mais complexo já feito pelo homem.
Sua missão será estudar os planetas. Juntamente em parceria com o rádio telescópio VLA (Very Large Array) e mais uma coleção de 27 antenas no Novo México. O ALMA começou a nos fornecer as primeiras imagens de planetas em formação e discos de gás e poeira em torno de estrelas jovens. Os pesquisadores responsáveis por sua manutenção e atualização, comentam que este é o maior salto na história da astronomia desde Galileu.
Estes novos olhos nos permitirá estudar, em escalas sem precedentes, o movimento de gás e poeira nos discos em torno de estrelas jovens, e colocar nossas teorias de formação de planetas em prática”, declarou David Wilner, do Centro Harvard-Smithsonian para estudos de Astrofísica.
O ALMA buscará informações sobre a formação de planetas a partir de grãos de poeira que orbitam estrelas jovens, bem como mostrar as interações gravitacionais entre os planetas e discos novos incorporados.
O poder do ALMA nos permitirá estudar estrelas muito jovens de vários sistemas solares – provavelmente milhares – que nós não poderíamos antes. Isso irá nos ajudar a entender os processos que produzem a enorme diversidade em sistemas planetários extra-solares”, comentou Wilner.
Um conjunto de observações iniciais mostrou um disco em torno de uma estrela jovem, 170 anos-luz da Terra. Essa nova descoberta promete lançar luz sobre uma questão muito mais intrigante – a formação dos nossos oceanos. Os cientistas acreditam que grande parte da água do nosso planeta veio de cometas que bombardearam a Terra jovem, mas eles não sabem quantos cometas e quando.
A pista chave tem sido o fato de que a água do mar contém uma porcentagem elevada de deutério, uma forma de hidrogênio, que é encontrada no gás de várias estrelas.Com estudos como este, estamos no caminho para medir o percentual de água que possivelmente teria vindo de cometas”, comenta Wilner. O pesquisador já trabalhou com Karin Oberg e Qi Chunhua no Leiden Observatory, na Holanda, sobre esse tema.
  O estudo da evolução das galáxias e a formação estelar na juventude do Universo há 12 bilhões de anos, também será possível graças à união destesdois telescópios. O ALMA está localizado no Chile.
Na foto de capa, encontra-se a primeira imagem transmitida pelo ALMA de uma galáxia.




Pesquisador faz projeto para resgatar astronomia dos índios


Nada de Touro ou Cruzeiro do Sul. Os índios brasileiros olham o céu em busca de constelações como a Ema, a Anta e o Homem Velho. Muitas aldeias têm astronomia própria, usada para saber desde as estações até o posicionamento geográfico.
Um conhecimento que, embora tradicional --retratado até em antigas pinturas rupestres--, está ameaçado devido à forte assimilação cultural. Um pesquisador, porém, está trabalhando para resgatar esse saber.
No mês que vem, as escolas indígenas de Dourados (MS) ganharão uma cartilha em português e guarani com a astronomia indígena.
"É um conhecimento que está se perdendo. As escolas indígenas só ensinam a astronomia ocidental. Devemos mostrar as duas culturas", diz o líder do projeto, Germano Afonso, astrônomo do Museu da Amazônia.

Compare as constelações tradicionais dos índios brasileiros às do zodíaco ocidental
Compare as constelações tradicionais dos índios brasileiros às do zodíaco ocidental
Descendente de índios e nascido em Ponta Porã (MS), ele se tornou fluente em guarani e aprendeu, ainda criança, a conhecer as estrelas pelos nomes indígenas.
Isso, porém, foi suplantado pela astronomia dominante. Só após seu doutorado, na França, ele voltou a ter contato com essas tradições.
"Os índios se orientam pelas estrelas. Elas podem dizer o período de chuvas ou o aumento da presença de insetos. Estou recolhendo informações sobre as características que eles descrevem para ver se há correspondência comprovada. O acerto tem sido impressionante."
As formas que os astros desenham no céu variam entre as tribos. O Cruzeiro do Sul, para os dessanas, índios próximos a Manaus, representa a Garça. Já para outras comunidades ele é a Pata da Ema ou o Jabuti.
Cada constelação tem um significado. As histórias cheias de simbologia ajudam na memorização das formas.
Uma delas é a constelação do Homem Velho. A tradição diz que um índio velho se casou com uma jovem que, após traí-lo com seu irmão, decidiu cortar sua perna e depois matá-lo. Os deuses teriam ficado com pena e transformado o ancião em estrelas.
"Há 20 anos, as pessoas não entendiam a importância dessas tradições. Hoje, o projeto é reconhecido entre astrônomos. E os índios gostam, têm interesse em não deixar sua cultura morrer."

Cientistas criam métodos para 'turbinar' fotossíntese


Há milhões de anos, plantas, algas e algumas bactérias fazem uso da fotossíntese para transformar luz em energia. Cientistas agora se apressam a dizer: elas têm feito isso errado. Ou melhor, de um jeito ineficiente, que aproveita só 5% do que poderia.
Três dos principais nomes da área protagonizaram ontem uma das palestras que mais despertaram a atenção do público presente na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Progresso da Ciência), em Vancouver, no Canadá.
"Essa história toda de otimizar a fotossíntese pode parecer maluquice, mas eu garanto que não é. Afinal, eu não teria sido chamada para falar em um evento tão importante se a minha pesquisa não fizesse sentido", disse Anna Jones, da Universidade do Estado do Arizona.
Ela e outros pesquisadores querem otimizar o processo de transformação da energia recebida do Sol. Atingir esse objetivo permitirá melhorar culturas de alimentos e produzir combustíveis renováveis de um jeito sustentável e em grandes quantidades.
"Na natureza, a enzima que acelera a fotossíntese, a rubisco, acaba saturada após algum tempo de exposição à luz e o processo fica lento. Ou seja, os organismos têm uma ampla oferta de luz, mas não a capacidade de transformar essa energia em um combustível armazenável", diz Jones.
Para dar uma forcinha à natureza, os cientistas estão tentando vários métodos. Uma das principais apostas é pensar o processo da fotossíntese como se fosse a geração de energia numa bateria.
Em sua pesquisa, Jones quer gerar mais energia ao separar as duas etapas do processo: a captação e a produção da energia. Cada uma seria feita em uma estrutura. As duas seriam ligadas por um fio biológico, que transmitiria a energia gerada com alta eficiência. Esses nanocabos podem ser produzidos por bactérias, como a Shewanella oneidensis, cultivadas em condições especiais.
"Esse material consegue alta taxas de condutividade. Comporta-se quase como alguns condutores de metal", afirma Jones.
O trabalho de Richard Cogdell, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, também aposta nos nanofios para otimizar a fotossíntese. Batizada de folha artificial, sua ideia é criar um jeito de simplificar o processo.
"A natureza tem várias maneiras de fixar carbono. Estamos incentivando as mais eficientes", diz o cientista.
O grupo de Cogdell é um dos mais bem-sucedidos. Além de ser a estrela de um recente programa na rede BBC, o cientista deve conseguir a patente de um combustível gerado por essa fotossíntese turbinada.
Ele afirma não poder dar muitos detalhes. Mas o campo é promissor. Além de várias empresas se interessarem em patrocinar estudos nesse campo, fundações distribuíram mais de US$ 10 milhões em verbas para as pesquisas.
Cientistas querem melhorar produção de energia no processo da fotossíntese
Cientistas querem melhorar produção de energia no processo da fotossíntese