terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cientistas criam chip fotônico quântico multiuso

 
Esquema do chip fotônico quântico, mostrando o circuito de guias de onda (branco) e os inversores de fase controlados eletricamente (contatos metálicos). Os pares de fótons tornam-se entrelaçados ao passarem através do circuito.

Ação fantasmagórica
Pesquisadores construíram um pequeno chip fotônico que é capaz de gerar, manipular e medir o estranho fenômeno do entrelaçamento quântico.
O entrelaçamento é o fenômeno físico que fundamenta o funcionamento dos computadores quânticos, e ocorre quando duas partículas interagem uma com a outra de tal forma que seus estados quânticos se tornam interdependentes - qualquer que seja a distância que as separe após o entrelaçamento.
A rigor, não existe uma forma de observar o próprio entrelaçamento - tão logo os cientistas tentam medir uma das partículas, ambas "colapsam" para o mesmo estado, naquilo que Einstein chamou de "ação fantasmagórica à distância".
Mas o novo chip fotônico pode começar a lançar algumas luzes sobre esse estranho fenômeno e, por decorrência, acelerar o desenvolvimento dos computadores quânticos.
Chip quântico
"Para construirmos um computador quântico, nós precisamos não apenas controlar fenômenos complexos, como o entrelaçamento e a mistura quântica, mas precisamos fazer isto em um chip," afirmou o professor Professor Jeremy O'Brien, da Universidade de Bristol, na Inglaterra.
E por que em um chip? Porque assim será possível construir múltiplos circuitos quânticos que possam funcionar de forma encadeada, de maneira similar aos circuitos lógicos construídos no interior dos processadores eletrônicos tradicionais
O chip fotônico (conectado à fiação) montado sobre uma base, necessária para garantir o alinhamento preciso das fibras ópticas que trazem os fótons individuais para seu interior.
"Nosso chip faz isto, e nós acreditamos que ele representa um passo crucial rumo à computação óptica quântica," afirma o pesquisador.
Entrelaçamento em um chip
O chip fotônico consiste em uma rede de minúsculos canais que guiam e manipulam fótons individuais, fazendo-os interagir uns com os outros de forma controlada.
Usando oito eletrodos - as "pernas" do chip - é possível manipular e entrelaçar pares de fótons, produzindo qualquer estado entrelaçado de dois fótons ou qualquer estado misto de um fóton.
Isto torna o chip capaz de executar múltiplas tarefas, de forma totalmente reconfigurável, por meio de eletrodos, sem que cada experimento exija um complicado arranjo de laboratório, como ocorria até agora.
"Poder gerar, manipular e medir o entrelaçamento dentro de um chip é um feito maravilhoso. Isto não apenas representa um passo fundamental rumo a muitas tecnologias quânticas, como também vai nos dar oportunidade para explorar e fazer experimentos com alguns dos fenômenos quânticos mais estranhos, que continuam a dar nós em nossos cérebros," afirmou o Dr. Terry Rudolph, do Imperial College

Menor chave concebível é acionada por um único próton

A nova chave molecular está no limite daquilo que se pode conceber como uma chave eletrônica funcional com base na física atual - e ela pode assumir não duas, mas quatro posições diferentes.
Chave molecular
Cientistas construíram uma espécie transístor molecular cujo funcionamento depende de um único próton.
Os transistores atuais dependem de bilhões de elétrons para passar de um estado ligado para desligado e vice-versa - dando origem ao bem-conhecido problema do excessivo aquecimento dos processadores.
A nova chave molecular está no limite daquilo que se pode conceber como uma chave eletrônica funcional com base na física atual - e ela pode assumir não duas, mas quatro posições diferentes.
E, enquanto um transístor tradicional pode assumir os estados ligado ou desligado (0 ou 1), a nova chave molecular pode assumir quatro estados diferentes.
Porfirina
Com uma dimensão total de apenas 1 nanômetro quadrado, o transístor muda de estado dependendo da posição de um único próton no interior de um anel de porfirina, uma molécula que vem sendo muito pesquisada no campo da fotossíntese artificial.
A molécula completa, chamada tetraetilporfirina, assume um formato de sela quando fixada sobre uma superfície metálica.
Ela possui um par de átomos de hidrogênio que podem mudar suas posições, cada um deles podendo assumir duas posições diferentes.
Isto acontece o tempo todo quando a molécula está a temperatura ambiente. Mas, ao ser resfriada, os pesquisadores conseguiram não apenas acompanhar o passo-a-passo dessas mudanças de posição, como controlá-lo com a ponta de um microscópio eletrônico.
Interruptor protônico
A ponta do microscópio foi usada para arrancar um dos dois prótons do interior do anel de porfirina - o próton que restou pode então assumir qualquer uma das quatro posições.
A minúscula corrente elétrica que flui através da ponta do microscópio estimula a mudança de posição do próton, o que permite que a posição da chave seja controlada.
"Operar uma chave de quatro estados movendo um único próton no interior de uma molécula é realmente fascinante, e representa um passo verdadeiro rumo às tecnologias em nanoescala," afirmou o pesquisador Knud Seufert, da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha.
Contudo, a utilização do transístor molecular em um circuito eletrônico real ainda pertence a um futuro distante: além de exigir o resfriamento para ser controlado, sua velocidade observada até agora foi de apenas 500 alterações de posição por segundo.
As 10 maiores explosões ocorridas na Terra e no Universo de forma natural ou provocadas pelo homem 
 Conheça as maiores explosões que já ocorreram. Seja no espaço ou na Terra, estes eventos provocam verdadeiro fascínio sobre as pessoas, seja por seu poder destrutivo ou pelo colossal poder.
10º - FOAB (pai de todas as bombas)

Essa bomba provoca a maior explosão conhecida por uma arma de origem não-nuclear. Apelidada de “pai de todas as bombas”, este artefato russo consegue produzir explosão equivalente a 44 toneladas de TNT, com poder destrutivo próximo das bombas nucleares. A “vantagem” do uso deste tipo de bomba é o fato dela não gerar nenhum tipo de radioatividade. Essa bomba foi desenvolvida na época da corrida armamentista dos Estados Unidos contra a antiga União Soviética.
Os americanos criaram primeiro a MOAB (mãe de todas as bombas), com poder equivalente de explosão a 11 toneladas de TNT. Os russos correram e fabricaram a FOAB (pai de todas as bombas) para provocar os americanos, exibindo uma arma com poder destrutivo quase 4 vezes maior. Os Estados Unidos garantiram na época que tudo não passava de truque publicitário para provocar intimidação, acusando a Rússia de exagerar e forjar provas nos testes com a nova bomba para mostrar ao mundo que eram superiores aos americanos.
 
- A Escala Menor
 Escala Menor foi um tipo de teste militar realizado pelos Estados Unidos no dia 27 de junho de 1985. Os americanos, encabeçados pela Agência Nacional de Defesa Nuclear, explodiram quase 5 mil toneladas de óleo combustível com nitrato de amônio, para compreender os efeitos de uma explosão nuclear. Eles queriam observar se as explosões, mesmo em escalas menores, produziriam algum efeito de interferência na comunicação.
Outro objetivo era identificar se existia a possibilidade de danificar alguns dispositivos de hardware. Na foto é possível observar um Phantom F 4 (caça aéreo) que foi utilizado como parte do teste. Existe uma “briga” entre os Estados Unidos e Inglaterra se este evento foi ou não a maior explosão convencional já realizada. O livro dos recordes mundiais classifica a Inglaterra como detentora do título com uma explosão que utilizou 6.700 toneladas de arsenal que teria sobrado da Segunda Guerra. Apesar da Inglaterra ter utilizado maior quantidade de explosivos, os Estados Unidos ficaram registrados como maior explosão convencional pela força de impacto ter superado as explosões realizadas pelos britânicos.

- O Evento de Tunguska

No dia 30 de junho de 1908, existiu uma grande explosão no rio Tunguska, na cidade de Podkamennaya, Rússia. O impacto provocado foi de aproximadamente 15 megatoneladas (megatons) de TNT, o que equivale a mil vezes o rendimento provocado pela bomba atômica que assolou a cidade de Hiroshima, no Japão.
Cientistas do mundo todo comentaram durante décadas sobre o assunto, e muitos não acreditavam que a Rússia pudesse na época produzir uma bomba tão destrutiva. Teorias de Conspiração à parte, estudiosos na época cogitaram que a explosão poderia ter sido provocada por um meteoróide (fragmentos de corpos celestes que vagam pelo espaço) que supostamente teria se chocado com aquela região. O fato é que nenhuma cratera foi encontrada, existindo apenas uma área de 2,150 km quadrados com árvores completamente caídas, formando uma imensa clareira.

- Bomba Tsar

Essa bomba foi produzida pela ex União Soviética. Trata-se de uma bomba de hidrogênio testada no dia 30 de outubro de 1961. Seu poder destruidor é de aproximadamente 57 megatons, sendo considerada a maior explosão feita pelo homem até hoje. Os russos a projetaram inicialmente para alcançar o poder de 100 megatons, mas os técnicos na época temeram que o impacto fosse maior do que eles pudessem imaginar, provocando sérios danos nos países vizinhos, então resolveram diminuir seu poder destrutivo.
O poder dessa bomba foi inacreditavelmente grande. Apesar do teste ter sido realizado em uma região completamente isolada ao norte da Rússia, na cadeia de ilhas Novaya Zemlya, conseguiu provocar danos em uma cidade a 55 km de distância, deixando a região completamente nivelada, derrubando casas e árvores. O impacto foi tão colossal que provocou danos em edifícios na Noruega e Finlândia! A nuvem de cogumelo formada alcançou 64 km de altura, provocando uma onda de choque que foi sentida por diversos países.

- Erupção do Monte Tambora

O Monte Tambora, localizado na cidade de Sambawa, Indonésia, entrou em erupção no dia 05 de abril de 1815 provocando a mais destrutiva explosão já vista pelo homem nos tempos históricos. O impacto alcançou o equivalente a 800 megatons de TNT, sendo 14 vezes mais potente que a bomba de hidrogênio do 7º item. A explosão foi ouvida da Ilha de Sumatra, localizada a 2.600 km de distância. O vulcão criou uma coluna de cinzas com 43 km de altura, despejando cinzas por boa parte do globo terrestre.
As cinzas bloquearam os raios do Sol, fazendo do ano de 1816 o segundo ano mais frio da história. Ocorreram grandes quebras de safras e milhões de pessoas passaram fome na Europa e América do Norte. Estimativas dizem que 10 mil pessoas morreram instantaneamente e 70 mil morreram em decorrência das mudanças climáticas.

- A extinção dos dinossauros

Ocorrida há 65 milhões de anos, este evento do Cretáceo-Terciário provocou a extinção de milhares de organismos, em especial os famosos dinossauros. Os cientistas imaginam que esta explosão ocorreu por um impacto de um meteoro, que teria caído na Península de Yucatán, México, chamada de cratera de Chicxulub. O impacto é calculado em 95 teratons, isso é o equivalente a 1 milhão e 700 mil bombas de hidrogênio fabricada pelos russos.
Isso faz desta explosão, a maior de todas já ocorrida na Terra. Mesmo que nenhum humano tenha presenciado, existem provas geológicas suficientes que embasam as teorias.

- GRB 080319B (Raios Gama)

Trata-se de explosões de raios gama, conhecidas por serem as maiores do universo. O que causa uma explosão deste tipo ainda não é totalmente explicado pelos astrônomos, embora eles afirmem que todo o processo está ligado a formação de supernovas extremamente grandes. As explosões de raios gama duram no máximo 40 segundos.
No dia 19 de março de 2008, uma explosão chamada de GRB 080319B, foi tão colossal que era possível observá-la a olho nu. O fato aconteceu em uma distância de aproximadamente 7,5 bilhões de anos-luz. O impacto da explosão é calculado pelos astrônomos de uma forma inusitada. Segundos eles, o impacto gerado seria o mesmo se fosse possível pegar 10 mil estrelas como o nosso Sol e detonar tudo em uma única vez!

- SN200gy (supernova)

No dia 16 de setembro de 2006, astrônomos descobriram a maior supernova do universo, chamada de SN2006gy. Uma supernova ocorre quando todo o combustível de uma estrela acaba e ela colapsa contra si mesma, explodindo violentamente. A explosão em questão ocorreu a 230 milhões de anos-luz, em uma estrela 150 vezes mais pesada que o nosso Sol. A energia liberada foi de centenas de milhões de megatons. Para que você compreenda, isso significa que esta explosão se igualou a quantidade de energia liberada, por um minuto, por todas as estrelas do Superaglomerado de Galáxias de Virgem.
Segundo as teorias, quando mega estrelas como essa explodem, ainda existe um pouco de combustível em seu interior, o que permite que ela colapse contra si mesmo após a explosão. Este combustível restante pode continuar existindo durante o colapso até chegar ao volume zero, o que daria origem a um buraco negro.
- GRB 0800916C

O universo é um local estranho, inacreditavelmente grande e cheio de mistérios difíceis para a mente humana compreender. A explosão mais colossal já presenciada pelo homem ocorreu 12,2 bilhões de anos-luz de distância. Um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de km. Isso significa que a explosão ocorreu a 115.900.000.000.000.000.000.000 km de distância do nosso planeta, e mesmo assim fomos capazes de visualizá-la.
Essa explosão de raios gama durou 23 minutos, uma quantidade de tempo extremamente grande, liberando energia superior a soma de boa parte da energia da maioria dos aglomerados de galáxias. Para que você compreenda, isso equivale ao mesmo que explodir 1 trilhão de bombas de hidrogênio fabricada pelos russos, por segundo, durante 110 bilhões de anos.
- O Big Bang

O campeão das maiores explosões do mundo certamente é o Big Bang. Nada que existe no universo foi maior que ele. Na verdade, o Big Bang não foi propriamente uma explosão, pois este termo é usado quando a matéria se move através do espaço, de um ponto de alta pressão para um ponto de baixa pressão, fazendo isso em uma grande velocidade.
Como não existia nada, absolutamente nada (segundo os teóricos) antes dele, pode-se afirmar que tudo o que existe ainda é o Big Bang, e como o universo ainda está em expansão, podemos afirmar que o Big Bang ainda está ocorrendo. Um grande equívoco sobre o Big Bang é pensar que ele explica como o universo começou. Na verdade ele só explica como o espaço se expandiu segundos depois que o universo começou.
Segundo os cosmólogos, ele ocorreu há 13,9 bilhões de anos, através da explosão de um átomo inacreditavelmente denso. A densidade deste átomo era tão grande, que fica impossível com palavras expressar a grandiosidade do evento.
Os planetas com grande constituição de diamantes podem abrigar vida? 
 Cientistas da Universidade de Ohio compreendem melhor a composição dos planetas e seus processos geológicos e quais têm mais propensão em abrigar vida.
O sistema solar é relativamente pobre em carbono, consequentemente, o núcleo da Terra é feito de ferro e seu manto de sílica é baseado em minerais. Algumas estrelas têm alto teor de carbono-oxigênio, em comparação ao sol, no entanto, as estrelas podem hospedar composições minerais muito diferentes da Terra.
O astrônomo Marc Kuchner, da NASA Goddard Space Flight Center em Greenbelt e colegas, mostraram que os sistemas planetários com alto teor de carbono-oxigênio formariam planetas com camadas de grafite. Em alta pressão, poderiam converter partes desta camada em quilômetros de diamantes com vasta espessura.
Alguns corpos celestes da nossa galáxia podem ser compostos de diamantes em seus mantos e experimentos em laboratórios sugerem que, embora ricos em carbono, seria extremamente frio, o que dificulta a sustentação da vida nestes planetas
É possível abrigar vida em diamantes?
Diamantes conduzem o calor muito bem, então qualquer corpo celeste que tenha camadas de diamantes em seu núcleo irá mover o calor rapidamente para a superfície e logo, irradiar seu calor para longe no espaço. O diamante é também resistente a qualquer alteração à sua forma, isso impossibilitaria convecção de correntes no interior do planeta que seria responsável pelo movimento de calor.
A convecção em planetas cinco a dez vezes a massa da Terra são incrivelmente lentas. O resultado é que esses planetas ricos em diamantes não terão ciclos globais de carbono, nem as placas tectônicas - que por sua vez podem ter implicações para a formação do oceano. "Eu não vejo nenhum mecanismo para manter um oceano na superfície", diz Wendy Panero. Na Terra, os oceanos são “movidos” por causa da atividade das placas tectônicas.
Planetas negros
Wendy Panero, pesquisador da Universidade de Ohio, submeteu pequenas amostras de carbono, ferro e oxigênio a 65 mil gigapascals de pressão, em uma temperatura de 2.126 ºC imitando as condições de profundidade no interior da Terra. Ela descobriu que amostras com alto teor de carbono-oxigênio são formadores de diamantes.
A pesquisadora juntamente com Cayman Unterborn, cientista da Universidade de Ohio, descobriram que quase 50% dos átomos em planetas como este iriam se transformar em diamante, e que quase ¼ destes planetas em volume seria de diamante.
A cientista informa que os planetas com massas que variam de metade da massa da Terra a cerca de 10x a massa terrestre têm uma composição semelhante. Por exemplo, teria núcleo de aço líquido e um manto de 3,5 mil km de espessura sendo a maior parte de diamante, coberto com uma crosta de grafite e pedras. E ao contrário do que a maioria pensa, estes planetas de diamantes não são brilhantes. "Eles são planetas muito escuros", diz Unterborn.
Explosão de diamantes
A principal pergunta dos astrofísicos, até agora, é: seria uma estrutura de cristal, diamante, ou talvez de carbono misturados com ferro?
"Este estudo é uma benção para nós astrofísicos que estão interessados em planetas de carbono - que agora parecem estar aparecendo em uma variedade de ambientes diferentes ao redor da galáxia", diz Kuchner. "[Ele] também nos lembra que pode haver enormes depósitos de carbono, mesmo diamante, enterrado nos planetas em nosso próprio sistema solar."
Massa de uma partícula de matéria escura é delimitada pelos cientistas 
Cientistas estimam que a massa de uma partícula de matéria escura deve ser cerca de 40 vezes a massa de um próton. Para a descoberta, os pesquisadores se basearam nas galáxias anãs cuja formação é quase totalmente de matéria escura.
A matéria escura é uma substância invisível e que não emite luz e é encontrada em todo o universo. Para o novo estudo, os cientistas observaram que a junção de matéria escura e anti-matéria escura pode levar a aniquilação de ambas e isso produz radiação gama.
O físico Koushiappas Savvas, da Brown University em Providence, Rhode Island, que foi coautor de um dos documentos publicados 01 de dezembro na Physical Review Letters, afirma que nós estamos de olho nestas aniquilações.
Por meio do Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray, a equipe de Koushiappas e outro grupo da Universidade de Estocolmo, na Suécia, observaram os dados obtidos a partir de sete galáxias anãs, são elas: Bootes I, Draco, Fornax, Escultor, Sextante, Ursa Menor, e Segue 1. Depois de subtrair a luz de raios gama de outras fontes, como os pulsares e supernovas, as equipes calcularam a parcela de radiação gama que deve ser proveniente de aniquilação à matéria escura. Se a matéria escura fosse mais leve, deveriam existir muito mais partículas e radiação, mas se a massa for maior, a radiação não seria tão abundante.
A partir da quantidade de radiação que a massa de uma partícula de matéria escura emite é possível delimitá-la. Os resultados indicam que sua massa corresponde a 40 GeV, cerca de 40 vezes a massa de um próton, o que implica nos experimentos anteriores que indicam uma massa entre 7 e 12 GeV.
O físico Juan Collar, da Universidade de Chicago, que lidera o experimento de detecção da matéria escura, relembrou que o processo utilizado pelos cientistas ‘não é o preferido pelos pesquisadores’, então a existência de matéria escura mais leve não deve ser descartada.
Às vezes parece que a matéria escura age intencionalmente para enlouquecer os físicos. Essas suposições correspondentes aos experimentos podem estar certas, mesmo em desacordo, concordou Koushiappas. Sua equipe procurou as mais básicas partículas de matéria escura, mas é possível que haja partículas mais complexas do que conhecemos. "Este é apenas uma peça no quebra-cabeça", disse Koushiappas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ida de pandas da China para a Escócia vai fortalecer relação entre países

O governo da Escócia afirmou nesta segunda-feira (12) que o empréstimo de dois ursos-panda (Ailuropoda melanoleuca) feito pelo governo da China ao país fortaleceu os laços diplomáticos entre as nações.
Na última semana, o macho Yang Guang (Sol em mandarim) e a fêmea Tian Tian (que significa Doçura), ambos de oito anos, saíram do centro de reprodução de pandas em Sichuan rumo à Edimburgo, onde permanecerão por dez anos.
É a primeira vez em 20 anos que o Reino Unido recebe exemplares destes animais. O governo da China alugou os bichos pela quantia de 890 mil euros.
A fêmea de urso-panda Tian Tian (direita) olha para o exemplar macho de sua espécie batizado de Yang Guang no zoológico de Edimburgo, na Escócia (Foto: David Moir/Reuters)A fêmea de urso-panda Tian Tian (direita) olha para o exemplar macho de sua espécie batizado de Yang Guang no zoológico de Edimburgo, na Escócia (Foto: David Moir/Reuters)
De acordo com o governo da Escócia, a chegada do casal de pandas trará "melhorias para a economia e o turismo" do país, pelo interesse que esses animais despertam nas pessoas.
Alimentados apenas por bambu, os pandas viverão em espaços diferentes, embora possam se enxergar. Os dois somente serão colocados no mesmo espaço na época de acasalamento. A viagem dos animais à Europa é resultado de cinco anos de negociações com a China.
O panda Yang Guang caminha nesta segunda-feira (12) pelo zoológico de Edimburgo, na Escócia. (Foto: David Moir/Reuters)O panda Yang Guang caminha nesta segunda-feira (12) pelo zoológico de Edimburgo, na Escócia. (Foto: David Moir/Reuters)
Cientistas descobrem mais de 200 animais e plantas na Ásia em 2010

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (12) pela organização ambiental WWF aponta que no ano passado cientistas descobriram 207 espécies de plantas e animais na região do Grande Mekong, rio que corta seis países do Sudeste Asiático como o Camboja, a China, Laos, Miannmar, Tailândia e Vietnã.
De acordo com o documento, entre 1997 e 2009 cientistas encontraram 1.376 novas espécies na região. Apenas em 2010 foram 145 plantas, 28 répteis, 25 peixes, sete anfíbios, dois mamíferos e uma ave.
Descobertas
Entre os animais encontrados está o lagarto-gecko-psicodélico (Cnemaspis psychedelica), encontrado em uma província do Vietnã. Sua diversidade de cores inspirou o nome da espécie endêmica de uma das ilhas do Grande Mekong, com densa cobertura florestal.
Lagarto-gecko-psicodélico encontrado na região do Grande Mekong, no Sudeste Asiático. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)Lagarto-gecko-psicodélico encontrado na região do Grande Mekong, no Sudeste Asiático. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)
Outras espécies que foram encontradas são um macaco endêmico de Mianmar (Rhinopithecus strykeri) e um lagarto que se reproduz por meio de auto-clonagem, sem a necessidade de um réptil macho (Leiolepis ngovantrii)
Espécie de lagarto (Leiolepis ngovantrii) que se clona e descarta a reprodução com exemplares machos. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)Espécie de lagarto (Leiolepis ngovantrii) que se clona e descarta a reprodução com exemplares machos. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)
Segundo o relatório, esta taxa de descoberta mostra que a região é uma das últimas fronteiras que abriga espécies desconhecidas no planeta. Entretanto, enquanto o encontro de novos exemplares de aves, mamíferos ou plantas destaca a biodiversidade da região, outras espécies estão fragilizadas devido à pressão do homem.
O WWF afirma que a população de animais como o tigre (Panthera tigris) caiu 70% em uma década e a extinção do rinoceronte-de-Java (Rhinoceros sondaicus) no Vietnã, em 2010, “são urgentes lembretes de que a biodiversidade está se perdendo em um ritmo alarmante.
Por isso, a instituição cobra ações conjuntas destes países para evitar a perda dos habitats. “As nações não podem resolver efetivamente estes problemas pensando apenas dentro de suas próprias fronteiras”, informa o documento.
Estado norte-americano avalia reduzir impostos para enterro espacial

Os norte-americanos que querem economizar dinheiro em impostos podem considerar enviar suas cinzas ao espaço, segundo uma legislação proposta no estado de Virgínia.
O projeto de lei, que será debatido no próximo ano, ofereceria aos moradores do estado um abatimento fiscal de US$ 8 mil a quem decidir enviar seus restos ao espaço, informaram os meios de comunicação.
Segundo os funcionários do governo estadual, isto seria bom para a economia. "Sei que pode parecer hilário, mas é hora de superar isso", disse J. Jack Kennedy, membro do conselho da Autoridade de Voos Espaciais Comerciais de Virgínia ao canal WTVR de Richmond, Virgínia. "É uma oportunidade de negócio e emprego", acrescentou.
O objetivo é aumentar o número de visitantes do Porto Espacial Regional do Atlântico Médio, nas ilhas Wallops, na costa da Virgínia, que, em associação com a Nasa, oferece serviços de lançamentos de voos.
Os parentes comeriam em restaurantes locais, se alojariam nos hotéis e visitariam lugares de interesse, disse Donna Bozza, diretora da Comissão de turismo da costa leste da Virgínia, segundo o site de WTVR.
A indústria funerária espacial é dominada por uma empresa de Houston, Texas (sul), chamada Celestis, que disse ter lançado 10 voos espaciais comemorativos.
Os preços variam entre US$ 1 mil, se o envio for só ao espaço, e US$ 10 mil se o destino é a Lua. A partir de 2014 será oferecido o serviço Voyager, pelo qual "o ser querido será lançado a uma viagem ao espaço profundo, abandonado no sistema Terra-Lua, em uma viagem celestial permanente", segundo o site da empresa.
Alguns famosos que enviaram seu restos ao espaço são o escritor e defensor do LSD, Timothy Leary; o criador do Star Trek, Gene Roddenberry e o astronauta de Mercury 7, Gordon Cooper.
Rara lagosta albina é encontrada por pescador no Reino Unido

Uma lagosta albina encontrada no mar nas proximidades do condado de Dorset, na Inglaterra, se tornou uma das atrações de um centro de animais marinhos do país.
O crustáceo raro, portador de uma anomalia genética que causa a ausência de pigmentação dna pele, foi encaminhado por um pescador que desistiu de comer o animal. Segundo Fiona Smith, curadora do Sea Life Centre, em Weymouth, há pelo menos 20 anos não aparecia um lagosta albina no Reino Unido.
De acordo com o jornal britânico "The Sun", o animal foi apelidado de Santa Claws devido ao tamanho de suas garras (claws, em inglês) e uma paródia a Santa Claus (Papai Noel, no mesmo idioma).
A lagosta albina apelidada de "Santa Claws", uma paródia a Santa Claus (Papai Noel em inglês) (Foto: Reprodução) 
A lagosta albina apelidada de "Santa Claws", uma paródia a Santa Claus
Fotos de concurso da National Geographic revelam detalhes escondidos da natureza 

O Concurso Fotográfico da National Geographic de 2011 divulgou algumas das imagens enviadas pelos participantes entre os dias 1º de setembro de 30 de novembro de 2011.
O concurso anual premia as melhores fotos de amadores de profissionais nas categorias Pessoas, Lugares e Natureza (veja fotos abaixo).
Bolas de gás ficam presas abaixo do solo congelado na parte canadense das Montanhas Rochosas. (Foto: Emmanuel Coupe/National Geographic Photo Contest)Bolas de gás ficam presas abaixo do solo congelado na parte canadense das Montanhas Rochosas. (Foto: Emmanuel Coupe/National Geographic Photo Contest)
As imagens mostram momentos raros como uma coruja Bufo-real em pleno voo e o momento em que um lagarto espia o fotógrafo de uma folha de palmeira.
Os vencedores do primeiro prêmio em cada categoria ganham US$ 2,5 mil (R$ 4,5 mil) e terão as fotos publicadas na revista National Geographic.
Uma das fotos vencedoras também será escolhida para o vencedor do primeiro prêmio geral, que dará ao fotógrafo mais US$ 7,5 mil (13,5 mil).
Destruição após tornado em Mapleton, nos Estados Unidos. (Foto: Timothy Wright/National Geographic Photo Contest)Destruição após tornado em Mapleton, nos EUA. (Foto: Timothy Wright/National Geographic Photo Contest)
Os resultados serão divulgados até o dia 15 de dezembro. Em 2010, a competição anual recebeu 16 mil imagens de 130 países.
Foto de longa exposição mostra o Monte Rainier, nos Estados Unidos. (Foto: Chris Morin/National Geographic Photo Contest)Foto mostra o Monte Rainier, nos EUA. (Foto:Chris Morin/National Geographic Photo Contest)
Voo da maior espécie de coruja do planeta. (Foto: Mark Bridger/National Geographic Photo Contest)Voo da maior espécie de coruja do planeta. (Foto: Mark Bridger/National Geographic Photo Contest)
Lagarto se esconde em folha de palmeira no Havaí. (Foto: Lorenzo Menendez/National Geographic Photo Contest)Lagarto se esconde em folha no Havaí. (Foto: Lorenzo Menendez/National Geographic Photo Contest)
Cerca coberta de neve no Canadá. (Foto: Sara Worsham/National Geographic Photo Contest)Cerca coberta de neve no Canadá. (Foto: Sara Worsham/National Geographic Photo Contest)
Menino brinca em um rio em Laos. (Foto: Danny Griffin/National Geographic Photo Contest)Menino brinca em um rio em Laos. (Foto: Danny Griffin/National Geographic Photo Contest)
Piscina termal do parque Yellowstone, nos EUA (Foto: Danielle Goldstein/National Geographic Photo Contest)Piscina termal do parque Yellowstone, nos EUA (Foto: Danielle Goldstein/National Geographic Photo Contest)
Mulher da etnia himba, na Namíbia. (Foto: Dominique Brand/National Geographic Photo Contest)Mulher da etnia himba, na Namíbia. (Foto: Dominique Brand/National Geographic Photo Contest)
Cânion em território dos índios navajos, nos EUA. (Foto: Angiolo Manetti/National Geographic Photo Contest)Cânion em território dos índios navajos, nos EUA. (Foto: Angiolo Manetti/National Geographic Photo Contest)
Dente de Titanossauro é leiloado por mais de R$ 100 mil nos EUA

Um dente de tiranossauro com 67 milhões de anos foi leiloado no domingo (11) por R$ 102 mil reais em Los Angeles, nos Estados Unidos. A oferta estabeleceu um novo recorde no comércio de dentes pré-históricos em leilões, segundo a casa Bonhams, responsável pela venda.
Descoberto em uma fazenda em Garfield County, no estado de Montana, o osso tem 15,2 centímetros de extensão e pesa 338 gramas. A peça foi achada enterrada no solo por um trabalhador rural que arava o local.
Com ótimo estado de conservação, o dente é uma das mais antigas já encontradas no mundo e era usada para triturar os ossos de presas do tiranossauro.
Dente de tiranossauro foi vendido neste domingo (11) nos EUA. (Foto: Cate Hurst / Bonhams / AP Photo)Dente de tiranossauro foi vendido neste domingo (11) nos EUA.
Ratos ajudam um ao outro em situações de perigo, diz estudo
 Rato tenta soltar o companheiro de armadilha, em experimento (Foto: Science/AAAS) 
Rato tenta soltar o companheiro de armadilha, em
experimento 

Uma pesquisa publicada na edição da última sexta-feira (9) da revista “Science” traz o primeiro registro de empatia – conceito biológico que denomina a capacidade de compartilhar emoções – em roedores.
Antes, esse comportamento só havia sido identificado fora dos primatas em casos isolados, e nunca em um grupo tão distante na linha evolutiva, como é o caso dos roedores. Estudos como esse ajudam a compreender melhor a própria origem de comportamentos humanos.
Na experiência, foram usados dois ratos que vivem juntos, na mesma gaiola. Um deles foi preso em uma armadilha que só poderia ser aberta pelo lado de fora, enquanto o outro poderia circular livremente em torno dessa armadilha.
Havia contato visual e auditivo entre os dois. Uma vez que o rato percebia que o companheiro estava preso, ficava bem mais agitado que o normal, até que, eventualmente, descobriu como fazer para soltá-lo.
“Não treinamos esses ratos de nenhuma forma”, afirma Inbal Ben-Ami Bartal, estudante de psicologia da Universidade de Chicago, nos EUA, que idealizou a pesquisa e assina o estudo, em material de divulgação da instituição.
“Esses ratos aprendem porque são motivados por algo interno. Não mostramos a eles como abrir a porta, eles não têm nenhuma exposição prévia à abertura da porta, e é difícil abri-la. Mas eles continuam tentando, tentando, até que funciona”, relata o pesquisador.
Para confirmar o motivo que levava os ratos a fazer isso, os cientistas criaram cenários novos. Em um deles, era um boneco de rato que ficava preso; nesse caso, o rato não abria a porta. Na outra simulação, o rato tinha também a opção de comer uma pilha de chocolate sozinho antes de soltar o companheiro, mas sempre deu preferência a libertá-lo antes da refeição.
“Não há outro motivo para tomar essa ação, a não ser para acabar com o sofrimento do rato preso”, diz Bartal. “No mundo modelo dos ratos, ver o mesmo comportamento ser repetido várias vezes significa basicamente que essa ação é uma recompensa para o rato”.
Sonda da Nasa faz sua maior aproximação a lua de Saturno
 A sonda Cassini, da Nasa , vai examinar de perto duas luas de Saturno nos próximos dias. Nesta segunda (12), ela vai estar a apenas 99 quilômetros da superfície de Dione, maior aproximação já feita a esse corpo celeste. No dia seguinte, ela estará a 3,6 mil quilômetros de Titã, a maior dos 18 satélites naturais do planeta.
A nave foi lançada em 1997 para estudar a composição das luas de Saturno. Em Dione, seus instrumentos vão fornecer informações sobre a estrutura geológica do corpo celeste. Além disso, vai confirmar ou não se essa lua tem uma atmosfera rarefeita, como os cientistas acreditam.
Em Titã, cuja atmosfera é formada principalmente por nitrogênio, a sonda vai medir o comportamento dos ventos no polo norte do satélite na transição da primavera para o verão no local. Os cientistas também procuram por névoas.
Dione, em primeiro plano, e Titã, ao fundo, orbitam em torno de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute) 
Dione, em primeiro plano, e Titã, ao fundo, orbitam em torno de Saturno

domingo, 11 de dezembro de 2011

Eclipse lunar é observado desde o oeste dos EUA à Europa Oriental

Um eclipse total da Lua pôde ser visto desde a zona oeste dos Estados Unidos até a Europa Oriental, neste sábado (10). O fenômeno começou por volta de 10h45, horário de Brasília, e por isso não foi visto do Brasil.
O eclipse total da Lua acontece quando o Sol, a Terra e a própria Lua se alinham, de forma que a Terra projeta uma sombra sobre seu satélite natural. A próxima ocorrência de uma eclipse como esse será em 2014.
Eclipse lunar visto de Portland, em Oregon, noroeste dos EUA (Foto: AP Photo/Rick Bowmer)Eclipse lunar visto de Portland, em Oregon, noroeste dos EUA
Eclipse parcial da lua é visto próximo à torre de TV em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno / AFP)Eclipse parcial da lua é visto próximo à torre de TV em Tóquio, no Japão 
 Composição de 12 fotos mostra eclipse total da lua visto em Hefei, na província chinesa de AnhuiComposição de 12 fotos mostra eclipse total da lua visto em Hefei, na província chinesa de Anhui
 Eclipse lunar é visto no Parque Nacional dos Arcos, em Utah, nos Estados UnidosEclipse lunar é visto no Parque Nacional dos Arcos, em Utah, nos Estados Unidos
Eclipse parcial da lua pode ser viso entre pilares romanos no Templo de Hércules, na JordâniaEclipse parcial da lua pode ser viso entre pilares romanos no Templo de Hércules, na JordâniaEclipse total da lua é visto em Seul, na Coreia do Sul, neste sábado (10)Eclipse total da lua é visto em Seul, na Coreia do SulMais de 600 se reuniram no início da manhã, em um observatório na Califórnia, para observar o eclipseMais de 600 se reuniram no início da manhã, em um observatório na Califórnia, para observar o eclipseLua, durante o eclipse lunar, acima do lago Pend Oreille, em Idaho, nos Estados UnidosLua, durante o eclipse lunar, acima do lago Pend Oreille, em Idaho, nos Estados UnidosCrianças da Palestina assistem ao eclipse lunar do topo de suas casas em Rafah, ao sul da faixa de GazaCrianças da Palestina assistem ao eclipse lunar do topo de suas casas em Rafah, ao sul da faixa de GazaEclipse deste sábado (10) é visto no PaquistãoEclipse deste sábado (10) é visto no PaquistãoElipse parcial da lua pode ser observado em Cologne, na Alemanha
 Elipse parcial da lua pode ser observado em Cologne, na Alemanha
Plutão pode ter um oceano profundo sob a camada de gelo de sua superfície 
 NASA está ansiosa para obter provas da existência de um oceano profundo em Plutão.Em 2015, quando a estação espacial da NASA New Horizons chegar a plutão, enviará imagens detalhadas do planeta e isso permitirá que os astrônomos comprovem se há um oceano sob a superfície gelada. Isso vai abrir portas para novas possibilidades de existência de água em outros corpos do sistema solar. A pesquisa não só mostrou que a existência de um oceano é provável, como também é possível sua confirmação.
Os pesquisadores Guillaume Robukon e Francis Nimmo, ambos da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, criaram um modelo de evolução terminal do planeta anão juntamente com o se comportamento na superfície para compreender os impactos de uma presença oceânica no planeta. Plutão tem sua superfície coberta por uma fina camada de gelo, no entanto, o interior do planeta é formado por um núcleo quente e radioativo, o que facilita a formação de um oceano abaixo do gelo.
Apesar de ser 40x mais distante do Sol do que a Terra, o calor de seu interior, a partir dos isótopos radioativos, contém potássio – que é encontrado em meteoritos do sistema solar – e é um elemento chave que levaria o derretimento do gelo. Nimmo afirma que: “Plutão tem potássio suficiente para manter o oceano".
O oceano do planeta anão (ao menos em teoria) tem uma profundidade média de 165 km. Se um oceano subsuperficial existe neste planeta anão, os outros corpos que compõem o Cinturão de Kuiper são mais habitáveis do que se pensava. "Eles podem ter oceanos, porque o tamanho de alguns deles é comparável ao tamanho de Plutão" disse Nimmo.
Alguns deles podem conter não só água líquida, mas também elementos necessários para a origem da vida que não se encontram em Plutão.


Quão inteligentes podemos ser? Estudo sugere que há limite para a inteligência 
 Utilizamos muita energia para melhorar nossa memória, inteligência e atenção. Até utilizamos drogas, como cafeína e ritalina, para potencializá-las, mas ser mais e mais inteligente talvez não seja o melhor para nós.
Novas pesquisas sugerem que 'limites' evoluíram em nossas mentes, como memórias folhas, um mecanismo de defesa. Qualquer novo medicamento ou tecnologia que melhore a inteligência humana pode ser perigoso.
Um novo estudo publicado no Current Directions in Psychological Science, publicação da Association for Psychological Science, adverte que há limites na obtenção de inteligência e qualquer aumento na capacidade de raciocínio é susceptível de problemas.
Os pesquisadores analisaram a evolução humana para entender por que somos tão inteligentes como nossos antepassados. "Parece natural perguntar, por que não estamos mais espertos agora" indaga o Dr. Thomas Hills, da Universidade de Warwick. “Algumas pessoas estão interessadas em drogas que podem melhorar a cognição", diz Thomas Hills, da Universidade de Warwick, que escreveu o artigo com Ralph Hertwig, da Universidade de Basel
Trocas são comuns na evolução. Pode ser bom ter oito metros de altura, mas o coração não suportaria. Assim como existem vantagens e desvantagens evolutivas de características físicas, existem compensações para a inteligência.
O tamanho do cérebro dos bebês é limitado, entre outras coisas, para o tamanho da pelve da mãe. Cérebros maiores podem significar mais mortalidade durante o parto, afinal a pelve não pode mudar sem alterar a nossa forma de estar e andar.
Drogas como ritalina e anfetaminas ajudam as pessoas a prestar mais atenção. Mas as pessoas que não têm problemas com relação a isso podem demonstrar um desempenho baixo.
Este estudo sugere que existe limite para o quanto as pessoas podem ou devem prestar atenção. "Isso faz sentido se você pensar sobre uma tarefa focada, como dirigir", diz Hills. "Se sua atenção está focada em um outdoor ou mudar a estação no rádio, você vai ter problemas.”
Pode parecer bom ter uma memória melhor, mas as pessoas com memórias excessivamente boas têm uma vida difícil. "A memória é uma faca de dois gumes", diz Hills. Em um pós-trauma, por exemplo, uma pessoa não consegue parar de lembrar o episódio terrível. "Se algo de ruim acontece, você quer ser capaz de esquecê-lo, de seguir em frente."
Colinas e Hertwig citam um estudo de judeus Ashkenazi que têm um QI médio muito maior do que a população européia. Aparentemente por causa de seleção evolutiva nos últimos dois mil anos, mas, ao mesmo tempo, os judeus Ashkenazi tem sido afetados por doenças hereditárias, como doença de Tay-Sachs que afeta o sistema nervoso. É provável que o aumento do poder cerebral tenha causado um aumento da doença.
Perante todas estas vantagens e desvantagens que surgem quando você potencializa a memória das pessoas, Hills comenta que é improvável que surja uma ‘super mente’. “Se você tem uma tarefa específica que requer mais memória, mais velocidade ou mais exatidão, então você pode potencializar sua capacidade para essa tarefa, mas seria errado pensar que isso vai melhorar suas habilidades para sempre”.
Nova vacina criada contra o HIV abre portas para a cura 
 Cientistas criaram vacina contra o vírus HIV que atua na síntese de anticorpos, sendo eficazes contra as a ções maléficas do vírus
A ciência se manteve impotente por 30 anos na luta contra essa doença incurável, enquanto ela contaminava milhões de pessoas. O método tradicional de tratamento que consistia na estimulação dos fragmentos de vírus inativado foi ineficaz. O vírus se tornou resistente e o sistema imunológico deixou de reconhecê-lo. Com dificuldade, os cientistas descobriram uma molécula universal do vírus responsável para todos os tipos de mutação do HIV.
A partir da identificação do sinal universal do vírus, os cientistas fizeram com que o corpo produzisse anticorpos sobre essa característica. Com técnicas de engenharia genética, cientistas americanos observaram anticorpos em um adenovírus modificado. Este adenovírus poderia incorporar o seu DNA no genoma da célula. Experimentos foram realizados em ratos. Uma vez que o DNA de adenovírus incorpora nas células musculares, essas células começam a produzir anticorpos contra o HIV.
Esses anticorpos já foram testados em humanos para verificar a eficácia. Como resultado foi selecionado dois tipos de anticorpos mais eficazes que protegem os ratos, mesmo quando a concentração do vírus HIV é centenas de vezes acima do normal. Mesmo duas semanas após uma única injeção de adenovírus nos animais, eles não deixam de produzir anticorpos.
As técnicas já existentes foram repetidas há alguns anos, em macacos, mas foram em vão. Em estudos recentes feitos em ratos o resultado gerou uma ação em longo prazo, criada pela vacina genética. Este método também é válido para todo o corpo, não somente para uma cultura de células separadas. Assim, as células musculares irão produzir anticorpos, mesmo se o vírus sofrer mutações e mudar drasticamente os sinais.
Ainda não foi divulgado como se comporta a vacina em seres humanos. Apenas sabe-se que a produção de anticorpos após a vacina não pode ser interrompida. As células produzem anticorpos, mesmo que HIV não esteja latente, mas os cientistas não sabem como a vacina afetará o corpo humano saudável. A pesquisa foi publicada na Global Science.
Botânicos encontram orquídea raríssima que floresce apenas durante a noite 
 A primeira espécie de orquídea que floresce durante a noite foi descoberta por botânicos do Royal Botanic Gardens de Londres.
Encontrada na Nova Guiné pelo pesquisador holandês Ed de Voguel, a Bulbophyllum nocturnum, como foi batizada pelos botânicos, floresce durante a noite e murcha quando o sol nasce, uma característica única entre os 25 mil tipos de orquídeas catalogadas.
Essa situação indagou os pesquisadores, por que as flores duram apenas uma noite e murcham no dia seguinte. Curioso com este comportamento, Ed de Voguel decidiu levá-la para casa durante uma noite e observou o que acontecia. A surpresa foi enorme quando, à noite, a flor se abriu e voltou a se fechar de manhã.
O pesquisador e perito em orquídeas do Royal Botanic Gardens, Andre Schuiteman, contou à BBC News que a descoberta foi totalmente inesperada, porque há muitas espécies de orquídeas e jamais foi encontrada uma que florescesse apenas à noite. De acordo com Schuiteman, trata-se de uma descoberta extraordinária e prova que ainda é possível fazer achados surpreendentes.
A resposta para o florescimento noturno ainda não foi descoberto e requer uma investigação profunda. As flores que tem esse hábito são raras, como o cacto rainha-da-noite.